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01 julho 2015

Os Dois Violentos [I Due Violent]



Dois Homens Violentos - Brasil
Os Dois Violentos - Brasil
I Due Violent - Itália
Two Violent Men - USA
Los Rurales de Texas - Espanha

Produção: Itália e Espanha  Produzido em 1964 e lançado em 23 de Abril de 1965
Direção: Primo Zeglio (Anthony Greedy)
Duração: 91 minutos
Música: Francesco De Masi
Fotografia: Franco Villa
Montagem: Enzo Alabiso
História: Jesus Navarro,
Marcello Fondato e Primo Zeglio
Produção: Alberto Grimaldi e Norberto Soliño - A Pea- Roma - Arturo Gonzales Productions.

Alan Scott - Cassidy
George Martin - Bob (Robert) Logan
Susy Andersen - Mary Sheridan
María Badmajew (Mary A. Badmayev) - Ann Kenny Mike Brendel - Hang
Paola Barbara - (Pauline Baards) - Mãe de Ann Andrea Scotti (Andrew Scott) - Bando de Barnes José Jaspe - Mortimer
Silvia Solar - Linda Ranson
Luis Induni - Barnes
Frank Braña (Francisco Braña) - Perkins
Aldo Sambrell - Bando de Barnes
José Nieto - Prefeito
Antonio Molino Rojo - Bando de Barnes
Agustín Bescos - Cidadão
Alfonso de la Vega - Bando de Barnes
Ignacio de Paúl - Amos Ranson
Francisco Diaz Puente - Barman
Antonio Gandía - Kirby
Cris Huerta - Burt Ranson
Luis de Luque - Pat Sheridan
Ángel Menéndez - Xerife
e com Jorge Ochando e Luis Vilar.

O sargento dos Texas Rrangers “Robert Logan” é encarregado de capturar um amigo seu chamado “Cassidy”. Este acusado injustamente de homicídio.

Confinado por Logan, consegue fugir a fim de tentar achar provas para provar a sua inocência.

Logan decide investigar uma quadrilha de bandidos que vem cometendo crimes na região e é capturado pelo bando.
É salvo da morte por Cassidy e juntos partem para eliminar o bando.

Após muitas reviravoltas, Cassidy consegue exasutivamente com a ajuda do amigo, provar sua inocência.
O filme é rico em ação, interessante ritmo apesar da trama ser um pouco fraca.

Uma aventura, que conta como dois personagens principais sendo de um lado, o xerife e encarregado da moralização local e do outro bandido canastrão e brincalhão.

Infelizmente, parecem terem sido projetados mais para o verdadeiro Texas da dupla John Wayne e Kirk Douglas, especialmente o musculoso Alan Scott como pistoleiro e George Martin já bem mais à vontade e costumado a este gênero.

Primo Zeglio é um diretor sólido que parece ter empregado meios adequados e esforçadamente consideráveis para esta produção de baixo orçamento conseguindo boa atmosfera em ação, suspensa, violência, vinganças e reviravoltas e também com boa dose de humor.

Com boa música de Francesco De Masi, o espírito da encenação e claro, tudo isso em um estilo Oeste Americanizado de 1964 resulta neste médio Espaghetti.

Sendo filmado em locações de Las Rozas, Manzanares, Navacerrada, Fraga Huesca.
Comenar Viejo, Madrid, nos proporciona boas paisagens texanas.

Exibidos na série Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil duas vezes em: 23 de Julho de 1986 e 12 de Dezembro de 1987.

Infelizmente esta é a única cópia em circulação no Brasil mas ainda assim merecidamente aguardamos o surgimento de uma cópia remasterizada com áudio em outros idiomas com legendas. 

Interessante rever George Martin e lembrar de suas grandes atuações em "Uma Pistola para Ringo", "O Retorno de Ringo", e que nas mãos do diretor e produtor Alfonso Balcazar, atuou em "Clint o Estranho", "O Retorno do Clint", "Oeste Nevada Joe", "Thompson 1880" e "Pelo Prazer de Matar".
  
Trailer

07 abril 2015

A Morte de George Wang - Especial Brasil

O veterano ator tailandês, George Wang morreu de insuficiência cardíaca em sua casa em Taipei, Taiwan, no dia 27 de março de 2015 mas a sua família anunciou a notícia somente na semana passada. Ele tinha 96 anos de idade.

Wang Yie, nasceu na província de Dandong, Liaoning na China em 12 de novembro de 1928 e no cinema ficou mundialmente conhecido com o pseudônimo George Wang.

Ele foi ator e produtor e deixou aproximadamente 60 trabalhos em sua carreira, muitos deles, memoráveis.

Estreou no cinema em uma co produção Ítalo-Francesa europeia em 25 de março de 1960 em “Tormenta Sobre o Rio Amarelo” [Apocalisse Sul Fiume Giallo] e vemos George Wang ainda creditado com um nome desconhecido “Wang Jie”.

Atuação e produção em “A Décima Vítima” [La Decima Vittima] (1965), interpreta um assassino chinês ao lado de Marcello Mastroianni e Ursula Andress. Deserto de Fogo [Deserto Di Fuoco] (1971), Os Mongóis [I Mongoli] (1961) dirigidos pelos diretores André De Toth e Leopoldo Savona, atuando ao lado de Jack Palance e Anita Ekberg interpretando o personagem “Subodai”.

