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17 abril 2016

Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona [Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa] "For Tomorrow I May Die" Letra/Lyric Inédita

Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa
Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona - Itália
Buccaroo - El Winchester Que No Perdona - Espanha
Buckaroo Ne Pardonne Pas - França
Enas Pistoli Keravnos - Grécia
Buckaroo: The Winchester Does Not Forgive - USA
Buccaroo - Galgenvögel Zwitschern Nicht - Alemanha

Música: Dean Reed
Interprete: Dean Reed
Harmônica: Franco De Gemini

“For Tomorrow I May Die”

I came looking for vengeance one day
But instead a love it came in a way
Tomorrow I’ll fight and maybe I’ll die
The love that I lost, I’ll never know why

I came to town, tired and lonely
Searching for a man of hate
My father died by his hands
Oh what will be my fate

Tomorrow I must face him down
Through the narrow streets of town
For this man tomorrow I’ll see
Also he turned my loved one from me

And if I die I’ll have no fear
Although I wish you could be near
And when the nights grow so cold
I hope in your dreams it’s I you’ll hold
For tomorrow I may die

Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona [Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa] Letra/Lyric

Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa
Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona - Itália
Buccaroo - El Winchester Que No Perdona - Espanha
Buckaroo Ne Pardonne Pas - França
Enas Pistoli Keravnos - Grécia
Buckaroo: The Winchester Does Not Forgive - USA
Buccaroo - Galgenvögel Zwitschern Nicht - Alemanha

Música: Dean Reed
Interprete: Dean Reed
Harmônica: Franco De Gemini

"Il Buckaroo"

Lui stringerá il fucile, e non c'é
Negli occhi suoi, amore non c'é
No ragazza, non lo aspettar
Non tornera
Il Buckaroo, Buckaroo
Buckaroo, Buckaroo

Che fa come sta
Quei prendere il puo
La sete che ha, di dentro di sé
La vendetta verrá e senza pietá,
Qualcuno morirá

Lui cercherá il fucile, che non c'é
Quel giorno che la morte verrá
No ragazza, non lo aspettar
Non tornera
Il Buckaro, Buckaroo
Buckaroo, Buckaroo

Che fa come sta
Quei prendere il puo
La sete che ha, di dentro di sé
Nei tuoi occhi non c'é
Che odio perché,
Non hai tempo per
Amore.

Tradução Português Brasil


Ele agora pegará o seu rifle e
E em seus olhos, seu amor não está lá
Nenhuma garota o espera,
Não voltará
O Buckaroo, Buckaroo
Buckaroo, Buckaroo

É assim que é
Aqueles podem tomar
A sede que tem, no seu interior,
Vontade de vingança, e impiedosamente,
Alguém vai morrer

Ele agora pegará o seu rifle e
Com a arma nesse dia e a morte virá
Nenhuma garota o espera
Não voltará
O Buckaroo, Buckaroo
Buckaroo, Buckaroo

E assim deve ser
Aqueles pagarão
A sede que tem
Dentro de si mesmo
Em seus olhos somente
O ódio porque
Ele não tem tempo
Para amar...



Click aqui e veja Dean Reed Cantando o Tema "Il Buckaroo"  
Músicas "Il Buckaroo"

16 abril 2016

Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona [Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa] Especial Basil

Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa
Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona - Itália
Buccaroo - El Winchester Que No Perdona - Espanha
Buckaroo Ne Pardonne Pas - França
Enas Pistoli Keravnos - Grécia
Buckaroo: The Winchester Does Not Forgive - USA
Buccaroo - Galgenvögel Zwitschern Nicht - Alemanha

Produção: Itália 28 Outubro de 1967
Direção: Adelchi Bianchi    
Escrito: Antonio Romano e Romano Scucciuglia
Música: Coriolano Gori (Lallo Gori)
Fotografia: Oberdan Troiani    
Edição: Enzo Alabiso    
Assistente de Direção: Antonio Casale
Harmônica: Franco De Gemini
Duração: 89 Minutos
Músicas "Il Buckaroo" e
“For Tomorrow I May Die” Interpretadas por Dean Reed
Harmônica: Franco De Gemini


Dean Reed - Buckaroo/Al
Monika Brugger - Annie/Christie
Livio Lorenzon - Lash/Lash Bogard
Ugo Sasso - Johnny McKenzie
Omero Gargano - Don Miguel Montero                              
Jean Louis - Fazendeiro intimidado/Xerife Sandy                           
Gualtiero Rispoli – Xerife Corrupto de New Tuscosa                     
Angela De Leo – Dançarina/Linda
Gilberto Galimberti - Capanga de Lash - Webb
Valentino Macchi – Jim Skinner
Dino Strano - Capanga de Lash - Bill
Carla Petrillo - Filha do Barman – Jady
e com Antonio Basile, Ennio Pagliani, Virgilio Ponti e Enrico Chiappafreddo. 


Este é mais um filme que relembra o cantor americano Dean Reed que virou popstar comunista no final da década de 60 até meados da década de 70.
Quando a diligência em que viajam é atacada por Don Miguel Montero (Omero Gargano) e sua gangue de mexicanos, o viajante Lash mata o seu sócio que viaja com ele, apoderando-se dos documentos que lhe dão direito a uma mina de ouro. O ataque é feito em comum acordo com Montero que fica apenas com o saque da diligência, alguns poucos dólares como é de costume.

A localização da mina fica nas imediações da cidade de New Tuscosa, próxima a fronteira mexicana onde acontece tudo. Lash ao tomar posse de sua mina roubada após cinco anos, ele tem um vizinho e fazendeiro, o velho Johnny MacKenzie que também é dono de outra mina de supõe-se ser de ouro também. Todos os trabalhadores que o velho MacKenzie contrata para trabalhar na sua mina são mortos por Lash.

