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14 maio 2018

Cry for me, Billy (USA) [Subtitle/Legenda Ptbr.srt Exclusiva] "Amor Selvagem" Especial Brasil


Amor Selvagem - Brasil
Cry for Me, Billy/Apache Massacre/Billy/Face to the Wind - USA
 Zähle deine Kugeln/Gebrannte Haut - Alemanha
Apachekvindens hævn - Dinamarca
Violación a una apache - Espanha
L'apache - França
Stohos gia ola ta katharmata - Grécia
Meztelen bosszú - Hungria
Apache - Itália
Apache-massakren - Noruega
Prestej svoje krogle - Eslovênia


Produção: EUA, Agosto 1972
Direção: William A. Graham
Escrito: David Markson
Locações: Arizona, EUA
Co Produção: Brut Productions
Duração: 93 minutos
Música: Richard Markowitz
Músicas vocais "Little Sparrow" de Michael Franks e "The Ballad of Billy" de Gerald A. Browne cantadas por Michael Franks Fotografia: Jordan Cronenweth
Edição: Jim Benson


Cliff Potts - Billy
Maria Potts (Xochitl) - Flower, índia
Harry Dean Stanton - Luke Todd
Don Wilbanks - Sargento/Chefe
Woody Chambliss (Woodrow Chambliss) - Minerador Dickens
James Gammon - Amos
William Carsterns - Henry/Cego
Roy Jenson - Blacksmith
Richard Breeding - Gordo
Floyd Baze - Soldado
Wayne McLaren - Soldado         
John Bellah - Soldado   
Bud Walls - Soldado      
Tom McFadden - Soldado


No oeste selvagem, renegados, revolucionários e desgarrados do exército americano estão aproveitando-se do caos do fim da guerra e dizimando os índios incitando o preconceito e o racismo aos povoados e executando uma sucessão de massacres brutais.
Um pequeno grupo de soldados liderados por um sargento inescrupuloso captura e estupra uma índia, que luta bravamente contra os onze violentadores.

Billy, um jovem cowboy pistoleiro que ao se apaixonar pela índia e presenciar toda a tortura e o suicídio dela, passará a perseguir o bando até que mate o último estuprador do grupo de soldados. Para um homem branco ficar junto de uma jovem índia naqueles tempos no oeste selvagem, não havia nada de romântico.

Há uma forte violência gráfica, uma linguagem impactante forte e muita sexualidade culminando verdadeiramente em uma cena de estupro coletivo à jovem índia mencionando também a sua completa nudez na maior parte do tempo.

Filmes como "Pequeno Grande Homem" 1970 (Arthur Penn) e "Soldado Azul" de Ralph Nelson lançaram uma perspectiva mais radical nos filmes westerns americanos. Nativos americanos, sempre subjulgados assim com em todo o resto do mundo, aqui nesta história durante a conquista do Oeste não há heróis, graças a um genocídio generalizado de índios e brancos impulsionado por racismo e preconceito.

O Western de Hollywood não seria mais o mesmo após filmes como este. Louvável do escritor e roteirista David Markson, invertendo os valores neste filme, enquanto que por muitos anos, a verdadeira crueldade e maldade era praticada pelos índios para promoverem heróis brancos, agora o cinema americano começava mostrar um processo oposto: os índios todos se tornaram bodes expiatórios e inocentes martirizados e torturados, enquanto soldados e cowboys revoltados, passam a assassinar inclusive animais impiedosamente dedicando-se a estupros, roubos e assassinatos em massa.

Um verdadeiro caos apocalíptico. Apache é um filme pequeno e com poucos atores mas com ritmo dramático forte que foi distribuído com muitos títulos, e que as vezes não se encaixa com precisão em seu tema. No Brasil foi exibido como “Amor Selvagem” e parece encaixar-se melhor ao tema apesar do título original mencionar “Apache”, na tradução ao português a índia é comanche, fato que não altera em nada o desfecho e a temática.


Tem quase a mesma narrativa do filme "Soldado Azul": um pistoleiro branco caçador de recompensas, exímio atirador, frio e solitário inspirado nos pistoleiros do Espaguete Western que se apaixona e assume a defesa de uma jovem índia, fugitiva e sobrevivente de um massacre de sua tribo.
Aqui ela cavalga com Billy, completamente nua, acentuando-se num contexto erótico e sensual existente entre o casal. Para mim é um "Espaghette Wsterns" filmado nos Estados Unidos.

