Os Super-Homens
Contra as Amazonas - Brasil/Portugal Superuomini, Superdonne, Superbotte
- Itália Super Stooges vs the Wonder Women - UK/USA/
Canadá
Los Locos
Superhombres del Karate - Espanha
Amazonernes Kamp
mod Supermændene - Dinamarca
Amatzonit - Finlândia
Fantastiset Taistelijat
- Finlândia
Supermen Contre
les Amazones - França
Supermänner Gegen
Amazonen - Alemanha
3 katapeltes
ta Kanoun Limpa - Grécia
Antipaloi
ston Erota kai ti Grothia - Grécia Amazons and Supermen - Hong
Kong/Noruega Supermen Against the Amazons - Hong
Kong San chao ren yu nu ba Wang - Hong
Kong アマゾネス対ドラゴン世紀の激突 - Japão
Amazons
Against Superman - Nova Zelândia
Las
'Amazonas' Contra los 'Superman' - Espanha Sie Hauen alle in die Pfanne -
Alemanah Barbarian Revenge - English Return of the Barbarian Women -
English
Produção, 11
de Abril de 1974, Itália, Hong Kong, USA.
Direção:
Alfonso Brescia (Al Bradley)
Escrito:
Aldo Crudo e Alfonso Brescia
Duração: 101
minutos
Música:
Franco Micalizzi
Fotografia:
Fausto Rossi
Co Produção:
A Erre Cinematografica e Shaw Brothers
Elenco: Aldo Canti
(Nick Jordan) - Aru/Pupilo de Dharma Marc Hannibal (Mark Hannibal) - Moog/Super-herói Africano
Hua Yueh -
Chung - Super-herói Asiático
Malisa Longo
- Mila - Rainha Amazona
Aldo Bufi
Landi - Dharma/O Mágico
Magda
Konopka - Beghina/Comandante Amazona
Genie Woods
- Amazona Kirsten Gille (Kirsten Gilles) -
Guerreira Superior
Riccardo
Pizzuti - Philones/Líder dos Tigres da Floresta Lynne Moody (Lynn Moody) -
Maira/Namorada de Moog Karen Yeh - May May Wong/Namorada de
Chung
Giacomo
Rizzo - Canicula/Ajudande de Philones/Tigre da Floresta
Almut Berg -
Amazona
Rita Botti -
Amazona
Omero
Capanna - Homem na tribo
Patrizia
Cianfanelli - Amazona
Sybilla
Barbara Hubner - Amazona
Domenico
Cianfriglia - Tigre da Floresta
Giovanni
Cianfriglia - Tigre da Floresta
Nadia Russeau
- Amazona
Carla
Mancini - Amazona
Nicoletta
Santovito - Amazona
Brigitte
Meyer - Amazona
Edith Shock
- Amazona
Angelika
Mühzdonfer - Amazona
Pina
Pietronigro - Amazona no rio
Franco Ukmar
- Artemio
Rosanne
Ratcliffe - Amazona
Nello
Pazzafini (Giovanni Pazzafini) - Matador de Aluguel
Dolores Calò
- Mulher na Multidão
Alba
Maiolini - Mulher na Multidão
Aldo
Valletti - Cameo
E com Luigi Ciavarro, Rosato Canti, Paolo Magalotti, Rocco Lerro, Marco Stefanelli, Alessandro Perrella, Pietro Torrisi, Gudrun Gundband e Jean-Pierre Clarain.
Nunca antes exibido no Brasil.
Três homens
com poderes sobrenaturais interferem em uma guerra tribal para combater o mal: Uma
tribo de Índias Amazonas Guerreiras e Selvagens que surgem escravizando os
habitantes de aldeias pacíficas.
Uma mistura de tudo que se possa imaginar para convergir em muita ação, aventura, comédia, ficção, fantasia no estilo super-heróis dos quadrinhos, incluindo até mesmo poderes sobrenaturais em meio a espadas e feitiçarias.
Sem dúvidas é um filme muito ruim e até tenho a sensação de que todos os envolvidos nele não sabiam realmente o que estavam fazendo.
Uma história com diálogos ridículos e que por esse motivo torna-o engraçado. mas ao que parece, o objetivo principal são as acrobacias de circo e as maravilhosas mulheres europeias semi nuas nas roupas das Amazonas vestidas com apenas duas peças.
