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29 julho 2014

4 Dólares De Vingança - Brasil [4 Dollari Di Vendetta]


4 Dólares De Vingança - Brasil
4 Dólares De Vingança Para Ringo - Brasil
4 Dollari Di Vendetta
4 Dolares De Venganza - Espanha
Four Dollars For Vengeance - USA

Produção: Itáia e Espanha em 4 de Setembro de 1967
Direção: Jaime Jesús Balcázar
Duração: 84 minutos
Fotografia: Victor Monreal  e Tino Santoni
História: Bruno Corbucci e Giovanni Grimaldi
Letra da Música: Benedetto Ghiglia e M. Russo e
Tema: "Let Him Go"
intérpretes: 4+4 de Nora Orlandi
Regência: Angelo F. Lavagnino
Produção: Alfonso Balcazar e Paolo Moffa
Edição: Juan Luis Oliver               
Mestre de Armas: Giulio Maculani/Xerife
Co Produçõa: Balcázar Producciones Cinematográficas e
Compagnia Ambrosiana Cinematografica de Roma


Robert Woods - Capitão Roy Dexter
Ghia Arlen (Dana Ghia) - Mercedes Spencer
Angelo Infanti - Barry Haller/Haller
Antonio Casas - Coronel Jackson
José Manuel Martin - Manuel De Losa
Gérard Tichy - Frank Hamilton/Governador/Major
Antonio Molino Rojo - Dave Clifford/Griffin
Tomás Torres - Pedro
Giulio Maculani - Xerife Sullivan
Osvaldo Genazzani - Barnaby/Barney/Editor
Juan Torres - Mexicano/Olho
Ángel Lombarte - Doutor Johnson
Luis Del Pueblo - Thompson
Carlos Ronda - Sr. Spencer
Francisco Nieto - Proprietário Da Loja
Miguel De La Riva - Advogado De Defesa,
Sergio Doré - Juiz Do Tribunal Militar
e com Lucio Rosato, Gardenia Polito, Gianluigi Crescenzi, Gustavo Re, Renato Baldini, Robert Hoot e Eleanora Bianchi.


Lembrando muito o filme “O Retorno de Ringo” de Duccio Tessari, vemos aqui Robert Woods condenado injustamente a prisão perpétua que após fugir, volta para vingar os seus conspiradores.

Embora o conceito de "vingança" seja um dos temas mais populares no Espaghetti Western, existem infinitas variações sobre como ela é mostrada nas planícies áridas de Almería na Espanha e Tirrenia na Itália.
Aí está o seu misterioso estranho costume surgindo aparentemente do nada e gerando uma grande história de suspense, intriga e vingança. 


Mais uma Co Produção ítalo-espanhola, de 1966, dirigido por Jaime Jesús Balcázar e produzido por seu irmão Alfonso Balcázar, aqui em seu primeiro contato com o Espaghetti.

Jaime Jesús Balcázar convidou aqui o ator americano Robert Woods para interpretar o Capitão Roy Dexter, um herói da cavalaria dos Estados Unidos na Guerra Civil que após retornar a sua cidade pretende concorrer ao cargo de Governador,  mas tem um outro concorrente, um também Major aposentado Frank Hamilton,  que pretende a todo custo o cargo de poder.

Hamilton e seu amigo, Barry Haller, outro militar que juntos cortejam uma senhorita da nobreza local chamada Mercedes Spencer (a bela Dana Ghia), que dentre eles, escolhe ficar noiva de Roy Dexter.


Inesperadamente às vésperas de seu noivado, antes de se aposentar definitivamente, ele recebe mais uma missão a partir de seu comandante, o Coronel Jackson interpretado pelo grande ator neste gênero, Antonio Casas. A missão é a de escoltar um carregamento de vinte mil moedas de ouro confederado confiscadas e devolve-las a Washington.
No entanto, ele e seu destacamento de nove homens são atacados por uma gangue de bandidos mexicanos liderados por um homem chamado Manuel de Losa (José Manuel Martin) e todos são aniquilados, exceto o Capitão Roy Dexter.
Quando Roy ferido, finalmente consegue chegar à cidade, ele descobre que tudo o que está acontecendo é uma conspiração para culpá-lo do roubo do carregamento das moedas de ouro pelo seu primo Dave Clifford.


