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05 março 2016

Sei Una Carogna... E T'ammazzo! [O Mais Rápido dos Pistoleiros] Especial Brasil


O Mais Rápido Dos Pistoleiros - Brasil
Sei Una Carogna... E T'ammazzo! - Itália
Una Cuerda Al Amanecer - Espanha
Les Charognards Meurent À L'aube - França
An Eisai Zontanos... Htypa! - Grécia
You Are A Traitor And I'll Kill You! - USA
The Federal Man - Titúlo Inglês
  
Direção: Manuel Esteba              
Escrito: Manuel Esteba
Produção: Isidro Esteba, Elio Pannaccio e Gloria Sancho
Música: Daniele Patucchi e Vassili Kojucharov  
Fotografia: Girolamo La Rosa    
Edição: Enrico Rodriguez             
Decoração do Set: Donato Ventrella
Produção: Espanha E Itália 03 De Abril De 1974 Na França
Co Produção: Cire P.C., Universalia Vision M.P.1 Film
Duração: 79 Minutos

Pierre Brice - Barrett/Campanita/"Little Bell"
Steven Tedd - Tedd Calder
Fernando Sancho - Sebastian
Mónica Randall - Nancy
Marta Flores - Maria Morris/Esposa de Horácio
Antonio Molino Rojo - Jonathan/Roy/Capanga de Barrett
Raúl Aparici - Pregador
Gaspar 'Indio' González - Sr. Morris/Horácio,
Manuel Muñiz/Pajarito - Proprietário do Armazém White
Ferruccio Viotti - Capitão
Juan Fairen [Johnny Farren]- Johnny/Jogador no Primeiro Duelo
Miguel Muniesa - Xerife Mark/Stanton
David Rocha - Barret Jovem no Riacho [Flash Back]
E com Sergio Aparici, José Nieto  e Alberto Vila.


Existem duas versões diferentes do filme. A versão italiana dublada em inglês foi re-editada pelos produtores e é bastante diferente e talvez a maior curiosidade sobre a existência deste filme em relação a versão original espanhola. A versão em Inglês, "The Federal Man", é a do corte italiano.

A curiosidade deste filme são as notáveis diferenças editadas em duas versões disponíveis. Na edição italiana ela foi dublada em Inglês e é conhecida como aquela em que aparentemente chega um caçador de recompensas na cidade atrás de suas presas desafiando-os e matando-os em duelos justos pela região.

É um exemplo perfeito de filme de chacinas e alguns dos diálogos originais foram cortados, novas linhas foram criadas para as cenas sem diálogos, e vários elementos da história foram alterados (por exemplo, a identidade do atirador misterioso é diferente).

O produtor Elio Panaccio foi o responsável por esta versão adulterada, provavelmente em uma tentativa de fazer um filme mais aceitável para o público internacional, mas seus esforços não tiveram o efeito desejado nesta versão.


Este Espaghetti Western produzido na Espanha pelo diretor Manuel Esteban registrou aqui o seu único western. Tudo começa com um tilintar de um sininho na espora de um pistoleiro misterioso vestido de preto (que não vemos o rosto), e que entra em uma cantina e interrompe o jogo de quatro cavalheiros que jogam poker. Três deles fogem e o quarto (Juan Fairen), conhecido como Johnny enfrenta-o sendo vencido em um duelo justo e com uma morte violenta.

Ele sai de cena e nos créditos de abertura ao som de trompete e guitarra que por sinal muito estranho com várias ilustrações de serpentes e cobras reluzentes. Após a abertura começamos a conhecer os diferentes personagens. Steven Tedd (Giuseppe Cardillo) é um agente do governo chamado de Tedd Calder, enviado [pelo capitão do exército que é seu sogro] para uma cidade controlada pelo especulador implacável, o Sr. Barret (Pierre "Winnetou" Brice) e seus capangas.

Uma mulher solitária Nancy (Mónica Randall) também chega a cidade na mesma carruagem com Tedd. É o toque feminino do filme Antonio Molino Rojo é Jonathan, capanga e capataz contratado de Barret e, finalmente, o garimpeiro Sebastian é interpretado soberbamente por Fernando Sancho, à procura de ouro em uma mina próxima, desajeitado e engraçado, sempre acompanhado de seu fiel, divertido e melhor amigo (ele também dá uísque ao animal), Margarito.


