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11 outubro 2016

Vaya Con Dios Gringo [Vá Com Deus Gringo] Especial Brasil


Vá Com Deus Gringo - Brasil
Vaya Con Dios Gringo - Itália e Espanha
Vete Con Dios, Gringo - Itália e Espanha
Good Luck Gringo - USA
Go With God, Gringo - USA
Brug Næverne, Gringo - Dinamarca
Käytä Nyrkkejäsi, Gringo - Finlândia
Dyo Aghones Gia Ton Gringo - Grécia
Iyi Sanslar Gringo - Turquia

Produção: Itália e Espanha, 12 de Agosto 1966
Duração: 79 minutos
Direção: Edoardo Mulargia (Edward G. Muller)
Escrito: Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) e Vincenzo Musolino (Glenn Vincent Davis)
Produção: Amerigo Antolini e Vincenzo Musolino
Música: Felice Di Stefano    
Fotografia: Ugo Brunelli    
Edição: Enzo Alabiso    
Decoração do Set: Alfredo Montori




Glenn Saxson - Gringo
Lucretia Love - Carmen
Ignazio Spalla - (Pedro Sanchez) - México
Aldo Berti - Bill Jackson [Perkins]
Livio Lorenzon - Don Pedro Soares
Pasquale Simeoli (Mark Stevens) - Bud Smith [Perkins]
Dino Strano (Dean Stratford) - Al Foster [Perkins]
Spartaco Battisti - Jack Stewart [Perkins]
Vincenzo Musolino - Ramon Criss
Armando Guarnieri - Xerife de Wachita              
Giovanni Ivan Scratuglia - Ajudante do Xerife
Tom Felleghy - Inspetor da Walles Fargo
Nino Musco - Gerente do Posto da Walles Fargo
Alfredo Rizzo - Inspetor da Walles Fargo
e Com Bill Jackson           


Assim como no bom "Non aspettare Django, spara" [Django não espera, Mata] de 1967, aqui o também diretor, produtor, roteirista e ator Vincenzo Musolino, tem uma história de vingança e justiça com as próprias mãos. Na cidade de Wachita, Gringo tem seu irmão assassinado pelo bando de Criss e é acusado e preso por isso.
Ele é levado para a prisão, mas com seu amigo, México [Pedro Sanchez] e preso junto a um grupo de criminosos conhecido como os Perkins. Simulando o enforcamento por México, conseguem escapar da prisão. A fuga é realizada horas antes de suas execuções. Aproveitando-se da situação, Gringo foge com eles. Para a fuga do grupo destes seis bandidos, tomam uma diligência que estava de saída da cidade.

Gringo está entre os fugitivos da prisão e percebe-se que ele não faz muita amizade com Bill [Aldo Berti], um dos mais perigosos e frios do bando e que tem interesse em liderá-los durante a fuga. O xerife da cidade reúne um grupo e com mais três voluntários e saem à captura do grupo. Durante a fuga, o grupo Perkins é obrigado a parar em uma grande fazenda mexicana, a de Don Pedro Soares [Livio Lorenzon], o qual os recepciona em uma grande festa em virtude da realização de uma feira.


Recebem hospitalidade generosa e ficam para a festa, mas as circunstâncias durante a festa causam muita tensão e suspense, ao mesmo tempo em que Bill tenta pegar uma mexicana a força e no momento em que Foster [Dino Strano] executa um mexicano inofensivo e bêbado pelas costas.
Don Pedro os cerca na fazenda e deseja o assassino para do velho para ser vingado. Os parceiros de Foster, para poderem se salvar, o entregam aos homens de Don Pedro que o executam imediatamente.

Don Pedro concorda em deixar o restante do grupo sair da fazenda, mas Bill novamente começa o tiroteio e pega uma dançarina mexicana órfã e a leva como refém. Durante a fuga da fazenda, Gringo tenta proteger a mexicana e é traído pelos parceiros de fuga que o deixam para trás. O xerife junta-se aos homens de Don Pedro e assim saem em caçada aos bandidos.

O grupo ao parar em uma estação de diligências da Walles Fargo, executa outro grupo de bandidos e assaltam outra diligência com uma grande quantidade de ouro e dinamite que seriam destinados a cidade de San Juan, na fronteira.

