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03 janeiro 2017

George Hilton no Brasil, Rio de Janeiro em 17 de Janeiro de 2017.


O ator George Hilton estará participando e prestigiando a exibição na mostra de cinema no MAM, Museu de Arte Moderna na Cinemateca do Rio de Janeiro no dia 17 de Janeiro de 2017.

Acontecerá numa terça-feira às 19 horas. O evento será gravado para o documentário de título "George Hilton - Uma Viagem Pelo Cinema Popular Italiano".
O endereço é: Avenida Infante Dom Henrique 85 - Parque do Flamengo - Glória - Rio de Janeiro - Brasil. Código de endereçamento postal do museu é 20021-140.
Telefone: (21) 2240-4944.


George Hilton convidou via Facebook aos meus amigos brasileiros que possam ir à projeção, e disse que será um prazer cumprimentá-los pessoalmente no evento.

O filme a ser exibido será um clássico do Giallo [Thriller de mistério]. "Lo Strano Vizio Della Signora Wardh", com produção ítalo-espanhola em 1971 de sucesso internacional daquela década.

 Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - Brasil

Lâmina Assassina - Brasil O Estranho Vício da Senhora Ward - Brasil
Uma Faca na Escuridão - Brasil
Lo Strano Vizio Della Signora Wardh - Itália
La Perversa Señora Ward - Espanha
Blade Of The Ripper - USA
The Next Victim! - USA
The Strange Vice Of Mrs. Wardh - USA [Dvd]
Der Killer Von Wien - Alemanha

Produção: Itália e Espanha
Direção: Sergio Martino
Roteiro: Vittorio Caronia, Ernesto Gastaldi e Eduardo Manzano Brochero
Duração: 98 minutos
Co Produção: Copercines, Cooperativa Cinematográfica, Devon Film, Laurie International, MLR Distribuidora: Gemini-Maron


  Sala de Exibição da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - Brasil 

Elenco: 
George Hilton - George Corro 
Edwige Fenech - Julie Wardh 
Conchita Airoldi - Carol Brandt
Manuel Gil - Dr. Harbe 
Carlo Alighiero - Comissário 
Ivan Rassimov - Jean 
Alberto de Mendoza - Neil Wardh 
Bruno Corazzari - assassino Marella Corbi - Vitima que escapa do assassino 


Um excelente thriller de mistério [Giallo] também conhecido no Brasil como "Lâmina Assassina", o filme oferece ao seu espectador tudo o que promete em sua premissa: pessoas ordinárias fazendo coisas terríveis umas as outras, um enredo repleto de reviravoltas, assassinatos brutais, uma forte dose de sexo bizarro, masoquismo e adultério oriundo de personagens problemáticos.

Martino mantém o roteiro escrito por três mestres no assunto: Vittorio Caronia, Ernesto Gastaldi e Eduardo Manzano Brochero, em intenso clima de interesse, sempre estilizado ao extremo, recurso proveniente da tal escola italiana de fazer filmes, sempre se importando com cenários, fotografias, construção de cenas e trilha sonora.


Mais um exemplo da egotrip psicodélica, toxicomania e libidinosa que foi a década de setenta. 
O Giallo – subgênero cinematográfico que carregou o cinema da época de uma forte e quase psicodélica orgia de imagens hipercoloridas que era feito por autores que pouco se preocupavam em algum tipo de “responsabilidade” de produzir imagens. Daí, assim como o cinema exploitation, os filmes eram amorais e este é um dos que se destaca nessa linha e George Hilton tem sua participação em meio a toda essa perversão intensa. 

 VHS comercializada no Brasil anos 80

Julie Wardh, de volta a Viena com seu marido diplomata Neil, encontra a cidade aterrorizada por um maníaco assassino. Imediatamente se lembra de Jean, seu violento e sádico ex-namorado, que convenientemente voltou a cidade ao mesmo tempo do início dos assassínios e retomando o contato com ela, parece querer reatar o romance.

Também entra em cena o enigmático e elegante George que também demonstra seus interesses em relação a Julie. Assim, acompanhando os passos do assassino, Julie deve descobrir quem, entre os homens a sua volta, tem intenções mais nefastas que apenas leva-la para cama.



