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29 outubro 2013

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 3

O Colt Era o Seu Deus - Brasil
A Pistola Era Seu Deus - Brasil
La Colt era il suo Dio
God Is My Colt .45 - USA


Itália - Alemanha - 18 de Novembro
1972

Direção: Luigi Batzella (Dean Jones) e participação de Joe D'Amato (não creditado)


Duração: 87 minutos
Música: Vasco Vassil Kojucharov
Escrito: Luigi Batzella (Ivan Katansky) e Arpad DeRiso
Fotografia: Giorgio Montagnani
Edição: Paolo Solvay (Luigi Batzella)
Produção: Theo Maria Werner
Co-Produção: Produzioni Cinematografiche Internazionali Virginia e Regina Film.

Jeff Cameron (Goffredo Scarciofolo) - Capitão
Mike Jackson
Donald O'Brian - Chess
Krista Nell - Mary
Gino Turini (John Turner) - James Klinger
Attilio Dottesio - Xerife Brad Cohen
Alfredo Rizzo - Velho Ted
Sophia Kammara - Julie
Gianfranco Clerici (Mark Davis) - Manuel Esmeralda Barros – Paquita
William Major - Richard
Mauro Mannatrizio - Major
Giulio Bargaghini - Bart
Franco Daddi - Bandido que ouve fantasma
Xiro Papas - Pablo
Laila Shed - Mulher do saloon no piano
Angelo Susani - Careca da Taberna
Gian Caludio Jabes - Com bigode na Taberna
Alessandro Perrella - Pistoleiro roupa preta emboscada em Landford City e com Irio Fantini e Aniello Palladino (Nello Palladino).


Em mais este tributo à brasileira Esmeralda Barros em que recentemente tive o conhecimento de que ela ainda está viva e no anonimato, vou explorar um pouco de uma trilogia com toda essa equipe e elenco que aqui serão detalhados.
O prolífico cineasta Luigi Batzella que usou severamente diferentes vários pseudônimos nas produções de seus Spaghetti Westerns dirigiu essa trilogia entre 1971 e 1972.
A variação de pseudônimos neste aqui é um exagero. Batzella escreveu o filme como "Ivan Katansky", dirigiu-o como "Dean Jones", e editou seus créditos como "Paolo Solvay".
Ele gostava muito da atuação de Donald O'Brien, aqui como no mesmo personagem do primeiro “Aquela Alma Maldita” Chass é um dos cabeças de uma gangue de foras da lei que dominam a cidade de Landford City na divisa de Lameda na fronteira com o México apoderando-se de terras dos pequenos rancheiros e uma em especial, a mina de prata do rancheiro Burton Pryor, pai de Mary no valor de um milhão de dólares.



Krista Nell é Mary, uma dançarina do saloon  refém
destes bandidos liderados por Manuel, um líder local com mão de ferro que recebe ordens de James Klinger.


Klinger em poder do mapa estabelecesse no México escondido enquanto Mary é prisioneira refém de Chass e Manuel em Landford City.

Ela ajuda seu ex-namorado, o Capitão do exército, Mike Jackson recém-chegado a cidade até então incógnito com licença de cinco dias do exército para desbaratar esta gangue e descobrir o paradeiro do agente federal, James Klinger, enviado anteriormente a dois anos para investigar os crimes e desapareceu misteriosamente.


Uma trama muito interessante quando se percebe que de dois de seus Westerns produzidos e com a edição de mais vinte minutos de fita adicionais com outros personagens e atores, ele consegue tecnicamente na mesa de edição montar este que seria o terceiro e último de uma trilogia, basicamente com os mesmos atores e mesma equipe técnica de "Quelle Sporche Anime Dannate" (Aquela Alma Maldita - 1971) e “Anche Per Django Le Carogne Hanno Un Prezzo” (Django contra 4 Irmãos – 1971).


A edição do filme ficou um pouco complicada mas genial, tendo em vista que a edição fora feita pessoalmente por Batzella neste e no anterior “Django Contra 4 Irmãos”, parecendo que ele já previa criar um terceiro já premeditando situações na edição dos dois primeiros feitos em 1971.
Por isso percebe-se o esforço de montar um terceiro filme sem o uso do set.
Muito inteligente e econômico em misturar cenas de todos os três filmes.


Bom para a nossa brasileira, Esmeralda Barros que apareceria nos créditos dos três filmes. Este foi o terceiro e último Western de Batzella e por muitos foi considerado o melhor da trilogia.
Dois bons atores, Jeff Cameron e Donald O'Brien e uma humilde direção, foram suficientes para concretizar estas três fracas mas cultuadas sequencias.


Esmeralda Barros na primeira metade do filme compartilha com os bandidos o domínio da região como a mulher do chefe Manuel e sendo obrigada a fugir com Manuel para o México e caçados por Mike Jackson, ela se disfarça de um peão mexicano para escapar e nota-se perfeitamente em cenas sem cortes que ela montava e cavalgava de verdade o seu cavalo e inclusive em galopes acelerados pelas estradas acidentadas. Situação difícil para mulheres nestes filmes.


Houveram alguns rumores de que Gordon Mitchell ajudou nas despesas deste último. O herói favorito de Batzella e o único que aceitou o papel para seu Django foi Jeff Cameron, o ator de nariz achatado e cabelos compridos médio, que começou como um extra em (Arizona Colt) antes de fazer seu primeiro Western com Demofilo Fidani.
Neste filme, vemos Donald O'Brien, fazendo sua segunda participação neste Western dirigido por Batzella, e aqui não foi muito feliz em seu desempenho.

A trilha sonora de Vasco Vassil Kojucharov é muito boa e acompanha o ritmo da ação nos três filmes.

Uma combinação dos outros dois é claramente notada nas cenas repetidas introduzidas neste.

Tenho os três filmes e chego à conclusão de que não são filmes ricos em roteiro, ação e violência, mas são apreciáveis pela ambientação e esforço do diretor em se fazer filmes sem dinheiro assim como a audácia de Fidani.

Este filme nunca fora exibido na TV brasileira e sua cópia legendada em português para o cinema brasileiro se perdeu no tempo.

São cultuados e indicado somente para colecionadores saudosistas e pouco exigentes com grandezas.

Muito bom assistir na sequencia estes três filmes curiosos.  

Clip “O Colt Era Seu Deus”

5 comentários:

  1. Nada como ter informação, outra nossa compatriota em uma trilogia spaghettiana. outra Brasileira Edelzio que vim ter esse conhecimento no seu blog. salve a Esmeralda Barros!

    Luiz Carvalho

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  2. Saiba mais sobre ela aqui no índice "Esmeralda Barros".
    Ela fez mais Espaghetti Westerns
    Até com Anthony Steffen.

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