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23 março 2011

Um Dólar para Matar

BANDIDOS
Produção: 1967 - Itália - Espanha
Direção: Massimo Dallamano (Max Dillman)
Música: Egisto Macchi
Duração: 91 minutos
Fotografia: Emilio Foriscot
Escrito: Juan Cobos-Luisi Lasco-Luis Laso-Romano Migliorini-Gianbatista Mussetto.
Elenco
Enrico Maria Salermo-Richard Martin (Itália 1926-1994)
Atuou em inúmeros policiais italianos e nos westerns “Un Treno per Durango”
(Um trem para Durango - 1968 como Lucas), e em “Sentenza di Morti” Sentença de Morte - 1968 como Montero). Dublou a voz de Clint Eastwood na versão italiana de "Por um Punhado de dólares". Venantino Venantini - Fantástica atuação como o bandido Billy Kane, talvez esta tenha sido a sua melhor performance nos westerns italianos, tendo em vista suas pequenas participações como simples figurante nas gangues de bandidos por falta de oportunidades.
Terry Jenkins - Ricky Shot / Philip Raymond (Ator Ingles 1936-2009) fez seu único Western italiano mas sua carreira só deu sequencia mesmo nos Estados Unidos.
Chris Huerta interpreta o bandoleiro "Vigonza" lembrando o lendário Fernando Sancho.
Sempre que se vê um gordinho careca nos westers italianos lá está ele.
Marco Guglielmi - Kramer (Ex-gangue de Billy Kane)
Fred Robsahm - Capanga de Billy Kane que pega uma carta de baralho antes de ser morto por ele em um sorteio.
Aysanoa Runachagua - Mexicano com bigóde dono da fazenda invadida por Vigonza.
Aysanoa também pode ser lembrado em "O bom, o mau e o feio". Victor Israel - Condutor baixinho do trem que só aparece na cena inicial do filme jogando um forasteiro do trem mas que atuou em inúmeros westerns com aquele seu olhar esbugalhado.
Maria Martin - Betty Starr, cafetona do grupo de garçonetes do sallon. Sempre belíssima nos westerns.
Osiride Pevarello -Homem barbudo no saloon
Giancarlo Bastianoni - Sam
Renzo Pevarello - Hezekiel e tambem com
Roberto Messina, Antonio Pica, Valentino Macchi, Arthur Chase, Gino Barbacane, Juan José Milian, Franco Morici, Luciano Pallocchia, Jesús Puente, Massimo Sarchielli, Claudio Scarchilli e Giancarlo Sisti.

