Safari Na África: Brasil Safari Express: Itália, USA, Argentina, Australia, Canadá, Alemanha, Grécia, Índia, Irlanda, Nova Zelandia, Romênia, África do Sul, Turquia, UK Сафари експрес: Bulgária Les Sorciers de l'île aux singes: França Σαφάρι εξπρές: Grécia Szafari expressz: Hungria Safari ekspresas: Lituânia Los violentos de África: Espanha
Produção: Itália, 29 de setembro de 1976 Diretor: Duccio Tessari Escrito: Mario Amendola, Mario Amendola, Gianfranco Clerici, Bruno Corbucci e Antonio Exacoustos Música: Guido e Maurizio De Angelis Fotografia: Claudio Cirillo Duração: 93 minutos Edição: Eugenio Alabiso Co Produção: Deutsche Fox AG (Defa) e Tritone Cinematografica Locações: Incir De Paolis Studios, Roma, Lazio, Itália
Elenco: Giuliano Gemma: John Baxter Ursula Andress: Miriam Jack Palance: Van Daalen Peter Martell: Howard Spring Lorella De Luca: Turista no Jeep Jannie Wienand: Capanga Enzo Bottesini: Sargento Manfred Freyberger: Diretor do Safari Express Lorenzo Fineschi: Capanga di van Daalen Raf Baldassarre, Arnaldo Dell'Acqua, Giuseppe Maffioli, Peter Gasperini, Ilse Zaal e Giovanni Petrucci
Dois guias turísticos de safári e parceiros de negócios encontram na selva africana uma loira deslumbrante e errante que sofre de amnésia. Juntos unem-se para desarticular um empresário inescrupuloso no tráfico de armas colocando
duas tribos em guerra para se apoderar de concessão de mineração de urânio em suas terras, mas para isso precisam
recuperar a perda de memória de Miriam que ajudará na eliminação do conflito.
Um bom elenco reunido em uma divertida aventura típica das matinês de cinema para qualquer público.
Trailer
Elaborei uma tradução para o idioma português em uma subtitle/legenda no formato SRT [24-02 fps] e disponibilizá-la aqui no blog para os fãs do cinema europeu e aventuras nas selvas.
Deserto di Fuoco - Itália
Deserto de Fogo - Brasil
Último Reduto-Deserto de Fogo - Brasil
Le Désert de Feu - França
Desert of Fire - USA
Spirit of Death - Alemanha
Kafti Sarka sti Flogismeni Ammo - Grécia
I Flegomeni Erimos - Grécia
Desert of Fire - Filipinas
Melodie des Todes - Alemanha
Dolanie's Melodie-Melodie des Todes - Alemanha
Produção: Itália, 28 de Agosto de 1971
Direção: Renzo Merusi
Escrito: Renzo Merusi e Leandro Lucchetti
Música: Franco Bixio/Roberto Pregadio
Fotografia: Sergio Salvati
Locações: Elios Studios, Roma, Lazio, Itália.
Co Produção: Nuova Films Story
Edição: Maurizio Mangosi
Duração: 85 minutos (TV)
Distribuido no Brasil: VMW Vídeo Ltda
Edwige Fenech - Johanna
George Wang - El Marish
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Bill/Hans Fisher
Giuseppe Addobbati - Cyril/John
Zohra Faiza - Nilesh
Carla Mancini - Mulher Cabana com El Marish
Fatma Bentali - Fatma
E com Ettore Marcello
Também lançado no Brasil como o "Último Reduto-Deserto de Fogo" pela VMW Vídeo Ltda em VHS.
Este filme é especialmente interessante devido a presença no elenco da bela atriz Edwige Fenech
após ter realizado os seus filmes de assassinos maníacos e inescrupulosos, os "Giallo", reaparece.
Seus papéis dramáticos são muito bons.
Participou também de muitas comédias eróticas inferiores.
Seus filmes geralmente de orçamento baratos nos quais ela se esforçou muito para dar o seu melhor.
Aqui, pouco ela mostra de sua exuberância em mais uma produção barata, Edwige interpreta a filha de
mãe árabe nativa e de um pai inglês, contrária a sua vontade em viver na África.
Este filme é um entretenimento de ação, muito mal executado e a qualidade da única cópia (VHS) disponível
têm contribuído para isso e que facilmente é encontrado no Youtube com legendas/subtitles em grego.