Wang começou sua carreira de ator de cinema, quando ele se juntou à China Film Studio em Xangai.
Quando o governo nacionalista fugiu para Taiwan em 1949, Wang supostamente convenceu seus colegas para trazer o equipamento do estúdio com eles. Tornou-se então uma fundação do cinema de Taiwan. Wang foi uma das maiores estrelas no nascimento do cinema de Taiwan, Co-dirigindo um longa-metragem de 1952.

Em 1959, ele se mudou para a Itália e tornou-se um dos poucos atores masculinos asiáticos que trabalharam na Europa, na época, aparecendo em filmes dirigidos por Nicholas Ray e Guy Green atuando no filme “55 Dias em Peking” [55 Days at Peking] (1963)  ao lado de Charlton Heston, Ava Gardner, David Niven e John Ireland como “Boxer Chief”.

No Espaghetti Western foi memorável em seu quase e sempre papel de “algoz” de muitos pistoleiros. Sempre como perverso e temido por todos com atuações soberbas proporcionando ao público uma raiva terrível e o desejo em vê-lo morto ao final de cada filme assim como fora com Aldo Sanbrell, Klaus Kinski, Frank Braña, Eduardo Fajardo e outros bandidos famosos.

Estreou em seu primeiro Western em “Pelo Prazer de Matar” [Per Il Gusto di Uccidere] ao lado de Fernando Sancho e Craig Hill quando lançado em 6 de agosto de 1966, interpretando um mexicano: Mingo/Machete.
Após esta sua estreia, marcaria sua carreira em mais 14 Espaghetti Westerns.


Em 1972 atuou também na comédia “Os Anjos Também Comem Feijão” [Anche Gli Angeli Mangiano Fagioli], ao lado de Giuliano Gemma e Bud Spencer.

Em 1976, Wang e seu filho Don Wang criaram a sua própria empresa de produção cinematográfica em Hong Kong. Vários anos depois, George Wang mudou-se de volta para Taiwan, onde atuou em vários filmes.

Sua atuação em “The Coldest Winter in Peking” (1980) lhe rendeu um prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Prêmio Golden Horse. Depois de servir no júri Golden Horse três vezes, Wang voltou ao palco do Golden Horse, em 2009, para receber o prêmio de Contribuição Especial (foto).

O último filme da carreira de 70 anos de Wang é “Kar-wai” [The Grandmaster] (2013), no qual ele interpretou um dos anciãos que tentaram dissuadir “Zhang Ziyi”.

Assistindo recentemente ao filme de guerra "My Way" de 2011, pude sentir a evolução do cinema asiático. Com cenas que podem ser comparadas às que foram rodadas por Steven Spielberge em "O Restage do Soldado Ryan" (1998) e que certamente George Wang contribuiu para esta história e evolução.
O Diretor Lee Hsing planeja realizar uma retrospectiva de sua carreira em sua memória.

George Wang Filmografia Espaghetti Western

  1. Pelo Prazer de Matar (1966) [Mingo /machete]
  2. El Cisco (1966) [Copabanda]
  3. Um Colt em Punho do Diabo (Una Colt In Pugno Al Diavolo) (1967) [El condor/Capataz]
  4. Tepepa (1969) [Mr. Chu]
  5. Bom Funeral, Amigos... Paga Sartana (Buon Funerale Amigos!... Paga Sartana) (1970) [Lee Tse Tung/Peng]
  6. O Gatilho de um Bravo (Uccidi Django... Uccidi Per Primo!!!) (1971) [Martinez]
  7. Sotto Chi Tocca! (Besos Para Ella, Puñetazos Para Todos) (1972) [Indicoyocoyo]
  8. Cavalgada da Vingança (La lunga Cavalcata Della Vendetta)  (1972)
  9. Jesse & Lester - Dois Primos de Trinity (1972) [Chinaman]
10. Meu Nome é Shangai Joe (Il Mio Nome è Shangai Joe) (1973) Yang
11. Um Colt na Mão do Diabo (Una Colt in Mano al Diavolo) (1973) [Warner]
12. O Justiceiro de Deus (Giustizieri di dio( (1973) [Ramon Orea]
13. O Filho de Zorro (Il figlio di Zorro) (1973) [Pedro Garcia]
14. Seis Invenciveis Pistoleiros (Sei bounty killers per una strage) (1973)
15. O Grupo dos 7 Selvagens (I Sette del gruppo selvaggio) (1975)

 

12 julho 2014

Uccidi Django... Uccidi Per Primo! [O Gatilho de Um Bravo!] Brasil


Link disponível na Web.
Áudio: Espanhol
Legendas: Português
http://uploaded.net/file/z8b3mcy1

04 março 2014

Sela de Prata - Silver Saddle - Sella D´Argento "Silver Saddle" - Especial Brasil Letra/Lyric Inédita


Sela de Prata – Brasil - 1978
Sella D'argento
Silver Saddle - USA

Letra: Ken Tobias
Música: Ken Tobias, Fabio Frizzi, Vincenzo Tempera, Franco Bixio
Intérprete: Ken Tobias

"Silver Saddle"

Child of life,
now you use a gun very well.
You learned so young.
You shot a man, they said,
after he killed your father.