Lash incomodado com o vizinho imediatamente se põe a aumentar suas intimidações sobre a vida miserável do velho que vive com sua filha em um humilde rancho.

A intenção dele e apoderar-se também da mina do velho MacKenzie até mesmo fazendo-lhe boas propostas em dinheiro. Com a resistência do velho, Lash começa piorar as suas provocações além de se tornar o mestre indiscutivelmente mais poderoso da região.

Quando a situação local está ficando intolerável com mortes inacabáveis pelo bando de Lash, surge na cidade um forasteiro que apresenta-se como Al Buckaroo, um domador de cavalos selvagens.

Chegando na cidade e comprando uma briga do Velho Johnny MacKenzie com os homens de Lash no saloon, o jovem aceita a proposta de trabalho de Johnny dizendo que veio por ter interesse em investigar as minas no local. Buckaroo e o elho MacKenzie começam a recrutar homens para trabalharem em sua mina cobrindo os pagamentos dos trabalhadores de Lash e Lash começa ver a sua mina parar de produzir por falta de pessoal e deserção e por esse motivo muitas mortes e armadilhas são feitas por Lash.



Quando seu chefe, o velho Johnny é morto em uma emboscada, ele começa a descobrir os culpados e ele tenta fazer a sua própria justiça, mas Lash une suas forças à gangue de mexicanos de Montero e agora ele terá que lutar com verdadeiro exército de bandidos. Depois de algumas reviravoltas, Buckaroo se livra de ambos Monteiro e Lash, em quem ele acaba descobrindo ser o verdadeiro assassino covarde de seu próprio pai, o homem assassinado com os documentos da mina roubados no assalto da diligência.


Com paisagens de um verde mais acentuado neste western, filmado totlamente na Itália e com algumas passagens que são bem divertidas e as canções que Dean Reed interpreta são bem envolventes e a faixa-título, "Buckaroo", no entanto é bem agradável mas há também uma faixa romântica "For Tomorrow I May Die" que diz respeito a morte de seu pai e seu amor no filme. A música é cantada por Dean Reed num acampamento noturno, com os seus amigos num clima propício e que estão prestes a ação final do filme.

Não é um filme excelente, mas agrada aos fãs do Espaghetti e de Dean Reed. Alguns momentos possuem um pouco de humor e Dean Reed não está realmente em um de seus melhores filmes Westerns talvez pela pobreza de um roteiro elaborado sem muita inspiração mas presenciamos ótimas cenas de duelos de rua, no saloon e um final que culmina em um tiroteio na cidade entre Buckaroo com a ajuda de sua namorada Christine, filha do velho MacKenzie contra os bandidos de Lash e Montero.

Livio Lorenzon como o vilão principal, sempre competente e o orçamento também parece ter sido bastante apertado. Uma história média de justiça e vingança, atores em atuações medianas, mas uma boa música. Dean Reed é mais lembrado em "Sabata Adeus", no papel do artista Ballantine.


Depois de uma carreira medíocre nos EUA, Dean Reed acabou se tornando marxista ao fazer uma turnê pela América Latina em 1961, onde seu álbum “Our Summer Romance” fez bastante sucesso.

Na época, o artista teve contato com grupos oposicionistas na Argentina, no Chile e também no Brasil e se revoltou com a pobreza no continente. A partir daí Reed fez propaganda para o comunismo e ficou sendo o americano mais conhecido nos países socialistas da Europa do leste. Foi nessa época que ele ficou conhecido pelo apelido que dá nome ao filme: o "Elvis vermelho", em uma alusão a Elvis Presley.


O filme estreou no Brasil em 29 de dezembro de 1968 e um dos cinemas foi o Art Palácio, na Avenida São João, centro de São Paulo após o fechamento de um ano trágico para a democracia no Brasil por que em 13 de Dezembro 1968, a ditadura militar havia abolido a liberdade de expressão no país e emitiu o famigerado AI-5 (Ato Institucional n. 5), que mergulhou o país em completa escuridão e atraso.

Neste ano houve uma invasão do Espaghetti Westerns e "Buckaroo" (A Winchester que não perdoa) fez considerável Sucesso, acompanhado da carreira musical de Dean Reed que neste ano também fazia sucesso. Nunca exibido na televisão brasileira.


O cantor protestou contra a guerra do Vietnã e era amigo pessoal do presidente chileno Salvador Allende e do líder palestino Yasser Arafat. Depois de se casar com uma alemã, Reed foi morar na Alemanha Oriental, onde atuou em vários filmes e foi privilegiado e usado pelo regime.

Um filme documentário polêmico do diretor Leopold Grün mostra a ascensão e queda do cantor, que acabou morrendo afogado em 1986 em circunstâncias duvidosas em um lago nas cercanias de Berlim.

O título em alemão é "Der rote Elvis" [(O Elvis Vermelho), na tradução literal] e tira o artista Dean Reed do esquecimento e que fez sucesso durante a guerra fria com músicas que exaltavam o marxismo.

O filme com áudio em inglês pode ser assistido na integra em: "https://www.youtube.com/watch?v=81PlAQ1Sr38". Mostra a trajetória inusitada do cantor, que nasceu nos Estados Unidos e se tornou um superstar nos países comunistas antes da queda da cortina de ferro.


No fim de sua vida, pouco antes do comunismo desmoronar de uma vez por todas, Dean Reed estava depressivo e tinha caído no esquecimento. O documentário inclui depoimentos de ex-políticos alemães orientais e também da deputada Isabel Allende, filha do presidente chileno morto em 1973.