Na época ainda um desconhecido mas competente elenco para este que após muitos anos na obscuridade viria se tornar um clássico para os fãs.
Lançado no cinemas italianos em 15 de Outubro de 1967.
No Brasil atualmente só se podia conseguir cópias Italianas ou Alemãs sem legenda. Agora reeditado pela Editora Ocean Pictures 43 anos depois pode-se desfrutar de um trabalho feito com competência em uma versão dublada e legendada no formato Letterbox (particularmente prefiro Wildscreen) mas de qualquer forma ficamos felizes pelo lançamento. Richard Martin (Enrico Maria Salermo), habilíssimo e renomado pistoleiro está
viajando em um trem que é atacado pelo bando do mexicano de Vigonza e com parceira de outro bando, o de Billy Kane, um ex-aluno seu.
Durante o golpe, Kane poupa Martin, mas somente depois de atirar e perfurar suas mãos inutilizando-as. Anos depois Ricky Shot, um jovem que é procurado injustamente acusado de ter participado do roubo ao trem aparece e Martin agora treina o jovem “Ricky” para que possa matar Billy Kane utilizando-o para concretizar assim sua vingança.
Surge uma oportunidade para Shot matar Billy, mas é impossibilitado, pois Billy é a única testemunha de sua inocência.
As várias situações levam Martin a duelar com Billy. Um dos mais conceituados Westerns Italianos chegando a lembrar em algumas cenas de de “O Dia da Ira” com Lee Van Cleef e Giuliano Gemma (Professor e Aluno).
O Título do filme era pra ser “Crepa "Tu...Che Vivo Io” (Dane-se você...Que viva eu)mas saiu como “Bandidos” na Europa.
O filme tem todos os elementos de um grande western espaghetti. Uma bela trilha sonora bem adicionada e cincronizada às cenas como nas de Ennio morricone, uma grande história envolvente de vingança, tiroteios, suspense, os duelos foram muito bem filmados (O duelo no Saloon, Billy Kane nem chega a tirar a arma do Coldre - uma cena muito legal) com o movimento "travelling" em que a camera passa por trás do pistoleiro dando foco ao saque da arma do coldre por traz. Bem ao estilo de um Leone. Todos os duelos são memoráveis. Uma obra-prima de Dallamano em que consegue transmitir o seu estilo em cenas muito bem editadas por sua equipe com diferentes ângulos de câmeras e uma grandiosa e sensacional direção de fotografia de Emilio Foriscot com close-ups também ao estilo Leone. Existe um outro “The Bandits” tambem de 1967 americano produzido e interpretado por Robert Conrad (James West da série de TV da década de 60) filmado no México mas é bem distinto deste "Bandidos" Interessante saber que este filme foi exibido em nossos cinemas como "Um dólar para matar" inclusive uma única vez em Bang Bang à Italiana da TV Record no dia 16 de março de 1983 quando gravei a vinheta e a chamada clássica semanal e para este filme aunciava-se: “Para completar seu massacre, aquele bandido inutilizou o único adversário que conhecia; A vingança seria terrível e sua meta era a morte do chacal” Bang Bang à Italiana...e o resto todo mundo já conhece. Esta vinheta e mais duas faixas deste filme estão anexadas na mesma pasta disponíveis para download.
Um filme para se possuir e ter na coleção. Uma viagem no tempo. Faz a gente se sentir dentro do cinema. Recomendo aos fãs e afecionados do gênero.

21 comentários:

  1. Chris Huerta ... um Português no western-spaghetti!

    --
    Pedro Pereira

    http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
    http://filmesdemerda.tumblr.com

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  2. Sinceramente não sabia que ele era Portugues. Sempre fui fã deste gordinho. Neste aqui ele está muito sério e depressivo. Gosto dele também nos westerns comédias.
    Temos que fazer um especial sobre ele.
    Ele fez inúmeros Westerns Espaghettis.
    Ele merece assim como tantos outros que passaram apenas por coadjuvantes mas sem eles não seria possível a realização destes filmes.

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  3. É verdade. Apesar de por regra serem caras "sem nome", o imput deles vale tanto quanto o de outro qualquer. E este Chis (ou seja Crisanto) até apareceu em muito spaghetti.

    --
    Pedro Pereira

    http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
    http://filmesdemerda.tumblr.com

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  4. Sem dúvida, um brinde para os fãs deste pequeno grande clássico BANDIDOS é esta postagem. Valeu mesmo, "Señor" Sanches...

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  5. Comentário do amigo Joailton do Piauí via E-mail.
    Valeu pela força amigão.

    Olá Mestre
    Já acessei a nova matéria, excelente, uma avalanche de informações preciosas. vi este filme quando criança, baixei tempos atrás a música e a usei um bom tempo como toque no meu celular, a mesma deixava muitas pessoas encantadas quando a ouviam, por esse motivo passei-a para algumas pessoas desconhecidas na rua, quando a ouviam.

    Vou rever novamente este filme para refrescar a memória. Aquela cena dos tiros nas mãos, ficou muito tempo no meu sub-consciente.

    Abaraços
    Joailton

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  6. Comentário do Itamar Santiago via E-mail

    Olha . amigo . o que importa para os apreciadores de filmes bang bang, é justamente as informações, sebermos quém é quém . E quando . deparamos com as fotos e as informações. . . é mesmo que reelembrar a época das matinês.
    Muito bom . e obrigado por ter me enviado.
    Abraço.
    Itamar
    iasik.blogspot.com

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  7. Um grande filme. Bela postagem!

