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11 junho 2014

Massacre em Condor Pass – Brasil [Zwei Gegen Tod Und Teufel]

Massacre em Condor Pass – Brasil
Zwei gegen Tod und Teufel- Alemanha
Masacre en Condor Pass - Espanha        
Massacro a Condor Pass - Itália               
Montana Trap - USA
Potato Fritz - USA

Produção: Alemanha - 6 de Maio de 1976
Diretor: Peter Schamoni
Escrito: Paul Hengge
Duração: 94 minutos
Roteiro: Paul Höngg
Musica: Udo Jürgens e Antonin Dvorák 
Fotografia: Jost Vacano e Wolf Wirth    
Edição: Peter Schamoni              
Produção Design: José María Tapiador
Locações: Espanha
Co Produção: Peter Schamoni Filmproduktion e
Eucent Film GmbH Co. KG

Hardy Krüger - Potato Fritz/ Fritz Herverhart Jensen
Stephen Boyd - Bill Ardisson
Anton Diffring - Tenente Slade
Friedrich Von Ledebur - Martin Ross/Sr. Ross
Arthur Brauss - James Wesley
Dan Van Husen - Smoothie Nestler
Paul Breitner - Sargento Stark
Christiane Gött - Jane Antrim
Diana Körner - Martha Comstock
David Hess - Sleeve
Peter Schamoni - Reverendo Cavenham
Pit Schröder - Soldado
Friedrich Von Ledebur - Martin Ross
Malachy McCourt - Antrim
Rainer Basedow - Mirko Stavnik
Helmut Brasch - Duffield
Bob Simmons - Lake
Juan Jose Majan - Stuart Madsen
Desmond Thompson - Daniel Ross
Jorge Gleser - David Ross
David Thomson - Lowoll
Meg Clancey - Adeline Bowie
Francesca Krüger - Maria Giulini
Eva Bergmanova - Catherine Christie
Raúl Castro - Arasoke
Carl Rapp - Coronel Baxter
Vidal Molina - Capitão Lancombe
Gonzalo Canas - Tenente Bowie
Fernando Villena - Major Field
Robert Chase - Lonford, Dragão Americano
JesúsFernández - Schlesinger, Dragão Americano
Luis Barboo - Moss, Dragão Americano
Pit Schröder - Jenkins, Dragão Americano
Robert Case - Lonford, Dragão Americano
e com e Heinrich Starhemberg, Malachy McCourt, Mariano Vidal Molina.
 
No ano de 1850 em Montana, sete homens, membros dos Dragões dos EUA acompanham um transporte de ouro pelo Passo do Condor. 

Um lugar problemático e perigoso nas Montanhas Rochosas no caminho para o Fort Lane.

Capitão Henry e seus homens escoltam o transporte para garantir que o carro chegue em segurança ao forte designado.

Na travessia, de repente surgem tiros, ricocheteando contra as rochas, e os gritos de horror e morte ecoam através das montanhas na tentativa de fuga dos soldados.

Um ano depois, sete cruzes dão testemunho da brutal agressão naquele dia, [dai o nome do filme ainda inédito no Brasil “Massacre em Condor Pass”].

No carregamento havia o ouro, que seria utilizado para a compra de terra arável e fértil dos índios Crow para pastagens do Fort Lane e Fort Albert e também para a ocupação dos colonos que começam a chegar naquela região que ainda precisa de uma renegociação com seu jovem chefe "Arasoke" que após o desaparecimento deste ouro, ele sente-se enganado e por não receber sua parte do tratado, não aceita mais que os colonos ocupem sua terra.

Os colonos estão presos como reféns; sem comida e os búfalos existentes pertencem aos índios. Sem perspectiva de segurança em se manterem vivos nos fortes, todos estão desesperadamente à espera da chegada do Coronel Baxter e sua tropa para libertá-los no qual seria sua única esperança de fora para dentro do forte, mas além disso quadrilhas, comerciantes sem escrúpulos, aventureiros decadentes, mercenários infestam a região também a procura da fortuna.