A história se desdobra em algum lugar no deserto do Saara, mas filmado na Itália e que consegue
passar o calor das areias italianas do deserto ao espectador mesmo assim.
Sobre sol escaldante, o ator chinês George Wang que atuou em dezenas de Espaghetti Westerns, desempenha
o vilão, "El Marish".
Aqui no papel principal de um saqueador do deserto, que assalta carros pagadores da construção e estradas e carregamento de armas, é atormentado por um fantasma conhecido como "McKar", uma lenda
que o tortura constantemente após os seus saques.
Um tesouro escondido no deserto é caçado por muitos pretendentes. Após 4 anos de caçada ao tesouro, um contrabandista de armas sabe que o tesouro é um carregamento de armas contrabandeadas para uma revolução de independência em um país na África e que está desaparecido e tenta junto a um um velho pesquisador inglês estudioso e fixado na região, juntos a encontrá-lo e claro dividindo-se os ganhos.
A ação é bastante fraca, as performances, exceto a de Wang são fracas.
Talvez o quesito mais marcante nesse filme seja a música vocal de Franco Bixio com a Orquestra Roberto Pregadio
e interpretada por Edda Dell Orso "Deserto di Fuoco/Desert of Fire".
O veterano ator italiano, Renzo Merusi, dirigiu apenas três filmes sendo: um na década de 50, um nos anos 60 e outro em 1971 e mostra sua total inexperiência. O cenário seria deslumbrante se fosse melhor explorado.
Perseguições frenéticas em Jeeps e caminhões blindados, rifles de lentes telescópicas muito usado na época
em filmes de espionagem são constante; explosões no deserto e até guitarras são os ingredientes dessa aventura com
Peter Martell de cabelos loiros como o contrabandista de armas, e que tem poucas aparições e as mulheres
são o destaque por sua sensualidade na década de 70.
Lançado numa época em que havia muito público para este seguimento.
Um Cult italiano somente para os mais fanáticos que tem tempo disponível a perder.
Estou disponibilizando uma legenda/subtitles no idioma português do Brasil para que outros fãs de outros
países possam fazer o download e traduzi-la para o seu idioma e conhecer um pouco desta história confusa e sem muita inspiração nos desertos da África.
Ciakmull, O Homem da Vingnaça - Brasil
Chuck Mull, O Homem da Vingança - Brasil
Ciak Mull, L'uomo Della Vendetta - Itália
Chuck Moll/The Unholy Four - USA Le batard de Dodge City - França
Ciak Mull, Puerta Abierta al Infierno - Espanha
Ciak Mull, Vengador Sin Piedad - Espanha
De Bastaard Van Dodge City - Holanda
Django - die Nacht der langen Messer - Alemanha
Produção: Itália, 11 de Março de 1970
Escrito: Franco Rossetti, Mario Di Nardo e Luigi Montefiori
Direção: E.B.Clucher (Enzo Barboni)
Música: Riz Ortolani
Duração: 95 minutos
Fotografia: Mario Montuori
Edição: Eugenio Alabiso
Direção de Dublês: Remo De Angelis
Edição: Eugenio Alabiso
Co Produção: B.R.C. Produzione S.r.l., Produzioni Atlas
Consorziate (P.A.C.)
Distribuição nos cinemas, em Eastmancolor pela Roma Filmes.
Lançado em VHS no Brasil pela America Video, com o titulo “Ciakmull,
O Homem da Vingança”.
