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14 maio 2018

Cry for me, Billy (USA) [Subtitle/Legenda Ptbr.srt Exclusiva] "Amor Selvagem" Especial Brasil


Amor Selvagem - Brasil
Cry for Me, Billy/Apache Massacre/Billy/Face to the Wind - USA
 Zähle deine Kugeln/Gebrannte Haut - Alemanha
Apachekvindens hævn - Dinamarca
Violación a una apache - Espanha
L'apache - França
Stohos gia ola ta katharmata - Grécia
Meztelen bosszú - Hungria
Apache - Itália
Apache-massakren - Noruega
Prestej svoje krogle - Eslovênia


Produção: EUA, Agosto 1972
Direção: William A. Graham
Escrito: David Markson
Locações: Arizona, EUA
Co Produção: Brut Productions
Duração: 93 minutos
Música: Richard Markowitz
Músicas vocais "Little Sparrow" de Michael Franks e "The Ballad of Billy" de Gerald A. Browne cantadas por Michael Franks Fotografia: Jordan Cronenweth
Edição: Jim Benson


Cliff Potts - Billy
Maria Potts (Xochitl) - Flower, índia
Harry Dean Stanton - Luke Todd
Don Wilbanks - Sargento/Chefe
Woody Chambliss (Woodrow Chambliss) - Minerador Dickens
James Gammon - Amos
William Carsterns - Henry/Cego
Roy Jenson - Blacksmith
Richard Breeding - Gordo
Floyd Baze - Soldado
Wayne McLaren - Soldado         
John Bellah - Soldado   
Bud Walls - Soldado      
Tom McFadden - Soldado


No oeste selvagem, renegados, revolucionários e desgarrados do exército americano estão aproveitando-se do caos do fim da guerra e dizimando os índios incitando o preconceito e o racismo aos povoados e executando uma sucessão de massacres brutais.
Um pequeno grupo de soldados liderados por um sargento inescrupuloso captura e estupra uma índia, que luta bravamente contra os onze violentadores.

Billy, um jovem cowboy pistoleiro que ao se apaixonar pela índia e presenciar toda a tortura e o suicídio dela, passará a perseguir o bando até que mate o último estuprador do grupo de soldados. Para um homem branco ficar junto de uma jovem índia naqueles tempos no oeste selvagem, não havia nada de romântico.

Há uma forte violência gráfica, uma linguagem impactante forte e muita sexualidade culminando verdadeiramente em uma cena de estupro coletivo à jovem índia mencionando também a sua completa nudez na maior parte do tempo.

Filmes como "Pequeno Grande Homem" 1970 (Arthur Penn) e "Soldado Azul" de Ralph Nelson lançaram uma perspectiva mais radical nos filmes westerns americanos. Nativos americanos, sempre subjulgados assim com em todo o resto do mundo, aqui nesta história durante a conquista do Oeste não há heróis, graças a um genocídio generalizado de índios e brancos impulsionado por racismo e preconceito.

O Western de Hollywood não seria mais o mesmo após filmes como este. Louvável do escritor e roteirista David Markson, invertendo os valores neste filme, enquanto que por muitos anos, a verdadeira crueldade e maldade era praticada pelos índios para promoverem heróis brancos, agora o cinema americano começava mostrar um processo oposto: os índios todos se tornaram bodes expiatórios e inocentes martirizados e torturados, enquanto soldados e cowboys revoltados, passam a assassinar inclusive animais impiedosamente dedicando-se a estupros, roubos e assassinatos em massa.

Um verdadeiro caos apocalíptico. Apache é um filme pequeno e com poucos atores mas com ritmo dramático forte que foi distribuído com muitos títulos, e que as vezes não se encaixa com precisão em seu tema. No Brasil foi exibido como “Amor Selvagem” e parece encaixar-se melhor ao tema apesar do título original mencionar “Apache”, na tradução ao português a índia é comanche, fato que não altera em nada o desfecho e a temática.


Tem quase a mesma narrativa do filme "Soldado Azul": um pistoleiro branco caçador de recompensas, exímio atirador, frio e solitário inspirado nos pistoleiros do Espaguete Western que se apaixona e assume a defesa de uma jovem índia, fugitiva e sobrevivente de um massacre de sua tribo.
Aqui ela cavalga com Billy, completamente nua, acentuando-se num contexto erótico e sensual existente entre o casal. Para mim é um "Espaghette Wsterns" filmado nos Estados Unidos.

"Uma mulher chamada apache", seria outro filme com tema idêntico mas com desfechos diferentes. O confronto conclusivo é chocante e o que seria o herói da história é morto pelas costas.

A atmosfera é triste, melancólica e trágica e talvez seja isso que fez desse filme ter sido censurado em alguns países e passou a ser exibido nas TV em horários estritamente indicados pela censura. William A. Graham não tem medo de mostrar a verdade nua e crua e arrasta sua história até o tudo ou nada para todos.


A trilha sonora é fundamentada em baladas countryes românticas, parecida com a de "Soldado Azul". Destaque para as músicas "Little Sparrow" e “The Ballad of Billy” cantadas por Michael Franks e suas letras estarão disponíveis aqui também neste blog exclusivamente pela primeira vez na internet.

Maria Potts, aparece nos créditos com um nome indígena inventado, "Xochitl" para talvez sensibilizar mais a comunidade e os simpatizantes dos índios. "Cry For Me, Billy", é um filme que reflete o racismo, preconceito e violência típicos do início dos anos 70.

É surpreendente e irá prender o telespectador na cadeira do começo ao fim com um tom forte de suspense e como pano de fundo a natureza do deserto no velho oeste em meio ao pós guerra civil em que você estará ansioso durante os 93 minutos pela próxima cena.

Links do filme disponíveis na Web:
https://uloz.to/!0cXQ4LYtwVwO/cry-for-me-billy-avi
https://www.filmlinks4u.is/cry-billy-1972-full-movie-watch-online-free.html
”Subtitles/Legenda Português SRT Exclusiva Download”

 
Trilha sonora:
"Little Sparrow"
Letra escrita e cantada por Michael Franks

Little sparrow here you are in my hand
Why so shy at love I’m only a man
I can feel you trembling
You’re flying with a broken wing
And you’re all alone

Sparrow don’t you be afraid
Winter has been delayed
And I will be your home

Little Sparrow loves a good place to hide
Life’s a road you climb on my pony and ride
When I hold your body next to mine
You’re heart beats a crazy rhyme
And I listen to it drum

Sparrow don’t you be afraid
Winter has been delayed
And I will be your home
La la la la la la la la …

Tradução Português Brasil

Pequeno pardal, aqui
você está na minha mão.
Porque é tão tímida no amor?
Eu sou apenas um homem.
Eu posso sentir você tremendo.
Você está voando com
uma asa quebrada
e você está sozinha.

Pardal, não tenha medo.
O inverno está chegando
e eu serei o seu abrigo.

Pequeno pardal, adora um
bom lugar para se esconder.
A vida é uma estrada que você
cavalga sobre meu pônei.
Quando o seu corpo
está junto ao meu,
seu coração bate
numa rima louca
e eu escuto como a um tambor.

Pardal, não tenha medo.
O inverno está chegando
E eu serei o seu abrigo
La la la la la la la la …

”Letra da música oolaboração de Tom Betts do blog Westernsallitaliana - USA”

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