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08 fevereiro 2012

Vamos a Matar, Compañeros

Companheiros
“Vamos A Matar... Companheiros!" (Brasil)
“Compañeros”
Produção: 1970 - Itália - Espanha – Alemanha Ocidental
Direção: Sergio Corbucci
Música: Ennio Morricone
Regente da Trilha sonora: Bruno Nicolai Duração: 118 Minutos
Fotografia: Alejandro Ulloa
História: Sergio Corbucci
Escrito: Sergio Corbucci, Massimo De Rita, Fritz Ebert e
José Frade
Diálogos: Arduino Maiuri ( Dino Maiuri)
Producão: Antonio Morelli
Edição: Eugenio Alabiso
Produção de Design: Adolfo Cofiño

Franco Nero - Yodlaf Peterson
Tomas Milian - El Vasco
Jack Palance - John
Fernando Rey - Prof. Xantos
Iris Berben - Lola
José Bódalo (Francisco Bódalo) - General Mongo
Eduardo Fajardo (Edoardo Fajardo) - Colonel
Karin Schubert - Zaira
José Canalejas - Capanga de Mongo
Tito García - Pepito Tigrero Víctor Israel - Capanga de Rosenbloom de terno marrom
Vicente Roca - Capanga de Rosenbloom com chapéu Tropical
Lorenzo Robledo - Homem que dança com Zaira
Álvaro de Luna
Jesús Fernández
Claudio Scarchilli
Giovanni Petti
Gino Pernice
Gérard Tichy - Tenente
Gianni Pulone (Giovanni Pulone)
Ramón Fernández Tejela
Simón Arriaga - Capanga de Mongo

Western italo-hispano-alemão em tom de sátira. O diretor Corbucci sempre foi garantia de boa qualidade artesanal (ele foi o criador de Django). No começo do século no México, agitado por guerras civis, o contrabandista de armas, o mercenário suéco “Yodlaf Peterson” ( Franco Nero), planeja fazer uma venda para o guerrilheiro “General Mongo” (Francisco Bódalo), mas o dinheiro está trancado em um cofre e somente Xantos (Fernando Rey) – sempre nos papéis de líder ideologista de alguma revolução), aqui como um professor pacifista, prisioneiro dos americanos sabe a combinação do cofre.

Yyodlaf concorda em libertar Xantos, acompanhado pelo relutante guerrilheiro “Basco ou Vasco como queiram” (Milian), mas um antigo parceiro de negócios de Yodlaf, John “Jack Palance”, tem outras idéias. Eeste faroeste político feito por Corbucci foi considerado um dos melhores bangue-bangues feitos na Europa, é sempre bom relembrá-lo.

A participação de alemães no elenco dos westerns sempre foram interessantes e dava um clima diferente ao filme.

Corbucci estava simplesmente repetindo a dose de uma dupla parecida de 1968 dele mesmo em (Il Mercenary) “Os violentos vão para o inferno – Brasil) com Franco Nero e Tony Musante e repetindo a dose de mulheres bonitas também.

Muita ação, diálogos divertidos, música envolvente, atuações soberbas. Este é um que resistirá para sempre.

Movie Download disponível na WEB em duas partes

Formato: Avi Tamanho: 774 MB
Áudio: Português
Legenda: Não Tem

http://uploaded.net/file/7pshyehd
http://uploaded.net/file/u7weneli

17 comentários:

  1. Para mim esta reinvenção de Il Mercenario consegue ainda ser mais interessante. O modo mais descontraído em que a acção do filme se desenrola não prejudicam em nada o cariz politico do enredo. Adoro isto. Top 10 para mim.


    --
    Pedro Pereira

    http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
    http://auto-cadaver.posterous.com

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  2. Gosto muito de Compañeros. Bacana foi a disputa entre o Franco Nero e o Tomas Milian para ver quem "aparecia mais". O fato é que ambos se saíram muito bem. Nós é que ganhamos. A trilha sonora é uma das mais marcantes do eurowestern. Vale conferir, rever...
    Nessa época os hollywoodianos já estavam menos resistentes ao western europeu e atores com o porte de Jack Palance fizeram seus eurowesterns, para nossa alegria.

    Abraço!

