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26 abril 2011

Sabata Adeus


Indio Black (USA)
Adiós Sabata, sai che te dico...sei un gran figlio di...
Produção: Itália - Espanha 1970
Direção: Frank Kramer (Gianfranco Parolini)
Música: Bruno Nicolai
Duração: 106 minutos
Produzioni Europee Associati
Fotografia: Sandro Mancori
Estudios de Cinecittà - Roma

Elenco
Yul Brynner – Sabata/indio black (Vladivostok-Russia 1920-1985)
Dean Reed – Ballantine (Denver–Colorado 1938-1986)
Ignazio Spalla (Pedro Sanchesz) Escudo Siena-Itália 1924-1995)
Gérard Herter – Coronel Skimmel - (Hamburgo-Alemanha 20 Junho1928)
Salvatore Borghese (Sal Borghese) – Septiembre (Roma 1937)
Franco Fantasia – Sr. Ocaño
Andrea Scotti – José (Napolis-Itália 1931) Nieves Navarro (Susan Scott) – Dançarina no Saloon de Kingsville-Texas
Joseph P. Persaud - Chitano
Luciano Casamonica – Juanito – Garoto do Vilarejo
Salvatore Billa – Manuel Garcia Otello (Catania-ITália 1936-2006)
Vittorio Fanfoni – Barman
Massimo Carocci – Juan de Los Angeles
Vittorio Caronia – Tenente Steiner
Omar Bonaro – Jesus Rivalta
Franco Marletta – Mexicano
Bruno Corazzari – Hertz
Elio Angelucci – Velho barbduo na vila
Andrea Aureli – Ajudante do Sr. Ocaño
Antonio Gradoli – Major Metternich
Calisto Calisti – Chefe “Eagle Pass” Thomas Rudy – Luis Miguel Cortejo – traidor da morte
Frederico Boido (Rick Boyd) – Geroll (Itália-1940
Furio Pellerani – Garcia (mexicano informante)
Gianni Siragusa (Johhny Natino) – Perdido
Stefano Rizzo – Mexicano Revolucionário
Gianni Rizzo – Folgen “Autoridade Local” (Brindisi-Itália 1925-1992)
Giovanni Cianfriglia – Agente Austríaco
Lina Franchi – Mulher mexicana no espelho
José Galera Balazote - Apostador de cartola
Furio Menicone - Murdock
José Canalejas – Irmão Murdock
Fortunato Arena – Irmaõ murdock e Armando Bottin. Com a tradicional fotografia de Sandro Mancori dos filmes do diretor Gianfranco Parolini (Frank Kramer) e sempre a grande produção de Alberto Grimaldi. No elenco Yul Brynner em uma das raras aparições no cinema italiano, Dean Reed um pop estar dos anos 60, Pedro Sanchez interpretando "Escudo" um dos mercenários mexicanos que participa de toda a trilogia do personagem Sabata. Gerard Herter interpreta o general Skimmel que tambem fez boa interpretação do Barão Von Schulemberg em "O Dia da Desforra” (La Resa Dei Conti). Após a criação de Sartana, Parolini criaria o novo personagem a seu modo "Sabata" neste o terceiro e último filme da trilogia. A história narra a luta de cinco figuras místicas do oeste europeu "Sabata" Yul Brynner, vencedor do oscar em "Sete homens e um Destino" usando as mesmas botas do personagem Cris; Pedro Sanchez, o simpático mexicano vagabundo que ganha a simpatia de todos facilmente, Salvatore Borgese é "Setiembre" que lança suas bolas de aço através da habilidade com suas botas, e Chitano, um acrobáta mexicano interpretado por Joseph P. Persaud que também é o protagonista da Dança da Morte através de um Flaminco com o seu sapateado.
Este ator também aparece em “Queimada – 1969” e em “Franco e Ciccio sul sentiero di Guerra – 1969” interpretando um chefe índio Dean Reed é Ballantine, um ladrão profissional, pintor, apostador e pistoleiro, que juntos tentam se apoderar de um carregamento de ouro pertencente ao exército Austríaco que tem no comando Gerard Herter (Coronel Skimmel) que engana a todos pretendendo ficar com o ouro para si. Sabata precisa do ouro para a compra de armas para a revolução do General Juarez contra as tropas de Maximiliano.
Um roteiro interessante e bem movimentado com motivos de sobra para a ação e o humor negro de seus personagens bem ao estilo Parolini, um dos inovadores em tomadas de efeito Shoulter (ação rápida com efeito de câmera). Parolini foi um dos principais criadores de Clichês interessantes no western italiano: tomamos como exemplo a cena inicial do filme onde Sabata aparece com sua Winchester com carregador adaptado de Pente horizontal com 10 cartuchos (e um adicional para o seu cigarro) para enfrentar os Irmãos Murdocks. Se a cena não for vista com muita atenção, este detalhe pode passar desapercebido. O título seria somente "Indio Black" mas para dar sequência a trilogia (que tinha Lee Van Cleef no papel do personagem) nos dois anteriores e em um último momento resolveram adicionar "Sabata Adiós" ou "Adiós Sabata" como aparece em versões de alguns países, mas foi uma excelente forma de dizer adeus a Sabata. A trilha sonora de Bruno Nicolai é inesquecível, faz lembrar o escuro do cinema.
Na Itália e USA o filme fez até discreto sucesso mas estourou mesmo foi no Japão.
Sergio Leone fez até um elogio à Parolini concluindo que ele deveria investir mais em humor em seus westerns e não somente ao Western Político e sério, assim como Leone fez "Meu nome é ninguém" e outros. Tem-se informações também que durante os trajetos da cidade e o set de filmagem pela região de Almería na Espanha, Yul Brynner sofrera um acidente de carro, tendo que ficar sem atuar por uma semana nas gravações deste filme. Mais uma curiosidade aos colecionadores e aficionados; Sabata Adeus foi exibido na televisão brasilira pelas duas últimas vezes em 25 de fevereiro de 1982 na Record em Bang Bang à Italiana em 19 de março de 1984 no Corujão da Rede Globo. Para quem curte o bom western, aconselho adiquiri-lo e te-lo em casa para assistir de vez em quando.
Até poucos anos só existia cópia em VHS no Brasil distribuída pela Reserva Especial e agora podemos encontrar em DVD com reautoração no Brasil. Aproveitei esta postagem para prestar uma homenagem a estes atores os quais se tem muito poucas informações e muitos deles, os seus nomes nem nos créditos ficaram registrados, mas merecem o seu espaço e suas considerações aqui neste blog pelo que fizeram ao Western Espaghetti e serão sempre lembrados por quem os cultuou.

