Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.
Mostrando postagens com marcador Chelo Alonso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chelo Alonso. Mostrar todas as postagens

02 julho 2015

Morre em Roma Sergio Sollima, o pai de “Cochillo Sanchez” e "Sandokhan". Especial Brasil

Morre em Roma aos 94 anos, Sergio Sollima (17 de abril de 1921 a 01 de julho de 2015) era um roteirista e ex-diretor de do cinema italiano e pai de Stefano Sollima.
O funeral será realizado sexta-feira (03 de Julho de 2015) das 10 a 13 horas, na Casa de Cinema do Grande Marcello Mastroianni em Roma.

Sergio Sollima nasceu em Roma, se formou a partir do Centro Experimental de Cinematografia, e inicialmente trabalhou como crítico de cinema, mas a sua estreia oficial foi nos anos cinquenta como um dramaturgo. Sua comédia “Homem e Arma”, mostrado em 1948, dirigida por Luigi Squarzina foi o que o despontou para o futuro.

Como muitos diretores cult italiano, Sollima começou sua carreira como roteirista em 1950 e escreveu muitos filmes Peplum [Sandalha e espada] na década de 1960. Ele fez sua estreia na direção fazendo uma das quatro sequências do antológico filme “Of Wayward Love”.

Sollima filmou três Eurospy [Euro Espiões] e em seguida, voltou-se na tentativa de fazer o Espaghetti Western. “The Big Gundown” [O Dia da Desforra – Brasil], (estrelado por Lee Van Cleef e Tomas Milian) foi lançado em 1966 com grande sucesso, apesar do fato de que teve que competir com Sergio Leone de
“ The Good, The Bad and The Ugly” [O Bom, o Mau e o Feio - Brasil] e “Django” de Sergio Corbucci.


Sollima logo após filmou mais dois sensacionais e históricos Westerns. “Faccia a Faccia” [Quando os Brutos se Defrontam - Brasil], (com Tomas Milian e Gian Maria Volonté) foi lançado em 1967 e "Run, Man, Run!" [Corre, Homem, Corre! - Brasil], (com Tomas Milian, Donald O´Brien e John Ireland e Chelo Alonso) em 1968.
Embora Sollima tenha dirigido apenas três Westerns e eles nunca tenham atingido o nível de popularidade como os dos outros Sergios (Leone e Corbucci), cada um deles é altamente considerado entre os entusiastas do gênero, clássicos e de estilo próprio.

Em 1970, Sollima troca novamente de gênero dirigindo Charles Bronson e Telly Savalas estreando com o filme “Violent City”, que foi um dos primeiros violentos e acelerados filmes de crime italiano, muitas vezes conhecidos como “Poliziotteschi”. Assim como para todos os seus Westerns, a trilha sonora foi fornecida por Ennio Morricone.
O último filme bem conhecido de Sollima é “Revolver” (1973), outro poliziotteschi estrelado por Oliver Reed e Fabio Testi.

Sollima dirigiu para a TV RAI, uma minissérie italiana famosa “Sandokan”, estrelado por Kabir Bedi, Adolfo Celi, Andrea Giordana, Philippe Leroy e Carol Andre e os seus seis episódios exibidos a partir de 6 de janeiro de 1976 foram memoráveis e antológicos.


Entre seus filmes mais famosos está “La Resa Dei Conti” [O Dia da Desforra] de 1967, em que ele criaria o personagem “Cochillo Sanchez” (O faca) Tomas Milian, um fugitivo mexicano, em que em sua história foram detectados referências aos conflitos do Terceiro Mundo de Che Guevara, Emiliano Zapatta e outros revolucionários Americanos, mas Sollima escolheu um  personagem “puro e ingênuo” para representar, no sentido de não integrado socialmente e, portanto, como tal, um portador adequado em questões de seu tempo, como a justiça social ou de rebelião às iniquidades do sistema político e social.
Este foi o primeiro filme de uma trilogia Western com Tomas Milian, seguido por “Faccia a Faccia” (1967) e “Corri, Uomo, Corri” (1968).
Descanse em paz “Sergio Sollima, o pai de Cochillo Sanchez e Sandokan”.


Vídeo Tributo Sergio Sollima

09 outubro 2014

Homenagem - Divas do Western Espaghetti 2014


No dia 15 de Julho de 2014 no Roma Teatre Delle Vittorie, aconteceu um encontro histórico para os fãs do cinema europeu e em especial ao Espaghetti Western onde a produção do Stracult produzido pela TV Italiana Rai TV2, nos brindou com um encontro “Surreal” de quatro das mais prolíferas atrizes de décadas anteriores e que hoje ainda deslumbram a sua beleza e todo o seu carinho e atenção ao seus fãs que as idolatram incondicionalmente por suas carreiras artísticas.