"Uma mulher chamada apache", seria outro filme com tema idêntico mas com desfechos diferentes. O confronto conclusivo é chocante e o que seria o herói da história é morto pelas costas.

A atmosfera é triste, melancólica e trágica e talvez seja isso que fez desse filme ter sido censurado em alguns países e passou a ser exibido nas TV em horários estritamente indicados pela censura. William A. Graham não tem medo de mostrar a verdade nua e crua e arrasta sua história até o tudo ou nada para todos.


A trilha sonora é fundamentada em baladas countryes românticas, parecida com a de "Soldado Azul". Destaque para as músicas "Little Sparrow" e “The Ballad of Billy” cantadas por Michael Franks e suas letras estarão disponíveis aqui também neste blog exclusivamente pela primeira vez na internet.

Maria Potts, aparece nos créditos com um nome indígena inventado, "Xochitl" para talvez sensibilizar mais a comunidade e os simpatizantes dos índios. "Cry For Me, Billy", é um filme que reflete o racismo, preconceito e violência típicos do início dos anos 70.

É surpreendente e irá prender o telespectador na cadeira do começo ao fim com um tom forte de suspense e como pano de fundo a natureza do deserto no velho oeste em meio ao pós guerra civil em que você estará ansioso durante os 93 minutos pela próxima cena.

Links do filme disponíveis na Web:
https://uloz.to/!0cXQ4LYtwVwO/cry-for-me-billy-avi
https://www.filmlinks4u.is/cry-billy-1972-full-movie-watch-online-free.html
”Subtitles/Legenda Português SRT Exclusiva Download”

 
Trilha sonora:
"Little Sparrow"
Letra escrita e cantada por Michael Franks

Little sparrow here you are in my hand
Why so shy at love I’m only a man
I can feel you trembling
You’re flying with a broken wing
And you’re all alone

Sparrow don’t you be afraid
Winter has been delayed
And I will be your home

Little Sparrow loves a good place to hide
Life’s a road you climb on my pony and ride
When I hold your body next to mine
You’re heart beats a crazy rhyme
And I listen to it drum

Sparrow don’t you be afraid
Winter has been delayed
And I will be your home
La la la la la la la la …

Tradução Português Brasil

Pequeno pardal, aqui
você está na minha mão.
Porque é tão tímida no amor?
Eu sou apenas um homem.
Eu posso sentir você tremendo.
Você está voando com
uma asa quebrada
e você está sozinha.

Pardal, não tenha medo.
O inverno está chegando
e eu serei o seu abrigo.

Pequeno pardal, adora um
bom lugar para se esconder.
A vida é uma estrada que você
cavalga sobre meu pônei.
Quando o seu corpo
está junto ao meu,
seu coração bate
numa rima louca
e eu escuto como a um tambor.

Pardal, não tenha medo.
O inverno está chegando
E eu serei o seu abrigo
La la la la la la la la …

”Letra da música oolaboração de Tom Betts do blog Westernsallitaliana - USA”

25 abril 2018

Il Suo Nome Gridava Vendetta (Itália) [Subtitle/Legenda Ptbr.srt Exclusiva] "Seu Nome Clamava Vingança" Especial Brasil


O Seu Nome Clamava Vingança - Brasil
Il Suo Nome Gridava Vendetta - Itália
A Name That Cried Revenge - USA
Man Who Cried for Revenge - USA
Su Nombre Gritaba Venganza - Espanha
Verikostaja - Finlândia
Son Nom Crie Vengeance - França
I ekdikisis Mou Einai keravnos - Grécia
O Vingador - Portugal
Drick ur Whiskyn - lämna stan! - Suécia
Intikam Derler Adima - Turquia
Django - Sprich Dein Nachtgebet - Alemanha

Produção: Itália, 28 de Julho de 1968
Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano e Tito Carpi           
Duração: 96 minutos (sem corte), 90 minutos (com corte)
Produção: Bianco Manini
Música: Robby Poitevin              
Fotografia: Enzo Barboni            
Co Produção: Patry Film e Selenia Cinematografica
Edição: Renato Cinquini              
Design de Produção: Massimo Tavazzi 


