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09 março 2016

Un Treno Per Durango [Um Trem Para Durango] Especial Brasil


Um Trem para Durango - Brasil
Un Treno per Durango - Itália
Train for Durango - USA
Влак за Дуранго - Bulgária    
Helvedesbanden fra Mexico - Dinamarca    
Un Tren para Durango - Espanha    
Viimeinen juna Durangoon - Finlândia    
Un Train pour Durango - França    
Ena Traino gia to Durango - Grecia     
A Durangói Vonat - Hungria   
Ett tåg till Durango/Sista Tåget till Durango - Suécia
Der Letzte Zug nach Durango - Alemanha


Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano, José Gutiérrez Maesso e Duccio Tessari
Duração: 90 minutos
Produção Itália e Espanha 06 de Janeiro de 1968
Co Produção: M.C.M. e Tecisa
Produção: Bianco Manini
Música: Carlo Rustichelli e Bruno Nicolai  
Fotografia: Enzo Barboni   
Edição: Renato Cinquini   
Gerente de Produção: Ferruccio De Martino
Distribuição original no Brasil: Century vídeo



Anthony Steffen - Gringo
Mark Damon - Brown
Dominique Boschero - Helen
Roberto Camardiel - Lobo
José Bódalo - Lobo/Chefe Mexicano
Manuel Zarzo - Heraclio/Capanga de Lobo
Aldo Sambrell - Capitão Exército Mexicano
Enrico Maria Salerno - Lucas
Rafael Albaicín - Capaganga de Lobo
Simón Arriaga - Capanga de Lobo
José Canalejas - Manuel/Capanga de Lobo
Tito García – Pedro/Ticket do Trem
Goyo Lebrero - Gonzalez
José Manuel Martín - Revolucionário
Joaquín Parra - Capanga de Lobo
Lorenzo Robledo - Escolta no Trem
e com Mirella Manini, Ric Burton Jr. e  Arturo Fuento.


Anthony Steffen estrelou este filme em 1967, dirigido por seu velho conhecido Mario Caiano sob o pseudônimo de William Hawkins e produzido por Bianco Manini, responsável pelo explosivo personagem Gringo.
O filme tem outro militante no elenco, Enrico Maria Salermo, um excelente intérprete, dublador de Clint Eastwood em “Por um Punhado de Dólares” e futuro diretor de dramas europeus. Em “Um Trem para Durango” constitui-se uma sátira aos Zapata-Spaghetti, ao ciclo, não à ideologia.

A divertida trilha sonora do veterano Carlo Rustichelli acompanha muito bem o ritmo da aventura. A ação começa quando revolucionários mexicanos atacam um trem, roubam um cofre cheio de ouro e raptam a jornalista Hélène (Dominique Boschero). Entre os passageiros, apenas o norte-americano e aventureiro Gringo (Steffen) e o mexicano Luca (Salermo) sobrevivem.


A dupla se apodera das chaves do cofre e parte em busca dos rebeldes. Gringo pretende resgatar Hélène e botar as mãos na fortuna roubada. A seu parceiro, somente a fortuna interessa. Frequentemente envolvidos em enrascadas, os anti-heróis são salvos diversas vezes por um cavalheiro misterioso (Mark Damon) a bordo de um automóvel Oldsmobile. Munido de pistola, rifle, metralhadora e granadas, a princípio ele se apresenta como Brown.

Depois, revela ser o major Samuel Lee Barrett, incumbido pelo Exército dos Estados Unidos de recuperar o ouro roubado. Em conclusão. Descobre-se que ele não passa de um vigarista ianque de nome MacPherson. Brown/Barrett/McPherson abandona Gringo e Luca no meio do deserto e foge com o ouro e Hélène na verdade é sua esposa.


Na pele da mulher do trambiqueiro, a francesa Dominique Boschero esbanja malícia. A atriz, cujo currículo inclui trabalhos ao lado do conterrâneo Jean-Paul Belmondo, da italiana Gina Lollobrigida e do norte-americano William Holden, relata lembranças: “Caiano era diretor talentoso; Steffen, uma pessoa simpática; Enrico, muito complicado. Ele pregava ideias comunistas o tempo todo, a não ser quando estava bebendo, Quanto ao Mark, íamos nos casar. Contudo o relacionamento não seguiu adiante”.

O norte-americano Mark Damon começara a carreira na Hollywood dos anos 1950 em filmes B, mas sagrou-se astro na Itália na década de 1960.


