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25 abril 2018

Il Suo Nome Gridava Vendetta (Itália) [Subtitle/Legenda Ptbr.srt Exclusiva] "Seu Nome Clamava Vingança" Especial Brasil


O Seu Nome Clamava Vingança - Brasil
Il Suo Nome Gridava Vendetta - Itália
A Name That Cried Revenge - USA
Man Who Cried for Revenge - USA
Su Nombre Gritaba Venganza - Espanha
Verikostaja - Finlândia
Son Nom Crie Vengeance - França
I ekdikisis Mou Einai keravnos - Grécia
O Vingador - Portugal
Drick ur Whiskyn - lämna stan! - Suécia
Intikam Derler Adima - Turquia
Django - Sprich Dein Nachtgebet - Alemanha

Produção: Itália, 28 de Julho de 1968
Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano e Tito Carpi           
Duração: 96 minutos (sem corte), 90 minutos (com corte)
Produção: Bianco Manini
Música: Robby Poitevin              
Fotografia: Enzo Barboni            
Co Produção: Patry Film e Selenia Cinematografica
Edição: Renato Cinquini              
Design de Produção: Massimo Tavazzi 


Anthony Steffen - Davy Flanagan
William Berger - Sam Kellogg
Ida Galli (Evelyn Stewart) - Liza
Raf Baldassarre - Jack
Mario Brega - Dirty
Claudio Undari (Robert Hundar) - Clay Hackett
Fortunato Arena - Crazy Joe
Rossella Bergamonti - Whore
Umberto Di Grazia - Bandido da gangue de Crazy Joe
Rocco Lerro - Bandido da gangue de Cray Joe
Jean Louis - Caçador de Recompensa
Osiride Pevarello - Carta no Saloon                       
Renzo Pevarello - Bud's Pal
E com Luis Barboo, Eleonora Vargas e Alberto Dell'Acqua  
Claudio Ruffini - Bud


Este é um filme emocionante com boa ação, lutas e belas cenas externas.
O fim da guerra de Secessão em um ambiente externo e escuro são os ingredientes em que este Espaghetti violento foi produzido. Davy Flanagan (Anthony Steffen), é um veterano de guerra e declarado desertor do Norte.

Sem memória, ele voltou de um passado sombrio para vingar sua morte da sua alma. Flanagan é procurado, como cartazes que circular dizendo: “Recompensa 10.000 dólares, Morto ou Vivo”. Desconhecido, após ser perseguido e capturado, consegue escapar de um caçador de recompensas. Ele toma sua arma e seus pertences e chega à pequena cidade de Dixon, um local dominado por gangues violentas e pistoleiros desagradáveis como Dirty (Mario Petri).


Nesse lugar existe também um bando perigoso liderado por um bandido chamado Crazy Joe (Fortunato Arena, experiente ator sempre presente nos filmes de Trinity com Terence Hill e Bud Spencer em que Barboni gostava de tê-lo no elenco) e seus bandidos. Aqui ele conhece um juiz (William Berger) que conta a ele que sua esposa desconhecida Liza (Ida Galli) é jovem e casou-se com um pistoleiro durão chamado Clay Hackett (Robert Hundar).

O juiz lhe dá uma chance de acertar o seu passado, mas o que ele quer mesmo é só causar pânico e vingança a todos. É um western movimentado com tiroteios de tirar o fôlego entre os bons atores além de Anthony Steffen, Petri e Fortunato Arena, destaques para os duelos em ambientes internos como o do saloon além de uma emocionante luta final nas ruas culminando na praça central da cidade com um bom toque de suspense e uma longa e boa sequência musical ao som do trompete de Poitevin.


Este filme é muito divertido de assistir. É uma história divertida com um toque de estranheza, alguns grandes papéis e um trilha sonora incrível de Robby Poitevin.
O roteiro conta uma história de justiça e vingança de costume no Espaghetti, com um homem durão que tem como o seu objetivo uma resultante vingança sangrenta.

O enredo básico é típico do Espaghetti Western, mas o que faz com que este filme se destaque é o seu estilo. Steffen está muito a vontade neste filme, talvez um dos melhores em sequências de ação bem elaboradas e emocionantes. Um trabalho de direção bem realista e um desempenho carismático por todo o elenco.


Anthony Steffen está perfeito no papel de Flanagan lembrando suas atuações nas décadas de 60 e 70 em filmes B. O ator brasileiro Steffen nunca se tornou uma das melhores bilheterias internacionais mas seu desempenho é frequentemente lembrado como um dos mais durões na tela.

Outros de seus trabalhos no seguimento que podemos lembrar são: "Sete Dólares para Matar", "O Último Moicano" "Gentleman Jo", "Quatro Dólares por Django", ¨O Retorno de Arizona Colt¨, ¨Apocalypse Joe¨,"Dallas", ¨Shango¨e vários outros. Embora Steffen esteja bem melancólico para o papel neste filme, podemos perceber em segundo plano, memoráveis participações de Robert Hundar, Alberto Dell'Acqua, Raf Baldassarre, Luis Barboo, Eleonora Vargas, Jean Louis, entre outros.


Bom design de produção criando um ambiente atmosférico e pobre. O músico Robby Poitevin compôs uma belíssima trilha sonora no estilo Morricone e muito bem conduzida por sua orquestra e Isso acaba sendo uma das grandes contribuições para que o filme seja diferenciado, com muitas variações sonoras agradáveis como fundo musical.

