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13 agosto 2015

Maluquices no Oeste Selvagem [Hirttämättömät] Finlândia 1971

Maluquices no Oeste Selvagem - Brasil
Hirttämättömät - Finlândia
Pähkä-Länsi - Finlândia
Pähkähullu Villi Länsi - Finlândia
Pähkävilli hullu länsi - Finlândia
The Unhanged – Países de Língua Inglêsa

Produção: Finlândia 27 de Agosto de 1971
Direção: Vesa-Matti Loiri (Loiri) e Spede Pasanen (Pasanen)
Escrito: Spede Pasanen (Pertti Pasanen)
Musica: Jaakko Salo      
Duração: 85 minutos
Fotografia: Kari Sohlberg            
Edição: Taina Kanth
Direção de Arte: Reijo Puttonen
Camera: Jaakko Talaskivi e Juha-Veli Äkräs
Produção: Spede Pasanen
Locações: Porvoo (Caixa de Areia) e Tuusula, Finlandia.
Co Produção: Filmituotanto Spede Pasanen
Cor: Preto e Branco

Vesa-Matti Loiri - Lonely Rider/Cavaleiro Solitário
Simo Salminen - Tonto
Spede Pasanen - Speedy Gonzales
Pirjo Laitila - Margareta Smith
Evita Wager - Índia
Heli Lehtonen - Índia    
Olavi Ahonen - Xerife   
Jaakko Talaskivi - Homem Alto no poço de água
Pentti Taivainen - Homem velho no poço de água
Heikki Kuvaja - Popular de Njetponimajstadin (Slow City)

"Eu sou o cavaleiro solitário!" diz o mascarado a Speedy Gonzales que responde com uma pergunta: "Mas você não usa desodorante?". A partir daí começa uma incrível viagem a uma das mais incríveis comédias realizadas no gênero Western que deixaria até mesmo Enzo Barboni [E. B. Clucher] o criador e diretor de Trinity "Terence Hill" de queixo caído com a impressionante criatividade de Spede Pasanen, o diretor do filme.

O filme mais visto na Finlândia em 1971, com um considerável e pequeno orçamento de $ 132.000 FIM [Marcas Filandêsas] e que foi mundialmente apelidado de "Hyvät, pahat ja hirttämättömät" [O Bom, O mau e o Maluco]. Uma boa história, um roteiro rico com piadas inteligentes, um pequeno elenco de grandes atores e comediantes, filmado propositalmente em peto e branco para enfatizar o calor do deserto no qual 90% da história é contada.

Uma dupla de implacáveis bandidos, The Lonely Rider e o índio Tonto, capturam (pelo menos eles pensam que o fizeram) Speedy Gonzales, outro pistoleiro implacável na cidade de Njietponimaistadi [Slow City] e pretendem transportá-lo para a cidade de Três Moedas onde as autoridades pagarão a recompensa de $ 10.000 dólares pelo prisioneiro, vivo.


Speedy Gonzales, o prisioneiro no entanto, sendo transportado o tempo todo pelo deserto encima de uma carroça, com suas más intenções também tem como objetivo, ficar com a recompensa também de $ 10.000 dólares oferecida por Lonely Rider e Tonto, também vivos na cidade de Três Moedas.

Eles começam a viagem para Três Moedas através do deserto sem água e um território infestado de índios e de muitos perigos e descobrirão ao final da jornada que estiveram andando em círculos por semanas voltando ao seu local de partida.

Chegam várias vezes em conclusões de que devem se matar uns aos outros pelos extremos de sobrevivência no deserto, mas não conseguem pelo fato do premio pela recompensa que só pode ser recebido como a entrega do prisioneiro "Vivo". As alucinações de Lonely Rider em virtude da sede; O jogo de futebol com um cantil; A dança da chuva de Tonto para iludir as duas índias; O duelo entre Tonto e Lonely Rider; A bandeira branca para negociar água com mercenários; A miragem de uma cachoeira de areia, são algumas das situações mais engraçadas que presenciei em um Western dentre tantas outros no filme.

As coisas ficam ainda mais engraçadas quando o prisioneiro Speedy Gonzales se recusa a andar sem receber dinheiro para isso, então Lonely Rider e Tonto são forçados a puxarem a carroça, após o cavalo ter sido levado para o jantar dos índios.

Quase ao final da viagem os três solitários encontram na estrada uma bela jovem "Margareta Smith" (Pirjo Laitila) em que os três tentam seduzi-la, antes que ela continue a viagem para aula de violino em Slow City. Eles também ficam sabendo através da jovem que a viagem deles seria um só dia de caminhada e só assim conseguem descobrir que estavam viajando em círculos por semanas, perdidos no deserto.

