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07 junho 2017

Restauração de Sad Hill [Renovação de Cota dos Associados]


Praça Central do Cemitério de Sad Hill restaurada pela associação onde foi realizado o Antológico Duelo em "Três Homens em Conflito" [Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo], Cena protagonizada por Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach em 1966.

RENOVACIÓN CUOTA ANUAL SAD HILL
Asociación Cultural Sad Hill

COMUNICADO A SOCIOS.

Todos aquellos que quieran seguir colaborando con la Asociación Cultural Sad Hill,
pueden renovar su cuota de socio anual (20€) a través de Paypal o a través de la
cuenta bancaria ES98 3060 0002 12 2252730722 de Caja Rural (Caja Viva).

No olviden indicar su nombre en el concepto.
Los socios tendrán descuento en la matrícula del Curso de Verano de la
Universidad de Burgos y algún regalilto más...

¡¡ATENTOS A NUESTRO CANAL DE FACEBOOK!!!

Más info en:
https://asociacionculturalsadhill.wordpress.com/colabora/

GRACIAS
andres (d.andres@rcservice.es)

Mapa das localização das sepulturas por setor.
Se quiserem adquirir uma sepultura, já sabem, por apenas 15 Euros terão seu nome e ou apelido, etc. Terão uma cruz de madeira em Sad Hill que será fotografada e divulgada na web.

VEJA A LISTA DE NOMES DE PESSOAS DE TODO O MUNDO
QUE ADQUIRIRAM A SEPULTURA NESTE LINK ABAIXO:

”Cemitério de Sad Hill Obtuário”



NOVO VÍDEO DIVULGADO PELA "ASSOCIACIÓN CULTURAL SAD HILL" 

Kong Island "Eva, A Vênus Selvagem" [Eva, La Venere Selvaggia] Com a atriz brasileira Esmeralda Barros "Especial Brasil"


Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
Eva, La Venere Selvaggia - Itália
Eve, The Wild Woman - Usa
Kong Island - Usa
Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
L'esclave De L'île Des Gorilles - Canadá
Évs, La Vierge Sauvage - Canadá
Jungle 2000 - França
Lefkoi Gypes Sti Mavri Ipeiro - Grécia
Oi Drapetes Tou Vasilia Kong - Grécia
To Nisi Tou King Kong - Grécia
Kong En La Selva Perdida - México
King Of Kong Island - Usa
Eva, Das Mädchen Aus Dem Dschungel - Alemanha
King Kong Und Die Braune Göttin - Alemanha
Nackt Unter Affen - Alemanha


Direção: Roberto Mauri (Robert Morris)
Escrito: Walter Brandi, Roberto Mauri e Ralph Zucker
Produção: Itália, 29 de Setembro de 1968
Co Produção: Three Star Films
Duração VHS: 92 minutos
Duração DVD: 85 minutos
Produção: Walter Brandi
Produtor Executivo (Brad J. Harris) Brad Harris
Música: Roberto Pregadio         
Fotografia: Mario Mancini          
Edição: Nella Nannuzzi
Dublês: Brad Harris
Dick Randall - Narrador


Brad Harris - Burt Dawson
Esmeralda Barros - Eva/A garota Selvagem
Marc Lawrence - Albert Muller
Ursula Davis - Diana
Adriana Alben - Ursula
Mark Farran - Robert
Aldo Cecconi (Jim Clay) - Theodore
Paolo Magalotti  (Paul Carter) - Turk
Mario Donatone (Dan Doney) - Forrester/interpol
Miles Mason - Malik/O Gorila
Gianni Pulone (Bianni Pulone) - Pagamento no roubo
Emilio Messina - Mercenário de barba atirador no roubo
Gino Turini (John Turner) 


Um “Rarecult” dos anos 60 com a participação da atriz brasileira Esmeralda Barros que atuou na Europa e que também estrelou alguns Espaghetti Westerns como em: “O Colt Era o Seu Deus” (1972, “Aquela Alma Maldita” (1971) “Um Homem Chamado Django” (1971), “Django Contra 4 Irmãos” (1971) e “Peça Perdão a Deus,Nunca a mim” (1968).

É mais uma homenagem que faço aqui a esta atriz da qual se sabe que encontra-se ainda em vida no Brasil residindo no estado do Rio de Janeiro ou na Bahia, onde nasceu mas não é certo.