A trilha sonora notoriamente contribui enormemente para a atmosfera do filme, incluindo o emocional, sua música realmente se torna memorável ao conjunto da obra. Impressionante também é a fotografia de Enzo Barboni e zoons de câmeras bem elaborados.

A direção do experiente diretor Mario Caiano é bem trabalhada, aqui ele é menos cínico e bem humorado e mais inclinado a muita ação, especialmente nos quesitos tiroteios e violência. Ele dirigiu este que podemos considerar um belo e respeitável Western, gênero em que ele não só se destacaria, e que também passaria envolvido por grande parte do resto de sua carreira dirigindo vários outros como: "Brandy", "O Vingador da Califórnia", "A Vingança de Ringo", "As Pistolas não Discutem", "Um Trem para Durango".

Caiano é um artesão que dirigiu todos os tipos de gêneros, como Sandalha e Espada [Peplum] "Ulisses contra Hércules", "Os Dois Gladiadores", ¨Maciste Gladiador de Esparta¨ e filmes de Terror Europeu: ¨Olho no Labirinto¨ e até mesmo filmes Pornonazistas.

Nunca considerado pela crítica como um bom diretor assim como tantos outros na época, hoje são reconhecidamente bons diretores, sabendo-se de seus recursos para a época em que trabalharam.

Seus trabalhos hoje são reconhecidamente aceitáveis como documento de estudo e apreciação por estudiosos e colecionadores de obras europeias.
 
No livro da Biografia de Steffen, o qual já li três vezes, tem uma menção curiosa de William Berger que conta que na cena da travessia da ponte de madeira em que por sua largura, só passa um cavaleiro por vez, Steffen teria ficado com medo da precariedade da construção dela e recusou-se a filmar a cena sobre ela alegando que o seu cachê não compensaria o risco, então colocaram um dublê para fazê-la.

Berger era um atleta em artes marciais e exímio acrobata e aparece realmente na cena sobre a ponte, mas logo na cena seguinte surge Steffen, já do outro lado dela.

Gostaria de ver a cópia completa e confirmar uma foto em que Steffen está em pé sobre a ponte de frente a William Berger [foto 1] ou seria uma montagem para propaganda. Se algum leitor puder confirmar, por favor deixe observação em comentários.

Gosto muito deste filme e nada mais justo do que elaborar uma legenda/subtitle srt. ptbr para os fãs e amigos que disponibilizo aqui exclusivamente para compartilhamento aos leitores e apreciadores deste blog.

Através desta legenda, outras línguas poderão ser traduzidas e adaptadas para que todos possam entender ao filme completo.

Acrescento ainda que todos os comentários serão bem vindos após o download desta legenda que foi sincronizada para este filme em versão com áudio italiano disponibilizado no Youtube.
Para outras versões, esta legenda deverá ser resincronizada dependendo da velocidade dos FPS "flames por segundos".


Link Disponível no Youtube:
Extensão do vídeo: MPEG-4
Resolução: 640x344 pixels
Tempo de duração: 90 minutos
Qualidade do vídeo: AVI
Velocidade: 25 FPS
Codec de áudio: AAC
Tamanho 343 MB
Extensão de tela: 16:9                                                    
Idioma: Inglês
Legenda: Português SRT 

18 março 2016

A Morte de Riccardo Garrone - Especial Brasil

Morre aos 89 anos de idade em Milão, Itália em 14 de março de 1916 Riccardo Garrone.

O grande ator romano, irmão do diretor Sergio Garrone, foi por muito tempo um dos principais personagens mais importantes da história do cinema italiano, com uma das carreiras mais longas com 65 anos de trabalho.

Foram cerca de 180 interpretações em filmes nos mais variados gêneros, assim como uma intensa atividade em teatro e também como dublador em filmes estrangeiros.

Uma longa carreira que varia de filmes de Federico Fellini, Luigi Zampa, Mario Monicelli, Dino Risi, entre outros. Filmes de sucesso como em 1962 “Eva” de Joseph Losey e “The Yellow Rolls-Royce” em 1964 de Anthony Asquith.

Garrone passou por todos os estágios da história da comédia italiana, tornando-se um dos rostos mais reconhecíveis e participando, além dos filmes menores e incluindo filmes como "Audace colpo dei soliti ignoti” (1959) de Nanny Loy, “Arriva Dorellik” (1967) de Steno bem com cinco filmes com Franco Franchi e Ciccio Ingrassia, incluindo “I due pericoli pubblici” (1964) de Lucio Fulci, “Il fischio al naso” (1967) de Ugo Tognazzi, “Basta guardarla” (1970) de Luciano Salce, “Rugantino” (1973) de Pasquale Festa Campanile e “Amarsi un po’…” (1984) de Carlo Vanzina.


Muitos outros papéis em outros gêneros populares, como no Peplum (Sandalha e espada) “Saffo - Venere di Lesbo” (1960) de Pietro Francisci, no horror como em “5 tombe per un medium” (1965) di Massimo Pupillo e “Il medaglione insanguinato” (1975) de Massimo Dallamano.

Atuou em bons musicais como “I ragazzi di Bandiera Gialla” (1968) de Mariano Laurenti. “Decameron proibitissimo (Boccaccio mio statte zitto)” (1972) de Marino Girolami, no thriller como “Il baco da seta” (1974) de Mario Sequi; no drama como “La ragazza con la valigia” (1961) de Valerio Zurlini e até mesmo em contos eróticos como “Paprika” (1991) de Tinto Brass.


