Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Links de Filmes-Subtitles/Legendas.
Mostrando postagens com marcador Mario Novelli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mario Novelli. Mostrar todas as postagens

11 março 2014

Rajadas ao Amanhecer - Un Uomo Chiamato Dakota - Especial Tamara Baroni



Rajadas ao Amanhecer - Brasil
Un Uomo Chiamato Dakota - Itália
Un Homme Appele Dakota - França
Sette colpi all'alba - Itália
A Gunman Called Dakota - USA


Produção: Itália, 05 de Março de 1972
Direção: Anthony Green (Mario Sabatini)
Escrito: Mario Sabatini 
Duração: 95min
Música: Carlo Esposito
História: Mario Sabatini
Fotografia: Mario Capriotti e Angelo Baistrocchi
Produtor: Robert H. Oliver
Co Produção: Pageant International Film
Lançamento no Brasil: Columbia Pictures.


Mario Novelli (Anthony Freeman) - Dakota
Gordon Mitchell - Sub Xerife John Lead
Mauro Mannatrizio - Doutor Mack
Bill Vanders - Padre O' Hara
Cleofe Del Cile - Angela/Garota do Saloon
Rossella Bergamonti - Rosie/Garota do Saloon
Grazia Zanetti - Meg/Garota do Saloon
Tamara Baroni - Elisa/Liz Filha do Xerife Scott
Fedele Gentile - Xerife Scott
Franco Gulà - Velinho
Tom Felleghy (Tom Felag) - Juiz
Aldo Berti - Daymon / Capataz de John na prisão
Josè Torres - Bancário usando óculos
e com Agostino De Simone.



“Um uomo Chiamato Dakota” foi exibido em alguns cinemas brasileiros [somente em algumas regiões] como “Rajadas ao Amanhecer”. Após a Guerra Civil, bandos de saqueadores estão vagando desenfreadamente pelo Oeste devastando cidades e atacando diligências e roubando bancos e cometendo todo tipo de crime. Um ex-oficial yankee, conhecido como Dakota, chega à cidade procurando saber o que está acontecendo.

Ele encontra uma garota ferida e a leva para um médico em uma cidade no qual o xerife, Scott, decidiu fazer uma campanha reunindo voluntários para dar uma resposta contra os bandidos e para isso organiza uma expedição contra eles. Interessado a se juntar ao xerife, Dakota é salvo de uma emboscada por bandidos, mas o xerife é morto e consequentemente Dakota cai nas mãos dos bandidos sendo torturado quase que até a morte.

Conseguindo escapar vivo das torturas, Dakota consegue descobrir que o líder indescritível dos ladrões é o xerife John Lead [Gordon Mitchell] aqui em mais uma celebre atuação.


Para obter provas contra Lead, Dakota, precisa deixar a cidade. Em sua ausência, Lead mata ou aprisiona a todos aqueles que se opõem a sua arrogância fazendo o que bem entende com os cidadãos, e procura forçar a jovem Scott, a filha do Xerife a se casar com ele contra sua vontade.



Dakota retorna a tempo de impedir o casamento e elimina Lead, após uma luta e uma tentativa de ser morto pelas costas por Lead.

Dakota ao final acaba por revelar também ser um Agente Federal destacado para investigar e tentar trazer a paz na região.
Tamara Baroni aqui em seu único western de sua carreira cinematográfica contracena com nada mais e nada menos do que Gordon Mitchell, sendo ameaçada por ele durante todo o filme. Uma cena curiosa do filme é uma briga no saloon entre Dakota e John (Gordon Mitchell) que ao pegar uma garrafa e tentar quebrá-la na mesa para usá-la como arma, tem sua primeira tentativa frustrada mas na improvisação consegue quebrá-la numa segunda tentativa. [Curiosidade].

Sua participação é de uma jovem sofrida pela morte do pai e que não consegue ver uma forma de se livrar de Lead até que Dakota aparece na cidade trazendo uma esperança para ela. A beleza e a participação de Tamara Baroni pode ser notada neste filme e o interessante é que aqui ela não é pretendida do jovem Dakota.



O filme é um marco do Espaghetti Western justamente por ser o único que ela fez em meio a tantos outros sucessos dela na Itália.
O filme parece ter sido de uma produção muito pobre e uma edição muito fraca que prejudica a qualidade  mas é envolvente do começo ao fim e por isso torna-se cultuado dentre os fãs.



Assim como o filme possui seus bons e ingênuos ingredientes na ação e não restou uma cópia boa dela para desfrutarmos, a sua trilha sonora elaborada por Carlo Esposito é muito boa e nada dela também é encontrada.  Elaborei um CD com alguns trechos das músicas do filme em formato MP3 que disponibilizo para que conheçam a riqueza instrumental em alguns trechos.