Anthony Steffen - Davy Flanagan
William Berger - Sam Kellogg
Ida Galli (Evelyn Stewart) - Liza
Raf Baldassarre - Jack
Mario Brega - Dirty
Claudio Undari (Robert Hundar) - Clay Hackett
Fortunato Arena - Crazy Joe
Rossella Bergamonti - Whore
Umberto Di Grazia - Bandido da gangue de Crazy Joe
Rocco Lerro - Bandido da gangue de Cray Joe
Jean Louis - Caçador de Recompensa
Osiride Pevarello - Carta no Saloon                       
Renzo Pevarello - Bud's Pal
E com Luis Barboo, Eleonora Vargas e Alberto Dell'Acqua  
Claudio Ruffini - Bud


Este é um filme emocionante com boa ação, lutas e belas cenas externas.
O fim da guerra de Secessão em um ambiente externo e escuro são os ingredientes em que este Espaghetti violento foi produzido. Davy Flanagan (Anthony Steffen), é um veterano de guerra e declarado desertor do Norte.

Sem memória, ele voltou de um passado sombrio para vingar sua morte da sua alma. Flanagan é procurado, como cartazes que circular dizendo: “Recompensa 10.000 dólares, Morto ou Vivo”. Desconhecido, após ser perseguido e capturado, consegue escapar de um caçador de recompensas. Ele toma sua arma e seus pertences e chega à pequena cidade de Dixon, um local dominado por gangues violentas e pistoleiros desagradáveis como Dirty (Mario Petri).


Nesse lugar existe também um bando perigoso liderado por um bandido chamado Crazy Joe (Fortunato Arena, experiente ator sempre presente nos filmes de Trinity com Terence Hill e Bud Spencer em que Barboni gostava de tê-lo no elenco) e seus bandidos. Aqui ele conhece um juiz (William Berger) que conta a ele que sua esposa desconhecida Liza (Ida Galli) é jovem e casou-se com um pistoleiro durão chamado Clay Hackett (Robert Hundar).

O juiz lhe dá uma chance de acertar o seu passado, mas o que ele quer mesmo é só causar pânico e vingança a todos. É um western movimentado com tiroteios de tirar o fôlego entre os bons atores além de Anthony Steffen, Petri e Fortunato Arena, destaques para os duelos em ambientes internos como o do saloon além de uma emocionante luta final nas ruas culminando na praça central da cidade com um bom toque de suspense e uma longa e boa sequência musical ao som do trompete de Poitevin.


Este filme é muito divertido de assistir. É uma história divertida com um toque de estranheza, alguns grandes papéis e um trilha sonora incrível de Robby Poitevin.
O roteiro conta uma história de justiça e vingança de costume no Espaghetti, com um homem durão que tem como o seu objetivo uma resultante vingança sangrenta.

O enredo básico é típico do Espaghetti Western, mas o que faz com que este filme se destaque é o seu estilo. Steffen está muito a vontade neste filme, talvez um dos melhores em sequências de ação bem elaboradas e emocionantes. Um trabalho de direção bem realista e um desempenho carismático por todo o elenco.


Anthony Steffen está perfeito no papel de Flanagan lembrando suas atuações nas décadas de 60 e 70 em filmes B. O ator brasileiro Steffen nunca se tornou uma das melhores bilheterias internacionais mas seu desempenho é frequentemente lembrado como um dos mais durões na tela.

Outros de seus trabalhos no seguimento que podemos lembrar são: "Sete Dólares para Matar", "O Último Moicano" "Gentleman Jo", "Quatro Dólares por Django", ¨O Retorno de Arizona Colt¨, ¨Apocalypse Joe¨,"Dallas", ¨Shango¨e vários outros. Embora Steffen esteja bem melancólico para o papel neste filme, podemos perceber em segundo plano, memoráveis participações de Robert Hundar, Alberto Dell'Acqua, Raf Baldassarre, Luis Barboo, Eleonora Vargas, Jean Louis, entre outros.


Bom design de produção criando um ambiente atmosférico e pobre. O músico Robby Poitevin compôs uma belíssima trilha sonora no estilo Morricone e muito bem conduzida por sua orquestra e Isso acaba sendo uma das grandes contribuições para que o filme seja diferenciado, com muitas variações sonoras agradáveis como fundo musical.

A trilha sonora notoriamente contribui enormemente para a atmosfera do filme, incluindo o emocional, sua música realmente se torna memorável ao conjunto da obra. Impressionante também é a fotografia de Enzo Barboni e zoons de câmeras bem elaborados.