Dave articula um plano junto com Hamilton e Barry conseguindo uma condenação em um tribunal militar com pena de trabalhos forçados perpétuos em prisão federal, mas ele consegue escapar tomando o lugar do cadáver de outro prisioneiro que fora assassinado ironicamente em seu lugar. Em sua fuga ele faz amizade com um mexicano fugitivo chamado Pedro, que ao início ameaça até algum momento comédia como Eli Wallach em “Três Homens em Conflito - 1966”, mas não dá continuidade e tudo continua sério, e Pedro era de quem Dexter precisava para ajudá-lo a começar a sua trajetória de vingança.

De volta à cidade a muitos anos, disfarçado como um mexicano, iniciar o rastreamento na vida de todos os seus traidores e começa se vingando de seu primo Dave que no tribunal testemunhou contra ele e do Major Frank Hamilton que também como promotor do tribunal adoçou a sua condenação.


O último a ser vingado é seu ex melhor amigo Barry Haller que o queria vê-lo morto para conseguir ficar com Mercedes e através de uma confissão de Manuel de Losa, o Coronel Jackson consegue provar a sua inocência limpando o seu nome.
Curioso final que ao invés do clássico duelo com revólveres, os dois militares desembainham as suas espadas e resolvem suas diferenças na lâmina tipicamente como em Zorro.

Um filme acima da média como um bom entretenimento e seu maior trunfo foi o enredo de conspiração, que foi bem construído o suficiente para mantê-lo interessante e preso a tela.
As atuações no geral são muito boas, com performances sólidas de Robert Woods, Manuel Martin e Antonio Casas que dispensam comentários como bons atores espanhóis que foram. Embora a trama de vingança tenha sido um pouco diferente, algumas vezes, lembram-se os clássicos Ringo de Tessari principalmente quando Woods usa a sua barba longa e está disfarçado como um mexicano assim como Ringo de Giuliano Gemma, parecendo-se muito com ele.


Entre os destaques no filme, é a demonstração de pontaria de Roy Dexter, e as quedas de Robert Woods nas pedras quando é perseguido e a queda na escadaria quando na luta de espadas dentro da mansão. Robert Woods me disse em entrevista exclusiva ao blog que nestas quedas ele não usava dublês. Ele fazia tudo sozinho como bom cowboy que sempre foi nos Estados Unidos.
A trilha sonora de Benedetto Ghiglia e Angelo Francesco Lavagnino e a fotografia de Victor Montreal e Tino Santoni estão em sincronia com a fita e isso valoriza muito o conteúdo no geral.
Em muitas partes do filme percebe-se bem uma influência de câmera alá Leone executadas pelo olhar de Tino Santoni conseguindo captar bem o desertico e árido oeste de Almeria como em “Por um Punhado de Dólares”.
Tino Santoni foi um mestre na fotografia na década de 60 fotografando os Pepluns e Épicos Romanos e em outros Espaghettis dom em “Sangue Chiama Sangue” de 1968 com Fernando Sancho e Stephen Forsyth.


Trilha sonora bem movimentada e competente, embora, uma música tema que comece com um assovio bem ao estilo italiano, mas aos poucos ganha a forma de um hino militar americano clássico anunciando que o filme terá o envolvimento de heróicos militares da Guerra Civil.
Ficou interessante e a maioria das 24 trilhas seqüenciais musicais seguem harmoniosamente as variações ao tema inicial. Outras influências além da música é a dança clássica tipicamente dos Westerns americanos [muito usado por John Ford] e aqui bem executada e dirigida em cenas muito curtas, mais ricas em detalhes.


