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10 setembro 2021

“Al Tropico del Cancro” (Sob o Trópico de Câncer) [Haiti/Itália 1972] Subtitles/Legendas Ptbr e Inglês SRT, EXCLUSIVA BRASIL


Sob o Trópico de Câncer - Brasil
Al Tropico del Cancro - Itália/Canadá
Death in Haiti/Tropic of Cancer - Europa
Tropique du Cancer - França
Thanatos Stin Aiti - Grécia
Peacock's Place - Itália
Тропик Рака - Rússia
Trópico de Cáncer - Espanha
Muerte en Haiti - Espanha
Inferno Unter Heißer Sonne - Alemanha

Produção: Haiti e Itália, 30 de Setembro de 1972
Direção: Giampaolo Lomi e Edoardo Mulargia (Edward G. Muller)
Escrito: Edoardo Mulargia, Anthony Steffen (Antonio de Teffè) e Giampaolo Lomi (Gian Paolo Lomi)
Música: Piero Umiliani   
Fotografia: Marcello Masciocchi              
Duração: 91 minutos
Co Produção: 14 Luglio Cinematografica, Plata Cinematografica e Rewind Film

Elenco:
Anthony Steffen - Dr. Williams
Anita Strindberg - Grace Wright
Gabriele Tinti - Fred Wright
Umberto Raho - Philip
Stelio Candelli - Garner
Gordon Felio - Sr. Peacock
Kathryn Witt - Robin
Richard Osborne - Crotz
Alfio Nicolosi - Peacock
Bob Lemoine - Inspetor
Pierre Richard Merceron - Jean-Louis
Fred Ade - Traficante de Drogas Haitiano


Um casal que estava de férias no Haiti se depara com um velho amigo médico. O Dr. Williams (Steffen) que inventou uma nova e poderosa droga alucinógena e existem várias partes diferentes interessadas em adquirir a fórmula. 

O casal Grace e Fred chegam ao Haiti para tentar salvar o casamento desfeito, mas as complicações surgem quando eles se conectam com o amigo de Fred, o Dr. Williams, que criou uma nova fórmula muito procurada que se parece muito com um precursor do Viagra em meio a rituais voodu e magia negra haitiano. 


À medida que Grace se apaixona pela sensualidade crua da ilha, a verdadeira motivação de seu marido Fred para visitar a ilha torna-se clara. Traições e muitas mortes no Haiti para se apoderarem da fórmula química criada pelo médio e pesquisador residente no país. 

O filme impulsiona alguns assassinatos tão criativos quanto brutais e também oferece elementos do gênero em filmes de espionagem, drogas sempre podem ser vendidas por muito dinheiro. 

O elenco principal conta com personagens conhecidos no gênero: Anthony Steffen interpreta o cientista inventivo e Gabriele Tinti o "herói"; Anita Strindberg é Grace, a mulher com sonhos alucinógenos. 


Filmado totalmente no Haiti, conta também com a gande estrela dos Gialo, Anita Strindberg. A cena de sexo em pé entre Strindberg e um sacerdote vodu Haitaino é na verdade o clímax de uma sequência de sonho bizarro é provavelmente a sequência mais visualmente interessante do filme, e além do local exótico, não há nada muito interessante aqui. 

Na minha opinião, o principal problema é que o filme não consegue ser envolvente e o ritmo é simplesmente fraco e que realmente esse filme poderia ter sido muito melhor. Só posso recomendar este filme para fãs do ítalo-brasileiro Anthony Steffen. 


Estamos no Haiti e cercados por vodu e rituais em uma trama que enfoca a fórmula secreta de uma certa droga que pode ser lucrativa na sociedade farmacêutica ocidental. 

O co-escritor Anthony Steffen, anteriormente uma estrela de Spaghetti Western, inventou um papel encantadoramente glamoroso para si mesmo como o respeitado Doutor Williams; cirurgião, veterinário e empresário na ilha do Haiti. 

Elaborei legenda/subtitle com uma tradução para o idioma português para este filme no formato SRT para download aqui no blog pra que os fãs de Steffen possam conhecer mais um de seus trabalhos em sua carreira.

