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12 dezembro 2014

Anthony Steffen - As revelações em suas últimas entrevistas antes de sua morte no Brasil em 2004.

As últimas entrevistas cedidas por Anthony Steffen a Jornais Brasileiros no período entre 1999 e 2004 antes de sua morte.

Artur Xexéo – Jornal O Globo - Rio de Janeiro

 
Será que Antonio de Teffé sente saudades do tempo em que era um dos atores mais requisitados do cinema italiano? Ele acomoda-se no sofá da sala do apartamento de cobertura onde vive há quatro anos no Alto Leblon, pensa em voz alta (“Eu era jovem, bonito, cheio de saúde...”) e, do alto de seus 73 anos, parece afastar as lembranças com uma frase que tem regido sua vida:— Sic transit gloria mundi .Para quem não sabe latim, como o repórter que o está visitando, o ator se apressa em traduzir:
 

— Assim passa a glória do mundo.

E não foi pouca a glória por que Antonio de Teffé passou neste mundo. Ele fazia parte de um time que contava com Clint Eastwood, Franco Nero, Giuliano Gemma, Gian Maria Volonté e protagonizou, entre 1963 e 1974, três dezenas de westerns produzidos na Itália. Teffé e seus colegas foram Django, Ringo, Satana, Sabata, heróis do faroeste americano que, naquele período, faziam mais sucesso nos western-spaghetti, como eram conhecidas as fitas italianas do gênero, do que nos produtos originais forjados em Hollywood.

Os produtores queriam levar o resto do mundo a acreditar que os filmes rodados nos estúdios da Cinecittà, com cenas externas fotografadas na Espanha, eram americanos legítimos. Para isso, importaram atores made in USA (como Eastwood e Mark Damon) e criaram pseudônimos para os artistas locais, que só atuavam dublados em inglês. Giuliano Gemma, por exemplo, virou Montgomery Wood e nosso Teffé tornou-se Anthony Steffen.
Nosso? Isso mesmo. Porque Antonio de Teffé é brasileiro de boa cepa, como gostavam de orgulhar-se as reportagens ufanistas que as revistas “Manchete” e “Fatos e Fotos” sempre faziam cada vez que ele chegava de férias ao Rio. Mais uma vez, a Europa curvava-se diante do Brasil, para indiferença de Teffé.

— Não sou brasileiro — diz hoje. — Sou romano. Romanissimo .

Tataravô lutou na Guerra dos Farrapos
Como é que é? Então, Django não nasceu no Brasil, como o país inteiro acreditava nos anos 60? Mais ou menos. Filho e neto de diplomatas, o ator nasceu na Embaixada do Brasil em Roma. Ele não fala mais nisso. Só diz que é romanissimo , mesmo sendo brasileiro na certidão de nascimento. O pai era Manuel de Teffé, piloto de corridas de sucesso que criou o histórico Circuito da Gávea; a tia-avó, Nair de Teffé, a caricaturista que assinava Rian e que tornou-se a primeira-dama mais moderna que o país já teve ao casar-se com o presidente Hermes da Fonseca. Mas Antonio de Teffé gosta mesmo é de falar do tataravô, o primeiro europeu da família a pôr os pés no Brasil.

— Ele era prussiano, barão Von Hoonholtz. No fim da primeira metade do século XIX, foi aliciado por Dom Pedro I para lutar na Guerra dos Farrapos. Era nobre, mas falido. Por meio navio de ouro, veio para o Rio Grande do Sul com 800 homens. Ninguém sabe disso, mas quem ganhou a Guerra dos Farrapos foram 800 alemães! — relata, em peculiar versão da História do Brasil.

O fato é que, desde o barão, sempre houve um Von Hoonholtz por aqui. O que agora mora no Leblon é Antonio Luís de Teffé von Hoonholtz. Ele demorou 18 anos para pisar no Brasil pela primeira vez. Veio fugido do serviço militar na Itália. Passou um ano e, na volta à Europa, começou a fazer cinema. Em 1953, foi assistente de direção do primeiro filme de Mauro Bolognini, o diretor de “O belo Antonio”. No primeiro filme como ator, “Gli sbandati”, de 1955, fez sucesso no Festival de Veneza. A partir daí, até chegar ao primeiro mocinho de faroeste em 1965, quando virou Anthony Steffen, foram 13 filmes como Antonio de Teffé. Contracenou com algumas das mulheres que, naquela altura, eram as mais desejadas do planeta, como Marisa Allasio, Pier Angeli e Rossana Podestà. Teffé conhecia todo mundo.