Talvez este roteiro tenha mesmo ficado diferente pela participação de Bruno Corbucci, Giovanni e Aldo Grimaldi, mas pode ter alguma ligação com o grande romance de Alexandre Dumas "O Conde de Monte Cristo", e se fossemos comparar, veríamos uma adaptação pois aqui o protagonista é também injustamente acusado de um crime com a participação de seu melhor amigo, que por sua vez envolve o amor de uma mulher e ele é condenado em um presídio de trabalhos forçados fugindo após anos de reclusão, voltando para se vingar de tudo e de todos satisfazendo o seu desejo de vingança, reconquistando sua honra e sua amada.

Infelizmente cópias existentes hoje não apresentam uma qualidade digna para o filme, mas com o recurso da internet, muitas cópias consideradas extintas estão ressurgindo do nada para o deleite dos fãs. Esta é mais uma das que estamos aguardando. Um filme divertido para os fãs e um pouco diferente das tradicionais vinganças da mulher e familiares do cowboy solitário.

Não é excepcional e nem tão pouco memorável, mas um filme para relembrar bem o escurinho do cinema. Com um pouco mais de capricho e cuidado de produção este poderia ter sido mais um clássico do Espaghetti Western.
Nunca exibido na Televisão Brasileira.

27 janeiro 2011

15 Forcas Para os Assassinos


“Quindici Forche Per Un Assassino"
“The Dirty Fifteen - USA”

Produção Itália/Espanha 1968
Direção: Nunzio Malasomma
Música: Francesco De Masi
“Will you be mine” Cantada por Ettore "Raoul" Lovecchio
Duração: 105 minutos
Fotografia: Stelvio Massi
Escrito: Mario Di Nardo e José Luis Bayonas
Co-Produção Film Eos – Roma e Centauro - Madrid

Craig Hill – Steve-Billy Mack - Sandy
Susy Andersen – Barbara Ferguson
George Martin – Capitão – Cassel
Tomás Blanco – Clark Benett
Eleonora Brown – Liz Cook
Álvaro de Luna – Parceiro de Sandy
José Terron – Condutor de Carroça
Andrea Bosic – Reverendo Andrew Ferguson
Aldo Sambrell – Lenny / Bud Lee
Ricardo Palácios – Barman – Juan
José Manuel Martin- Beny
Margarita Lozano – Viúva Cook
Aldo Berti, Frank Braña, Antonio Casas, Antonio Moreno, Giovanni Ivan Scratuglia, Umberto Raho (Umy Raho), Luis Durán, Maria Montez, Laura Redi, Enrique Santiago e Howard Ross.