Now you ride,
silver saddle's shining so bright
out in the sun.
What is your destiny… now?

[Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.]

[Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.]

[Instrumental]

You learned so young,
what is your destiny… now.

Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.
[Silver saddle's]...

Tradução Português Brasil

Criança de vida,
agora você usa uma arma muito bem.
Você aprendeu tão jovem.
Você atirou em um homem, segundo eles,
depois que ele matou seu pai.

Agora você monta,
sela de prata brilhando tão forte
sobre o sol.
Qual é o seu destino... agora?

 [Sela de Prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.]

[Sela de Prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.]

[Instrumental]

Você aprendeu tão jovem,
qual é o seu destino... agora.

Na sela de prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.



Ken Tobias teve sua música imortalizada em 1978 neste filme "Sela de Prata" [Silver Saddle].
Ken Tobias, durante uma viagem de promoção a Cannes, na França, ao rtornar ao Canadá seguiu as pressas para Roma, Itália, para passar seis semanas escrevendo e gravando canções para este filme.
Este clássico italiano. Um Spaghetti dirigido pelo renomado diretor italiano Lucio Fulci (1927-1996) e hoje o filme já pode ser conseguido remasterizado e lançado na Europa em DVD.

Ken contribuiu com um compacto vinyl colaborando com os músicos e compositores do cinema europeu:
O trio parceiro Fabio Frizzi , Franco Bixio e Vincenzo Tempera coma as duas músicas-temas:
"Silver Saddle [Sela de Prata]" e "Two Hearts" [Dois corações]". Ken escreveu as letras e compôs as
harmonias musicais. "Silver Saddle" foi lançada como single na Europa pela Cinevox Records, e no Canadá, pela Attic Records, ambos com "Two Hearts" no lado-B.

Para ler uma entrevista exclusiva com Lionel Grenier (em francês) com Ken Tobias sobre o assunto de sua experiência de trabalhar nas músicas-tema para Silver Saddle: Entrevista - Interview Ken Tobias.

Sela de Prata - Silver Saddle - Sella D´Argento - Especial Brasil

Sela de Prata - Brasil
Sella D'argento
Silver Saddle - USA
Produção: Itália - Espanha 20 de Abril de 1978
Diretor: Lucio Fulci
Duração: 100 minutos
Fotografia: Sergio Salvati
Musica: Bixio-Frizzi-Tempera
Tema: "Silver Saddle" e "Two Hearts"
Interprete: Ken Tobias
Locações: Almería, Andalucia, Espanha
História: Adriano Bolzoni
Producão: Piero Donati


Giuliano Gemma - Roy Blood
Geoffrey Lewis - Strike Snake,
Sven Valsecchi - Thomas Barrett Jr.
Ettore Manni - Thomas Barrett
Donal O'Brien - Fletcher
Gianni De Luigi - Turner
Cinzia Monreale - Margaret Barrett
Licinia Lentini - Sra. Sheba
Aldo Sambrell - Garrincha
Philippe Hersent - Xerife
Sergio Leonardi - Butch
Karine Stampfer - Peggy
Agnes Kalpagos - Garota de Sheba
Anna Maria Tinelli e Juan Antonio Rubio

Um menino "Roy Blood" de 10 anos de idade assiste ao seu pai é morto por um pistoleiro profissional, pago por um certo Mr. Barrett, mas Roy é ágil e consegue vingar a morte do pai acertando o pistoleiro pelas costas com a espingarda de seu próprio pai e fica com a sua sela de prata.
Vinte anos mais tarde, ele se torna um pistoleiro famoso, tendo a simpatia  e reconhecido pela maioria das pessoas por sua bela sela de prata.


A partir daí, decide lutar contra todos os assassinos e pistoleiros que coloquem em risco a vida de pessoas inocentes, passando a cavalgar com a sela de prata, que se tornaria sua marca e seu condinome.
Um certo dia ele encontra uma violenta quadrilha de bandoleiros que cavalgam propagando saques e mortes por todo o oeste e é chefiada por um outro Barret.
Com o trauma de Roy na infância e a sede de justiça, inevitavelmente o confronto com os bandidos será novamente inevitável.


Conhecido também como o último Espaghetti Western, este torna-se um filme familiar com uma atmosfera um pouco mais suave. Fulci chamou Gemma para o papel (O Cara de Anjo). Realmente este foi o 3º e último Western de Lucio Fulci.
Apesar de não ser um dos grandes Espaghetti Westerns, este é um bom filme e com uma conclusão
digna para o gênero. o americano Geoffrey Lewis se destaca no papel de Snake [Cobra/Serpente], cômico e com muito humor negro atrai a atenção do espectador .
Uma atenção especial para a música tema, inesquecível para quem já o assistiu.  

English Version on Youtube  
Links encontrados na Web
Versão Dublada em Português veja em comentários.