As caracterizações estão entre os aspectos mais interessantes do filme.
O personagem Tedd Calder é um homem da lei estranho e sem atitudes reais para o papel, que causa a impressão de que não entendeu o roteiro e estava procurando entender o que deveria fazer no filme. Uma roupa e um cabelo tipo Elvis Presley que só mesmo em 1974 passava despercebido.

Pierre Brice é um assassino de olhar frio, auto-confiante, apreciador de charutos excessivamente longos e não pensa em outra coisa a não ser matar agricultores e tudo que se mete em seu caminho. Após atuar como herói em vários Winnetou, Pierre Brice aqui é mais odiado do que nunca por suas trapaças e assassinatos.

Através de uma cena de flashback, aprendemos que o pistoleiro Jonathan, uma vez salvou a vida de Barret e tornou-se seu mentor para todos os assuntos criminais da região. Desde então, estes dois delinquentes tornaram-se amigos e juntos, formam o poder aterrorizando a todos. Mónica Randall é Nancy, também é um personagem interessante; ela quer tomar a vingança da morte de seu pai por Barret a muito tempo atrás.


Pierre Brice e Fernando Sancho têm papeis mais profundos do que estamos acostumados a ver em outros filmes. Brice com olhar frio e rosto fechado do começo ao fim e mostra sua frieza em uma cena em que ele aponta discretamente um revólver na testa de Sebastian [Sancho] ameaçando-o de execução.

O impacto da cena funciona melhor do que qualquer outro tipo tortura como de costume no Espaghetti. Sancho faz o papel do garimpeiro bêbado e inofensivo, torturado para revelar onde está o seu ouro, mas na noite em que os bandidos de Barret executam o seu burrinho ele se transforma em um vingador. A morte do burrinho a sangue frio é realmente lamentável e você chega a sentir isso talvez pelo carinho que ele tinha com o animal. Eu acho que essa era a ligação por Sebastian não portar armas neste filme.

A trama para enganar os telespectadores funciona muito bem; com algumas falsas iscas que são colocadas no caminho errado, em relação à verdadeira identidade do atirador misterioso que aparece no começo ou pelo menos o mantêm ocupado e distraindo a sua atenção dos verdadeiros segredos que, eventualmente, serão revelados.

O filme não é muito longo e a versão em espanhol possui uma duração adequada de não mais que 79 minutos. Surpreendentemente o filme não contem brigas de saloon desnecessárias o que poderia tirar um pouco a seriedade do roteiro.

No geral, este é um filme de natureza melancólica que é mostrada na atmosfera de tentativas frustradas de se assassinar o pistoleiro misterioso. Tudo leva a algum tipo de "gran finale" menos para o galã e agente federal Tedd Caulder (Steven Tedd). Em alguns sites mencionam-se os créditos da música à Daniele Patucchi. Um tema com pitadas e um sentimento de uma predestinação e suspense mas na abertura são creditados mesmo à Vassili Kojucharov.

Depois de assistir a versão italiana, a versão original espanhola seguramente merece uma nota melhor. A história é surpreendentemente bem escrita, e pelo menos faz sentido (a versão italiana tem alguns personagens intrigantes e problemas na narrativa a não ser um par de duelos bem dirigidos como entre Sancho contra Brice em uma pacata e deserta rua da cidade e a fotografia que oferece alguns ângulos de câmera interessantes e ao mesmo tempo, não exagerados.
Talvez não seja um clássico, mas tem algo que nos atrai na curiosidade e desenrolar de seus fatos.


Existem diferenças nos créditos, mas Esteban é creditado como diretor e escritor. Nos Estados Unidos, teria sido creditado com pseudônimo americano, pois é um filme completamente diferente.
Cada parte do filme rodado por Esteban, na versão original espanhola foi totalmente alterada na versão italiana. A edição, o som, os diálogos e até mesmo o enredo foram alterados. Este filme é um cult e serve de exemplo e lição sobre como se fazer um novo filme com um história diferente sem nenhum dinheiro e somente com imagens e uma dublagem perfeita.

O filme ficou muito fraco em comparação a versão original mas ao assisti-lo você percebe que é outro filme. A empresa italiana envolvida, obviamente, não gostou de muitas coisas neste filme tais como: as conversas de Fernando Sancho com o seu jumento Margarito, as longas sequências de silêncios, a conclusão final da história, a relação entre os dois vilões, e outras curiosidades que foram alteradas como na abertura com um flashback feito por Barret (David Rocha) jovem é apresentado no início do filme.

