Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.
Mostrando postagens com marcador Brasil no Espaghetti Western. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil no Espaghetti Western. Mostrar todas as postagens

14 outubro 2014

A Morte de Celso Faria - Tributo Especial Brasil


Após a notícia desagradável da morte de Rick Boyd em 07 de Outubro de 2014, uma semana depois, recebemos lamentavelmente também a notícia da morte do ator brasileiro Celso Faria ontem, 13 de Outubro de 2014 no Rio de Janeiro.

Já tinha informações de como localizá-lo no Rio e era meu objetivo, agendar uma visita com o ator e ter uma conversa com ele e tentar atualizar e levar algumas informações aos seus fãs, mas infelizmente não foi possível pelo seu estado de saúde e o seu tempo infelizmente encurtou-se.

Ao leitor deste espaço presto a homenagem a mais este ícone do cinema brasileiro que brilhou no cinema europeu nas décadas de 60 e 70. Você à partir de agora vai fazer uma viagem no que há de mais completo de sua carreira na web através desta postagem sobre um ator ainda desconhecido por muitos no Brasil, principalmente pelas novas gerações de fãs.

Jornal O GLOBO - Rio de Janeiro – Brasil 13/10/2014

Morre, aos 82 anos, o ator Celso Faria com mais de 40 longas no currículo. Paulista, fez parte de filmes Western Spaghetti e de Pornochanchadas.

Morreu de enfisema no Hospital de Clínicas de Niterói nesta segunda-feira,
aos 82 anos, o ator paulista Celso Faria. Com mais de 40 filmes no currículo,
ele esteve presente em diversos longas de pornochanchada e atuou também no cinema italiano, em faroestes western spaghetti.

Nascido em 07 de abril de 1932, na capital paulista, Faria estreou no cinema em 1957, com "Rebelião em Vila Rica". Com Mazzaroppi, estrelou "Chofer de praça", dois anos depois.
Esteve também em "Dona Violante Miranda" junto a Dercy Gonçalves, além de ser o vilão de "Conceição" (1960).

Após outros longas, mudou-se em 1962 para a Itália a convite do diretor Wladimir Lundgren, e por lá se tornou presença constantes em faroestes. Com o próprio nome ou sob o pseudônimo Tony Andrews, fez diversos papéis nos filmes de Django (vividos por Jack Betts e Anthony Steffen, entre outros) e Sartana. Apesar disso, não participou do clássico de 1966, onde o protagonista é vivido por Franco Nero.

Em 1973, Faria volta ao Brasil, diretamente para as pornochanchadas, entre elas "Café na cama" (1973) e "Confissões de uma viúva moça" (1976), com José Wilker e Sandra Barsotti. Seu estereótipo de mau lhe valeu um papel em "Eu matei Lúcio Flávio" (1979), de Antônio Calmon, e "Escalada da violência" (1982).
Com Hugo Carvana na direção, um de seus último trabalhos foi "Vai trabalhar vagabundo 2", de 1991.
Fora das telonas, também atuou em 80 fotonovelas e, na televisão, esteve na produção da TV Manchete "A rainha da vida", de 1987.

O corpo do ator será cremado às 16 horas desta terça-feira 14 de Outubro de 2014 no Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro, Brasil.

CELSO FARIA – Mini Biografia por E. Sanches 

Ator nascido (Birth) 07 de Abril de 1932 em São Paulo, Brasil Filho do ator José Jorge Faria, na adolescência estuda jornalismo, sempre lendo muito sobre teatro e cinema, sua paixão.
Em 1955 faz uma ponta no inacabado “Três Destinos”, selando ai sua estreia cinematográfica, numa duradoura carreira de mais de 40 anos e muitos filmes. Destacam-se “Conceição (1960) e Luz Del Fuego (1982)”. Coadjuvante mais conhecido por suas incursões no Spaghetti Western, firma-se a partir dos anos 70 no cinema brasileiro.

Interessa-se por cinema desde a infância, pois o pai José Jorge Faria, frequentara a Hollywood dos anos 20, fazendo inúmeras figurações, como em “Four Horsemem of the Apocalypse”, com Rodolfo Valentino.
Trabalha inicialmente como jornalista e corretor de imóveis, Atua em algumas produções da Brasil Filmes, como “Ravina”. Encarna a figura do poeta Antonio Gonzaga em “Rebelião em Vila Rica”, conquistando algum reconhecimento, o que lhe permite agarrar a carreira de ator. Bastante requisitado, participa em curto período de “Chofer de Praça e Dona Violante Miranda.