A direção do experiente diretor Mario Caiano é bem trabalhada, aqui ele é menos cínico e bem humorado e mais inclinado a muita ação, especialmente nos quesitos tiroteios e violência. Ele dirigiu este que podemos considerar um belo e respeitável Western, gênero em que ele não só se destacaria, e que também passaria envolvido por grande parte do resto de sua carreira dirigindo vários outros como: "Brandy", "O Vingador da Califórnia", "A Vingança de Ringo", "As Pistolas não Discutem", "Um Trem para Durango".

Caiano é um artesão que dirigiu todos os tipos de gêneros, como Sandalha e Espada [Peplum] "Ulisses contra Hércules", "Os Dois Gladiadores", ¨Maciste Gladiador de Esparta¨ e filmes de Terror Europeu: ¨Olho no Labirinto¨ e até mesmo filmes Pornonazistas.

Nunca considerado pela crítica como um bom diretor assim como tantos outros na época, hoje são reconhecidamente bons diretores, sabendo-se de seus recursos para a época em que trabalharam.

Seus trabalhos hoje são reconhecidamente aceitáveis como documento de estudo e apreciação por estudiosos e colecionadores de obras europeias.
 
No livro da Biografia de Steffen, o qual já li três vezes, tem uma menção curiosa de William Berger que conta que na cena da travessia da ponte de madeira em que por sua largura, só passa um cavaleiro por vez, Steffen teria ficado com medo da precariedade da construção dela e recusou-se a filmar a cena sobre ela alegando que o seu cachê não compensaria o risco, então colocaram um dublê para fazê-la.

Berger era um atleta em artes marciais e exímio acrobata e aparece realmente na cena sobre a ponte, mas logo na cena seguinte surge Steffen, já do outro lado dela.

Gostaria de ver a cópia completa e confirmar uma foto em que Steffen está em pé sobre a ponte de frente a William Berger [foto 1] ou seria uma montagem para propaganda. Se algum leitor puder confirmar, por favor deixe observação em comentários.

Gosto muito deste filme e nada mais justo do que elaborar uma legenda/subtitle srt. ptbr para os fãs e amigos que disponibilizo aqui exclusivamente para compartilhamento aos leitores e apreciadores deste blog.

Através desta legenda, outras línguas poderão ser traduzidas e adaptadas para que todos possam entender ao filme completo.

Acrescento ainda que todos os comentários serão bem vindos após o download desta legenda que foi sincronizada para este filme em versão com áudio italiano disponibilizado no Youtube.
Para outras versões, esta legenda deverá ser resincronizada dependendo da velocidade dos FPS "flames por segundos".


Link Disponível no Youtube:
Extensão do vídeo: MPEG-4
Resolução: 640x344 pixels
Tempo de duração: 90 minutos
Qualidade do vídeo: AVI
Velocidade: 25 FPS
Codec de áudio: AAC
Tamanho 343 MB
Extensão de tela: 16:9                                                    
Idioma: Inglês
Legenda: Português SRT 

10 abril 2018

Os Índios Apaches no Cinema Americano e Europeu.


Os Apaches são povos Athapaskan que migraram para o Sudoeste, vindos do Nordeste do Canadá, centenas de anos atrás. Eles povoaram planícies da parte central e no Sudoeste dos Estados Unidos perto do ano 850 d.C.
A nação apache é o nome dado a várias tribos nativas americanas culturalmente relacionadas entre si. O nome Apache vem de uma palavra Zuni que significa: "inimigos ou homens lutadores".
Os Apaches eram grupos nômades de caçadores e coletores, largamente conhecidos como ferozes lutadores.

Eles eram temidos por seus ataques a outras tribos, e mais tarde, no século XVI, sua reputação ficou conhecida, quando houve o confronte com os colonizadores espanhóis pelo comércio, pelas fronteiras territoriais e pela caça ao búfalo.


Os Apaches habitavam uma área enorme no lado oriental do novo México, que também invadia o Texas e o México. Este povo orgulhoso e guerreiro, se dividia em muitos grupos, sendo mais conhecidos os Jicarillas, os Mescaleiros e os Chiricahuas.
Viviam numa região hostil, de escassos recursos naturais e, por isso, se especializaram em saquear as fazendas e povoados dos colonizadores brancos e costumavam roubar também as outras tribos, sumindo rapidamente nas serras da região, onde construíam inacessíveis esconderijos.