Uma disputa pela bela mexicana refém Carmen [Lucretia Love] entre os bandidos começa a colocá-los uns contra os outros, mas Gringo aparece no acampamento durante a noite e começa a sua vingança matando Bill. Com a alucinada fuga do grupo para a fronteira, são perseguidos pelo xerife e Don Pedro em campo aberto, e Gringo tem a ideia de usar a dinamite, e pulveriza quase todos os seus perseguidores conseguindo escapar.

Durante um jogo de cartas e tiroteio dentro da diligência em fuga, apenas Gringo, México e Carmen sobrevivem e Gringo muda seus planos de fuga voltando para a cidade para devolver o dinheiro e a diligência roubada pelo bando ao qual estava junto, mas os Criss o esperam para a luta.
Com a ajuda de Carmen e México, a batalha final entre Gringo e os Criss se transforma em uma guerra nas ruas de Whichita e o duelo final entre Gringo e Ramon Criss é inevitável.


Gringo ao derrotá-lo, devolve o dinheiro ao xerife que já tem a inocência de Gringo comprovada e parte com México e Carmen da cidade, felizes para sempre.

A última frase do filme dita pelo xerife dá-se o título do filme nas despedida aos três amigos. As imagens de fotografia de Ugo Brunelli sob a direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) são sempre boas para os olhos.

Os duelos finais de rua de Mulargia também sempre foram clássicos e cheios de suspenses e situações interessantes para o fã que gosta de apreciar o estilo barroco através da boa decoração do Set de Alfredo Montori.

Sempre admirei as tomadas de cenas realizadas nas cidades e nas fazendas mexicanas captadas através da direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) mas percebo também um toque de Vincenzo Musolino (Glenn Vincent Davis) comparando-o às cenas de "Quintana" [1969].

Pedro Sanchez mais uma vez está deslumbrante como mexicano desengonçado e forma uma boa dupla junto com Glenn Saxson interpretando um personagem apenas conhecido como Gringo e não Ringo. O filme só acaba pegando um bom ritmo após a primeira meia hora, até então as cenas de dança flamenca, bebedeiras, comelanças e abusos de mulheres são as situações que iriam gerar a ação principal do enredo.

O ator e produtor Musolino desta vez ainda aparece no início da história em um personagem perturbado e alucinado por violência como o líder do grupo Criss; é Ramon Criss, assassinando a sangue frio um bêbado na rua. Seu personagem dá uma boa atmosférica, mas, em seguida, ele só aprece novamente no final, quando deverá enfrentar Gringo em seu desfecho final.
É uma história simples, mas que prende do começo ao fim com uma música típica e agradável ao estilo. Não há muito o que acrescentar de especial, no entanto, sou atraído e gosto de assisti-lo de vez em quando. Nunca exibido na TV brasileira.

Qualidade do vídeo: VHSRip
Resolução: 672 x 304 pixels
Extensão do vídeo: AVI
Formato: MPGE-4
Codec de áudio: MP3
Tamanho: 1.47 Gb
Duração: 79 minutos
Áudio Espanhol
Legendas Português Brasil

”Links do Filme Disponíveis na Web”

31 agosto 2015

Sartana no Vale da Morte [Sartana nella valle degli avvoltoi] 1970 “King for a Day” Letra/Lyric

Sartana Nella Valle Degli Avvoltoi [Itália, 15 de Agosto de 1970]
Sartana no Vale dos Gaviões - Brasil
Sartana no Vale da Morte - Brasil
Sartana no Vale dos Mortos - Brasil
Sartana En el Valle de la Muerte - Espanha
Sartana en el Valle del Oro - Espanha
Sartana dans la Vallée des Vautours - França
Balladen om den Döda Dalen - Suécia
Sartana Ölüm Vadisi - Turquia
Ballad of Death Valley - USA
Sartana in the Valley of the Vultures - USA
Der Gefürchtete - Alemanha
   
Música: Augusto Martelli & Betsy Bell
Intérprete: Augusto Martelli

“King for a Day”

A king for a day,
A poor boy for the life,
I hear people say,
When they see me go by.

