Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.
Mostrando postagens com marcador Franco Ressel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Franco Ressel. Mostrar todas as postagens

14 junho 2019

A Morte de Conrado San Martín [Tributo Especial Brasil]


Conrado San Martín nasceu em Higuera de las Dueñas, Ávila, Castilla y Leónem, 1921. Faleceu em 24 de Abril de 2019 em Madrid, Espanha aos 98 anos de idade, vítima de um Ataque Cardíaco.

Ator espanhol começou sua carreira no cinema em 1941 e participou em mais de cento e vinte filmes em seus mais variados papéis para o cinema e televisão, incluindo alguns Espaghetti Westerns, inclusive dirigidos por Sergio Leone.


Filho de fazendeiro pretendia se formar em Agronomia, mas a guerra civil mudou seus planos.

Nos primeiros anos de sua vida ele se dedicaria ao boxe como amador e ao mesmo tempo começou a desempenhar pequenos papéis no teatro e apareceu como ajudante em alguns filmes.

Como pugilista no ginásio onde treinava foi procurado por um cineasta, para conseguir-lhes homens para interpretarem uma cena de luta em um filme. Foi aí que ele começou a desempenhar pequenos papéis até que despontaria em "Apartado de Correos 1001" em 1950.


Durante a década de 1940 ele trabalhou como assistente de direção e trabalhou como por exemplo em "Dom Quixote de la Mancha") de Juan de Orduña, mas seu talento não passará despercebido e o produtor Ignacio F. Iquino viria contratá-lo no final da década de 1940 transformando-o no personagem principal desta produtora.
1950 se tornara um ano chave profissionalmente para Conrado, nesta produtora.


Estrelara filmes como "Mi adorado Juan" de Jerónimo Mihura (seu filme favorito) e o filme de grande sucesso dirigido por Julio Salvador e roteirizado por Isasi-Isasmendi "Apartado de Correos 1001", um grande suspense que, junto com a "Brigada Criminal", também produzida por Iquino, inauguraria um seguimento policial dentro do cinema espanhol nascido principalmente em Barcelona e Madrid.
O sucesso conseguido na atuação destes filmes lhe permitiria estrelar nesta década um grande número de longas-metragens e incentivá-lo a criar sua produtora, a Laurus Films de curta duração e produziu apenas dois trabalhos, nos quais ele próprio estrelaria estes dois dramas dirigidos por Salvador, "O que nunca morre" e "Sem o sorriso de Deus".


No início da década de 1960, agora com plena experiência, conseguiria presença constantes nas infinitas produções que estavam sendo filmadas na Europa como: "O Colosso de Rodes" (1961) dirigido por Sergio Leone e estrelado por Rory Calhoun; "Rei dos Reis" superprodução dirigida por Nicholas Ray sobre a vida de Jesus de Nazaré, com o jovem ator americano Jeffrey Hunter de extremo sucesso.


Sua última aparição foi en 2008, atuando na Miniserie de televisão “La bella Otero”. Ele se casou com Olga Quiles Colón em 1955 e tiveram cinco filhos: Álvaro, Olga, Beatriz, Belén e Arancha.
Ele e sua esposa moravam em Madri, na Espanha.

Tive o privilégio de pela primeira no Brasil Traduzir esta música com a ajuda de minha amiga e grande atriz italiana Simone Blondell e postei-a no Youtube e que continua fazendo sucesso e seguida de muitos comentários.

Em “A Sombra de uma Arma” [All'ombra di una colt] (1965) atuando como (Duke Buchanan) dirigido pelo bom diretor Giovanni Grimaldi e atuando ao lado do ator canadense Stephen Forsyth obteve grande sucesso na era Espaghetti Western sendo classificado como um “Cult” dentro do seguimento e possuía também um linda trilha sonora de Nico Fidenco com músicas vocais que atingiram até paradas de sucesso nos rádios pelo mundo.


FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN DE CONRADO SAN MARTÍN

1941 Oro vil “Oro Vil”
1965 A Sombra de um Revolver “All'ombra di una colt” (Duke Buchanan)
1967 Billy... O Sanguinário “Voltati... ti uccido!” (Ted Shaw)
1967 Os Longos Dias da Vingança “I lunghi giorni della vendetta (Faccia d'angelo)” (Mr. Cobb)
1968 Era uma Vez no Oeste “C'era una volta il West” (Vecino)
1971 Quando Explode a Vingança “Giù la testa” (Cocheiro da Diligência)
1984 Al este del oeste “Al este del oeste” (Prefeito/Padre de Margaret) 


A Sombra de Uma Arma - Brasil
A Violência de um Colt - Brasil
A Sombra de um Revólver - Brasil
All´ Ombra di una Colt - Itália
In a Colt´s Shadow - USA”
Un Mercenaire Teste à Tuer - França
Plazo Para Morir - Espanha
Pistoleros - Alemanha

Produção: Itália/Espanha 
10 de Dezembro de 1965
Direção: Giovanni Grimaldi
Escrito: Giovanni Grimaldi 
(Gianni Grimaldi) e Aldo Barni
Música: Nico Fidenco
Fotografia: Julio Ortas
Duração: 96 min.
Locações La Pedriza, Manzanares el Real, Madrid, Espanha
Produtora: Hercules Cinematografica


Elenco:
Stephen Forsyth -Steve Blaine
Conrado San Martín - Duke Buchanan
Franco Ressel - Jackson
Franco Lantieri (Frankie Liston) -  Burns
José Calvo (Pepe Calvo) -  Xerife
Anna Maria Polani (Anne Sherman) - Susan
Helga Liné - Fabienne
Aldo Sambrell - Ramirez
Eugenio Galadini (Graham Sooty) - Buck
Javier de Rivera (Xavier de Rivera) - Williams
José Marco - Policial
Andrea Scotti (Andrew Scott) - Oliver
Xan das Bolas - Veterinário
Rafael Albaicín - Leiloeiro
Glauco Onorato - Narrador da música do título (voz)
Richard McNamara - Narrador Musical (voz)
Gino Cassani - Jim
Leoncito Cayetano, Álvaro de Luna
Hilario Flores - Mexican no Banco
Tito García - Barman
Sancho Gracia -  Pistoleiro no Saloon
Rufino Inglés - Jogador
Walter Maestosi - Bandido Mexicano
Juan Antonio Peral - Blacksmith
E com Rafael Ibáñez, Hugo Blanco, Guillermo Méndez, Franco Pesce e Hugo Ricardo



Dois pistoleiros profissionais (Steve e Duke) são contratados para a missão de proteger uma pequena e pobre vila mexicana das gangues de bandidos inescrupulosos.

A parceria entre eles, entretanto, tem um fim quando um deles (Steve) foge para viver uma vida serena com Susan (Anna Maria Polani), mas acabam criando sérios conflitos ao se envolverem com os dois homens poderosos da região. Logo Duke volta para buscar vingança e por ter perdido a filha para Steve, mas as consequências fazem com que acabem juntando forças para superarem e por fim as ameaças dos dois poderosos sócios malfeitores da cidade.


A justiça é feita em meio a uma emboscada na cidade completamente infestada de atiradores. Um raríssimo western da época de ouro. Um roteiro bem elaborado e um ritmo bom de ação. Ennio Morricone realmente foi um gênio musical para os filmes, principalmente para os westerns, mas as músicas deste filme do diretor Gianni Grimaldi serviram como uma luva e marcaram época.

As músicas fizeram até sucesso no rádio como era de costume nos anos 60. Músicas como "One silver dollar" de (O dólar Furado) entrou na parada de sucessos da rádio Tupy, Globo e Difusora.


“A sombra de uma arma” é um filme que realmente tem uma música marcante, daquelas que quem não conhece fica voltando o DVD pra ouvir várias vezes. São duas as músicas temas principais deste filme: “Finche´ Il mondo Sara, All´ombra di uma Colt” ambas interpretadas pelo cantor Nico Fidenco, regida pelo maestro Willy Brezza e sua orquestra.


Os comentários são recíprocos, tenho o LP vinil original de 1966 da gravadora RCA Victor Italiana, bem como um acervo musical sobre o assunto.

Mais uma curiosidade sobre este filme é que ele foi exibido pela última vez na Televisão Brasileira em 29 de Dezembro de 1985 pela TV Gazeta, e por incrível que pareça somente ela tinha os direitos de exibição e nunca chegou a ser exibido no Bang Bang à Italiana da TV Record e Segunda Sem Lei da TV Bandeirantes.