Nesta ordem já não é mais um flashback e não há nenhuma indicação de que David Rocha pretenda ser Pierre Brice mais jovem como na versão espanhola. Muitas cenas foram cortadas para fazer o filme com mais ritmo. As cenas de Steven Tedd também são deslocadas da ordem original e as longas cenas com poucos diálogos são alteradas com muitos diálogos e mais palavras, convenientemente faladas sem mostrar o movimento das bocas dos atores.


Raúl Aparici faz aqui um pregador alucinado em uma atuação modesta, mas proposital porque na versão italiana ele será a peça chave no fechamento da história. O roteiro foi totalmente mudado pela dublagem, com alterações significativas para o resultado final plausível e planejado.

A ordem das cenas foi radicalmente e completamente alterada. Não é uma ou outra e sim uma reconstrução total e completa de outro filme. Uma aula de edição e dublagem que revelam com perfeição a identidade do pistoleiro misterioso em um final e completamente diferente da versão original. Todo esse trabalho de se fazer um filme na mesa de edição foi do co-produtor italiano, Elo Panaccio, responsável pela versão Italiana que inclusive deu um novo titulo ao filme.


Minha conclusão é de que a versão espanhola sempre será a original e melhor, mas o atrevimento e a criatividade da produção foram além dos limites, mas para matar a curiosidade dos afecionados, sugiro assistirem as duas versões. É mesmo muito curioso.

Esteban, obviamente, fez um esforço genuíno para fazer um filme real e, na maioria das vezes, faz um trabalho razoavelmente bom. Não há ação excessiva, mas o suficiente para manter as coisas em movimento e alguns elementos decididamente acima da média. Os lugares, cenários também são diferentes, mais verdes e originais. Você acaba conhecendo um pouco do interior espanhol.


 

01 julho 2015

Os Dois Violentos [I Due Violent]



Dois Homens Violentos - Brasil
Os Dois Violentos - Brasil
I Due Violent - Itália
Two Violent Men - USA
Los Rurales de Texas - Espanha

Produção: Itália e Espanha  Produzido em 1964 e lançado em 23 de Abril de 1965
Direção: Primo Zeglio (Anthony Greedy)
Duração: 91 minutos
Música: Francesco De Masi
Fotografia: Franco Villa
Montagem: Enzo Alabiso
História: Jesus Navarro,
Marcello Fondato e Primo Zeglio
Produção: Alberto Grimaldi e Norberto Soliño - A Pea- Roma - Arturo Gonzales Productions.

Alan Scott - Cassidy
George Martin - Bob (Robert) Logan
Susy Andersen - Mary Sheridan
María Badmajew (Mary A. Badmayev) - Ann Kenny Mike Brendel - Hang
Paola Barbara - (Pauline Baards) - Mãe de Ann Andrea Scotti (Andrew Scott) - Bando de Barnes José Jaspe - Mortimer
Silvia Solar - Linda Ranson
Luis Induni - Barnes
Frank Braña (Francisco Braña) - Perkins
Aldo Sambrell - Bando de Barnes
José Nieto - Prefeito
Antonio Molino Rojo - Bando de Barnes
Agustín Bescos - Cidadão
Alfonso de la Vega - Bando de Barnes
Ignacio de Paúl - Amos Ranson
Francisco Diaz Puente - Barman
Antonio Gandía - Kirby
Cris Huerta - Burt Ranson
Luis de Luque - Pat Sheridan
Ángel Menéndez - Xerife
e com Jorge Ochando e Luis Vilar.

O sargento dos Texas Rrangers “Robert Logan” é encarregado de capturar um amigo seu chamado “Cassidy”. Este acusado injustamente de homicídio.

Confinado por Logan, consegue fugir a fim de tentar achar provas para provar a sua inocência.

Logan decide investigar uma quadrilha de bandidos que vem cometendo crimes na região e é capturado pelo bando.
É salvo da morte por Cassidy e juntos partem para eliminar o bando.

Após muitas reviravoltas, Cassidy consegue exasutivamente com a ajuda do amigo, provar sua inocência.
O filme é rico em ação, interessante ritmo apesar da trama ser um pouco fraca.

Uma aventura, que conta como dois personagens principais sendo de um lado, o xerife e encarregado da moralização local e do outro bandido canastrão e brincalhão.

Infelizmente, parecem terem sido projetados mais para o verdadeiro Texas da dupla John Wayne e Kirk Douglas, especialmente o musculoso Alan Scott como pistoleiro e George Martin já bem mais à vontade e costumado a este gênero.