Resolve seguir para a Itália, tal como fez Norma Bengell, com quem filmara “Conceição”, no início da década de 60. Embarca em 1962 com o diretor Fernando de Barros, com indicações de que o diretor Riccardo Freda reservara-lhe um papel em seu próximo filme. Depois de um período sem atuar, desiludido retorna ao Brasil, ocasião em que roda “O Anjo Assassino”. Recebe em 1965 o convite do diretor brasileiro Wladimir Lundgreen, radicado em Roma para personificar um vilão em “Django não espera...mata”. Um novo gênero cinematográfico reinventado pelos italianos, (neste mesmo ano outros clássicos já começavam a serem rodados como os filmes de Ringo com o ator Giuliano Gemma e a Por um punhado de dólares de Sergio Leone).
Consagra-se então como bandido neste filme em meio a um pequeno grupo de atores brasileiros que se aventuravam pela Itália tais como: Norma Bengell, Antônio de Teffé (Anthony Steffen – o mais bem sucedido no gênero), a atriz baiana Esmeralda Barros, Florinda Bulcão (Florinda Bolcan) e Marília Branco.

Destes Florinda Bulcão e Marília Branco não fizeram o gênero Western. Celso Faria participou de 11 filmes do gênero, ora com o próprio nome ora com seu pseudônimo Tony Andrews. Torna-se conhecido protagonizando mais de 80 fotonovelas, republicadas em português pela revista “Sonho” e trabalhando na Alemanha, onde fez 4 filmes policiais e um novela para a televisão.

Volta definitivamente para o Brasil em 1973 desempenhando o tipo ““Machão” em comédias eróticas e atuando em filmes violentos como “Eu matei Lúcio Flávio e Terror e Êxtase” veículos para sua conhecida personalidade de homem mau.

Filmografia Espaghetti Western - Celso Faria - Brasil Titles

1967 Django Não Espera...Mata / Não Espere Django, Atira
1968 Sua Lei Era O Colt  / Reze A Deus E Cave Sua Sepultura
1968 Peça Perdão A Deus... Nunca Amim 
1969 Eu Sou Sartana, O Anjo Da Morte
1969 Quintana
1969 Django O Bastardo
1969 Os 4 Pistoleiros Para Satana /  Os 4 Assassinos De Sartana / Sou Sartana, Venham em 4 Para Morrer
1970 A Balada De Django / Uma Balada Para Django
1970 Django E Sartana Chegaram ...É O Fim / Django E Sartana No Dia Da Vingança
1970 Django E Sartana Frente A Frente / Django E Sartana Até O Último Sangue / Django Desafia Sartana  (Brasil) 
1971 Ficou Um Só / Irmãos Fora Da Lei / Fico Só Mas Mato Todos
1971 O Xerife De Rockspring

SEUS WESTERNS FILME A FILME:

1967 - NON ASPETTARE DJANGO, SPARA
Don’t Wait, Django...Shoot! (USA)
DJANGO NÃO ESPERA...MATA - NÃO ESPERE DJANGO, ATIRA – (BRASIL)
Direção de Edoardo Mulariga (Edward G. Muller).
No papel de “Gray” atuando com Ivan Rassimov (Sean Todd – que no mesmo ano filmou Cjamango e fez enorme sucesso), Ignazio Spalla (Pedro Sanchez), Rada Rassimov e Dean stratford.


1968 - PREGA DIO...E SCAVATI LA FOSSA Pray to God and Dig Your Grave (EUROPA -USA)
SUA LEI ERA O COLT – REZE A DEUS E CAVE SUA SEPULTURA - (BRASIL)
Direção de Edoardo Mulargia.
Com Robert Woods, Cristina Penz, Jeff Cameron , Calisto Calisti e fotografia de Franco Villa, outra lenda muito requisitado pelos diretores para manter os enquadramentos barrocos criados por Sergio Leone.