Decidi fazer esta “legenda/subtitle” no idioma Português para que outros fãs da atriz possam assistir a esse filme fraco e ingênuo da sua carreira, mas documental para sua filmografia já que também não existia uma legenda para este filme.

Esta legenda é mais uma exclusividade deste blog sabendo-se que só exista uma cópia com áudio em inglês deste filme legendado no idioma grego o qual esta serviu para a base de tradução para elaboração desta subtitle em português.
O último trabalho creditado de Esmeralda Barros foi na novela “Uma Esperança no Ar” de 1985 televisiva produzida e transmitida pela rede SBT de televisão.

Um cientista perturbado faz experimentos científicos implantando receptores eletrônicos de rádio nos cérebros de gorilas na selava de Nairobi a fim de controlá-los planejando criar um gorila guerreiro e em seguida testar em humanos e com isso dominar o mundo. Ele acredita realmente conseguir controlar a humanidade usando a mesma metodologia dos seus gorilas. Um cientista totalmente desequilibrado.


O espécime humano escolhido para ser o pioneiro em receber o experimento é o mercenário Burt Dawson por ser forte, inteligente e corajoso. Uma espécie de variação dos filmes de King Kong.

A versão americana foi promovida como "King of Kong Island", mas foi simplificado pra "Kong Island". Uma simples, e ingênua produção italiana no exterior dirigido por Roberto Mauri com o título “Kong Island”, embora no filme não haja ilhas, nem mesmo gorilas gigantes.

O roteiro gira em torno mesmo é do sequestro de Diana (Ursula Davis) pelos gorilas em um safári na selva em busca da lenda do tesouro do Macaco Sagrado e a sua procura e o seu resgate por Burt Dawson (Brad Harris). Aqui aparece Eva, uma garota que cresceu na selva que salva o aventureiro, quando a equipe é atacada e destruída por nativos hostis.

"Kong Island" era outro desses filmes que tinham uma música interessante e que realmente era fascinante com guitarra distorcidas combinadas com kalimba, percussão louca e inteligente e psicodélico, o que era moda na época.

É meio confuso no titulo original levar o nome de “Eva, a garota da selva” mas a história realmente é sobre a luta entre Burt e o malvado Albert Muller, interpretado por Marc Lawrence. “Você terá a honra de ser o primeiro humano a ser meu escravo.”

Como dublê, músico, o ator Brad Harris teve uma carreira muito bem sucedida também como diretor na era de ouro dos filmes "Sandália e Espada" e faz aqui um mercenário aventureiro. 

Conhecido no Brasil como "Eva, a Vênus Selvagem", é um daqueles filmes de “ficção do absurdo” da década de 60. Roberto Mauri dirigiu muitos destes filmes e aqui ele escolheu a selva de pano de fundo e como mencionado no título, não há nenhuma ilha real, tampouco.


Para quem procurar encontrar por um filme na linha "King Kong" ficarão desapontados e aqueles sedentos de verem a atriz Esmeralda Barros em cenas eróticas e picantes também. Aqui ela é uma mulher da selva errante, totalmente ignorante e selvagem mas mesmo assim a sua presença é interessante.
O nosso herói Burt Dawson, aventureiro e mercenário lidera uma equipe de resgate em busca de Diana. Eles atravessam a selva na caça aos gorilas e eventualmente encontram a misteriosa mas adorável Eva (Barros). Ela fala com chimpanzés e outros animais e parece saber onde para onde Diana foi levada, mas ela não fala a língua dos humanos.

Há também um casal de ambiciosos que é Ursula (Adriana Alben) e Theodore (Aldo Cecconi) que interpretam um show secundário com muitas brigas entre eles. Apesar de ter sido feito na década de 1960, você se sente ambientado na década de 1940 pelas paisagens, hotéis no meio da selva, os carros “Jeep”, e as roupas dos atores. Os filmes também eram mais lentos.

O cenário eletrônico para uma ficção também deixa a desejar, tipicamente frágeis e lotados de lâmpadas pisca-pisca sem sentido algum. O herói também é exibicionista. Ele é um indivíduo incrivelmente bonito, forte e inteligente que tira sua camisa para mostrar sua exuberância física. Ele também brinca com o chimpanzé e come bananas antes de relaxar com um cigarro.

Em uma sequência notável, ele aparece em cima de Eva rapidamente como um relâmpago. É um filme complicado para se recomendar.
Há algumas passagens engraçadas às custas dos personagens e das situações, além da qualidade da fita que é absolutamente fraca.