Primo Zeglio é um diretor sólido que parece ter empregado meios adequados e esforçadamente consideráveis para esta produção de baixo orçamento conseguindo boa atmosfera em ação, suspensa, violência, vinganças e reviravoltas e também com boa dose de humor.

Com boa música de Francesco De Masi, o espírito da encenação e claro, tudo isso em um estilo Oeste Americanizado de 1964 resulta neste médio Espaghetti.

Sendo filmado em locações de Las Rozas, Manzanares, Navacerrada, Fraga Huesca.
Comenar Viejo, Madrid, nos proporciona boas paisagens texanas.

Exibidos na série Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil duas vezes em: 23 de Julho de 1986 e 12 de Dezembro de 1987.

Infelizmente esta é a única cópia em circulação no Brasil mas ainda assim merecidamente aguardamos o surgimento de uma cópia remasterizada com áudio em outros idiomas com legendas. 

Interessante rever George Martin e lembrar de suas grandes atuações em "Uma Pistola para Ringo", "O Retorno de Ringo", e que nas mãos do diretor e produtor Alfonso Balcazar, atuou em "Clint o Estranho", "O Retorno do Clint", "Oeste Nevada Joe", "Thompson 1880" e "Pelo Prazer de Matar".
  
Trailer

19 março 2015

Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil [I Bandoleros Della Dodicesima Ora]


Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil
I Bandoleros Della Dodicesima Ora - Itália
Now They Call Him Amen - USA
Now They Call Him Sacramento - USA
Hijos de Pobres, Pero Deshonestos Padres... Le llamaban Calamidad - Espanha

Produção: Espanha – Itália - 23 de Dezembro 1972
Direção: Alfonso Balcázar (Al Bagran)
Duração: 83 minutos
Fotografia: Jaime Deu Casas
Escrito: Alfonso Balcázar - Giovanni Simonelli     
Produção; Francisco Balcázar
Musica: Willy Brezza           
Edição: Teresa Alcocer
Co Producão: Balcázar Producciones Cinematográficas e Variety Film Production


Michael Forest - Amen / Sacramento
Fernando Bilbao (Fred Harrison) - Jim         
Malisa Longo - Barbara / Jenny Mckinley
Paolo Gozlino - Xerife
Luigi Bonos - Old Tequila
Gaspar 'Indio' González (Gaspar Gonzalez) - Tony
Manuel Muñiz (Pajarito) – Homem do cemitério
Antonio Molino Rojo – Banqueiro, Sr. Cray
Fernando Rubio - Sam                     
Juan Fairen (Johnny Fairen)
E com Luigi Antonio Guerra, Juan Torres, Antonio Almorós, Manuel Bronchud, Mario Del Vago, Irene D'Astrea, César Ojinaga e Fabio Garriba.


Sacramento se junta a seus parceiros Big Jim e Old Tequila para roubar o dinheiro que está sendo enviado a uma cidadezinha do velho oeste em um trem destinado ao pagamento dos agricultores, porém, um outro bando pensa no mesmo golpe, e é então que os problemas começam.

O filme mostra em sua primeira e óbvia impressão de que foi um outra tentativa absoluta de recriar os Westerns da dupla Terence Hill e Bud Spencer (Eles Me Chamam Trinity).

Só que aqui, temos Michael Forest no papel de Terence Hill e Fred Harrison (Jim), trazendo seu punho de cima pra baixo  nas cabeças de seus oponentes, no papel que seria de Bud Spencer.
Não causaram absolutamente o efeito proposto nesta situação mas a tentativa foi boa.
Após a comparação o espectador tirará suas conclusões .

Malisa Longo [Veja entrevista exclusiva neste blog] faz uma camponesa muito atraente, mas em grande parte do filme esquecida. Ela faz a líder das mulheres dos colonos em crise com a falta de dinheiro.
Também há a atenção para o Banqueiro, o sr. Cray (Antonio Molino Rojo) [Era uma vez no Oeste] que é um dos principais corruptos envolvidos no roubo do dinheiro dos colonos.


Os três bandidos não tão brilhantes mas chegam a causar algumas, nada que será grandioso e inesquecível.
Não há surpresas na trama (ou seja, o dinheiro roubado continua passando de mãos em mãos entre heróis e bandidos [Trinity e Seus Companheiros].