Com a música de Marcello Gigante, o filme se tornou um dos maiores Cults do western italiano.
Celso Faria faz “Ignázio”, um pobre peão capturado e enterrado vivo para que mexicanos passe com cavalos sobre sua cabeça. Isso é motivo bastante para que Fernando “Robert Woods” inicie a vingança do irmão. 
Mencionou em entrevista em 2003 que apesar de estar no mesmo filme com Robert Woods inclusive interpretando o seu irmão, não coincidiu de atuarem juntos e nem de se encontrarem no set deste filme e gostaria muito que isso tivesse acontecido.


1968 - CHIEDI PERDONO A DIO... NON A ME
May God Forgive You... But I Won't (USA)
PEÇA PERDÃO A DEUS... NUNCA A MIM - (BRASIL)
Direção de Vincenzo Musolino
Com George Ardisson (Cjamango), Anthony Ghidra, Peter Martell, Pedro Sanchez e um super elenco além da presença da brasileira Esmeralda Barros como “Conchita” e uma fotografia inpecável de Mario Mancini.

Celso Faria participaria de um dos mais belos duelos dentro do saloon ao lado de Omero Gargano, juntos duelando contra Cjamango, após uma trapaça no jogo de poker.
Participação de Esmeralda Barros em uma cena antológica do Espaghetti Western no qual se perpetuaria a frase de Cjamango: “Peça Perdão a Deus, nunca [não] a mim”.
Nesta, após eliminar Chico (Tano Cimarosa) um dos assassinos de sua família, Cjamango sai de cena e surge Garcia Barrica Ramirez (Pedro Sanchez) para consolar “Conchita” (Esmeralda Barros) em que ele tenta seduzi-la com uma bela tomada em close-up de seus seios [muito divertido]. Veja em: https://www.youtube.com/watch?v=Yqq1N_jzNfQ


1969 - SONO SARTANA, IL VOSTRO BECCHINO
I Am Sartana Your Angel of Death (Australia)
I’ll Dig Your Grave (USA)
Sartana the Gravedigger (USA)
EU SOU SARTANA, O ANJO DA MORTE – (BRASIL)
Direção de Giuliano Carnimeo (Anthony Ascott), outra lenda do Western Italiano.
Neste Celso Faria interpreta “Gin” ao lado de nada mais nada menos do que Klaus Kinski, John Garko
(O Sartana orinigal), Gordon Mitchell, Frank Wolff, Ettore Manni, Sal Borgese e Rick Boyd (falecido em 07 de Outubro de 2014).
Um elenco que perpetuaria o personagem deste segundo filme de Sartana na retina de muitas gerações e ninguém imaginava que haveria um brasileiro neste filme histórico.

 

1969 - QUINTANA
Quintana: Dead or Alive (USA)
QUINTANA – (BRASIL)
Direção de Vincenzo Musolino
Atuando como personagem “Manuel” neste já não só como figurante mas sim coadjuvante ao lado de Osvaldo Ruggeri, Artemiro Antonini, Fortunato Arena, Femi Benussi (linda atriz Italiana que agora é naturalizada Croata), Spartaco Conversi, Dean Stratford, Pedro Sanchez (O personagem Caruncha eternizado pelo seu humor negro ao lado de Lee Van Cleef na trilogia “Sabata”) e muitos outros. Um filme muito cultuado na Europa e Ásia.


1969 - DJANGO IL BASTARDO
Django the Bastard (USA)
Stranger’s Gundown (USA)
The Strangers Gundown (USA)
DJANGO O BASTARDO – (BRASIL)
Direção de Sergio Garrone.
Outro fato interessante para os fãs brasileiros é que historicamente em um Western Europeu, juntam-se dois brasileiros aqui com Anthony Steffen que também escreveu e dirigiu este Django interpretado por ele mesmo.
Celso Faria interpreta “Evans”, um soldado traidor do exército. Aqui unidos Anthony Steffen e Celso Faria em uma única cena que registra este momento. Celso Faria não aparece nos créditos. No elenco também Paolo Gozlino, Remo Capitani e outros.


