
“Le Colt Cantarono la morte e fu...Tempo di Massacro”
“Massacre Time - USA”
Produção Itália 1966
Locações: Elios Studios - Roma - Lazio
Direção: Lucio Fulci
Música: Lallo Gori (Coriolano Gori)
Interpretada por Sergio Endrigo “Man Alone”
Fotografia: Riccardo Pallottini
História: Fernando Di Leo
Duração: 95 min
Produtora: I.F. Produzioni Cinematografiche
Distribuição no Brasil: Cinearte - Century Vídeo
Franco Nero – Tom Corbett
George Hilton – Jeffrey Corbett
Linda Sini (Lynn Shane) – Brady
Giuseppe Addobbati (John MacDouglas) – Sr. Scott
Nino Castelnuovo – Jason “Juinor” Scott
Tom Felleghy – Murray
Rina Franchetti – Mercedes
Tchang Yu – Chinês atirador de dardos
Aysanoa Runachagua – Sonko
Roberto Alessandri – Capanga de Scott
Gino Barbacane – Capanga de Scott (roupa branca)
John Bartha – Carradine
Salvatore Borghese (Sal Borghese) – Capanga de Scott
Franco Cobianchi – Barman
Mario dionisi – Filho do fazendeiro
Franco Gulà - Velho Fazendeiro
Enrico Pagano - Barman
Romano Puppo - Capanga de Scott
Attilio Severini - Capanga de Scott e Franco Morici
Western Spaghetti violento que conta a história do pistoleiro Tom Corbett (Franco Nero) que após viver um ano em paz, tem que retornar para suas terras de origem com urgência a pedido de um amigo (Carradine). Ao chegar encontra seu rancho e suas terras dominadas pela família dos Scott.
Ao tirar satisfações com os Scott, um deles “Junior” (Nino Castelnuovo – esplendido neste papel) em represália, ataca sua modesta casa e mata sua mãe, porém seu irmão alcoólatra “Jeffrey Slim” (George Hilton) conta-lhe que o velho Tuckson Scott é seu pai. Corbett tenta então recuperar o que lhe pertence tendo que acertar contas com Junior, seu irmão adotivo que tem muita habilidade com o chicote, muitos capangas para lhe proteger e vive torturando os fazendeiros fazendo-os de presas para caçá-los com cães pela região. Uma boa atuação da dupla Franco Nero e George Hilton em seus papéis.
Cenas interessantes como a luta no Saloon na qual Tom Corbett é ajudado secretamente por um chinês atirador de dardos com uma sarabatana (Tchang Yu). A música de Lallo Gori é marcante no filme e fez muito sucesso na época. O filme teve grande sucesso de público em 1966 sendo comercializado na Europa como Django II (uma espécie de sequência de Django). Com a direção de Lucio Fulci em seu primeiro dos três westerns produzidos; Depois Viriam "Os 4 do Apocalipse" (I Quattro dell´Apocalisse - 1975) & "Sela de Prata" (Sella D’argento - 1978) ambos também na mesma linha de violência sendo o primeiro com Tomas Miliam e depois com Giuliano Gemma nos papeis principais audacioamente já no final de década de 70 onde o Western já estava extinto.
Este com a ajuda da boa história de Fernando Di Leo e a colaboração de Giovanni Fago como seu assistente de direção, registrou mesmo até um tímido “Retorno de Django” feito no mesmo ano por Sergio Corbucci, mas Fulci não quis roubar o nome do personagem de Corbucci. Só pegou o casaco de Clint Eastwood e vestiu Franco Nero. Não é de se estranhar a violência demasiada neste primeiro Grande Western de Fulci pois ele viria se tornar um mestre do Horror Italiano futuramente. Depois de tanta violência o fim é chegado com uma pomba branca voando deixando a mensagem de que a paz retornara para todos.