Com a participação e apresentação de Marco Giusti, foram entrevistadas as atrizes Chelo Alonso, Nicoletta Machiavelli, Simone Blondell, Malisa Longo e também os atores Lucio Rosato e Nicola Di Gioia.

Um programa realizado num clima de descontração entre todos em que os artistas sentiram-se bem a vontade em contar e narrar parte de suas vidas que foi dedicada ao cinema lembrando alguns momentos especiais de toda a sua trajetória a uma grande plateia de jovens entusiastas do cinema mundial.


Foram dezenas de filmes interpretados em suas carreiras dos mais variados gêneros dentre eles o Peplum, Gialo, Horror e muitos outros e aqui destaco em especial o Espaghetti Western.

Dentre todas, a grande surpresa foi mesmo a presença de Chelo Alonso [Isabella Garcia], a atriz cubana nascida em 10 de Abril de 1933 em Central Lugareño, Camagüey-Cuba, que à muito tempo encontrava-se afastada da mídia.


Graças às redes sociais, hoje todos eles podem ser encontrados e contactados pelos fãs compartilhando o seu dia-a-dia, com respeito mútuo entre todos. Uma verdadeira família atores-fãs que cresce a cada minuto na Internet.


Parabenizo aos realizadores do evento pela iniciativa de homenagear estes artistas que inspiraram gerações de novos atores e atrizes pelo mundo todo e merecidamente têm o seu espaço registrado na história do cinema mundial.




Detalhes importantes como a filmografia e curiosidades que foram reveladas a este blog, podem ser encontradas e deliciadas nas entrevistas pessoais exclusivas prestadas recentemente a mim e estão disponíveis no índice deste espaço.



22 novembro 2011

Corre Homem, Corre - Espanto en el Corazon - Letra/Lyric Inédita


Corri Uomo, Corri (1968)
Música de Bruno Nicolai e Ennio Morricone
Interprete: Tomas Milian e Cantores Moderni di Alessandroni

"Espanto en el Corazon"

Amigos míos, ya lejos me voy a esa guerra cruel.
Puede ser que el coraje vendrá, si ocurrirá.
Quién sabe si? Si esperanza no habrá o si el espanto vendrá?
Pero, pero están seguros que, que ése es un canto lindo lindo.
Y está aquí dentro de mi pecho, ya.

No hay miedo mis compañeros por quien busca la revolución
también la muerte nos gustará
y seremos contra el peligro y alegre estará el corazón
por la justicia y la hermandad.

[Instrumental]

La chiquitas se ven despojadas de la flor de la vida el amor
pues adoradas ya no son más.
Y para nosotros es la vida
más profunda la idea será
y sea la vida felicidad.

Nota: Narração inicial por Thomas Miliam

Tradução para Portugues Brasil

Meus amigos, já estou distante, essa guerra é cruel
O que vai acontecer? A ira virá?Ou vai desaparecer?
Quem Saberá?Haverá esperança ou haverá temor?
Porém existe uma certeza, que este é um lindo país, Lindo
E aqui dentro do meu coração agora

Não há medo meus companheiros por quem busca a revolução
Também a morte terá sabor
E seremos contra o perigo e alegre estará o coração
Pela justiça e a irmandade

As meninas se vêem roubadas da sua flor na vida e no amor
Elas não são mais adoradas
Para nós é a vida
Mais profunda a idéia será
Viver e ser feliz




Corri Uomo, Corri – Peter Boom – Tema Final
"Espanto en El Corazon"

Música de Bruno Nicolai e Ennio Morricone
Interprete: Peter Boom e Cantores Moderni di Alessandroni

ya lejos yo me voy para a guerra cruel.
que el coraje vendrá, si ocurrirá
que esperanza no habrá, el espanto vendrá
Y el canto está aquí de mi pecho está.

Compañeros mis Compañeros por quien busca la revolución?
también la muerte nos gustará
y seremos contra el peligro y alegre el corazón
por la justicia a hermandad.

[instrumental]

La chiquitas se ven despojadas de la flor de la vida el amor
pues adoradas ya no son más.
para nosotros es es la vida
más profunda la idea será
y sea la vida felicidad.