22 novembro 2013

Duelo dos Homens Sem Lei [Duello nel Texas]



Duelo dos Homens Sem Lei - Brasil
Duelo no Texas - Brasil
Duello nel Texas - Itália
The Gunfight at Red Sands – USA
Gringo - Espanha

Espanha – Itália - 19 de Setembro 1963
Direção: Ricardo Blasco (Richard Blasco)
Duração: 97 minutos
Fotografia: Massimo Dallamano
História: James Donald Prindle, Albert Band
Locações: G.S.C.-Rome – Lazio - Itália
Co Produção: Jolly Film e Tecisa
Música: Dan Savio (Ennio Morricone).
Música tema: “A Gringo Like Me”,
interpretada por Dick Jones

Richard Harrison – Richard/Ricardo 'Gringo' Martinez/Wilson
Giacomo Rossi-Stuart (Giacomo Rossi Stuart/ G.R. Stuart) - Xerife Lance Corbett
Mikaela (Mikaela Wood) - Maria Huertas – Cantora do saloon
Sara Lezana - Elisa ' Lisa' Martinez
Daniel Martín (Dan Martin) - Manuel Martinez
Barta Barri (Barta Barry) - Lou Stedman
Aldo Sambrell (Ald Sambrell) - Juan
Guardo Agustín González (Agustin Gonzalez) - Risitas Wilson
Barbara Simon (Bruna Simoniato) - Rosa Cardena
Ángel Solano (Mike Solano) - Miller
Gonzalo Esquiroz (Gonzalo Ezquiro) - King Wilson
Rodolfo del Campo (Sam Field) - Doutor
Guillermo Vera - Mexicano
e com Telly Thomas e Nataan D´eagle.

Em uma pequena cidade na fronteira mexicana vive uma família de mexicanos composta de Dom Diego e seus filhos Manuel, Lisa e Wilson um jovem órfão americano adotado por Diego e se parece com um verdadeiro gringo.

Uma noite três figuras mascaradas invadem a casa de Diego matando-o e roubando todo o ouro proveniente da lavoura de um ano. O jovem gringo sai então atrás dos malfeitores que aterrorizam a região. Primeiro filme da produtora Jolly Film no qual daria origem aos filmes de Sergio Leone.

Um marco na história do cinema italiano. Todos que assistem a este filme elogiam como sendo um grande Spaghetti-Western, e certamente será em qualquer época que se assista a ele. É simples:

O enredo do filme é muito intrigante, o ritmo é imbatível, e história realmente poderia ter acontecido em algum lugar do oeste no século passado.

Um time de atores e técnicos que perdurariam mais uma década e no caso da fotografia, Massimo Dallamano também se tornaria u diretor de destaque neste seguimento. É maravilhoso, ótimo e a propósito, é também um dos primeiros Westerns-Spaghetti.


As grandes atuações de Richard Harrison, Mikaela, Daniel Martín, e o resto do elenco fazem deste filme absolutamente grandioso e envolvente. Conheci este filme através de fita VHS na década de 70, lançada pela Reserva Especial no Brasil e possuo a fita original até hoje no acervo. Esta em versão dublada em inglês com legendas em português.
Após muito tempo consegui a versão com áudio original em Italiano que realmente é incomparável às versões dubladas. Nada mais gratificante e delicioso de assistir a estas joias nas vozes originais de seus atores. Os temas musicais eram simples e poéticos sempre seguindo ao ritmo do filme. Criava-se a faixa tema (Guia) e através desta o maestro fazia as variações sequenciadas em vários estilos, ou seja, melódico, balada, suspense etc.


Canções como esta usava um inglês muito primitivo, usando-se palavras de entendimento e traduções fáceis para serem entendidas em todo o mundo.
Na maioria das vezes as letras eram escritas por Europeus de língua italiana ou espanhol, portanto a simplicidade nas frases. Na realidade as letras não importavam muito realmente. O que importava era a harmonia musical, a melodia que se encaixa em meio às várias situações e reviravoltas na ação do filme. Você sente isso por baixo do filme.
Esse era o objetivo como demonstra Morricone neste seu Western pioneiro. As melodias eram grandiosas para filmes muito pequenos!
Esta canção tema de abertura do filme enaltece as virtudes e os requisitos que um verdadeiro homem precisa para viver neste mundo áspero e duro.
Depois desta canção "A Gringo Like Me", de Duelo no Texas, Morricone reaparece com mais três faixas em “As Pistolas não Discutem”, uma delas “Lonesome Billy” seguindo a mesma receita que dera certo em Duelo no Texas.

A música de Dan Savio sobre direção de Leo Nichols nada mais é de que somente uma pessoa;
Tratava-se unicamente de Ennio Morricone, usando os seus dois pseudônimos em um mesmo filme.

Música tema: “A Gringo Like Me”, interpretada originalmente por Dick Jones que também foi gravada por Peter Tevis.

A grande intérprete Mikaela Wood canta a música cigana “Gringo” composta por Ennio Morricone que somente seria gravada em disco em 1968 pela gravadora Belter que conteriam mais três canções Sendo elas:

"Río manso", "Balada a un sueño de amor" e "A los dos".
Morricone baseou a canção “Gringo” no texto do grande escritor espanhol  José Hierro.

Esta canção não aparece nos créditos do filme e não está incluída na trilha sonora original e nem a reeditada em 2012 e é raríssima encontrar sua gravação em disco.
 Guy Stockwell, Gloria Milland e mais uma vez com Mikaela.


                  O Hotel de "Por Um Punhado de Dólares" foi usado neste filme como o Saloon .

