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23 março 2015

Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil [I Bandoleros Della Dodicesima Ora] Sundown Son - Letra/Lyric Inédita na Web


Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil
I Bandoleros Della Dodicesima Ora - Itália
Now They Call Him Amen - USA
Now They Call Him Sacramento - USA
Hijos De Pobres, Pero Deshonestos Padres... Le Llamaban Calamidad - Espanha

Música: Willy Brezza
Letra: Willy Brezza
Intérprete: Dream Bags

"Sundown Son"

Hey sundown son, another day is gone.
We go and no place no one cares anyhow

When the prairie is here
Just a horse and gun will do
You never know what's waiting there
What's you going to do?

I met some friends from the city
Wanted help from me
So we put our shotguns together
And we busted up the bank just for liberty.

Hey sundown son, it's time that we moved on
To the next place who knows when?
Who knows when?

[Instrumental]

I met some friends from the city
Wanted help from me
So we put our shotguns together
And we busted up the bank just for liberty.

Hey sundown son, it's time that we moved on
To the next place who knows when?
Hey sundown son
Hey sundown Son
Hey sundown Son


Colaboração: Por Um Punhado de Euros - Portugal
Clip no Youtube
No Original 2 Tracks Download

19 março 2015

Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil [I Bandoleros Della Dodicesima Ora]


Agora Eles o Chamam Sacramento - Brasil
I Bandoleros Della Dodicesima Ora - Itália
Now They Call Him Amen - USA
Now They Call Him Sacramento - USA
Hijos de Pobres, Pero Deshonestos Padres... Le llamaban Calamidad - Espanha

Produção: Espanha – Itália - 23 de Dezembro 1972
Direção: Alfonso Balcázar (Al Bagran)
Duração: 83 minutos
Fotografia: Jaime Deu Casas
Escrito: Alfonso Balcázar - Giovanni Simonelli     
Produção; Francisco Balcázar
Musica: Willy Brezza           
Edição: Teresa Alcocer
Co Producão: Balcázar Producciones Cinematográficas e Variety Film Production


Michael Forest - Amen / Sacramento
Fernando Bilbao (Fred Harrison) - Jim         
Malisa Longo - Barbara / Jenny Mckinley
Paolo Gozlino - Xerife
Luigi Bonos - Old Tequila
Gaspar 'Indio' González (Gaspar Gonzalez) - Tony
Manuel Muñiz (Pajarito) – Homem do cemitério
Antonio Molino Rojo – Banqueiro, Sr. Cray
Fernando Rubio - Sam                     
Juan Fairen (Johnny Fairen)
E com Luigi Antonio Guerra, Juan Torres, Antonio Almorós, Manuel Bronchud, Mario Del Vago, Irene D'Astrea, César Ojinaga e Fabio Garriba.


Sacramento se junta a seus parceiros Big Jim e Old Tequila para roubar o dinheiro que está sendo enviado a uma cidadezinha do velho oeste em um trem destinado ao pagamento dos agricultores, porém, um outro bando pensa no mesmo golpe, e é então que os problemas começam.

O filme mostra em sua primeira e óbvia impressão de que foi um outra tentativa absoluta de recriar os Westerns da dupla Terence Hill e Bud Spencer (Eles Me Chamam Trinity).

Só que aqui, temos Michael Forest no papel de Terence Hill e Fred Harrison (Jim), trazendo seu punho de cima pra baixo  nas cabeças de seus oponentes, no papel que seria de Bud Spencer.
Não causaram absolutamente o efeito proposto nesta situação mas a tentativa foi boa.
Após a comparação o espectador tirará suas conclusões .

Malisa Longo [Veja entrevista exclusiva neste blog] faz uma camponesa muito atraente, mas em grande parte do filme esquecida. Ela faz a líder das mulheres dos colonos em crise com a falta de dinheiro.
Também há a atenção para o Banqueiro, o sr. Cray (Antonio Molino Rojo) [Era uma vez no Oeste] que é um dos principais corruptos envolvidos no roubo do dinheiro dos colonos.


Os três bandidos não tão brilhantes mas chegam a causar algumas, nada que será grandioso e inesquecível.
Não há surpresas na trama (ou seja, o dinheiro roubado continua passando de mãos em mãos entre heróis e bandidos [Trinity e Seus Companheiros].