Ver Esmeralda Barros vagando nua na selva não foi uma boa ideia. Ela teria requisitos para ser melhor aproveitada como uma rainha da selva ou coisa do tipo. Kong Island é indicado estritamente para fanáticos e renegados do filme B.

Não é o tipo de filme que pode ser encontrado em qualquer lugar porque caiu no esquecimento e só os mais saudosistas tem interesse, não pelo seu estilo, diálogo, fotografia, roteiro, mas por ser rico em delícias curiosas e às vezes divertidas. É um filme de aventura de safari com infinitas imagens de animais selvagens e uma mulher selvagem.

O filme começa com um roubo da folha de pagamento de 300 mil dólares em dinheiro em algum lugar na selva de Nairobi. Agentes da East African Mineral Company estão transportando o valor num típico Jeep de selva e caem em uma emboscada feita por mercenários, um dos quais (Marc Lawrence) que durante o roubo elimina todos os seus comparsas e colegas bandidos.

Uma vez em posse do dinheiro o líder da gangue (Brad Harris) é também seriamente ferido, no entanto, já poderemos prever a sua vingança que acontecerá nos minutos seguintes.
Um homem com cicatriz no rosto (Paolo Magalotti) é assistente e capanga do médico loco que ajuda implantar os pequenos receptores eletrônicos nos gorilas.


Burt Dawson retorna a Nairobi depois de algum tempo, e está atualmente visitando alguns velhos amigos que presumivelmente eram mercenários. Ursula (Adriana Alben) é sua ex-namorada e, apesar de seus protestos vive com seu marido violento, Theodore (Aldo Cecconi).
Ursula é a segunda esposa de Theodore, pois ele tem um filho e uma filha que respectivamente ambos os jovens tiveram histórias com Burt.

Diana (Ursula Davis) e seu irmão Robert (Mark Farran) aspiram visivelmente fascínio pelo aventureiro Burt. Sob protesto do pai, os dois irmãos planejam uma expedição de caça na selva, a procura do Macaco Sagrado. Robert gostaria muito de ter Dawson em sua viagem mas o ex-mercenário não está interessado.

Burt é convencido por Robert a participar da expedição após desconfiar que o bandido Turk um velho conhecido seu esteja envolvido no sequestro de Diana.
Na verdade a expedição e sequestro da Diana é uma emboscada armada por todos para atraírem Burt ao covil do Dr. Albert para que passe por suas experiências loucas. A trilha sonora é um dos pontos altos do filme.

Esmeralda Barros tenta fazer o ar sedutor selvagem mas o roteiro e a direção não ajuda.
Talvez se os gorilas fossem um pouco mais convincentes teríamos um resultado melhor mas as roupas de couro é motivo de risos.
















FILMOGRAFIA ESMERALDA BARROS

1965 História de um Crápula                   
1966 As Cariocas                       
1966 Cristo de Lama (Madalena)               
1966 Eu Compro Esta Mulher (TV Series)(Escrava)           
1966 Operação Paraíso                   
1967 A Espiã Que Entrou em Fria (kidnapper)           
1967 O Sabor do Pecado (dancer)               
1967 Os Miseráveis (TV Series)               
1968 Eva, A Vênus Selvagem (Eva - The Savage Girl)           
1968 O Homem Nu (Marialva)                   
1968 Peça Perdão a Deus, Nunca a Mim (Conchita)           
1968 Viagem ao Fim do Mundo               
1969 Um Homem e Sua Jaula                   
1971 Aquela Alma Maldita (Zelda, Shannon's Woman)       
1971 Django Contra 4 Irmãos (Pilar)               
1971 Um Homem Chamado Django (Lola)           
1972 Finalmente le mille e una notte               
1972 O Colt Era o Seu Deus (Pacquita)               
1973 O Castelo de Drácula (Lara the Zombie)           
1976 Nelly, pile ou face                   
1977 Elas São do Baralho                   
1977 Presídio de Mulheres Violentadas (Nadir / Marika, Prisoner #6969)   
1978 A Morte E a Morte de Quincas Berro D'Água (TV Movie)       
1978 O Bem Dotado - O Homem de Itu (Pedra)           
1979 Mulheres do Cais                   
1979 O Caçador de Esmeraldas (Indaiá)               
1982 O Castelo das Taras                   
1985 Uma Esperança no Ar (TV Series)



                                               Versão com áudio Inglês e Legenda Grega.