A king for a day,
Doesn't say just like much,
But a love of the day
Make me king anywhere.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A King for a day,
A poor boy for the life.
I'm in a total joy,
As you rest tears and strive.

A king for a day,
A sure glory I've seen,
But it's better, as said
And just never have been.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A king for a day…

Nota: A atriz alemã Betsy Bell que compôs a música em parceria com Augusto Martelli faz um pequena e sexy performance cantando a música no saloon.

Tema vocal
 
Tema instrumental
 

15 julho 2014

Bada alla tua pelle Spirito Santo! [Benvindo Espirito Santo! - Brasil]


Benvindo Espirito Santo! - Brasil
Bada alla tua pelle Spirito Santo!
Return of the Holy Ghost  - USA.

Produção: Itália 07 de Maio de 1972
Direção: Roberto Mauri              
Musica: Carlo Savina     
Duração: 86 minutos
Fotografia: Giuseppe Pinori
Escrito: Roberto Mauri 
Co Produção: Cepa Cinematografica

Vassili Karis - Epirito Santo/Holy Ghost/Tenente Albert Donovan/Lee/Tio Bert
Craig Hill - Coronel John Mills
Remo Capitani (Ray O'Connor) - Diego D´Asburgo
Giovanni Cianfriglia (Ken Wood) - Garibaldi/Garibaldino
Augusto Funari - O Pirata
Omero Capanna - O Pastor/Rizadinha
Aldo Berti - Limpa Nariz/Caccola/Irlandês
Maria Francesca Pomentale (Daria Norman)- India Suomi
José Torres - Banqueiro Jim Charlie
Lilian Tyrel - Margaret/Magie
Gaddo Gelli - O pequeno Thomas/Tommy
Tom Felleghy - Coronel
Fortunato Arena - Pai da índia Suomi
Lina Franchi - Mãe da índia Suomi
Salvatore Billa - Sargento William Barrett/William Barney
Lorenzo Piani - Bill (cavalos roubados)
Attilio Pelegatti - Comandante 
E com Vittorio Fanfoni e Malfisa Macelloni.


Segundo capítulo da trilogia dedicada ao "Espírito Santo", interpretado por Vassili Karis e com participações de Craig Hill, falecido em 21 de Abril de 2014.
Histórias e personagens malucos que retornariam no terceiro episódio ainda mais bizarro e interessante.
O tom alegre e as performances dos cinco degenerados malucos (Capitani, Cianfriglia, Berti, Capanna e, Funari) que ainda com cenas mais violentas, não cessam o bom humor.
A linguagem usada é bem baixa com palavrões em excesso e em uma pequena cena, Omero Capanna [1942-2003] considerado um dos melhores dubles do cinema, ainda canta um  pequeno trecho do hino nacional que inclusive pode passar desapercebido. 


Se Giuliano Carmineo criou "Uomo Avvisato Mezzo Ammazzato ... Parola di Spirito Santo - 1971" (Espírito Santo, O Justiceiro – Brasil) como um piloto para uma nova série com Gianni Garko (John Garko), certamente falhou a este respeito ou desistiu, pois quem simpatizou-se com a ideia do personagem e criou uma Trilogia para "Espírito Santo", escrito e dirigido foi o diretor Roberto Mauri.
Estrelado por Vassili Karis e basicamente com o mesmo elenco e equipes de trabalho em dois anos de filmagens para os três episódios.
O personagem Espírito Santo apresentado por ele nesses filmes tinha uma inspiração no ator John Garko que interpretava Sartana.


“...E Lo Chiamarono Espirito Santo! – 1971” (E o Chamaram Espírito Santo – Brasil) foi o primeiro dos três, este com Vassili Karis e Dick Palmer. Esta trilogia começou com um clima sério e com um pistoleiro Karis que, mudou visivelmente para um clima mais comédia nos outros seguintes.
Este [Bada alla tua pelle Spirito Santo!] (Benvindo Espírito Santo! - Brasil), foi a segunda sequência da trilogia de "Espirito Santo", personagem criado por Giuliano Carmineo que Roberto Mauri usou e lançou o seu primeiro na Itália em 7 de Maio de 1972 simultaneamente com a terceira parte [Spirito Santo e la 5 Magnifiche Canaglie] (Espirito Santo e os Cinco Mafníficos Cananlhas - Brasil).