A comédia é mais bem-humorada do que o original embora as cenas de Michael Forest e seu cavalo [Jumper - Lucky Lucke] devem ser apreciadas.
Ao final, uma batalha empolgante de aproximadamente quinze minutos de explosões com dinamites que destroem totalmente a cidade e pasmem, não são maquetes; grande parte foi destruída realmente com autorização dos Estúdios por serem cenários já condenados pelo tempo.
Os fãs não ficarão tão insatisfeitos assim após a destruição que compensa a falta do enredo do filme.

"Chamam-me Trinity" de Enzo Barboni, que após o seu lançamento em 1971 quebrou recordes de bilheteria no mundo e transformou o bonito e charmoso Terence Hill como Trinity e seu mal-humorado parceiro gigante barbudo, Bud Spencer como Bambino causou com isto a abertura das portas, e uma infinidade de duplas foram tentadas consequentemente pegando carona no sucesso dele.
Nenhuma dupla combinou tão bem quanto a original e muitas maluquices foram tentadas por diversos diretores.

Era só preciso ter um cara bonito, com um parceiro gordo, ou um cara bonito, com um parceiro alto, ou um cara durão com um covarde, ou um cara inteligente com um cara burro.
Era só ter a ideia, escolher os atores e jogar na tela.

“Agora Eles o Chamam Sacramento” é mais um destes e segue bem a fórmula.
Os dois parceiros sempre encrencados entre si.
Sacramento é como Terence Hill, bonitão, charmoso e astuto; um vagabundo esfarrapado procurando encontrar a sua próxima presa fácil para arrecadar fundos ilícitos.

Seu parceiro é o "Reverendo" Jim (o nome vem de seu disfarce favorito, traje de padre), um grandão, brutamontes, de cara fechada e com os punhos sempre prontos para arrebentar alguém, como Bud Spencer fazia.
Os parceiros estão vestidos de forma quase idêntica às roupas que usavam Trinity e Bambino.
Podemos notar Sacramento com o chapéu de cowboy esfarrapado, camisa cor de rosa desbotada e Jim cabeludo, escuro e barbudo e um par de suspensórios que mal consegue conter a sua barriga.


Os papéis são interpretados por Michael Forest e Fernando (Fred Harrison) Bilbao. Forest, um ator americano de renome, tinha uma longa lista de créditos da TV e Hollywood quando se mudou para a Europa, em meados dos anos 60.
Ele fez numerosas aparições em filmes italianos e também trabalhou como dublador. Fred Harrison, como ele é creditado aqui, ficou conhecido por destemido em filmes de lutas agressivas nos anos 70 na Europa. Old Tequila (Luigi Bonos) é pai de Jim e faz um papel semelhante à Tuco (o feio do trio).

O filme não é um desastre total, tendo cenas curiosas, criativas e engraçadas como a chegada de Sacramento à uma estação de trem no início do filme (seu cavalo não o levaria, apesar dos apelos de Sacramento) que entra em uma taberna e começam as confusões.

 Ele atrai a ira dos valentões locais dentro da taberna pedindo uma garrafa de leite, que logo se descobre que não é para ele, e sim para o seu cavalo. Sacramento, em seguida, pretende impressionar os desordeiros, oferecendo uma rodada de whisky com garrafas. Ele engole toda a sua garrafa como se fosse chá. Enquanto o trio de caras durões tenta acompanhar o seu ritmo. Num piscar de olhos, eles são embebedados e Sacramento corre pegando o trem que passa pela estação.


Enquanto isso, Jim, vestido como um pregador, está em outra taberna brigando por comida com um outro grupo de bandidos e da mesma forma embarca no mesmo trem de Sacramento.
Agora juntos eles roubam o trem e dão motivos para o quebra-quebra que perdurará por todo o filme.

Ao final, a verdade vem a tona, o banqueiro e o xerife corrupto, são desmascarados e envergonhados e
o dinheiro é devolvido aos agricultores.
Na destruição total da cidade, nossos heróis, sem saberem, descobrem petróleo em meio a devastação de tudo e partem da cidade em busca de outras aventuras e os habitantes da cidade são deixados pra trás, todos encharcados de petróleo do poço jorrando que a partir de agora é a nova riqueza do local.