A qualidade da imagem não é boa, mas ainda consegue-se assistir.
O diretor aparentemente seguindo rigorosamente uma das leis das Amazonas de guerrearem somente na mudança da lua, fez que a grande batalha final ficasse escura por ter sido filmada ao anoitecer e realmente percebe-se a falta de iluminação nas tomadas e o excesso de poeira nos set de filmagens também parece prejudicar em várias cenas, mas felizmente já existe uma cópia com áudio em inglês recuperada com imagens bem melhores.
Acredito que foi uma realização europeia de orçamento baixo, e tudo foi aproveitado logo na primeira tomada e assim foi editado.
Aqui, as Amazonas são consideradas guerreiras do mal com o objetivo de conquistarem a imortalidade do mestre Dharma e se apoderarem do fogo da chama eterna.
Não é mencionado a data e nem local em que se dá a história, mas imagina-se que seja em algum lugar ao sul da Europa, pelas roupas e cabelos loiros com semelhança a uma época viking.
Embora a simplicidade de tudo como foi feito, é mais uma relíquia de uma época em que esses filmes faziam sucesso na matinê dos cinemas.
Nos primeiros 10 minutos de filme, sentimos a sensação que desfrutaremos de um épico no estilo romano, vendo um exército de mulheres amazônicas lutando entre si por liderança das tribos e aos poucos descobriremos o porque do título com o surgimento de um herói chinês, um africano e o Dharma, um branco.
Você certamente pode testemunhar a influência dos grandes produtores de Hong Kong no cinema italiano daquela época em um filme produzido em colaboração com os poderosos estúdios Shaw Brothers.
Um elenco enorme, mas o foco são sempre cinco ou seis personagens em cenários selvagens, com figuras exóticas e malucas com sequências de lutas violentas e armas estranhas como arco e flecha, espadas, pedras e granadas tudo meio que fora de contexto, mas devemos levar em consideração que é uma fantasia e uma ficção.
Nem tudo está perdido se apreciarmos alguns ótimos trabalhos de acrobacias, lutas de kung fu bem ao estilo dos anos 70, com músicas de ritmo frenético.
A estrela dos Shaw Brothers, Yueh Hua, "Chung" o Super-herói asiático parece estar se divertindo do mesmo jeito em que estivesse em um de seus filmes em Honk Kong.
"Os Super-Homens Contra as Amazonas", é um filme de ação cômico que abriu espaço para as mulheres.
O herói negro Moog (Marc Hannibal), não gosta de ser interrompido quando está comendo e há o garoto branco Aldo Canti (Nick Jordan), Aru, vaidoso que tem um templo e um trono entre duas montanhas e tem prazer em fazer acrobacias quando está em combate.
Os tanques de guerra blindados primitivos são bem originais e engraçados visto que conseguem intimidar e reprimir alguns grupos de Amazonas.
Embora a impressão de ser um filme de "ação" sério e vibrante, com lutas sangrentas e produção humilde, o tom e a coreografia das sequências de tudo tende à comédia pastelão.
Há uma bela música dramática nas batalhas. Uma mistura do tema de “Navajo Joe e God’s Gun.”
Há também em meio a tudo, insinuações românticas entre os três heróis e suas namoradas.
O roteiro parece até ter sido inspirado em Zorro, o espadachim, que passava a sua herança de herói de pai para filho.
Torna-se mais um filme épico pela sua má execução.
Esta é mais uma pérola do cinema em que me interessei voluntariamente em traduzir e elaborar uma legenda/subtitle SRT no idioma português para que outros interessados possam conhecê-lo e estou disponibilizando com exclusividade aqui neste nosso blog para download.
...E Alla Fine lo Chiamarono Jerusalem l´implacabile -
Itália
Padella Calibro 38 - Itália
Chi Spara Per Primo Ammazza Due Volte - Itália
Panhandle Calibre 38 - USA
Pistoler og Steikepanne - Noruega
Panhandle 38 - USA
Bratpfanne Kaliber 38 - Alemanha
Pistolero Mortal ... a Vece - Espanha
2 Teufelskerle Gegen Alle - Alemanha
Produção: Itália 01 de Setembro de 1972
Duração: 93 minutos
Diretor: Antonio Secchi
Escrito: Mario Amendola, Massimo Franciosa, Luisa Montagnana
e Toni Secchi
Produção: Felice Testa Gay
Musica: Franco Micalizzi
Tema:
"When Spring Is In The Air" interpetada por Annibale
Fotografia: Giorgio Regis
Edição: Luciano Anconetani
Estudios Elios – Cinecittà, Roma
Co Produção: S.p.A e F.T. Gay - Cinegai
Distribuição Original nos Cinemas pela 20th Century Fox.
