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21 maio 2019

A Morte de José Terrón [Especial Brasil] TRIBUTO


Em 12 de Maio de 2019 aos 79 anos de idade, morreu em Madrid, Espanha, o ator e dublê José Terrón Peñaranda.
A sua morte foi anunciada pelo seu filho José através do Facebook mas não mencionou a causa, informou o meu amigo Tom Betts do blog americano https://westernsallitaliana.blogspot.com/. 

Nascido em 05 de Julho de 1939 em Madrid, Espanha, durante muitos anos nós pudemos desfrutar de suas atuações e aparições antológicas com suas performances nos filmes Espaghetti Western.


"Thomas 'Shorty' Larson"  The Good, The Bad and The Ugly (1966)

Foi em uma breve e memorável aparição no filme "O Bom, o Mau e o Feio" (The Good, The Bad and The Ugly) de 1966 dirigido por Sergio Leone, que sentimos realmente a força de sua imagem na tela do cinema como Thomas 'Shorty' Larson, sendo perseguido alvejado na rua em meio a fuga do hotel por Sentenza/Angel Eyes/Olhos de Anjo (Lee Van Cleef).

Descobrimos também que ele interpretou “Guy Calloway” em “Por Alguns Dólares a Mais” (For a Few Dollars More) também de 1966 dirigido por Sergio Leone.


 "Índio" Shalako (1968)


Família Terrón - Dublês espanhóis das décadas de 1960 e 1970

José Terrón Peñaranda começou sua carreira no cinema com seus três irmãos: Pedro, Ángel e Víctor, como especialista, por sua capacidade de fazer acrobacias em cavalos sendo um dos precursores no aperfeiçoamento em quedas à cavalo na Espanha com seus irmãos que treinavam nos bairros de Del Cajon e Valdevivar em Madrid.

Esteve também em “Uma Pistola para Ringo”, “Django”, “Eu Quero Ele Morto” e muitos outros. 

Participou em mais de 50 filmes entre as décadas de 1960 e 1970 e em sua maioria não era creditado.

 "Ringo" Django (1966)

Ainda muito desconhecido e sem muita informação dos fãs, um certo dia o filho do ator, José postou no site Shobary's Spaghetti Westerns uma breve biografia sobre o seu pai e finalmente tivemos o conhecimento e o paradeiro do ator associando-se a este nome.


 Família Terrón - Dublês espanhóis das décadas de 1960 e 1970 em treinamento

Sabíamos finalmente que ainda encontrava-se vivo. Ele postou também uma homenagem a seu pai no canal YouTube. Postou também uma homenagem aos seus tios, que também eram dublês e todos especialistas em montarias e quedas de cavalos, diligências, bigas e tudo o que se movia em situações perigosas no Set.


José disse que seu pai vivia da aposentadoria de sua carreira em prol do cinema europeu.

Agradecemos a este grande ator e dublê por criar e imortalizar seus personagens na história do Espaghetti Western, ora hoje cultuado mundialmente por um infinidade de fãs e que outrora nos proporcionou momentos emocionantes e inesquecíveis frente à tela do cinema.
Minha homenagem a José Terrón. R.I.P. (Descanse Em Paz).

JOSÉ TERRÓN 
Filmografia Espaghetti Western :

1971 The Deserter - Apache
1969 Forgotten Pistolero - Francisco
1968 I Want Him Dead - Logan - Cowboy bebendo no Saloon
1968 Shalako - Indio
1968 White Comanche - Cidadão
1967 15 Scaffolds For a Murderer - (Guarda Costas) Hangman
1967 Death Rides A Horse - Cúmplice de Walcott
1967 God Forgives... I Don't - 'Flatface' - Guarda Costas de San Antonio
1966 Arizona Colt - Guarda costas de Watch
1966 Navajo Joe - Soldado
1966 The Good, The Bad and The Ugly - Thomas 'Shorty' Larson
1966 Django - Ringo/Membro do Klan com Cicatriz
1966 For a Few Dollars More - Guy Calloway, 1º morto por Mortimer

 TRIBUTO À JOSÉ TERRÓN POR SEU FILHO JOSÉ

 TRIBUTO À FAMÍLIA TERRÓN POR JOSÉ 

  JOSÉ TERRÓN & JOSÉ TERRÓN FILHO

09 agosto 2011

A morte anda a Cavalo



 

















“Da Uomo a Uomo”
“Death Rides A Horse - USA”
Itália 1967
Direção: Giulio Petroni
Música: Ennio Morricone
Duração: 114 minutos
Fotografia: Carlo Carlini
Distribuição Original no Brasil: Reserva Especial
Filmado em Tabernas - Almería – Andalucia - Espanha