Alfonso Balcázar fez trabalhos melhores dentre os seus vinte e nove filmes para o cinema, entre eles escreveu “Uma Pistola Para Ringo (1965).
Willy Brezza compôs uma música folk-rock, tema para o folgado e preguiçoso Sacramento intitulada "Sundown Son", creditado para o grupo Dream Bags. (Crambola).


Com a ênfase no humor pastelão e todos os clichês exigidos pelos fãs de tiroteios violentos, brigas e anarquias, este filme parece ter sido mesmo feito para uma tarde de sábado no tempo das matinês.
Se você for um fã pouco exigente e não conhece este filme, você vai se divertir com as palhaçadas em desfile.
Certamente não é um grande filme mas também não é um filme tão ruim, e os trejeitos de Trinity não podem ser ignorados. Michael Forest se esforçou muito para fazê-los
Um filme valorizado por gerações que consideram como elemento de estudo e análise durante o final da fase de produção do Espaghetti Western.

Encontrei uma cópia disponível em três partes na Web
Resolução 320 X 240 pixels
Duração: 83 minutos
Áudio Espanhol
Avi- Xvid
564 Mb
http://www.mediafire.com/?vnqtmwclvjqw0fz
http://www.mediafire.com/?18dstd2g3e3qzh3
http://www.mediafire.com/?40fu84jnxdddeud

02 novembro 2011

Malisa Longo Entrevista Exlusiva - Brasil 2011

Orgulhosamente apresentamos a nossa primeira entrevista feminina com a atriz italiana Malisa Longo neste blog.

Mais um brinde para os fãs brasileiros e de todas as partes do mundo. Um contato que começou a ser feito em Julho de 2011 e com toda sua simpatia e respeito, concedeu-nos o privilégio de conhecer melhor essa inteligentíssima atriz e a sua vida profissional.
Iniciando sua carreira no final dos anos 60, por duas décadas entre 1970 e 1990, Malisa Longo esteve sempre entre as mais conceituadas estrelas do gênero “Cinema Fantástico Europeu” como ficou definido na época em que criou um novo legado de fãs principalmente no cinema italiano.

Muitos diretores italianos começavam a despontar e a investir neste gênero como Mario Bava, Ferdinando Baldi, Dario Argento, Francesco DEgli Espinosa, Michelle Soavi, Antonio Margheriti, Lucio Fulci, entre outros, que juntos ajudaram a lapidar esta atriz que deixaria um legado de obras hoje consideradas “Cults” em sua carreira
cinematográfica. Sua filmografia varia entre obras-primas e filmes de produções menores. Incrivelmente hoje ainda seus filmes são disputadíssimos pelos colecionadores do mundo via Internet.

Filmes com produções rústicas e efeitos especiais bruscamente elaborados é o que dá hoje a este estilo, um charme Especial, atraindo ainda hoje a atenção do cinéfilo colecionador e underground. Foram duas décadas em que o cineasta podia explorar de tudo um pouco, até o conhecido também Cinema Exploitation que variava de Capa-e-Espada nas galáxias, Guerra, Western Espaghetti, Horror e caminhando junto vinha o cinema Asiático com as intermináveis lutas de Artes Marciais.

Malisa Longo participou de toda esta história e com versatilidade atuou em inimagináveis papéis neste mundo maravilhoso que ficou entre a fantasia e a realidade.
Nascida em 13 de Julho de 1950, Maria Luisa Longo, natural de Veneza-Veneto-Itália trabalhou com uma diversidade impressionante de cineastas, como Frederico Fellini, Lucio Fulci, Tinto Brass e até Bruce Lee.



Entre a infinidade de ramificações deste gênero, Malisa esteve presente também em produções de ficção científica, peplums, nazi-exploitations, polizieschi e claro, filmes de horror.

Seu nome se perpetuaria com sua performace pela famosa aparição no filme “O Vôo do Dragão”, que ficaria mundialmente famoso e com recordes de bilheterias, onde fez o papel de uma italiana que conquista a paixão do personagem de Bruce Lee, momentos estes que ficaram marcados nas telas.


