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18 março 2016

A Morte de Riccardo Garrone - Especial Brasil

Morre aos 89 anos de idade em Milão, Itália em 14 de março de 1916 Riccardo Garrone.

O grande ator romano, irmão do diretor Sergio Garrone, foi por muito tempo um dos principais personagens mais importantes da história do cinema italiano, com uma das carreiras mais longas com 65 anos de trabalho.

Foram cerca de 180 interpretações em filmes nos mais variados gêneros, assim como uma intensa atividade em teatro e também como dublador em filmes estrangeiros.

Uma longa carreira que varia de filmes de Federico Fellini, Luigi Zampa, Mario Monicelli, Dino Risi, entre outros. Filmes de sucesso como em 1962 “Eva” de Joseph Losey e “The Yellow Rolls-Royce” em 1964 de Anthony Asquith.

Garrone passou por todos os estágios da história da comédia italiana, tornando-se um dos rostos mais reconhecíveis e participando, além dos filmes menores e incluindo filmes como "Audace colpo dei soliti ignoti” (1959) de Nanny Loy, “Arriva Dorellik” (1967) de Steno bem com cinco filmes com Franco Franchi e Ciccio Ingrassia, incluindo “I due pericoli pubblici” (1964) de Lucio Fulci, “Il fischio al naso” (1967) de Ugo Tognazzi, “Basta guardarla” (1970) de Luciano Salce, “Rugantino” (1973) de Pasquale Festa Campanile e “Amarsi un po’…” (1984) de Carlo Vanzina.


Muitos outros papéis em outros gêneros populares, como no Peplum (Sandalha e espada) “Saffo - Venere di Lesbo” (1960) de Pietro Francisci, no horror como em “5 tombe per un medium” (1965) di Massimo Pupillo e “Il medaglione insanguinato” (1975) de Massimo Dallamano.

Atuou em bons musicais como “I ragazzi di Bandiera Gialla” (1968) de Mariano Laurenti. “Decameron proibitissimo (Boccaccio mio statte zitto)” (1972) de Marino Girolami, no thriller como “Il baco da seta” (1974) de Mario Sequi; no drama como “La ragazza con la valigia” (1961) de Valerio Zurlini e até mesmo em contos eróticos como “Paprika” (1991) de Tinto Brass.


Nos últimos 25 anos de trabalho participava em mini-séries de TV como “Il vigile urbano” (1989-90) ao lado de Lino Banfi, “Amico mio” (1993-1994) com Massimo Dapporto, “Un medico in famiglia” (1998 e 2004) em que fez o marido de Milena Vukotic, “Anna e i cinque” (2008) com Sabrina Ferilli.

Ativamente participando de dublagens como a voz do urso Lotso de “Toy Story 3“, e outros vários desenhos animados como "Lady Oscar“, “Belle e Sebastien“, “Lamù, la ragazza dello spazio”.

Começou sua carreira no teatro e estudou na Academia de Arte Dramática "Silvio D'Amico" em 1949 após atuar na empresa Gassman-Torrieri-Zareschi. Iniciou em papéis brilhantes pela Companhia de Teatro Parioli di Dino Verde, no fim da época de ouro do cinema italiano, pela primeira vez em "Capela Sistina" (1984-1987). Atuou também como Escritor, diretor e produtor dentro do ramo cinematográfico e televisivo.


Riccardo Garrone seguramente é outra grande perda para o cinema popular italiano.
Será sempre lembrado como um grande ator popular da TV e do cinema italiano e ficará para sempre no coração de seus milhares de fãs espalhados pelo mundo que conquistou através das telas do cinema.

No Espagehtti Western sempre aparecia com o seu bigode no estilo do ator americano Gilbert Roland e nos brindou com 13 trabalhos creditados contracenando com muitos dos astros do gênero como George Hilton, Anthony Steffen, William Berger, Guy Madson e James Garner mas sabe-se que participou de vários outros como ator extra auxiliando na produção.