Elenco:
Leonard
Mann - Chuck Mool/Ciakmull
Woody
Strode - Woody
Pietro
Martellanza (Peter Martell) – Silver
George
Eastman (Luca Montefiori) – Hondo
Helmuth Schneider - Joe Caldwell
Lucio Rosato - Tom Udo
Alain Naya
- Alan Caldwell
Giuseppe Lauricella - Udo
Dino Strano - Sam
Andrea
Aureli (Andrew Ray) - Santiago
Enzo Fiermonte - Xerife
Luciano Rossi - Jogador de Poker
Vittorio Fanfoni - Barbudo gordo na cidade
Silvana Bacci - Garota do Saloon
Umberto Di Grazia
Salvatore Billa
- John
Romano Puppo - Burt
Ida Galli (Evelyn Stewart) - Sheila
Fortunato Arena - Guarda no hospício
Remo Capitani - Jack/Guarda no hospício
Pietro Ceccarelli - Caçador de Recompensas careca
Giovanni Cianfriglia - Encrenqueiro no saloon
Dante Cleri - Locutor de rua
Remo De Angelis - Caçador de Recompensas com Manto Preto
Roberto Dell'Acqua - Bigode grande no Saloon
Lorenzo Fineschi - 3º Jogador de poker
Gilberto Galimberti - Home que reconhece Chuck Mool durante
fuga
Paolo Magalotti – Guarda Costas de Caldwell
Emilio Messina - Big John/Homem Forte
Osiride
Pevarello - Bill flamejante
Claudio
Scarchilli - Homem no Saloon
Sergio Smacchi - Jogador de Poker com chapéu e cigarro
Este foi o primeiro western dirigido por Enzo Barboni, o futuro diretor da série dos filmes do personagem Trinity.
É um dos filmes que após três anos do lançamento do original, tentaram recriar algo parecido com o pragmático Django.
Tanto o produtor Manolo Bolognini quanto o roteirista Franco Rossetti esteve envolvido no filme clássico de Sergio Corbucci.
O diretor convidado para este filme seria Ferdinando Baldi, tinha dirigido uma sequência não oficial do Corbucci (Viva Django!) Baldi foi demitido após um conflito com Bolognini, que então cedeu adireção a Barboni, que tinha sido o diretor de fotografia de Django e que repetidamente expressava seu desejo em voltar a dirigir.
O filme também faz parte de uma série de westerns espaguete, feitos na mesma época, com base em textos de novelas clássicas, como "Johnny Hamlet" (Hamlet), "John o Bastardo" (Don Giovanni) e "O Pistoleiro Esquecido" (Orestes).
Ciakmul deve ter sido inspirado em Freud e que conta uma história sobre um misterioso pistoleiro vestido de preto retornando à sua cidade natal, descobrindo que é dominada por duas facções em conflito, mas desta vez, o pistoleiro é um amnésico e não um vingador tradicional.
Ele está vestido como o Coronel Mortimer ou até mesmo como Bill Kiowa de (Hoje eu... Amanhã você!).
Em uma cena muito simbólica, Chuck Mool pega as roupas pretas de um tradicional vingador a caminho de casa. Ele as rouba de um caçador de recompensas que queria capturá-lo e trazê-lo de volta ao hospício de onde ele havia escapado.
Uma cena forte e horripilante marca a abertura do filme quando um manicômio, asilo ou coisa parecida é incendiado para acobertar um assalto a banco e vários detentos morrem no incêndio. Quatro deles conseguem escapar e um dos quatro, um jovem amnésico, é reconhecido por um dos ladrões de banco mortalmente ferido, que pronuncia o nome de "Ciakmull", mas morre antes que ele possa dar qualquer informação adicional.
Com os outros três condenados fugitivos "Os quatro profanos", Ciakmull ou "Chuck Mool" tenta reconstruir os eventos que levam a sua perda de memória e encarceramento.
Quando eles chegam em uma pequena aldeia, ele é reconhecido por um jovem que diz que ele é seu irmão.
Aparentemente, Ciakmull tinha a reputação de ser um grande atirador, e seu "irmão" agora pede que ele enfrente o tirano local, Joe Caldwell, que é conhecido por visitar o cemitério local todas as noites
A amnésia é um elemento da história que já foi usado outras vezes inclusive em westerns e pode acabar em tragédias familiares. Isso se reflete em Ciakmull mas graças a um dos amigos, uma catástrofe é impedida, mas a fatalidade com seus amigos é eminente em um final dramático, que torna Ciakmull algum tipo do filho bastardo que foi trazido para a família por seu pai adotivo em um caos pelo poder e subversão.
Um roteiro semelhante a parábola bíblica do "Filho Pródigo."
Ciakmull não foi muito bem sucedido quando foi lançado pela primeira vez. O tema da rivalidade entre irmãos já havia sido
explorado em filmes como: "Blood at Sundown" (Só Contra Todos) 1965 com Anthony Steffen e "Massacre Time" (Tempo de Massacre) 1966 com Franco Nero e George Hilton, que eram mais recheados de ação.