Lee Van Cleef - Ryan
John Phillip Law - Bill Meceita
Mario Brega - Caolho (Paco)
Luigi Pistilli - Walcott - Lider dos bandidos
Anthony Dawson - Burt Cavanaugh
José Torres - Pedro
Franco Balducci - Xerife
Guglielmo Spoletini - Manuel - Bando de Walcott
Bruno Corazzari - Cúmplice de Walcott
Felicita Fanny - Garota da Vila
Ignazio Leone - Shepherd
Carlo Pisacane - Chefe da Estação de Holly Spring
Angelo Susani - Bando de Walcott
Vivienne Bocca - Bando de Walcott
Walter Giulangeli - Sr. Meceita, Pai de Bill
Elena Hall - Sra. Meceita, Mãe de Bill
Mario Mandalari - Bando de Walcott
Nazzareno Natale - Bandido
Ennio Pagliani - Bando de Walcott
Giovanni Petrucci - Bando de Walcott
Romano Puppo - Prefeito
Richard Watson - Bartender
Archie Savage - Vigro
Remo Capitani - Escolta do Ouro
Carla Cassola - Betsy, garota de Bill
Giuseppe Castellano- Xerife
Nerina Montagnani - Esposa de Shepherd
Claudio Ruffini - Diretor da Prisão
José Terrón - Bando de Walcott
Nino Vingelli - Jogador de Cartas
Ainda criança, Bill (John Phillip Law), escapa de um massacre e é a única testemunha do Assassinato de toda a sua família por quatro assaltantes. Traumatizado consegue memorizar algumas pistas deixadas pelos sádicos assassinos. Quinze anos depois, ele vai atrás dos assassinos em busca de vingança.
Durante a sua jornada, ele cruza o caminho de Ryan (Lee Van Cleef), um Ex-Confederado que acabou de sair da cadeia e que também de alguma forma ficara preso por causa dos mesmos bandidos. Os dois formam uma dupla nada comum em busca do mesmo objetivo, mas por diferentes razões.
Ryan de alguma forma se antecipa sempre às ações precipitadas de Bill, colocando um contra o outro. Dos seis westerns dirigidos por este diretor, este talvez tenha sido o mais sério e violento. Fez também duas comédias com o personagem "Provvidenza" com Tomas Milian (uma mistura de Trinity e Charlie Chaplin) e um outro de destaque foi "....E per tetto un cielo di stelle" (A Sky Full of Stars for a Roof - USA) de 1968 com Giuliano Gemma e Mario Adorf de muito sucesso.
O que foi muito chocante e brutal para o ano de 1968, foi o fato de que os homens brancos do Velho Oeste começaram a mostrar suas armas para crianças e mulheres. Muito inusitado para o cinema de Hollywood.
Mais uma ousadia e desafio para os Italianos nesta década que vinham quebrando todos os tabús a cada filme. A Aparência dos atores como Lee Van Cleef, Jack Palance, Gordon Mitchell, Bud Spencer, Gian Maria Volontè e tantos outros que não tinham seus rostos tão bonitos como os de príncipes como por exemplo Roger Moore, Tony Curtis e outros, mostrava que filme de faroeste não precisava ter um ator bonito mas sim justiceiro e que honrassem seu nome. Ainda não tão aparente no cinema, nunca fora feito a menos que fossem retratando com os índios que eram considerados selvagens sanguinários. John Wayne não gostava de ver esse tipo de Western, pois manchava o código do Cowboy-Mocinho disciplinado.
Os Espaghettis Westerns lotavam as salas de cinema e quanto mais feio era o ator, melhor era retratada a vida difícil do cowboy forasteiro que tinha que conviver em meio a bandidos o tempo todo. Estes atores se consagravam pela sua atuação e não pela sua beleza, pois o homem que era macho não precisava ser bonito; Ele tinha que resolver o problema com suas próprias mãos e seus próprios meios.
John Phillip Law participou de grandes clássicos do cinema Fantástico na década de 70e 80 em filmes como “Barbarella – 1968, As Novas Viagens de Simbad – 1973, Perigo: Diabolik – 1968, Rebelião Espacial – 1988” e muitos outros vindo a falecer em 2008.
Aqui ao lado de Van Cleef mostra sua única e inesquecível performance em um Faroeste Europeu.
A música de Ennio Morricone é outro ponto alto do filme especialmente em momentos como nas cenas onde Ryan (Cleef) acaba de sair pela porta da prisão e está comprando o cavalo e quando conhece Bill (Law) pela primeira vez como um adulto em sua fazenda.
Um agradável e grandioso filme, enfatizando a cenografia de Luciano Vincenzo.
Descobri uma música tema do filme cantada pela poderosa voz de Raoul que está disponível aos fãs.
Outro detalhe interessante é que Quentin Tarantino aproveitou parte da trilha sonora deste filme para as sequencias de ação do filme “Kill Bill”. Nada bobo ele.