Conversei com Tamara Baroni em 24 de agosto de 2011 sobre este filme e ela não quis comentar sobre ele. A atriz hoje mora com a família no litoral nordestino do Brasil, mas por questões de princípio e privacidade, não vou revelar o local.

A impressão que eu fiquei é de que ela não gostou de tê-lo feito, talvez por algum motivo pessoal em que ela não quis revelar e tudo o que ela pudesse dizer sobre ela eu encontraria em sua página pessoal na qual aconselho aos fãs visitarem e conhecerem-na melhor esta super diva italiana em: "Tamara Baroni La Parmigiana Página." inclusive sua autobiografia em livro on line.


Tamara Baroni nasceu em 3 de janeiro de 1947 em Parma, em Emilia-Romagna, Itália.
Ela foi uma candidata concorrente à Miss Itália em 1967 e ficou com o premio de Senhorita Elegance. Após isso, inscreveu-se para o concurso de Miss Mundo de 1967, onde ficou entre as semifinalistas.



Tamara tinha ambições de se tornar uma atriz de cinema e depois de uma breve carreira de modelo, ela apareceu como atriz coadjuvante em vários filmes durante o final dos anos 1960 e início dos anos 1970.
Infelizmente, agora terá que tentar superar mais esta fatalidade em sua vida.


O director Mario Sabatini fez outro bom Espaghetti Western, (Lo Sceriffo di Rockspring / The Sheriff of Rock Spring - Italia, 1971), considerado também um Cult.
“Rajadas ao Amanhecer” é um filme raro e a única cópia que se tem notícia no mundo é a mesma que eu possuo em Italiano sem o prólogo, gravado em VHS copiada de uma TV a cabo de Toronto no Canadá de péssima qualidade e se alguém possuir ou souber de uma versão melhor peço por favor em deixar um comentário neste post.

 
Disponível no Youtube - áudio Italiano

 

19 junho 2012

Duas Cruzes para o Diabo (Due Croci a Danger Pass)

Due Croci a Danger Pass
Dos cruces en Danger Pass - Espanha
Two Crosses at Danger Pass - USA
Duas Cruzes para o Diabo – Brasil
Passageiro para o Inferno - Brasil
Um Passo da Morte - Brasil

Produção: 1967 - Espanha/Itália
Diretor: Rafael Romero Marchent
Duração: 90 minutos
Escrito: Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero
Fotografía: Sergio Martinelli e Emilio Foriscot
Música: Francesco De Masi, Alessandro alessandroni e The Mutiis.
Produção: Copercines, Cooperativa Cinematográfica, United Pictures
Produtores: Fulvio Lucisano
Locações: Colmenar Viejo, Madrid , Espanha.

Pietro Martellanza (Peter Martell) – Alex Mitchell (Adulto)
Mario Novelli (Anthony Freeman) - Charly Morane
Nuccia Cardinali - Edith
Luis Gaspar - Mark/Marty
Armando Calvo - Morane
July Ray - Graçonete
Mara Cruz – Judy Mitchell (Adulta)
Jesús Puente – Xerife T. Mitchell
Dyanik Zurakowska (Dianik Zurakowska) - Gloria
Antonio Pica - Doc
Miguel Del Castillo - Powell
Xan das Bolas - Bartender
Cris Huerta – Homem gordo morto no saloon por Charly
Eduardo Coutelenq e Emilio Rodríguez.

Mais um bom western dirigido por Marchent que tem um bom argumento e um Peter Martell em esplendida forma teatral. Uma história de vingança e justiça que é levada ao extremo e chega a ser superior a outros westerns produzidos naquele ano.
O protagonista é Alex Mitchell, um jovem que carrega a sede de vingança dentro de si.
Obscuro e violento que quando criança presencia o assassinato de sua mãe e seu pai, um xerife local (Jesús Puente) por tentar evitar o linchamento de um prisioneiro da justiça até então inocente.

O verdadeiro responsável pelo assassinato de uma criança é Morane (Armando Calvo), um dos poderosos latifundiários da região e tem como cúmplices a sua gangue de desalmados.
Após o ocorrido, Alex é adotado por uma família de ‘Quaquers’, uma religião que abomina a violência.
Em meio a isso é criado com seu meio-irmão Marty com uma profunda obsessão: Liquidar com todos os envolvidos na chacina dos pais.
Inescrupulosamente, após matar os rancheiros, Morane ainda apodera-se de sua irmã Judy Mitchell (Mara Cruz) ainda criança e a mantém como uma escrava em suas dependências.
Após oito anos de sofrimento traumatizado pelo fato, em uma de suas paradas de nômade Quaquer, Alex vendo-se próximo à cidade de Danger Pass sente que é chegado o momento de agir e tirar o peso da consciência.