Acusado injustamente de assassinato de uma família de três mulheres, em um rancho após roubo de cavalos, os bandos de Bill e Cassel (dois bandos rivais) são caçados pelo xerife e os populares da cidade desejando fazer justiça com as próprias mãos sem terem mesmo a certeza de que são os verdadeiros assassinos.
Billy Mack (Craig Hill) e Cassel (George Martin) liderando os dois bandos refugiam-se no Forte Tortuga na fronteira mexicana onde conseguem provisões para temporariamente esconderem-se. São encontrados pelo bando do xerife e são feitos reféns no Forte e aos poucos capturados e enforcados nas proximidades do Forte um-a-um; Da-se aí o nome “15 Forcas para os Assassinos”.
Por intermédio de duas testemunhas, uma delas o Sr. Clark Benett conseguem encontrar o verdadeiro assassino das mulheres e como não poderia de ser, Aldo Sambrell mais uma vez paga a conta. Uma trama bem armada por Mario Di Nardo e José Luis Bayonas que faz o espectador se ligar o tempo todo na tela. As paisagens de Almeria neste filme estão em destaque nas perseguições a cavalo.
Algumas falhas poderiam ter sido evitadas como por exemplo; Um pistoleiro de Bill disfarçado de peon mexicano sentado em uma pedra solitário no meio do deserto dando informações ao bando do xerife para onde os assassinos teriam seguido caminho; Mas isto é que faz do Spaghetti Western diferente.
Alguns cortes de edição bruscos também são sentidos como de costume mas ficam bem originais e não se perde a ação.
Craig Hill tinha mesmo sua característica de atuar com aquela mesma cara de cínico de sempre em que às vezes você não sabe realmente de que lado que ele está.
Descobrindo-se o verdadeiro assassino e após o enforcamento de alguns pistoleiros “inocentes” tendo em vista que eram ladrões de cavalos, sobram ainda 10.000 dólares de recompensa para os dois "mocinhos" nesta ação.
É um filme muito bom, mesmo não se tendo notícias de uma cópia boa no Brasil. É um filme que mereceria uma ressurreição à altura em uma nova edição. Um elenco muito bom para os quesitos da época e que se tornou mais um Cult no Brasil.
Uma música inconfundivelmente interpretada por Raoul em que sobe a tonalidade em um tom de voz no meio do segundo verso, (I want to spend my life, my life with you) dando um show de domínio vocal raramente visto nas músicas de hoje. Uma guitarra acústica natural de Alessandroni em que ela parece estar convidando Raoul pra cantar. Aqui você pode ouvi-la e conhecer a Letra Original do filme inédita.
Exibido em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 21 de Janeiro de1982.
É continuamente procurado pelos fãs e meu amigo Clovis Arruda, um dos maiores batalhadores na recuperação e restauração destes filmes no Brasil http://sospaghettiwestern.com/ está batalhando um DVD deste filme com nova autoração. Estaremos aguardando anciosos Amico....

28 setembro 2010

O Retorno de Arizona Colt [Arizona si Scateno´...E Li Fece fuori tutti]

“ARIZONA SI SCATENO´...E LI FECE FUORI TUTTI”

Produção: 14 de Agosto de 1970

Itália e Espanha
Direção: Sergio Martino
Música: Bruno Nicolai
Fotografia: Miguel Fernández Mila
Duração: 90 min.
História: Ernesto Gastaldi e Joaquin Romero Hernández
Co-Produção C.c. Astro e Devon film
Lançado em DVD no Brasil pela Ocean Pictures