— Sophia Loren?
— Estava no elenco de “Ci troviamo in galleria”, o filme de Bolognini. Séria. Que mulher séria!
— Gina Lollobrigida?
— Simpaticíssima.
— Claudia Cardinale?
— Uma empregadinha.

Teffé demora mais um pouco ao falar de Elke Sommer, que estreou como atriz de cinema ao seu lado, em 1959, em “Ragazzi Del Juke Box”:
— Um amor de pessoa. Ela se apaixonou por mim e eu não dei bola para ela. Naquele tempo eu era bonito.
Imagine a cena: Roma, anos 50, Via Veneto, la dolce vita, paparazzi...
Antonio de Teffé soube aproveitar a época?

— Eu era muito sério. Não tinha um tostão. Meu pai não me dava nada, nem minha mãe. Tinha muitos títulos nobiliárquicos e pouco tutu.
Para quem não sabe, tutu é uma gíria do começo dos anos 50, a época em que Antonio de Teffé veio conhecer o Brasil. Significa grana, dinheiro, bufunfa, l’argent ou, em brasileiro contemporâneo, money no bolso .

Foi mais ou menos assim, até 1962, quando fez parte do elenco de uma superprodução americana, “Sodoma e Gomorra”, dirigida por Robert Aldrich. Passou três meses filmando no Marrocos e voltou com dinheiro suficiente para comprar dois apartamentos em Roma. Três anos depois, estreou como Anthony Steffen em “Um caixão para o xerife”, o primeiro de seus western-spaghetti. Daí em diante, nunca mais lhe faltou tutu. Foi o protagonista de “Poucos dólares para Django”, “Os quatro selvagens”, “Um trem para Durango”, “Duas pistolas e um covarde”, “Tequila!”, “Reza por tua alma e morre”...
 

Shakespeare em aventura de Django

Antonio de Teffé não hesita ao citar o melhor de todos: “Django, o bastardo”, de 1969. Não por acaso, o filme, além de protagonizado, é escrito e dirigido por ele. Mas não se deve creditar a escolha à assumida vaidade do artista. “Django, o bastardo” deve ser bom mesmo. Tão bom que Clint Eastwood não se envergonhou em copiá-lo, quase plano a plano, quando dirigiu seu primeiro faroeste: “Um estranho sem nome” (“High plans drifter”), em 1973.

Teffé tem uma explicação para o sucesso que os bangue-bangues italianos faziam:

— Nossos filmes eram cruéis, duros, verdadeiros. As produções americanas não tinham crueldade. Os atores dos westerns americanos pareciam manequins, limpos, com roupas impecáveis. Os italianos apareciam sujos, rasgados e cruéis. Nossos filmes eram extremamente realistas.

O ator não tem boas recordações dos colegas que competiam com ele pelo título de gatilho mais rápido do Oeste ou de galã de matinê preferido das adolescentes italianas.

— Fale-nos sobre Giuliano Gemma.
— Ele não tinha a minha cultura, o meu background .
— E Clint Eastwood?
— Quando o conheci, não falava nada. Acho que era mudo.
— Marcello Mastroianni?
— Pessoa extremamente educada. Morou um ano e meio com Luchino Visconti.

Ringo não perdoa. Entrega!

Hoje, não vê filmes nem pela televisão
Estamos nos anos 60. Antonio de Teffé não era o único brasileiro que fazia sucesso em Roma. Norma Bengell também estava lá.

— Eu disse a Norma: “Você está na cidade mais grã-fina do mundo. Roma sabe ser dura. Se você bobear, ela te expulsa.” Ela não me escutou.
— E qual foi a bobeada de Norma Bengell?
— Casou-se com o ator mais idiota do cinema italiano (Gabrielle Tinti). Os romanos não a perdoaram.

 Amigo de Sergio Leone, que, embora não apareça nos créditos, fez a direção da segunda unidade de “Sodoma e Gomorra”, Antonio de Teffé conviveu com os grandes cineastas daquela época.
— Antonioni?
— Sempre pensando em dinheiro.
— Roger Vadim?
— Fiz com ele “La Jeune-fille Assassinée”. Era um ser de primeira classe. Fellini era um cafona perto dele.

— Vittorio De Sica?
— Maravilhoso. O maior diretor do mundo. Porque era humano, ao contrário de Fellini.

— Algum problema com Fellini?
— Fellini era presunçoso, arrogante. Morávamos a 100 metros um do outro. Mas não nos dávamos. Eu sou romano, tenho seis mil anos. Ele era de Rimini.