Para o fã do Espaghetti, Ciakmull é um filme considerado mediano e deve parecer um pouco lento e sério.
As cores do outono italiano contribuiram para uma atmosfera melancólica do filme. Mann faz até um estilo de atuação bem descontraído.
Woody Strode e Ida Galli são um pouco subutilizados, mas Strode tem uma ótima cena de morte e o papel de Galli é crucial, já que seu personagem é usado para sugerir o tema incesto: Mann é coagido a acreditar que ela é sua irmã, enquanto ela é de fato sua antiga amante e o amor dela o torna consciente a saber quem e o que ele é.
Nunca entendi porque Dean Stratford não teve suas merecidas
chances como Sartana ou Sabata, ele até que levava jeito.
Interessante lembrar que Woody Strode voltou para a Europa em 1976 para sua excelente participação em “Keoma” interpretando o personagem arqueiro George amigo de Keoma (Franco Nero).
Os tiroteios próximos do final são quentes e vale a pena esperar para ver.
A música de Riz Ortolani também é muito boa, mas o tema principal é usado com muita frequência e percebe-se a repetitividade nas sequências musicais.
George Eastman (Luigi Montefiori), que também aparece no filme, declarou mais tarde que tinha reescrevido toda a cena de abertura e toda a segunda metade do roteiro original. Se isso aconteceu mesmo, essa pode ter sido a única vez que suas intenções como roteirista foram respeitadas mas o seu nome está nos créditos deste feito.
Tanto em "Ben & Charlie" e "Keoma" (que também possui um filho bastardo), um trágico final fora negado pelos produtores que preferiram optar por uma conclusão mais otimista.
Neste filme podemos deslumbrar dos enquadramentos de Barboni que seriam marcas registradas em seus filmes de Trinity com Hill e Spencer. As cenas de tiroteios externas e as panorâmicas são belas.
Aparentemente Barboni não estava feliz com o material oferecido a ele e também propôs várias mudanças, a fim de
torná-lo mais simples e alegre, mas Bolognini ordenou que ele filmasse como era planejado.
A ideia de "Eles me chamam de Trinity" originalmente estaria podendo dar início neste filme tendo no elenco, Peter Martell
e George Eastman conhecidos também por participações humorísticas em alguns westerns mas isso é outra história.
Estou disponibilizando uma legenda/subtitle, exclusiva em idioma português no formato SRT aos leitores deste blog para os filmes que estão disponíveis no Youtube com áudio em Inglês, Espanhol e Italiano já sincronizadas para estas versões.
O Colt Que Não Perdoa - Brasil
Lola Falana - Brasil
Lola Colt... Faccia a Faccia con El Diablo - Itália
Lola Colt – Título Alternativo
Black Tigress - USA
Produção: Itália 22 de Outubro de 1967
Direção: Siro Marcellini
Duração: 85 minutos
Música: Ubaldo Continiello
Fotografia: Giuseppe La Torre
Escrito: Luigi Angelo, Lamberto Antonelli e Siro Marcellini
Edição: Nella Nannuzzi
Produção de Design: Paolo Ambrosetti
Costume Design: Silvia Innocenzi
Produção: Aldo Pace
Locações: Espanha e Itália
Co Propdução: Cines Europa
Lola Falana - Lola Gate
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Rod Strader/Charlie
Germán Cobos - Larry Stern/El Diablo
Tom Felleghy - Don Rodriguez//Don Rogers
Evar Maran (Evaristo Maran) - Don Pedro/Padre
Erna Schurer - Rose Rogers/Rose Rodriguez
Dada Gallotti - Virginia Blake
Marilena Possenti – Elen/Dançarina
Giovanni Petrucci (John Petty) – Pianista e Gerente das dançarinas - Slim
Franco Daddi (Frank Dady) - Paco
Giovanni Ivan Scratuglia – John/Dono do Hotel
Enzo Santaniello - Pablito
e com Bernard Berat, Alex Antonelli, Franco Balducci, Andrea Scotti, Eva Inoka, Carlo Davini,
Attilio Corsini e Lea Monaco.
"Lola Colt" foi feita durante o êxtase das produções do Western Espaghetti na Itália, mas só seria lançado nos Cinemas Americanos, nove anos depois onde foi comercializado como um filme “blaxploitation” que era direcionado ao público negro que devem ter se decepcionado porque ela era a única atriz e negra neste filme.