1969 - ...E VENNERO IN QUATTRO PER UCCIDERE SARTANA!
Four Came to Kill Sartana (USA)
Sartana, the Invincible Gunman (USA)
OS 4 PISTOLEIROS PARA SATANA – OS 4 ASSASSINOS DE SARTANA – SOU SARTANA, VENHAM EM 4 PARA MORRER - (BRASIL)
Direção de Demofilo Fidani (aqui como Miles Deem).
Neste interpreta Ramírez, um exímio atirador de facas, contratado para matar Sartana (Jeff Cameron) e em uma cena de aproximadamente 6 minutos no saloon, Celso Faria de camisa vermelha, o último a sobrar após uma luta é morto em um duelo com Sartana. Apenas mais uma pontinha mas apareceu nos créditos e foi visto nas telas do mundo inteiro junto a Franco Ricci, Daniela Giordano, Simone Blondell e Mariella Palmich.


Equipe de Filmagem de Demofilo Fidani.
Nota: Benito Pacífico [Chapéu Preto] Demofilo Fidani [Camisa Branda de Óculos] Jeff Cameron [Jaqueta Couro e cabelos loiros] e Mila Valenza Vitelli [Produtora e esposa de Fidani]
Foto do acervo de Simone Blondell

1970 - ARRIVANO DJANGO E SARTANA...È LA FINE
Django and Sartana Are Coming... It’s the End (USA)
Django and Sartana’s Showdown in the West (USA)
Django and Sartana... Showdown in the West (USA)
Final Conflict... Django Against Sartana (USA)
Sartana If Your Left Arm Offends, Cut It Off (USA)
DJANGO E SARTANA CHEGARAM ...É O FIM – DJANGO E SARTANA NO DIA DA VINGANÇA - (BRASIL)
Direção de Demofilo Fidani (Dick Spitfire)
Com Hunt Powers, Chet Davis, Simone Blondell, Benito Pacifico, Dean Reese, Gordon Mitchell, Krista Nell e Ettore Manni. Um elenco de peso para o filme em que Celso Faria participou, mais uma vez como um dos vilões braço direito de Burt Kelly [Gordon Mitchell].



1970 - QUEL MALEDETTO GIORNO D´INVERNO…DJANGO ALL´ULTIMO SANGUE
Django e Sartana (USA) One Damned Day at Dawn... Django Meets Sartana! (USA)
DJANGO E SARTANA FRENTE A FRENTE - DJANGO E SARTANA ATÉ O ÚLTIMO SANGUE – DJANGO DESAFIA SARTANA - (BRASIL)
Direção de Demofilo Fidani
Atuando como “Frank Cutler” uma testemunha de crimes que é morto por Bud Willer (Dean Stratford) junto com seu irmão tendo em seguida sua casa incendiada. Além de Hunt Powers, Fabio Testi, Benito Pacifico, Simone Blondell. Neste já com fotografia de Franco Villa, um mito na fotografia dos Westerns italianos.


1971 - RIMASE UNO SOLO E FÙ LA MORTE PER TUTTI!
Brother Outlaw (USA)
FICOU UM SÓ – IRMÃOS FORA DA LEI - (BRASIL).
Direção Edoardo Mulargia
Celso Faria é um xerife de um de um pobre povoado na fronteira que une-se a Tony Kendall para acabar com um bando de assassinos liderados por Dino Strano [Dean Stratford] e também com Jean Luis.


1971 - LO SCERIFFO DI ROCKSPRING
Sheriff of Rock Springs (USA)
O XERIFE DE ROCKSPRING – (BRASIL)
Direção Mario Sabatini
Com Richard Harrison, Cosetta Greco e Donald O´Brien.
Aqui Celso interpreta o “Juiz” e Pastor da cidade cheia de problemas infestada de bandidos em maio a crianças empenhadas em ejudar na lei e na ordem. [Curioso].



ESTEJA EM PAZ [R.I.P.]
07 de Abril 1932 * 13 de Outubro 2014

21 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL


Nem todos os filmes de Norma foram exibidos no Brasil.
A série "The C.A.T" (é assim mesmo) durou de 1966 a 1967.
Foi uma breve temporada com Robert Loggia (Salvattore Loggia).
Ela trabalhou somente em um episódio: To Kill a Priest (1966) dirigida por Boris Sagal, com Robert Loggia e R.G. Armstrong (trabalhou na Itália).