 
Link do Filme áudio italiano:
https://www.youtube.com/watch?v=oywm-RcQ4mQ&ab_channel=Film%26Clips
 

Ilustração fantasia

07 outubro 2011

Quatro Pistoleiros Para Trinity

Os Quatro Pistoleiros De Santa Trinità
I Quattro Pistoleri Di Santa Trinitá
Four Gunmen Of The Holy Trinity - USA
Four Pistols For Trinity - USA

Produção: Itália 1971
Direção: Giorgio Cristallini
Duração: 97 minutos
Música: Roberto Pregadio
Fotografia: Alessandro D´Eva
Escrito: Giorgio Cristallini & Ted Rusoff
Produção: Buton Film – Russo di Pagliara
Distribuição Original Brasil: Reserva Especial

Peter Lee Lawrence - George Shelley
Evelyn Stewart (Ida Galli) – Julia/Lulie
Raf Baldassarè (Ralph Baldwin) – Líder dos Bandidos
Valeria Fabrizi - Adeline Martinez - Cantora
Salvatore Furnari - Ned - O Anão
Philippe Hersent - Xerife Thomas
Daniela Giordano - Sarah Baldwin
Antonella Murgia - India Ana
Daniele Vargas - Gomez/Thompson
Umberto Raho - Quinn Palladine
Raymond Bussières - Dr. Johnson/Gordon e com Tonino Pierfederici, Paul Oxon, Filippo Antonelli, Antonio Buonomo, Katia Cardinali, Bernadette Frank, Giglio Gigli, Mimmo Maggio, Luigi Mannoia, Alessandro Perrella, Aldo Sala e Marcello Tamborra.


Escapando por acaso do massacre de sua família por bandidos que desejam apossar-se dos documentos de suas propriedades inclusive de sua mina de ouro, Sarah Baldwin recebe a ajuda de um ex-soldado disfarçado de jornalista George Shelley (Peter Lee Lawrence) e do xerife Federal Thomas (Philippe Hersent) que viajam juntos para poder desmantelar um bando de traficantes de armas liderados por um certo "francês" conhecido como Quinn Palladine e seu sócio Gomez, além de estarem envolvidos também em outros negócios obscuros em uma região tomada por sangue e violência. Unindo-se a eles, Sarah carrega consigo os documentos preciosos de suas propriedades e chegam a um amigo dono de uma pousada “Papa Martinez” próximo a uma reserva indígena e através dele chegam aos culpados dos crimes. Presenciam contrabando de armas com os índios e são feitos prisioneiros, mas George reage e acaba descobrindo toda a trama. Isto faz com que os criminosos alterem seus planos desencadeando uma série de acontecimentos que levam a um final sangrento onde George e Quinn travam uma luta desesperada pela vida, antes de encontrarem a traição e a morte pelo caminho.
Um dos dois Westerns italianos dirigidos por Giorgio Cristallini, o outro “Sei jellato amico...hai incotratto sacramento - 1972” (You’re Jinxed, Friend you´ve met Sacramento - USA) estrelado por Ty Hardin conhecido no Brasil com o título de "Com a morte no Olhar".
Neste aqui percebe-se claramente a intenção em vender-se o personagem Trinity tanto afamado ainda no início dos anos setenta que nada tem a ver com Terence Hill e muito menos na história, onde não se ouve nem comentários sobre o personagem.

