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21 outubro 2014

Eu Mato... e Recomendo a Deus! - Brasil [T'ammazzo! - Raccomandati a Dio]


Eu Mato... e Recomendo a Deus! - Brasil
T'ammazzo! - Raccomandati a Dio
Dead for a Dollar - USA
Trusting Is Good... Shooting Is Better - USA
Django, wo steht dein Sarg? - Alemanha

Produção Itália 17 Agosto de 1968
Direção: Osvaldo Civirani
Música: Angelo Francesco Lavagnino    
Fotografia: Osvaldo Civirani       
História: Tito Carpi, Osvaldo Civirani e Luciano Gregoretti
Edição: Nella Nannuzzi
Diálogos: Patrizia Zulini

Producão de Design: Paola Mugnai       
Decoração e ambientação Set: Lorenzo Baraldi               
Co Produção Denwer film


George Hilton - Glenn Reno
Sandra Milo - Liz
John Ireland - O Coronel
Gordon Mitchell - Roy Fulton
Mimmo Palmara - (Dick Palmer) - Frank Richards
Piero Vida - O Português
Franco Ressel – Banqueiro Sr. Hartman
Monica Pardo – Garota do Saloon
Andrea Scotti (Andrew Scott) - Sr. Higgins - Seguradora
Franco Gulà - Velho homem na taberna no início
Carla Brait - Betsy
Renato Chiantoni - Dr. Aloisius/Médico
Giovanni Ivan Scratuglia (Ivan Giovanni Scratuglia) - Xerife Hawkins
Sergio Testori – Luta com o Português na rua
Enzo Andronico - Taberneiro no começo
Roberto Messina - Ralph
Benito Pacifico - Atirador no velho homem no início
Rossella Bergamonti e Mario De Vico.


Sempre admirei George Hilton, John Ireland, Piero Vida, Gordon Mitchell e Sandra Milo [Bang Bang Kid] nos Espaghetti Western, mas aqui em "T'ammazzo... Raccomandati a Dio" foram pegos desprevenidos pelo diretor Osvaldo Civirani em um momento sem muita inspiração pra aproveitar melhor o potencial destes atores no auge de suas performances neste seguimento.

Eles aqui interpretam personagens um tanto quanto bizarros pois George Hilton é mais uma vez um canastrão, é Glenn Reno que fingindo ser um pastor, ajuda seu amigo e comparsa, Roy Fulton (Gordon Mitchell), juntos a organizarem falso funeral de Fulton aproveitando e escondendo no caixão a quantia de $ 200.000 dólares roubados de um banco no Texas.
Fulton acaba por envolver Glenn na disputa do fruto do roubo e conseguem temporariamente escapar da justiça e de caça prêmios com o truque do funeral.

Atrás desta quantia, estão também "O Coronel" (John Ireland) e "O Português" (Piero vida), também  comparsas de Fulton e também farão de tudo para conseguirem o dinheiro. Todos eles ao tentarem se apossar da quantia, são levados a fazerem alianças e acordos falsos e traiçoeiras uns com os outros.


Em meio às reviravoltas mirabolantes, perseguições e golpes uns aos outros, entra no meio da confusão Liz (Sandra Milo), uma vigarista que possui uma loja de roupas na cidade e que fica sabendo do dinheiro através do momento de embriaguês do Português em um encontro no hotel.

Quando pensamos que o diretor esgotou as suas ideias, nos deparamos com mais surpresas inesperadas mas com pouco fundamento.
O que Glenn, o Coronel e o Português não sabem é que Liz já teve um caso com cada um deles e todos conhecem aquele rosto de anjo como sendo uma das piores mercenárias e trapaceiras do oeste.

O Sr. Hartman (Franco Ressel) também faz o cínico banqueiro que em meio a evolução da história percebe-se que forjou o assalto de seu bando pelos três bandidos a fim de receber um grande premio da seguradora do banco. O plano de Hartman é receber o seguro e reaver também os seus $ 200.000 dólares roubados pelos quatro canalhas obtendo assim o premio da seguradora também.


Não se pode imaginar este como um grande filme, pois você acaba ficando preso na espera de alguma coisa espetacular que possa acontecer, mas falta brilho nas execuções das cenas, as vezes muito escuras e num ritmo lento.
Poderia facilmente ter sido melhor conduzido pelo diretor Osvaldo Civirani, mas não se percebe muito esforço e se o elenco tivesse sido também melhor valorizado e apreciado, poderia ter conseguido resultados bem mais agradáveis pois cada um deles tinha em seu personagem suas características peculiares e poderiam ser bem mais divertidos.
Há momentos que é uma comédia e há momentos que se torna dramático.