Para Download do filme veja em comentários.

25 comentários:

  1. Comentário via E-mail
    Aprígio/História - Feira de Santana - Bahia

    Estou lhe enviando a resenha de Sabata Adeus (Adiós Sabata). Na verdade ela foi feita a cerca de uns 6 anos atrás quando eu ainda estava concluindo o curso de História aqui pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Eu já li a resenha feita por você e descobri dados interessantes sobre as inovações apresentadas por Parolini como o efeito Shoulter e as observações e sujestões feitas por Sergio Leone ao mesmo diretor. Leia e veja como você poderia encaixa-la em seu blog. Fiz uma pequena abordagem histórica (muitos Spaghettis possuem um sub texto histórico e eu fico atento a isso) para apresentar o lado sério do filme.
    Esse grande diretor é muito negligenciado pela crítica, o que é um grande erro, porque ele está à altura na minha humilde opinião, pelo menos no que se refere aos filmes da trilogia Sabata, de Leone e de Corbucci. Ele precisa de uma reavaliação urgente e eu estou dando minha contribuição. Veja se essa ilustração ficou bôa você pode melhorá-la Obrigado caro Edelzio 'Sabata' Sanchez

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  2. Todo o material recebido por este humilde blog será bem recebido e aproveitado.
    Obrigado

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  3. Comentário via E-mail
    Aprígio/História - Feira de Santana - Bahia

    RESENHA CINEMATOGRÁFICA (Sabata Adeus)