Outra curiosidade é que algumas cenas de "Duelo no Texas" foram filmadas em locais diferentes inclusive na Espanha em Hoyo de Manzanares, próximo a Madrid, a mesma cidade onde Leone rodaria dois anos depois cenas de “Por um Punhado de dólares”.
Nota-se que o prédio do Hotel de Golden City foi usado como Saloon pelos diretores de Arte e Design, Jaime P. Cubero e Jose Luis Galícia.
Links Web
 http://www.youtube.com/watch?v=eQ_TldBlxOk [Youtube-Dublado em Português]
 http://ul.to/5878hq4r [Uploaded–Dublado em Português]

18 abril 2013

Requiem para um Gringo

 
Produção: Itália 1968 
Direção: José Luis Merino e Eugenio Martín
Duração:  86 Minutos
Fotografia: Mario Pacheco
Música:  Angelo Francesco Lavagnino
Co-Produção P.C. Hispamer Films - Madri e Prodimex Films - Roma
Escrito: Arrigo Colombo, Enrico Colombo, Giuliana Garavaglia
e María Del Carmen Martínez Román


Lang Jeffries - Ross Logan
Fernando Sancho - Porfirio Carranza
Femi Benussi (Femy Benussi) - Alma
Carlo Gaddi - Ted Corby
Rubén Rojo - Tom Lither
Aldo Sambrell - Charly Plata/Mestiço
Carlo Simoni - Dan
Giuliana Garavaglia (Giuly Garr) – Lupe
Ángel Álvarez - Samuel
Marisa Paredes - Nina
Sancho Gracia (800 balas), Rufino Inglês, Javier Lapuente e  Nacho Pidal.

A história se passa e 1867 e curiosamente no prólogo do filme destaca-se a frase: “ Todos os personagens deste filme são imaginários e se existir algum personagem real é puramente por coincidência”.
Não sei se fazia alguma menção a Clint Eastwood, pois o personagem era sim uma mera coincidência naquela época.
Após uma fuga de roubos e saques executados na fronteira dos Estados Unidos e México, o bandido Porfirio Carranza dirige-se com seus homens para a pequena fazenda isolada de “Mesa Ramirez” e para despistar a lei, divide seu bando em vários grupos durante a fuga.

Um deles passando perto da fazenda de Ross Logan, aproveitando-se da ocasião param para roubar cavalos,  mas Ross atento surpreende e mata os cinco ladrões.
Ross através de um deles fica sabendo que a fazenda de Ramirez também foi tomada por Carranza e Dan seu irmão dirigiu-se para lá para encontrar um amigo.
Uma dedução perigosa faz os homens de Carranza matarem Dan.
Ross agora inicia a vingança de seu irmão e sabendo de um eclipse solar para o dia 17 de abril deste ano, atrai separadamente os homens mais fortes do bando, matando um por um, traçando ao mesmo tempo o fim de Carranza para o climax no dia do eclipse.


Um filme muito bonito da primeira até a última cena, produzido por Enrico Colombo e Co-dirigido por Luis Merino juntamente com Eugene Martin, com um elenco respeitável, grandes caracterizações como por exemplo:  O poncho de leopardo do protagonista muito semelhante a performance de Clint Eastwood na trilogia de Leone. 
Cenas de violência e de ação excitantes, levadas pela música de Lavagnino absolutamente fabulosa. Presença de três atrizes cativantes em seus papéis.
O diretor conseguiu formar o bando de Carranza com três temidos bandidos frios e sanguinários.



Carlo Gaddi é Ted Corby, pistoleiro profissional; Rubén Rojo é Tom Lither, o excêntrico braço direito de Carranza; Aldo Sambrell bem cabeludo neste filme é o impiedoso mestiço Charly Plata e Javier Lapuente é outro temido pistoleiro, Kid Erickson.

Este bando de malfeitores, conseguem dar muito motivo e tempero para as sádicas e planejadas vinganças de Logan.
Em destaque para a cena da mão direita de um pistoleiro sendo cravada com uma faca arremessada certeiramente por Ross prendendo-a no pilar de sustentação da pousada.
Um filme para ver e  rever sempre... Belíssimo filme.
Nunca exibido na televisão brasileira.

Clip Trailer Youtube

15 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL

O que ninguém sabe no Brasil é que a nossa grande atriz Norma Bengell fez em sua carreira além de quase uma centena de filmes, dois grandes Westerns Espaghettis na Europa e que merecidamente será homenageada aqui.

Vou começar com uma pequena Biografia que fora elaborada através de uma incansável pesquisa para obter maiores informações sobre sua vida artística dentro e fora do Brasil.


