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07 junho 2017

Kong Island "Eva, A Vênus Selvagem" [Eva, La Venere Selvaggia] Com a atriz brasileira Esmeralda Barros "Especial Brasil"


Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
Eva, La Venere Selvaggia - Itália
Eve, The Wild Woman - Usa
Kong Island - Usa
Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
L'esclave De L'île Des Gorilles - Canadá
Évs, La Vierge Sauvage - Canadá
Jungle 2000 - França
Lefkoi Gypes Sti Mavri Ipeiro - Grécia
Oi Drapetes Tou Vasilia Kong - Grécia
To Nisi Tou King Kong - Grécia
Kong En La Selva Perdida - México
King Of Kong Island - Usa
Eva, Das Mädchen Aus Dem Dschungel - Alemanha
King Kong Und Die Braune Göttin - Alemanha
Nackt Unter Affen - Alemanha


Direção: Roberto Mauri (Robert Morris)
Escrito: Walter Brandi, Roberto Mauri e Ralph Zucker
Produção: Itália, 29 de Setembro de 1968
Co Produção: Three Star Films
Duração VHS: 92 minutos
Duração DVD: 85 minutos
Produção: Walter Brandi
Produtor Executivo (Brad J. Harris) Brad Harris
Música: Roberto Pregadio         
Fotografia: Mario Mancini          
Edição: Nella Nannuzzi
Dublês: Brad Harris
Dick Randall - Narrador


Brad Harris - Burt Dawson
Esmeralda Barros - Eva/A garota Selvagem
Marc Lawrence - Albert Muller
Ursula Davis - Diana
Adriana Alben - Ursula
Mark Farran - Robert
Aldo Cecconi (Jim Clay) - Theodore
Paolo Magalotti  (Paul Carter) - Turk
Mario Donatone (Dan Doney) - Forrester/interpol
Miles Mason - Malik/O Gorila
Gianni Pulone (Bianni Pulone) - Pagamento no roubo
Emilio Messina - Mercenário de barba atirador no roubo
Gino Turini (John Turner) 


Um “Rarecult” dos anos 60 com a participação da atriz brasileira Esmeralda Barros que atuou na Europa e que também estrelou alguns Espaghetti Westerns como em: “O Colt Era o Seu Deus” (1972, “Aquela Alma Maldita” (1971) “Um Homem Chamado Django” (1971), “Django Contra 4 Irmãos” (1971) e “Peça Perdão a Deus,Nunca a mim” (1968).

É mais uma homenagem que faço aqui a esta atriz da qual se sabe que encontra-se ainda em vida no Brasil residindo no estado do Rio de Janeiro ou na Bahia, onde nasceu mas não é certo.

Decidi fazer esta “legenda/subtitle” no idioma Português para que outros fãs da atriz possam assistir a esse filme fraco e ingênuo da sua carreira, mas documental para sua filmografia já que também não existia uma legenda para este filme.

Esta legenda é mais uma exclusividade deste blog sabendo-se que só exista uma cópia com áudio em inglês deste filme legendado no idioma grego o qual esta serviu para a base de tradução para elaboração desta subtitle em português.
O último trabalho creditado de Esmeralda Barros foi na novela “Uma Esperança no Ar” de 1985 televisiva produzida e transmitida pela rede SBT de televisão.

Um cientista perturbado faz experimentos científicos implantando receptores eletrônicos de rádio nos cérebros de gorilas na selava de Nairobi a fim de controlá-los planejando criar um gorila guerreiro e em seguida testar em humanos e com isso dominar o mundo. Ele acredita realmente conseguir controlar a humanidade usando a mesma metodologia dos seus gorilas. Um cientista totalmente desequilibrado.


O espécime humano escolhido para ser o pioneiro em receber o experimento é o mercenário Burt Dawson por ser forte, inteligente e corajoso. Uma espécie de variação dos filmes de King Kong.

A versão americana foi promovida como "King of Kong Island", mas foi simplificado pra "Kong Island". Uma simples, e ingênua produção italiana no exterior dirigido por Roberto Mauri com o título “Kong Island”, embora no filme não haja ilhas, nem mesmo gorilas gigantes.

O roteiro gira em torno mesmo é do sequestro de Diana (Ursula Davis) pelos gorilas em um safári na selva em busca da lenda do tesouro do Macaco Sagrado e a sua procura e o seu resgate por Burt Dawson (Brad Harris). Aqui aparece Eva, uma garota que cresceu na selva que salva o aventureiro, quando a equipe é atacada e destruída por nativos hostis.