Enzo Barboni foi o diretor de fotografia de Caiano neste filme e posteriormente usaria o pseudônimo de E. B. Clucher para dirigir “Chamam-me Trinity” (1970) e “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971). Nesses dois westerns de enorme sucesso, Mario Girotti [Terence Hill] e Carlo Pedersoli [Bud Spencer] são os irmãos Trinity e Bambino. Esfarrapados como Gringo e Luca, eles vivem igualmente metidos em encrencas.
O filme com Steffen e Salermo aposta na comédia de situações; a série protagonizada por Hill e Spencer, no pastelão.


Teria sido deste filme uma suposta ideia da criação dos personagens da série Trinity, tendo em vista o envolvimento direto de Barboni Em “Um Trem para Durango”? Quem sabe? A despeito do tom humorístico, “Um Trem para Durango” evidencia influências comunistas do diretor Caiano e do produtor Manini. A Revolução Mexicana merece várias menções no roteiro do próprio Caiano e Duccio Tessari criador da série “Ringo” e diretor de outros Espaghetti-Político-Satírico, como em “Uma Dupla de Mestres” (1971).


O ouro roubado do trem pertence à fábrica norte-americana Colt, acusada de fornecer armas à ditadura de Porfírio Diaz. Ainda sobram farpas à crise econômica. Uma das cenas mais arriscadas da carreira de Steffen está neste filme onde Gringo e Luca, são enterrados até o pescoço no chão e um bando de cavalos galopa em sua direção.

Os cascos dos cavalos não atingem Steffen e Salermo por centímetros. As imagens evidenciam não haver dublês em cena. Steffen comenta que conseguiu fazer a cena porque era jovem e maluco. “Eu tinha que ganhar o pão nosso de cada dia.”


Um filme montado em uma linguagem muito agradável que faz o fã gostar dele. Uma ótima fotografia que atravessa paisagens inesquecíveis como algumas onde fora filmado "Por uns dólares a Mais" e muitos outros. Filmado na Espanha, mas você se sente realmente nas terras áridas do México. No bando de Lobo, faltou somente Frank Braña para completar o time de bandidos que morrem nas pradarias espanholas, mas todos os conhecidos nos filmes de Leone e vários outros estão presentes.

Enrico Maria Salerno [Bandidos] (1967) é Lucas, o companheiro e parceiro mexicano do Gringo. Faz um perfeito e bem desempenhado papel que lembra "Tuco" em (O Bom, o Mau e o Feio); ele é manhoso, sorridente, alegre, otimista mas não é totalmente confiável.

Esta é uma comédia que deu certo no Espaghetti ao contrário de muitas outras tentativas de outros diretores que já descrevi aqui neste blog. O filme tem várias cenas muito engraçadas que realmente faz rir e é uma memorável produção nos tradicionais moldes Espaghettis com um final surpreendente divertido. Inédito na TV Brasileira.


Lucainena de las Torres é um municipio espanhol da provincia de Almería, exatamente situado em Sierra Alhamilla. No ano de 2013 contabilizou-se 650 habitantes. Sua extenção é de 123 km² e tem uma densidade 5,4 hab/km². Encontra-se situada a uma altitud de 542 metros e a 53 kilómetros da capital da provincia, Almería.

Desde janeiro de 2013 Lucainena de las Torres tornou-se parte da rede dos povoados mais bonitos da Espanha. Outros filmes rodados em Polopos foram Cem Rifles (1969), Tepepa (1970), Sledge, o homem Marcado (1970), Johnny Yuma (1966), Deus Perdoa... Eu não (1967), Um Trem para Durango (1967) entre outros.

Links disponíveis na Web:
http://www.filefactory.com/file/6zms7htef9tz/Um%20Trem%20para%20Durango_by_gerson.avi
747 Mb
Formato AVI
Ripped VHS
720 x 540 pixels
Áudio Inglês
Legendas Português

DVDRip
Formato AVI
688 x 304 pixels
Áudio Italiano
Legendas Gregas
http://www.easybytez.com/p8yhnyhdxxf1
http://www.easybytez.com/xv6bws6300d5
http://www.easybytez.com/i283yjr566sa
http://www.easybytez.com/0ab4i4fher8v
http://www.easybytez.com/bwjxkkef120t


Áudio Inglês com legendas automáticas traduzíveis.

09 março 2015

The Story Of Ringo [A História de Ringo] Letra/Lyric Inédita na Web Especial Brasil


Na trilogia musical do filme “Uma Pistola para Ringo” composta por Ennio Morricone, estão “A Pistol for Ringo” instrumental, “Angel Face” vocal e uma terceira música vocal com letra nunca divulgada e pouco conhecida dos fãs deste filme para o personagem Ringo em seu primeiro filme.