Keenan Wynn - Billy Bronson/Kile Richards
Scott Holden - Jesse “Jerusalem” Bronson
Delia Boccardo - Connie Briscott
Giorgio Trestini - Bobo Bilson/Bison
Remo Capitani (Ray O'Connor) - El Tornado Philippe Leroy - General Briscott
Mimmo Palmara (Dick Palmer) - Xerife Jones
Giorgio White - Chefe Águia Negra
Nello Pazzafini – Líder bandido Bullseye Joe
Gino Marturano - Capanga de Bullseye Joe/Com Cavanhaque
Osiride Pevarello - Capanga de Bullseye Joe/Chapéu Vermelho
Franco Fabrizi – Francês Fernand
Gino Cagna - Padre
Alberto Dell'Acqua - Sargento do General Briscott
Roberto Dell'Acqua - Capanga de Bullseye Joe/Cabelos Longos
Pietro Torrisi - Índio Musculoso/Tanga de Onça
e com Carla Mancini e Riccardo Donzelli.
Este é mais um filme pouco conhecido e de poucas informações disponíveis sobre as suas peculiaridades para fãs e pesquisadores no seguimento, portanto resolvi fazer um estudo mais detalhado sobre ele e disponibilizar algum material para colecionadores.
O xerife Jones (Dick Palmer), da cidade de Courtney escala o velho pistoleiro e ex bandido aposentado Billy Bronson (Keenan Wynn) para escoltar e proteger o transporte de duas caixas de ouro no valor de um milhão de dólares destinados ao General Briscott, comandante do Forte Edwards.
Philippe Leroy, ator francês faz aqui o papel de um General confederado totalmente maluco e atormentado e alucinado.
Aceitando a empreitada, Billy Bronson convoca seu filho Jessy Jerusalém, que fora criado por freiras em um convento na cidade grande para ajudá-lo na escolta do tesouro.
A diligência que trás uma carta do General Briscott com as informações e as coordenadas de embarque e a rota do carregamento é interceptada por vários bandidos durante a viagem até Courtney revelando a todos eles sobre a viagem do ouro, comprometendo ainda mais a segurança do transporte mas mesmo assim Billy e seu filho são enviados com o ouro pelo xerife.
Ao chegar em Courtney, Jesse é motivo de gozação pelo bando de Bullseye Joe em virtude de sua delicadeza e sua refinada educação e comportamento gentil para com todos. Consequência de anos no convento, sendo educado por freiras que não o impedirá de usar sua astúcia e inteligência para lidar com a violência local.
Durante a viagem, pai e filho vão enfrentar vários grupos de "pretendentes" ansiosos em por as mãos na fortuna tais como: Índios Comanches; Um falso padre; Uma gangue de ladrões locais comandado por Bullseye Joe (Nello Pazzafini); Uma gangue de mexicanos liderados por “Tornando” (Remo Capitani); Uma jovem ambiciosa (Delia Boccardo) que ao final se revela sendo filha do General Briscott e “Fernand”, um francês vigarista (Franco Fabrizi) muito astuto.
Durante a viagem, pai e filho vão enfrentar vários grupos de "pretendentes" ansiosos em por as mãos na fortuna tais como: Índios Comanches; Um falso padre; Uma gangue de ladrões locais comandado por Bullseye Joe (Nello Pazzafini); Uma gangue de mexicanos liderados por “Tornando” (Remo Capitani); Uma jovem ambiciosa (Delia Boccardo) que ao final se revela sendo filha do General Briscott e “Fernand”, um francês vigarista (Franco Fabrizi) muito astuto.
Todo o plano da viagem fora traçado pelo xerife para que todos os bandidos da região fossem atraídos por Billy como uma ísca para que o xerife garantisse a segurança do ouro.