A comédia é mais bem-humorada do que o original embora as cenas de Michael Forest e seu cavalo [Jumper - Lucky Lucke] devem ser apreciadas.
Ao final, uma batalha empolgante de aproximadamente quinze minutos de explosões com dinamites que destroem totalmente a cidade e pasmem, não são maquetes; grande parte foi destruída realmente com autorização dos Estúdios por serem cenários já condenados pelo tempo.
Os fãs não ficarão tão insatisfeitos assim após a destruição que compensa a falta do enredo do filme.

"Chamam-me Trinity" de Enzo Barboni, que após o seu lançamento em 1971 quebrou recordes de bilheteria no mundo e transformou o bonito e charmoso Terence Hill como Trinity e seu mal-humorado parceiro gigante barbudo, Bud Spencer como Bambino causou com isto a abertura das portas, e uma infinidade de duplas foram tentadas consequentemente pegando carona no sucesso dele.
Nenhuma dupla combinou tão bem quanto a original e muitas maluquices foram tentadas por diversos diretores.

Era só preciso ter um cara bonito, com um parceiro gordo, ou um cara bonito, com um parceiro alto, ou um cara durão com um covarde, ou um cara inteligente com um cara burro.
Era só ter a ideia, escolher os atores e jogar na tela.

“Agora Eles o Chamam Sacramento” é mais um destes e segue bem a fórmula.
Os dois parceiros sempre encrencados entre si.
Sacramento é como Terence Hill, bonitão, charmoso e astuto; um vagabundo esfarrapado procurando encontrar a sua próxima presa fácil para arrecadar fundos ilícitos.

Seu parceiro é o "Reverendo" Jim (o nome vem de seu disfarce favorito, traje de padre), um grandão, brutamontes, de cara fechada e com os punhos sempre prontos para arrebentar alguém, como Bud Spencer fazia.
Os parceiros estão vestidos de forma quase idêntica às roupas que usavam Trinity e Bambino.
Podemos notar Sacramento com o chapéu de cowboy esfarrapado, camisa cor de rosa desbotada e Jim cabeludo, escuro e barbudo e um par de suspensórios que mal consegue conter a sua barriga.


Os papéis são interpretados por Michael Forest e Fernando (Fred Harrison) Bilbao. Forest, um ator americano de renome, tinha uma longa lista de créditos da TV e Hollywood quando se mudou para a Europa, em meados dos anos 60.
Ele fez numerosas aparições em filmes italianos e também trabalhou como dublador. Fred Harrison, como ele é creditado aqui, ficou conhecido por destemido em filmes de lutas agressivas nos anos 70 na Europa. Old Tequila (Luigi Bonos) é pai de Jim e faz um papel semelhante à Tuco (o feio do trio).

O filme não é um desastre total, tendo cenas curiosas, criativas e engraçadas como a chegada de Sacramento à uma estação de trem no início do filme (seu cavalo não o levaria, apesar dos apelos de Sacramento) que entra em uma taberna e começam as confusões.

 Ele atrai a ira dos valentões locais dentro da taberna pedindo uma garrafa de leite, que logo se descobre que não é para ele, e sim para o seu cavalo. Sacramento, em seguida, pretende impressionar os desordeiros, oferecendo uma rodada de whisky com garrafas. Ele engole toda a sua garrafa como se fosse chá. Enquanto o trio de caras durões tenta acompanhar o seu ritmo. Num piscar de olhos, eles são embebedados e Sacramento corre pegando o trem que passa pela estação.


Enquanto isso, Jim, vestido como um pregador, está em outra taberna brigando por comida com um outro grupo de bandidos e da mesma forma embarca no mesmo trem de Sacramento.
Agora juntos eles roubam o trem e dão motivos para o quebra-quebra que perdurará por todo o filme.

Ao final, a verdade vem a tona, o banqueiro e o xerife corrupto, são desmascarados e envergonhados e
o dinheiro é devolvido aos agricultores.
Na destruição total da cidade, nossos heróis, sem saberem, descobrem petróleo em meio a devastação de tudo e partem da cidade em busca de outras aventuras e os habitantes da cidade são deixados pra trás, todos encharcados de petróleo do poço jorrando que a partir de agora é a nova riqueza do local.

Alfonso Balcázar fez trabalhos melhores dentre os seus vinte e nove filmes para o cinema, entre eles escreveu “Uma Pistola Para Ringo (1965).
Willy Brezza compôs uma música folk-rock, tema para o folgado e preguiçoso Sacramento intitulada "Sundown Son", creditado para o grupo Dream Bags. (Crambola).