 A única exceção é "Potato Fritz". Aparentemente louco que cultiva batatas em território índio. O chefe Arasoke frequentemente queima a sua cabana, para intimidá-lo e só não o elimina, respeitando-o por que Frtiz não usa armas e tem como companheiro uma vaca e um filhote de urso marrom.

As pessoas no forte fazem suas piadas sobre Potato Fritz, e ele por sua vez vive embebedando-se na taberna local para esquecer o momento da perda de sua cabana e sempre retorna a sua plantação de batatas pra recomeçar.

Ele tem uma amiga, a única que o entende, uma jovem colona chamada "Jane" que ajuda a pagar o seu whisky e que espera que Fritz algum dia faça dela o seu amor.

 A notícia do ouro dos "Dragões dos EUA" desaparecido atrai também a presença de Bill Ardisson, também aventureiro, sombrio e com formas selvagens do leste e que envolve-se em muitas confusões quando se une a Fritz para recuperar o ouro.

Um grupo de bandidos disfarça-se de índios e controlam toda a passagem do “Passo do Condor” e sabem que o ouro está ali em algum lugar escondido e os rumores que circulam em toda a região é de que o ouro foi enterrado perto do forte por um conhecido Capitão Henry, chefe da guarnição que transportava o carregamento desaparecido quando no “Massacre do Condor Pass”.
"Potato Fritz", diz a lenda que Peter Schamoni filmou baseando-se no livro de Paul Hengee embora com uma dose a mais de frieza.

"Potato Fritz" é duro, realista, humano e, às vezes bem-humorado.
História de aventuras, lutas e perigos que foram expostos aos pioneiros, que por volta de 1850 através da Trilha no Oregon estabeleceriam-se na formação de Montana, seu novo lar.

Hardy Kruger “Potato Fritz”, é um homem que aparentemente prefere cultivar suas batatas, ao de ter que lidar com armas de fogo em meio a tantos índios e bandidos.

No entanto, ele tenta, assim como Bill Ardisson, interpretado por Stephen Boyd e o Sargento Stark, “Paul Breitner”, representam bem o papel da procura por justiça e com isso estabelecer uma sociedade combatendo bandidos impiedosos numa terra que oficialmente pertence aos índios como reserva indígena, mas não é de ninguém a não ser da prepotência e conspiração.


Peter Schamoni conseguiu criar uma história de aventura contundente, e também com uma dose de bom humor, inclusive uma relação de amor romântico inconclusivo, estão interligados. Não é de se admirar, quando meninas tão bonitas como Christiane Götte e Diana Körnerestejam fossem inseridas neste mundo tão devastador. É a parte sutil do filme.

Paul Breitner 

Apesar do corte de cabelo, ele não enfrentou nenhum problema para estrelar no filme. Breitner, ex-Bayern de Munique e Real Madrid, zagueiro de cabelos rebeldes, estrelou "Potato Fritz", um Western Espaghetti de 1976, sobre um grupo de alemães que deixam sua terra natal para se aventurarem no Oeste Selvagem Americano e encontram somente problemas pela frente, todos vinculados ao ouro.

O filme não teve grande aceitação na época, mas atraiu elogios por seus figurinos precisos de época, set de filmagem, fotografia e atuações soberbas dos atores alemães.

Breitner, no entanto, no papel do sargento Stark apesar de poucos minutos na fita não fora muito lembrado por sua passagem e agora ele sabe que mesmo com o fracasso do filme, fez parte da história do Espaghetti Western como o único jogador de futebol que teve a ousadia de aceitar o convite do diretor Peter Schamoni: Outro atrevido em filmar, dirigir, editar e atuar na Alemanha e Espanha já quando o Espaghetti estava sendo sepultado.
 

Britner estaria de volta ao cinema em 1986 com "Kunyonga, Mord in Afrika", uma comédia de aventura sombría, mas conseguiu firmar-se em seu papel. Paul Breitner considerado um mito do futebol alemão, foi um soberano na lateral esquerda daquela Seleção campeã da Europa e do Mundo na década de 70.

Foi dele o gol que empatou o jogo contra a Holanda, e que deu vida ao time na busca pela vitória e a conquista da copa de 1974 na Alemanha. O jogo começou e com apenas um minuto de jogo, sem a Alemanha ter tocado na bola, o juiz marca pênalti para os holandeses. Nesskens cobra e abre o placar.
O estádio fica mudo.