25 maio 2017

I Quattro del Pater Noster "Os 4 do Pai Nosso" [Especial Brasil]


Os 4 do Pai Nosso - Brasil
I Quattro del Pater Noster - Itália
In The Name of the Father - USA

Produção: Itália 03 de Abril de 1969
Direção: Ruggero Deodato
Escrito: Maurizio Costanzo, Luciano Ferri e Augusto Finocchi
Produção: Franco Cittadini e Stenio Fiorentini
Duração: 98 Minutos
Música: Luis E. Bacalov
Fotografia: Riccardo Pallottini
Edição: Alberto Gallitti
Segundo Diretor: Paolo Poeti
Co Produção: S.P.E.D.


Paolo Villaggio - Eddy
Lino Toffolo - Paul
Enrico Montesano - Mambo/Mexicano
Oreste Lionello - Pastor/Lazzaro
Rosemary Dexter - Srta. Baxter/Jornalista
Mariangela Giordano - Margareth
Sal Borgese - Irmãos Jackson/tem o dedo Mordido
Gaetano Scala - Irmãos Jackson
Paolo Magalotti - Irmãos Jackson/Morde o dedo do Irmão
Enzo Fiermonte - Xerife Lindon Jhonson de Tucson City
Mimmo Poli - Jogador Gordo
E Com Silvia Donati, Fortunato Arena e Gaetano Imbró.


Quando você acha que já assistiu a todos os Westerns Espaghettis produzidos e descobre relíquias como esta, você acaba se surpreendendo novamente. Dentre minha coleção acabei por assistir a mais esta obscura e estranha comédia dirigida por Ruggero Deodato.

"I Quattro del Pater Noster" apesar de fraco e ingênuo é divertido e nunca foi lançado no Brasil. É como a assistir a um desenho animado com o humor visual e não tão exagerado.

Todos os personagens demonstram sua ignorância e estupidez dentro do contexto em que a prioridade aqui não é roteiro e a história narrada, mas sim as desavenças e lutas corporais em meio a brincadeiras do tipo pastelão.


Como nos filmes de "Trinity" com Terence Hill e Bud Spencer, a intenção aqui seria a mesma, ou seja, as aventuras de uma dupla engraçada, que ao decorrer da aventura unem-se a eles, um pastor (Oreste Lionello) , uma falsa jornalista, a senhorita Dexter (Rosemary Dexter) e um revolucionário mexicano (Enrico Montesano).

Na realidade seriam seis na gangue, mas o título sugere quatro para ser comparado como a uma paródia de "I Quattro de'll Ave Maria." [Assim começou Trinity], aquele com Terence Hill, Bud Spencer e Eli Wallach.


Em uma de suas viagens pelo Oeste selvagem em sua carruagem, dois aventureiros (Village-Toffolo) os excêntricos "Eddy e Paul" testemunham um assalto a uma diligência por uma gangue de bandidos vestidos de preto.
Forçadamente os bandidos feridos os fazem reféns e são forçados por eles a os ajudarem a se recuperar dos ferimentos.

Chegando em uma cabana, após Eddy e Paul cuidarem desastrosamente dos ferimentos dos três bandidos, após um momento de sono deles, conseguem escapar roubando o fruto do roubo: uma caixa forte de Banco de Santa Fé com milhares de dólares em moedas de ouro que eram transportados na diligência.


Ao abrirem a caixa forte são surpreendidos por um pastor maluco "Lazzaro" (Lionello) e sua filha Margareth (Mariangela Giordano) no meio do deserto.
A filha do pastor para evitar problemas com a lei força-os a devolverem o tesouro em Tucson City, mas ao chegarem na cidade os três são confundidos e presos pelo xerife Lindon Jhonso (Enzo Fiermonte) em virtude de Paul estar usando um chapéu preto que pegou dos bandidos conforme relatado por uma testemunha do assalto da diligência.

Eles acabam na prisão, condenados à morte e se deparam com um mexicano (Enrico Montesano) dentro da mesma cela que os chantageia negociando parte do ouro pela liberdade dos três.


Realmente com o plano do mexicano atrapalhado, conseguem sair da prisão e acabam sem querer envolvendo-se na revolução mexicana, como?

Após fugirem da prisão e em posse do dinheiro, o mexicano os trai e acaba por roubar deles todo o dinheiro e foge para o México.