Com a ênfase no humor pastelão e todos os clichês exigidos pelos fãs de tiroteios violentos, brigas e anarquias, este filme parece ter sido mesmo feito para uma tarde de sábado no tempo das matinês.
Se você for um fã pouco exigente e não conhece este filme, você vai se divertir com as palhaçadas em desfile.
Certamente não é um grande filme mas também não é um filme tão ruim, e os trejeitos de Trinity não podem ser ignorados. Michael Forest se esforçou muito para fazê-los
Um filme valorizado por gerações que consideram como elemento de estudo e análise durante o final da fase de produção do Espaghetti Western.

Encontrei uma cópia disponível em três partes na Web
Resolução 320 X 240 pixels
Duração: 83 minutos
Áudio Espanhol
Avi- Xvid
564 Mb
http://www.mediafire.com/?vnqtmwclvjqw0fz
http://www.mediafire.com/?18dstd2g3e3qzh3
http://www.mediafire.com/?40fu84jnxdddeud

25 junho 2014

A Cidade Maldita "La Ciudad Maldita"

A Cidade Maldita - Brasil
La Ciudad Maldita - Espanha
La Notte Rossa del Falco - Itália
The Crimson Night of the Hawk - USA
Red Harvest - USA

Produção: Itália, Espanha 29 de Novembro de 1978
Direção: Juan Bosch    
Escrito: Juan Bosch, Alberto De Stefanis e Dashiell Hammett.
Baseado na Novela "Red Harvest".
Música: Franco Zulian [ Franco Julian]
Duração: 91 minutos    
Fotografia: Gino Santini
Produção: José María Cunillés, Antonio Girasante, Alberto Grimaldi e Luis Marin.
Ediçao: José Antonio Rojo
Co Produção: Films Dara [Barcelona], Produzioni Europee Associati (PEA)[Roma]
Locações: Madrid, Almería, Espanha.

Chet Bakon - OP/Detetive/Max Gilbert
Diana Lorys - Dinah
Roberto Camardiel - Xerife Noonan
Daniel Martín (Denny Martin) - Max Thaler
Luciano Pigozzi (Alan Collins) - Don Wilson
Antonio Molino Rojo - Peter
Lone Fleming - Sra. Donald
José Antonio Mayans - Mac Crown
Manuela Aleardi - Secretária Banco
E com Manuela Aleardi, Eduardo Bea, Francisco Casares, Francisco Clement (Frank Clement)
Jesús Enguita, Nat Graywood, Adolfo Thous e José Yepes.


Um Espaghetti Western produzido já fora de sua época áurea do seguimento.
O gênero já estava extinto e ainda assim Juan Bosh se aventurava em produzir este remanescente baseado no romance "Red Harvest" adaptado por Dashiell Hammett para o oeste americano.
Sem dúvida um filme que prende o espectador por sua dosagem de ação, suspense em uma trama muito embaraçosa mas bem criativa.
Lembra até um pouco a série "Columbo" com Peter Falk que não dava descanso para ninguém em sua investigação criminal.


A Cidade Maldita é uma cidade conhecida como Personville, onde a ganância e a corrupção e a violência em forma de assassinatos misteriosos, envolve todas as pessoas influentes da cidade.
A corrupção existe em tudo, desde apostas em lutas, jogos, crimes passionais, e queima de arquivo.
Os crimes aumentam galopantemente quando Max Gilbert, um detetive da Agencia Intercontinental de San Francisco chega para investigar a cidade.
Ao chegar a cidade percebe que quem o contratou para livrar a cidade do mal é Don Wilson e acaba de ser assassinado também.


Como ponto de partida para investigar o emaranhado de acontecimentos, Max Gilbert, também conhecido como PO, começa sua saga em meio a todos os tipos de gente da pior espécie possível que existe em uma cidade desenvolvida como Dinah Brown por exemplo [Diana Lorys - aqui bem mais madura mas sempre muito bela] é uma prostituta que consegue ganhar muito dinheiro com sua mania de vender informações e ludibriar seus amantes para tomar-lhes o seu dinheiro.

Antonio Molino Rojo é Peter o finlandês, o dono do Saloon. Daniel Martin é um jogador profissional que promove a roubalheira com apostas chantageando lutadores em lutas de box.
Roberto Camardiel também já em idade avançada faz bem o papel do xerife Noonan, um outro corrupto
que aliado ao "Velho Wilson" [Alan Collins] um magnata incapacitado e doente, dono das minas, ferrovia e quase tudo, juntos governam a cidade de Personville à sua maneira executando a quem se intrometa nos negócios.