Nos últimos 25 anos de trabalho participava em mini-séries de TV como “Il vigile urbano” (1989-90) ao lado de Lino Banfi, “Amico mio” (1993-1994) com Massimo Dapporto, “Un medico in famiglia” (1998 e 2004) em que fez o marido de Milena Vukotic, “Anna e i cinque” (2008) com Sabrina Ferilli.

Ativamente participando de dublagens como a voz do urso Lotso de “Toy Story 3“, e outros vários desenhos animados como "Lady Oscar“, “Belle e Sebastien“, “Lamù, la ragazza dello spazio”.

Começou sua carreira no teatro e estudou na Academia de Arte Dramática "Silvio D'Amico" em 1949 após atuar na empresa Gassman-Torrieri-Zareschi. Iniciou em papéis brilhantes pela Companhia de Teatro Parioli di Dino Verde, no fim da época de ouro do cinema italiano, pela primeira vez em "Capela Sistina" (1984-1987). Atuou também como Escritor, diretor e produtor dentro do ramo cinematográfico e televisivo.


Riccardo Garrone seguramente é outra grande perda para o cinema popular italiano.
Será sempre lembrado como um grande ator popular da TV e do cinema italiano e ficará para sempre no coração de seus milhares de fãs espalhados pelo mundo que conquistou através das telas do cinema.

No Espagehtti Western sempre aparecia com o seu bigode no estilo do ator americano Gilbert Roland e nos brindou com 13 trabalhos creditados contracenando com muitos dos astros do gênero como George Hilton, Anthony Steffen, William Berger, Guy Madson e James Garner mas sabe-se que participou de vários outros como ator extra auxiliando na produção.

                    
 RICCARDO GARRONE FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN

  1. Sledge, O Homem Marcado (1970) “Man Called Sledge” - Warden
  2. Uma Longa Fila de Cruzes (1969) [Una Lunga Fila di Croci] “No Room to Die” - Sr. Fargo
  3. Tedeum, Um Homem Mais Duro que Trinity (1972) [Tedeum, um Pistoleiro em Apuros] “Tedeum”    “Sting of the West”  -  Xerife
  4. Que Faço no Meio de uma Revolução? (1972) [Che c'entriamo noi con la rivoluzione?] “What am I Doing in the Middle of the Revolution?” - Peppino
  5. Deguejo (1966) “Degueyo”  [Dick Regan] - Foran
  6. Bang Bang Kid (1967) “The Bang Bang Kid’ - Killer Kossock
  7. Atirar Para Viver (1968) Se Queres Viver... Atira! [Se Vuoi Vivere... Spara!] “ If You Want to Live...   Then Shoot!” - [Rick     Garrett] Donovan
  8. O Regresso de Aleluia (1972) [Il West ti Va Stretto, Amico... è Arrivato Alleluja] ”The Return of Halleluja” - Zagaya
  9. El Zorro Justiciero (1969) [E Continuavano a Chiamarlo Figlio di...] “Zorro the Lawman”
10. Django O Bastardo (1969) [Django Il Bastardo]
11. Dick Luft Em Sacramento (1974) [Di Tresette ce n'è Uno, Tutti Gli Altri son Nessuno] “The Crazy Bunch”  - Frisco Joe/Tutti Frutti
12.Os Dois Sargentos do General Custer (1965) [I Due Sergenti Del Generale Custer] “Two Sergeants of General Custer” - Especialista
13.The Rough and Ready Cowboy (Série de TV) [1973-1974] (Dublador Italiano)


09 março 2016

Un Treno Per Durango [Um Trem Para Durango] Especial Brasil


Um Trem para Durango - Brasil
Un Treno per Durango - Itália
Train for Durango - USA
Влак за Дуранго - Bulgária    
Helvedesbanden fra Mexico - Dinamarca    
Un Tren para Durango - Espanha    
Viimeinen juna Durangoon - Finlândia    
Un Train pour Durango - França    
Ena Traino gia to Durango - Grecia     
A Durangói Vonat - Hungria   
Ett tåg till Durango/Sista Tåget till Durango - Suécia
Der Letzte Zug nach Durango - Alemanha


Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano, José Gutiérrez Maesso e Duccio Tessari
Duração: 90 minutos
Produção Itália e Espanha 06 de Janeiro de 1968
Co Produção: M.C.M. e Tecisa
Produção: Bianco Manini
Música: Carlo Rustichelli e Bruno Nicolai  
Fotografia: Enzo Barboni   
Edição: Renato Cinquini   
Gerente de Produção: Ferruccio De Martino
Distribuição original no Brasil: Century vídeo



Anthony Steffen - Gringo
Mark Damon - Brown
Dominique Boschero - Helen
Roberto Camardiel - Lobo
José Bódalo - Lobo/Chefe Mexicano
Manuel Zarzo - Heraclio/Capanga de Lobo
Aldo Sambrell - Capitão Exército Mexicano
Enrico Maria Salerno - Lucas
Rafael Albaicín - Capaganga de Lobo
Simón Arriaga - Capanga de Lobo
José Canalejas - Manuel/Capanga de Lobo
Tito García – Pedro/Ticket do Trem
Goyo Lebrero - Gonzalez
José Manuel Martín - Revolucionário
Joaquín Parra - Capanga de Lobo
Lorenzo Robledo - Escolta no Trem
e com Mirella Manini, Ric Burton Jr. e  Arturo Fuento.