                    
 RICCARDO GARRONE FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN

  1. Sledge, O Homem Marcado (1970) “Man Called Sledge” - Warden
  2. Uma Longa Fila de Cruzes (1969) [Una Lunga Fila di Croci] “No Room to Die” - Sr. Fargo
  3. Tedeum, Um Homem Mais Duro que Trinity (1972) [Tedeum, um Pistoleiro em Apuros] “Tedeum”    “Sting of the West”  -  Xerife
  4. Que Faço no Meio de uma Revolução? (1972) [Che c'entriamo noi con la rivoluzione?] “What am I Doing in the Middle of the Revolution?” - Peppino
  5. Deguejo (1966) “Degueyo”  [Dick Regan] - Foran
  6. Bang Bang Kid (1967) “The Bang Bang Kid’ - Killer Kossock
  7. Atirar Para Viver (1968) Se Queres Viver... Atira! [Se Vuoi Vivere... Spara!] “ If You Want to Live...   Then Shoot!” - [Rick     Garrett] Donovan
  8. O Regresso de Aleluia (1972) [Il West ti Va Stretto, Amico... è Arrivato Alleluja] ”The Return of Halleluja” - Zagaya
  9. El Zorro Justiciero (1969) [E Continuavano a Chiamarlo Figlio di...] “Zorro the Lawman”
10. Django O Bastardo (1969) [Django Il Bastardo]
11. Dick Luft Em Sacramento (1974) [Di Tresette ce n'è Uno, Tutti Gli Altri son Nessuno] “The Crazy Bunch”  - Frisco Joe/Tutti Frutti
12.Os Dois Sargentos do General Custer (1965) [I Due Sergenti Del Generale Custer] “Two Sergeants of General Custer” - Especialista
13.The Rough and Ready Cowboy (Série de TV) [1973-1974] (Dublador Italiano)


04 junho 2015

O Filho De Django/Na Trilha da Vingança [Il Figlio Di Django]


O Filho De Django - Brasil
Na Trilha Da Vingança - Brasil
Il Figlio Di Django
The Son Of Django - USA
Der Sohn des Django - Alemanha

Produção Itália 26 de Maio de 1967
Direção: Osvaldo Civirani
Música: Piero Umiliani
Tema: “They Called Him Django”
Interpretada por John Balfour e
“Hog Tied” escrita e interpretada por
Carol Danell & Wylder Brothers
Duração: 96 Minutos
Fotografia: Osvaldo Civirani
História: Alessandro Ferraù, Tito Carpi e Osvaldo Civirani
Produção: Demofilo Fidani – Elios Estudios - Roma
Co Produção Denwer Film
Distribuição original no Brasil: Sagres

Gabriele Tinti (Ex-marido da atriz brasileira Norma Bengell)  - Jeff Tracy
Guy Madison - Padre  Gus  Fleming
Pedro Sanchez (Ignazio Spalla) - Thompson
Ingrid Schöeller - Jane Grayson
Daniele Vargas - Clay Ferguson
Andrew Scott (Andrea Scotti) - Xerife Coward
Bob Messenger (Roberto Messina) - Logan/Dono Da Sela Mexicana
Ivan Scratt (Giovanni Ivan Scratuglia) - Quatro Azes/Francês
Christl Penz (Cristina Penz) Beth/Cantora do Saloon
Luigi Ciavarro (Luis Chavarro) - Tapa-olho
Franco Gulà - Hoteleiro
Luciano Rossi - Mack/ Braço Direiro De Thompson/Traidor
Piero Morgia - Braço Direito De Clay Ferguson
Giorgio Dionisio - Joe Grayson
Renato Mambor - Clint Sullivan
John Bartha - Xerife Covarde
Giuseppe Castellano - Bill/Barbudo
Lucio De Santis (Bob Johnson) - Hurricane/Furação
Osiride Pevarello - Comparsa Do Tapa-olho
Attilio Severini - Comparsa De Clay Ferguson
Franco Ukmar - Comparsa De Clay Ferguson
The Wilder Brothers - Músicos

Tiroteios, lutas e vingança com o filho do mais famoso pistoleiro do velho oeste Espaghetti.
Com  nove anos de idade, a visão de seu pai sendo covardemente assassinado por “Clay”  fez  Jeff  Tracy amargar  por toda sua vida, o desejo de vingança.