 Versão com Áudio Português/Brasil dispónível no Youtube

31 agosto 2015

Sartana no Vale da Morte [Sartana nella valle degli avvoltoi] 1970 “King for a Day” Letra/Lyric

Sartana Nella Valle Degli Avvoltoi [Itália, 15 de Agosto de 1970]
Sartana no Vale dos Gaviões - Brasil
Sartana no Vale da Morte - Brasil
Sartana no Vale dos Mortos - Brasil
Sartana En el Valle de la Muerte - Espanha
Sartana en el Valle del Oro - Espanha
Sartana dans la Vallée des Vautours - França
Balladen om den Döda Dalen - Suécia
Sartana Ölüm Vadisi - Turquia
Ballad of Death Valley - USA
Sartana in the Valley of the Vultures - USA
Der Gefürchtete - Alemanha
   
Música: Augusto Martelli & Betsy Bell
Intérprete: Augusto Martelli

“King for a Day”

A king for a day,
A poor boy for the life,
I hear people say,
When they see me go by.

A king for a day,
Doesn't say just like much,
But a love of the day
Make me king anywhere.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A King for a day,
A poor boy for the life.
I'm in a total joy,
As you rest tears and strive.

A king for a day,
A sure glory I've seen,
But it's better, as said
And just never have been.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A king for a day…

Nota: A atriz alemã Betsy Bell que compôs a música em parceria com Augusto Martelli faz um pequena e sexy performance cantando a música no saloon.

Tema vocal
 
Tema instrumental
 

21 outubro 2014

Eu Mato... e Recomendo a Deus! - Brasil [T'ammazzo! - Raccomandati a Dio]


Eu Mato... e Recomendo a Deus! - Brasil
T'ammazzo! - Raccomandati a Dio
Dead for a Dollar - USA
Trusting Is Good... Shooting Is Better - USA
Django, wo steht dein Sarg? - Alemanha

Produção Itália 17 Agosto de 1968
Direção: Osvaldo Civirani
Música: Angelo Francesco Lavagnino    
Fotografia: Osvaldo Civirani       
História: Tito Carpi, Osvaldo Civirani e Luciano Gregoretti
Edição: Nella Nannuzzi
Diálogos: Patrizia Zulini

Producão de Design: Paola Mugnai       
Decoração e ambientação Set: Lorenzo Baraldi               
Co Produção Denwer film


George Hilton - Glenn Reno
Sandra Milo - Liz
John Ireland - O Coronel
Gordon Mitchell - Roy Fulton
Mimmo Palmara - (Dick Palmer) - Frank Richards
Piero Vida - O Português
Franco Ressel – Banqueiro Sr. Hartman
Monica Pardo – Garota do Saloon
Andrea Scotti (Andrew Scott) - Sr. Higgins - Seguradora
Franco Gulà - Velho homem na taberna no início
Carla Brait - Betsy
Renato Chiantoni - Dr. Aloisius/Médico
Giovanni Ivan Scratuglia (Ivan Giovanni Scratuglia) - Xerife Hawkins
Sergio Testori – Luta com o Português na rua
Enzo Andronico - Taberneiro no começo
Roberto Messina - Ralph
Benito Pacifico - Atirador no velho homem no início
Rossella Bergamonti e Mario De Vico.


Sempre admirei George Hilton, John Ireland, Piero Vida, Gordon Mitchell e Sandra Milo [Bang Bang Kid] nos Espaghetti Western, mas aqui em "T'ammazzo... Raccomandati a Dio" foram pegos desprevenidos pelo diretor Osvaldo Civirani em um momento sem muita inspiração pra aproveitar melhor o potencial destes atores no auge de suas performances neste seguimento.

Eles aqui interpretam personagens um tanto quanto bizarros pois George Hilton é mais uma vez um canastrão, é Glenn Reno que fingindo ser um pastor, ajuda seu amigo e comparsa, Roy Fulton (Gordon Mitchell), juntos a organizarem falso funeral de Fulton aproveitando e escondendo no caixão a quantia de $ 200.000 dólares roubados de um banco no Texas.
Fulton acaba por envolver Glenn na disputa do fruto do roubo e conseguem temporariamente escapar da justiça e de caça prêmios com o truque do funeral.