Basicamente nas três sequências, foram utilizados o mesmo elenco, cenários, locações, enfim; O diretor seguiu fielmente as características que ele desejava em criar um personagem sólido nas telas, assim com Gianfranco Parolini criando os seus Sartana e Sabata.
A origem de Espirito Santo foi mais uma tentativa de se criar mais um cultuado herói no Western Espaghetti, e porque não? Com o sucesso alcançado com Ringo, Sabata e outros, tudo seria possível. "Sartana Camposanto" é inesquecível, um tipo de uma marca que perduraria para sempre.


Benvindo Espírito Santo [Bada alla tua pelle, Spirito Santo!] mostra um herói com laços familiares um pouco mais afetivo com a sua cunhada, seu irmão e seu pequeno sobrinho em uma humilde fazenda. Neste, “Espírito Santo” trabalha secretamente como o agente do governo americano, Albert Donovan e o seu trabalho mais uma vez diz respeito a um carregamento de ouro desaparecido e trocado por um carregando de ouro falso em meio ações do exército.

Todo o ouro desaparecido tem a custódia de um falso Coronel do exército que planeja todo o roubo da carga. No inicio do filme presenciamos o assassinato do verdadeiro Coronel, mas somente ao longo da história é que se saberá que Craig Hill assassinou e assumiu a identidade de falso Coronel Mills e o comando do Forte Fênix.


Após roubar e esconder o ouro, o falso Coronel John Mills já está enviando remessas de lingotes falsos, o que causa preocupação e prejuízo tanto para Jim Charles (José Torres), o gerente do banco recebedor das cargas falsas quanto ao bando de vilões interessado em possuí-lo.
Roberto Mauri apresenta o personagem de um bandido líder excêntrico que também haveria de participar do terceiro filme da trilogia. Remo Capitani interpreta Diego de Habsburgo, um homem grande, barbudo no traje militar napoleônico que afirma ser descendente do Imperador Maximiliano (que, de fato, havia morrido apenas cinco anos aproximadamente antes das filmagens).
No Espaghetti Western, muitos líderes revolucionários e anarquistas vestem trajes às vezes Napoleônicos e Franco-Militares fazendo uma alusão a poder e liderança, sabendo-se que Napoleão foi um conquistador e ditador nato.


Sua gangue de malfeitores é incrivelmente abominável e com fantasias criadas aparentemente identificando cada característica e comportamento de cada um deles:
Ken Wood é "Garibaldino", um assassino frio e sem escrúpulos; Augusto Funari é um maníaco conhecido como "Morgan, o Pirata do Oeste", Omero Capanna é o "Priest (Pastor)" que na versão brasileira ficou conhecido como "Rizadinha"; E o corcunda que vive o tempo todo limpando o seu nariz é Aldo Berti "Nariz Caccola" que na versão brasileira é identificado como Professor e ou “O Irlandês”.
São bandidos maldosos e ao mesmo tempo cômicos por suas esquisitices e loucuras, mas em situações melhores que o anterior.


Uma edição muito longa para pouco roteiro e cenas muito escuras prejudicam o filme e muita ação se perde em cenas como no tiroteio noturno na cidade quando o bando de Diego cai em uma cilada do Exército.

A trilha sonora de Carlo Savina ajuda dar o ritmo e Vassili Karis aqui poderia ter valorizado mais o personagem. Ao final da aventura, Espírito Santo começa um romance com uma garota indiana "Suomi" (Maria Francesca Pomentale), hoje Francesca Harrison, esposa de Richard Harrison [100.000 Dollari Per Ringo] e muitos outros.
Esta atriz, no terceiro e último filme "Spírito Santo e le Cinque Magnifiche Canaglie" desempenharia um papel completamente diferente e apesar de Diego de Habsburgo e seus homens serem vilões famosos, acabam morrendo definitivamente ao final deste.
Parece que Roberto Mauri tinha tomado um gosto por eles e decidiu ressuscitá-los neste filme como rapazes mais bonzinhos.