O ator americano Tom Hanks e o diretor Steven Spielberg também pretendem fazer um filme sobre a vida de Dean Reed com o título “Comrade Rockstar”. No entanto a pequena produtora de filmes Totho, de Berlim, chegou à frente de Holywood. Segundo o diretor Leopold Grün, ele já pesquisa o assunto desde 2002. A carreira do cantor também é contada em um livro cujo título traz o que muita gente pensa sobre a vida do artista: “A estória muito estranha de Dean Reed”.

04 agosto 2015

Amico mio, frega tu... che frego io! [No Rastro do Ouro Maldito] Especial Brasil

Amico mio, frega tu... che frego io!
No Rastro do Ouro Maldito - Brasil
Rastro do Ouro Sangrento - Brasil
Cuatro Ases Para Perder - Espanha
Colorado - Zwei Halunken im Goldrausch - Alemanha
Anything For a Friend - Reino Unido
Everything For a Friend - USA

Produção: Itália 18 Fevereiro de 1973
Produção: Tarquina Internazionale Cinematografica (Rome)
Produção: Dennis Ford (Demofilio Fidani)
Diretor: Miles Deem (Demofilio Fidani)
História: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Escrito: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Fotografia: Claudio Maorabito "Papi Quadri" [Eastmancolor, Panavision]
Música: Lallo Gori (Coriolano Gori)
Duração: 95 minutos
Edição: Giancarlo Venarucci (Giancarlo Venarucci-Cadueri)
Gerente de Produção: Diego Spataro
Direção de Arte: Simonetta Vitelli

Ettore Manni (Red/Fred Carter) - Jonas Dickinson/Jonathan Dickinson 
Andrés Resino (Bud Randall) Mark Tabor/Mark Taylor
Sleepy Warren - Descobridor da mina Tripper/Denver 
Angela Portaluri - Concepcion
Federico Boido (Rick Boyd) - Teddy
Gordon Mitchell (Charles Pendleton) - Mulieta/Muller/Miller
Simonetta Vitelli (Simone Blondell) - Pearl
Carla Mancini - Consuelo
Benito Pacifico (Dennis Colt) - Provoca Jonathan no saloon
Amerigo Castrighella (Amerigo Leoni/Custer Gail) - Thomas/Tom
Enzo Pulcrano  (Paul Crain/Vincenzo Pulcrano) - Participa da briga no saloon
Antonio Basile - Capanga vestindo Poncho,
Lucky McMurray (Luciano Conti) - Irmão de Fred na taberana
Michele Francia (Michele Branca) - Fred na taberna
Vinicio Raimondi - Primeiro trapaceiro nas cartas,
Gualtiero Rispoli - Vovô
Marcello Meconizzi - Briga no rio
e com Raimondo Toscano.


Este é mais um dos Espaghetti Westerns fraco e de baixo orçamento feitos por Demofilo Fidani mas neste ele conseguiu divertir os fãs em uma comédia real. Esta comédia não é tão engraçada mas tem seus momentos divertidos entre a dupla de atores Ettore Manni e Bud Randall. Formaram uma boa dupla.


Você também pode rever muitos atores que sempre estiveram presentes nos Westerns de Fidani como sua filha Simonetta Vitelli (Simone blondell) interpretando uma dançarina de saloon, em seu último filme. Frederico Boido (Rick Boyd) , Benito Pacifico, Luciano Conti e Gordon Mitchell também estão presentes. Você tem que ser muito fanático e se interessar muito por um Western fraco, mas se assistir pelo lado documento é interessante.


Jonathan é um ladrão imprudente fingindo ser um pastor, sem sorte, vagando em meio ao Velho Oeste em seu burro, aplicando vários e pequenos golpes e fraudes por onde passa, fazendo-se muitas vezes a vítima. Sempre na discórdia e trapaceando o seu amigo e rival, outro desocupado, Mark Tabor.

Quando eles sabem da notícia da descoberta de uma mina de ouro por um velhinho alcoólatra chamado Tommy Tripper no Passo da Mula Morta, nas Montanhas Rochosas, a estranha dupla parte voluntariamente no que promete ser uma nova luta pela riqueza, uma verdadeira corrida pelo ouro.


É uma pena porque um grupo de bandidos liderados por Miller (Gordon Mitchell) queira fazer a descoberta antecipada e assim ficar com o domínio público da mina, colocando toda a população de Denver [local onde se passa esta febre do ouro] escravizando-a nas escavações mas isso não se torna possível, pois o velho Tommy com a bebedeira, revela o segredo de sua descoberta para toda a cidade provocando uma verdadeira febre na corrida de toda a cidade e região pelo ouro.


Como solução, Miller, na ausência da população juntamente com seus capangas liderados pelo seu capataz "Thomas" (Amerigo Castrighella) [Custer Gail] toma a cidade de assalto e assaltam a todos os mineradores que começam a retornar à cidade com o seu ouro extraído das montanhas.
Com o enorme sucesso de "They Call Me Trinity", [Trinity ainda é meu nome - Brasil], muitos outros diretores tentaram pegar carona no estilo comédia de Enzo Barboni [E. B. Clucher] e com Fidani (Miles Dean) não foi diferente. Não perdeu a chance de tentar também.


Um Epaghetti Western comédia feita com tonificação nas brigas, desafios, garrafadas, jogos de cartas ao qual sempre resulta em destruição do saloom, parcerias estranhas, veículos de transportes curiosos como a bicicleta com této vermelho, muita comelança sem escrúpulos no estilo Bud Spencer e geralmente sem mortes, onde crianças poderiam ter acesso às imagens.