Agora ele está prestes a encontrar o homem que  matou pelas costas a lenda chamada Django e só a morte do assassino o fará encontrar a paz, mas o reverendo Gus Fleming, velho amigo de  Django que  salvara Jeff do massacre quando criança, lhe convence a não matá-lo e sim entrega-lo a justiça.

Interessante também  notar neste filme a decoração do set de filmagem que ficou por conta de Demofilo Fidani que diga-se de passagem ficou ótimo.
A vingança se dá na cidade  Topeka, onde os donos do local Clay e Thompson disputam a liderança da cidade.

Nota-se também  que o tiroteio no sallon; “Foi um dos mais longos feitos em seu interior”.
O careca “Daniele Vargas”, o Sr. Clay e Pedro Sanchez como Thompson estão em seus melhores momentos  de suas carreiras.

Uma das mais clássicas e bem elaboradas trilhas musicais para um Western Espaghetti e você poderá conferir a letra da canção tema que pode ser ouvida ao final do filme "They Call Him Django" em: http://www.bangbangitaliana.blogspot.com.br/search/label/O%20filho%20de%20Django.

Em “Bang Bang à Italiana” da TV Record no Brasil, ele fora exibido por três vezes com o titulo original de “Na Trilha da Vingança” em 20 de Abril de 1983, 27 de Julho de 1984 e 04 de novembro de 1987.

Link Disponível na Web para Download:
http://www.filefactory.com/file/5negts2fb07v/O%20filho%20de%20Django.avi
Qualidade do vídeo: DVDRip
Extensão do vídeo: AVI
Codec de vídeo: XviD
Codec de áudio: MP3
Tamanho: 701 MB
Áudio: Italiano e Português
 

Música
"They Called Him Django"
Tema do filme “O Filho de Django” Brasil
Il Figlio di Django (1969)

Música de Piero Umiliani
Letra: C. A. Danell
Interpretada por John Balfour

They called him Django
A man of high degree
A man of honour
He was a friend to me.

They called him Django
A coward gunned hin down
I won’t rest easy
Until that coward is found.

Every town and country i'll search
Until I find a trace
Soon there’ll be nowhere left
That he can show his face.

Then revenge will be mine
When I have found his trail
But that coward won’t even be safe
Behind those bars in jail.

I’ll kill for Django
And for his memory
He was my father
A man of high degree.

[Instrumental]

Every town and country i'll search
Until I find a trace
Soon there’ll be nowhere left
That he can show his face.

Then revenge will be mine
When I have found his trail
But that coward won’t even be safe
Behind those bars in jail.

I’ll kill for Django
And for his memory
He was my father
A man of high degree.

They called him Django!
Django…

Tradução para Português (Brasil)

Eles o chamavam de Django
Um homem de grande respeito
Um homem de honra
Ele era um amigo para mim.
Eles o chamavam de Django
Um covarde atirou contra mim
Eu não vou descansar
Até que o covarde seja encontrado.
Em cada cidade deste país procurarei
Até eu encontrar uma pista
Logo não haverá nenhum lugar
Que ele possa mostrar seu rosto.
Então a vingança será minha
Quando eu encontrar seu rastro
Mas esse covarde não vai mesmo estar seguro
Por trás dessas barras de prisão.
Eu vou matar por Django
E, para sua memória
Ele era meu pai
Um homem de grande respeito.
Em cada cidade deste país procurarei
Até eu encontrar uma pista
Logo não haverá nenhum lugar
Que ele possa mostrar seu rosto.
Então a vingança será minha
Quando eu encontrar seu rastro
Mas esse covarde não vai mesmo estar seguro
Por trás dessas barras de prisão.
Eu vou matar por Django
E, para sua memória
Ele era meu pai
Um homem de grande respeito.
Eles o chamavam de Django!
Django ...