Anthony Steffen estrelou este filme em 1967, dirigido por seu velho conhecido Mario Caiano sob o pseudônimo de William Hawkins e produzido por Bianco Manini, responsável pelo explosivo personagem Gringo.
O filme tem outro militante no elenco, Enrico Maria Salermo, um excelente intérprete, dublador de Clint Eastwood em “Por um Punhado de Dólares” e futuro diretor de dramas europeus. Em “Um Trem para Durango” constitui-se uma sátira aos Zapata-Spaghetti, ao ciclo, não à ideologia.

A divertida trilha sonora do veterano Carlo Rustichelli acompanha muito bem o ritmo da aventura. A ação começa quando revolucionários mexicanos atacam um trem, roubam um cofre cheio de ouro e raptam a jornalista Hélène (Dominique Boschero). Entre os passageiros, apenas o norte-americano e aventureiro Gringo (Steffen) e o mexicano Luca (Salermo) sobrevivem.


A dupla se apodera das chaves do cofre e parte em busca dos rebeldes. Gringo pretende resgatar Hélène e botar as mãos na fortuna roubada. A seu parceiro, somente a fortuna interessa. Frequentemente envolvidos em enrascadas, os anti-heróis são salvos diversas vezes por um cavalheiro misterioso (Mark Damon) a bordo de um automóvel Oldsmobile. Munido de pistola, rifle, metralhadora e granadas, a princípio ele se apresenta como Brown.

Depois, revela ser o major Samuel Lee Barrett, incumbido pelo Exército dos Estados Unidos de recuperar o ouro roubado. Em conclusão. Descobre-se que ele não passa de um vigarista ianque de nome MacPherson. Brown/Barrett/McPherson abandona Gringo e Luca no meio do deserto e foge com o ouro e Hélène na verdade é sua esposa.


Na pele da mulher do trambiqueiro, a francesa Dominique Boschero esbanja malícia. A atriz, cujo currículo inclui trabalhos ao lado do conterrâneo Jean-Paul Belmondo, da italiana Gina Lollobrigida e do norte-americano William Holden, relata lembranças: “Caiano era diretor talentoso; Steffen, uma pessoa simpática; Enrico, muito complicado. Ele pregava ideias comunistas o tempo todo, a não ser quando estava bebendo, Quanto ao Mark, íamos nos casar. Contudo o relacionamento não seguiu adiante”.

O norte-americano Mark Damon começara a carreira na Hollywood dos anos 1950 em filmes B, mas sagrou-se astro na Itália na década de 1960.


Enzo Barboni foi o diretor de fotografia de Caiano neste filme e posteriormente usaria o pseudônimo de E. B. Clucher para dirigir “Chamam-me Trinity” (1970) e “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971). Nesses dois westerns de enorme sucesso, Mario Girotti [Terence Hill] e Carlo Pedersoli [Bud Spencer] são os irmãos Trinity e Bambino. Esfarrapados como Gringo e Luca, eles vivem igualmente metidos em encrencas.
O filme com Steffen e Salermo aposta na comédia de situações; a série protagonizada por Hill e Spencer, no pastelão.


Teria sido deste filme uma suposta ideia da criação dos personagens da série Trinity, tendo em vista o envolvimento direto de Barboni Em “Um Trem para Durango”? Quem sabe? A despeito do tom humorístico, “Um Trem para Durango” evidencia influências comunistas do diretor Caiano e do produtor Manini. A Revolução Mexicana merece várias menções no roteiro do próprio Caiano e Duccio Tessari criador da série “Ringo” e diretor de outros Espaghetti-Político-Satírico, como em “Uma Dupla de Mestres” (1971).


O ouro roubado do trem pertence à fábrica norte-americana Colt, acusada de fornecer armas à ditadura de Porfírio Diaz. Ainda sobram farpas à crise econômica. Uma das cenas mais arriscadas da carreira de Steffen está neste filme onde Gringo e Luca, são enterrados até o pescoço no chão e um bando de cavalos galopa em sua direção.

Os cascos dos cavalos não atingem Steffen e Salermo por centímetros. As imagens evidenciam não haver dublês em cena. Steffen comenta que conseguiu fazer a cena porque era jovem e maluco. “Eu tinha que ganhar o pão nosso de cada dia.”


Um filme montado em uma linguagem muito agradável que faz o fã gostar dele. Uma ótima fotografia que atravessa paisagens inesquecíveis como algumas onde fora filmado "Por uns dólares a Mais" e muitos outros. Filmado na Espanha, mas você se sente realmente nas terras áridas do México. No bando de Lobo, faltou somente Frank Braña para completar o time de bandidos que morrem nas pradarias espanholas, mas todos os conhecidos nos filmes de Leone e vários outros estão presentes.

Enrico Maria Salerno [Bandidos] (1967) é Lucas, o companheiro e parceiro mexicano do Gringo. Faz um perfeito e bem desempenhado papel que lembra "Tuco" em (O Bom, o Mau e o Feio); ele é manhoso, sorridente, alegre, otimista mas não é totalmente confiável.

Esta é uma comédia que deu certo no Espaghetti ao contrário de muitas outras tentativas de outros diretores que já descrevi aqui neste blog. O filme tem várias cenas muito engraçadas que realmente faz rir e é uma memorável produção nos tradicionais moldes Espaghettis com um final surpreendente divertido. Inédito na TV Brasileira.