O que levam na sua carga na verdade são caixas de pedras e e a viagem não passa de um pretexto para que o xerife leve o ouro em segurança por outra rota.
O filme é uma comédia levada para o grotesco e surreal e às vezes quase é bem-sucedida, num tom de pastelão mas a encenação e fraca e conturbada.
O diretor tentou fazer um Western engraçado mas não encontrou os ingredientes necessários e a estrutura competente para isso.
Dentre os índios, há um guerreiro Comanche gay e um chefe Águia Negra sem nenhuma expressão indígena possível.
O ingênuo Bobo, comedor de cebolas é um homem forte na briga mas que constantemente tem que sair correndo para o mato por causa de diarréias. É o ator Giorgio Trestini talvez tentando executar uma imitação de Bambino (Bud Spencer) sem barba mas que não faz sentido e não funciona.
As cenas em que ele arremessa "Pampero", um membro da gangue de mexicanos de "Tornado" em que ele o encontra, por várias vezes ele sempre cai com a cara em fezes de cavalo. Nota-se claramente que é um boneco sendo arremessado ao ar e isso colabora para que o filme perca um pouco da originalidade.
O xerife entrega o ouro a Briscott mas o filme termina com um final meio confuso e inconclusivo sem se saber ao certo quem na realidade se apoderou do tesouro que caiu em um precipício após 93 minutos de caçada e perseguições a ele culminando em uma inteRminável luta dentro da diligência do General Briscott entre todos os seus pretendentes.
A briga entre todos faz com que a diligência seja totalmente destruída e curiosamente sobram somente os cavalos e duas rodas.
O suposto herói Jerusalem tem como sua arma principal, as panelas que encontra pela frente (Panhandle, Calibro 38) como foi intitulado na Itália originalmente.
Antonio Secchi trabalhou como diretor de fotografia em “O Dólar Furado” (1965), “Gringo, Quién Sabe” (1966), “Sangue nas Montanhas” (1966), “O Procurado” (1967) e todos os trabalhos merecem ser lembrados pelo resultado e repercussão, mas aqui em “Pistoleiro Não Muito Mortal” como diretor, este italiano de Genova não se saiu muito bem.
Foi o seu único filme como diretor tentando em pleno ano de 1972, dar um último suspiro ao Euro Western quando o gênero já estava sendo sepultado com as suas últimas produções humorísticas de Terence Hill e Bud Spencer.
O orçamento ainda era baixo, a inspiração esgotada e atores sem motivação para um gênero em extinção.
Jerusalém é outro nome seguido de: Amém (Antonio Sabato), Espirito Santo (Vassili Karis), Aleluia (George Hilton) ou até mesmo de Trinity (Terence Hill) na tentativa de ainda conseguir alguns fãs nas salas de cinemas.
Este foi um dos filmes que foi feito apenas como pretexto talvez de despedida de um gênero que estava com os seus dias contados.
O personagem “Jesse ‘Jerusalém’ Bronson” (Scott Holden), é filho do ator americano William Holden, que atuou no americano “The Wild Bunch” [Meu ódio Será tua Herança (1969)] de Sam Peckinpah.
Difícil entender também o que Keenan Wynn fazia pela Europa em 1972 nesse western tão fraco depois de ter participado também do clássico “The Wild Bunch”.
A influência musical do tema "When Spring Is In The Air" (A Primavera Está no Ar) de Franco Micalizzi interpretada por Annibale, mostra realmente o verde nas filmagens na primavera local em Roma e soa como o tema de "Trinity Stand All" [Trinity Ainda é meu Nome (1971)] de Guido e Maurizio De Angelis percebendo-se a influência de Trinity que fora realizado um ano antes mas esta música também é muito bonita e contagiante e obedece tematicamente ao filme e ao personagem Jerusalém como por exemplo no verso: "See his innocent smile, Friendly, docile, Take a look at this scene, Don’t stop running" [Veja o seusorriso inocente, Amigável,dócil, Dê umaolhada nestacena, Nãopare de correr].
Válido como curiosidade em ver os atores americanos meio que perdidos em Cinecittà, diversão e saudosismo para quem frequentou os cinemas da década de 70. As novas gerações certamente não entenderão isso ao assistirem ao filme que ainda continua inédito na TV brasileira.