    Lemarc

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    1. Também sempre fui fã de Jack Palance que certa vez revelou que nunca assistia seus filmes e morreu sem assistir alguns.
      Sei também que aquela "cara amassada" dele foi de tanto tomar socos quando lutava box na juventude.

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  3. Edelzio,Jack Palance,é de origem Ucraniana,isto explica a tal cara "amassada".Este Western spaghetti é simplesmente genial,um excelente pequenique virtual.Ele apresentava um antigo programa de TV:"O Maior Espetáculo da Terra"(1963),alguém se lembra?.

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  4. Lembro!
    Inclusive o "Acredite se quiser"
    Believe or not Believe
    Leagal

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  5. De acordo com todas as opiniões. Um filme bem temperado com todos os ingredientes spaghetti.E todos os ingredientes estão bem dosados. Reflexão política mesclada ao entretenimento e haja crítica ao imperialismo americano.

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  6. Aa vezes até faço confusão entre Companheiros e Os violentos vão para o Inferno. São muito parecidos. Jack Palance está nos dois com Franco Nero e o revolucionário de Companheiros e Tomas Milian e no outro e Tony musante.
    O que faz com que consiga distinguir sem assistir é que Franco Nero neste aqui é o "Pinguin" como Vasco o chama e quando ele entra no povoado ele dá um dólar para Vasco e diz que ele ganhou uma aposta.
    No final do filme Vasco pergunta a ele. Ei Pinguin porque você me deu aquele dólar?
    O Pinguin responde: Porque eu jurei a mim mesmo que daria um dólar ao primeiro idiota que encontrasse na vila.

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  7. Nesse momento Vasco treme de raiva por ter sido feito de idiota,e a gente fica esperando que dê um sôco na cara de Yodlaf (Franco Nero), mas no último instante ele reflete e parece reconhecer que foi realmente um idiota em acareditar o tempo todo na história do sueco. Uma cena engraçadíssima com Vasco fazendo aquele bicode quem fez papel de mané. Ah, ah, ah, ah...Um filme que entrelaça a refelxão política com ação e violência. Uma diferença entre Corbucci e Leone é que o primeiro trabalhava melhor as cenas de violência,seus filmes apresentam muito mais sangue do que os do último.Leone foi um gênio como sempre afirmo, no entanto nos seus primeiros spaghetti quase não aparece o sangue nos ferimentos dos bandidos mortos. Vejam Por um punhado de dólares: os homens do exército mexicano são mortos por Ramon sem sair um único esguicho de sangue dos orifícios, ainda que toda a cena foi muito bem coreografada. Corbucci tinha uma preocupação maior com esse aspecto, apesar de que em Django também a personagem principal elimina uma multidão de racistas sem tirar uma única gota do líquuido vermelho, mas depois ele deu uma reviravolta,sendo melhor que Leone. Depois falo mais sobre as diferenças enre os dois grandes diretores.

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  8. Muito boa essa sua abordagem quanto a comparação da utilização do sangue por estes diretores.

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  9. Miha atese é que o Spaghetti Western foi uma invanção coletiva.O problema é que a crítica ficou muito focada nos trabalhos de Sergio Leone( e existem alguns motivos para isso, que depois eu detalho melhor),negligenciando gandes obras feitas por outros diretores de muita criatividade, como o próprio Corbucci aqui em questão, Sollima,Enzo Castellari,Lucio Fulci e tantos outros mais.Lucio Fulci veio bem a calhar porque foi um dos mais originais e já que estamos fazendo análise comparativa-e minha proposta nesse caso é a análise comparativa- vamos lembrar que TEMPO DE MASSACRE é de 1966, mesmo ano em que foi realizado Três homens em conflito. Comparem os dois filmes no fundamento cinematográfico da maquiagem e efeitos visuais/especiais e vocês verão que nas cenas de duelos,tiroteios e brigas Fulci se empenha em dar uma idéia bem realística. Vemos os orifício e ao sangue esguichando nas roupas dos personagens mortos e quase tudo em close-ups chocantes, antecipando praticamente tudo que viria depois no cinema mundial e não só europeu. Em três homens em conflito como nos anteriores de Leone ocorre uma economia muito grande na maquiagem e na tecnologia que criam esses efeitos. As cenas volto a dizer são muito bem pensadas e coreografadas; os enquadramentos são mais longos e elaborados que qualquer filme de outro diretor de westerns;a fotografia reflexiva com côres rebuscadas com a câmara girando em torno dos rostos dos atores,também um fundamento em que ele foi melhor que qualquer outro,mas naquele pormenor técnico outros foram melhores, inclusive Corbucci, Sollima, Castellari e Fulci. Pessoal,no somatório geral Leone foi realmente o melhor,mas outros grandes existiram e estão atrás dele apenas pela diferença da borda reta de um chapéu Spaghetti.