NORMA BENGELL – Mini Biografia 
Por Edelzio Sanches - Brasil



Nascida (Birth) 21 de Fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro, Brasil.
O nome completo de Norma Bengell é Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D' Áurea Bengell.
Atriz, cantora, compositora e cineasta. Já aos 16 anos entrou para o mundo da moda desfilando para a Casa Canadá no Rio de Janeiro. Destacando-se por sua beleza, logo foi contratada e lançada no meio artístico pelo empresário da noite Carlos Machado, produtor de shows musicais, atuando, como vedete do teatro rebolado, trabalhando em vários shows na boate Night and Day, uma das melhores casas noturnas do Rio de Janeiro. Começou em 1950. Logo gravou um disco em 78 rpm, com as versões de "A Lua de Mel na Lua"; "E Se Tens Coração", essa última incluída na trilha sonora do filme:"Mulheres e Milhões". Dirigida por Abelardo Figueiredo. Norma apresentou um programa semanal de música popular brasileira na TV Tupi. Recebia no programa personalidades, como: Francis Hime e outros. Participou também do programa "Carrossel", da TV Rio e do programa "Noite de Gala". Além desses programas de televisão, Norma Bengell trabalhou em várias boates e casas noturnas, como o "Beco das Garrafas". Em 1959 consagrada como sex-symbol,  gravou seu 1º LP durante o surgimento da Bossa Nova: "OOOOO! Norma". Na capa do LP, a foto da artista chamou muita atenção, pois ela já era conhecida do público, pois estrelara o filme: "O Homem do Sputinik", de Carlos Manga. Era uma fotografia sensual.


Aquilo foi idéia do Aluizio de Oliveira. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana] cantando músicas dele e de João Gilberto. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música (lembra).

Presa várias vezes durante a ditadura militar, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado. Muito pelo contrário (diz).

Estréia nos cinemas em 1959, como cantora, satirizando Brigitte Bardot, no filme “O Homem do Sputnik”.
Este gênero lhe proporciona participação em outros três filmes.
Em 1961, Anselmo Duarte contrata-a para interpretar a prostituta no filme “O Pagador de Promessas”. No ano seguinte Anselmo leva-a ao Festival de Cannes, onde o filme ganha a “Palma de Ouro”. O enorme sucesso desse filme e a magnífica atuação de Norma chamam a atenção de produtores italianos que acabam por contratá-la, levando-a direto para Roma. Com passagens pela Itália, França e até Hollywood.
Foi a  primeira atriz a protagonizar uma cena de nu frontal no Brasil que causou enorme furor na época, no filme “Os Cafajestes” de Ruy Guerra contracenando com Jece Valadão em 1962.

Viúva do ator italiano Gabriele Tinti (Roma-1932-1991) tendo também 137 trabalhos creditados em sua carreira atuando também em dois westerns (O filho de Django (1967) e Canhões para Córdoba (1970), com quem esteve casada durante 3 anos.

O casamento foi feito dentro do Estúdio da Vera Cruz em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por não terem tempo disponível de irem até um cartório para celebrar a união.


Segundo citado no livro de Anselmo Duarte, "ADEUS CINEMA" (vida e obra de Anselmo Duarte), de Oséas Singh Jr. 1993, não foi bem um casamento e sim "um caso" de Norma Bengell.
Diz a lenda, que a queda artística de Norma, deu-se devido a este casamento.

Em 1960, Norma fez o filme: "Conceição". Em 1961, fez: "Mulheres e Milhões", "Carnival of Crime"; "Sócia de Alcova"; em 1962 fez:" Os Cafajestes". No mesmo ano fez ainda: "O Pagador de Promessas", e "O Mafioso". Em 1963, fez:"Il Mito"; "Il Cuori Infanti"; "La Ballata Dei Mariti"; em 1964, fez:"Noite Vazia;"La Costanza della Ragioni".  Em 1965, fez: "Una Bella Grinta"; "Mar Corrente', "Terrore nello Spacio". E continuou fazendo filmes praticamente todos os anos. Ela fez mais de 60 filmes, sendo que os principais, além destes aqui citados, foram também:"Rio Babilônia";"As Cariocas"; "A Casa Assassinada";"As Confissões de Frei Abóbora";"Assim Era a Atlântica"; "Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brasil";"Verão de Fogo";"Maria Bonita";"Eros, o Deus do Amor"; "A Idade da Terra"; "Eternamente Pagu"; "Vagas Para Moças de Fino Trato"; e vários outros.
Em 1965, Norma participou do disco:"Meia Noite em Copacabana", dirigido por Dick Farney. Em 1962, ela gravou a canção;"Tristeza', para o filme:"Copacabana Palace". Norma Bengell atuou em Holywood no filme de Boris Segal "Cat Burgler". Atuou também na Itália onde fez alguns filmes, dentre eles 2 Westerns Spaghettis que se tornariam Cultuados pelos fãs te todo o mundo, mas desconhecidos até pocuo tempo pelos brasileiros sendo: em 1967 “I Crudeli” e em 1968 “Fedra West”. 


Mais tarde foi contratada pela Rede Globo de Televisão, para apresentar o programa: "Shell em Show Maior". Em 1977, lançou o LP "Norma Canta Mulheres", com músicas de várias autoras. A partir daí foi dando prioridade à carreira de atriz e cineasta, só esporadicamente como cantora. Mas em 2001, a Sony Music lançou o disco de Norma:"Groovy".
Norma Bengell foi também diretora cinematográfica. Dirigiu: "O Guarani", "Eternamente Pagu"; "Magda Tagliaferro"; "Infinitamente Guiomar Novaes"
Acostumada às polêmicas que sempre cercaram sua vida de atriz e até de diretora como em 1996 que fora acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme “O Guarani”, que produziu e dirigiu.
Isso lhe custou o bloqueio de seus bens até hoje. Norma, que afirma inocência, é taxativa:
- Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.
Questionada na época por ser uma atriz difícil, respondeu:
- Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado. 