Infelizmente Fidani já no fim da Saga Espaghetti ainda tentou dar mais uma injeção de ânimo, mas o gênero já estava mesmo com os dias contados. Não perca a chance de reviver a dialética farsa entre dois inimigos, os amigos que acabam por se opôr aos delinquentes planos do bandido "Miller" (Gordon Mitchell).


Já na primeira sequência define-se o tom de quais são as diferenças entre os dois amigos após Mark roubar o caldeirão de sopa de Jonathan Dickinson no momento de oração com Mark interpretando a voz de Deus prometendo a Jonathan a absolvição dos seus pecados.
Interessante a interação de Jonathan com o seu burrinho Gordon que também faz suas peripécias ao seu dono. Os dois amigos trapaceiros parecem não saber nada sobre o grupo de bandidos que optaram por submeter, com os seus malefícios, toda uma cidade.

Toda a situação é resolvida em um jogo de cartas entre Mark Tabor e Miller que como já se sabe, resulta numa violenta luta ao final com todos os bandidos derrotados e sem nenhuma morte.


Fidani tomou um caminho com descuido neste filme. Aparentemente com um roteiro fraco, foi filmando o que lhe vinha na cabeça sem uma sequência lógica dos fatos e um tanto pouco inspiradora, mas a questão não é julgar se o filme é bom o ruim e sim, pois quem assistiu, sabe, mas sim uma grossa bizarra e interessante tentativa que vale apenas para os estudiosos do gênero que gostam de vislumbrar estas loucuras cinematográficas e obscuras do Espaghetti Western e tornando este filme peça de coleção pela raridade em encontrá-lo e por ser o último de Fidani.


Sob o pseudônimo de Red Carter esconde-se Ettore Manni, um ator da trivialidade variada e interessante,que se encerra sua carreira com o personagem do "Doutor Katzone" em "Cidade das Mulheres" de Fellini.
Jonathan e Mark são levados aos extremos de sobrevivência de fome e frio nas montanhas rochosas atrás do ouro e a cena na cabana em que Jonathan tendo alucinações de fome, imagina seu amigo transformado em um peru é divertida. Está é uma citação direta de "The Gold Rush" (1925) de Charlie Chaplin. Ao final os heróis são proclamados "A gloria de Denver" comparado a Shakespeare "A glória da Inglaterra" Último western dirigido por Fidani.

Curiosamente descobri nos créditos finais do filme recentemente o nome de "Maria Rosa Vitelli" e fiquei curioso em saber quem seria essa mulher e assim entrei em contato via rede social com Simone Blondell (Simonetta Vitelli) [uma das atrizes neste filme] e ela me informou em 04 Agosto de 2015 que este era o verdadeiro nome de sua mãe e que na maioria dos créditos dos filmes de seu marido, o diretor Demofilo Fidani (Miles Deen) ela aparecia creditada com pseudônimo de Milla Vitelli Valenza.


Através de contato via rede social com o diretor, diretor de fotografia e cameraman "Papi Quadri" Claudio Morabito que fez a fotografia de inúmeros Espaghettis, inclusive este e colaborando com minha curiosidade ele me esclareceu que fez uma breve participação na cena de pastelão "torta na cara" na taberna, junto com os atores Ettore Manni, Michele Branca e Luciano Conti. Nesta ocasião ele é Lungo, o proprietário e garçon desta taberna em uma cidade deserta.
Exibido na televisão em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 17 de novembro de 1982.


Trailer Youtube 
Música 2 traks

22 dezembro 2011

Simone Blondell "Simonetta Vitelli" Entrevista Exclusiva Brasil 2011 Homenagem

Após aproximadamente um mês de trabalho pra resumir e compactar dezenas de questões que chegaram até mim, finalmente a participação de mais uma grande estrela do Western Espaghetti neste humilde espaço dedicado a estes astros e estrelas e confesso que nunca imaginaria um dia conseguir esse feito, sabendo-se que foram décadas assistindo a seus filmes e como a tantos outros fãs sempre achei impossível em saber notícias desta grande atriz e grande mulher, e acreditei que seria muito difícil mas não impossível.
E ai está, a sempre e maravilhosa Simonetta Vitelli ou Simone Blondell como ficou conhecida no cinema mundial e têm em sua carreira cinematográfica, dezessete filmes, trabalhos para a TV e possui também trabalhos como Assistente de Produção, Assistente de Designer e Editora em cinco outros filmes.
Em uma breve conversa, Simone havia falado anteriormente que seu primeiro trabalho com seu pai o diretor Demofilo Fidani havia sido em 1968 em “Prega Dio...e Escavati tua Fossa” (Sua Arma era o Colt - Brasil) mas descobri seu nome creditado anteriormente em 1967 em “Straniero...Fatti il Segno della Croce!”
(Gringo reza para Morrer - Brasil), este com uma pequena participação ainda menina no papel da filha de um rancheiro chamado Sullivan assassinado por bandidos.
Estes dois filmes seriam eternamente cultuado pelos seus fãs apesar de suas pequenas aparições que começava sua carreira dentro deste seguimento.

Viveu em meio a uma família de cineastas, pois sua mãe Mila Vitelli Valenza era escritora, produtora, diretora de figurino e trajes, diretora de arte, set decoradora, enfim trabalhou em 43 produções inclusive com outros diretores.
Podemos ver nos créditos dos filmes de Fidani o nome Mila Vitelli Valenza, às vezes sob pseudônimo de Maria Rosa Valenza, Mila Valenza, Mila Vitelli, Mila Vance, Mila, Milose.