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  10. Eu resumiria essa sua última abordagem aqui descrita em uma única palavra chave em relação a estes diretores que a cada dia que passa estão se tornando mais populares no meio cinematográfico.
    "EXPRESSÃO".
    Isso eles conseguiram mudar. A partir de Leone as "Caras" (Faces) no velho oeste nunca mais seriam as mesmas.
    O Mocinho não precisaria mais ser jovem para ser herói e o homem mau tinha que ter a expressão de mau e isso se sente até hoje quando se assiste aos seus filmes.
    Se você ver os olhos de Frank (Henry Fonda) em "Era uma vez no oeste" não precisa tirar cloncluões sobre seu carater. O seu olhar já diz tudo.
    Esta é a magía que o Espaghetti nos proporciona.
    Parabéns pelas observações e conclusões amigo Aprigio.

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  11. ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DIRETORES SPAGHETTI-PARTEIII
    Primeiro as correções: onde foi digitado "Miha atese..." e onde aparece "invanção..." é invenção (os erros ocorrem por problemas no teclado, ou pressa mesmo na digitação. Caro Edelzio, o termo utilizado por você "EXPRESSÃO" realmente define e sintetiza o preocesso criativo do conjunto de grandes diretores do gênero- daí concluir-se que, absolutamente, Sergio Leone não foi u único grande diretor. Aquele foi um momento em que apresentaram ao mundo obras repletas de criatividade, e porque não dizer , ousadia. Foram artistas ousados, irreverentes, experimentando linguagens fora dos moldes pré-estabelecidos, sem mêdo do fracasso ou da opinião da crítica. Depois de muito analisar- e ainda continuo a analisar comparativamente- percebi que cada um deles roubava um pouco das idéias fílmicas do outro, reprocessava e acrescentava algo novo aqui e ali, e acima de tudo impunha a sua concepção, como cocreu com Django de Corbucci em relação a Por um punhado de dólares de Leone. Mas nesse momento fazendo uma digressão, passo a analisar comparativamente filmes de sergio Leone e Lucio Fulci.Enfoco semelhanças no estilo de filmar que existe entre Era uma vez no Oeste e Tempo de massacre-o chamado mise èn scene mesmo. Observe que no primeiro a personagem Harmônica em vários momentos aparece repentinamente por um lado de um quadro já existente, para depois de algum tempo depois entrar novamente em outro quadro pelo lado inverso,recurso estético que é sublinhado pela música de Morricone, nos deixando em estado de suspenão. Observando atentamente cenas do spaghetti surreal de Fulci, Tempo de massacre, de 1966, vamos perceber efeitos muito próximos aos do filme de Leone, para não dizer semelhanças mesmo. Quando Tom Corbet (Nero ) vai até a cidade para descobrir a localização de Scott, ele se vê cercados por todos os lados pelos homens de Scott Júnior (Castelnuovo), uns escondidos atrás de casas nas esquinas, outros atrás de colunas, etac. Num dado momento o cameramam dispara um zoom como uma martelada sobre o um homem atrás de uma coluna, enquadrado seu rosto em tons escuros aterrorizantes (no que é auxiliado pela fotografia). Tom percebe o movimento e se volta em direção ao saloon, e no instante seguinte a câmara retroage numa espécie de traveling/zoom relãmpago, capturando o rosto de outro homem, agora num close lateral, igualmente aterrorizante. Na sequência, de imediato, surge um segundo plano outro capanga de Júnior. Pode-se perceber que são cenas rápidas e que nos pegam de surpresa, muito semelhante ao que acontece naquelas já referidas de Era uma vez no Oeste, de Leone, com a personagem Harmônica. Neste último é a personagem(ator) quem ocupa um plano(um quadro) já existente, em Tempo de massacre á a câmera (através do cameraman) que busca o rosto da outra personagem, utilizando o traveling/zoom relâmpago (reforçado por truques de montagem, é claro), nos deixando impactados pelo efeito causado-a surpresa gerando o suspense, típico de filmes de terror.
    Os diretores trabalhavam muito próximos um do utro, visitando estúdios em momentos de filmagens. Podiam pescar métodos de trabalho do outro e utilzar em seu projeto, acrescentando sempre alguma coisa nova. Ou então podiam copiar um detalhe de cena assistindo ao filme do colega já na grande tela. Leone com certeza deve ter assistido ao filme de Fulci, gostado dquelas sequências e ter pensado, "interessante, vou aprimorar ese negócio". Na verdade o efeito plástico visual da personagem que entra inesperadamente num quadro já preparado já havia sido experimentado em Três homens em conflito, tambem de 1966 como Tempo de massacare.