Os primeiros intrusos do território Apache foram os espanhóis, a partir de 1500. Havia diferenças entre os vários grupos de Apaches, principalmente no modo de vestir e nos acessórios que utilizavam. Havia os grupos mais dedicados ao pastoreiro e caçadores de bisão, animal que garantiu a sobrevivência durante séculos, e outros voltados para os saques em fazendas e povoados, como os Mescaleiros, que viviam nas montanhas.

Na cultura tradicional, as mulheres cuidavam do alimento, da madeira e da água, enquanto os homens tinham que caçar e guerrear. A poligamia era praticada quando as condições econômicas permitiam.


Os Apaches viviam numa região de deserto, muito seca e muito quente, mas também bela. A beleza exótica do Arizona foi descoberta a partir dos anos 20 pelos filmes de Hollywood envolvendo-os em centenas de filmes no gênero “Velho Oeste”, que traziam as cores do Grand Canyon e do Deserto de Sonora.

Os Apaches tiveram pouca participação no Espaghetti Western (Cinema Europeu) por ser um seguimento muito diferenciado do estilo estilizado americano, mas na Alemanha surgiu em 1962 um personagem Apache criado pelo escritor, roteirista e diretor renomado, Karl May que mesmo sem ter posto os pés na América.


Criou o imortal e talvez o mais célebre personagem Apache fora da América conhecido como Winnetow, interpretado por Pierre Brice, um Apache que ao lado de seu amigo americano branco Old Shatterhand, interpretado por Lex Barker, agiam sempre em nome da justiça e da paz e que garantiu umas duas dezenas de bons e bem sucedidos westerns na tela grande equiparando-se a grandes produções americanas com roteiros bem elaborados e diferenciados da rotineira guerra entre brancos e índios.


Os Apaches são os índios mais conhecidos da América do Norte por ser um povo corajoso e muito exposto no cinema como outros nativos de todo o mundo, eles cederam à ganância e pressão dos colonizadores. Mas, a coragem e ousadia dos Apaches em defender o seu território diante de um invasor mais numeroso e poderoso rendeu-lhes uma grande exposição no cinema.

Os diretores cinematográficos exploraram ao máximo a imagem desse povo, quase sempre mostrando o lado sanguinário e feroz dos índios.

Passado um século desde a colonização do oeste americano, já se vê os índios com outros olhos e felizmente vemos que nem todos eram maus e apenas defendiam sua terra, tradições e sobrevivência com unhas, dentes, arcos e flechas.

Os Apaches não agradaram muito os diretores europeus que procuraram criar os seus próprios personagens como Django, Sartana, Sabata, Ringo entre outros, que já vinham sendo bem cultuados e ganhando inúmeros fãs pelo mundo, mas posso citar alguns Westerns Espaghettis com a presença dos Apaches que marcaram época como:

“La Battaglia de Forte Apache” [A Batalha Final dos apaches] 1964 da série Winnetou, “La Furia Degli Apache” [Gerônimo Ordena o Massacre] 1964, com Frank Latimore e Nuria Torray, “Una Donna Chiamata Apache” [Apache Woman] 1976 Com Al Cliver e Clara Hopf, “Apache Bianco” [Apache Branco] 1977 com Sebastian Harrison e Lola Forner, “Buffallo Bill L´eroi Del Far West [Buffalo Bill, o Herói do Oeste] 1965 com Gordon Scott e Mario Brega. Até Lee Van Cleef virou um herói Apache em “Captain Apache” [Capitão Apache] 1971 ao lado de Carroll Baker e Stuart Whitman [ O Home de Virgínia].


Os apaches mais famosos e memoráveis foram Chefe Manga Coloradas, apelido recebido ao roubar uma camisa vermelha. Em 1837, ele era o guerreiro mais conhecido no Novo México, que ainda pertencia ao México, e em Sonora, estado vizinho ao sul.

Cochise o grande líder da tribo Chiricahuas, promoveu a paz com os brancos durante muito tempo. Gerônimo, o mais famoso guerreiro Apache começou a odiar de verdade o homem branco no dia em que retornou para casa e encontrou tudo destruído e a sua família assassinada por mexicanos.