Após este filme ainda foram feitos alguns até melhores mas o Espaghetti Westerns começava a contar seus dias de glória. Um roteiro muito fraco, edição pouco cuidadosa, personagens negligenciados em suas atuações. O filme parece que quando começa a ganhar tensão, joga-se um balde d´água gelada e começa-se tudo novamente. Fica parecendo realmente um filme B ou seria C?
Algumas cenas condenam o roteiro do filme como pôr exemplo, quando a jovem Sarah é perseguida por cinco homens e um simples jornalista consegue matar dois deles com uma Winchester-cano-curto logo na primeira cena. Com aquela eficácia daria para o Xerife ou até mesmo Sarah perceber que George ganha a vida matando e não escrevendo para jornais e todos presenciam e aceitam naturalmente aquela cena sem qualquer comentário.
Um oficial do exército que faz escolta a diligência avisa aos viajantes na parada da Pousada que "os índios estão prontos para atacar desde a noite de ontem". Ora se os índios vão atacar, não poderiam anunciar antecipadamente. Seria uma idiotice. Em outra situação Gomez diz que os índios atacam durante o dia. Dia ou noite? Um corte de edição de 5 segundos em uma cena em que Sarah, George e Thomas saindo do local do primeiro encontro seguem rumo a pousada não seria necessária já que não altera em nada a sequencia da história. Um médico pianista? Enfim... se assistirmos com atenção vamos perceber muitos outros erros que um “Leone” abominaria.
Os scripts parecem caminhar em marcha lenta no andamento dos acontecimentos, sem uma lógica direcionada a ação. Faltou capricho do roteirista, faltou um diálogo mais envolvente, edição e montagem negligenciadas e descuidadas. Neste, um Peter Lee Lawrence fora de sintonia. Acho que o filme passa-se muito tempo parado na Pousada de “Papá Martinez” e seus arredores e como agravante tornando-o um pouco monótono na evolução das sequencias. Demofilo Fidani conseguia resultados até melhores em um Único Set.
Ao lado de Lawrence no papel principal feminino está Ida Galli (sob seu pseudônimo de Evelyn Stewart) desempenha Julia, uma antiga paixão, cuja relação ainda não se resgatou, e em relação a esse relacionamento o final do filme torna-se até surpreendente.


Raff Baldasarrè sob o pseudônimo de Ralph Baldwin em um de seus papéis habituais como um fora da lei corrupto sem escrúpulos em que um de seus principais objetivos é o de “não deixar pistas ou testemunhas”.
Uma aparição constrangedora de Daniele Vargas, (‘Will Rogers’ - Cemitério sem Cruzes - 1969) com uma peruca estranha em um western, é Gomez, um dos conspiradores em possuir as propriedades dos pobres. Infelizmente todos estes atores bem sucedidos no Western Europeu não conseguiram um efeito e um resultado muito positivo neste filme. Não foi por culpa deles e sim de inexperientes produtores por trás das claquetes.
Um pistoleiro maldoso vestido de preto, uma jovem ingênua e íntegra, o elegante líder, um aproveitador mulherengo e corrupto, todos com problemas de relacionamento formam uma quadrilha secreta que fora intitulada pelo diretor de "Os franceses".



Aos fãs e adeptos do Western Espaghetti vale somente pela presença de Peter Lee Lawrence em mais um de seus poucos filmes e a trilha sonora inovadora.
As referências destes filmes mais fracos deste seguimento devem ser analisados também e merecem o respeito de diretores inexperientes como Cristallini de tentarem inovar e construir algo diferente e independente de ser um filme bom ou ruim ficam registradas aqui nossas homenagens a todos que fizeram parte desta história hoje considerados Cult que vem conquistando também as novas gerações.
A trilha sonora é algo que gosto de tratar à parte. Esta é de Roberto Pregadio, bem sucedido maestro do Espaghetti Western por exemplo nas composições feitas para os filmes (O Pistoleiro da Ave Maria - 1968 e o Último Matador - 1969). Consideradas músicas inovadoras para o gênero, temos um Jazz Pop tradicional para época em filmes de “007, o James Bond” hoje muito rara que intitúla-se “It was a Joke” interpretada magistralmente pela bela voz da cantora Valeria Fabrizi que em alguns momentos da execução da música, assemelha-se muito à voz da recentemente falecida cantora Amy Winehouse.Infelizmente a música não acrescenta nada a trama, completamente fora do contexto acompanhada em um órgão pelo “médico pianista” com uma grande orquestra de fundo que não existe e causa muita estranhesa na cena. Enfim vamos considerar somente o contexto artístico do brilho da composição em execução.Outra faixa que marca o filme é “Julie” com letra de Cássia Umiliani e Roberto Pregadio interpretada pela voz forte e marcante do cantor Peter Boom. No início do filme Peter Lee Lawrence está tocando um violão dublando um trecho desta música com a voz de Peter Boom. Outra coisa estranha é ver Lawrence tocando violão e cantando com a voz de Peter Boom; Nada a ver.
São curiosidades que conseguimos hoje após tantos anos redescobrir e divulgar a uma grande massa de fãs e adeptos deste seguimento artístico.
Exibido em Bang Bang à Italiana da Rede Record de Televisão em 23 de Setembro de 1982 e 06 de Novembro de 1985.

Bang Bang à Italiana Vol 1 RCA Ripped LP 1966