    Adiós, Sabata ( Índio Black, sai che ti dico, sei um grande figlio di... ). (Itália, 1970)
    Elenco: Yul Brinner (Sabata), Dean Reed (Ballantine), Pedro Sanchez (Escudo), Franco Fantasia (Ocaño), Gerard Hèrter (Cel. Von Skimmel)
    Direção: Frank Krammer (Gianfranco Parolini)
    Produção: Alberto Grimaldi
    Diretor de fotografia: Sandro Mancori
    Trilha sonora: Bruno Nicolai
    Tempo de duração: 103 minutos

    UMA IMAGÉTICA REBUSCADA E DELIRANTE

    O diretor italiano Gianfranco Parolini é um dos mais negligenciados diretores de Westerns Spaghetti. Foi e é acusado de fazer filmes excessivamente violentos, privilegiando a ação e a violência sem economia de balas, e tendo como protagonista das histórias um herói (ou anti-herói) do tipo “exército de um homem só”. A primeira acusação está correta em grande medida, porque de fato todos os seus faroestes são violentíssimos. A segunda acusação é exagerada porque Sabata não aparece o tempo todo disparando e matando os austríacos sozinho (interessante é que ninguém faz este tipo de observação aos filmes americanos de ação do tipo Rambo, Comando para Matar e outros com ex-combatentes de guerra, etc. ). Na maioria das cenas, na verdade, ele aparece ao lado de seus mexicanos para combater os tiranos austríacos.
    O diretor realizou além deste filme resenhado aqui, Sabata (Ehi amico... c’é Sabata, hai chiuso!- Itália, França, Alemanha, 1969 ), do qual é uma espécie de continuação; O Retorno de Sabata ( É tornato Sabata...Hai Chiuso um’altravolta-Itália, França, Alemanha1971); Sartana, o Símbolo da Morte (Se incontri Sartana prega per La tua morte-Itália, 1968), dentre outros. Mas qual é a essência da hitória de Adiós, Sabata para que possamos aquilatar o nível da violência utilizada? Além da própria participação de Parolini na elaboração do roteiro, houve também a cooperação do roteirista Renato Izzo. A história remete ao período anterior à Revolução Mexicana propriamente dita.

    Por Aprígio Alves de Oliveira

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  4. Comentário via E-mail
    Aprígio/História - Feira de Santana - Bahia

    RESENHA CINEMATOGRÁFICA (Sabata Adeus) Parte II

    UM POUCO DE HISTÓRIA

    1867 Aassinala-se o fim do efêmero reinado de Maximiliano de Habsburgo da Áustria, no México, onde desembarcou em 1864 com o projeto da França (esse paiz era aliado dos Habsburgos na época) de ampliar seu império na parte ocidental do Atlântico, aliada aos conservadores mexicanos ávidos por ter restaurada sua preponderância política. Exatamente em 1867 depois de uma guerra rápida, Maximiliano é preso e condenado á morte por fuzilamento junto com sua esposa Charlotte. O então presidente do México era o liberal Benito Juarez.
    O roteiro pretendeu dar um clima de movimento revolucionário aos acontecimentos desse período, quando na verdade o que houve foi uma tentativa de restauração por parte dos conservadores que logo foram rechaçados pelas forças liberais de Juárez que atacaram a partir do norte. O próprio personagem mítico de Zapata é deslocado de seu tempo, antecipando sua luta ao lado dos despossuídos (os remanescentes indígenas e mestiços empobrecidos num México de grandes oligarcas ligados aos interesses americanos).
    O nome (ou alcunha) Sabata (Yul Brynner)é uma corruptela do nome verdadeiro Zapata ao tempo também que parodia a personagem. Cronologicamente a verdadeira Revolução Mexicana eclodiu em 1910 no governo de Porfírio Díaz que foi obrigado a abdicar e zarpar para a França. Portanto 43 anos após o momento histórico que serve de pano de fundo para o filme. Os austríacos já haviam sido expulsos com as pretensões francesas. É preciso salientar que Parolini traça inconsciente ou conscientemente um paralelo desse episódio da história mexicana com a dominação austríaca sobre a Itália. Este país ficou durante muito tempo subjugado pela Áustria libertando-se apenas em 1870, quando ocorreu de fato sua unificação (onde o grande herói foi Giuseppe Garibaldi) e início de sua história como país. No filme ele força uma correspondência histórica entre Zapata e Garibaldi.