"Kong Island" era outro desses filmes que tinham uma música interessante e que realmente era fascinante com guitarra distorcidas combinadas com kalimba, percussão louca e inteligente e psicodélico, o que era moda na época.

É meio confuso no titulo original levar o nome de “Eva, a garota da selva” mas a história realmente é sobre a luta entre Burt e o malvado Albert Muller, interpretado por Marc Lawrence. “Você terá a honra de ser o primeiro humano a ser meu escravo.”

Como dublê, músico, o ator Brad Harris teve uma carreira muito bem sucedida também como diretor na era de ouro dos filmes "Sandália e Espada" e faz aqui um mercenário aventureiro. 

Conhecido no Brasil como "Eva, a Vênus Selvagem", é um daqueles filmes de “ficção do absurdo” da década de 60. Roberto Mauri dirigiu muitos destes filmes e aqui ele escolheu a selva de pano de fundo e como mencionado no título, não há nenhuma ilha real, tampouco.


Para quem procurar encontrar por um filme na linha "King Kong" ficarão desapontados e aqueles sedentos de verem a atriz Esmeralda Barros em cenas eróticas e picantes também. Aqui ela é uma mulher da selva errante, totalmente ignorante e selvagem mas mesmo assim a sua presença é interessante.
O nosso herói Burt Dawson, aventureiro e mercenário lidera uma equipe de resgate em busca de Diana. Eles atravessam a selva na caça aos gorilas e eventualmente encontram a misteriosa mas adorável Eva (Barros). Ela fala com chimpanzés e outros animais e parece saber onde para onde Diana foi levada, mas ela não fala a língua dos humanos.

Há também um casal de ambiciosos que é Ursula (Adriana Alben) e Theodore (Aldo Cecconi) que interpretam um show secundário com muitas brigas entre eles. Apesar de ter sido feito na década de 1960, você se sente ambientado na década de 1940 pelas paisagens, hotéis no meio da selva, os carros “Jeep”, e as roupas dos atores. Os filmes também eram mais lentos.

O cenário eletrônico para uma ficção também deixa a desejar, tipicamente frágeis e lotados de lâmpadas pisca-pisca sem sentido algum. O herói também é exibicionista. Ele é um indivíduo incrivelmente bonito, forte e inteligente que tira sua camisa para mostrar sua exuberância física. Ele também brinca com o chimpanzé e come bananas antes de relaxar com um cigarro.

Em uma sequência notável, ele aparece em cima de Eva rapidamente como um relâmpago. É um filme complicado para se recomendar.
Há algumas passagens engraçadas às custas dos personagens e das situações, além da qualidade da fita que é absolutamente fraca.


Ver Esmeralda Barros vagando nua na selva não foi uma boa ideia. Ela teria requisitos para ser melhor aproveitada como uma rainha da selva ou coisa do tipo. Kong Island é indicado estritamente para fanáticos e renegados do filme B.

Não é o tipo de filme que pode ser encontrado em qualquer lugar porque caiu no esquecimento e só os mais saudosistas tem interesse, não pelo seu estilo, diálogo, fotografia, roteiro, mas por ser rico em delícias curiosas e às vezes divertidas. É um filme de aventura de safari com infinitas imagens de animais selvagens e uma mulher selvagem.

O filme começa com um roubo da folha de pagamento de 300 mil dólares em dinheiro em algum lugar na selva de Nairobi. Agentes da East African Mineral Company estão transportando o valor num típico Jeep de selva e caem em uma emboscada feita por mercenários, um dos quais (Marc Lawrence) que durante o roubo elimina todos os seus comparsas e colegas bandidos.

Uma vez em posse do dinheiro o líder da gangue (Brad Harris) é também seriamente ferido, no entanto, já poderemos prever a sua vingança que acontecerá nos minutos seguintes.
Um homem com cicatriz no rosto (Paolo Magalotti) é assistente e capanga do médico loco que ajuda implantar os pequenos receptores eletrônicos nos gorilas.


Burt Dawson retorna a Nairobi depois de algum tempo, e está atualmente visitando alguns velhos amigos que presumivelmente eram mercenários. Ursula (Adriana Alben) é sua ex-namorada e, apesar de seus protestos vive com seu marido violento, Theodore (Aldo Cecconi).
Ursula é a segunda esposa de Theodore, pois ele tem um filho e uma filha que respectivamente ambos os jovens tiveram histórias com Burt.

Diana (Ursula Davis) e seu irmão Robert (Mark Farran) aspiram visivelmente fascínio pelo aventureiro Burt. Sob protesto do pai, os dois irmãos planejam uma expedição de caça na selva, a procura do Macaco Sagrado. Robert gostaria muito de ter Dawson em sua viagem mas o ex-mercenário não está interessado.