Foto da antiga Revista "Clube dos Artistas"  Nº 01 ano 01 de 1957 quando trabalhava com Carlos Machado. (foi ele quem a lançou no cinema).
                                                            GALERIA NORMA BENGELL
                                                                       I Cuori Infranti (1963)
                                                  Una Bella Grinta (Vigarice à Italiana - 1965)
                                                      La violenza e l'amore (Il mito) 1965

15 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL

O que ninguém sabe no Brasil é que a nossa grande atriz Norma Bengell fez em sua carreira além de quase uma centena de filmes, dois grandes Westerns Espaghettis na Europa e que merecidamente será homenageada aqui.

Vou começar com uma pequena Biografia que fora elaborada através de uma incansável pesquisa para obter maiores informações sobre sua vida artística dentro e fora do Brasil.


NORMA BENGELL – Mini Biografia 
Por Edelzio Sanches - Brasil



Nascida (Birth) 21 de Fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro, Brasil.
O nome completo de Norma Bengell é Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D' Áurea Bengell.
Atriz, cantora, compositora e cineasta. Já aos 16 anos entrou para o mundo da moda desfilando para a Casa Canadá no Rio de Janeiro. Destacando-se por sua beleza, logo foi contratada e lançada no meio artístico pelo empresário da noite Carlos Machado, produtor de shows musicais, atuando, como vedete do teatro rebolado, trabalhando em vários shows na boate Night and Day, uma das melhores casas noturnas do Rio de Janeiro. Começou em 1950. Logo gravou um disco em 78 rpm, com as versões de "A Lua de Mel na Lua"; "E Se Tens Coração", essa última incluída na trilha sonora do filme:"Mulheres e Milhões". Dirigida por Abelardo Figueiredo. Norma apresentou um programa semanal de música popular brasileira na TV Tupi. Recebia no programa personalidades, como: Francis Hime e outros. Participou também do programa "Carrossel", da TV Rio e do programa "Noite de Gala". Além desses programas de televisão, Norma Bengell trabalhou em várias boates e casas noturnas, como o "Beco das Garrafas". Em 1959 consagrada como sex-symbol,  gravou seu 1º LP durante o surgimento da Bossa Nova: "OOOOO! Norma". Na capa do LP, a foto da artista chamou muita atenção, pois ela já era conhecida do público, pois estrelara o filme: "O Homem do Sputinik", de Carlos Manga. Era uma fotografia sensual.


Aquilo foi idéia do Aluizio de Oliveira. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana] cantando músicas dele e de João Gilberto. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música (lembra).

Presa várias vezes durante a ditadura militar, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado. Muito pelo contrário (diz).

Estréia nos cinemas em 1959, como cantora, satirizando Brigitte Bardot, no filme “O Homem do Sputnik”.
Este gênero lhe proporciona participação em outros três filmes.
Em 1961, Anselmo Duarte contrata-a para interpretar a prostituta no filme “O Pagador de Promessas”. No ano seguinte Anselmo leva-a ao Festival de Cannes, onde o filme ganha a “Palma de Ouro”. O enorme sucesso desse filme e a magnífica atuação de Norma chamam a atenção de produtores italianos que acabam por contratá-la, levando-a direto para Roma. Com passagens pela Itália, França e até Hollywood.
Foi a  primeira atriz a protagonizar uma cena de nu frontal no Brasil que causou enorme furor na época, no filme “Os Cafajestes” de Ruy Guerra contracenando com Jece Valadão em 1962.

Viúva do ator italiano Gabriele Tinti (Roma-1932-1991) tendo também 137 trabalhos creditados em sua carreira atuando também em dois westerns (O filho de Django (1967) e Canhões para Córdoba (1970), com quem esteve casada durante 3 anos.

O casamento foi feito dentro do Estúdio da Vera Cruz em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por não terem tempo disponível de irem até um cartório para celebrar a união.


Segundo citado no livro de Anselmo Duarte, "ADEUS CINEMA" (vida e obra de Anselmo Duarte), de Oséas Singh Jr. 1993, não foi bem um casamento e sim "um caso" de Norma Bengell.
Diz a lenda, que a queda artística de Norma, deu-se devido a este casamento.