Lucainena de las Torres é um municipio espanhol da provincia de Almería, exatamente situado em Sierra Alhamilla. No ano de 2013 contabilizou-se 650 habitantes. Sua extenção é de 123 km² e tem uma densidade 5,4 hab/km². Encontra-se situada a uma altitud de 542 metros e a 53 kilómetros da capital da provincia, Almería.

Desde janeiro de 2013 Lucainena de las Torres tornou-se parte da rede dos povoados mais bonitos da Espanha. Outros filmes rodados em Polopos foram Cem Rifles (1969), Tepepa (1970), Sledge, o homem Marcado (1970), Johnny Yuma (1966), Deus Perdoa... Eu não (1967), Um Trem para Durango (1967) entre outros.

Links disponíveis na Web:
http://www.filefactory.com/file/6zms7htef9tz/Um%20Trem%20para%20Durango_by_gerson.avi
747 Mb
Formato AVI
Ripped VHS
720 x 540 pixels
Áudio Inglês
Legendas Português

DVDRip
Formato AVI
688 x 304 pixels
Áudio Italiano
Legendas Gregas
http://www.easybytez.com/p8yhnyhdxxf1
http://www.easybytez.com/xv6bws6300d5
http://www.easybytez.com/i283yjr566sa
http://www.easybytez.com/0ab4i4fher8v
http://www.easybytez.com/bwjxkkef120t


Áudio Inglês com legendas automáticas traduzíveis.

12 dezembro 2014

Anthony Steffen - As revelações em suas últimas entrevistas antes de sua morte no Brasil em 2004.

As últimas entrevistas cedidas por Anthony Steffen a Jornais Brasileiros no período entre 1999 e 2004 antes de sua morte.

Artur Xexéo – Jornal O Globo - Rio de Janeiro

 
Será que Antonio de Teffé sente saudades do tempo em que era um dos atores mais requisitados do cinema italiano? Ele acomoda-se no sofá da sala do apartamento de cobertura onde vive há quatro anos no Alto Leblon, pensa em voz alta (“Eu era jovem, bonito, cheio de saúde...”) e, do alto de seus 73 anos, parece afastar as lembranças com uma frase que tem regido sua vida:— Sic transit gloria mundi .Para quem não sabe latim, como o repórter que o está visitando, o ator se apressa em traduzir:
 

— Assim passa a glória do mundo.

E não foi pouca a glória por que Antonio de Teffé passou neste mundo. Ele fazia parte de um time que contava com Clint Eastwood, Franco Nero, Giuliano Gemma, Gian Maria Volonté e protagonizou, entre 1963 e 1974, três dezenas de westerns produzidos na Itália. Teffé e seus colegas foram Django, Ringo, Satana, Sabata, heróis do faroeste americano que, naquele período, faziam mais sucesso nos western-spaghetti, como eram conhecidas as fitas italianas do gênero, do que nos produtos originais forjados em Hollywood.

Os produtores queriam levar o resto do mundo a acreditar que os filmes rodados nos estúdios da Cinecittà, com cenas externas fotografadas na Espanha, eram americanos legítimos. Para isso, importaram atores made in USA (como Eastwood e Mark Damon) e criaram pseudônimos para os artistas locais, que só atuavam dublados em inglês. Giuliano Gemma, por exemplo, virou Montgomery Wood e nosso Teffé tornou-se Anthony Steffen.
Nosso? Isso mesmo. Porque Antonio de Teffé é brasileiro de boa cepa, como gostavam de orgulhar-se as reportagens ufanistas que as revistas “Manchete” e “Fatos e Fotos” sempre faziam cada vez que ele chegava de férias ao Rio. Mais uma vez, a Europa curvava-se diante do Brasil, para indiferença de Teffé.

— Não sou brasileiro — diz hoje. — Sou romano. Romanissimo .

Tataravô lutou na Guerra dos Farrapos
Como é que é? Então, Django não nasceu no Brasil, como o país inteiro acreditava nos anos 60? Mais ou menos. Filho e neto de diplomatas, o ator nasceu na Embaixada do Brasil em Roma. Ele não fala mais nisso. Só diz que é romanissimo , mesmo sendo brasileiro na certidão de nascimento. O pai era Manuel de Teffé, piloto de corridas de sucesso que criou o histórico Circuito da Gávea; a tia-avó, Nair de Teffé, a caricaturista que assinava Rian e que tornou-se a primeira-dama mais moderna que o país já teve ao casar-se com o presidente Hermes da Fonseca. Mas Antonio de Teffé gosta mesmo é de falar do tataravô, o primeiro europeu da família a pôr os pés no Brasil.

— Ele era prussiano, barão Von Hoonholtz. No fim da primeira metade do século XIX, foi aliciado por Dom Pedro I para lutar na Guerra dos Farrapos. Era nobre, mas falido. Por meio navio de ouro, veio para o Rio Grande do Sul com 800 homens. Ninguém sabe disso, mas quem ganhou a Guerra dos Farrapos foram 800 alemães! — relata, em peculiar versão da História do Brasil.