Em cada um dos três filmes há situações e um assunto independente e diferente a ser tratado, sem qualquer premeditação de se estabelecer continuidades sequencias em suas execuções.

Em termos de desempenho, a trilogia conseguiu seu espaço entre os fãs, mas nenhum deles, com exceção de "Sartana nella valle degli avvoltoi - 1970" (Sartana no Vale dos Gaviões – Brasil) que não faz parte da trilogia e teve no elenco William Berger e Wayde Preston e que alcançou considerável sucesso.


Além disso, as locações inteiramente produzidas na Itália e todas sofreram com um velho oeste muito limitado com muito verde em sua vegetação.
Três aventuras com à peculiaridade de Mauri consideradas Cult e bem ao estilo Barroco.
Exibido pela última vez na Televisão brasileira em "Bang Bang à Italiana" da TV Record em 6 de Abril de 1983.


TRILOGIA ESPIRITO SANTO
(1) Roberto Mauri (26-11-1971) ...E Lo Chiamarono Spirito Santo [...E o Chamavam Espirito Santo]
(2) Roberto Mauri (07-05-1972) Spirito Santo e la 5 Magnifiche Canaglie [Espírito Santo e os Cinco Magníficos Canalhas]
(3) Roberto Mauri (07-05-1972) Bada alla tua pelle Spirito Santo! [Benvindo Espírito Santo!]

 No Original Soudtrack - Download Tribute

19 outubro 2012

WILMA LINDAMAR - BRASIL NO WESTERN SPAGHETTI

                             
“Ramon, Il Messicano”
A Vingança Do Bandoleiro (Brasil)
Onde Começa O Inferno (Brasil)
Ramon, The Mexican (USA)

Produção: Itália 1966
Direção: Maurizio Pradeaux
Música: Máximo Felipe Di Stefano
Fotografia: Oberdan Troiani
Duração: 93 minutos
Produção: Estudios De Paolis - Roma
Claudio Undari [Robert Hundar] - Ramon Morales
Wilma Lindamar (Vilma Lindmar) – Esmeralda
Jean Louis - Slim Baxter
José Torres - Lucas
Ferruccio Viotti [Thomas Clay] - John Baxter
Omero Gargano – Capanga de Ramon
Aldo Berti - Jack Carson/Castro
Mario Dardanelli [Mario Barnell] – Capanga de Ramon
Giovanna Lenzi, - Patty/Mary
Nino Musco – Pedro/Barman
Renato Trottolo – Joselito/Coveiro
Alfredo Zanni – Jogador de Cartas
Antonio Basile - Juan Morales
Claudio Biava - Kelton
Ugo Sasso [Hugo Harden] - Sr. Reed Baxter
Laura Nucci – Senhora Baxter
E com Honil Ranieri, Gualtiero Rispoli,
Bruno Arié, Luciano Rossi (Lucas Rossi)


Um Espaghetti Western importante para os brasileiros afecionados porque muitos não sabem que este filme conta com a participação de mais uma atriz brasileira carioca; Vilma Lindamar [Wilma Lindmar].
Assim como Anthony Steffen, Celso Faria, Florinda Balkan, Esmeralda Barros e Norma Bengell aventuraram-se no cinema Europeu na década de 60 e início da década de 70, Vilma também esteve por lá.

Dentre os seus poucos trabalhos na Europa temos: “Avventure di Maré e di Costa” uma série de TV italiana de 1966 interpretando a personagem Kokua, depois “Ramon Il Messicano” também de 1966 na personagem Esmeralda e talvez o seu trabalho de maior destaque tenha sido “Angélica e o Sultão” de 1968 com a personagem Leila, mesmo não sendo a protagonista principal que neste foi a atriz francesa Michele Mercier.


Sabe-se que Vilma é filha de outra atriz brasileira, Maria Ribeiro (de Vidas Secas).
Interessante que em registros cinematográficos não existam maiores referências sobre esta atriz e as informações sobre ela são muito escassas, mas têm-se notícias de que fez muito sucesso também na França. Presto aqui a minha homenagem a ela onde quer que esteja lembrando que ela também faz parte deste mundo representado aqui em seu único Western com sua participação memorável.