Ringo não perdoa. Esnoba.

O ator continuou em atividade, mesmo quando os Western Espaghetti saíram de moda. Tem na filmografia, pelo menos, uma produção que estourou nas bilheterias americanas: “A noite em que Evelyn Saiu da Tumba”. Seu último filme é de 1989, “Malù e L’amante”. De acordo com o “Internet Movie Data Base” (IMDB), o mais confiável arquivo de cinema da internet, esta é a 63ª produção cinematográfica com Teffé no elenco.

Algumas delas foram realizadas no Brasil. Ele cita “O Peixe Assassino”, produção de Carlo Ponti, rodada em Parati, em que, ao lado de Margaux Hemingway (“gordinha chata”), combatia piranhas na selva brasileira. E ele não cita, mas fez também, em 1983, “Momentos de Prazer e Agonia”, de Adnor Pitanga. Mas prefere esquecer.

Hoje, Antonio de Teffé não vê filmes nem pela televisão.

— Não me interessa — diz ele.
A vida no Rio é cheia de limites. Os dois filhos de seu primeiro casamento moram em Roma. Eles não se falam. No apartamento do Leblon, vive com Cristina, companheira há 20 anos. Ainda tem os olhos azuis e os 1,89m que magnetizavam a platéia dos cinemas que exibiam seus Djangos, Ringos ou Sabatas. Mas, com os cabelos ralos e dificuldades de locomoção, sente os efeitos da quimioterapia que tenta combater a doença que o persegue há quatro anos.

Parede do apartamento expõe cartazes dos filmes

Aceita a visita do repórter, a quem recebe com uma torta de chocolate sensacional, mas prefere não ser fotografado. Mesmo do passado, guarda poucos fotos. No entanto, mantém na parede da escada que leva para o segundo andar de seu apartamento uma galeria com os cartazes dos filmes em que atuou. “Os pistoleiros de Paso Bravo”, “A volta de Arizona Colt”, “Um homem Chamado Django”, “Sete Chacais”.

Parece se orgulhar mais dos autores que representou no teatro italiano (Shakespeare, Pirandello) do que dos filmes que lhe trouxeram fama e dinheiro. Num deles, conseguiu misturar os dois estilos. Representava um cowboy que se fazia passar por ator. Inventou, então, uma cena em que, no palco, representava “Hamlet”. Era a chance de recitar todo o famoso monólogo do “ser ou não ser” para, no final, da caveira que trazia nas mãos e que escondia duas pistolas, saírem dois tiros que atingiam mortalmente dois inimigos na platéia. Shakespeare e Django nunca mais foram os mesmos.

O repórter já o fez revolver muitas histórias do passado. É hora de deixá-lo descansar. O cowboy se despede com um olhar irônico que faria Ringo tremer e uma última frase, desta vez, perfeitamente compreendida:

— Sic transit gloria mundi .
Antonio de Teffè, que se tornou conhecido como Anthony Steffen, tinha dupla nacionalidade e ficou famoso na Itália na mesma vertente que projetou Clint Eastwood.



Luiz Carlos Merten - Jornal O Globo 
Rio de Janeiro


Há 15 anos ele estava afastado do cinema e há quatro morava no Rio, numa cobertura no Leblon, onde lutava contra o câncer que terminou por vencê-lo,no sábado. Antonio de Teffè tinha 73 anos. Com o pseudônimo de Anthony Steffen, foi um dos astros –com Clint Eastwood, Giuliano Gemma e Franco Nero – da tendência chamada de spaghetti western. Os faroestes macarrônicos podiam ser o alvo preferido de pancada dos críticos, pelo menos até que Sergio Leone desse ao gênero sua carta de nobreza, mas o público adorava aqueles filmes.

Quando Anthony Steffen entrava em cena, envolto num poncho surrado e com aquela barba por fazer, entrava algum instrumento lancinante de fundo – um trompete, quase sempre – e a massa já sabia que o pau ia correr solto. Anthony Steffen foi sempre sinônimo de encrenca na tela. Ele próprio sabia disto e, certa vez, analisando o sucesso dos Espaghetti Westerns, arriscou sua interpretação do fenômeno. Disse que o mundo estava mudando nos anos 1960 e, se os faroeste feitos na Itália faziam mais sucesso do que os autênticos, produzidos pelos americanos, é porque eram mais cruéis, mais verdadeiros. "Eram duros e extremamente realistas", disse Steffen.