27 janeiro 2011

15 Forcas Para os Assassinos


“Quindici Forche Per Un Assassino"
“The Dirty Fifteen - USA”

Produção Itália/Espanha 1968
Direção: Nunzio Malasomma
Música: Francesco De Masi
“Will you be mine” Cantada por Ettore "Raoul" Lovecchio
Duração: 105 minutos
Fotografia: Stelvio Massi
Escrito: Mario Di Nardo e José Luis Bayonas
Co-Produção Film Eos – Roma e Centauro - Madrid

Craig Hill – Steve-Billy Mack - Sandy
Susy Andersen – Barbara Ferguson
George Martin – Capitão – Cassel
Tomás Blanco – Clark Benett
Eleonora Brown – Liz Cook
Álvaro de Luna – Parceiro de Sandy
José Terron – Condutor de Carroça
Andrea Bosic – Reverendo Andrew Ferguson
Aldo Sambrell – Lenny / Bud Lee
Ricardo Palácios – Barman – Juan
José Manuel Martin- Beny
Margarita Lozano – Viúva Cook
Aldo Berti, Frank Braña, Antonio Casas, Antonio Moreno, Giovanni Ivan Scratuglia, Umberto Raho (Umy Raho), Luis Durán, Maria Montez, Laura Redi, Enrique Santiago e Howard Ross.

Acusado injustamente de assassinato de uma família de três mulheres, em um rancho após roubo de cavalos, os bandos de Bill e Cassel (dois bandos rivais) são caçados pelo xerife e os populares da cidade desejando fazer justiça com as próprias mãos sem terem mesmo a certeza de que são os verdadeiros assassinos.
Billy Mack (Craig Hill) e Cassel (George Martin) liderando os dois bandos refugiam-se no Forte Tortuga na fronteira mexicana onde conseguem provisões para temporariamente esconderem-se. São encontrados pelo bando do xerife e são feitos reféns no Forte e aos poucos capturados e enforcados nas proximidades do Forte um-a-um; Da-se aí o nome “15 Forcas para os Assassinos”.
Por intermédio de duas testemunhas, uma delas o Sr. Clark Benett conseguem encontrar o verdadeiro assassino das mulheres e como não poderia de ser, Aldo Sambrell mais uma vez paga a conta. Uma trama bem armada por Mario Di Nardo e José Luis Bayonas que faz o espectador se ligar o tempo todo na tela. As paisagens de Almeria neste filme estão em destaque nas perseguições a cavalo.
Algumas falhas poderiam ter sido evitadas como por exemplo; Um pistoleiro de Bill disfarçado de peon mexicano sentado em uma pedra solitário no meio do deserto dando informações ao bando do xerife para onde os assassinos teriam seguido caminho; Mas isto é que faz do Spaghetti Western diferente.
Alguns cortes de edição bruscos também são sentidos como de costume mas ficam bem originais e não se perde a ação.
Craig Hill tinha mesmo sua característica de atuar com aquela mesma cara de cínico de sempre em que às vezes você não sabe realmente de que lado que ele está.
Descobrindo-se o verdadeiro assassino e após o enforcamento de alguns pistoleiros “inocentes” tendo em vista que eram ladrões de cavalos, sobram ainda 10.000 dólares de recompensa para os dois "mocinhos" nesta ação.
É um filme muito bom, mesmo não se tendo notícias de uma cópia boa no Brasil. É um filme que mereceria uma ressurreição à altura em uma nova edição. Um elenco muito bom para os quesitos da época e que se tornou mais um Cult no Brasil.
Uma música inconfundivelmente interpretada por Raoul em que sobe a tonalidade em um tom de voz no meio do segundo verso, (I want to spend my life, my life with you) dando um show de domínio vocal raramente visto nas músicas de hoje. Uma guitarra acústica natural de Alessandroni em que ela parece estar convidando Raoul pra cantar. Aqui você pode ouvi-la e conhecer a Letra Original do filme inédita.
Exibido em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 21 de Janeiro de1982.
É continuamente procurado pelos fãs e meu amigo Clovis Arruda, um dos maiores batalhadores na recuperação e restauração destes filmes no Brasil http://sospaghettiwestern.com/ está batalhando um DVD deste filme com nova autoração. Estaremos aguardando anciosos Amico....