Fidani também usou muitos outros pseudônimos em seus créditos como. Enzo Matassi, Lucky Dickinson, L. Dickson, Miles Deem, Sean O´Neal e Demophilus McFidan e usava isto como truque de marketing.
As atuações de Simone Blondell nos westerns foram importantes para o sucesso dos filmes de Fidani que com pouquíssimo orçamento conseguiu bons resultados no cinema italiano.
Sempre com aparência melancólica, sofrida e desprotegida em meio às injustiças e rebeldia dos bandidos mal- feitores no oeste selvagem e esta imagem ficaria para sempre na memória de seus fãs.
Foi peça central de muitos roteiros que fariam de seu personagem o motivo de justiça e vingança de seus amados justiceiros nos quais ela muitas vezes acabava nos braços deles em um final feliz.
Muitos foram os atores conhecidos com que trabalhou nos westerns como Jeff Cameron, Fabio Testi, Robert Woods, Charles Southwood, Hunt Powers, Gordon Mitchell, Franco Borelli (Chet Davis) Dino Strano (Dean Stratford), Klaus Kinski, Anthony Steffen, Riccardo Garrone e tantos outros.
Uma carreira de atuação nada fácil, pois as atrizes nos Westerns sofriam muito em meio ao cenário no deserto árido e esse é mais um motivo por ter um infindável número de fãs admiradores pelo mundo.
Simonetta Vitelli agora como é conhecida, nunca revelou muito de sua intimidade e privacidade ao longo de toda sua carreira, mas agora está mostrando todo o seu carinho e respeito com seus fãs nos vários cantos do mundo e muitos estão ansiosos e curiosos em ver suas perguntas respondidas realizando assim após tantos anos os seus desejos.

As perguntas foram criteriosamente selecionadas e compactadas, pois foram dezenas delas de várias partes do mundo e regiões do Brasil e ficaria impossível de responder a todas. Algumas perguntas são polêmicas, curiosas, reveladoras e importantes. Será mais uma página escrita para ficar para a história do cinema. É uma oportunidade única em ter essas informações desta grande e imortalizada atriz. É uma honra e privilégio para mim e para todos os participantes desta entrevista e seus cultuados seguidores.
Nesta entrevista acontece também pela primeira vez um encontro histórico que consegui sem muito esforço de outra lenda do Western, Nicoletta Machiavelli fazendo perguntas para Simonetta que também revelou a sua terra natal e sua data de nascimento em primeira mão para o Brasil. Estas duas maravilhosas e carinhosas atrizes estão aqui com muito carinho e respeito por todos que as adoram.
Também sobre a entrevista temos comentário e mensagem de Hunt Powers (Jack Betts) e Robert Woods à Simonetta Vitelli.
Um grande presente de Fim de Ano que presto aqui para todos os fãs do Brasil e do Mundo.

Vamos então a nossa Entrevista e Homenagem Especial:

Meu nome é Eldar , Almaty, Kazakhstan, “conhecido como Eda-88” (arhbclan@gmail.com), 23 anos e minhas perguntas são:
O que fez o Sr. Demofilo Fidani no tempo do fascismo? Ele foi membro do partido fascista?
Simone Blondell: Não, ele não fez parte do Partido Fascista, e não teve envolvimento a este movimento.

Será que ele tinha simpatia por alguma doutrina política?
Simone Blondell: Demofilo esteve entre os primeiros a carregar a bandeira do Partido Comunista.

Dizem que Demofilo Fidani também era famoso por gostar de esoterismo?
É verdade? Que doutrina metafísica ou algo parecido ele gostava ou tinha preferencia?
Simone Blondell: Sim, é verdade. Ele era um grande médium e também escreveu três livros sobre parapsicologia.

O seu pai fez de Jeff Cameron (Gioffredo Scarciofolo) uma estrela.
Quem foi este homem? O que seu pai sabia sobre ele? O que ele fez também exceto filmes?
Simone Blondell: O ator Jeff Cameron (Goffredo “Nino” Scarciofolo) foi um homem simples e sua profissão era a de açougueiro.
Demofilo ficou muito satisfeito em poder transformá-lo em um ator de destaque no cinema italiano da época.


Meu nome é Rustam, (Moscow - Russian Federation) 26 anos
Para o seu pai, os tiroteios nos filmes e sua profissão de diretor de cinema era apenas trabalho ou um caminho da auto-expressão na esfera da arte?
Simone Blondell: Rustam (Moscow), Quando ele estava começando seu trabalho no cinema ele teve muita influencia e inspiração de suas belas pinturas de arte.

Será que o Sr. Fidani tinha algum animal doméstico?
Simone Blondell: Ele tinha um pássaro "Thieving Magpie" e cães lobo (Rusky Siberiano).

Quanto dinheiro receberam os atores principais Jeff Cameron, Dino Strano e Klaus Kinski? E quanto ganhou o Sr. Fidani pelos seus filmes?
Simone blondell: Lamento Não sei.

Como o público e a crítica aceitaram os seus filmes?
Simone Blondell: Como em todos houveram críticas negativas e positivas mas sempre vendia seu trabalho muito bem.

Meu nome é Alexey – (Voronezh - Russian Federation) – meu site: (http://susperia.narod.ru/)
Na sua opinião, qual foi o melhor filme de Demofilo Fidani?

Simone Blondell: Eu não sou capaz de julgar, porque para mim cada filme é uma memoria, uma lembrança diferente e todos tiveram o seu significado.

Ele produziu filmes pornô?
Simone Blondell: Não, mesmo quando teve que executar cenas muito eróticas Aristide Massaccesi (Joe D´amato) fazia esta parte.

Quais os diretores italianos que você acha mais interessante? O que o seu pai pensava sobre eles? Quais diretores ele gostava?
Simone Blondell: Há muitos cineastas jovens e talentosos hoje, um dos meus favoritos é Paolo Virzi. Demofilo Fidani amou Visconti, Frederio Fellini e Sergio Leone.