Atrás desta quantia, estão também "O Coronel" (John Ireland) e "O Português" (Piero vida), também  comparsas de Fulton e também farão de tudo para conseguirem o dinheiro. Todos eles ao tentarem se apossar da quantia, são levados a fazerem alianças e acordos falsos e traiçoeiras uns com os outros.


Em meio às reviravoltas mirabolantes, perseguições e golpes uns aos outros, entra no meio da confusão Liz (Sandra Milo), uma vigarista que possui uma loja de roupas na cidade e que fica sabendo do dinheiro através do momento de embriaguês do Português em um encontro no hotel.

Quando pensamos que o diretor esgotou as suas ideias, nos deparamos com mais surpresas inesperadas mas com pouco fundamento.
O que Glenn, o Coronel e o Português não sabem é que Liz já teve um caso com cada um deles e todos conhecem aquele rosto de anjo como sendo uma das piores mercenárias e trapaceiras do oeste.

O Sr. Hartman (Franco Ressel) também faz o cínico banqueiro que em meio a evolução da história percebe-se que forjou o assalto de seu bando pelos três bandidos a fim de receber um grande premio da seguradora do banco. O plano de Hartman é receber o seguro e reaver também os seus $ 200.000 dólares roubados pelos quatro canalhas obtendo assim o premio da seguradora também.


Não se pode imaginar este como um grande filme, pois você acaba ficando preso na espera de alguma coisa espetacular que possa acontecer, mas falta brilho nas execuções das cenas, as vezes muito escuras e num ritmo lento.
Poderia facilmente ter sido melhor conduzido pelo diretor Osvaldo Civirani, mas não se percebe muito esforço e se o elenco tivesse sido também melhor valorizado e apreciado, poderia ter conseguido resultados bem mais agradáveis pois cada um deles tinha em seu personagem suas características peculiares e poderiam ser bem mais divertidos.
Há momentos que é uma comédia e há momentos que se torna dramático.


Na primeira cena, O Coronel entra em uma taberna e mata dois bandidos que perturbam e disparam no chão para amedrontar um velhinho (Franco Gulà). Um destes atiradores é (Benito Pacifico). Após executar os dois, exclama ao taberneiro (Enzo Andronico) "Não gosto de Barulho" pra deixar a sua marca e faz-se imaginar de como será sua conduta no filme, o que não é bem assim.

"O Português", (Piero Vida) em sua primeira aparição no filme está lutando na lama no meio da rua, também tentando ganhar dinheiro desonestamente com as apostas dos populares em parceria com uma dançarina do saloon. Infelizmente mais uma cena muito longa, sem graça e desnecessária.


Percebe-se durante todo o filme, um esforço para tentar agradar ao público. Algumas das piadas são bem divertidas e sarcásticas e são os momentos que fazem com que você continue preso a ele até o fim e se não fosse talvez os diálogos não tivessem sido supervisionados pela responsável Patrizia Zulini, talvez tudo  estaria perdido.
Deve-se prestar bem atenção às piadas, pois algumas são inteligentes com por exemplo: Tuco lendo a assinatura do bilhete em voz alta: Idi, Idi. Blondy complementa: Idiota, é pra você!

A única cópia que se tem no Brasil é a mesma que está disponível no http://www.youtube.com/watch?v=3SqR7841hVY, e então quanto a qualidade pode-se falar pouco porque é uma cópia de VHS antiga e se houvesse uma cópia de melhor qualidade, talvez pudéssemos até aumentar a pontuação para ele.


Há momentos de suspense e até algumas encenações em duelos interessantes. A inevitável ameaça de duelo entre os três no final nota-se uma perfeita imitação do duelo final de "Três Homens em Conflito" [The Good, the Bad and the Ugly] com close-up parecidíssimos entre eles mas só que montados em seus respectivos cavalos.
Está longe de ser um bom filme, talvez regular para não desmerecer aos atores que aqui não tiveram culpa da falta de inspiração do diretor ao ponto de Glenn estar abandonado do deserto sem cavalo e passa por ali, um índio com um poncho mexicano arrastando uma cama no cavalo como “Trinity” e dá-lhe uma carona cobrando-lhe a viagem até a cidade.