O fato é que, desde o barão, sempre houve um Von Hoonholtz por aqui. O que agora mora no Leblon é Antonio Luís de Teffé von Hoonholtz. Ele demorou 18 anos para pisar no Brasil pela primeira vez. Veio fugido do serviço militar na Itália. Passou um ano e, na volta à Europa, começou a fazer cinema. Em 1953, foi assistente de direção do primeiro filme de Mauro Bolognini, o diretor de “O belo Antonio”. No primeiro filme como ator, “Gli sbandati”, de 1955, fez sucesso no Festival de Veneza. A partir daí, até chegar ao primeiro mocinho de faroeste em 1965, quando virou Anthony Steffen, foram 13 filmes como Antonio de Teffé. Contracenou com algumas das mulheres que, naquela altura, eram as mais desejadas do planeta, como Marisa Allasio, Pier Angeli e Rossana Podestà. Teffé conhecia todo mundo.

— Sophia Loren?
— Estava no elenco de “Ci troviamo in galleria”, o filme de Bolognini. Séria. Que mulher séria!
— Gina Lollobrigida?
— Simpaticíssima.
— Claudia Cardinale?
— Uma empregadinha.

Teffé demora mais um pouco ao falar de Elke Sommer, que estreou como atriz de cinema ao seu lado, em 1959, em “Ragazzi Del Juke Box”:
— Um amor de pessoa. Ela se apaixonou por mim e eu não dei bola para ela. Naquele tempo eu era bonito.
Imagine a cena: Roma, anos 50, Via Veneto, la dolce vita, paparazzi...
Antonio de Teffé soube aproveitar a época?

— Eu era muito sério. Não tinha um tostão. Meu pai não me dava nada, nem minha mãe. Tinha muitos títulos nobiliárquicos e pouco tutu.
Para quem não sabe, tutu é uma gíria do começo dos anos 50, a época em que Antonio de Teffé veio conhecer o Brasil. Significa grana, dinheiro, bufunfa, l’argent ou, em brasileiro contemporâneo, money no bolso .

Foi mais ou menos assim, até 1962, quando fez parte do elenco de uma superprodução americana, “Sodoma e Gomorra”, dirigida por Robert Aldrich. Passou três meses filmando no Marrocos e voltou com dinheiro suficiente para comprar dois apartamentos em Roma. Três anos depois, estreou como Anthony Steffen em “Um caixão para o xerife”, o primeiro de seus western-spaghetti. Daí em diante, nunca mais lhe faltou tutu. Foi o protagonista de “Poucos dólares para Django”, “Os quatro selvagens”, “Um trem para Durango”, “Duas pistolas e um covarde”, “Tequila!”, “Reza por tua alma e morre”...
 

Shakespeare em aventura de Django

Antonio de Teffé não hesita ao citar o melhor de todos: “Django, o bastardo”, de 1969. Não por acaso, o filme, além de protagonizado, é escrito e dirigido por ele. Mas não se deve creditar a escolha à assumida vaidade do artista. “Django, o bastardo” deve ser bom mesmo. Tão bom que Clint Eastwood não se envergonhou em copiá-lo, quase plano a plano, quando dirigiu seu primeiro faroeste: “Um estranho sem nome” (“High plans drifter”), em 1973.

Teffé tem uma explicação para o sucesso que os bangue-bangues italianos faziam:

— Nossos filmes eram cruéis, duros, verdadeiros. As produções americanas não tinham crueldade. Os atores dos westerns americanos pareciam manequins, limpos, com roupas impecáveis. Os italianos apareciam sujos, rasgados e cruéis. Nossos filmes eram extremamente realistas.

O ator não tem boas recordações dos colegas que competiam com ele pelo título de gatilho mais rápido do Oeste ou de galã de matinê preferido das adolescentes italianas.

— Fale-nos sobre Giuliano Gemma.
— Ele não tinha a minha cultura, o meu background .
— E Clint Eastwood?
— Quando o conheci, não falava nada. Acho que era mudo.
— Marcello Mastroianni?
— Pessoa extremamente educada. Morou um ano e meio com Luchino Visconti.

Ringo não perdoa. Entrega!

Hoje, não vê filmes nem pela televisão
Estamos nos anos 60. Antonio de Teffé não era o único brasileiro que fazia sucesso em Roma. Norma Bengell também estava lá.

— Eu disse a Norma: “Você está na cidade mais grã-fina do mundo. Roma sabe ser dura. Se você bobear, ela te expulsa.” Ela não me escutou.
— E qual foi a bobeada de Norma Bengell?
— Casou-se com o ator mais idiota do cinema italiano (Gabrielle Tinti). Os romanos não a perdoaram.

 Amigo de Sergio Leone, que, embora não apareça nos créditos, fez a direção da segunda unidade de “Sodoma e Gomorra”, Antonio de Teffé conviveu com os grandes cineastas daquela época.
— Antonioni?
— Sempre pensando em dinheiro.
— Roger Vadim?
— Fiz com ele “La Jeune-fille Assassinée”. Era um ser de primeira classe. Fellini era um cafona perto dele.

— Vittorio De Sica?
— Maravilhoso. O maior diretor do mundo. Porque era humano, ao contrário de Fellini.

— Algum problema com Fellini?
— Fellini era presunçoso, arrogante. Morávamos a 100 metros um do outro. Mas não nos dávamos. Eu sou romano, tenho seis mil anos. Ele era de Rimini.

Ringo não perdoa. Esnoba.

O ator continuou em atividade, mesmo quando os Western Espaghetti saíram de moda. Tem na filmografia, pelo menos, uma produção que estourou nas bilheterias americanas: “A noite em que Evelyn Saiu da Tumba”. Seu último filme é de 1989, “Malù e L’amante”. De acordo com o “Internet Movie Data Base” (IMDB), o mais confiável arquivo de cinema da internet, esta é a 63ª produção cinematográfica com Teffé no elenco.