Você poderia comentar quais os problemas mais importantes que você vê hoje na Itália moderna?
Simone Blondell: A Itália de hoje é cheia de problemas, estamos todos esperando algumas mudanças. Hoje o mundo todo tem confusão e problemas de todos os lados.

Meu nome é Le Marc - Brasil e meu site (http://www.sarrabulhadacult.blogspot.com/) e minhas perguntas são:
Você assistiu aos filmes do seu pai? Qual a sua opinião sobre eles em geral? E quais são os melhores que ficaram em sua memória?

Simone Blondell: Sim, eu vi todos os seus filmes mas não posso julgá-los. Bons ou ruins para mim são coisas de coração.

Quais dos atores e atrizes que trabalharam com você que você mais gostou?
Você também trabalhou com Klaus Kinski em "Per una bara Piena di dollari" (Por um Caixão Cheio de Dólares - Brasil) e em “Giù la testa...Hombre” (Minnesota...Caçado vivo ou morto – Brasil) ambos de 1971 e neste último você inclusive trabalhou como Assistente de Produção; Klaus Kinski era conhecido por seu caráter ingovernável. Você pode dizer se seu pai, o diretor Demofilo Fidani teve algum problema em trabalhar com ele?

Simone blondell: Meus atores favoritos são Hunt Powers (Jack Betts), Robert Woods os quais ainda mantenho contato frequente e sempre gostei do ator Gordon Mitchell que apesar da cara de homem mau era uma pessoa maravilhosa. O relacionamento entre Klaus Kinski e Fidani é de respeitabilidade recíproca, eram profissionais e se houvesse alguma divergência tudo terminava ao final de cada cena. Com outros atores sempre estabeleceu uma bela e mais longa amizade.


Sou Analy Sanches – São Paulo – Brasil - sou publicitária e meu site é (http://criacaoeartepublicidade.blogspot.com/). Minhas curiosidades são:
Você gostava de trabalhar nos Espaghetti Westerns ou você preferia fazer filmes de outros gêneros?

Simone blondell: Eu realmente gostei em fazer todos os Westerns. Cada um deles foi um prazer.

Você chegou a participar de atividades espirituais de seu pai? Ele era um médium? Você poderia nos dizer algo sobre essa parte de suas atividades?

Simone Blondell: Sim, participei de algumas "reuniões" e foi uma experiência fantástica. Como já disse Demofilo foi um grande medium. Seus três livros eram sobre a Parapsicologia e ajudou a todos que precisavam "conhecer", e tudo o que ele fez foi sem dinheiro.


Edelzio Sanches, 52 anos, Atibaia - São Paulo – Brasil – Redator e Editor (bangbangitaliana.blogspot.com)
Em WDjango! De 1971 Você atuou no personagem “Inez” e neste filme Haviam os brasileiros, Anthony Steffen no personagem “Django” e Esmeralda Barros no personagem “Lola” além de Stelio Candelli, Glauco Onorato, Chris Avran. Em uma cena inicial da chegada de Django na cidade quando ele está no balcão do saloon é engraçado ele olhando um quadro de uma mulher nua e olhando pra você repetidamente.
Você teve algum contato pessoal com eles. Chegou a conhecê-los.

Simone blondell: Eu era muito amiga de Anthony Steffen (Antonio de Teffé) Sinto muito que ele tenha morrido "sozinho" e distante. Tinhamos contato por e-mail.
Haviam outros brasileiros mas não tive contato.


É verdade que seu pseudônimo foi criado inspirado por seu pai na atriz americana Joan Blondell?

Simone Blondell: Sim é verdade, ele disse que eu a lembrava muito.

Como era sua mãe, a sra. Milla Vitelli Valenza?
como ela conseguia conciliar o cinema e família.
O que ela achava de seu trabalho

Simone Blondell: Mila foi uma mulher extraordinária, uma artista cheia de talentos e uma maravilhosa mãe, livre, moderna e doce.
Ela adorava o seu trabalho, e ela trabalhou com o meu pai Demofilo Fidani até o fim.
Infelizmente ela foi embora muito cedo, mas a sua luz brilhará para sempre nos corações de quem a conheceu.


Qual foi a realação de amizade entre Fidani e Coriolano Gori, o maestro regente preferido para as canções de seus filmes Westerns?

Simone Blondell: Demofilo e Coriolano Gori eram amigos muito próximos. Demofilo confiou completamente seu trabalho a este grande maestro.
Gori era livre para expressar seu talento aos temas musicais de cada filme.


Nesta foto estão Mila Vitelli Valenza, Demofilo Fidani e outra mulher elegantemente vestidos. Sabe quem é esta mulher e a ocasião em que foi registrada.

Simone Blondell: Acredito que eles estavam indo para uma festa, desculpe, mas eu não me lembro o nome da mulher ou maiores detalhes sobre ela, mas eu sempre amei essa foto.


Em 1973 você chegou a ter o pseudônimo de Mariangela Matania no filme “La legge della camorra”[Mafia Killer - USA], um "Criminal" com Reza Beyk Imanuverdi e Dino strano (Dean Stratford) Porque?
Simone Blondell: Houve um erro de interpretação na impressão dos créditos. Matania/Donna Carolina, deveriam ser os nomes dos meus personagens e não o nome de atriz, mas já era tarde demais para mudar os títulos, pois teriam que mudar todo o original e refazer tudo, então acharam melhor deixar a edição final desta forma. Naquela época havia dessas coisas.