Percebi que os diálogos que salvam o filme são entre Hilton e Ireland porque são divertidos mas o restante não agrega muito valor a ele. Gordon Mitchell morre após os dez primeiro minutos de filme sem mesmo disparar um só tiro. Liz, a mulher fatal do filme interpretada por Sandra Milo persegue e é perseguida constantemente sempre perdendo a posse do dinheiro para os pretendentes que frequentemente através de seus golpes vai parar em suas mãos.


Algumas cenas são absurdamente sureal como em um jantar entre “Glen e Liz “ (George Hilton e Sandra Milo) que é uma das cenas mais longas e desnecessárias, comendo carne de peru como dois canibais enfurecidos.
Parece que Civirani tentou mostrar algo sensual com isso mas o resultado foi avalassador.

Outra cena é um tiroteio dentro da loja de roupas, e todos os manequins tem suas cabeças estouradas com os tiros. Mimmo Palamara (Dick Palmer) é Frank Richards, que também não deve ter entendido muito bem o que fazia neste filme. Aqui é líder de um bando contratado pelo banqueiro para ajudá-lo também a recuperar o dinheiro.

John Ireland no começo mostra-se mau e no decorrer da história não mostra isso. George Hilton parece ser bom e de repente é mau. Piero Vida às vezes fica muito nervoso, tenta se engraçado, mas aqui longe até de ser um Fernando Sancho.


A direção de fotografia muito fraca também ficou por conta de Osvaldo Civirani. Tentou colocar ingredientes em excesso e o resultado não se concretizou. Tudo poderia ser melhor, Fotografia, Edição, Diálogos, Qualidade de material, Externas, Ação e até mesmo a música de Angelo Francesco Lavagnino que parece estar se equiparando a lentidão do filme: https://www.youtube.com/watch?v=gnOaF6nUH6A.

Civirani nos surpreendeu com a falta de criatividade, imaginação, estilo ou propósito.
Um filme somente para filmoteca de colecionadores e pesquisadores fanáticos do Espaghetti Western.

17 junho 2010

TRINITY AINDA É MEU NOME


“...CONTINUAVANO A CHIAMARLO TRINITÁ”
“TRINITY IS STILL MY NAME - USA”
Produção: Itália 1971

Direção: E. B. Clucher (Enzo Baraboni)
Música: Guido e Maurizio de Angelis e Gene Roman
Direção Musical: Gianfranco Plenizio
Fotografia: Aldo Giordani
História: E. B. Clucher
Duração: 124 min.
Produtora: De Paolis – De Laurentis – Roma

Terence Hill – Trinity
Bud Spencer – Bambino
Harry Carey Jr. - Pai de Trinity
Jessica Dublin – Mãe de Trinity
Franco Ressel – Metríê do Restaurante
Puppo de Lucca – Líder dos Monges
Dana Ghia – Fazendeira da Carroça
Enzo Fiermonte – Fazendeiro da Carroça
Enzo Tarascio – Xerife
Emilio Delle Piane – Sr. Parker
Tony Norton (Alfio Caltabiano) – Wildcat
Yanti Somer – Namorada de Trinity
Benito Stefanelli – Pistoleiro Stingary Smith
Riccardo Pizzuti – Líder da gangue no acampamento dos feijões
Gilberto Galimberti – Jogador de Baralho com tapa-olho
Fortunato Arena – Bandido Bobão do acampamento dos feijões
Girald Landry, Jean Louis, Gigi Bonos, Gild de Marco e Adriano Micantoni.