Norma não gosta de lembrar dos falatórios sobre suas duas últimas peças.
Em 2007, “O Relato Íntimo de Madame Shakespeare” precisou ser tirada de cartaz porque a atriz esqueceu o texto, por conta de “problemas de saúde”.
Em 2008, no Festival de Curitiba, com a sua participação em “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, com o grupo Os Satyros, sofreu problemas técnicos que comprometeram a estréia. Sobre o acontecido ela justificou:
- Eu não tenho culpa se o departamento de som não fez a sua parte bem feita. 


 

Norma Bengell é um dos mais conhecidos nomes do cenário artístico nacional e esteve em 2008 atuando na Série “Toma lá, da cá”, comédia Brasileira da TV Globo na personagem “Dayse Coturno” ao lado de Miguel Falabella e Adriana Esteves.
Na segunda temporada de “Toma Lá, Dá Cá” o nome da atriz Norma Bengell era creditado na abertura do programa. Neste ano, a intérprete da divertida “Dona Deise Coturno”, acabou sendo creditada apenas como “participação especial” após o título do programa. A dúvida do motivo do sumiço do devido crédito para a artista foi tamanha, que até a revista Minha Novela publicou um questionamento da mídia e dos fãs.
Pois no dia 16-06-2009, um programa depois de ser abordado o preconceito que a personagem vivida por Norma enfrentava de todos no condomínio Jambalaya (onde se passava a série da Rede Globo) por ser lésbica; o nome da atriz voltou a aparecer nos créditos de abertura. Ninguém esclareceu o motivo do sumiço e reaparecimento do nome de Norma Bengell, mas pelo menos ficou registrada nossa reclamação e tudo fora solucionado.
E segundo prévias da audiência, o episódio de 16-06-2009, “A Tal da Metalinguagem”, deu 25 pontos de audiência em São Paulo, recorde da atual temporada ganhando ainda mais força pelo fato de Norma Bengell, intérprete da lésbica, deixar de ser creditada na abertura do programa. E também o fato de que em um dos primeiros programas de 2009, foi feita uma ação de merchandising que começou com Adriana Esteves apresentando uma salada que preparou com maionese Hellmann´s, para em seguida, outros personagens disputaram espaço na propaganda, para também receberem cachê, provando mais uma vez que a atriz ainda é acompanhada pelos fãs.

I CRUDELI (1967)
Os Cruéis (Brasil)
Hellbenders (USA)
Los despiadados (Espanha)
The Cruel Ones (USA)
The Hellbenders (USA



Direção: Sergio Corbucci
História: Albert Band, Louis Garfinkle, Virgil C. Gerlach,
José Gutiérrez Maesso, Ugo Liberatore,
Produção: Albert Band
Música: Ennio Morricone - Nunzio Rotondo (Trumpet solo)
Fotografia: Enzo Barboni
Coordenador de Dublês: Benito Stefanelli



Elenco
Joseph Cotten - Coronel Jonas
Norma Bengell - Claire/Sra. Ambrose Allen
Al Mulock - Mendigo
Aldo Sambrell - Pedro
Julián Mateos - Ben
Ángel Aranda - Nat
Gino Pernice - Jeff
Julio Peña - Sargento Tolt
Claudio Gora - Reverendo Pierce
Ennio Girolami - Tenente Soublette (Comandante do Fort Brent
José Nieto - Xerife
María Martín - Kitty/Sra. Ambrose Allen
Giovanni Ivan Scratuglia - Jogador no Denton Saloon
Rafael Vaquero - Bandido Mexicano
Simón Arriaga - Bandido Mexicano
José Canalejas - Bandido Mexicano
Álvaro de Luna - Bixby
Claudio Scarchilli - Chefe Indio
Benito Stefanelli - Slim, O jogador
Gene Collins - Soldado da União contando dinheiro
William Conroy - Soldado da União

 

Direção de Sergio Corbucci, nada mais que o criador do lendário Django. 
Uma co-produção Ítalo-Espanhola. 
Neste filme ela faz a personagem “Claire” uma mulher pega como refém de uma família de bandidos (Pai e três filhos) que passa a ser também cúmplice de seus atos. No papel de uma mulher audaciosa ao lado de Joseph Cotten, Al Mulock, Aldo Sambrell, Julián Mateos, Angel Aranda, Gino Pernice, enfim; um elenco de super-conceituados atores no gênero. 
Com música de Ennio Morricone e fotografia de Enzo Barboni que mais tarde se tornaria o criador e diretor dos filmes do personagem “Trinity” original com Terence Hill.
Este foi considerado para a época um dos mais violentos Westerns produzidos na Europa.
O cartaz da época dizia o seguinte:..."Na epopéia do Oeste, homens selvagens como animais, lutavam por ideais diferentes".
Produzido pela Embassy Pictures, teve cenas filmadas em Madrid, Alberche, Castile, Almeria, Granada e Anzio.
Estreou em Roma em junho de 1967, e em Madrid, novembro de 1967.
Trilha sonora de Ennio Morricone (com participação da cantora lírica Edda Dell' Orso e do Coral dos Cantores Modernos de Alessandroni).
No Brasil o filme já pode ser encontrado em DVD e sem dúvida nenhuma os brasileiros agora poderão conhecer e ver o trabalho de Norma Bengell no meio deste bando de mexicanos sanguinários e pervertidos em uma atuação deslumbrante e marcante neste que também pode ser considerado um clássico neste seguimento.