Usando a mesma base musical da primeira, o cantor Maurizio Graf interpreta uma letra que narra “A História de Ringo” e não se sabe ao certo quando esta música foi gravada.

Sabe-se que foi alguns anos depois do sucesso alcançado com o filme.
Com a parceria e a colaboração de meu amigo Tom B. do blog http://westernsallitaliana.blogspot.com.br/ em Anaheim, California, United States, conseguimos escrever a letra e divulgar em primeira mão aqui neste espaço a todos os fãs de Ringo [Giuliano Gemma].

Uma Pistola Para Ringo - Brasil
Una Pistola Per Ringo
A Gun for Ringo - USA

Produção Itália/Espanha  1965
Direção: Duccio Tessari
Duração: 97 min.
Fotografia: Francisco Marin
História: Duccio Tessari e Alfonso Balcázar
Estúdios de Almería – Andalucía – Espanha
Co-Produção: Mediterranee (Roma) e Barcelona Films

Música: Ennio Morricone
Conduzida sob a direção de Bruno Nicolai
Interprete:  Maurizio Graf

“The Story Of Ringo”

Let me tell the story of Ringo
Of the wild one who had lived by his gun
He wore them
Ready at this side
They were marked to show the men who had died

If you cross his will
He would shoot to kill
Though he smiled, his eyes were icy cold
For this reckless boy
Killed for just a joy
And many men had died by his Colt

Somewhere there’s a woman who’s waiting
Sad and lonely though she’s waiting in vain
For Ringo now the story’s told
That the only love he had was for gold

For Ringo now the story’s told
That the only love he had was for gold


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16 junho 2014

Uma Pistola para Ringo "A Pistol for Ringo" Maurizio Graf 2012.

                                        

Una Pistola per Ringo / 1965
A Gun for Ringo - USA
Música: Ennio Morricone
Direção Musical: Bruno Nicolai
Interpretada: Maurizio Graf

"ANGEL FACE"

Countries, that know only the springtime
And your green fields, with your scentin' of hay


Know Ringo, with his angel face
And a woman, who was waitin' for his return

Cross the canyons he laughed
Down the valley is the death
And he left behind a river of blood
For his life was guided
By a crude law
He only had a mind to get gold

Rivers, you know how is the history
And his laughin' was a presage of death
Ringo, had an angel face
But whenever Ringo laughed,
Ringo fired…

[Instrumental]

Ringo had an angel face
But whenever Ringo laughed,
Ringo fired  

Uma lenda vida da história do Espaghetti Western, o cantor Maurizio Graf reaparece após muito tempo com a Spaghetti Western Orchestra para cantar “Angel Face”.
Música gravada em 1965 para o filme “Uma Pistola para Ringo” e também originalmente escrita em Inglês.
Apresentação no "Quenn Elizabeth Hall", em Londres, Janeiro de 2012.
Veja mais sobre Maurizio Graf no índice deste blog.

28 julho 2010

O RETORNO DE RINGO

Giuliano Gemma aos 72 anos com sua segunda esposa.

“IL RITORNO DI RINGO”
“THE RETURN OF RINGO”
“BLOOD AT SUNDOWN - USA”

Produção Itália / Espanha 1966
Direção: Duccio Tessari
Música: Ennio Morricone, conduzida por Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 95 min.
Fotografia: Francisco Marín
História: Duccio Tessari, Fernando di Leo e Alfonso Balcázar
Assistente de Diretor: Fernando di Leo
Estúdidos: P. C. Balcázar/Barcelona
Lançado pela Ocean Pictures no Brasil
Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Capitão Montgomery Brown
Fernando Sancho - Esteban Fuentes
Lorella de Luca (Hally Hammond) - Helen Brown/Hallu Fitzgerald
Nieves Navarro - Rosita
Antonio Casas - Xerife Carson
Manuel Muñiz (Pajarito) - Hipoméia/Morning Glory
George Martin - Paco Fuentes
Mónica Sugranes - Elizabeth Brown
Víctor Bayo - Jeremiah Pitt (Taberneiro)
Tunet Vila - Mimbreno (Médico Apache)
Juan Torres - Mimbres (Barman)
Jose Halufi - Gravedigging bandido
Fernando di Leo