Música tema Download

10 junho 2014

Sette Winchester Per Un Massacro [Texas 1867] - Brazil


Sette Winchester Per Un Massacro
Texas 1867 - Brazil
Payment In Blood - USA
Seven Winchesters For A Massacre - USA
7 Winchester Para Una Matanza - Espanha

Produção: Itália 14 de Abril de 1967
Duração: 99 minutos
Direção: Enzo G. Castellari (E.G. Rowland)
História: Marino Girolami, Tito Carpi e Enzo Girolami (E.G. Rowland)
Fotografia: Aldo Pinelli
Música: Francesco De Masi
Música Tema: "The Seven Gunmen" Interpretada por Raoul

Edd Byrnes - Stuart
Guy Madison - Colonel Thomas Blake
Ennio Girolami (Thomas Moore) - Chamaco Gonzales
Luisa Baratto (Louise Barrett) – Manuela
Attilio Severini - Mesa Alvarez
Federico Boido (Rick Boyd) - Fred Calhoun
Adriana Facchetti - Miss Belle
Alfredo Runachagua (Alfred Aysanoa) - Rios
Piero Vida - Levasseur
Giulio Maculani -  Xerife
Rosella Bergamonti - Nora
Marco Mariani - Mason
Mario Papotti (Mario Donen) – Soldado da União.
e Mirella Pampfili

Escrito para o teatro americano, “Payment in Blood” foi aqui adaptado para o Espaghetti Western.
Burke (Guy Madison) é um egocêntrico coronel ex-confederado que não aceita o fim da Guerra Civil e recruta sete dos piores bandidos, protegendo-se atrás da bandeira rebelde, saqueando o território do Texas em meio ao caos do final da guerra.

Agora está a procura de uma fortuna de 200.000 dólares designados para compras de armas durante a guerra desaparecidos e que fora enterrado pelo general confederado “Beauregard” em um cemitério ainda desconhecido.
Edd Byrnes no primeiro de suas três participações no gênero é um agente federal que se infiltrará no bando para investigar e acabar com ele.
Filme dirigido por Enzo G. Castellari em 1967 sob o pseudônimo de E. G. Rowland e um roteiro de parceria com Tito Carpi e Marino Girolami, um pouco mais elaborado do que outros spaghetti que costumamos ver, longe do eterno tema vingança.

A princípio Burke e Stuart se unem com o mesmo propósito, em dividirem o prêmio, mas até o desfecho da história muitas reviravoltas acontecem culminando num final surpreendente entre eles.

Pode-se considerar que este faz parte de uma suposta trilogia de Castellari [Vou, vejo e disparo],[ Vou, mato e volto] e este “Sette Winchester per un Massacro”.
Os persoangens tem muito em comum nesta trilogia.
Mercenários e assassinos da pior espécie que são aqui colocamos como uma espécia de heróis em uma nação em caos total.
Enzo Castellari e Tito Carpi ainda participam como atores no primeiro e no terceiro.

Os personagens seguem o mesmo estilo em que cada um deles tem suas características próprias e ordinárias  especialidades como: especialista em faca, chicote, lutas com uso de esporas, tudo como pano de fundo as sequelas da  Guerra entre o Sul e Norte com suas tradicionais bandeiras.

Castellari neste filme abordou cenas de close-ups interessantes, uma marca registrada na época pré surgimento Leone.
A fotografia de Aldo Pinelli filmado em Technicolor, Techniscope 2.35:1 é outra diferença notada na tela.
Além de belas cenas de torturna no escuro dentro da casa no rancho, um duelo final longo e com muito suspense.
As cores no filme também são diferentes, mais vivas e convincentes devido ao sistema Technicolor.