Em 1960, Norma fez o filme: "Conceição". Em 1961, fez: "Mulheres e Milhões", "Carnival of Crime"; "Sócia de Alcova"; em 1962 fez:" Os Cafajestes". No mesmo ano fez ainda: "O Pagador de Promessas", e "O Mafioso". Em 1963, fez:"Il Mito"; "Il Cuori Infanti"; "La Ballata Dei Mariti"; em 1964, fez:"Noite Vazia;"La Costanza della Ragioni".  Em 1965, fez: "Una Bella Grinta"; "Mar Corrente', "Terrore nello Spacio". E continuou fazendo filmes praticamente todos os anos. Ela fez mais de 60 filmes, sendo que os principais, além destes aqui citados, foram também:"Rio Babilônia";"As Cariocas"; "A Casa Assassinada";"As Confissões de Frei Abóbora";"Assim Era a Atlântica"; "Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brasil";"Verão de Fogo";"Maria Bonita";"Eros, o Deus do Amor"; "A Idade da Terra"; "Eternamente Pagu"; "Vagas Para Moças de Fino Trato"; e vários outros.
Em 1965, Norma participou do disco:"Meia Noite em Copacabana", dirigido por Dick Farney. Em 1962, ela gravou a canção;"Tristeza', para o filme:"Copacabana Palace". Norma Bengell atuou em Holywood no filme de Boris Segal "Cat Burgler". Atuou também na Itália onde fez alguns filmes, dentre eles 2 Westerns Spaghettis que se tornariam Cultuados pelos fãs te todo o mundo, mas desconhecidos até pocuo tempo pelos brasileiros sendo: em 1967 “I Crudeli” e em 1968 “Fedra West”. 


Mais tarde foi contratada pela Rede Globo de Televisão, para apresentar o programa: "Shell em Show Maior". Em 1977, lançou o LP "Norma Canta Mulheres", com músicas de várias autoras. A partir daí foi dando prioridade à carreira de atriz e cineasta, só esporadicamente como cantora. Mas em 2001, a Sony Music lançou o disco de Norma:"Groovy".
Norma Bengell foi também diretora cinematográfica. Dirigiu: "O Guarani", "Eternamente Pagu"; "Magda Tagliaferro"; "Infinitamente Guiomar Novaes"
Acostumada às polêmicas que sempre cercaram sua vida de atriz e até de diretora como em 1996 que fora acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme “O Guarani”, que produziu e dirigiu.
Isso lhe custou o bloqueio de seus bens até hoje. Norma, que afirma inocência, é taxativa:
- Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.
Questionada na época por ser uma atriz difícil, respondeu:
- Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado. 

Norma não gosta de lembrar dos falatórios sobre suas duas últimas peças.
Em 2007, “O Relato Íntimo de Madame Shakespeare” precisou ser tirada de cartaz porque a atriz esqueceu o texto, por conta de “problemas de saúde”.
Em 2008, no Festival de Curitiba, com a sua participação em “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, com o grupo Os Satyros, sofreu problemas técnicos que comprometeram a estréia. Sobre o acontecido ela justificou:
- Eu não tenho culpa se o departamento de som não fez a sua parte bem feita. 


 

Norma Bengell é um dos mais conhecidos nomes do cenário artístico nacional e esteve em 2008 atuando na Série “Toma lá, da cá”, comédia Brasileira da TV Globo na personagem “Dayse Coturno” ao lado de Miguel Falabella e Adriana Esteves.
Na segunda temporada de “Toma Lá, Dá Cá” o nome da atriz Norma Bengell era creditado na abertura do programa. Neste ano, a intérprete da divertida “Dona Deise Coturno”, acabou sendo creditada apenas como “participação especial” após o título do programa. A dúvida do motivo do sumiço do devido crédito para a artista foi tamanha, que até a revista Minha Novela publicou um questionamento da mídia e dos fãs.
Pois no dia 16-06-2009, um programa depois de ser abordado o preconceito que a personagem vivida por Norma enfrentava de todos no condomínio Jambalaya (onde se passava a série da Rede Globo) por ser lésbica; o nome da atriz voltou a aparecer nos créditos de abertura. Ninguém esclareceu o motivo do sumiço e reaparecimento do nome de Norma Bengell, mas pelo menos ficou registrada nossa reclamação e tudo fora solucionado.
E segundo prévias da audiência, o episódio de 16-06-2009, “A Tal da Metalinguagem”, deu 25 pontos de audiência em São Paulo, recorde da atual temporada ganhando ainda mais força pelo fato de Norma Bengell, intérprete da lésbica, deixar de ser creditada na abertura do programa. E também o fato de que em um dos primeiros programas de 2009, foi feita uma ação de merchandising que começou com Adriana Esteves apresentando uma salada que preparou com maionese Hellmann´s, para em seguida, outros personagens disputaram espaço na propaganda, para também receberem cachê, provando mais uma vez que a atriz ainda é acompanhada pelos fãs.