No fim da Guerra de Secessão, Montgomery Brown, conhecido como Ringo, ex-capitão sulista volta para casa e encontra sua terra ocupada e sua família vítimas de bandidos mexicanos. Para piorar a situação descobre-se ouro no local.
Em “O Retorno de Ringo”, Ducci Tessari inspirado claramente na Ópera “Omero” consegue outro grande sucesso em sua odisséia fazendo a continuação à altura do primeiro episódio. Neste podemos já notar claramente o deserto árido do oeste spaghetti com a tradicional poeira e o fêno rolando pelas planícies e pela cidade de Ninbrace. Bem mais barroco do que “Uma pistola para Ringo” neste percebe-se logo na primeira cena que Giuliano Gemma está bem sujo e já está tomando um drink e não é mais aquele Ringo que mata por dinheiro, mas neste é por justiça pessoal e por valores muito acima do social; o emocional e o sentimental.


Tessari começava a se desgarrar definitivamente dos Épicos Romanos e Capa e espada que tanto dirigiu. Uma história emocionante e envolvente. Antonio Casas neste como xerife Carson está melhor ainda do que no primeiro assim como Nieves Navarro com sua beleza latino-espano aqui cantando e dançando e a atuação de “Lorella de Luca” divina como ex-mulher de Gemma.
Neste que já é também bem mais melancólico e sombrío, utilizou-se praticamente quase todo o elenco do anterior, pois a receita era simples; “em time que está ganhando não se mexe”. Mas pode-se notar que todos os personagens do primeiro exercem papéis diferentes nesta continuação. Escolhido por Tessari para desempenhar Ringo, Giuliano Gemma nunca faria idéia de que seria tão desejado pelas garotas do mundo inteiro nas década de 60 tendo sua popularidade sido comparada a dos Beatles. Realmente foi uma década de surgimento de grandes ídolos que se tornariam mitos. Assim como John Garko para “Sartana” Giuliano Gemma sempre será o Ringo oficial original.
As lutas mano-a-mano são um dos pontos fortes do filme, coisa que os italianos sempre fizeram melhor que os americanos e temos como um bom exemplo as lutas acrobáticas de Trinity e Bambino.

Lorella de Luca (Hally Hammond) aos 70 anos

Neste filme Giuliano Gemma teve sua cicatriz no rosto reforçada pela maquiagem disfarçando-a como um ferimento real ficando muito melhor nos close-ups, aqui mais explorados. O diretor sabia que ele carregaria esta cicatriz para todas as telas do mundo antecipando sua imagem com ela em outros vários filmes. O que ninguém sabia é que aos, 12 anos de idade quando brincava com os amigos em uma área rural na cidade de Réggio Emília na Itália, achou uma granada aparentemente desativada e ignorando o perigo, começo a brincar e ela explodiu em suas mãos e esta foi a causa da existência da cicatriz em seu rosto e por pouco hoje não teriamos o nosso Ringo.

Manuel Muñis (Pajarito), Giuliano Gemma, Hally Hammond e Tunet Vila

Neste segundo filme a trilha sonora é enorme, mas de todas elas a inesquecível mesmo acho que é a música tema do filme. Tudo neste filme é melhor que o primeiro. A história, a fotografia com ângulos mais bem elaborados com a mão de Fernando di Leo e Francisco Marín, a edição melhor planejada, as paisagens desérticas de Almería foram mais destacadas, um maior colorido nas roupas, e Morricone inovando sempre convidando pela segunda vez o cantor Maurizio Graf para interpretar a música tema assim como em “Uma Pistola para Ringo” que revelou a sua inesquecível e inconfundível voz.
Não é um filme perfeito, mas suas imperfeições e a falta de recurso aumenta o encanto do filme para o fã. Exibido na Brasil também com o título de “Ringo não discute... Mata!”. Recomendado a todos que gostam de uma boa e inocente aventura cult.

O ator Giuliano Gemma e esposa chegam para assistir à Kineo Diamanti al Cinema Award no Hotel Des Baines, durante o 65o Festival de Veneza em 31 de agosto de 2008 na Itália onde houve tambem um tributo a Sergio Leone exibindo vários westerns remasterizados com tecnologia de última geração.