O ator americano Edd Byrnes, que também atuou “Vou, mato e volto", volta a dar vida ao personagem do caçador de recompensas infiltrado no bando e Guy Madison que tem o caráter de bonzinho, aqui ele é o ex-coronel sanguinário, mas mantém dignidade suficiente para tentar dividir os frutos das posses entre a população carente que lutou com os rebeldes.

É um filme cheio de ação, intrigas e uma certa fidelidade entre sanguinários e assassinos com um final que não causa decepção ao fã.
A letra da bela canção tema vocalizada de autoria de Francesco de Masi, ”The Seven Gunmen” interpretada por Raoul, você conhecerá pela primeira vez aqui neste blog.

12 agosto 2010

ESTE HOMEM NÃO PODE MORRER

Guy Madson (19/01/1922*02/02/1996)
“I LUNGHI GIORNI DELL´ODIO”
“THIS MAN CAN´T DIE”
“LONG DAYS OF HATE - USA”
Produção 1966 Itália
Direção: Gianfranco Baldanello
Música: Amedeo Tommasi e Ennio Morricone
Sonorização de Massimo Loffredi
Duração: 91 min.
Fotografia: Claudio Cirillo
Edição: Alberto Gallitti
História: Luigi Emmanuele, Gino Mangini e Gianfranco Baldanello
Figurino de Maria Luisa Panaro
Decoração Set: Giorgio Giovannini e Emilio Zago
Estudios Elios – Roma
Produção Mercurio Film

Guy Madison - Martin Benson
Rik Battaglia - Vic Graham
Pietro Martellanza (Peter Martell) -Tony Guy
Lucienne Bridou - Susy Benson
Rosalba Neri - Melina - Garota de Martin
Anna Liotti - Jenny Benson/muda
Gioia Desideri - Lillian
Alberto Dell´Acqua - Daniel Benson
John Bartha - Xerife
Franco Gulà – Velho Joe
Franco Pesce - Barnaby
Jlse Scholzel - Sargento
Giovanni Ivan Scratuglia - Capitão
Fortunado Arena - Carl
Silvio Jachino, Attilio Dottesio, Gaetano Scala e Giovanni Querrel.