Os bandidos ao interceptarem a carroça em que viajam Eddy, Paul, o pastor e Margareth, obriga os três a recuperarem o dinheiro do mexicano e levarem para um encontro em Poker City, para pagar um resgate da filha do pastor que fica como refém e garantia até que o dinheiro seja devolvido.

Ao encontrarem o mexicano no México em meio a uma revolução, encontram também uma jornalista que só tem como Objetivo, provocar uma guerra para que ela conclua sua matéria jornalística e salve sua carreira que depende disso.

A partir daí ela também une-se ao grupo a fim conseguir o ouro roubado. Eddy, Paul e o Pastor descobrem que o mexicano gastou todo o dinheiro com os pobres e a revolução no México e não há mais dinheiro para pagar o resgate de Margareth.
O plano agora é sabotar o cassino de Poker City, no qual os três bandidos negros são os proprietários e pagarem o resgate com o próprio dinheiro deles que pretendem conquistar sabotando as apostas na roleta de jogos.


Muitas atrapalhadas até concretizarem o plano de sabotagem na roleta que é feito durante a noite e no dia seguinte, todos disfarçados começam a aplicar o golpe nos jogos conforme planejado e que conseguem quebrar a banca da casa.

Durante a divisão do dinheiro e o pagamento do resgate de Margareth que agora já é cúmplice dos bandidos negros e que inclusive aceita casar-se com o chefe deles (Salvatore Borgese), todos são descobertos pela população da cidade que se viu roubada nos jogos e tudo culmina em uma eterna luta no saloon até o grupo conseguir escapar da cidade.


Confesso que consegui rir um pouco com este filme, mesmo com piadas fracas e banais onde as pessoas dão cabeçadas umas nas outras, chutes distribuídos excessivamente, garrafas quebradas e socos à todo momento.

O filme também contém algumas mensagens em algumas piadas.

Os fãs que conhecem este estilo no Espaghetti Western vão se sentir confortáveis em assisti-lo, outros nem tanto.

Cenas curiosas como o duelo na praça central de uma vila mexicana entre o Mexicano e Eddy é interessante e hilariante e ver três otários andando no deserto escaldante lembra "O bom o Mau e o Feio".

É realmente difícil de acreditar que este diretor dez anos mais tarde se tornaria célebre com "Cannibal Holocausto" e devemos lembrar que este foi o seu primeiro e único Western.

É um filme adequado para toda a família inclusive crianças que entendem o estilo pastelão. Cenas grotescas são presenciadas como a narração pelo pastor Lazzaro à jornalista, de uma batalha entre revolucionários no México como se fosse uma partida de futebol até se finalizar no gol na qual nem ela e nem o povo mexicano pode visualizar.


A fuga da prisão, os esforços dos jogadores para vencerem no jogo no cassino são exemplos das bizarrices que Deodato deixou em seu rastro como fracasso nesse filme.

Este filme esteve perdido por muito tempo talvez pela sua insignificância dentro do contexto Espaghetti Western, mas, que agora surge no Youtube em sua versão original italiana e a única que aparentemente existente.


Particularmente eu gostaria de saber se existe uma outra versão estendida porque sinto que há cortes e falta de complemento em algumas situações e cenas que aliás não comprometem o filme.

É uma versão copiada de uma exibição da TV italiana e era extremamente rara até pouco tempo. A música é de Luis Enriquez Bacalov, o mesmo autor de "Si Può Fare... Amigo" (Inimigos Inseparáveis).

Essa trilha é mesmo impressionante por também ter ficado perdida por muito tempo. Uma trilha sonora fantástica produzida por esse genial maestro Argentino. Uma trilha sonora habitual dos westerns comédia típicos, bem elaborada e muito superior para este filme.


Lançada em 2007 com 26 faixas instrumentais e mais uma vocal cantada pelos próprios atores Village e Toffolo no início do filme e inclui também a sensacional faixa 18 "Il Duello", lembrando muito o suspense como nos duelos de Leone/Morricone em seus duelos.

Outra curiosidade é que o diretor assumiu na época que seria difícil o filme fazer sucesso, pois os seus compromissos e sua preocupação séria mesmo era com as emissoras de TV italianas e isso tirava a sua concentração no set de filmagem deste Espaghetti.


Até gostou dos personagens mas sabia que o resultado seria fraco. "De todos eles, Oreste Lionello e Sal Borgese eram os que mais estavam habituados ao cinema".