Mas os alemães, mais frios que qualquer ser siberiano, trataram-se de ficarem calmos, afinal, o jogo estava apenas começando. Aquilo fora um acidente, pensaram eles.
Aos 25 minutos, pênalti, dessa vez para os donos da casa. Paul Breitner bateu e fez o gol de empate.


Aos 43 minutos, foi a vez do goleador Gerd Müller deixar o dele, virando o jogo ainda no primeiro tempo:
2 a 1. No segundo tempo, ambas as equipes tiveram chances, mas nada do gol sair.
Os holandeses não conseguiam encaixar o jogo fácil e mortal que haviam feito durante toda a Copa, e esbarravam na eficiência e precisão cirúrgica dos alemães, principalmente do mito Beckenbauer.

Outra curiosidade neste filme são as duas canções gravadas “The Ballad of Potato-Fritz / Mississippi-Fantasy” em um compacto simples em 45 rpm em 1976 na voz de David Hass [o bandido Sleeve, do filme].

O diretor Peter Schamoni também atua como o estranho "Reverendo Cavenham" em uma cena curiosa em que ele sai espantando búfalos pelas pradarias indígenas.

Pra quem gosta de "Epaghetti Westerns", é uma peça de coleção e inédito no cinema e TV Brasileira.

O sério ator alemão Hardy Kruger se transforma em uma performance divertida e Stephen Boyd demonstra estar em boa forma para o papel de cowboy.

Filme originalmente alemão e um dos últimos de Stephen Boyd, que após o seu lançamento viria falecer prematuramente 1977, que após ter feito sessenta filmes como ator principal estava retornando como ator de apoio em filmes como “Potato Fritz”.
Infelizmente não pode ter sua carreira estendida na qual poderíamos ter a chance de vê-lo em mais filmes multinacionais como esse. Um belo e exôtico Western Espaghetti que vale a pena conferir.


Trailer

https://www.youtube.com/watch?v=f8bt00eMXIc [Trayler Youtube]

8 comentários:

  1. Olá Edelzio, é muito bom estar aqui novamente para comentar um daqueles bons “bang bang a italiana” que tão bem são apontados em seu esplendido espaço.

    Desconhecia estes fatos, porque pouco sei sobre Paul Breitner, aliás, em 1974 eu só tinha 4 anos de idade, mas visto que ele participou de uma produção que contou com a participação de dois ícones da Sétima Arte, Stephen Boyd (o eterno Messala de “Ben-Hur”, de William Wyler, 1959) e de Hardy Kruger (ator alemão, que fez com John Wayne “Hatari”, de Howard Hawks em 1962), sem dúvida se trata de uma fita de grande importância.

    Entretanto, o tópico presente também focaliza Paul Breitner, cujo talento para bola muito ouvi falar. Pouco entendo de futebol, Edelzio, mas vista sua impecável matéria e sinopse, devo considerar que “Massacre em Condor Pass” é um faroeste Spaghetti que já me deixou com água na boca de tanta fome que me deu para assistir. Só um filme com a presença de Kruger e Boyd já faz seu peso em ouro.

    Parabéns! Abraços do partner!

    PAULO TELLES
    Blog Filmes Antigos Club Artigos
    http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/

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  2. É com imenso prazer que recebo suas considerações sobre esta postagem e é sempre bom ter a participação de pessoas experientes em cinema participando desse nosso espaço.
    Obrigado e seus comentários serão sempre bem vindos enriquecendo ainda mais o conteúdo das postagens.
    Obrigado Paulo Telles

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  3. Bem oportuna esta matéria sobre astros do futebol que resolveram alçar vôos em outros espaços, no caso aqui, o futebol. Ignorava totalmente a existência desse western alemão, "Massacre em Condor Pass" e mais ainda o fato de Paul Breitner ter participado do seu elenco. De fato está registrado na História que grupos de alemães-assim como russos e outros- resolveram abandonar sua terra natal para se estabelecer em terras americanas com aquela visão de que lá a prosperidade os esperaria. o povo americano hoje é resultado da mescla entre todos esses europeus que para lá emigraram, com a contribuição mais recentemente dos latinos-americanos, chamados por lá também de hispânicos. Mais uma grande matéria.