A atriz e cantora Lola Falana aparece em seu auge da beleza neste filme. Bonita e confortável em um filme que em nenhum momento é mencionado algum fator ligado ao racismo.
Lola canta, dança, tem casos amorosos e dá muitos tiros também, mas às vezes demonstra aparecer mais como coadjuvante do que como protagonista.
O filme demora um pouco até pegar um ritmo de ação, brigas e vinganças tendo alguns altos e baixos.
Lola é uma dançarina de saloon que chega à cidade de Sant'Anna com algumas outras dançarinas em uma companhia de dança com uma delas doente de febre de malária e procurando ajuda médica.
A cidade, porém, sitiada é aterrorizada por El Diablo, um rico e poderoso bandido que força a compra de terras dos colonos e apodera-se delas para vendê-las à empresa ferroviária.
Lola acaba por se tornar uma pistoleira para ajudar os colonos tendo entre eles um branco e aspirante a médico Rod (Peter Martell).
Ele lutará ao de Lola contra os bandidos e também se apaixonará por ela.
Rod inclusive não consegue terminar a faculdade de medicina porque o seu dinheiro é levado por El Diablo mensalmente para que permaneça vivo como a todos os populares da região que pagam seus tributos a ele.
Muito bom rever o garotinho Pablito (Enzo Santaniello) de “Era uma vez no Oeste” que ironicamente aqui também é executado pelos bandidos de El Diablo, e que também gerou uma das causas da união da população em lutar contra o seu opressor..
É um filme surpreendente que tem uma trama interessante e personagens bem definidos.
Lola canta e dança sobre as mesas do saloon interpretando músicas de uma época que atravessava várias influências como: Jazz, Rhythm & Blues, Rock e Folk.
O filme foi visto por milhares de espectadores pelo mundo quando no lançamento.
A bela trilha sonora vocal é executada por Lola com boas pitadas de erotismo.
Um momento histórico no cinema porque, Lola Falana foi a primeira atriz negra a estrelar uma um Western “Lola Colt”, no Brasil conhecido como "O Colt que Não Perdoa", e mais interessante por ser um Espaghetti Western, pois os Estados Unidos ainda atravessavam dias turbulentos com o racismo e isto foi uma proeza do diretor Siro Marcellini não medindo consequências após sua exibição nos EUA.
Filha de um cubano com uma norte-americana, a moça era famosa na época como cantora e dançarina nos shows de Sammy Davis Jr. com quem teve um breve romance e ela fazia tanto sucesso na Itália que foi convidada para ser a protagonista do seu próprio Western Spaghetti.
A diferença de "Lola Colt" para outros filmes conhecidos como exemplo, "Audazes e Malditos" é que em nenhum momento a cor da protagonista é mencionada ou torna-se motivo para qualquer tipo de preconceito por parte dos vilões do filme e que aqui pelo contrário, ela é tratada de igual para igual independente da cor da pele, numa bela lição dos realizadores italianos.
Inclusive Lola Falana poderia ter se tornado uma das primeiras e principais heroínas negras do cinema, se o filme tivesse chegado aos Estados Unidos na época em que foi feito.
Infelizmente, "Lola Colt" só foi lançado nos EUA em 1976 com o novo título "Black Tigress", quando já existiam outras atrizes negras fazendo sucesso em papéis semelhantes, como Pam Grier, Judy Pace e Tamara Dobson.
É até certo ponto estranho comentar “Lola Colt” como sendo um bom filme porque não é esplendido mas pelo fato de ficar entre meio um musical e um Espaghetti Western.
A epoteose de um tiroteio final de costume no Espaghetti também está aqui após Lola com a ajuda do médico local e após as atrocidades, consegue convencer os cidadãos relutantes para reunir-se e desafiar El Diablo, que morre durante a batalha.
Apenas um par
de imagens violentas talvez pudesse atrair remotamente os fãs, mas esse não é o
ponto porque poucos conheceram e sabem quem era Lola Falana.
Ela adquiriu
uma certa notoriedade nos EUA nos anos 70 e anos 80. Eu não sei até que ponto,
no entanto fora a sua evidencia n Show Business mas ela conseguiu isso no
momento que o filme foi feito, e após se apresentar como dançarina e cantora em
um show na noite de sábado hospedado pela cantora italiana Mina.