Anúncio de Cinema-Brasil - Cortesia - Cayman Moreira
Letra Cortesia de Belane Matheos - Espanha
Música Tema Riped Vinyl 1968- Re-uploade Mediafire

Corre Homem, Corre


Corri Uomo, Corri
“Run Man, Run! - USA”
Produção 1968 – Itália e França
Direção: Sergio Sollima
Música: Bruno Nicolai e Ennio Morricone
Duração: 115 / 120 / 101 Minutos
Fotografia: Guglielmo Mancori
Escrito: Pompeu de Angelis e Sergio Sollima
Produção: Aldo Mancori, Anna Maria Chreitien e Aldo Pomilia
Edição: Tatiana Casini Morigi
Direção de Arte: Francesco Cuppini

Tomas Milian – Manuel Sanchez/Cuchillo
Donald O´brien – Nathaniel Cassidy
John Ireland - Santillana
Linda Veras – Penny Bannington
Chelo Alonso - Dolores
José Torres - Ramirez
Marco Gugielmi – Coronel Michel Sérvigny
Luciano rossi (Edwin G. Rossi) - Jean-Paul
Nello Pazzafini - Rizza
Gianni Rizzo - Prefeito
Dante Maggio(Dan May) - Mateo Gonzalez
Umberto di Grazia
Noè Muraiama - Pablo
Attilio Dottésio – Maneul Etchevaria
Orso Maria Guerrini - Raul
Fredercio Boido (ick Boyd) – Steve Wilkins
Calisto Calisti – Fernando Lopez
Osiride Pevarello – Blacksmith de Burton City
Goffredo Unger - Arthur/ Xerife de Burton City
José Marco – José Ramirez/Morto por Cassidy
Ricardo Palacios – Oficial Mexicano com Dinamite
Pietro Tordi – Sargento na cadeia mexicana

Terceiro filme da trilogia de Sergio Sollima, editado anteriormente como “Un Uomo e un Coltello”.
Depois de grande sucesso de “O Dia da Desforra”, Sollima afastado por dois anos, retorna com o personagem Cucchillo, novamente perseguido e acompanhado de um poeta revolucionário “Ramirez”.
Esta é outra obra do Spaghetti Western, na verdade, uma sequencia de The Big Gundown (O Dia da Desforra -1966), do mesmo diretor e praticamente do mesmo time de estrelas.
Sollima disse em uma entrevista que sentiu a força no personagem "Cuchillo” e que mereceria ter um tipo de continuação (O Caçador de recompensas Lee Van Cleef) foi digno de participar da criação de Cuchillo. O segundo foi “Face a Face - 1967”.
Neste, vemos o ator cubano Tomas Milian "Cuchillo" (quem Sollima admite ter sido inspirado pelo papel de Toshiro Mifune em “Os sete samurais de Akira Kurosawa” de 1954).
Um pobre “Peon” mexicano que é perseguido por um caçador de recompensas americano; Uma dupla de mercenários franceses; Sua amada mexicana extremamente zelosa e mal-humorada; Uma horda de bandidos revolucionários mexicanos liderados por Santillana (John Ireland) que tem uma atuação tímida durante dois minutos neste filme.
Há também a atenção a outra bela mulher, uma oficial do Exército da salvação muito ganânciosa! Tudo isso tende a fazer este filme inferior ao primeiro em virtude das ações não se articularem entre si como percebido no primeiro filme. Todos estão em busca de 3 milhões de dólares. Longo de mais, pouca finalidade e cansativo com pouca ação habitual necessária para um verdadeiro clássico do Western Spaghetti, mas os diálogos são bons e a abertura política que abrange a obra assegura um trabalho memorável de seus realizadores para a época.
A comédia, também, é mais acentuada do que em The Big Gundown.
O personagem de Milian foi para Sollima o que Clint Eastwood fora para Sergio Leone e sempre permanecerá na memória de quem foi ao cinema da década de 60. Um personagem diferente assim como em “Face a face” (Face to Face de 1967), também dirigido por Sollima e Django, Kill! (Django vem para matar de 1967) aparentemente todas as interpretações destes filmes baseiam-se em "Cuchillo”.

“Corre Homem Corre” trás ainda uma aliança instável entre o México e um ex-xerife americano interpretado desta vez por Donald O´Brien, coincidentemente uma mistura de Lee Van Cleef de The Gundown (O grande duelo) e William Berger de Face a Face. Até mesmo o duelo final da dupla não surpreende muito em virtude dos personagens adversários serem poucos reprenstativos na questão vingança-acerto-de-contas se compararmos ao filme anterior.
Estes elementos não dão muito impacto respeitando a opinião do diretor que evitou em fazer uma cópia do primeiro Cuchillo sem perder a classe. Além disso, depois de uma hora e meia, o filme chega ao seu final não resolvido, ou seja o ouro ficou sem dono; Sollima, no entanto, achou que seria o final certo para o filme!

Outro ponto forte do filme é a música de Ennio Morricone conduzida aqui por Bruno Nicolai. O tema inicial é interpretado pelo próprio Tomas Milian e o tema final pelo cantor americano Peter Boom. Músicas memoráveis. Infelizmente todo o trabalho de Tomas Milian feito na Europa não teve reconhecimento nenhum pelos produtores de Hollywood como ele mesmo revelou em entrevista em um documentário em um DVD mas está deixando um legado de suas atuações memoráveis de uma década.