    Por Aprígio Alves de Oliveira

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  5. Comentário via E-mail
    Aprígio/História - Feira de Santana - Bahia

    RESENHA CINEMATOGRÁFICA (Sabata Adeus) Parte III

    A ANÁLISE DO FILME

    A Revolução Mexicana aqui é romantizada no âmbito de uma visão idealista do diretor. Parolini parece ter pretendido a partir dessa visão, realizar através de seus personagens fictícios o que de fato os sujeitos históricos reais (Zapata, Pancho Villa, dentre outros) não conseguiram ou seja, consumar a revolução. O que ele constrói é uma espécie de alegoria romântica mesmo, porque deixa a conclusão em aberto. No filme também a revolução não se completa (pelo menos para o povo). Sabata, o protagonista, representa Emiliano Zapata, idealizado, com um figurino negro, estilizado, um rifle de repetição que vale por dez, com um carregador no qual a última bala é um charuto que serve para seu deleite depois de ter mandado mais alguns facínoras exploradores de pobres para o inferno. Para tanto ele vai contar com a ajuda dos seus mexicanos, além da ajuda de um antigo conhecido seu, o jovem e loiro Ballantine (Dean Reed) aventureiro, jogador e pintor nas horas vagas. Do outro lado está o coronel Skimmel (Gerard Herter ),um militar-aristocrata com idéias de superioridade racial, escolhido por Maximiliano para comandar a repressão e impor a nova ordem. Mas esta é uma opção temerária que vai colocá-lo frente-a- frente com um grupo de “patriotas” dispostos a tudo e comandados pelo gatilho mais rápido das redondezas.
    É na transgressão da história em si e das personagens reais que está a curiosidade e importância do filme. O diretor evitou contar uma história ou reconstituir fatos cronologicamente certinhos e optou por uma narrativa um tanto quanto anárquica, onde dispara críticas para ambos os lados. Opressores e oprimidos são ambiciosos e instáveis moralmente. A principal crítica é feita quanto à honestidade dos envolvidos na Revolução. Os mexicanos comandados por Escudo (Pedro Sanchez) estão realmente interessados em fazer a Revolução ou em roubar o ouro dos austríacos para seu próprio proveito? Escudo em uma seqüência propõe dividi-lo em apenas duas partes: uma para ele e outra para o “Índio Black”; já o “honesto” Ballantine a todo momento tenta corromper este último e não dando resultado investe nos outros revolucionários, propondo uma divisão para quem quisesse aceitar.
    O próprio Sabata que parecia ter uma visão mais distributivista, insistindo que o ouro era do povo, acabou mordido pela febre seletiva da ambição, admitindo uma eqüitativa divisão em cinco partes (o número da troupe), antes que Ballantine saísse pelas portas do fundo carregando todo o ouro.
    Através de personagens fictícios e semi-fictícios o diretor faz sua crítica ao suposto mercenarismo de alguns dos líderes da verdadeira Revolução Mexicana de 1910 (Zapata estaria entre esses?), desconstruindo uma idéia ainda levada a sério de que em movimentos sociais de tal natureza, o idealismo e o amor à causa revolucionária sobrepujia qualquer outra ambição. Ou, melhor dizendo, a mensagem seria que todo revolucionário antes de tudo é um homem, passível de tentações humanas, egoísticas “para minha obra de caridade: eu “.
    Sabata Adeus esteticamente lembra os Spaghettis de Sergio Leone, com a utilização insistente dos closes e zoons para realçar a tensão nos momentos decisivos ( pode-se dizer com segurança que ele parodia de certa forma a temática de (Três Homens em Conflito de 1966). Mas existe uma pequena diferença, os closes de Leone são mais longos, reflexivos e multifaceados. Parolini consegue alguns momentos bem parecidos, no entanto de um modo geral seus zoons são mais apressados, o que quebra o ritmo e a reflexão.