Versão com áudio italiano disponível no Youtube

25 outubro 2010

100.000 Dólares para Ringo


“$US 100.000 For Ringo”
“100.000 Dollari per Ringo”
Produção-Itália–Espanha 1966
Direção: Alberto de Martino
Música: Bruno Nicolai/ Bobby Solo/Don Powel
Fotografia: Federico G. Larraya
Duração: 85 min.
História: Alfonzo Balcázar, Vincenzo Famini e Giovanni Simonelli
Roteiro: Guido Zurli
Produção: Balcázar Studios – Barcelona & Elios Studios - Roma
Distribuição Brasil: Ocean Pictures

Elenco
Richard Harrison - Lee Barton / Ward Cluster
Fernando Sancho - Chuck
Luis Induni - Xerife
Gérard Tichy - Tom Sherry
Loris Loddi - Garoto Sean
Mónica Randall – Índia
Frank Oliveira - Índio
Rafael Albaicín – Chefe índio Urso Cinzento
Lee Burton, , Michel Montfort, John Barracuda, Eleonora Bianchi,Francisco Sanz (Paco Sanz), Tomás Torres e César Ojinaga.
 
O estranho Lee Barton “Ringo” Chega à cidade de “Raimbow Valley” no velho oeste, onde é confundido com um ex-cidadão local “Ward Cluster” aparentemente morto durante a Guerra Civil. A esposa de Cluster, Rose está morta, mas seu filho Sean que fora criado pelos índios (Urso Cinzento) também acredita que Barton seja na verdade seu pai.



As coisas começam a se complicar quando Barton descobre que o chefão da cidade “Tom Sherry” tem usado índios para seus propósitos nada nobres para o seu enriquecimento ilícito na região.
Muita ação nesse filme, com sequencias de aparentemente intermináveis tiroteios e lutas mano-a-mano envolvendo cowboys, vilões, índios e até o exército mexicano com as cenas externas filmadas em Fraga (Huesca) na Espanha e que ficaram muito bem editadas e convincentes para a época.


Na cena da taberna logo no início, Tom (Ringo) crava o garfo de sua refeição na mão de um bandido após ter-lhe feito uma pergunta indiscreta. Nesta mesma taberna se dá o encontro de Tom e Chuck (Fernando Sancho) um xerife de Tucson-Arizona curiosamente em um papel inusitado. Fernando Sancho aparece sempre como líder de bando mexicano roubando e matando na maioria dos Westerns e neste ajuda Tom fazer justiça e receber o dinheiro das recompensas.
Richard Harrison que curiosamente foi um modelo fisicultor na década de 60 e que pegou carona para a Europa no rastro de seu amigo Steve Reeves (Hércules e outros épicos) é chicoteado com uma camisa de um tecido mais grosso especialmente preparada para a cena. Este açoitamento foi incluído no livro "Lash!" - Os 100 grandes chicoteamentos do cinema), Uma frase marcante no roteiro nesta cena é dita pelo vilão do chicote "Se eu fosse você, escolheria uma morte mais rápida" dando um alívio momentâneo das chibatadas a Barton.


Aos poucos a ação se torna um pouco repetitiva, porque a trama é um tanto confusa e muitos fãs do "westerns spaghetti" podem até querer evitar este filme mas ele tem seus créditos e seus méritos. A música de Bruno Nicolai que é maravilhosa, interpretada na versão inglesa por Don Powel e na versão italiana por Bobby Solo ouvida no início e no final do filme refere-se a "Ringo", que na realidade este personagem nunca é usado no diálogo original (Salvo incluído na dublagem de alguns países como no Brasil).

Richard Harrison atende pelos nomes de "Lee Barton" ou "Ward Cluster” menos o de Ringo. "Além disso, os "100.000 dólares" que se refere o título do filme, parece impreciso, uma vez que a quantia do dinheiro encontrada e que fora escondido por um general mexicano e perdido no filme se revele em “200.000 dólares”


Temos mais uma atuação discreta de Fernando Sancho e Luis Induni que sempre ficou bem de xerife. Alberto de Martino conseguiu fazer um filme que se consegue assistir até hoje sem perder a sua originalidade e sutileza. Editado no Brasil em Dvd pelo Ocean Pictures, ficou muito bem recuperado e até a dublagem parece que também se encaixou. Parabéns