I CRUDELI (1967)
Os Cruéis (Brasil)
Hellbenders (USA)
Los despiadados (Espanha)
The Cruel Ones (USA)
The Hellbenders (USA



Direção: Sergio Corbucci
História: Albert Band, Louis Garfinkle, Virgil C. Gerlach,
José Gutiérrez Maesso, Ugo Liberatore,
Produção: Albert Band
Música: Ennio Morricone - Nunzio Rotondo (Trumpet solo)
Fotografia: Enzo Barboni
Coordenador de Dublês: Benito Stefanelli



Elenco
Joseph Cotten - Coronel Jonas
Norma Bengell - Claire/Sra. Ambrose Allen
Al Mulock - Mendigo
Aldo Sambrell - Pedro
Julián Mateos - Ben
Ángel Aranda - Nat
Gino Pernice - Jeff
Julio Peña - Sargento Tolt
Claudio Gora - Reverendo Pierce
Ennio Girolami - Tenente Soublette (Comandante do Fort Brent
José Nieto - Xerife
María Martín - Kitty/Sra. Ambrose Allen
Giovanni Ivan Scratuglia - Jogador no Denton Saloon
Rafael Vaquero - Bandido Mexicano
Simón Arriaga - Bandido Mexicano
José Canalejas - Bandido Mexicano
Álvaro de Luna - Bixby
Claudio Scarchilli - Chefe Indio
Benito Stefanelli - Slim, O jogador
Gene Collins - Soldado da União contando dinheiro
William Conroy - Soldado da União

 

Direção de Sergio Corbucci, nada mais que o criador do lendário Django. 
Uma co-produção Ítalo-Espanhola. 
Neste filme ela faz a personagem “Claire” uma mulher pega como refém de uma família de bandidos (Pai e três filhos) que passa a ser também cúmplice de seus atos. No papel de uma mulher audaciosa ao lado de Joseph Cotten, Al Mulock, Aldo Sambrell, Julián Mateos, Angel Aranda, Gino Pernice, enfim; um elenco de super-conceituados atores no gênero. 
Com música de Ennio Morricone e fotografia de Enzo Barboni que mais tarde se tornaria o criador e diretor dos filmes do personagem “Trinity” original com Terence Hill.
Este foi considerado para a época um dos mais violentos Westerns produzidos na Europa.
O cartaz da época dizia o seguinte:..."Na epopéia do Oeste, homens selvagens como animais, lutavam por ideais diferentes".
Produzido pela Embassy Pictures, teve cenas filmadas em Madrid, Alberche, Castile, Almeria, Granada e Anzio.
Estreou em Roma em junho de 1967, e em Madrid, novembro de 1967.
Trilha sonora de Ennio Morricone (com participação da cantora lírica Edda Dell' Orso e do Coral dos Cantores Modernos de Alessandroni).
No Brasil o filme já pode ser encontrado em DVD e sem dúvida nenhuma os brasileiros agora poderão conhecer e ver o trabalho de Norma Bengell no meio deste bando de mexicanos sanguinários e pervertidos em uma atuação deslumbrante e marcante neste que também pode ser considerado um clássico neste seguimento.

IO NON PERDONO...UCCIDO!  (1968)  
Eu Não Perdo-o...Mato! (Brasil)
I Do Not Forgive... I Kill! (USA)
Phaedra West (USA)
Ballad Of A Bounty Hunter (USA)
Fedra West (USA)


Direção: Joaquín Luis Romero Marchent
Escrito: Víctor Auz, José Luis Hernández Marcos,
Bautista Lacasa, Joaquín Luis Romero Marchent e Giovanni Simonelli
Música: Piero Piccioni
Fotografia: Fulvio Testi
Edição: Mercedes Alonso