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  8. INFLUENCIADO PELA NOVA POSTAGEM, DESTE IMPORTANTE BLOG, SOBRE O FILME BANDIDOS, RESOLVI REVER NOVAMENTE, ESTE CLÁSSICO DO WESTERN SPAGHETTI.
    PARA MIM, ESTE FILME TEM OS ELEMENTOS ESSENCIAS DE UM SPAGHETTI
    E EU O CONSIDERO ACIMA DA MÉDIA. COM UMA TRAMA BEM DESENVOLVIDA, CENAS DE AÇÃO BEM FEITAS E SUCESSIVAS, UMA DESENCADEIA A OUTRA, POUCO DIÁLOGO E MUITA AÇÃO. AS CENAS POR SI SÓ CONTAM A HISTÓRIA E ISTO PRENDE A NOSSA ATENÇÃO, DANDO UM RÍTMO À NARRATIVA.
    OS ELEMENTOS BÁSICOS DE UM WESTERN SPAGHETTI ,TAMBÉM ESTÃO PRESENTES EM BANDIDOS, E DE SOBRA.POR ISSO É UM CLÁSSICO.SÃO ELES:
    1-TRILHA SONORA-A ALMA E A IDENTIDADE DESTE SUBGENERO, QUE TEVE VIDA PRÓPRIA. A MÚSICA BASEADA NUM SOLO DE PISTON AGRESSIVO E LONGO.
    2-HISTÓRIA-A CLÁSSICA MISTURA DE ROUBO, VINGANÇA E TRAIÇÃO, COM MUDANÇAS DE SITUAÇÕES , QUE VOLTAM PARA O MESMO EIXO DA NARRATIVA.
    3-TREM-BASE DA HISTÓRIA. UM TREM NUM ENREDO, BEM COMO DILIGÊNCIAS, SEMPRE ABREM UM LEQUE DE OPÇÕES PARA INÚMERAS AÇÕES, CRIATIVAS E INÉDITAS.
    4-DUELOS-MAIS QUE OBRIGATÓRIOAS. COM ANTI-CLÍMAX ELABORADOS, ÂNGULOS DE CÂMERAS, COLOCANDO O EXPECTADOR NA CENA.
    5-CLOSES- DE ROSTOS, EXPRESSÕES, OBJETOS, ETC. AQUELA CÂMERA ACOMPANHANDO OS PÉS DO PERSONAGEM, FOI DE MUIOTO BOM GOSTO.
    6-TIROTEIOS- MUITA BALA, SEM ECONOMIA DE MUNIÇÃO. MUITA AÇÃO NAS RUAS, BANDIDOS CAINDO DE CAVALOS, JANELAS, TELHADOS, ETC.
    7-SALOON-OBRIGATÓRIO. IMPOSSÍVEL UM SPAGHETTI SEM ELE. PORRADAS, ENFRENTAMENTOS, CILADAS E DESDOBRAMENTO INESPERADO DE UM DUELO, TAMBÉM TEM LÁ.
    8-“GATO E RATO”-AÇÃO DENTRO DE PRÉDIOS VELHOS, CELEIROS, ESTÁBULOS OU DEPÓSITOS, TAMBÉM TEM. DIRETOR SEM CRIATIVIDADE NÃO FAZ ISTO EM SEUS FILMES. A DIFICULDADE TÉCNICA É GRANDE, DÁ TRABALHO E E O DIRETOR TEM QUE SER MUITO CRIATIVO PARA COLOCAR SUSPENSE E TER UM DESFECHO INTELIGENTE.
    9-MEXICANO-MUITO MEXICANO. COMO SEMPRE, VIOLENTOS, ENSEBADOS, DEBOCHADOS. FRIOS E TAMBÉM COM UMA PONTARIA HORRÍVEL.
    10-MORTES-MUITAS. POR TODOS OS MOTIVOS. A SANGUE FRIO, FACADAS, PELAS COSTA. AFINAL UM SPAGHETTI É PARA MACHO E NÃO PARA MARICAS.
    CONCLUINDO:
    O TERRY JENKINS ME LEMBRA O JOHN PHILLIP LAW.
    ACHO EU, QUE O MARTIN DEVERIA TER VISTO, PELO MENOS O RESULTADO FINAL DO SEU ALUNO. SE VALEU OU NÃO TER PASSADO FOME POR ELE.
    O MESTRE SANCHES JÁ DISSE. O BILLY KANE, REALMENTE CONVENCE. A CARA ELE DIZ TUDO: SOU MAU NA AÇÃO, NO PENSAMENTO E NA APARÊNCIA .
    PARA QUEM GOSTA DE FAROESTE(SPAGHETTI OU NÃO), ESTE É UM DOS FILMES.
    ABRAÇOS MESTRE SANCHES, AGUARDO NOVAS POSTAGENS DESTE NÍVEL.
    JOAILTON