Nesta entrevista ela descreve um pouco sua carreira e conta um pouco de tudo para os fãs brasileiros. Alguns fatos ainda não revelados e fez questão de comentar filme-a-filme, os Espaghetti Westerns tão admirados pelos fãs cowboys do Brasil e do mundo em primeiríssima mão neste espaço.
Além de uma escritora, jornalista e pintora de sucesso fala sobre seu trabalho no cinema, narra curiosidades sobre o cinema da época e fala também de projetos futuros.

Então, vamos a nossa entrevista.

Edelzio: Malisa sabe-se que no filme “Perversion Story” (Uma Sull´altra - 1969) na perrsonagem de Elizabeth O´Neil você fora muito elogiada pela crítica por ter sido dirigida por Lucio Fulci. Em 1969 Fulci ainda era desconhecido. Qual foi sua reação em ser convidada para fazer “A Cat in the Brain” (Um gatto nel Cervello – 1990) no papel de Katya Swharz sabendo-se que vinte anos depois ele agora era um dos principais diretores do cinema Fantástico e após quase 3 décadas ele lhe convidaria novamente. Como foi trabalhar com ele?

Malisa: Fulci era uma pessoa legal, mas bem fechado consigo mesmo e rude no set. Eu não tinha muita confiança dos atores, que não me consideravam muito. “Perversion History” foi um dos meus primeiros filmes.
Engraçado que eu atuaria após vinte anos em “Un Gatto nel Cervello”, O último filme dele. Foi o Destino.


Edelzio: Como você poderia descrever o que sente hoje tendo feito ao lado de Bruce Lee e Chuck Norris (O Vôo do Dragão - 1972) um Clássico pioneiro das artes marciais e como foi a convivência com estes atores na época das filmagens?

Malisa: Minha cena foi apenas com Bruce Lee. Eu conheci Chuck Norris no set, mas de uma maneira formal. Lembro-me que naquele tempo, na Itália, Bruce ainda era totalmente desconhecido, o oposto frente a mim. Eu era uma estrela emergente.
Eu estava finalizando o filme “A Amazônia” de Terence Young e eu estava em todas as revistas italianas.

   
Malisa: Foi Bruce pessoalmente que me escolheu para o filme. Ele me viu na capa de uma revista. De qualquer forma as filmagens eram muito fáceis. Muito inferior esta foi uma de suas primeiras direções. Ele sabia explicar e passar muito bem o que ele queria aos atores. Ele estava muito envolvido nesse filme. Bruce foi muito disciplinado, em sua vida privada e profissional. Ele era o primeiro a chegar e o último a sair. Foi um filme de baixo orçamento e ele não gastou muito dinheiro.
Cada hora gasta em Roma era preciosa. Fiz cerca de 70 filmes na minha carreira, 30 no papel principal. Eu não acredito que o pequeno papel que fiz com Bruce, (um dos menores que eu fiz), tornou-se o filme em que o público viesse a me conhecer mundialmente.


Edelzio: Como foi trabalhar com o diretor francês Patrice Rondard em “Elsa Fraulëin SS” e o que achou do resultado?

Malisa: Eu amo tanto aqueles filmes (foram 2) Elsa é uma das minhas favoritas. Fiz muitos filmes na França, e eu gostei muito de trabalhar lá. Em cada filme, nós éramos como uma família, e as filmagens foram muito fáceis. Todo mundo colaborava com todos. Para mim foi muito difícil porque estava sendo filmada em áudio direto, mas eu estava sendo tão ajudada que eu não tive nenhuma dificuldade. Esse período foi incrível para mim, eu conheci muitas pessoas interessantes.

Edelzio: Houve época na década de 70 que você fez uma média de um filme por mês sendo alguns até de ficção científica, policiais, trillers e dramas. Como era o rítmo das filmagens, roteiros, custos, contratos, enfim, Como administrava o volume dos trabalhos?

Malisa: Não era realmente um filme por mês! Mas muitas vezes eu filmei três filmes juntos.
Meu agente planejava e programava as datas. Não foi tão difícil para mim.