Um argumento com reviravoltas e ambos os irmãos desejam a vingança da morte dos pais a todo custo.
Um filme de reflexão às conseqüências negativas de uma vida totalmente vivida por sentimentos de ódio e de vingança por Alex, o pistoleiro que é envolvido em um misto de mau e sofrido desde jovem.
Interessante é que toda uma cidade depende do desfecho entre as famílias Mitchell e Morane para continuarem suas vidas em paz, pois Morane é um senhor supremo e martiriza a todos no loca por anos.
Interessante é ver também o seu meio irmão Marty, com seus fortes princípios de “pacífico” que é, juntar-se a Alex e Judy acreditando que a justiça pode ser feita o uso de armas tal como a promessa que fizera ao pai para poder ajudar a proteger Alex em sua trilha de vingança e ao mesmo tempo tentar convence-lo que pela violência nada se consegue de bom.
Ao final, depois de muitos cadáveres pelas ruas da cidade de Danger Pass, Alex olhando nos olhos da jovem viúva Glória (a estonteante Dyanik Zurakowska) [Navajo Joe - 1966, Quem Grita Vingança -1968, Bang Bag Kid – 1967, Matarei um por um – 1968], recém casada com o xerife Doc (Antonio Pica), também morto consegue finalmente refletir e concluir que as armas só servem para a desgraça.
Romero Marchent dirigiu com conhecimento e experiência este western com grande elegância.

Ele usa muito neste filme os planos bem amplos que dão sensação de grandeza nas paisagens, um grande artesão e conhecedor dos rumos da história clássica.
Uma das cenas que provam a boa utilização dos planos largos é no tiroteio no rancho dos pais de Alex, destacando-se as belas panorâmicas.
A cena que envolve o tiroteio e o açoitamento de Judy por Chalie, o filho de Morane na rua, também tem um ponto alto mostrando belos e bem acentuados planos, pois se percebe que Marchent colocava a sua câmera no lugar mais adequado possível para captar a ação.
Cenas com câmeras objetivas também com bons resultados foram utilizadas como por exemplo: As cenas luta no Sallon e na cena em que Alex enfurecido tenta violentar Glória (a filha de Morane) no rancho e é impedido pelo irmão Marty que sofre golpes violentos de Alex.


Alex carrega consigo a arma que pertencera a seu pai e é com ela que define o desfecho da história em um grande duelo final com Charlie Morane. Escrito e produzido por Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero, conseguem alem disto manter em todo momento um ritmo forte sem provocar o desinteresse de quem está assistindo, esperando sempre a cena seguinte.
Acho que no tiroteio final que envolve à todos na cidade após o duelo final, ou seja dezenas de corpos caídos dos telhados, dos cavalos, dentro dos cochos de água - sofre um corte abrupto, levando os protagonistas ao silêncio e as lamentações finais tirando um pouco os créditos das cenas de tiroteio no início do filme no Rancho dos pais de Alex.
Pena o filme ter alguns pequenos cortes por motivo de censura na época como por exemplo: Quando nos tiros de execução dos pais de Alex no Rancho mas não prejudica em nada a história.
Esse corte repentino na edição era muito costumeiro no espaghetti mas aqui deixou uma estranha impressão que acabara o elenco de mortos ou acabara o rolo de filme, mas enfim, coisas do Espaghetti.

Um filme feito com cuidado e uma boa direção de fotografia de outros célebres fotógrafos: Emilio Foriscot e Sergio Martinelli, com cores tênues árida do deserto causando sensação de local mórbido e desértico.
Atores muito bem postados em seus papeis. Um Peter Martell que atormentado e violento convencendo totalmente a atuação.
Jesús Puentes também é perfeito como o xerife honrado e justo e Armando Calvo, o impiedoso, sádico e ambicioso Morane.
Charlie (Mario Novelli), o filho de Morane, é perfeito no papel do filho mau e arrogante, lembrando muito Nino Castelnuovo como Jason “Junior” Scott em (Tempo de Massacre – 1966).
No geral um grandioso filme que merece estar na coleção de um fã.

Francesco de Masi mais uma vez caprichou alem do tema principal “Without Name” interpretada por Raoul usando a mesma base orquestrada de “Cuanto custa Morire” com outra letra e com parceira de Alessandro Alessandroni e o grupo vocal “The Mutiis” (que pertencia à esposa de Alessandroni), inclui mais duas músicas marcantes que são ouvidas no saloon com participações de July Ray (Garçonete) interpretando-as graciosamente: “What do you Think” e “Brings us joy and happiness” que você poderá fazer o download desta versão ripped do filme e relembrar pela primeira vez na Internet, um show à parte na maravilhosa voz de July Ray.!

 
 Versão áudio Espanhol