Na primeira cena, O Coronel entra em uma taberna e mata dois bandidos que perturbam e disparam no chão para amedrontar um velhinho (Franco Gulà). Um destes atiradores é (Benito Pacifico). Após executar os dois, exclama ao taberneiro (Enzo Andronico) "Não gosto de Barulho" pra deixar a sua marca e faz-se imaginar de como será sua conduta no filme, o que não é bem assim.

"O Português", (Piero Vida) em sua primeira aparição no filme está lutando na lama no meio da rua, também tentando ganhar dinheiro desonestamente com as apostas dos populares em parceria com uma dançarina do saloon. Infelizmente mais uma cena muito longa, sem graça e desnecessária.


Percebe-se durante todo o filme, um esforço para tentar agradar ao público. Algumas das piadas são bem divertidas e sarcásticas e são os momentos que fazem com que você continue preso a ele até o fim e se não fosse talvez os diálogos não tivessem sido supervisionados pela responsável Patrizia Zulini, talvez tudo  estaria perdido.
Deve-se prestar bem atenção às piadas, pois algumas são inteligentes com por exemplo: Tuco lendo a assinatura do bilhete em voz alta: Idi, Idi. Blondy complementa: Idiota, é pra você!

A única cópia que se tem no Brasil é a mesma que está disponível no http://www.youtube.com/watch?v=3SqR7841hVY, e então quanto a qualidade pode-se falar pouco porque é uma cópia de VHS antiga e se houvesse uma cópia de melhor qualidade, talvez pudéssemos até aumentar a pontuação para ele.


Há momentos de suspense e até algumas encenações em duelos interessantes. A inevitável ameaça de duelo entre os três no final nota-se uma perfeita imitação do duelo final de "Três Homens em Conflito" [The Good, the Bad and the Ugly] com close-up parecidíssimos entre eles mas só que montados em seus respectivos cavalos.
Está longe de ser um bom filme, talvez regular para não desmerecer aos atores que aqui não tiveram culpa da falta de inspiração do diretor ao ponto de Glenn estar abandonado do deserto sem cavalo e passa por ali, um índio com um poncho mexicano arrastando uma cama no cavalo como “Trinity” e dá-lhe uma carona cobrando-lhe a viagem até a cidade.

Percebi que os diálogos que salvam o filme são entre Hilton e Ireland porque são divertidos mas o restante não agrega muito valor a ele. Gordon Mitchell morre após os dez primeiro minutos de filme sem mesmo disparar um só tiro. Liz, a mulher fatal do filme interpretada por Sandra Milo persegue e é perseguida constantemente sempre perdendo a posse do dinheiro para os pretendentes que frequentemente através de seus golpes vai parar em suas mãos.


Algumas cenas são absurdamente sureal como em um jantar entre “Glen e Liz “ (George Hilton e Sandra Milo) que é uma das cenas mais longas e desnecessárias, comendo carne de peru como dois canibais enfurecidos.
Parece que Civirani tentou mostrar algo sensual com isso mas o resultado foi avalassador.

Outra cena é um tiroteio dentro da loja de roupas, e todos os manequins tem suas cabeças estouradas com os tiros. Mimmo Palamara (Dick Palmer) é Frank Richards, que também não deve ter entendido muito bem o que fazia neste filme. Aqui é líder de um bando contratado pelo banqueiro para ajudá-lo também a recuperar o dinheiro.

John Ireland no começo mostra-se mau e no decorrer da história não mostra isso. George Hilton parece ser bom e de repente é mau. Piero Vida às vezes fica muito nervoso, tenta se engraçado, mas aqui longe até de ser um Fernando Sancho.


A direção de fotografia muito fraca também ficou por conta de Osvaldo Civirani. Tentou colocar ingredientes em excesso e o resultado não se concretizou. Tudo poderia ser melhor, Fotografia, Edição, Diálogos, Qualidade de material, Externas, Ação e até mesmo a música de Angelo Francesco Lavagnino que parece estar se equiparando a lentidão do filme: https://www.youtube.com/watch?v=gnOaF6nUH6A.

Civirani nos surpreendeu com a falta de criatividade, imaginação, estilo ou propósito.
Um filme somente para filmoteca de colecionadores e pesquisadores fanáticos do Espaghetti Western.