22 julho 2010

UMA PISTOLA PARA RINGO


“UNA PISTOLA PER RINGO”
“A GUN FOR RINGO - USA”

Produção: 1965 Itália / Espanha
Direção: Duccio Tessari
Música: “Angel Face” de Ennio Morricone
Conduzida sob a direção de Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 97 min.
Fotografia: Francisco Marin
História: Duccio Tessari e Alfonso Balcázar
Estúdios de Almería – Andalucía – Espanha
Co-Produção: Mediterranee (Roma) e Barcelona Films
Distribuição no Brasil: Ocean Pictures

Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Ringo
Fernando Sancho - Sancho
Hally Hammond (Lorella de Lucca) - Ruby
Nieves Navarro (Susan Scott) - Dolores
George Martin – Xerife Ben
Antonio Casas – Major Clyde
José Manuel Martin - Pedro
Tunet Vila – Índio
Monica Sugranes, Victor Bayo,
Juan Torres - Henry (bancário)
Manuel Muñis - Pajarito
Juan Cazalilla – Sr. Jinkenson – Dir. Banco
Pablito Alonso – Chico
Nazzareno Zamperla – Membro do Bando de Sancho
Francisco Sanz (Paco Sanz) – Coronel
Jose Halufi – Membro do bando de Sancho
Murriz Bramdarriz – Prefeito TIM
Franco Pesce – Quemada - Carregador
Duccio Tessari - Bandido


Os Spaghetti Westerns de Duccio Tessari foram superiores à média das produções italianas do gênero pelo olhar bem-humorado que o diretor costumava lançar sobre as convenções do gênero. Isso não basta para elevá-lo ao plano de um Sérgio Leone, mas aqui em seu primeiro western garante hora e meia de movimentada diversão.
O jovem Ringo “Cara de Anjo” (Gemma), - o ator do melhor filme de Tessari “Os filhos do Trovão” é um incrível pistoleiro do Texas que atendendo ao pedido do xerife local “Ben” (George Martin) em ajudar a salvar uma família de aristocratas das mãos de uma quadrilha de bandidos mexicanos lideradas por “Sancho” (Fernando Sancho), que invadem sua fazenda após um assalto ao banco da pequena cidade.
A história se passa na fronteira entre México e EUA a qual o xerife fica entre ela aguardando a ação de Ringo o qual sem sua interferência e infiltração no bando não teria chances de vencer os bandidos e libertar o major “Clyde” (Antonio Casas) e sua adorável filha “Ruby” (Hally Hammond) noiva do xerife. Para isso o cínico, anti-herói e oportunista Ringo negocia a quantia de 30 por cento do dinheiro roubado para libertar os reféns.


Ringo contra os Bensons e Duccio Tessari observando o duelo

O sucesso deste filme se deu no mesmo ano em que (Por um punhado de dólares – A Fistful of Dollars) havia sido lançado. Tessari aproveitou o embalo já conhecendo o trabalho de Leone.
Atuações memoráveis como a de Nieves Navarro sempre linda casada com o co-produtor deste filme ”Luciano Ercoli”. Os papéis de Gemma e Sancho convincentes com um diálogo descontraído e divertido com frases clássicas de Ringo como; “Deus criou os homens iguais, foi o revólver que os fez diferentes”.
Ringo é um pistoleiro limpo e não é alcoólatra, prefere tomar leite talvez por isso o apelido “Cara de Anjo” e Sancho (Fernando Sancho) que atuou em mais de 230 filmes e só em Westerns foram 35) entretanto sempre cruel querendo neste aqui assassinar um refém ao nascer e outro ao pôr-do-sol. Uma das situações irônicas do filme é que logo no início, Ringo que havia sido acusado de matar um dos irmãos Benson mas fora inocentado das acusações de assassinato, é procurado por eles para executarem a vingança por conta própria e encontram-no jogando amarelinha (scoth-hop) com um grupo de crianças em uma vila mexicana aparentando ser um “anjinho” mas Ringo não respeita nem as crianças que presenciam executar os irmãos Benson com tiros certeiros, mostrando a elas que a violência é um “mal necessário”.
Um grande sucesso. Este filme que foi um pioneiro do Western Spaghetti no Brasil. Um dos faroestes mais cultuados no Japão.

 Scaner de foto original de um original de época no Brasil.

UMA PISTOLA PARA RINGO – Letra/Lyric da Música


Una Pistola per Ringo / 1965
A Gun for Ringo - USA
Música: Ennio Morricone
Direção Musical: Bruno Nicolai
Interpretada: Maurizio Graf


"ANGEL FACE"



Countries, that know only the springtime
And your green fields, with your scentin' of hay
Know Ringo, with his angel face
And a woman, who was waitin' for his return

Cross the canyons he laughed
Down the valley is the death
And he left behind a river of blood
For his life was guided
By a crude law
He only had a mind to get gold

Rivers, you know how is the history
And his laughin' was a presage of death
Ringo, had an angel face
But whenever Ringo laughed,
Ringo fired…

Ringo had an angel face
But whenever Ringo laughed,
Ringo fired  

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