A distribuição do filme também foi bloqueada e foi também adiado devido à greve do "Istituto Luce":
O filme foi lançado alguns meses mais tarde, e estragou a surpresa, lucrando muito pouco. É mais um daqueles filmes em que pouco ou quase nada se sabe e por isso resolvi mais uma vez aceitar esse desafio em descobrir e abordar curiosidades sobre ele.



Versão original com Áudio Italiano

23 maio 2017

Enzo G. "Keoma" Castellari lança Autobiografia Cinematográfica


Em 27 de abril de 2017 na "Casa de Cinema de Roma" importante órgão ligado às artes situado no Largo Marcello Mastroianni, 1, 00197 em Roma, Itália, o mestre Enzo G. Castellari esteve presente para a apresentação e divulgação do sei livro autobiográfico "O Branco Dispara" pela Editora Bloodbuster.

Um feliz encontro com duas pessoas importantes ligadas ao início de sua carreira incluindo Franco Nero e George Hilton que estrelaram juntos em 1966 "Tempo de Massacre", além de ouros grandes astros do cinema europeu como Gianni Garko "Sartana" também prestigiando o evento.
Realmente encontro surreal para os fãs destes astros que encantaram e influenciaram gerações e que nunca imaginariam em vê-los juntos novamente. Isso foi muito gratificante para quem pesquisa e escreve sobre esse assunto como é o caso desse nosso espaço.

Meu primeiro grande sucesso como diretor foi consolidado após a filmagem de "Vou, Mato todos e volto Só" [Ammazzali Tutto e Torna Solo] O mestre do cinema italiano conta a sua vida em sua autobiografia com apresentação e moderação do crítico Antonio Tentori.

 Franco Nero & George Hilton

A abertura foi feita por Quentin Tarantino que na verdade é hoje um ícone de Hollywood e sempre disse e assume o reconhecimento pelo diretor Castellari que o considera como um professor de cinema no gênero Europeu. "Tarantino foi inspirado por meus filmes". 

"Tarantino levou um dos meus filmes, e, com base nesse filme, ele construiu um de seus mais elogiados" títulos. Enzo G. Castellari é um dos dois cineastas italianos que pode justamente pronunciar esta frase alem de outro que foi Sergio Corbucci, autor do Django original. 



Uma extensa biografia faz ressurgir esse grande mestre que por um longo tempo esteve esquecido pelos críticos oficiais e que ultimamente este diretor Romano agora voltou a ser destaque internacional. 

Graças ao tributo que Quentin Tarantino fez com “Inglourious Basterds”, o filme vagamente baseado em "Dall'Inglorious Bastards" de Castellari que também o inspirou. Deve-se lembrar portanto que, Enzo Girolami, [Castellari], é um dos mais importantes autores no "gênero" do nosso cinema. 

 Casa de Cinema de Roma

Franco Nero, também foi um dos primeiros atores nos policiais italianos; Castellari teve uma vida profissional longa e bem sucedida, inclusive em tempos difíceis mas sempre emocionante porque sempre foi um homem que explosivo de paixão por seus trabalhos, para sua família e para o esporte.

Lendo a autobiografia de Castellari é viciante e é como assistir a um de seus filmes, porque tem o mesmo estilo, sem cortes, direto e sem frescuras. É uma narrativa de tudo isso, toda a ação, com um abuso agradável de pontos de exclamação, que envolve você e lhe dá a ilusão de viver com ele no set.

E é tão bonito como a longa história de sua carreira que é pontuada pela igualmente longa história de seu amor por sua esposa Mirella, conhecida muito jovem no lugar que ele mais ama no mundo: “No movimento lento da obra” comentou Castellar aos presentes.

Na "Feira di Cartoomics", realizada em Milão em de 03 a 05 de Março, quando também apresentou esta sua autobiografia, estavam presentes, o Diretor Artistico da Cartoomics Filippo Mazzarella, e do jornalista Davide Pulici da (Nocturno) que fez algumas perguntas a Castellari.

 Gianni Garko [John Garko] & George Hilton

Nas respostas ele revela parte do que está no livro: toda a sua paixão e amor pelo cinema, desde criança. É uma autobiografia feita para qualquer um que ama o cinema. Seu pai, na verdade, era o diretor Marino Girolami, que o influenciou desde jovem a amar este mundo.

Lembrou quando seu pai escreveu a história de "Campo de Fiori" em 1943 (Tempos de Guerra), e que fez tudo ser incrível, como os presuntos falsos pendurados no em cena enquanto todos estavam com fome em virtude Segunda da Guerra Mundial .