22 novembro 2011

Corre Homem, Corre


Corri Uomo, Corri
“Run Man, Run! - USA”
Produção 1968 – Itália e França
Direção: Sergio Sollima
Música: Bruno Nicolai e Ennio Morricone
Duração: 115 / 120 / 101 Minutos
Fotografia: Guglielmo Mancori
Escrito: Pompeu de Angelis e Sergio Sollima
Produção: Aldo Mancori, Anna Maria Chreitien e Aldo Pomilia
Edição: Tatiana Casini Morigi
Direção de Arte: Francesco Cuppini

Tomas Milian – Manuel Sanchez/Cuchillo
Donald O´brien – Nathaniel Cassidy
John Ireland - Santillana
Linda Veras – Penny Bannington
Chelo Alonso - Dolores
José Torres - Ramirez
Marco Gugielmi – Coronel Michel Sérvigny
Luciano rossi (Edwin G. Rossi) - Jean-Paul
Nello Pazzafini - Rizza
Gianni Rizzo - Prefeito
Dante Maggio(Dan May) - Mateo Gonzalez
Umberto di Grazia
Noè Muraiama - Pablo
Attilio Dottésio – Maneul Etchevaria
Orso Maria Guerrini - Raul
Fredercio Boido (ick Boyd) – Steve Wilkins
Calisto Calisti – Fernando Lopez
Osiride Pevarello – Blacksmith de Burton City
Goffredo Unger - Arthur/ Xerife de Burton City
José Marco – José Ramirez/Morto por Cassidy
Ricardo Palacios – Oficial Mexicano com Dinamite
Pietro Tordi – Sargento na cadeia mexicana

Terceiro filme da trilogia de Sergio Sollima, editado anteriormente como “Un Uomo e un Coltello”.
Depois de grande sucesso de “O Dia da Desforra”, Sollima afastado por dois anos, retorna com o personagem Cucchillo, novamente perseguido e acompanhado de um poeta revolucionário “Ramirez”.
Esta é outra obra do Spaghetti Western, na verdade, uma sequencia de The Big Gundown (O Dia da Desforra -1966), do mesmo diretor e praticamente do mesmo time de estrelas.
Sollima disse em uma entrevista que sentiu a força no personagem "Cuchillo” e que mereceria ter um tipo de continuação (O Caçador de recompensas Lee Van Cleef) foi digno de participar da criação de Cuchillo. O segundo foi “Face a Face - 1967”.
Neste, vemos o ator cubano Tomas Milian "Cuchillo" (quem Sollima admite ter sido inspirado pelo papel de Toshiro Mifune em “Os sete samurais de Akira Kurosawa” de 1954).
Um pobre “Peon” mexicano que é perseguido por um caçador de recompensas americano; Uma dupla de mercenários franceses; Sua amada mexicana extremamente zelosa e mal-humorada; Uma horda de bandidos revolucionários mexicanos liderados por Santillana (John Ireland) que tem uma atuação tímida durante dois minutos neste filme.
Há também a atenção a outra bela mulher, uma oficial do Exército da salvação muito ganânciosa! Tudo isso tende a fazer este filme inferior ao primeiro em virtude das ações não se articularem entre si como percebido no primeiro filme. Todos estão em busca de 3 milhões de dólares. Longo de mais, pouca finalidade e cansativo com pouca ação habitual necessária para um verdadeiro clássico do Western Spaghetti, mas os diálogos são bons e a abertura política que abrange a obra assegura um trabalho memorável de seus realizadores para a época.
A comédia, também, é mais acentuada do que em The Big Gundown.
O personagem de Milian foi para Sollima o que Clint Eastwood fora para Sergio Leone e sempre permanecerá na memória de quem foi ao cinema da década de 60. Um personagem diferente assim como em “Face a face” (Face to Face de 1967), também dirigido por Sollima e Django, Kill! (Django vem para matar de 1967) aparentemente todas as interpretações destes filmes baseiam-se em "Cuchillo”.

“Corre Homem Corre” trás ainda uma aliança instável entre o México e um ex-xerife americano interpretado desta vez por Donald O´Brien, coincidentemente uma mistura de Lee Van Cleef de The Gundown (O grande duelo) e William Berger de Face a Face. Até mesmo o duelo final da dupla não surpreende muito em virtude dos personagens adversários serem poucos reprenstativos na questão vingança-acerto-de-contas se compararmos ao filme anterior.
Estes elementos não dão muito impacto respeitando a opinião do diretor que evitou em fazer uma cópia do primeiro Cuchillo sem perder a classe. Além disso, depois de uma hora e meia, o filme chega ao seu final não resolvido, ou seja o ouro ficou sem dono; Sollima, no entanto, achou que seria o final certo para o filme!

Outro ponto forte do filme é a música de Ennio Morricone conduzida aqui por Bruno Nicolai. O tema inicial é interpretado pelo próprio Tomas Milian e o tema final pelo cantor americano Peter Boom. Músicas memoráveis. Infelizmente todo o trabalho de Tomas Milian feito na Europa não teve reconhecimento nenhum pelos produtores de Hollywood como ele mesmo revelou em entrevista em um documentário em um DVD mas está deixando um legado de suas atuações memoráveis de uma década.