Um excelente eurowestern com Guy Madison talvez no seu melhor papel no Spaghetti Western sob a direção de Gianfranco Baldanello em seu terceiro Western Italiano como diretor do total de seis dirigidos. Um enredo simples com o famigerado latifundiário tomando as propriedades de pequenos agricultores.
Guy Madison é “Martin Benson”, um agente secreto do governo dos Estados Unidos que após ganhar a vida caçando contrabandistas de armas e de bebidas agora investiga os crimes na região.
Aqui, ele interpreta um pistoleiro de reputação duvidosa, que aceita a missão de rastrear os fornecedores de rifles para reservas indígenas no Texas onde seus pais foram mortos, irmã estuprada e agora unido ao seu irmão mais novo Daniel (Alberto Dell´Acqua) saem em busca de vingança. Para isso deve descobrir quem é o líder das mortes, torturas e saques, muito bem representado por Rik Battaglia no papel do chefão Vic Graham.
Quando Daniel Benson e sua irmã mais velha Susy (Lucienne Bridou de "Black Jack " ) chegam à fazenda, percebem que seus cavalos fugiram e um homem ferido está deitado em sua propriedade. Inicialmente, Daniel acredita que o homem ferido é um dos bandidos que mataram seus pais. Ele leva o homem a uma caverna e leva o Dr. Parker para atendê-lo. Enquanto isso, Vic Graham cobiça Susy , embora ela se recuse a ter qualquer envolvimento com ele. O bandido ferido é Tony Guy (Peter Martell) também agente do governo que passa o filme inteiro deitado com um ferimento de bala no peito.
Martin descobre o ponto de encontro entre os índios e os contrabandistas de armas de Graham. Sua habilidade com uma Winchester para explodir dois vagões cheios de munições é infalível em dois tiros certeiros.
É feito prisioneiro, mas ele escapa para dar continuidade a sua vingança. Guy Madson um pouco envelhecido para o papel, com barba por fazer, quase irreconhecível como no personagem de "Wild Bill Hickok " na série de TV americana que da década de 50, mas convincente para o Espaghetti Italiano. Em 1967 faria "bang Bang Kid" em um papel ridículo de "Bean Bullock" uma mistura de Feudo-Western.
No filme temos vários ingredientes pré-Leone como brutalidade, estupro, nudez, sangue, explosões, assassinatos de idosos, mas muito bem dosados sem os excessos de Leone.
Excelente uso de locações, um simples elenco mas com atuações muito bem colocadas em seus papéis. O diretor não poupou beleza; Muita mulher bonita.
" I Lunghi Giorni dell'odio " (Long Days of Hate -1967) , dirigido por Gianfranco Baldanello , que iria fazer o famoso " Black Jack " (1968), está acima da média do Espaghetti Western .
Embora não seja no mesmo nível como Leone, Corbucci de Castellari, este filme ainda mantém um clima muito bom, com excelentes cenas de ação, algumas brigas de bar, muito bem encenado, muito bem feito com bons tiroteios e confrontos. A data em que se passa a história está cuidadosamente registrada na cruz do cemitério “1870”.
Curioso também é a figura de um Velho mineiro com sua corneta (Franco Gulà) e com sua mula “Washington” que ao começo desmonta-a da sela com uma escada do lado esquerdo e ao final repentinamente surge do nada e sobe a escada do lado direito da mula (uma falha?), só pra melhorar a tomada da cena final do filme.
Um final bem planejado e diferente do habitual com o vilão morto na ponta de uma corda.
Baldanello , Emmanuele e Mangini contam uma história de cobiça , redenção e justiça de um ex-bandido tentando se redimir do passado com um enredo simples mas muito bem manipulado com a ajuda de uma boa edição de Alberto Gallitti e um cenário muito bem feito por Giorgio Giovannini e Emilio Zago.
Prestando atenção quando Martin Benson recebe uma caixa com as armas dos bandidos mortos por ele do capitão do exército (Giovanni Ivan Scratuglia de "Kill and Pray " ) na primeira cena do filme pode-se entender melhor o final.
Amedeo Tommasi e Morricone misturam influências na trilha sonora com guitarra elétrica dominante durante o filme e um tema com voz forte cativante com influência de Balada Pop.
Inicio do filme repentino com três cordas penduradas em uma forca e já se pode ouvir nos primeiros acordes da música uma fusão dos dois distintos estilos musicais destes maestros; “guitarra elétrica natural e trombone de vara se contrapondo”.
Para a época era pura inovação; um trabalho raro de se ouvir tendo em vista uma das únicas parcerias para um só filme na época. Tommasi deveria ter participado mais no Western. Seria mais um grande compositor e inovador.
As sequencias variáveis musicais baseadas no tema inicial principal ficaram muito boas, uma em especial é a típica música do “Piano-Saloon”.
Trechos de músicas de “Por um punhado de dólares” podem ser ouvidos no filme e percebe-se o sincronismo delas como era de costume de Morricone, “Fazer a música no tamanho da cena”.
Não há ligação entre as duas tramas aparentemente envolvidas pela música.

Assisti em preto e branco e fica muito bem fotografado. Esta cópia é parte de uma coletânea de nove "Spaghetti Westerns da produtora America St. Clair Vision". Este legendado em português.
Super-indicado aos fãs, principalmente para aqueles que estão fugindo dos efeitos especiais de hoje. Um filme difícil de se achar. Não possuo a trilha sonora completa e gostaria de saber quem possui.


  Versão áudio inglês legendado em português