Então, a
partir daí ela foi considerada parte do seguimento inematográfico conhecido
como a pré-blaxploitation e começo a ser considerada como uma mulher negra
líder em um grupo de atrizes, e no filme ela mostra isso e se transforma em uma
líder de uma cidade do oeste selvagem em caos?
Ela canta e
dança três números vestindo trajes típicos de dançarinas de saloon com maiôs
coloridos e sexis e nota-se a influência do teatro americano nas apresentações.
O primeiro é
um Rhythm & Bluese até bom, com baixo elétrico, bateria e sax tenor. O
segundo uma melodia romântica sexi e provocante, e então em uma terceira
performance vemos "Swing Low Sweet Chariot", um hino gospel que ela canta
no final vestindo uma longa tunica branca discrreta geralmente visto naquelas
apresentações de corais da igreja Pentecostal (ou Batista), com todas as
pessoas do saloon acompanhando-a batendo palmas, incluindo o padre local
(católico).
Durante a evolução da música
ela deixa cair a tunica longa e por fim fica somente de maiô mostrando seu
corpo semi nú. Talvez isto tenha influenciado a bela garota loira, sua rival Rose (Erna Schurer) ter deixado seu noivo seguir viagem com Lola ao final.
O gênero Spaghetti Western, de fato é um gênero de faroeste, em geral, que abrangeram especificamente como objetivo o público masculino. Foram filmes quase exclusivamente feitos por homens e para homens e as mulheres que participaram muitas vezes o fizeram em um sentido marginalizado, aparecendo na maioria das vezes como vítimas.
Ocasionalmente, porém, esta artista feminina conseguiu seu espaço empunhando um revólver e Lola Colt é um excelente exemplo, não só de um desses casos raros, mas também por que tantas vezes não conseguiu fazer muito sucesso após o seu lançamento.
Rita do Oeste foi feito no mesmo ano e Lola Colt seguiu esta performnace musical, mas, ao contrário do primeiro, este filme não é um musical que mostra uma trilha sonora e a história sendo pausada para o desfile das músicas de Rita.
Em vez disso, as cenas de música de Lola no saloon tem uma finalidade e um sentido, onde os talentos de Miss Falana como cantora e dançarina podem ser exibidos e apreciados.
Estas são as cenas em que Lola obviamente está mais em casa e é claro mais a vontade. Infelizmente, o resto do filme, se não fosse pela trama frágil inconseqüente e trabalhada com pouca convicção pela produção, os resultados poderiam ter sido mais surpreendentes. Mesmo assim não é algo que se está acostumado a ver em relação à visualização de um filme de faroeste.
El Diablo, muito bem interpretado po Germán Cobos possui muitos escravos como reféns em sua fazenda e isso impossibilita a ação dos populares em tentar se livrar dele que constantemente pede resgate a comunidade, enquanto seus homens geralmente causam estragos na região.
Lola, sem deixar de perder o brilho para o estudante de medicina com boa aparência, incentiva-o a se levantar contra seu opressor, mas ele e os outros homens da cidade estão relutantes em colocar em risco a vida dos reféns.
Eventualmente, porém Lola convence-os a agir e os leva em uma missão de resgate na fazenda de El Diablo.
Um ataque em massa aos pontos estratégicos de El Diablo faz com que consigam sucesso.
O diretor conseguiu juntar uma porção de itens que fizesse com que o resultado final, apesar de inesperado fosse agradável. Todos os elementos exigidos pelos fãs do Espaghetti estão presentes neste com a complementação de canções e músicas que não atrapalham o clima de vingança e justiça de Lola para com o bandido El diablo e seu bando de sanguinários.
Lola Falana teve o seu momento de glória em meio a todos os homens que frequentaram as salas de cinema em 1967 e vendo ela fazer o que mais se gostava de ver na tela, atirando com seu colt 45 matando sádicos bandidos mexicanos.
Na época quanto mais tiro se dava, melhor era o filme, acreditem.
Ela tinha mesmo um talento genuíno e mostra isso em suas coreografias, rebolando, dando chutes ao ar, deitando-se sobre os bacões do saloon, na mesa de jogos, enfim, ela nesta área se sentia claramente mais confortável. Acho que mais cantando e dançando do que atirando ou galopando.