A belíssima atriz Lone Fleming famosa por seus nus nas décadas de sessenta e setenta em filmes de outros
gêneros como terror, triller, crime,  faz aqui uma pequena aparição interpretando a Sr. Donald.
Uma cidade que chega a um estado insuportável de se conseguir endireitá-la ao ponto de após tantas
mortes durante sua investigação, Max Gilbert acaba por ter que deixá-la deixando recado ao poderoso "Velho Wilson" que sofrerá uma intervenção federal.

O detevite Gilbert tenta a todo custo evitar as várias execuções misteriosas mas fica impossibilitado e
um a um da cadeia da corrupção vão se matando entre eles.
Consegue descobrir os motivos mas não evitar as desavenças e as mortes entre todos.

Chet Bacon está o tempo todo presente na tela e sempre rodeado de predadores. É uma investigação
exaustiva que aparentemente não chegará a lugar algum mas os culpados vão morrendo sem ter que
colocar ninguém atrás das grades
Nas raras vezes que usa sua arma é eficaz e tenta evitar isso a todo o custo mas é inevitável.


As atuações dos atores são fortes e convincentes e percebe-se também um toque Alberto Grimaldi na produção, o mesmo que também atuou na produção dos dois Sabatas com Lee Van Cleef.
Gostaria de que houvessem mais cenas externas para poder apreciar melhor as locações em uma Almería que já começava ficar para trás e neste filme a maioria do tempo de filme se passa em interiores.
 
Ouviram-se rumores na época que Juan Bosh queria Gianni Garko [John Garko] para o papel e fazer deste
"a ressurreição de Sartana", mas ninguém confirma esta informação e infelizmente acabou por ficar com Chet Bacon disponível na época e não seria muito convincente com o verdaderio estilo Sartana de Garko.

Imagino se este filme fosse feito com John Garko e a direção de Parolini, teria certamente trazido de volta
a tela, o Espaghetti talvez com sucesso, por que o roteiro é bem ao estilo Parolini e com os truques de cartas de com a pistola Dillinger, Sartana ficaria bem mais convincente e interessante.


Um final que pode causar um certo desapontamento para o fã mas que tem seu significado de que as vezes a
lei tem mesmo suas mãos atadas para poder se fazer justiça.

A trilha sonora também é outra obra prima de um desconhecido músico, Franco Zulian, creditado como
Franco Julian que também compôs uma música "Texana Doogy Degli Armonium" [Clipe Yutube] e a canção Wanted - Se busca [Clipe Yutube] em homengaem ao Espaghetti Western em 1978.
Seus poucos trabalhos musicais inspirado no Espaghetti Western deixa a impressão de alguns "flash backs" de Morricone.

O filme na época não teve muito sucesso de público e para se ter uma idéia na Espanha onde foi filmado e lançado com o audio original em Espalhol e um orçamento que hoje seria em torno de 106.000,00 Euros, foi visto por um pouco mais de 154.000 pessoas no cinema.
Inédito no Brasil e em DVD, só existindo uma cópia de VHS e que também agora pode-se encontrar legendado.

 A Cidade Maldita - Clipe Youtube 
 Música Tema - Download

20 novembro 2010

Por um Punhado de Dólares


“Per um Pugno di Dollari”
“A Fistful of Dollars - USA”