O prefácio do livro foi escrito nada menos por Franco Nero, e uma das perguntas à Castellari foi “Como vocês começaram a trabalhar juntos?”

Castellari: Você acha que Franco e eu nos conhecemos graças a um cabeleireiro que tínhamos em comum?

Ele era uma estrela internacional italiano nos anos 70, e por isso era difícil ter uma conversa com ele.

Então eu consegui fazer chegar em suas mãos um script, e no início ele era muito esnobe, mas após ao tomar conhecimento, leu uma vez e ele mostrou todo o seu entusiasmo e de lá pra cá foram só frutos.

A crítica no passado foi muito dura com você acusando-o de pertencer ao fascismo, mas em todos os seus filmes há realmente um fundo amargo.

Castellari: Sim, porque depois de toda essa violência meus personagens nem sempre terminam felizes. São histórias de vingança. Eu fui uma criança e um dia ouvi essas histórias e fantasias sobre a vida a figura do vingador como um verdadeiro herói.

 Enzo G. Castellari, Franco Nero e George Hilton

Pulici: Há muitos filmes que você fez, e muitos deles que não têm nenhum tiro, você se arrepende-se de não ter conseguido fazer algum filme?

Castellari: Eu gostaria de fazer um filme sobre boxe e jazz, com um boxeador que aprende a lutar até a música. Eu também tinha decidido estreá-lo com Paul Newman! No final tudo deu em nada, mas ele estava tão entusiasmado que me convidou para sua casa em Hollywood para discutir o assunto.

Castellari mostrou-se o tempo alegre e feliz com tudo o que acontece a sua volta pelo lançamento de sua Autobiogrfia E pelo reconhecimento da crítica mundial pela sua obra.



Video da Editora Bloodbuster.
                                           https://www.youtube.com/watch?v=aFab_FnJvHA


                                                       Aquisição do Livro via "AMANZON"


 

18 maio 2017

Se Te Encontro... Te Mato! [Se T'incontro T'ammazzo! [Especial Brasil]

Se Te Encontro... Te Mato! - Brasil
Se T'incontro T'ammazzo - Itália
Finders Killers - USA
Kostaja - Finlândia
Si Je Te Rencontre, Je Te Tue Et Pour Ça J'irai
Jusqu'au Bout Du Monde - França
Agria Katadioxis Sto Texas - Grécia
Hevn Til Siste Kule - Noruega
Se Te Encontro Mato-Te - Portugal
Unerbittlich Bis Ins Grab - Alemanha
Cuvaj Se Kad Te Sretnem - Yuguslávia, Sérvia

Produção: Itália 27 de Março de 1971
Direção: Gianni Crea     
Escrito: Fabio Piccioni
Duração: 91 Minutos
Música: Stelvio Cipriani               
Fotografia: Vitaliano Natalucci
e Giovanni Varriano        
Produção: Fernando Morbis
Edição: Sergio Buzi         
Design De Produção: Giovanni Fratalocchi        
Supervisor De Produção: Luciano Brega
Coordenador De Dubles: Emilio Messina
Co Produção: Minerva Film, Rieti Film.

Elenco:
Donald O'Brien (Donal O’Brien) - Jack Forest/Jack Dean
Gordon Mitchell - Chris Forrest
Femi Benussi - Garota do Saloon/Connie
Mario Brega - Grendel/Crandall/Parker
Dino Strano (Dean Stratford) - Dexter
Pia Giancaro - Lisa
Gennarino Pappagalli - Olsen
Omero Capanna - Homem no Saloon
E com Emilio Messina, Alessandro Perrella e Lorenzo Fineschi.

Donald O'Brien é Jack Forrest, um fazendeiro que distante de seu rancho ouve tiros enquanto cortava madeira. Ele corre para sua casa e ao chegar encontra tudo destruído e queimado, sua mãe morta e seu pai agonizando que sussurra acreditando que os bandidos podem ter sido enviados por Crandall, um explorador local que pode estar por trás de tal maldade.

A busca de vingança de Jack Forrest começa com um bandido chamado Dexter (Dino Strano), que ele acredita poder levá-lo até Crandall. Em seguida, acaba por se situar na cidade de Wintrop, onde a empresa Blake-Edward está localizada.