    Por Aprígio Alves de Oliveira

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  6. Comentário via E-mail
    Aprígio/História - Feira de Santana - Bahia

    RESENHA CINEMATOGRÁFICA (Sabata Adeus) Parte IV

    A ANÁLISE DO FILME (CONTINUAÇÃO)

    A fotografia de Sandro Mancori - habitual colaborador do diretor- é consistente, construindo um painel pictórico com cores rebuscadas, passando todo o espírito anárquico e alegórico pretendido, refletindo bem a proposta do roteiro. Travelings, Closes e zoons em alguns momentos se combinam numa harmonia delirante. A cena panorâmica de abertura mostrando Ocãno (Franco Fantasia ) e seus companheiros retornando a galope em seus cavalos com as montanhas ao fundo, foi inspiradíssima, se constituindo numa das mais belas do Western Spaghetti.
    Um dos pontos altos é a trilha musical assinada por Bruno Nicolai, que remete de imediato às de Ennio Morricone, que aliás, compôs algumas vezes sob sua direção. O efeito sonoro que introduz Sabata na cena do duelo inicial é interessantíssimo, embasbacante, fazendo os fãs do gênero delirarem.
    O diretor consegue burlar o convencional, bolando um final interessante e inesperado ao mesmo tempo, com Ballantine fugindo com todo o ouro dos austríacos ou devo dizer de Skimmel? Tendo no seu encalço o indefectível Índio Black e seus consortes. O “honesto” bonitão Ballantine foge para tornar realidade sua obra revolucionária de caridade, ou seja: “eu”. E Escudo não pode continuar a xingar a mãe de Sabata, porque segundo o mesmo: “não conheci a sua mãe ...”. Ballantine implora do outro lado: “Não podem fazer isso comigo... Ei amigos, vocês vão me deixar pegar o ouro ou não? Seus filhos...(lembra ou não lembra Três homens em conflito?)
    A conclusão fica em aberto para que cada um especule a respeito. O filme não chega a ser uma obra prima, mas chega perto, é excelente e um clássico do gênero. Suas qualidades são na verdade bastante prejudicadas nesse DVD produzido pela Spectra Nova, cuja cópia não passou por nenhum processo de restauração de imagem e som. O problema está na película original, infestada de riscos e chuviscos em quase todas as cenas, reduzindo o impacto das imagens e do som. O áudio em português 2.0 dolby de dolby não tem quase nada (se bem que uma boa parte do problema está originalmente na dublagem, em muitos momentos com áudio fora de sincronismo com o video). Espera-se um lançamento mais digno da próxima vez, inclusive com extras mais decentes, porque os desse disco estão muito ruins, sem atrativo nenhum.

    Por Aprígio Alves de Oliveira

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  7. Show, Fantástico, Sensacional.
    Se fosse pra premiar a melhor do ano, sem dúvida seria esse comentário. Uma resenha completa sobre o assunto.
    Confesso que essa parte da história do México nunca consegui entender mesmo de fato. Ainda estou meio confuso mas serve pra elucidar um pouco mais temas como em "Il Mercenário", "Twho mules for Sister Sara", "Compañeros" e uma dezena de outros que envolvem "La Revolucion".
    Parabéns Aprigio e nada como ter um participante formado em História para participar deste Blog.
    Serviu para complementar o post nos abrilhantando com seus conhecimntos de Western Maniac que é.

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  8. Obrigado Edelzio "Sabata" Sanchez.Na verdade os filmes em si não têm a onrigação de reconstituir fatos históricos tal como aconteceu até porque isso é impossível.Nem mesmo os historiadores são capazes disso, porque tudo que foi dito ou feito no passado foram discursos interpretados das mais diversas formas por quem os testemunhou. As intencionalidades ficaram escondidas, subjacentes e a história teve apenas o papel de registrar através das ditas fontes primárias(manuscritos, objetos da época, etc.) e secundárias(Livros ou revistas escritas a respeito do tema). Os diretores pesquisam a história junto com os roteiristas e procuram dar uma certa verossimilhança ancorada no entretenimento
    Parolini espertamente evitou reconstituir a Revolução Mexicana porque seria por demais complicado e poderia resultar em algo muito enfadanho , arrastado. As personagens reais são muito complexas.Da forma como pensou encaixou melhor no formato do Western Spaghetti. Essencialmente o filme é uma profunda crítica à idéia de pureza revolucinária.