Produção: Itália – Espanha – Alemanha – 1964
Direção: Sergio Leone (Bob Robertson)
Música: Ennio Morricone (Dan Savio)
Duração: 100 min.
Fotografia: Massimo Dallamano e Frederico G. Larraya
História: A. Bonzzoni – Victor Andrés Catena – Sergio Leone com participação
De Fernando Di Leo – Clnt Eastwood – Duccio Tessari e Tonino Valerri
Produção Harry Colombo e George Papi
Jolly Film (Roma) – Constantin Film (Munich) – Ocean Film (Madrid)
Distribuição em VHS foi feita pela Reserva Especial
Locações: Almería – Andalucía EspanhaClint Eastwood – Joe
Marianne Koch – Marisol
Gian Maria Volonté (Johnny Wels) – Ramon Rojo
Wolfgang Lukschy – John Baxter
Sieghardt Rupp – Esteban Rojo
Joseph Egger - Piripero
Antonio Prieto – Don Miguel Benito Rojo
José Calvo - Silvanito
Margarita Lozano – Consuelo Baxter
Dainel Martin - Julián
Benito Stefanelli (Benny Reeves) - Rubio
Mario Brega (Richard Stuyvesant) - Chico
Bruno Carotenuto (Carol Brown) – Antonio Baxter
Aldo Sambrell (Aldo Sambreli) – membro gang de Rojo
Raf Baldassarre – Juan De Dios
Luis Barboo – Pistoleiro de Baxter
Frank Braña – Gang de Baxter
José Canalejas - Membro da gang de Rojo
Juan Cortés –Capitão da Cavalaria
Nino Del Arco - Jesus
Jose Halufi – Membro da gang de Rojo
Joe Kamel - Membro da gang de Baxter
Anotnio Molino Rojo – Membro da gang de Baxter
Antonio Moreno – Juan de Dios
Nazzareno Natale – Membro da Gang de Rojo
Julio Pérez Tabernero – Pistoleiro de Baxter
Nosher Powell - Cowboy
José Riesgo - Capitão da Cavalaria Mexicana
Lorenzo Robledo – Pistoleiro de Baxter
Fernando Sánchez Polack – Membro da Gang de Rojo
Umberto Spadaro – Miguel - Pistoleiro de Rojo
William R. Thompkins – Membro da Gang de Baxter
Harry Dean Stanton, Antonio Vico, Frank Kalvow, José Orjas, Manuel PeñaUm pistoleiro solitário e misterioso chamado Joe (Eastwood) recém chegado a San Miguel, uma cidade muito Rude localizada na fronteira, onde dois grupos de contrabandistas aterrorizam os cidadãos pobres. Rápido no gatilho com seu Colt 45, mostrando o seu valor, (não mexam com a minha mula) o estranho recebe ofertas de emprego das duas gangues. Porém sua lealdade não pode ser comprada, mas ele aceita os dois empregos. Ele desenvolve um plano para destruir as duas gangues, desmascarando os criminosos com um inteligente jogo duplo de confrontações mortais entre eles. Com uma quantidade de tiros incrível, interpretações dinâmicas e uma atmosfera cinematográfica jamais vista em um filme deste gênero. Este foi o filme preferido do mestre Sergio Leone que se inspirou em “Yojimbo, O desafio do Samurai” (La sfida del Samurai) de 1961 de Akira Kurosawa. Foi o filme que consagrou o Western Spaghetti como cinema alternativo ao americano.
Gastou-se 120.000 Dólares e arrecadou 2 milhões de Dólares e foi vendido e assistido em todo o mundo causando forte impacto visual.Como curiosidade: o filme foi produzido pela Jolly Film que naquele ano produziu somente dois Westerns.
“Por um punhado de Dólares" de Sergio Leone ainda com pseudônimo de Bob Robertson e “As pistolas não discutem” (Le Pistole non Discutono) de Mario Caiano (Mike Perkins). Este último é considerado o primeiro e verdadeiro Western Italiano. A Jolly confiava pouco no filme tendo como protagonista Clint Eastwood que tinha um olhar estranho e concentrou toda sua atenção no “Le Pistole non Discutono” este que seia o 1º. Haviam muitos erros, Clint ganhou o afeto dos produtores da Jolly Film na Itália e trabalhou sozinho com Leone sempre com sua grande estima e dedicando-se muito aos seus filmes.Leia mais e tudo sobre este filme em “História do Bang Bang à Italiana” nos marcadores deste blog e saiba detalhes como por exemplo que Enrico Maria Salermo (Bandidos - 1967 - como o famoso pistoleiro Richard Martin) dublou a voz de Joe (Clint Eastwood) na versão italiana. Ennio Morricone ainda era “Dan Savio” , Benito Stefanelli era ator e coordenador de Dublês (Stunt), Alessandro Alessandroni foi o arranjador e assoviador de uma das primeiras musicas assoviadas no Western e Michele Lacerenza foi um dos primeiros trompetistas neste gênero. Tonino Valerri já começa seu estágio com Leone e faria anos depois clássicos com “Meu nome é Ninguém” com Terence Hill. As interpretações nas versões musicais vocais de Maurizio Graf em italiano “Occhio Per Occhio e An Eye for an Eye” na versão inglesa são fantásticas. Outra versão raríssima é a de Peter Tevis de “Per Un Pugno Di Dollari”. Estas músicas estão em destaque neste post.
É muita história...