Burt é convencido por Robert a participar da expedição após desconfiar que o bandido Turk um velho conhecido seu esteja envolvido no sequestro de Diana.
Na verdade a expedição e sequestro da Diana é uma emboscada armada por todos para atraírem Burt ao covil do Dr. Albert para que passe por suas experiências loucas. A trilha sonora é um dos pontos altos do filme.

Esmeralda Barros tenta fazer o ar sedutor selvagem mas o roteiro e a direção não ajuda.
Talvez se os gorilas fossem um pouco mais convincentes teríamos um resultado melhor mas as roupas de couro é motivo de risos.
















FILMOGRAFIA ESMERALDA BARROS

1965 História de um Crápula                   
1966 As Cariocas                       
1966 Cristo de Lama (Madalena)               
1966 Eu Compro Esta Mulher (TV Series)(Escrava)           
1966 Operação Paraíso                   
1967 A Espiã Que Entrou em Fria (kidnapper)           
1967 O Sabor do Pecado (dancer)               
1967 Os Miseráveis (TV Series)               
1968 Eva, A Vênus Selvagem (Eva - The Savage Girl)           
1968 O Homem Nu (Marialva)                   
1968 Peça Perdão a Deus, Nunca a Mim (Conchita)           
1968 Viagem ao Fim do Mundo               
1969 Um Homem e Sua Jaula                   
1971 Aquela Alma Maldita (Zelda, Shannon's Woman)       
1971 Django Contra 4 Irmãos (Pilar)               
1971 Um Homem Chamado Django (Lola)           
1972 Finalmente le mille e una notte               
1972 O Colt Era o Seu Deus (Pacquita)               
1973 O Castelo de Drácula (Lara the Zombie)           
1976 Nelly, pile ou face                   
1977 Elas São do Baralho                   
1977 Presídio de Mulheres Violentadas (Nadir / Marika, Prisoner #6969)   
1978 A Morte E a Morte de Quincas Berro D'Água (TV Movie)       
1978 O Bem Dotado - O Homem de Itu (Pedra)           
1979 Mulheres do Cais                   
1979 O Caçador de Esmeraldas (Indaiá)               
1982 O Castelo das Taras                   
1985 Uma Esperança no Ar (TV Series)



                                               Versão com áudio Inglês e Legenda Grega.

06 outubro 2014

Durango Está Vindo: Pague ou Morra! [Arriva Durango, Paga o Muori]

 
Durango Está Vindo: Pague ou Morra!
Arriva Durango, Paga o Muori
Produção: Itália 1971
Direção: Roberto Bianchi Montero
Áudio: Italiano
Legendado Português
Duração: 87 minutos
Tamanho: 1.22 GB
AVI

Elenco: Brad Harris, José Torres, Roberto Messina, Gisela Hahn, Gino Lavagetto, Attilio Dottesio,
Andrea Scotti, Emilio Zago e Giovanni Cianfriglia

Um famigerado pistoleiro conhecido como Durango (Brad Harris), ganha a vida como um cobrador de dívidas. Recém chegado em Tucson City, ele se envolve até o pescoço com problemas dos outros, e recusa uma oferta do gerente do banco local e figurão da cidade, o Sr. Ferguson (Gino Lavagetto), para trabalhar como um de seus mercenários, antes de rastrear e capturar um bandido covarde, El Tuerto (José Torres), que assaltara a diligência e fugira com uma quantidade substancial de dinheiro do banqueiro.
Ferguson, entretanto, se recusa a cumprir com o pagamento por esse trabalho de Durango, e o acusa de roubo e assassinato, a fim de evitar o pagamento. Trancado na cadeia e confrontado com a perspectiva da forca, ele não tem escolha, a não ser unir forças com El Tuerto, que está convenientemente preso na cela ao lado, e arranjar uma fuga. Em busca de vingança, e do dinheiro que tem a receber, ele monta um plano para roubar todo o sombrio dinheiro tomado por Ferguson.