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  9. Corcordo plenamente com sua tése, mas um diretor como Parolini não faria um Western por mais medíocre que fosse sem antes dar uma pesquisadinha em livros não é?
    Tudo isto é Cinema!!!

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  10. Iso mesmo,e foi isso que elefez, mas evitou leitura intlectualóides da História da Revolução Mexicana; são citadas apenas algumas personagens reais como o general Juarez e Maximiliano, imperador da Áustria no período (que é o período pré-revolucionário na verdade, e não a revolução em si como parece) e o resto a gente conplea. Um grande filme, mas que para alguns "togados" faz parte da classe dos poucos sérios. Na verdade para essa chamada crítica, denominada 'togada' só alguns faroestes italianos merecem figurar entre os grandes filmes do cinema. É uma visão reducionista, preconceituosa e limitada. São na verdade muitos os spaghettis com valor artístico considerável e alguns no mesmo patamar dos de Leone, Sollima, Corbucci e Valerii ou mesmo petroni. Eu tenho "Django atira primeiro' de Sergio Martino com Glen Saxon e revi ele há alguns dias . Um filme de grande criatividade, se diferenciando pelo roteiro diferente, com grandes doses de ação e humor negro, ingrediente indispensável no gênero-que diga-se de passagem foi inaugurado por Leone - e um final totalmente surpreendente. Realmene não possui o apuro visual do diretor citado, ou de um Corbucci, no entanto se destaca pela inovação no roteiro, que se traduz em diálogos deliciosos. Reveja e você vai concordar. Retornando a Sabata uma sugestão minha é que você oportunamente possa postar outros filmes no contexto da Revolução Mexicana; aquela análise do contexto histórico que fiz também serve com algumas com algumas mudanças contextuais para os seguintes filmes que eu sugiro aqui: Quén Sabe, Corri uomo, corri, Tepepa e Quando explode a revolução (Se agacha, maldito-de Leone).Você posta suas resenhas e eu entro fazendo a abordagem histórica e também a minha avaliaçao do filme. Reveja-os e perceba que há semelhanças, apesar de que em Sabata Parolini utiliza o período imediatamente anterior à Revolução propriamente dita, quando os austríacos e franceses estavam tentando dominar o México mas abordando-o já com feições revolucionárias. Ele força a cronologia para aproximar e fazer um paralelo como eu já disse com o período de dominação austríaca sobre grande parte do teraritório italiano; a fase de luta pela libertação italiana vai mais ou menos de 1867 até 1870, quando Garibaldi e seu s"Mil" , ou os "Mil de Garibaldi" com a fundamental participação do Conde Camillo Cavour, vencem os austríacos. Assistindo Sabata você verá que o período é o mesmo. Os diretores do gênero sempre fazem isso, buscando idéias nos próprios eventos históricos do velho continente, notadamente da Itália, já que são nativos de lá. O roteiro do "Dólar furado" é baseado no episódio da 2ª Guerra Mundial, quando o país vencido pelas forças aliadas, provocou a revolta de muitos da parte sul,que acusaram o norte mais rico de traição. Faz o paralelo com a divisão entre o norte mais desenvolvido e anti escravidão e o Sul agícola e escravocrata no contexto da guerra civil americana.O diretor Girogio Ferroni força também o paralelismo histórico. A guerra civil no filme é só um pano de fundo. Detratores por não entenderem o que está no sub texto falam uma série de asneiras para menosprezar o gênero e seus diretores (na verdade eram e são muito mais engajados politicamente que os de Hollywood), quando deveriam se esforçar para entender um pouco mais de história (e também história da arte, da cultura, etc. que é fundamental para perceber as influências das correntes artísticas na forma de pensar o roteiro e elaborar os planos-ser um jornalista apenas não funciona,a não ser que ele procure se aprofundar nesse aspecto) e de semiótica. Existem os que se formam autodidaticamente e se saem muito bem,porque pensam independentemente sem ficar com o rabo preso no estabilishment,dizem o que pensam, como pensam e combatem os preconceitos tolos.Você Edelzio tem grande conhecimento e acima de tudo é independente. Valeu, fico no aguardo. Vamos muchachos, disparem