Anthony Steffen – Arizona colt
Marcella Michelangeli – Sheilla – dona do saloon
Aldo Sambrell – Keene
Rosalba Neri – Paloma
Roberto Camardiel – Whisky Duplo
Gildo Di Marco – Buzzard (Bottle Filthy)
José Manuel Martin – Moreno
Silvio BAgolini – Doutor
Luis Barboo – Xerife
Brizio Montinaro – Xerife
Raf Baldassarrè
Emilio Delle Piane
Florentino Alonso
Enrico Marciani
Pinuccio Ardia
Fernando Bilbao
Leonidas Guerra
Joaquin Parra
Carlos Romero Marchent
Dan Van HusenCom um elenco Acima da média, Anthony Steffen é Arizona Colt, o pistoleiro que retorna nesta nova aventura. Vindo a saber do roubo de 1.000 dólares de uma diligência e desejando saber também quem roubou e ficou com o dinheiro, segue para Blackstone com seu amigo “Whisky Duplo” (Roberto Camardiel), mas é aprisionado pelo xerife da cidade suspeito de ser o autor do roubo. O verdadeiro envolvido no roubo é Keene (Aldo Sambrell) e ao que parece percebe-se no começo que já teve problemas anteriores com Arizona.Fugindo da forca, Arizona e Whisky seguem a trilha de Keene para a sua vingança e colocar tudo em pratos limpos, inclusive seus passados. A história não foge muito da tradicional vingança olho por olho e dente por dente. Durante os primeiros minutos, o filme parece ser uma comédia, Whiskey Duplo (Roberto Camardiel aqui exepcionalmente atuando no lugar que seria de Fernando Sancho que fez dupla com Anthony Steffen em vários outros westerns), e o preguiçoso pistoleiro Arizona Colt (Anthony Steffen), que aparentemente não se preocupa com trabalho e com dinheiro. No entanto, logo se transforma em um sério e responsável pistoleiro, uma produção típica para a época, o primeiro Western do diretor Sergio Martino (Mannaja 1977). É uma pretendida sequência de "Arizona Colt", com Giuliano Gemma. Steffen neste segundo Arizona é mais lento e rancoroso, um pouco diferente de Gemma mais alegre mas, mesmo assim, não há nenhuma novidade aqui. Steffen retorna dos mortos, como fez em "Django il bastardo", roubando o ouro dos bandidos no local, é salvo por sua amada “Sheylla” (a bela loira Marcella Michelangeli) que morre após libertá-lo da crucificação de cabeça-para-baixo (tortura com espelho). Arizona então segue deixando uma quantidade enorme de cadáveres pelo seu caminho, como Burt Reynolds em “Navajo Joe”.O filme foi rodado no mesmo local de "Pochi Dollari per Django - 1966“. Um Steffen com outro caráter ao lado de Frank Wolff. Mas “Scatenò Arizona si ... e li fece fuori tutti" joga suas cartas seriamente impondo o seu respeito, O filme não decepciona ninguém, tendo em vista o grande elenco e pouca história de outros existentes que estão por aí. O bom elenco neste inclui Aldo Sambrell como chefe dos bandidos e Rosalba Neri como sua amante perversa. Acho que deveria ter sido aproveitada um pouco mais neste filme. Uma boa participação de Gildo di Marco como o rato traidor “'Bottle Filthy“ com seu olhar inesquecível.A música de Bruno Nicolai é maravilhosa e até grandiosa demais para o filme. Muito bonita e acho que ajudou a engrandecer um pouco mais este filme, mas a música tema não tem nada de poético e é muito citada até hoje pelos críticos como uma das piores letras já feitas para o gênero – ”Eu acho que tenho que pegar minha arma, Eu acho que tenho que atirar em alguém”. Particularmente eu gosto e acho bem diferente do estilo Nicolai.Você vai ver de tudo um pouco; humor, sangue frio, assassinato, tortura e tiros, muitos tiros.
No geral, devo dizer que “O Retorno Arizona Colt” é divertido, acho que essa é a coisa mais importante sobre um filme como este. O que ajudou um pouco e ter tido a sorte de assisti-lo em cópia original com legendas em italiano não prejudicando a sonorização da película. Para todos que gostam do Western Espaghetti (mesmo os piores), vão gostar de “O Retorno de Arizona Colt” ou “A volta de Arizona Colt” como também já foi editado no Brasil.

Achei uma versão em italiano, de 87 minutos, com imagem boa!
Link do torrent:
http://bitsnoop.com/arizona-si-scateno-e-li-fece-fuori-q16660084.html

22 julho 2010

UMA PISTOLA PARA RINGO


“UNA PISTOLA PER RINGO”
“A GUN FOR RINGO - USA”

Produção: 1965 Itália / Espanha
Direção: Duccio Tessari
Música: “Angel Face” de Ennio Morricone
Conduzida sob a direção de Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 97 min.
Fotografia: Francisco Marin
História: Duccio Tessari e Alfonso Balcázar
Estúdios de Almería – Andalucía – Espanha
Co-Produção: Mediterranee (Roma) e Barcelona Films
Distribuição no Brasil: Ocean Pictures

Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Ringo
Fernando Sancho - Sancho
Hally Hammond (Lorella de Lucca) - Ruby
Nieves Navarro (Susan Scott) - Dolores
George Martin – Xerife Ben
Antonio Casas – Major Clyde
José Manuel Martin - Pedro
Tunet Vila – Índio
Monica Sugranes, Victor Bayo,
Juan Torres - Henry (bancário)
Manuel Muñis - Pajarito
Juan Cazalilla – Sr. Jinkenson – Dir. Banco
Pablito Alonso – Chico
Nazzareno Zamperla – Membro do Bando de Sancho
Francisco Sanz (Paco Sanz) – Coronel
Jose Halufi – Membro do bando de Sancho
Murriz Bramdarriz – Prefeito TIM
Franco Pesce – Quemada - Carregador
Duccio Tessari - Bandido