Em “El Zorro Justiciero” de 1969 você fez a personagem “Perla Domingues” ao lado de Fabio Testi, Riccardo Garrone, Frank Branã, Piero Lulli sob a direção de Rafael Romero Marchant. Como foi trabalhar com este diretor. Existe uma cena em que você está dentro de uma cabana em chamas, como foi esta experiência?

Simone blondell: Rafael Romeo Marchant, uma excelente pessoa, achei muito bom diretor espanhol e tenho lembranças maravilhosas do filme e da Espanha.
Dentro da cabana foi divertido. Embora em um momento eu tive medo de não ser capaz de sair a tempo do fogo.


Não existe em local algum na mídia o registro de sua naturalidade e idade, você poderia revelar aos fãs?

Simone Blondell: Posso dizer tudo, não tenho problemas. Eu nasci em Roma em 16 de Junho de 1950.

Como foi a experiência em trabalhar em 1974 no filme de horror [Terror! Il castello delle donne maledette] no papel de “Maria Frankenstein” com o Director Dick Randall e atores como Edmund Purdom e Gordon Mitchell que se tornou um grande Cult mundial do cinema fantástico?

Simone Blondell: Ela foi uma experiência diferente e interessante, um pouco longe da minha verdadeira natureza. Eu sempre preferi a Luz!

Como se sentiu no thriller erótico romance de 1972 [A.A.A. Massaggiatrice bella presenza offresi...] no papel de “Paola” nas cenas de nudêz com Jerry Colman e Paola Senatore?

Simone Blondell: Honestamente eu não fiz muitas cenas de nudez, e eu acho que houve alguma confusão porque a maioria daquelas cenas foram feitas por Paola Senatore, que tinha muita semelhança comigo mas de qualquer maneira foi uma agradável experiência.

Meu nome é Clovis Arruda, 53 anos, Chavantes – São Paulo – Brasil. Meu site é (http://www.sospaghettiwestern.com/).
Um apaixonado por spaghetti western e também por Simone Blondell. Linda até hoje e ela faz parte da minha paixão e o meu site é testemunha.

Como se sentia atuando nos Espahetti Westerns, filmes em que na maioria das vezes você era barbarizada e sofria muito nas mãos daqueles bandidos violentos em meio a tanta lutas, brigas e confusões?

Simone Blondell: Foi tudo muito divertido. Eu gostava de estar no meio daqueles socos e pontapés que parecia ser tudo muito real e os dublês faziam um show. Era só encenação.

Você pensa em deixar uma biografia ou algo deste tipo para os fãs?

Simone Blondell: Seria bom. Vou pensar sobre isso.

Alô Simonetta, meu nome é Emanuel Neto de Portugal e meu site é (http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com/).

Tendo em conta todos os filmes que fez com Demofilo Fidani e ter tido contato direto com bons atores, gostaria de saber a sua opinião pessoal sobre os atores Klaus Kinski, Jeff Cameron, Hunt Powers, Gordon Mitchell e Ettore Manni.

Simone Blondell: Só me lembro que todas estas pessoas eram grandes profissionais. Muito bom, fico feliz em que você tenha mencionado Ettore Manni, um bom ator e um grande amigo da família.

Meu nome é Aprigio de Oliveira – Feira de Santana – Velha Bahia - Brasil (aprigiohistoria@yahoo.com.br) Estudioso e Historiador de Cinema no Brasil e um grande fã e é lamentável que tenha parado muito cedo de filmar.
Em primeiro lugar eu queria dizer que o Demófilo caprichou. Que linda filha e atriz é Simone Blondell.

Minha pergunta: Foi fácil ou mais complicado trabalhar com o seu pai?

Simone Blondell: Aprígio de Oliveia, obrigado pelo elogio.
Sim, foi fácil trabalhar com meu pai.


O que você pensa dos filmes realizados pelo seu pai?

Simone Blondell: Sobre os filmes, como já mencionei, eu não posso julgá-los, eles são parte de um período bonito da minha vida.

Você pode comentar o que você pensa sobre o panorama do cinema italiano hoje?

Simone Blondell: É muito difícil falar de cinema italiano no momento, posso dizer que está cheio de jovens talentos, mas nem sempre eles têm a oportunidade de se expressar.

Os fãs poderiam esperar um retorno seu ao cinema algum dia?

Simnoe Blondell: Hoje há alguma crise na indústria cinematográfica, há muitos bons jovens diretores e atores, eu espero que ela venha a se recuperar em breve.
Quanto ao meu retorno...Você nunca sabe.


Meu nome é Marcos Maurício Lima - Minas Gerais – Brasil – Colecionador e Analista de Cinema no Brasil. (mlmlmarcoslima@gmail.com)
Você sente falta das filmagens em sua terra natal a Itália?

Simone Blondell: A maior parte dos filmes onde filmamos foram na Itália, e nós encontravamos localizações bonitas, a nossa natureza é cheia de lugares secretos e incrivelmente selvagens e lindos.

Sente falta dos artistas com quem ela contracenou?

Simone Blondell: É claro! Foi um momento especial de minha vida, boas vibrações e energia, mas sempre feliz com todos aqueles artistas ao meu lado.

Você viveu na América?
Simone Blondell: Estive em muitas vezes na América, mas eu nunca vivi lá. Eu amo New York.

Seu marido é americano?

Simone Blondell: Meu ex-marido era um produtor italiano, Paolo Lucidi e nós temos dois filhos bonitos, Francesca e Lorenzo.

Você pode dizer se é casada agora? Você pode dizer com quem é o seu relacionamento?

Simone Blondell: A cinco anos que eu estou noiva de um homem maravilhoso, um advogado brilhante, com uma alma muito especial, eu me considero muito sortuda. Eu mantenho o resto para mim!

Simone um beijo no coração.