Edelzio: Sendo considerada uma das mais belas e sensuais atrizes dentro deste gênero, como era fazer filme de nudez como em (Miranda – 1985), (Salon Kitty – 1976), (Snack bar Budapest – 1988) e Nazi-exploitations entre outros para uma época tão polêmica?

 
Malisa: Eu nunca tive problema para atuar nua. Eu acho que um bom ator deve fazer o papel que precisa em sua ascensão total que era o meu caso. Como estrela internacional, fotografar nua em filme com história e temas muito forte é bastante normal. Ninguém me forçava a fazer um papel deste. A escolha é sua. Então, se você não gosta do papel que lhe oferecem, você pode recusar.
Ninguém forçava nada. De qualquer forma, eu nunca tive problema com isso e sempre fiz com muito profissionalismo.

FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN - MALISA LONGO

Vamos abordar agora um outro gênero em que você marcou muito nos 9 filmes Espaghetti Westerns que você participou e que os fãs leitores deste blog estão interessados em saber.

Edelzio: Ao lado do ator alemão Peter Lee Lawrence (Karl Hirenbach), Carlos Quiney e Dan Van Husen; Dirigido por José Luis Merino, você trabalhou em “Ancora dollari per i MacGregor” (Dólares para os MacGregors/Dólares de Sangue para os MacGregors – 1970) filmado na Itália e em Andalucia, Almería na Espanha. Como foi a experiência em trabalhar com Peter Lee Lawrence, Van Husen nesta cidade em mais este Clássico Cult do Western?
Malisa: Com certeza foi uma experiência agradável, mas não me lembro muito. Foi o meu primeiro filme western e acho que a cada um que filmava era uma experiência nova. Para esse filme lembro-me que eu tive que aprender uma postura nova para andar (caminhar) como as mulheres da época e eu gostei disso.
Mas, com José Luis Merino, Lee Peter Lawrence, Van Husen eu compartilho o conjunto desta obra, nada mais.

 
Edelzio: Califórnia Adeus - (1977) Com Giuliano Gemma, Raimund Harstorfe e William Berger – Direção: Michele Lupo. O que achou de trabalhar neste filme?

Malisa: Em Califórnia Adeus, eu fiz um papel pequeno, uma pequena aparição no quarto de um hotel ainda meio que no escuro da madrugada ao ser chamada por “Raimund Harstorfe” (Rope Whittacker) mas foi muito significativa.
Giuliano Gemma foi um ator que colaborou muito, e se tornou um amigo.
Michele Lupo foi um diretor muito bom.


Edelzio: Em “El macho” – (1977)Com George Hilton e Carlos Monzón – Direção: Marcello Andrei. Como foi neste filme?

Malisa Longo e George Hilton 

Malisa Longo e Carlos Manzon

Malisa: “El Macho” foi um dos meus preferidos. Filmando com Carlos Monzón foi muito difícil, porque ele não era um ator profissional, e em alguns momentos foi indisciplinado e violento. Mas, no final, todos acharam que o filme foi bem concluído. Edelzio: E em “Zanna Bianca e Il Cacciatore Solitário” (Caninos Brancos e o Caçador Solitário - Brasil -1975) Com Robert Woods, Robert Hundar e Pedro Sanchez – Direção: Alfonso Brescia. Como foi?
  Malisa: Eu amei esse filme. Fiz muitos filmes com Alfonso Brescia, e filmar com ele era muito fácil. Nós eramos como uma família. Robert Woods era um bom ator, muito profissional. Lembro-me que gravamos o filme em uma pequena vila ao norte da Itália, perto de Torino e estava muito frio. Nesse filme eu corri risco de vida. O idiota responsável pelos efeitos especiais preparou o efeito de fogo mas usando dentro da arma uma bala de verdade em vez de uma bala falsa. Naquela cena, eu estava parada em frente a janela, perto de Robert Wood. Alguém devia atirar na gente lá de fora. Robert foi tão preciso ao me empurrar para o chão no momento certo, que acabou salvando minha vida de verdade, caso contrário a bala teria me atingido. Eu fiquei chocada com aquilo.

Edelzio: C'era Una Volta Questo Pazzo Pazzo West (A Dupla Maluca do Oeste – Brasil - 1973) Com Gordon Mitchell e Vincent Scott – Direção: Francesco Degli Espinosa.