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    1. Esta é mais uma curiosidade da história do Espaghetti Western que só ficam conhecendo aqui neste blog, porque o trabalho de pesquise e acervo é raro e ninguém conhece estes detalhes, por isso acho importante divulgar estas informações a todos os fãs pelo mundo.

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  4. Esta matéria associando os spaghetti com o mundo dos esportes nos faz lembrar que estamos em Copa do mundo e ontem na Arena Amazônia houve a estréia de Itália, país que inventou o gênero defendido aqui nesse blog, contra a Inglaterra, num grande jogo. Lembro que durante a Eurocopa assisti uma matéria levada ao ar, se não me engano pela Bandeirantes, analisando o estilo de jogo consagrado, e porque não dizer inventado pelos técnicos italianos, o Catenaccio, que consiste em preencher cada espaço do campo do adversário, marcando-o implacavelmente e neutralizar os atacantes. Para ilustrar apresentaram partes editadas de um confronto entre a Azurra e a Argentina na Copa de 1982, em que se utilizando dessa tática sufocante a primeira venceu pelo placar de 1x0. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a utilização da música tema do spaghetti consagrado "Il giorno dell' ira"/ O dia da ira, ao fundo da edição para comparar a ação dos jogadores no jogo àqueles confrontos memoráveis dos grandes filmes do gênero. Muito criativo e me deu vontade de elogiar pessoalmente o camarada que teve a idéia. Tradicionalmente em reporatagens só se associa o futebol italiano a óperas, ou então pelo menos aqui no Brasil quando a equipe ganha uma partida de imediato os repórteres que já ficam a postos, entrevistam os descendentes em São Paulo ou no sul do país. Então vemos vemos a italianada toda com copos de vinhos, cantando músicas tradicionais ou então apresentam edições da partida com som de ópera ao fundo. Aí então parece que na Itália só existe este gênero de música, grandes plantações de uvas para produção de seus famosos vinhos, o que não é verdade. parabenizo quem teve a solitária ideia, e que os jornalistas citem outros aspectos da cultura dos países participantes da Copa e não ficar batendo nas mesmas coisas. A Itália teve e tem um dos melhores cinemas do mundo, não é só Ópera e áreas rurais com plantações de uva, assim como o Brasil não é só samba, futebol é prostituição. Após uma vitória da seleção citem o cinema, o spaghetti western, a moda, as belas cidades, etc;

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    1. Muito bem lembrado meu querido amigo Aprigio.
      A Itália é um dos países mais ricos Culturalmente no mundo mesmo ainda perdendo boa parte de suas obras na Segunda Guerra Mundial bombardeada pelos alemães.

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    2. A Itália foi o berço do Renascimento cultural, influenciando todo o mundo ocidental. Ainda hoje se respira esse espírito de criatividade por lá e também de certa forma no mundo. Sua indústria da moda é talvez a mais original do mundo; os carros produzidos em sua indústria automobilística estão entre os melhores e sua tecnologia industrial também é de ponta e talvez esteja entre as cinco melhores do mundo, apesar de toda crise do Euro. E voltando ao futebol, pesquise e você vai encontrar a edição da partida entre Itália e Inglaterra com a famosa música Riz Ortolani. sempre tem um curioso que grava essas coisas. Agora dê asas à imaginação aí e imagine uma partida entre os Azzurri e o Brasil com a trilha de O bom, o mau e o feio. Para um final grandiloquente e dramático com a partida empatada e os jogadores correndo no clímax da ansiedade em busca do gol de ouro, coloque The ecstasy of gold e para o som dos chutes ao gol coloque os melhores estampidos spaghetti. Se sair o gol decisivo seja lá de que lado for para a comemoração coloque uma mistura de samba e o tema de My name is Nobody, com todos dançando numa alegria só, brasileiros e italianos.á la Nobody e Martinho da Vila. .

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    3. Grande imaginação do meu amigo Aprigio. Seria bem lega.

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