19 fevereiro 2018

Giarrettiera Colt (Itália) [Subtitle/Legenda Ptbr.srt Exclusiva] "A Pistoleira Virgem" Especial Brasil


A Pistoleira Virgem - Brasil
Giarrettiera Colt - Itália
Garter Colt - USA
Das Coltstrumpfband - Alemanha

Produção: Itália 19 Maio de 1968
Direção: Gian Rocco      
Escrito: Giovanni Gigliozzi, Guido Leoni, Brunello Maffei,
Vittorio Pescatori e Gian Rocco
Fotografia: Gino Santini
Duração: 86 minutos
Música: Giovanni Fusco e Gianfranco Plenizio
Locações: San Salvatore, Cabras, Oristano, Sardegna, Itália
Co Produção: Columbus Cinematografica
Produção: Gian Maria Leoncini e Nicoletta Machiavelli
Edição: Mario Salvatori

Nicoletta Machiavelli - Lulu 'Garter' Colt
Claudio Camaso - Red
Walter Barnes - General
Marisa Solinas - Rosy
Gaspare Zola (Jasper Zola) - Jean
Elvira Cortese - Elvira
Franco Bucceri - Doutor
Silvana Bacci – Massagista de Red
Franco Scala - Droga Soldier
Giovanni Ivan Scratuglia - Roger
James Martin - Xerife
Arnaldo Fabrizio (Fabrizio Arnaldo) - Lulu's 'Baby'
Alberto Hammermann                                
Riccardo Pizzuti, Brunello Maffei e Isabella Guidotti
Yorgo Voyagis - Carlos

Na fronteira com o México, durante a revolução contra os franceses de Massimiliano, uma diligência, tendo como passageiros: uma jovem e atraente mulher, conhecida como Giarrettiera Colt, jogadora de cartas e um soldado francês, conseguem escapar de um ataque dos revolucionários comandados por um bandido chamado "Red".

Mostrando-se corajosa, audaciosa e habilidosa com sua arma, ela coloca os bandidos à distância. Uma vez ao chegar na aldeia mexicana, ela liberta um mexicano com um tiro certeiro na corda que estava prestes à esticar o seu pescoço e logo após ela hospeda-se no hotel onde inicia-se o seu trabalho de como ganhar a vida: Jogar poker. Extremamente habilidosa com as cartas e cheia de truques inclusive usando o seu belo decote, sempre consegue vencer os seus adversários.


Em meio as suas noites de jogos, o tráfico de armas por revolucionários ocorrem através de Red, mas em uma dessas ocasiões o contrabando é impedido por um jovem francês disfarçado de mexicano.

Este mesmo que havia conhecido a jovem na diligência e entre as reviravoltas eles se apaixonam mas ele quer Aproveitar-se dessa situação para usá-la prometendo-lhe viver com ela uma vida mais tranquila e fora da violência mas pouco depois que o jovem francês é morto acidentalmente pelo general revolucionário, a jovem "Lulu" como também é conhecida resolve vingar-se de Red, enfrentando-o, concretizando sua vingança e ao final retornando ao seu trabalho, o jogo, agora partindo da vila.

Aqui a história trata-se de tráfico de armas por revolucionários que são alvo de três ou mais facções rivais na fronteira entre o Texas e o México.


Um elenco acima da média para o seguimento e uma impressionante beleza de Machiavelli como uma solitária pistoleira é marcante. Claudio Camaso como o vilão perigosamente perturbado desempenha esse papel exageradamente e faz o personagem Red "Vermelho" perder-se na história como uma grande ameaça.

O filme não se tornou um obra prima por um enredo confuso, pobre e monótono. Poderia ter sido mais envolvente e interessante mas mesmo assim conseguiu uma boa crítica na época.

Quentin Tarantino definiu esse filme como sendo uma verdadeira jóia de originalidade e foi uma inspiração direta para seu filme "Kill Bill" com Uma Thurman. Nicoletta Rangoni Machiavelli esteve sensual e bela como sempre neste filme e foi uma pena o diretor não ter investido em um romance mais enfático, menciona. "Faltou emoção".


O diretor Gian Rocco dirigiu esse filme com poucas pretensões no roteiro, mas o visual nas locações, são mesmo bem originais e isso ainda depois de tanto tempo pode-se valorizar o deslumbramento em muitas dessas paisagens.

O filme poderia ter se tornado um cult como outros Espaghettis, mas ficou na rotina e estranhamente atraiu mais a audiência feminina na época, fim dos anos 60. Uma excelente trilha sonora de Gianfranco Plenizio e Giovanni Fusco, tão boa quanto o elenco no qual destaco mais uma vez a bela performance de Walter Barnes como general mexicano revolucionário.

Foi o último filme europeu de Claudio Camaso, irmão de Gian Maria Volontè. Camaso ficou preso alguns anos por tentativa de assassinato de sua namorada e cometeu suicídio em 1977.