Neste segundo filme com o preguiçoso e fabuloso herói e seu meio irmão, o grandalhão e comilão “Bambino”, estão mais divertidos ainda que no primeiro “Meu nome é Trinity”. Trinity (Terence Hill) e Bambino (Bud Spencer), encontram-se mais uma vez na casa dos pais para o “banho anual” e um pacífico jantar em família, comprometendo-se com o pai (Carey Jr.) a beira da morte que continuarão trapaceiros, mas de primeira classe e terão um belo prêmio por suas cabeças. Ansiosos para provar que são ilustres e garantir o último desejo de seu pai, a dupla começa atacando uma carroça de pioneiros e fracassam acabando por ajudá-los. Em seguida já na cidade de San José, Trinity dá uma lição em um jogador trapaceiro ensinando-lhe também de como dar as cartas e atirar corretamente, impressionando os habitantes da cidade o suficiente para serem confundidos como respeitáveis agentes federais. São subornados pelo bandido local “O Sr. Parker”, um contrabandista de armas que explora os monges rabinos de um mosteiro. Lutam contra falsos padres e ainda criam tumulto em um fino restaurante francês e em pouco tempo mudam de posição resolvendo auxiliar os religiosos e acabam descobrindo uma operação de contrabando de armas envolvendo-se também na busca de US$ 50.000 implantando a desordem por todo o oeste.
O filme é assistido na televisão mundial a mais de trinta anos e é comparado as exibições de Titanic e Bem Hur, sobretudo na Alemanha e Japão.
Em 1979 na Alemanha, Bud Spencer recebeu o prêmio Júpiter por sua popularidade como Bambino, o irmão de Trinity na série e continuam sendo homenageados na Europa, e quem diria que em 1967 Enzo Barboni faria dois episódios. Um western Spaghetti sem mortes que continua sendo incansável.
Em 1969 Enzo encontrou o diretor Ítalo Zingareli que propôs “A volta de Trinity” e o resto é história.

15 junho 2010

A Sombra de Uma Arma


A Violência de um Colt
“All´ Ombra di una Colt”
“In a Colt´s Shadow - USA”

Produção: 1965
Itália e Espanha
Locações: Almeria - Andaluzia
Direção: Giovanni Grimaldi
Música: Nico Fidenco
Fotografia: Julio Ortas
Duração: 96 min.
Produtora: Hercules Cinematografica

Stephen Forsyth – Steve
Conrado San Martin – Duke
Franco Ressel – Jackson
Aldo Sambrell – Ramirez
Anna Maria Polani (Anne Sherman)– Susan
Helga Linè – Fabienne
Franco Pesce – Buck
Andrea Scotti – Oliver
Gino Cassani - Jim
Tito Garcia – Garçon
Franco Lantieri - Burns
Frankie Liston, Jose Calvo, Javier Rivera, Rafael Albacin, Hugo Blanco, Xan das Bolas, , Álvaro de Luna, Sancho Gracia, José Marco e Hugo Ricardo.

Dois pistoleiros profissionais (Steve e Duke) são contratados para a missão de proteger uma pequena e pobre vila mexicana das gangues de bandidos inescrupulosos. A parceria entre eles, entretanto, tem um fim quando um deles (Steve) foge para viver uma vida serena com Susan (Anna Maria Polani), mas acabam criando sérios conflitos ao se envolverem com os dois homens poderosos da região. Logo Duke volta para buscar vingança e por ter perdido a filha para Steve, mas as conseqüências fazem com que acabem juntando forças para superarem e por fim as ameaças dos dois poderosos sócios malfeitores da cidade.

A justiça é feita em meio a uma emboscada na cidade completamente infestada de atiradores.
Um raríssimo western da época de ouro. Um roteiro bem elaborado e um ritmo bom de ação.
Ennio Morricone realmente foi um gênio musical para os filmes, principalmente para os westerns, mas as músicas deste filme do diretor Gianni Grimaldi serviram como uma luva e marcaram época.
As músicas fizeram até sucesso no rádio como era de costume nos anos 60.
Músicas como "One silver dollar" de (O dólar Furado) entrou na parada de sucessos da rádio Tupy, Globo e Difusora.

“A sombra de uma arma” é um filme que realmente tem uma música marcante, daquelas que quem não conhece fica voltando o DVD pra ouvir várias vezes. São duas as músicas temas principais deste filme: “Finche´ Il mondo Sara, All´ombra di uma Colt” ambas interpretadas pelo cantor Nico Fidenco, regida pelo maestro Willy Brezza e sua orquestra.

Os comentários são recíprocos, tenho o LP vinil original de 1966 da gravadora RCA Victor Italiana, bem como um acervo musical sobre o assunto. Mais uma curiosidade sobre este filme é que ele foi exibido pela última vez na Televisão Brasileira em 29 de Dezembro de 1985 pela TV Gazeta, e por incrível que pareça somente ela tinha os direitos de exibição e nunca chegou a ser exibido no Bang Bang à Italiana da TV Record e Segunda Sem Lei da TV Bandeirantes.