Simone Blondell: Obrigado Marcos e beijos pra você também

Meu nome é Paulo e moro em Patrocínio - Minas Gerais – Brasil. Sou proprietário de uma Vídeo-Locadora e redator do site (www.eurowesternnobrasil.blogspot.com)
Simone Blondell, il piú belle ochi dei italian cinema!
Qual foi o legado que sua participação em inúmeros westerns italianos, lhe deixou em sua carreira de atriz?

Simone Blondell: Obrigado pelo elogio querido Paulo. Todos as experiências que tive nestes filmes me deixou uma grande sensação de liberdade e um espírito selvagem que ajudou-me a superar as "aventuras" da minha vida.

Como foi conviver naqueles estúdios poeirentos de filmagens em Cinecittà e Tirrenia em que foram filmados vários Clássicos Cults como em 1967 Straniero... fatti il segno della croce! (Gringo Reza para Morrer – Brasil), 1968 Prega Dio... e scavati la fossa (Sua arma era o Colt – Brasil), 1969 ...e vennero in quattro per uccidere Sartana! (Os Quatro Assassinos para Sartana- Brasil), 1973 Amico mio, frega tu... che frego io! (No Rastro do ouro Maldito – Brasil) e tantos outros.

Simone Blondell: Eu era jovem e cada um deles tinha uma história nova para viver e aprender. Cada um deles era uma nova emoção.



PARTIIPAÇÕES ESPECIAIS

Nicoletta Machiavelli – Seatlle – USA – Perguntas para Simone( SImonetta)
Simonetta Olá! temos um amigo em comum, Edelzio!

Eu sou uma ex-atriz de Westerns e queria saber de você:
Você sentia com a a experiência, excitação e entusiasmo, alguma transformação quando participava do Western?

Simone Blondell: Edelzio é fantástico,
É uma honra para mim responder a uma grande e bela atriz como Nicoletta.
Eu realmente gostei de tudo "era tudo muito lindo e divertido”, onde uma das minhas maiores alegrias era a de ser capaz de andar à cavalo em meio a tudo aquilo e sempre me sentir "em minha casa".

Que experiência você pode recordar com maior prazer no set de um filme de faroeste?

Simone Blondell: Em cada set de filmagem, haviam todos os tipos de homens (atores, acrobatas, artesãos), eu me sentia como uma rainha.
Uma memória especial no meu coração foi ter conhecido Gordon Mitchell e num dia de trabalho durante uma pausa, eu li a sua mão, e todas aquelas coisas que tinha acabado de ler se tornaram realidade.


Você teve sua parcela de contribuição representando as mulheres nos Filmes Westerns com muito louvor assim como eu. Eu tenho mencionado como somos diferentes, hoje, como mulheres não?
Espero não ter feito perguntas muito pessoais e espero um dia conhecê-la pessoalmente!
Um abraço, até breve de sua amiga Nicoletta Machiavelli.

Simone Blondell: Eu me cansei de ser seduzida, mas eu não tinha muita escolha. Tinhamos que ser seduzidas no saloon, pois os protagonistas absolutos eram homens !
Hoje tudo é diferente. (Felizmente)
Cara Nicoletta...Espero também conhecê-la, seria ótimo, eu te admiro muito!
Um grande abraço...Simonetta Vitelli




COMENTÁRIO ESPEIAL DE HUNT POWERS

Simonetta Vitelli, trabalhei em alguns filmes em Roma, dirigido por seu pai, o maravilhoso Demofilo Fidani.
Eu mantenho contato recentemente que é conhecida agora como Simonetta Vitelli.
Durante minha estadia em Roma por seis anos eu era conhecido como Hunt Powers e hoje Jack Betts.
Tenho recebido vários e-mails do Brasil, um país que eu sempre quis visitar e sempre apreciei e sei que ainda há muitos fãs brasileiros do faroeste italiano.
Parabéns Simone
Jack Betts (Hunt Powers) California - USA


COMENTÁRIO ESPECIAL DE ROBERT WOODS

Simone Blondell, eu realmente gostei muito de sua mãe.
Simone... Mila Vitelli foi o poder por trás de Demofilo, que também, apesar de um pouco desconfiado, era um amigo com boas intenções...Diria a você que seu começo como atriz no Western Espaghetti, com sua sensibilidade, tenho certeza que você tomou novas alturas, mas os bons velhos tempos como foram não parecem estar tão longe de você...Você ainda é encantadora, cheia de amor e vida...
Grande amiga...Parabéns
Robert Woods (Bob Woods) California - USA



Com tudo isso que aconteceu em sua vida, o que você gostaria de dizer aos fãs do Brasil e do mundo que acompanharam sua carreira por tanto tempo e não a abandonaram-na mesmo durante algum tempo no anonimato e estão ansiosos relembrando sua imagem e lendo agora estas suas palavras ?
Particularmente eu sinto em seus comentários que você está renascendo e isso é muito gratificante.
Agradecemos de coração sua participação neste espaço dedicado exclusivamente a vocês atores e atrizes que ficarão para sempre em nossas memórias e um agradecimento em especial por nos ceder também gentilmente fotos de seu arquivo pessoal inéditas para divulgação aos fãs.
Saúde, Paz e muitas felicidades.
Edelzio Sanches

Simone Blondell: Primeiro de tudo quero agradecer a todos vocês, por todo o calor, o amor e o interesse mostrado por mim até agora.
Viver é sempre renascer e quem sabe talvez um dia eu possa ir ao Brasil no meu cavalo branco!
Buon Natale
Simonetta Vitelli


Observação: Todos os comentários dos leitores serão respeitosamente bem vindos e encaminhados ao conhecimento da atriz.
Grato
Edelzio Sanches