Os Spaghetti Westerns de Duccio Tessari foram superiores à média das produções italianas do gênero pelo olhar bem-humorado que o diretor costumava lançar sobre as convenções do gênero. Isso não basta para elevá-lo ao plano de um Sérgio Leone, mas aqui em seu primeiro western garante hora e meia de movimentada diversão.
O jovem Ringo “Cara de Anjo” (Gemma), - o ator do melhor filme de Tessari “Os filhos do Trovão” é um incrível pistoleiro do Texas que atendendo ao pedido do xerife local “Ben” (George Martin) em ajudar a salvar uma família de aristocratas das mãos de uma quadrilha de bandidos mexicanos lideradas por “Sancho” (Fernando Sancho), que invadem sua fazenda após um assalto ao banco da pequena cidade.
A história se passa na fronteira entre México e EUA a qual o xerife fica entre ela aguardando a ação de Ringo o qual sem sua interferência e infiltração no bando não teria chances de vencer os bandidos e libertar o major “Clyde” (Antonio Casas) e sua adorável filha “Ruby” (Hally Hammond) noiva do xerife. Para isso o cínico, anti-herói e oportunista Ringo negocia a quantia de 30 por cento do dinheiro roubado para libertar os reféns.


Ringo contra os Bensons e Duccio Tessari observando o duelo

O sucesso deste filme se deu no mesmo ano em que (Por um punhado de dólares – A Fistful of Dollars) havia sido lançado. Tessari aproveitou o embalo já conhecendo o trabalho de Leone.
Atuações memoráveis como a de Nieves Navarro sempre linda casada com o co-produtor deste filme ”Luciano Ercoli”. Os papéis de Gemma e Sancho convincentes com um diálogo descontraído e divertido com frases clássicas de Ringo como; “Deus criou os homens iguais, foi o revólver que os fez diferentes”.
Ringo é um pistoleiro limpo e não é alcoólatra, prefere tomar leite talvez por isso o apelido “Cara de Anjo” e Sancho (Fernando Sancho) que atuou em mais de 230 filmes e só em Westerns foram 35) entretanto sempre cruel querendo neste aqui assassinar um refém ao nascer e outro ao pôr-do-sol. Uma das situações irônicas do filme é que logo no início, Ringo que havia sido acusado de matar um dos irmãos Benson mas fora inocentado das acusações de assassinato, é procurado por eles para executarem a vingança por conta própria e encontram-no jogando amarelinha (scoth-hop) com um grupo de crianças em uma vila mexicana aparentando ser um “anjinho” mas Ringo não respeita nem as crianças que presenciam executar os irmãos Benson com tiros certeiros, mostrando a elas que a violência é um “mal necessário”.
Um grande sucesso. Este filme que foi um pioneiro do Western Spaghetti no Brasil. Um dos faroestes mais cultuados no Japão.

 Scaner de foto original de um original de época no Brasil.

12 julho 2010

PELO PRAZER DE MATAR


“Per Il Gusto di Uccidere”
“Taste of Killing - USA”
“Lanky Fellow - Der Einsame Râcher - Alemanha”

Produção Itália/Espanha 1966
Locação: Tabernas, Almeria, Andalucia/Espanha
Direção: Tonino Valerii
Música: Nico Fidenco “Il Gusto di Uccidere”
Interpretada por Nico Fidenco e
“Yankee Fellow” Composta por Giuseppe Cassia
E performance de John Ireson & Wayne Parham “The Wilder Brothers”.
Direção Musical: Willy Brezza
Duração: 94 min
Fotografia: Stelvio Massi
História: Victor Auz (Castro) e Tonino Valerii
Co - produção:Hercules Cinematográfica (Roma) e Montan films (Madrid)