Malisa: Este foi muito divertido, foi um western comédia com o grande Gordon Mitchell mas eu não lembro muito bem.

Edelzio: O que achou deste filme? “I Bandoleros Della Dodicesima Ora" (Agora Eles o Chamam Sacramento – Brasil -1972) Com Michael Forest e Fernando Bilbao – Direção: Alfonso Balcazar.

Malisa: Bom filme e adorei ficar um tempo na encantadora Barcelona, onde foi concluído. Alfoso Balcazar era uma pessoa muito agradável e amigável.

Edelzio: Agora vamos lembrar o filme “Blindman” – (Preso na Escuridão/O Justiceiro Cego – Brasil - 1971) Com Tony Anthony, Ringo Starr e Lloyd Batistta – Direção: Ferdinando Baldi.

Malisa: Filmamos em Almeria/Espanha eu tenho boas lembranças de Tony Antony e Ferdinando Baldi.
Ringo Starr estava solitário. Eu acho que ele estava passando um período muito ruim da sua vida.
Nesse tempo o grupo “The Beatles” estava sendo dividido. Todos os outros Beatles recomeçavam o futuro tocando e cantando como solistas e estavam se dando bem, ao contrário, para ele, sendo um baterista, seria mais difícil continuar seu sucesso em um novo grupo.


Edelzio: Qual foi sua experiência em “Zorro, Marchese di Navarra” (Zorro, A Marca da Vingança – Brasil - 1969) Com Nino Vingelli, Nadir Moretti e Danielle Vargas. Direção: Franco Montemurro?

Malisa: Este filme foi o meu primeiro filme como protagonista. E fiquei muito orgulhosa de começar com um dos meus heróis favoritos. Desta vez eu tinha um herói mais jovem ao meu lado.

Edelzio: Aqui lembramos dois filmes de Merino. “Ancora Dollari Per I MacGregor” (Dólares para os MacGregors – Brasil - 1970) Com Peter Lee Lawrence e Carlos Quinei – Direção: José Luis Merino.
“Zorro Il Cavaliere Della Vendetta” (Zorro, O Cavaleiro da Justiça – Brasil - 1971) Com Carlos Quinei e María Mahor – Direção: Luigi Capuano e José Luis Merino.

Como foi trabalhar com esse diretor?
Malisa: Eu amei esse período. Os filmes foram rodados em torno de Madrid/Espanha. José Luis Merino foi muito bom diretor
e muito amigável nestes filmes em que fui dirigida por ele. Eu amo ele. Também todos os atores, alguns espanhóis, foram adoráveis e muito profissionais.


Edelzio: Você poderia fazer uma explanação destes filmes em que atuou e qual a experiência, complicações, fatos curiosos ou inusitados que passou ao lado destes grandes atores como Giuliano Gemma, George Hilton, Robert Woods entre outros?

Malisa: Eu não tenho outras histórias engraçadas ou lembranças memoráveis além das que eu disse antes. Já faz muito tempo.

Edelzio: Voltando a falar no filme muito cultuado não só entre os fãs no Brasil mas em todo o mundo: O filme “Preso na Escuridão” (Blindman – 1971) escrito, protagonizado e dirigido por Tony Anthony com participação do “alucinado” Lloyd Battista e o ex-Beatle Ringo Starr em que havia um elenco repleto de outras belas atrizes internacionais como a polonesa Magda Konopka, a italiana Marisa Solinas, a austríaca Krista Nell e tantas outras; Como foi trabalhar com Tony Anthony, Ringo Starr e as outras atrizes de nacionalidades diferentes?


Malisa: No set de filmagens, fomos todos somente amigos, nada mais. Não tivemos problemas com os vários Idiomas do elenco. Depois disso, após terminarmos o filme, fiquei deslumbrada apenas com o diretor Ferdinando Baldi e com o ator e produtor Tony Antony. 

Depois do filme, Tony chegou na Itália e nos encontramos novamente em Roma. Mas após esse período, Eu perdi o contato e a amizade deles. Agora eu sou uma boa amiga apenas de Solvi Stubing, uma das atrizes do elenco que atuou também em mais dois Westerns “Garringo – 1969” e “O Xerife Que Não Dispara de 1965”.