Elenco 
James Philbrook - Don Ramon
Norma Bengell - Wanda
Simón Andreu - Stuart
Luis Induni - Irmão de Wanda
Alfonso Rojas - Julio Alvarez
Giancarlo Bastianoni - Bandido
Alfonso de la Vega - Bandido
Álvaro de Luna - Bandido
Emilio Gutiérrez Caba - Jose (as Emilio Gutierrez Cava)
Javier Maiza - Sbirro de Don Ramon
Carlos Romero Marchent - Bandido
María Silva - Isabel Alvarez
Ángel Ortiz, Joaquín Solís, Angelo Angeloni, Ángel Aranda, Clementina Cumani,                   
Rafael Hernández, Antonio Padilla, Juan Antonio Rubio e Maria Cumani Quasimodo.

 

Outro western Europeu de Co-Produção Ítalo-espanhola.
Licenciado para exercer medicina, o jovem Stuart, filho de Ramon, um rico fazendeiro mexicano, retorna para a casa de seu pai, que está casado com Wanda, uma mulher de origem humilde.
Ramon, é submetido a roubos freqüentes de seus rebanhos de gado por ladrões cruéis.
É um fazendeiro que procura evitar a violência até memso contra quem insulta o seu filho.
Um dia, durante uma tempestade, Wanda, apaixonada por Stuart, trai Ramon.
Arrependido, o jovem se recusa a continuar a enganar seu pai e decide deixar a fazenda, para se dedicar-se à sua profissão.
Wanda, para vingar-se, em seguida, revela Ramon que ela o traiu com seu próprio filho.
Ramon, em um acesso de raiva sai a caça do filho e acaba por matar os dois em um final trágico.
É um grande Western Dramático que lembra um pouco outro neste estilo; "Homem, Orgulho e Vingança" (L'uomo, l'orgoglio, la vendetta - 1968) com Franco Nero, Klaus Kinski e Tina Aumont.
Outra curiosidade é que a edição do flme ficou por conta de outra grande e belíssima atriz, Mercedes Alonso.
Norma Bengell é a protagonista principal deste Drama e merecidamente deixa sua marca dentro da história, com atuação firme e com seu olhar sempre compenetrante frente a câmera.
Sem dúvida nenhuma será lembrada pleos fãs do Espaghetti Western no Brasil e no mundo por ter sido mais uma aventureira em atuar pelos desertos áridos da Espanha e na Itália.

 
Diva do cinema nacional de uma era. 
A atriz Norma Bengell, 75 anos, que recentemente viveu a dona Deise de Toma Lá Dá Cá (Globo), afirma odiar quem lhe diz “Norma, você era tão linda...”. Aos indelicados, responde:
-Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade.
Norma Bengell  fez sua última atuação no teatro aos 75 anos em 27 de março de 2010 em “Dias Felizes”  de Ruy Guerra, com a montagem  de Samuel Beckett, dirigida pelo amigo Emílio Di Biasi , no Teatro do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP)
- Minha personagem era uma otimista e eu também. Senão, já tinha morrido. (disse)
Hoje aos 77 anos atravessa graves problemas de saúde e financeiros tendo, poucos amigos para ampará-la.
O reconhecimento do Brasil por seus artistas é mesmo lamentável. Enquanto todos estão em plena fase de produção e atuação,  são idolatrados e explorados pela mídia, mas depois que passa-se o tempo, são esquecidos e abandonados  por  todos.
Deixo aqui registrada a minha homenagem a está grande artista internacional que deixou dois Westerns em sua carreira: Dois grandes filmes e que sempre serão lembrados por todos os fãs.
Sua última entrevista mencionando suas dificuldades estão gravadas neste vídeo em que suas revelações são surpreendentes.
CURIOSIDADES - RARIDADES
 
 

Vídeo da Lamentável reportagem com Norma Bengell 
Abaixo-assinado - Por uma velhice digna à Atriz Norma Bengell - Governo Federal  
Trecho/Parte do filme “Os Cruéis” no Youtube  
Trecho/Parte do filme “Fedra West” no Youtube  
Filmogrfia Completa – IMDB.NET
Agradecimentos Especiais ao amigo Marcos Maurício Lima – BH /MG pelo material de seu acervo cedido para concluir este mais completo trabalho de pesquisa sobre a carreira de Norma Bengell agora disponível aos fãs somente aqui através deste blog.
Edelzio Sanches - Editor