TONINO VALERII - DIRETOR

Elenco
Craig Hill - Hank “Lanky” Fellows
George Martin - Gus Kennebeck
Fernando Sancho - Sanchez
Peter Carter (Piero Lulli) - Collins
Diana Martin – Molly/Peggy Kennebeck
Frank Ressel - Arons - Haranz
Rada Rassimov - Isabelle/Isabel
Virginio Gazzolo - Coronel Jefferson (espelho)
George Wang - Mingo
José Marco - John (Jhonny) Kennebeck
Lorenzo Robledo - Xerife
Sancho Gracia – Bill Kilpatrick (pistoleiro do saloon)
José Canalejas – Peter (Tenente Disfarçado)
José Manuel Martin - Rodrigo
Dario de Grassi – Isaque
Manuel Bermudez – Wally
Franco Pesce (Graham Sooty) e Francisco (Frank)Braña


Lanky Fellow (Graig Hill) é um caça-recompensas que ao contrário de seus colegas pensa que não se deve perseguir bandidos, e sim apenas comboios transportando dinheiro de um banco para outro a espera de homens que os atacam para tomar posse dos bens transportados. Nesse ponto, entra em ação eliminando todos os bandidos com sua Carabina (Winchester 44 mm 1873 com anel selador de reforço no cano equipada com mira de visor telescópica adaptada para o filme), resgatando o dinheiro e devolvendo ao respectivo banco roubado recebendo uma percentagem pelo trabalho.
Em uma destas ações, Lanky chega a cidade de Omaha para devolver o ouro que os bandidos tinham roubado a pouco tempo de um vagão blindado.

Winchester 1873 de repetição original usada por Lanky Fellow

Aqui Collins, um rico proprietário de Minas propõe a Lanky que aceita investir os US$ 10.000 que acabara de ganhar para assegurar um depósito de ouro, mas se o banco for atacado e roubado por bandidos, Lanky perderá os seus US$ 10.000, caso contrário, o valor deverá duplicar. Quando os bandidos chegam a omaka para se apossar do ouro. Entram na câmara blindada e não encontram nada para roubar. Está armada a confusão. Todos querem saber onde está o ouro, mas não é só pelo dinheiro que Lanky aceitou o emprego, mas também porque o líder dos bandidos é Gus Kennebeck, o homem que matou o seu irmão.

As 3 vítimas da mira de Lanky



Fernando Sancho e José Manuel Martín

O que pode se dizer deste filme, basta prestar atenção na direção e entende-se que é um belo filme, inclusive que revelou Graig Hill à fama. Tonino Valerri que já havia trabalhado com Sergio Leone como segundo assistente do diretor em “Por uns dólares a mais - 1965” agora juntamente com o roteirista Victor Auz esboçaram uma história incomum, envolvente e cruel (lembrando um pouco Sabata). Valerii faria em seguida “O Dia da Ira - 1967” e a consagração em 1973 com “Meu nome é ninguém – com Terence Hill e Henry Fonda”.
Aqui o personagem principal é um homem frio, cínico e sem escrúpulos, testemunhando até o massacre de inocentes pobres. Gus Kennebeck “George Martin” passa ao espectador a sua verdadeira imagem de
“mau”. Magistral fotografia de Stelvio Massi, bela música de Nico Fidenco e excelente direção que se inicia com a cena do pistoleiro solitário a galope ao pôr-do-sol e termina com o solitário pistoleiro a galope em pleno dia. Em resumo Valerri está muito longe do estereótipo pistoleiro americano: Ele não mata para fazer justiça, mas apenas para seu próprio benefício, exceto no duelo final. Uma obra prima do Spaghetti Western e raro no Brasil ao que parece somente em VHS legendado.