Na sua fase áurea, ele era um figurão de 1,90m e olhos azuis que enlouquecia as platéias femininas e os homens respeitavam porque era mal-encarado. O fato de ter morrido no Brasil não foi acidental. Steffen, ou Antonio de Teffè, era ítalo-brasileiro. O ex-caubói nasceu na Embaixada do Brasil em Roma, filho do embaixador Manuel de Teffè, e por isto tinha dupla nacionalidade. Foi batizado com o imponente e aristocrático nome de Antonio Luís de Teffè von Hoonbolz, em homenagem ao bisavô, um aristocrata de origem prussiana que foi almirante-chefe da frota brasileira na época de Dom Pedro II e que recebeu do imperador o título nobiliárquico de Barão de Teffè.

O jovem barão de Teffè foi um playboy que terminou cooptado pelo cinema. Em 1954, fez o primeiro filme, ainda como Antonio de Teffè – Gli Sbandati, sobre uma história da 2.ª Guerra. Desempenhou múltiplas funções no cinema. Antes de estrear como ator, foi assistente de direção de Mauro Bolognini em Ci Troviamo in Galeria, de 1953 – e o filme era interpretado pela jovem Sophia Loren e por Alberto Sordi. Foi produtor (Django,O Bastardo, em 1969) e roteirista (Os Mil Olhos do Assassino, em 1974). Em 1965, quando o spaghetti western já se tornara o gênero dominante da produção industrial italiana, foi cooptado pelo diretor Edoardo Mulargia, que o convidou para estrelar um daqueles bangue bangues filmados nas planícies de Almeria, na Espanha, escolhidas pela semelhança com as pradarias dos Estados Unidos.

Antonio de Teffè gostava de contar que a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era. Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com eqüinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 Espaghetti Westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês –, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional. 

Esgotado o ciclo de sucesso do gênero, ele diversificou sua área de atuação, mas não deixou de trabalhar. Um de seus sucessos longe do western foi um filme intitulado O Amante, que não tinha nada a ver com a adaptação que o francês Jean-Jacques Annaud fez do romance de sua compatriota Marguerite Duras. O amante de Anthony Steffen era um garanhão de 50 anos, por quem se apaixonava uma noivinha de 19 anos. Não era só no Velho Oeste que Anthony Steffen causava confusão.

Estava casado com Cristina e tinha dois filhos de um casamento anterior, Manuel, de 32 anos, e Luiz, de 28, ambos residentes na Itália. Nos últimos anos, o caubói que tinha a fama de querer ser livre e solto, havia-se domesticado. Após o divórcio do primeiro casamento, assediado pelas mulheres, ele dizia que nunca mais queria saber de comprometimentos afetivos. Chegou a dizer: "Não há nenhuma constituição que nos obrigue a casar". O mais curioso é que Antonio de Teffè, ou Anthony Steffen, brilhou numa fase em que Clint Eastwood também esculpia o mito do cowboy taciturno nos Espaghetti westerns de Sergio Leone.

Clint virou o grande diretor que todo mundo reconhece. Teffè/ Steffen teve a sorte de Franco Nero e Giuliano Gemma. O primeiro ficou famoso como Django e até hoje vive casado com Vanessa Redgrave, com quem dividiu a cena no musical Camelot. Giuliano Gemma estrelou o primeiro Espaghetti western a fazer sucesso no Brasil – O Dólar Furado– e depois continuou a freqüentar o gênero, até que o filão se esgotasse (e a carreira fosse para o espaço). Os fãs devem lembrar-se de todos eles. Vasculhe aí a memória e lembre-se – Anthony Steffen, como bom personagem de western à italiana, não era exatamente um mocinho. Mas era chumbo grosso e foi assim que entrou para a história do gênero.
 
Mini Biografia (Jornal O Estado de São Paulo)
 