Algumas delas foram realizadas no Brasil. Ele cita “O Peixe Assassino”, produção de Carlo Ponti, rodada em Parati, em que, ao lado de Margaux Hemingway (“gordinha chata”), combatia piranhas na selva brasileira. E ele não cita, mas fez também, em 1983, “Momentos de Prazer e Agonia”, de Adnor Pitanga. Mas prefere esquecer.

Hoje, Antonio de Teffé não vê filmes nem pela televisão.

— Não me interessa — diz ele.
A vida no Rio é cheia de limites. Os dois filhos de seu primeiro casamento moram em Roma. Eles não se falam. No apartamento do Leblon, vive com Cristina, companheira há 20 anos. Ainda tem os olhos azuis e os 1,89m que magnetizavam a platéia dos cinemas que exibiam seus Djangos, Ringos ou Sabatas. Mas, com os cabelos ralos e dificuldades de locomoção, sente os efeitos da quimioterapia que tenta combater a doença que o persegue há quatro anos.

Parede do apartamento expõe cartazes dos filmes

Aceita a visita do repórter, a quem recebe com uma torta de chocolate sensacional, mas prefere não ser fotografado. Mesmo do passado, guarda poucos fotos. No entanto, mantém na parede da escada que leva para o segundo andar de seu apartamento uma galeria com os cartazes dos filmes em que atuou. “Os pistoleiros de Paso Bravo”, “A volta de Arizona Colt”, “Um homem Chamado Django”, “Sete Chacais”.

Parece se orgulhar mais dos autores que representou no teatro italiano (Shakespeare, Pirandello) do que dos filmes que lhe trouxeram fama e dinheiro. Num deles, conseguiu misturar os dois estilos. Representava um cowboy que se fazia passar por ator. Inventou, então, uma cena em que, no palco, representava “Hamlet”. Era a chance de recitar todo o famoso monólogo do “ser ou não ser” para, no final, da caveira que trazia nas mãos e que escondia duas pistolas, saírem dois tiros que atingiam mortalmente dois inimigos na platéia. Shakespeare e Django nunca mais foram os mesmos.

O repórter já o fez revolver muitas histórias do passado. É hora de deixá-lo descansar. O cowboy se despede com um olhar irônico que faria Ringo tremer e uma última frase, desta vez, perfeitamente compreendida:

— Sic transit gloria mundi .
Antonio de Teffè, que se tornou conhecido como Anthony Steffen, tinha dupla nacionalidade e ficou famoso na Itália na mesma vertente que projetou Clint Eastwood.



Luiz Carlos Merten - Jornal O Globo 
Rio de Janeiro


Há 15 anos ele estava afastado do cinema e há quatro morava no Rio, numa cobertura no Leblon, onde lutava contra o câncer que terminou por vencê-lo,no sábado. Antonio de Teffè tinha 73 anos. Com o pseudônimo de Anthony Steffen, foi um dos astros –com Clint Eastwood, Giuliano Gemma e Franco Nero – da tendência chamada de spaghetti western. Os faroestes macarrônicos podiam ser o alvo preferido de pancada dos críticos, pelo menos até que Sergio Leone desse ao gênero sua carta de nobreza, mas o público adorava aqueles filmes.

Quando Anthony Steffen entrava em cena, envolto num poncho surrado e com aquela barba por fazer, entrava algum instrumento lancinante de fundo – um trompete, quase sempre – e a massa já sabia que o pau ia correr solto. Anthony Steffen foi sempre sinônimo de encrenca na tela. Ele próprio sabia disto e, certa vez, analisando o sucesso dos Espaghetti Westerns, arriscou sua interpretação do fenômeno. Disse que o mundo estava mudando nos anos 1960 e, se os faroeste feitos na Itália faziam mais sucesso do que os autênticos, produzidos pelos americanos, é porque eram mais cruéis, mais verdadeiros. "Eram duros e extremamente realistas", disse Steffen.

Na sua fase áurea, ele era um figurão de 1,90m e olhos azuis que enlouquecia as platéias femininas e os homens respeitavam porque era mal-encarado. O fato de ter morrido no Brasil não foi acidental. Steffen, ou Antonio de Teffè, era ítalo-brasileiro. O ex-caubói nasceu na Embaixada do Brasil em Roma, filho do embaixador Manuel de Teffè, e por isto tinha dupla nacionalidade. Foi batizado com o imponente e aristocrático nome de Antonio Luís de Teffè von Hoonbolz, em homenagem ao bisavô, um aristocrata de origem prussiana que foi almirante-chefe da frota brasileira na época de Dom Pedro II e que recebeu do imperador o título nobiliárquico de Barão de Teffè.

O jovem barão de Teffè foi um playboy que terminou cooptado pelo cinema. Em 1954, fez o primeiro filme, ainda como Antonio de Teffè – Gli Sbandati, sobre uma história da 2.ª Guerra. Desempenhou múltiplas funções no cinema. Antes de estrear como ator, foi assistente de direção de Mauro Bolognini em Ci Troviamo in Galeria, de 1953 – e o filme era interpretado pela jovem Sophia Loren e por Alberto Sordi. Foi produtor (Django,O Bastardo, em 1969) e roteirista (Os Mil Olhos do Assassino, em 1974). Em 1965, quando o spaghetti western já se tornara o gênero dominante da produção industrial italiana, foi cooptado pelo diretor Edoardo Mulargia, que o convidou para estrelar um daqueles bangue bangues filmados nas planícies de Almeria, na Espanha, escolhidas pela semelhança com as pradarias dos Estados Unidos.