Links disponíveis na WEB
Filme em 4 partes

http://uploaded.net/file/zmns56u9
http://uploaded.net/file/hmp9ghxv
http://uploaded.net/file/jelahm1t
http://uploaded.net/file/pbkope4r 

20 agosto 2013

Águia Negra de Santa Fé - Especial Brasil



Águia Negra de Santa Fé – Brasil
I Gringos non perdonano
Die schwarzen Adler von Santa Fe -  Alemanha
Black Eagle of Santa Fe - USA
Produção: Alemanha/Itália/França – 28 de Agosto 1965
Duração: 91 minutos
Direção: Ernst Hofbauer, Alberto Cardone ( Albert Cardiff)
e creditado também à Ennio Girolami (Thomas Moore)
Escrito: Jack Lewis
Produção: Wolf C. Hartwig
Musica - Direção: Gert Wilden 
Fotografia: Hans Jura    
Edição: Herbert Taschner
Língua original: Alemão
Co-Produção:  Metmeus (Roma – Mario Siciliano),
Constantin (Monaco) Societe' Nouvelle Cinema (Paris)
Formato: Ultrascope Eastmancolor

 
Brad Harris - Cliff McPherson/Xerife
Joachim Hansen - Captain Jackson
Pinkas Braun -  Cavalheiro
Werner Peters - Morton
Helga Sommerfeld - Cora Morton
Edith Hancke - Alice
Olga Schoberová (Olly Schoberova) - Lana Miller
Serge Marquand - Blacky James
Ennio Girolami (Thomas Moore) - Slim James
Tony Kendall – Chefe Águia Negra
Joseph Egger (Josef Egger) - Vovô Buddy
Jacques Bézard                (Jakie Bezard) - Pasquale
Horst Frank - Blade Carpenter
Ronny – Cowboy cantor
Ángel Ortiz - Sargento
Lorenzo Robledo - Mensageiro


Dubladores para a versão Inglesa
Heinz Engelmann - Cliff McPherson
Klaus Havenstein - Sargento
Wolfgang Hess - Fernando
Klaus Kindler - Slim James
Til Kiwe - Blacky James
Werner Lieven - Morton
Kurt E. Ludwig   - Pasquale
Christian Marschall – Chefe Águia Negra
Marianne Mosar - Lana Miller
Horst Sachtleben – Mensageiro
Dietmar Schönherr - Captain Jackson
Janez Vrhovec e Annie Giss.  


Em um dos vários ataques na região, os Comanches atacam a cidade de Silver Hill.
Os colonos e populares evacuam a cidade às pressas e se refugiam do ataque no Forte Eagle Rock, comandado pelo Capitão Jackson e mais vinte e cindo soldados de uma guarnição.
Um agente secreto Cliff McPherson enviado de Washington chega ao Forte para investigar assassinatos contra os índios para com isso tentar uma solução aos atentados. 

 
Com a ajuda de Blade Carpenter, jornalista que também cobre a situação para o seu jornal, descobrem que os índios estão sendo manipulados pelo fazendeiro local Morton que quer assumir o controle do petróleo recém-descoberto na reserva indígena.
Morton utiliza-se de homens travestidos de soldados emboscando e matando índios para com esse plano impulsionar o conflito entre exército e índios.

 
McPherson descobrindo todo o plano, informa o Chefe Águia Negra da traição de Morton e os índios, em seguida, partem em um ataque aos homens de Morton, ajudando ao exército e aos colonos refugiados no Forte.
A intenção do fazendeiro era a de colocar o exército, colonos e índios em atrito uns contra os outros ficando de fora assistindo o conflito e com isso causar uma guerra entre eles para que ficasse com todas as terras para si e ter o controle total do petróleo da região.
O filme é curioso pela presença de Horst Frank ainda no começo de suas aparições no Espaghetti Western.

Locações em Colmenar - Madrid - Foto de 2009 Onde não existe mais o Forte.

Só achei que Tony Kendall interpretando o chefe índio, Águia Negra, aparentemente sem nenhuma expressão deveria demonstrar mais interesse com o conflito e a perda de seus guerreiros peles vermelhas.
Outra pequena aparição do ator velhinho Joseph Egger  [filmes de Leone] como vovô Buddy.
Interessante também é conhecer a música tema original “Kenn' ein land” [Costumes do lugar] executada no filme pelo próprio autor e cantor Ronny. O idioma do filme que é originalmente em alemão e por algumas falhas técnicas na dublagem para o inglês, apresentam ainda umas poucas frases em italiano e inglês (nada que prejudique o entendimento da história).

 
Infelizmente o Forte Eagle Rock em Colmenar-Espanha já não está mais lá por não resistir ao passar do tempo bom como muitos dos atores protagonistas desta aventura.
Um bom roteiro, fotografia e cenas de ação dentro dos padrões exigidos pelos fãs.

Saiba mais dos filmes rodados nas locações de Colmenar em:
http://play-dirty-almeria.com/madrid/colmenar/fort/index.htm