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  9. Joailton
    Grato pelo comentário-sinópse, muito bom. Só pra acrescentar o pistonista e trompetista era o grande Michele Lacerenza que deixou sua marca registrada em vários Westerns Espaghettis e até hoje quando se ouve ainda encanta. É eterno.

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  10. Boa noite a todos os spaghettianos. O Joailton já contemplou todos os comentários. Eu ao ver essa postagem criativíssima resolvi rever o filme também e passei a ter um opinião ainda melhor dele.Alguns diálogos foram alterados em relação àquela primeira dublagem feitapara exibição aqui no Brasil. Eu lembro muito bem que ao ver seus homens serem mortos por um atirador que estava dentro do trem, espantado Billy Kane exclamava "Que atirador, que atirador..."até concluir que se tratava nada mais nada menos que seu antigo parceiro e mestre Martin. Ficava mais impactante naquela dublagem.Que filme meu amigo, que filme.O sofrimento de Martin chega a fazer a gente quase chorar como em Vigliacco non Pregano com a tragédia de Brian.Em certo momento ele parece já ter Ricky como um filho que substituirá ou três Rickis mortos pelo espectadores oportunistas que queriam aparecer a cada apresentação. Depois vem a decepção e a amargura ao testemunhar aliança(provisória)entre seu pupilo e o quase imbatível Kane.Por mais que tenha violência è tudo bem feito, bem planejado, pensado.Às vezes me pergunto e tento responder a mim mesmo: onde esses homens(artistas) encontravam tamanha inspiração? Faziam com uma paixão, uma visceralidade.Mas aqui mesmo eu respondo: É o ambiente (europeu) impregnado de cultura, uma cultura milenar com correntes artísticas e filosóficas. Eles carregam toda essa bagagem e passam para seus filmes e outras expressões artísticas. Impressionante e quem não percebe isso e doido.

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  11. Este é um daqueles filmes que quase não é lembrado e é tão bem produzido quanto aos de Sergio Sollima. Como Joailton e Aprigio citaram é um filme completo.
    Tem todos os ingredientes que um fã Espaghetiano procura.

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  12. Um filme tão injustiçado quanto sua lei era a vingança ou Ódio e vingança (Vigliacco non pregano). Incontestavelmente uma obra prima, e eu diria até mesmo no nível dos dois primeiros de Leone. Dallamano foi fotógrafo do grande mestre e não desperdiçou tempo. Realístico e Violento,romãntico e visceral. No meu Top Ten publicado no Por um punhado de Euros,tinha ele o tempo todo na cabeça, mas acabei trocando por A volta do pistoleiro (Anda muchacho, spara, de Aldo Florio), depois fiquei com a impressão de ter cometido uma injustiça, mas me comformo porque o último citado está no mesmo nível.

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  13. Respeitando os comentários da turma que entende de westerns, aqui a minha mosdesta opinião sobre este filme de Massimo Dallamano, diretor de fotografia dos clássicos memoráveis de Sergio Leone - "Por Um Punhado de Dólares"(1964) e "por Uns Dólares Mais" : Apesar de alguns bons planos, o roteiro é ines-pressivo e o destaque maior fica por conta do maravilhoso solo de trompete(Michele Lacerenza? Alguém sabe se é ele?) na belíssima canção de Nico Fidenco executada nos créditos iniciais.

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  14. Um ótimo spaghetti, e até um pouco dramático nos créditos iniciais, com a grande matança do assalto ao trem, os closes de câmera mostrando os personagens mortos acompanhada com o tema melódico na voz de Nico Fidenco. e grande tema do compositor Egisto Macchi.

    Luiz Carvalho

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  15. Pra mim também é um dos melhores.