Edelzio: Ainda em “Blindman”, todas as mulheres ficaram nuas em algumas cenas como a do banho coletivo, coisa rara de se ver em um Western. Como foi pra você e todas as outras atrizes filmarem esta cena?

Malisa: Não, eu não me senti desconfortável. A cena de nudez era necessária para história. Nada mais.
Todas as meninas sabiam o que tinham que fazer como eu. E ninguém teve problemas.


Edelzio: Outra cena de violência incomum em “Blindman” foi a cena em que as mulheres são barbaramente atacadas no deserto escaldante e percebe-se que na cena não haviam Dublês (Stunt). Como era trabalhar num clima como aquele em que raramente mulheres eram expostas a situações de risco como neste filme?

Malisa: Nessa situação não era necessário ser substituído com dublês. Os diretores e assistentes nos ensinavam o que fazer em cada cena de perigo, com isso aprendíamos muito, e pôr em prática era fácil.
Nada de brutalidade contra as mulheres, eram apenas movimentos profissionais. O importante era registrar as ações que realmente parecessem realidade e neste filme Tony Anthony conseguiu registrar bem estas encenações.


Edelzio: Houve algum trabalho em que você teve alguma Decepção? Gostaria de comentar?

Malisa: Sim. Em “La Mondana Nuda! - 1980” do diretor Sergio Bergonzelli. Uma dor em meu coração. Fiquei muito decepcionada por esse filme. Eles usaram meu nome, para o papel principal em um filme “inferior” filmado em alguns poucos dias.
Mas a razão de eu ficar desapontada foi porque atuei em uma cena de amor e ao terminar a ação, eles deram seqüência à cena utilizando outra atriz em cenas picantes. A estupidez foi tanta que você vê a outra atriz e não a mim.


Edelzio: Fale um pouco de suas atividades além de escritora e o como se sente no que faz hoje?


Malisa: Hoje estou morando em Roma.
Agora eu gasto meu tempo viajando e escrevendo como jornalista em uma revista e um jornal de notícias.
Eu também escrevo livros e poemas. Eu amo fazer isso. Meus trabalhos anteriores foram três livros:
Un romance "Così Vêm Sono", Un Poema "Il Cantico Del Corpo" e, o último foi um livro entrevistas "Aggiungi Un Seggio Una Tavola". Agora estou escrevendo um novo livro, um romance, mas eu não posso revelar nada sobre ele, até que seja publicado. Será mais uma surpresa.




Edelzio: Quais são seus projetos para o futuro? Pensa em retornar ao cinema?
Você aceitaria propostas de trabalhos para interpretar papéis coadjuvante, com densidade e adaptado à sua personalidade?

Malisa: Meu futuro está na escrita. Mas continuarei sempre a ser uma atriz, e se alguém me oferecer um papel muito bom, eu estou pronta para voltar a atuar. E colocar-me em ação. Acho que isso é uma probabilidade remota, porque agora eu me tornei muito seletiva, e as condições não estão a meu favor.

Edelzio: Qual a perspectiva dos fãs verem-na novamente no cinema independente do gênero?

Malisa: Talvez .. Quem sabe... Mas, por agora, para você, e meus fãs do Brasil e de todo o mundo, deixo com amor o meu endereço e um milhão de beijos.
Muito Obrigado
Site Oficial Malisa Longo
Filmografia Completa Malisa Longo
Vídeo Musical desta Entrevista

Bem, muito obrigado pelas respostas, e esperamos que continue seu trabalho, seja no cinema, TV, ou seja, como escritora ou pintora. Muitas felicidades e obrigado por ter nos dado esta oportunidade em conhecê-la melhor e autorizar-me também exibir suas fotos aqui editadas.
Aceitando com humildade e respeito o meu convite em participar do tributo neste pequeno espaço dedicado a você Malisa que nos deixou boas recordações através das telas do cinema.

Esta é sem dúvida nenhuma mais uma página que ficará escrita na história do cinema.
Obrigado por sua atenção.
Saúde e Sucesso
Edelzio Sanches

Saiba mais de Malisa Lonso em entrevista realizada em 01 de Janeiro de 2019 para Antonello Altamura no: ”LFMAGAZINE-ITÁLIA”