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  12. CONTINUANDO ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DIRETORES SPAGHETTI- PARTE III
    Blondie (Eastwood) entrava por um dos lados alternadameante, (tem aquela cena antológica e que antes de aparecer solta aquela baforada de fumaça ao som da vinheta que sublinha sua personalidade. Essa características já se insinuavam desde Por um punhado de dólares de 1964, mas é em Era uma vez...que leone atinge a perfeição. No entanto convem ressaltar que apesar das semelhanças de estilo entre os dois diretores a metodologia é diferente.Fulci inverte o mise èn scene, ele entra por um lado enquanto Leone entra por outro. As comparações feitas aqui pode instigar novas pesquisas ou investigações sobre quem inovou primeiro-ou quem teria pescado a idéia do outro- naquele aspecto cinematográfico. Que tal?

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  13. Grande Aprígio
    [Le colt cantarono la morte e fu... tempo di massacro]
    Tempo de Massacre - Brasil - 1966 é também um dos meus favoritos mas temos que levar em consideração alguns detalhes nesta ilustre e valiosa comparação.
    Lucio Fulci teve como seu assistente de direção neste filme nada mais e nada menos de que Giovanni Fago e um mestre em fotografia inclusive em clássicos de terror da época, Riccardo Pallottini que dirigiu e foi fotografo de westerns memoráveis como:
    1971 O Justiceiro Cego (Blind Man)
    1970 L'oro dei bravados (Chapágua, o Solitário)
    1970 E Deus Disse a Caim
    1969 I quattro del pater noster
    1968 Joe... cercati un posto per morire! (Face a face com o diabo)
    1968 Joko invoca Dio... e muori
    1967 Trinity Vai à Guerra
    1967 La più grande rapina del west
    1966 Django spara per primo (director de fotografia)
    1966 Tempo de Massacre
    1966 Johnny Oro (diretor de fotografia)

    Talvez com a influencia de todo esse time de craques, ele tenha
    mesmo conseguido os resultados próximos a um Leone.

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  14. Muito bom, muito bom. Você acertou em cheio na mosca com uma coronhada no ponto certo sem deixar que ela entrasse pelo cano. O cinema italiano estava num momento formidável, esbanjando artistas excepcionais, incluindo fotógrafos.Sem contar também a contribuição importante de técnicos espanhóis,alemães e franceses. Aliás, naquele momento o país tinha o melhor time de fotógrafos do mundo e havia inspiração por todos os lados da velha bota.

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  15. Edelzio, o homem atrás do coluna ou poste citado- que eu esqueci o nome, até por ser meio complicado, no momento em que digitei o texto- e que leva a martelada do cameraman em Tempo de masacare é Aysanoa Runachagua. Na sua resenha de Bandidos/Um dólar para matar, você o relacionou com uma foto dele, e eu fui lá buscar. Você também lembrou dos nomes dos colaboradores de Fulci,Giovanni Fago que o assistiu na direção e Riccardo Palottini, que executou a fotografia, que eu lutei com minha memória para lembrar no momento em que digitava e não consegui. Sem sombra de dúvidas, um timaço. Valeu.

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