Mais um filme conhecido por dois títulos no Brasil. dirigido pelo italiano Maurizio Pradeaux em 1966,  produzido pela produtora Magia Films, filmado nos Estúdios De Paolis em Roma, não é um clássico à altura de vários outros produzidos na época mas possui um tempêro com todos os clichês exigidos em um digno Espaghetti Western "puro sangue".

Tudo começa quando a bela mulata brasileira Esmeralda (Wilma Lindamar), garota de Slim Baxter, está banhando-se no rio e é atacada por Juan Morales e em sua defesa Slim intervêm e mata o agressor.


Temendo vingança por parte de Ramon Morales, irmão de Juan, um rico traficante de armas, Slim é induzido pelo pai a abandonar o seu “Rancho Yankees” e ficar afastado nas montanhas até as coisas esfriarem e ganhar tempo em conseguir um juiz para defendê-lo em tribunal, mas isso não impede que os Morales se vinguem e atacam o rancho da família Baxters matando o velho John Baxter (Ferruccio Viotti), sequestrando e aprisionando Esmeralda.

Informado da morte do pai por Joselito o coveiro (Renato Trottolo), um amigo da família, Slim retorna e desafia Ramon para um duelo justo e afastado da cidade mas cai em uma armadilha e é alvejado impiedosamente.
Slim e Esmeralda contam com ajuda do Barman Pedro (Nino Musco) e de Joselito para levar um médico e tratar dos ferimentos de Slim.



Recuperado agora Slim reúne um grupo de pistoleiros mercenários para enfrentar definitivamente os Morales, entretanto o rancho dos Baxters é novamente atacado de surpresa e os Morales matam os empregados e a mãe de Slim (Laura Nucci).

Para Slim enfrentar Ramon precisa ser mais rápido do que ele no gatilho e uma das cenas mais curiosas é quando Slim coloca sua mão direita sobre um tronco de madeira e Carson (Aldo Berti) um de seus pistoleiros, violentamente desfere golpes de machado sobre ela.
Como em uma roleta-russa, Slim deve retirar sua mão a tempo para não a tê-la decepada.


O truque é retirar rapidamente a mão para sacar mais rápido do que o golpe do machado, obrigando-o a ser rápido. Em meio o jogo de vinganças, Slim e seus mercenários ainda arrumam tempo para saquearem um carregamento de armas de Ramon Morales deixando-o ainda mais furioso.



Slim planeja concretizar sua vingança aparecendo na igreja da cidade travestido de roupas pretas como pastor no momento em que Ramon está para se casar forçadamente com Esmeralda, mas desta vez Slim não deixa os Morales escaparem da sua vingança.
Uma aventura com boa ação e muitas reviravoltas em clima de suspense, vingativo e violento na dosagem certa com final acima da média.


A vingança entre as famílias em alguns momentos lembra “Por um Punhado de Dólares” mas histórica e politicamente o diretor parece que tentou mostrar o contrário do que era o costume mostrado nos Espaghettis, ou seja, em 1850 vemos aqui um rico mexicano perseguindo americanos pobres.
Ramon (Robert Hundar) dá um show de como ser um mexicano mau até na tentativa de violentar Esmeralda (nesta cena acho que houve corte na época).

Filmado em 35 mm Anamórfico em Tecnomascope que para a tela grande era um show.
Exibido pela última vez na TV brasileira em 07 de março de 1984 em Bang Bang à Italiana da TV Record. Um filme que hoje no Brasil só se encontra DVD´s de cópias de VHS e está disponível também no youtube em uma versão com áudio italiano e pode ser assistido e entendido perfeitamente.

 


Youtube Movie – “Ramon, il Messicano”


Saiba também tudo sobre a morte de Aldo Berti, um grande expoente do Espaghetti Western, vítima de Câncer em 2010.
Dentre os 17 Westerns que atuou "Ramon, Il Messicano" foi o 4º deles. 