Gosto muito desse filme porque tive amizade pessoal com Nicoletta Machiavelli e ela sempre foi simpática e atenciosa comigo e com este blog.
Tive o privilégio de ter realizado uma de suas únicas e a última entrevista para este blog [”Entrevista Exclusiva com Nicoletta Machiavelli (aqui)”] com o qual ela fez com muito alegria e carinho ainda exercendo a profissão de guia turística nos Estados Unidos para a Itália.
Ela comentou sobre este filme e achou especial para ela. Resolvi elaborar e disponibilizar aos fãs uma “Legenda/Subtitle srt” no idioma português do Brasil totalmente revisada deste filme para a versão com áudio italiano disponível no Youtube e na web.

Versão disponível no Youtube com áudio Italiano
Resolução:  640x270 pixels
Duração: 86 minutos
FPS: 25
”Subtitle Português SRT Revisada Download”


19 janeiro 2018

Uma estátua para Bud Spencer [Carlo Pedersoli] Especial Brasil


A cerimônia para a inauguração da estátua foi no dia 11 de Novembro de 2017 em Budapeste na Hungria. O local escolhido foi no passeio de Corvin Promenade (Corvin Ssétány Húngaro) no 8º distrito da capital húngara, Budapeste.

Agendada para as 15,00 horas, para o evento, um palco e uma pequena cerimônia foram configurados com antecedência. Por volta das 14 horas uma multidão e turistas foram os primeiros a chegarem no local. A estátua em si já estava vigorosamente no local desde o dia anterior, mas ainda coberta com um pano branco. No horário, às 15 horas começa a cerimônia e os convidados de honra entram no palco.


Estas incluem as duas filhas de Bud Spencer: Cristiana e Diamante Pedersoli: o ex-atleta György Kárpáti, três vezes campeão olímpico de polo aquático húngaro, o prefeito do 8º distrito Máté Kocsis e, claro, a artista Szandra Tasnàdi que criou a estátua.

Um apresentador recebe os inúmeros fãs e passa a palavra inicialmente ao prefeito Máté Kocsis. Ele está feliz de receber tantos fãs em seu distrito e elogia o homem Bud Spencer. Em seguida ele passa a palavra à György Kárpáti.


Visivelmente emocionado, conta que Bud era um grande desportista e que era seu amigo e que gostava de jogar pólo aquático contra ele. Os últimos palestrantes são finalmente Cristiana e Diamante Pedersoli, que também agradeceram muito a homenagem graças também à grande simpatia que seu pai conquistou no lugar.

Às 15:21 horas, cessam-se as palavras suficientes para que os convidados de honra se dirigissem à estátua e, juntos, libertam o grande Bud Spencer de seu pano branco.


Com grande aplauso, a estátua é entregue ao público. Isto é seguido por fotos obrigatórias para a imprensa, antes que os convidados de honra se retirassem e os espectadores regulares tenham a oportunidade de se aproximar da estátua e tirar fotos. Paralelamente, a “Spencer Hill Magic Band” agora recebem os fãs no palco e começam o seu show com músicas dos filmes de Spencer/Hill.


Às 16h20, o concerto termina e o evento encerra-se oficialmente. Nesse momento, o sol já se põe, mas ainda muitos fãs estão esperando para tirar fotos da estátua. Alguns também colocam flores, fotos, lembranças e coisas semelhantes à sua memória aos pés da estátua.

A ESTÁTUA 

A estátua de Bud Spencer tem 2,40 metros de altura, é feita de bronze e pesa mais de 500 kg. Ela está de pé sobre uma base de pedra branca. Sob o nome "Carlo Pedersoli" e também está escrito uma frase: "Mi Sohasem Veszekedtünk" no pedestal, o que significa que "Nós Nunca Brigamos".


A inscrição faz referência às últimas palavras de Terence Hill durante o seu discurso no funeral de Bud Spencer. Aqui, Hill disse que já sabe exatamente como será o seu encontro com Bud Spencer algum dia. Bud vai correr até ele com uma sela no ombro dele e dizer: "Nós Nunca Discutimos". Estas palavras de Terence Hill inspiraram a artista Szandra Tasnàdi também à pose de Spencer para a execução da obra.


Matéria Traduzida, Compilada e Adaptada do Site oficial:
https://spencerhilldb.de/statue_budapest.php?lang=2#oben