Antonio de Teffè gostava de contar que a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era. Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com eqüinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 Espaghetti Westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês –, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional. 

Esgotado o ciclo de sucesso do gênero, ele diversificou sua área de atuação, mas não deixou de trabalhar. Um de seus sucessos longe do western foi um filme intitulado O Amante, que não tinha nada a ver com a adaptação que o francês Jean-Jacques Annaud fez do romance de sua compatriota Marguerite Duras. O amante de Anthony Steffen era um garanhão de 50 anos, por quem se apaixonava uma noivinha de 19 anos. Não era só no Velho Oeste que Anthony Steffen causava confusão.

Estava casado com Cristina e tinha dois filhos de um casamento anterior, Manuel, de 32 anos, e Luiz, de 28, ambos residentes na Itália. Nos últimos anos, o caubói que tinha a fama de querer ser livre e solto, havia-se domesticado. Após o divórcio do primeiro casamento, assediado pelas mulheres, ele dizia que nunca mais queria saber de comprometimentos afetivos. Chegou a dizer: "Não há nenhuma constituição que nos obrigue a casar". O mais curioso é que Antonio de Teffè, ou Anthony Steffen, brilhou numa fase em que Clint Eastwood também esculpia o mito do cowboy taciturno nos Espaghetti westerns de Sergio Leone.

Clint virou o grande diretor que todo mundo reconhece. Teffè/ Steffen teve a sorte de Franco Nero e Giuliano Gemma. O primeiro ficou famoso como Django e até hoje vive casado com Vanessa Redgrave, com quem dividiu a cena no musical Camelot. Giuliano Gemma estrelou o primeiro Espaghetti western a fazer sucesso no Brasil – O Dólar Furado– e depois continuou a freqüentar o gênero, até que o filão se esgotasse (e a carreira fosse para o espaço). Os fãs devem lembrar-se de todos eles. Vasculhe aí a memória e lembre-se – Anthony Steffen, como bom personagem de western à italiana, não era exatamente um mocinho. Mas era chumbo grosso e foi assim que entrou para a história do gênero.
 
Mini Biografia (Jornal O Estado de São Paulo)
 
Para os aficionados do Espaghetti Western, sábado 05 de junho foi um dia muito triste, devido à passagem Anthony Steffen. Nascido em Roma, em 21 de julho de 1930, na embaixada brasileira, filho do campeão de Fórmula 1 e, em seguida, o embaixador Manoel de Teffé, ele foi nomeado Luiz Antonio e se tornou o Barão de Tefé. A família de Tefé teve uma origem nobre, mas durante a Segunda Guerra Mundial, Antonio adolescente saiu de casa para se juntar aos guerrilheiros contra os nazistas. 
Sua vida na indústria cinematográfica começou como mensageiro estúdio para Victorio de Sica, que foi, então, dirigir o ladrão de bicicleta e anos mais tarde Antonio estrelou no aclamado pela crítica abandonados. Então ele entrou em exemplos típicos de filmes italianos popular do final dos anos 50 como espada e sandália épicos, comédias, aventuras e até mesmo grandes filmes americanos como Robert Aldrich Sodoma e Gomorra, mas foi com spaghetti westerns que renomeou Anthony Steffen alcançado o estrelato mundial. Sua atuação é muitas vezes acusada de ser de madeira, mas em muitos aspectos é ideal para jogar o pistoleiro de aço-faced sinônimo do gênero. Steffen papel mais memorável foi em "Django o Bastardo ', que também co-escreveu, jogando um pistoleiro fantasma voltou da sepultura para vingar sua própria morte. Esta é a inspiração não creditada de Alta Eastwood Plains Drifter. 

Seus outros sucessos incluem recursos como bem gostava Sete Dólares para Matar, Um Trem para Durango (com Mark Damon), Killer Kid e muitos outros. Ele ainda estava agradável em outros gêneros, especialmente thrillers como o bem sucedido The Night Evelyn saiu da sepultura, a morte no Haiti ou os crimes do Gato Preto, um bom exemplo do giallo, onde interpretou um pianista cego - um de seus papéis que ele mais gostei, e Killer Fish, com James Franciscus e Lee Majors. Steffen era um homem muito confiável e líder de melhor ator coadjuvante e estava entre a elite do cinema europeu como Fellini, Sergio Leone, Fredda Ricardo, Mario Bava, Lucio Fulci, de Sica, Visconti, Antonio Margheriti, Ennio Morricone, Roger Vadim, Carlo Ponti , Sophia Loren e muitos outros. 

Educado e elegante, fluente em Inglês, Francês, Português, Espanhol e Italiano, Steffen viveu em jet-set internacional, mas no início dos anos 80 ele se mudou para o Rio de Janeiro, Brasil, lugar que ele adorava apenas ocasionalmente visitando sua amada Roma . Desde 2002, ele estava lutando contra um câncer terrível, e que a guerra terminou esta quinta sábado, no Rio de Janeiro, onde foi enterrado. Ele tinha 73 anos e deixou dois filhos de seu casamento em Roma, e Manuel Luiz. Além de sapatos de Sica-Shine, seu filme mais gostei foi o meu John Ford Darling Clementine. Bom gosto até o fim.