Aldo Berti - Notícias  

Aldo Berti - Notícias 1  

Aldo Berti - Notícias 2






Versão áudio italiano disponível no Youtube 

27 janeiro 2011

15 Forcas Para os Assassinos


“Quindici Forche Per Un Assassino"
“The Dirty Fifteen - USA”

Produção Itália/Espanha 1968
Direção: Nunzio Malasomma
Música: Francesco De Masi
“Will you be mine” Cantada por Ettore "Raoul" Lovecchio
Duração: 105 minutos
Fotografia: Stelvio Massi
Escrito: Mario Di Nardo e José Luis Bayonas
Co-Produção Film Eos – Roma e Centauro - Madrid

Craig Hill – Steve-Billy Mack - Sandy
Susy Andersen – Barbara Ferguson
George Martin – Capitão – Cassel
Tomás Blanco – Clark Benett
Eleonora Brown – Liz Cook
Álvaro de Luna – Parceiro de Sandy
José Terron – Condutor de Carroça
Andrea Bosic – Reverendo Andrew Ferguson
Aldo Sambrell – Lenny / Bud Lee
Ricardo Palácios – Barman – Juan
José Manuel Martin- Beny
Margarita Lozano – Viúva Cook
Aldo Berti, Frank Braña, Antonio Casas, Antonio Moreno, Giovanni Ivan Scratuglia, Umberto Raho (Umy Raho), Luis Durán, Maria Montez, Laura Redi, Enrique Santiago e Howard Ross.

Acusado injustamente de assassinato de uma família de três mulheres, em um rancho após roubo de cavalos, os bandos de Bill e Cassel (dois bandos rivais) são caçados pelo xerife e os populares da cidade desejando fazer justiça com as próprias mãos sem terem mesmo a certeza de que são os verdadeiros assassinos.
Billy Mack (Craig Hill) e Cassel (George Martin) liderando os dois bandos refugiam-se no Forte Tortuga na fronteira mexicana onde conseguem provisões para temporariamente esconderem-se. São encontrados pelo bando do xerife e são feitos reféns no Forte e aos poucos capturados e enforcados nas proximidades do Forte um-a-um; Da-se aí o nome “15 Forcas para os Assassinos”.
Por intermédio de duas testemunhas, uma delas o Sr. Clark Benett conseguem encontrar o verdadeiro assassino das mulheres e como não poderia de ser, Aldo Sambrell mais uma vez paga a conta. Uma trama bem armada por Mario Di Nardo e José Luis Bayonas que faz o espectador se ligar o tempo todo na tela. As paisagens de Almeria neste filme estão em destaque nas perseguições a cavalo.
Algumas falhas poderiam ter sido evitadas como por exemplo; Um pistoleiro de Bill disfarçado de peon mexicano sentado em uma pedra solitário no meio do deserto dando informações ao bando do xerife para onde os assassinos teriam seguido caminho; Mas isto é que faz do Spaghetti Western diferente.
Alguns cortes de edição bruscos também são sentidos como de costume mas ficam bem originais e não se perde a ação.
Craig Hill tinha mesmo sua característica de atuar com aquela mesma cara de cínico de sempre em que às vezes você não sabe realmente de que lado que ele está.
Descobrindo-se o verdadeiro assassino e após o enforcamento de alguns pistoleiros “inocentes” tendo em vista que eram ladrões de cavalos, sobram ainda 10.000 dólares de recompensa para os dois "mocinhos" nesta ação.
É um filme muito bom, mesmo não se tendo notícias de uma cópia boa no Brasil. É um filme que mereceria uma ressurreição à altura em uma nova edição. Um elenco muito bom para os quesitos da época e que se tornou mais um Cult no Brasil.
Uma música inconfundivelmente interpretada por Raoul em que sobe a tonalidade em um tom de voz no meio do segundo verso, (I want to spend my life, my life with you) dando um show de domínio vocal raramente visto nas músicas de hoje. Uma guitarra acústica natural de Alessandroni em que ela parece estar convidando Raoul pra cantar. Aqui você pode ouvi-la e conhecer a Letra Original do filme inédita.
Exibido em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 21 de Janeiro de1982.
É continuamente procurado pelos fãs e meu amigo Clovis Arruda, um dos maiores batalhadores na recuperação e restauração destes filmes no Brasil http://sospaghettiwestern.com/ está batalhando um DVD deste filme com nova autoração. Estaremos aguardando anciosos Amico....