Como já comentado, talvez com um pouco mais de imaginação por parte dos produtores, poderiam ter oferecido algo mais interessante em termos de história e personalidade, e, quem sabe, ela poderia ter nos deixado um filme memoravelmente histórico, mas agora é passado e o que temos é este Lola Colt e seria a mesma história com Rita Pavone em seu Rita no Oeste tendo ao seu lado Terence Hill e Gordon Mitchell em papeis muito além de seus talentos e capacidades.
A cena de abertura, onde vemos, primeiro, El Diablo no seu mais perfeito estado diabólico e o padre da cidade após caminhar pela periferia que vem pedir ao vilão para poupar a vida de um par de infelizes que ele está se preparando para explodí-los amarrados em cruzes como punição em não pagar seus tributos. Seria comum em um Espaghetti Western puro sangue.
O problema está na forma como o castigo está previsto para ser realizado.
Em um filme baseado principalmente em torno de um musical aparentemente com um clima de cabaré, é uma inusitada surpresa ter uma abertura com um par de crucificações humanas explosivas, mas isso tem que ficar claro que é exatamente o que El Diablo é capaz de fazer.
Por se tratar de um filme que deveria ser leve pela parte musical, El Diablo poderia até mesmo ter perdoado em primeiro momento os camponeses mas infelizmente, ele revela-se uma anomalia em uma narrativa sublime.
Outra vez que chega a este nível de maldade é mostrado durante a cena de um flashback de Lola onde testemunhamos sua família sendo amarrada na roda de uma carroça e em segui vemos disparos em direção dos corpos com a roda da carroça girando em movimento para o divertimento de um bando de vilões não identificados enquanto Lola presencia tudo por trás dos vidros da janela da casa.
O curioso nesta cena é que Lola ainda é uma criança pobre e está vendo seus pais serem assassinados sadicamente e ela é interpretada por uma garota branca e seus pais são brancos também.
O orçamento deve ter sido provavelmente, apertado, mas certamente eles poderiam ter encontrado uma garota negra em algum lugar na Europa para fazer esta pequena cena ou então uma maquiagem mais bem elaborada poderia ter resolvido, sabendo-se de Lola é uma afro-americana de origem cubana.
Se no mesmo ano o diretor Emimmo Salvi fez um Fernando Sancho loiro em “Procurado Johnny Texas - 1967”, a produção da Elios Estúdios poderia ter feito uma criança negra.
São poucas as informações sobre o lançamento e a repercussão deste filme mas obviamente deve ter causado algumas polêmicas mas alem de tudo Lola Falana aproveitou os seus dias de Justiceira para se firmar na midia.
Acho que os resultados aqui eram unicamente de entreter o público com uma outra alternativa, com base em números musicais e causar surpresa porque ninguém esperaria ver um Western como esse em seu tempo.
Assisti uma
cópia deste filme com imagem widescreen TV italiana com áudio italianao de uma
versão VHS muito inferior e isso não interferiu na minha analise como fã e como
músico, talvez uma imagem de melhor qualidade, o resultado para mim poderia até
ser mas positivo.
Sei que em uma
versão em inglês lançada também de VHS você não poderá ver a cena de abertura de
pessoas cruscificadas explodidas por El Diablo.
Uma bela abertura musical com direção de Ubaldo
Continiello e participação da trompa solo de Renzo Patuelli.
"Scrivimi il tuo nome" e "Uno come
te" cantadas por Lola são de autoria de Daniele Pace e Mario Panzieri.
A
canção Gospel “Swing Low, Sweet Chariot” de Ella Fitzgerald tem uma roupagem
diferente com Lola além de outras canções como: “Why Did You Go?” e “You’re the
One I Love” que não podem ser apreciadas no filme e faziam parte da Trilha
Sonora nunca antes lançada ao público.
Apesar da
parte musical contar claramente com saxofone, guitarra elétrica, contra baixo e
bateria e a banda em cena estar tocando um banjo, sanfona e um piano, não perde
o brilho da execução na dublagem.
Exibido duas vezes em Bang Bang à Italiana da TV Record
no Brasil em 09 de Fevereiro de 1983 e 01 de Fevereiro de 1984 em versão
dublada em Português.