IO NON PERDONO...UCCIDO!  (1968)  
Eu Não Perdo-o...Mato! (Brasil)
I Do Not Forgive... I Kill! (USA)
Phaedra West (USA)
Ballad Of A Bounty Hunter (USA)
Fedra West (USA)


Direção: Joaquín Luis Romero Marchent
Escrito: Víctor Auz, José Luis Hernández Marcos,
Bautista Lacasa, Joaquín Luis Romero Marchent e Giovanni Simonelli
Música: Piero Piccioni
Fotografia: Fulvio Testi
Edição: Mercedes Alonso

Elenco 
James Philbrook - Don Ramon
Norma Bengell - Wanda
Simón Andreu - Stuart
Luis Induni - Irmão de Wanda
Alfonso Rojas - Julio Alvarez
Giancarlo Bastianoni - Bandido
Alfonso de la Vega - Bandido
Álvaro de Luna - Bandido
Emilio Gutiérrez Caba - Jose (as Emilio Gutierrez Cava)
Javier Maiza - Sbirro de Don Ramon
Carlos Romero Marchent - Bandido
María Silva - Isabel Alvarez
Ángel Ortiz, Joaquín Solís, Angelo Angeloni, Ángel Aranda, Clementina Cumani,                   
Rafael Hernández, Antonio Padilla, Juan Antonio Rubio e Maria Cumani Quasimodo.

 

Outro western Europeu de Co-Produção Ítalo-espanhola.
Licenciado para exercer medicina, o jovem Stuart, filho de Ramon, um rico fazendeiro mexicano, retorna para a casa de seu pai, que está casado com Wanda, uma mulher de origem humilde.
Ramon, é submetido a roubos freqüentes de seus rebanhos de gado por ladrões cruéis.
É um fazendeiro que procura evitar a violência até memso contra quem insulta o seu filho.
Um dia, durante uma tempestade, Wanda, apaixonada por Stuart, trai Ramon.
Arrependido, o jovem se recusa a continuar a enganar seu pai e decide deixar a fazenda, para se dedicar-se à sua profissão.
Wanda, para vingar-se, em seguida, revela Ramon que ela o traiu com seu próprio filho.
Ramon, em um acesso de raiva sai a caça do filho e acaba por matar os dois em um final trágico.
É um grande Western Dramático que lembra um pouco outro neste estilo; "Homem, Orgulho e Vingança" (L'uomo, l'orgoglio, la vendetta - 1968) com Franco Nero, Klaus Kinski e Tina Aumont.
Outra curiosidade é que a edição do flme ficou por conta de outra grande e belíssima atriz, Mercedes Alonso.
Norma Bengell é a protagonista principal deste Drama e merecidamente deixa sua marca dentro da história, com atuação firme e com seu olhar sempre compenetrante frente a câmera.
Sem dúvida nenhuma será lembrada pleos fãs do Espaghetti Western no Brasil e no mundo por ter sido mais uma aventureira em atuar pelos desertos áridos da Espanha e na Itália.

 
Diva do cinema nacional de uma era. 
A atriz Norma Bengell, 75 anos, que recentemente viveu a dona Deise de Toma Lá Dá Cá (Globo), afirma odiar quem lhe diz “Norma, você era tão linda...”. Aos indelicados, responde:
-Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade.
Norma Bengell  fez sua última atuação no teatro aos 75 anos em 27 de março de 2010 em “Dias Felizes”  de Ruy Guerra, com a montagem  de Samuel Beckett, dirigida pelo amigo Emílio Di Biasi , no Teatro do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP)
- Minha personagem era uma otimista e eu também. Senão, já tinha morrido. (disse)
Hoje aos 77 anos atravessa graves problemas de saúde e financeiros tendo, poucos amigos para ampará-la.
O reconhecimento do Brasil por seus artistas é mesmo lamentável. Enquanto todos estão em plena fase de produção e atuação,  são idolatrados e explorados pela mídia, mas depois que passa-se o tempo, são esquecidos e abandonados  por  todos.
Deixo aqui registrada a minha homenagem a está grande artista internacional que deixou dois Westerns em sua carreira: Dois grandes filmes e que sempre serão lembrados por todos os fãs.
Sua última entrevista mencionando suas dificuldades estão gravadas neste vídeo em que suas revelações são surpreendentes.
CURIOSIDADES - RARIDADES
 
 

Vídeo da Lamentável reportagem com Norma Bengell 
Abaixo-assinado - Por uma velhice digna à Atriz Norma Bengell - Governo Federal  
Trecho/Parte do filme “Os Cruéis” no Youtube  
Trecho/Parte do filme “Fedra West” no Youtube  
Filmogrfia Completa – IMDB.NET
Agradecimentos Especiais ao amigo Marcos Maurício Lima – BH /MG pelo material de seu acervo cedido para concluir este mais completo trabalho de pesquisa sobre a carreira de Norma Bengell agora disponível aos fãs somente aqui através deste blog.
Edelzio Sanches - Editor