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  11. Isso é que é uma pesquisa à fundo no assunto.
    Essa postagem de "Sabata Adeus" tornou-se uma das mais visitadas no blog pelos comentários ilustrativos postados aqui pelo amigo e Historiador Aprigio.
    Mais uma vez obrigado por sua participação
    importante neste espaço que você tem somente
    enriquecido as informções aqui postadas aos fãs.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Adeus Sabata, é isso aí Edelzio, a musica memorável de Bruno Nicolai ja diz tudo, um dos grandes temas spaguettiano que ecoa na minha memória.

    Luiz Carvalho.

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  14. Essa trilha sonora de Nicolai é simplesmente invilvente.

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  15. Não sou muito bom de comentários Edelzio, sempre são curtos e diretos sobre alguma cena e trilhas sonoras, mais quem não lembra dessa clássica cena no saloon, o Sabata, Yul Brinner tocando a melodia do Nicolai no piano, e o insulto do ator Federico Boido cravando o punhal no painel do piano, obrigando Sabata a fazer um duelo, sentándose e cruzando as pernas sobre a mesa, e girando a winchester com as pernas e matando o facínora, uma cena memorável e clássica.

    Luiz Carvalho

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  16. O Tamanho do texto não é o que importa e sim a manifestação de momentos que marcaram em nossas vidas como por exemplo "Cenas de filmes". Esta cena é memorável inclusive a canção que ele toca no orgão que lembra uma "Marcha Fúnebre" anunciando que alguém iria morrer naquele momento.

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  17. Olá, Edelzio Sabata, pra nós fãs foi muito pouco essa única aparição de Yul Brynner num Western Italiano, quando poderia ter participado em mais outras produções, de qualquer forma foi um pouco que valeu muito. sou um fã incondicional do estilo do Cleef mais o personagem Sabata não lhe pegou tão bem como no Brynner. no inicio do filme perceba bem Edelzio e vocês fãs quando ele sobe sobre aquele entrelaçado de madeira com aquela manta aparentemente de veludo em seu ombro esquerdo e retirando vagarosamente com grande tranquilidade colocando sobre a madeira para fazer o duelo, outra grande cena memorável e muito valorizada por ele mostrando que iria ganhar o duelo do desafiante.

    Luiz Carvalho

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    1. Esse pra mim é especial. Sem dúvida um dos 10.
      Tem tudo o que um verdadeiro spaghetti exigia.
      A trilha sonora parece que surgiu de outra dimensão.
      A pilha de madeira entrelaçada é um pilha de "Dormentes" usadas para fixar os trilhos do trem na ferrovia.

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  18. Sr. Edelzio suas respostas aos meus comentários, sempre me estimula a dar continuidade e adivinhar algo que eu queria ressaltar mais. realmente a trilha do Nicolai assobiado nesta cena, é como se ela estivesse acompanhando os passos do Sabata (Brynner) parece que o Nicolai fez uma magia, só fãs Western como nós percebe isto incrível.