Para os aficionados do Espaghetti Western, sábado 05 de junho foi um dia muito triste, devido à passagem Anthony Steffen. Nascido em Roma, em 21 de julho de 1930, na embaixada brasileira, filho do campeão de Fórmula 1 e, em seguida, o embaixador Manoel de Teffé, ele foi nomeado Luiz Antonio e se tornou o Barão de Tefé. A família de Tefé teve uma origem nobre, mas durante a Segunda Guerra Mundial, Antonio adolescente saiu de casa para se juntar aos guerrilheiros contra os nazistas. 
Sua vida na indústria cinematográfica começou como mensageiro estúdio para Victorio de Sica, que foi, então, dirigir o ladrão de bicicleta e anos mais tarde Antonio estrelou no aclamado pela crítica abandonados. Então ele entrou em exemplos típicos de filmes italianos popular do final dos anos 50 como espada e sandália épicos, comédias, aventuras e até mesmo grandes filmes americanos como Robert Aldrich Sodoma e Gomorra, mas foi com spaghetti westerns que renomeou Anthony Steffen alcançado o estrelato mundial. Sua atuação é muitas vezes acusada de ser de madeira, mas em muitos aspectos é ideal para jogar o pistoleiro de aço-faced sinônimo do gênero. Steffen papel mais memorável foi em "Django o Bastardo ', que também co-escreveu, jogando um pistoleiro fantasma voltou da sepultura para vingar sua própria morte. Esta é a inspiração não creditada de Alta Eastwood Plains Drifter. 

Seus outros sucessos incluem recursos como bem gostava Sete Dólares para Matar, Um Trem para Durango (com Mark Damon), Killer Kid e muitos outros. Ele ainda estava agradável em outros gêneros, especialmente thrillers como o bem sucedido The Night Evelyn saiu da sepultura, a morte no Haiti ou os crimes do Gato Preto, um bom exemplo do giallo, onde interpretou um pianista cego - um de seus papéis que ele mais gostei, e Killer Fish, com James Franciscus e Lee Majors. Steffen era um homem muito confiável e líder de melhor ator coadjuvante e estava entre a elite do cinema europeu como Fellini, Sergio Leone, Fredda Ricardo, Mario Bava, Lucio Fulci, de Sica, Visconti, Antonio Margheriti, Ennio Morricone, Roger Vadim, Carlo Ponti , Sophia Loren e muitos outros. 

Educado e elegante, fluente em Inglês, Francês, Português, Espanhol e Italiano, Steffen viveu em jet-set internacional, mas no início dos anos 80 ele se mudou para o Rio de Janeiro, Brasil, lugar que ele adorava apenas ocasionalmente visitando sua amada Roma . Desde 2002, ele estava lutando contra um câncer terrível, e que a guerra terminou esta quinta sábado, no Rio de Janeiro, onde foi enterrado. Ele tinha 73 anos e deixou dois filhos de seu casamento em Roma, e Manuel Luiz. Além de sapatos de Sica-Shine, seu filme mais gostei foi o meu John Ford Darling Clementine. Bom gosto até o fim.

11 comentários:

  1. Um caixao para o xerife, django o bastardo, e tantos outros filmes! Anthony steffen, pode ser q seja um ator subestimado pela critica! Mas o seu jeito de atuar foi copiado pelo clint eastwood, disso nao ha duvida! Se fosse americano estaria hoje entre os grandes do cinema! Mas, a sua historia cinematografica esta ai, e so ve-la, ou reve-la! Os que ja viram, querem rever, os q nao viram terao a oportunidade de apreciar a forca dos grandes "roles", de steffen! Ciao, by by, so long, see you later, "movie fans"!!!!!!!!!

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    1. Grande Eddie Figueiredo.
      Grato pela sua participação.
      Seus comentários e complementações serão sempre bem-vindos!
      Grato.
      E. Sanches - editor.

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  2. Um dos melhores representantes do bangue-bangue..

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    1. Sem dúvida Tenorio e ainda mais importante por ser um brasileiro!
      Grato pela sua participação em meu blog.

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  3. Grande e inesquecível ator lembro -me com muitas saudades das tardes de sarau onde largava tudo para assistir os seus Bangs Bangs era o máximo no auge da minha juventude com medo dos flagras do lanterninha e o escurinho do cinema onde eu com meus 18 anos começava a dar os meus primeiros beijos. kkk

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    1. Bons tempos José Fernando, comigo não foi diferente.
      Hoje o suborno compra tudo, até lanterninha.

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  4. grande ator .ao assistir seus filmes recordo minha juventude . que saudade

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    1. Bons tempos Francisco.
      Sabemos que não voltará jamais, mas temos a certeza de que alguma forma influenciou no que somos hoje.
      Homens dignos.

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  5. grande ator ao ver seus filmes me recordo da minha juventude que saudade .

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  6. assisti quase todos os seus filmes, ator extraordinário e de muito talento, fez parte de uma geração única.

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    1. Para quem curtiu e curte Anthony Steffen, eu aconselharia comprar e ler o livro de sua biografia. É muito bom e já o li três vezes.
      Grato pelo seu comentário e participação Claudecir.

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