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  16. Respeito a opinião do Sr. Raimundo Balby, mas também peço a permissão para discordar diametralmente da sua opinião. O roteiro desse belíssimo spaghetti não é inexpressivo. A ideia de dois amigos exímios atiradores que ganharam prêmios em torneios de tiro e que anos depois se encontram em lados opostos foi bem original e interessante. O roteiro é consistente, bem desenvolvido a partir do argumento e da ideia, alternando tensão,suspense ação e diálogos inteligentes. O ritmo nunca se torna cansativo,é sempre tenso e insinuante até o desfecho final, quando Billy Kane descobre a verdade e tem que enfrentar Rick Shot, o pupilo de Martin . Concordo que a fotografia em alguns momentos poderia até ser melhor e nesse quesito o filme de Dallamano é menos brilhante que os de Leone, principalmente Três homens em conflito. Mas é necessário perceber que esse diretor procurou desenvolver seu próprio estilo nesse filme e devemos analisá-lo separado dos de seu mentor. Tem uma sequência belíssima na abertura do filme que o participante anônimo Luiz Carvalho, acima, colocou bem quando diz que os closes de câmera mostram os personagens mortos, ao mesmo tempo em que é acompanhada pelo tema melódico na voz de Nico Fidenco, ou seria John Balfour? Ainda tenho dúvida se quem canta é Fidenco ou Balfour. Bandidos é sem sombras de dúvidas um dos melhores westerns spaghetti e um dos melhores de todos os tempos entre todos os westerns já feitos.

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  17. Pessoal, realmente o vocal é de grande Nico Fidenco, fiz confusão. Não tinha percebido nos créditos e associei de alguma forma sua voz com a de John Balfour. Só mais uma coisa, gostaria de destacar que o filme tem duas aberturas, a inicial com os crédito e os belíssimos desenhos e o trompete de Lacerenza ao fundo; a segunda acontece depois do massacre dos passageiros, com a voz de Fidenco pontuando toda a tragédia no ritmo do travelling. A cena é demorada- realmente como uma abertura, mas sem créditos- começa ao lado de um dos vagões e termina já bem na frente num close destacando as mãos de um casal, com uma flor perto, como que querendo dá sua última demonstração de amor. A morte chega antes que a mão consiga alcançar a flor. Belíssimo e pungente.

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    1. Este sim é um filme acima da média Espaghetti e acredito ter feito uma resenha digna para homenageá-lo,

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  18. Demonstra toda a originalidade dos diretores italianos desse período, num momento em que se afirmava que já não existia mais história nenhuma para ser contada em westerns. Leone inovou com aberturas gráficas( letreiros cortados à bala e desenhos) em que anunciava mais ou menos como um resumo o que iria acontecer no filme, e logo os outros diretores o seguiram. Nesse Bandidos Dallamano foi além de leone e os outros criando uma abertura com desenhos dramáticos de mexicanos e mulheres mortas, caídas no chão, pontuada pela música de Egisto Macchi, ao som do trompete de Lacerenza; e outra abertura após todo o massacre dos passageiros, muitos caídos do lado de fora do trem (já resumido nos desenhos da primeira abertura) sem créditos, pontuada pela mesma música tema de Macchi, só que agora como vocal de Nico Ficenco. O final é digno de um grande filme também. Após Ricky Shot matar Billy Kane Betty Star (Maria Martin) diz para ele que quando o xerife chegar ela dirá que o homen acusado de ter participado do assalto e também procurado pela justiça por ter matado o funcionário do trem foi morto por um tal de "Ricky Shot" e já não existe mais. Ele então já pode finalmente realizar o sonho de morar no seu rancho em paz pelo resto dos anos. Em tanto e tantos anos os americanos nunca bolaram um desfecho assim, fechando o círculo da narrativa. Peço mais uma vez que leiam a enumeração dos elementos constitutivos do filme feito pelo colega Joailton, inspirada que clarifica a estrutura do filme e sintetiza muito bem a qualidade desse spaghetti que está realmente entre os melhores já realizados. O problema é que muita gente fica obcecada pelos spaghetti de Sergio leone(que no conjunto são realmente os melhores) e não vê a qualidade de outros. Resumem tudo em Sergio leone e pronto.

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    1. Sem dúvida um filme obrigatório para os amantes e apreciadores do Western "seja ele" Europeu ou americano.

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