Por alguém atirar em seu cavalo durante a viagem faz com que Jack sinta a impressão de que está no caminho certo. O fato de um empresário chamado Parker e um banqueiro chamado Olsen estarem tão ansiosos para vê-lo e preocuparem com sua segurança, desperta suas suspeitas sobre eles.

Um misterioso pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) vestido de preto aparece na cidade e aceita dinheiro de ambos Parker e Olsen para intimidar Jack de fazer-lhes mal, mas ele não consegue afastar Jack de Parker além de Jack ter uma queda por Lisa, a linda sobrinha de Parker.

O diretor Gianni Crea utilizando-se de um recurso bem parecido com o de Demofilo Fidani, ou seja, com pouco orçamento e um elenco pequeno e limitado onde faltam até os extras para o povo da cidade, usa uma série de desculpas e motivos para implementar a ação ao telespectador mas equivocadamente complica tudo.

Há uma verdadeira guerra entre a gangue de bandidos de Dexer e moradores da cidade logo no início e aparentemente não se consegue entender o porque morre tanta gente sem motivo. Faz pouco sentido tudo aquilo simplesmente um pretexto para mostrar o poder de Dexter.


Uma das poucas e boas cenas de ação que é lembrada é uma luta no cemitério em que um dos dois algozes de Jack tenta estrangulá-lo com uma cruz arrancada de uma sepultura, mas sem sucesso.

O pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) diz à garota do saloon, Connie (Femi Benussi) que as mulheres dão azar e por isso ele deve ficar longe delas mas no minuto seguinte, ele manda ela para o seu quarto para um "treino".

Um problema ainda maior surge quando a ação pára e os personagens são confinados em uma longa conversa na casa de Parker.

Nessa conversa durante um jantar, o assunto é uma discussão sem fim sobre a necessidade de Jack conseguir um cavalo para deixar Winthrop rapidamente.

Parker sugere sinicamente que Jack saia da cidade e lhe oferece a égua Sweet Sue, uma das melhores da região que pertence a sua sobrinha porque todos os outros cavalos da cidade são inúteis.

A situação foi assim: Jack, sua posição nesta cidade é muito delicada. É melhor você começar a pensar como você vai sair dela. Eu tenho uma ideia e acho que o cavalo de Lisa seria uma possibilidade distinta para alguém como você afastar-se 100 milhas de Winthrop."

Lisa: "Mas Jack ficaria ridículo montando Sweet Sue." Jack: "Não se preocupe comigo. Eu não preciso de um cavalo agora. Quando eu precisar de um, encontrarei em um curral.

Parker: "Jack, se você tomar a decisão de comprar um cavalo no curral eu lhe digo que será um erro porque aqueles cavalos são mais lentos do que um porco atravessando o estrume. Lisa: "Realmente, tio. Esses são modos de falar às visitas? Estamos na mesa do jantar.

Parker, olhando para Chris Forrest através de um buraco que ele fez com uma bala em uma moeda diz: "Meus cumprimentos. Uma ideia original para um cartão de visitas. O homem que enviei para te trazer aqui ficou bastante impressionado mas pessoalmente, estou muito infeliz com os meus homens que foram mortos na noite passada. Espero que esse tipo de coisa não volte a acontecer." Chris: "Sim, eu estava muito chateado com isso."


Parker: "Eu não entendo seu grande pessimismo, Olsen. Afinal, você sabe, resistir à perda do ouro, seu saldo bancário é muito maior do que o meu estômago."

Olsen: "Parker, por favor. Eu não acho que este seja o momento para piadas."

Connie, a dançarina do saloon: "É assim mesmo falar com um pobre órfão num salão de dança?”
Durante todos esses meses, entre todos os malvados e vagabundos, encontro dois caras decentes neste buraco. Um deles não pensa em nada além de brincar o dia inteiro com aquela namoradeira no rancho. O outro é tão mórbido quanto uma sepultura."



Este filme marcou a estreia da belíssima Pia Giancaro, e que em 1971 também estaria em um papel em "The Return of Sabata".

Sempre admirei o estilo barroco de Gianni Crea mas neste, apesar de uma bela e deprimida trilha sonora, deixou a desejar no roteiro e na edição meio que complicada e faltou mais ação que era um de seus pontos altos nos westerns, mas ver Donald O' Brien em um Espaghetti e ainda ao lado de Gordon Mitchell já pagava a entrada nos cinemas. Bem interessante em tê-lo na coleção.



DVD com áudio Inglês e legenda Finlandesa lançado na Finlândia disponível no Youtube 

”Tema do Filme”