Lonely Ryder e Tonto chegam a atravessar um rio verdadeiro mas acostumados às miragens, atravessam-no ignorando-o recusando-se a acreditar em seus sentidos quanto a veracidade da água dizendo que não quer estragar a sua sede. É realmente hilário.

Não quero me comprometer em revelar o final deste filme que também é curioso, inteligente e muito engraçado. Eu particularmente sabia da existência deste filme, mas somente recentemente com a força da internet consegui adquiri-lo e assisti-lo e desfrutar de uma das melhores obras europeias realizadas em um Western, originária da Finlândia, um pais sem tradição no assunto.

Produzido pela Spede-produtora, dirigida pelo artesão Pasanen, juntamente com Vesa-Matti Loiri faz com que seja impossível alguém assistir a esta memorável comédia filmado em uma região inóspita da Finlândia com situações muito engraçadas entre os seus três protagonistas e não gostarem do resultado.

Será inesquecível após assisti-lo. Ao princípio pensa-se em estar presenciando uma sátira do Zorro e Tonto americanos, mas com a evolução dos fatos a ideia vai se distanciando quanto ao personagem Zorro original americano e percebe-se que não há uma ligação afetiva ao personagem.

O Lonely Rider aqui é um caçador de recompensas inescrupuloso com ideais anti herói que pensa em até mesmo junto com seu amigo índio Tonto, convencer duas índias nativas perdidas no deserto a fazerem sexo com eles em uma moita em meio o deserto.

Para conseguirem seduzi-las criam várias situações divertidas com resultados frustrantes a eles. É interessante ver como o escritor e o diretor de “Hirttämättömät” lançam luz sobre a angústia existencial e a vaidade de empreendimento humano e como ele lida com o mito do herói e anti-heroísmo e tendo como resultado muitas gargalhadas sobre situações sombrias e de fracassos. A cena final onde o diretor deixa a câmera ligada e filma os atores Vesa-Matti Loiri (Lonely Rider) e Simo Salminen (Tonto) rindo espontaneamente comemorando o final das filmagens no set desértico é contagiante e faz com que todos riem sem mesmo saber do que estão rindo. Cena Inesquecível e fora do roteiro.

Pena não existirem muitas pessoas para que possa compartilhar mais informações e discussões sobre este grande filme, pois pouca gente nos dias de hoje teve acesso a ele. É hora desse filme ser trazido ao conhecimento dos fãs do Western porque considero um clássico imperdível para quem gosta de um bom western comédia e de alguma coisa nova e diferente.

Um filme recomendado a todo amante, apaixonado e colecionador por clássicos perdidos no tempo e que faz até esquecermos um pouco de Sergio Leone, John Huston e tantos outros infinitamente explorados na mídia. Um filme com um requinte de produção e adaptação bem humorado que deve ser visto periodicamente por cinéfilos que procuram por novas alternativas dentro do gênero quase que esgotado nos dias de hoje. Presto aqui a minha homenagem a estes artistas finlandeses pela bela obra.
Ainda inédito no cinema e na televisão brasileira.

As músicas do filme
1. Lonely Rider (Tema)
Composição e Arranjo: Jaakko Salo, e Spede Pasanen
Intérprete e Orquestra: James Salon
Música Inicial e Final
2. Paljon onnea vaan (Happy Birthday)
Composição: Mildred J. Hill, Sauvo Puntila
Interprete: The Prodigy e Simo Salminen
3. Elefanttimarssi (A marcha do elefante)
Dominio Público Traicional
Intérprete: The Prodigy e Simo Salminen
4.Muuan yksinäinen kostaja hän lähti kostamaan (Um dos vingador solitário)
Composição: Vesa-Matti Loiri e Spede Pasanen
Intérprete: The Prodigy, canto de Simo Salminen
5. Saluunaan, saluunaan, saluunaan" (Saloon)
Composição: The Prodigy, Simo Salminen e Spede Pasanen
Intérprete: The Prodigy e Simo Salminen


Fotos e texto de:
http://www.elonet.fi/fi/elokuva/117815
Compilação: E. Sanches

2 comentários:

  1. Uma rara novidade um western Finlandês e de deixar Enzo Barboni de queixo caído e bem aceito pelos Finlandeses realmente é bom. valeu Edelzio por nos trazer essa novidade só você mesmo com sua curiosidade para revelar uma raridade como essa e em um País que não tem essa tradição como a Itália que teve grande parceria com a Espanha, a Cinecittà Studio em Roma e Balcazar Studio e em Madrid Espanha.

    Luiz Carvalho

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    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário Luiz Carvalho.
      É sempre bom ter a sua participação em nosso espaço que só servem mesmo para enriquecer ainda mais a nossa postagem.
      Obrigado..

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