    Luiz Carvalho

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  19. Luiz Carvalho, você disse algo que venho refletindo desde que me tornei fã do Bang Bang à Italiana: porque só os fãs do gênero percebem essas nuances? A cena é delirante mesmo e é impossível que alguém fique indiferente, mesmos os cinéfilos mais tradicionais-só não enxerga isso quem não quer propositadamente enxergar. Estão todos na expectativa de um acontecimento, três homens se aproximam montados em cavalos, um deles puxando uma carroça com uma espécie de caixa grande em cima (o caixão); e como que aparecendo do nada surge um homem de indumentária negra subindo as escadas de um tablado de madeira (a pilha de dormente com o lastro em cima), como que parecendo um palco, já preparado para um grande show. Parece ter surgido de outro mundo e sendo impelido por uma orquestra de sons sobrenaturais, indescritíveis; o movimento firme das suas pernas subindo os degraus obedece ao comando daqueles sons e todos os exportadores acompanham aquela performance inaudita e apoteótica, num misto de expectativa e perplexidade. Só sendo realmente muito insensível ou muito preconceituoso mesmo para não reconhecer a técnica e a estética dessa cena embasbacante. Os travellings, os closes, os zooms harmonicamente combinados para se chegar ao efeito desejado por esse inventivo diretor. Como disse Edelzio, um filme recheado de humor negro, assim com os de Leone, mas com sua camada subjacente de mensagens políticas muito sérias. Uma crítica muito pesada ao chamado coletivismo e distributivismo preconizados pelo socialismo. Em todas as fases histórica o egocentrismo no homem é muito forte, por isso a necessidade histórica que religião teve de intervir como elemento minimizador das tensões que surgem das relações entre todos os homens. Esse filem chama a atenção também para a extrema violência num mundo desumano, de muitas pessoas condenadas à pobreza pela ganância dos ricos, por isso os primeiros se apegam a um líder místico, como se fosse aquele DEUS QUE OS LIBERTARÁ. Observem o início do filme que aparece um padre com um garoto negro no colo, e logo depois surge JUANITO informando que Sabata irá enfrentar os irmãos Murdock. O padre o aconselha a dizer ao justiceiro negro que use de clemência com os facínoras, que desista de enfrentá-los, mas o garoto mexicano vira-se, monta agilmente em seu cavalo e retruca : "SABATA É DEUS". Observem que a primeira cena do padre com o garoto negro é proposital e provocativa. Um garoto negro num universo de brancos e mestiços representa no mundo a parte mais pobre e humilhada, vítima da maior das violências: a fome e a indiferença do mundo "civilizado". A câmera fecha no rosto do religioso e ele numa frase sintetiza tudo: 'VIOLÊNCIA DEMAIS". Absolutamente não é um filme apenas de entretenimento ou de violência gratuita. Existe uma simbiose entre o entretenimento e o lado sério, das reflexões políticas, históricas e sociológicas e mesmo das interações entre essas e a religião.
    Gianfranco Parolini foi a meu ver o segundo melhor estilista do Bang Bang à Italiana, depois de Sergio Leone. Corbucci talvez seja de fato o segundo melhor na hierarquia, no aspecto de ter trabalhado com roteiros mais sérios e também porque dirigiu mais. Mas no aspecto puramente formal Parolini foi mais inventivo, mais barroco. Sua trilogia Sabata tem muito peso na história do sub gênero.

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  20. Como é bom ter o meu grande amigo e quadrinista Aprígio de volta ao blog com seus comentários catedráticos, inteligentes e filosofais, enriquecendo ainda mais nossas matérias com seus estudos aprofundados sobre cada filme postado e discutido aqui.
    Obrigado amigo Aprigio.

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  21. Prezado Edelzio, NA 10ª linha do meu comentário digitei errado o que deveria ser a palavra ESPECTADORES. Digitei exportadores. Mas como na época existia todo tipo de bandidagem: roubos, expropriações, grilagem, golpes de Estado planejados, etc. pode ser que eu tenha inconscientemente pensado em EXPORTADORES de armas. De repente Franco Nero com seu personagem Yolaf Peterson poderia estar por perto com uma carroça de armas gritando "Vamos a matar Companheiros".

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    1. Realmente mas no contexto geral não irá influenciar significativamente no texto pelo que estive lendo.

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  22. Download:
    http://depositfiles.org/files/cne07qo4u/4d10s.s4b4t4.Dublado.rar
    DVDRip
    AVI
    Áudio Português
    duração: 104 minutos
    615 Mb

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  23. Exportador de armas seria legal de mais para Yolaf Peterson, porque ele era na verdade um cínico traficante sueco, ate ser redimido no final de Vamos a matar....

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