O Centauro Pancho Villa - Brasil El centauro Pancho Villa - México
Direção: Alfonso Corona Blake Escrito: Roberto Rodríguez e Jesús Murcielago
Velázquez Produção: México 28 de Dezembro de 1967 Música: Sergio Guerrero Fotografia: Rosalío Solano Trilha Sonora: El Centauro Pancho Villa Escrita: Ernesto Juárez, Estrellita Marinera e
Dominio Público Arranjos: Alfonso Esparza Oteo Duração: 87 minutos Edição: José W. Bustos Efeitos especiais: Antonio Muñoz R. Co Produção: Películas Rodríguez e Estrella, Orquesta de la Sección de Filarmónicos del
S.T.P.C. de la R.M. e Rodríguez Klang Films Locações: Cocoyoc, Cuautla, Morelos, México.
Elenco:
Joaquín Cordero: Santos Patricio José Elías Moreno: Pancho Villa Norma Lazareno: Minerva de la Mora de Aragon Carlos López Moctezuma: Diego Fierro Tito Junco: Don Selzo Ernesto Juárez: Juan José Ángel Espinosa 'Ferrusquilla': Miguelito Soledad Acosta: Rita Jesús Gómez: Coronel Mendez Lucha Villa: Lupe la Borrada E com Manuel Garay, Patricia Ferrer, Olga
Millán, Raúl Hernández, Luis Salgado, Mario Cid (Mario Chávez), Manuel
Trejo Morales e Roberto Corell.
Desconhecido e raro no Brasil, o filme narra um
capítulo que supostamente teria feito parte da vida guerrilheira de Pancho
Villa, em sua Revolução contra o governo federal.
Existem algumas batalhas entre os exércitos envolvidos no conflito.
Paralelamente há um romance entre Villa e uma guerrilheira conhecida como "Lupe La Borrada" fiel a causa de Villa.
Um roteiro simples, mas que conta em mais uma história, a rotina da vida de Pancho Villa, um rebelde forjado na pobreza e que se rebelou contra poderosos políticos e traidores de sua causa no México.
Líder Revolucionário da Revolução Mexicana, gozava de admiração e popularidade entre os camponeses e a classe mais pobre por suas ações contra os ricos e dominantes.
1910: Levantou armas contra Porfírio Díaz ao unir-se ao Movimento de Francisco I. Madeo.
1912: Combateu na Rebelião Antimaderista de Pascual Orozco. Foi preso e fugiu para os EUA.
1913: Ao regressar ao país, criou a "Divisão do Norte" em Chihuahua: parte do Exército
Constitucionalista combateu com Venustiano Carranza.
1914: Se uniu ao Exército Convencionista junto com Emiliano Zapata, contra Venustiano Carranza.
1916: Atacou Columbus, Novo México, porque os EUA apoiaram Venustiano Carranza. Foi perseguido pelo Exército vizinho
Pancho Villa firmou um contrato com a Mutual Film Company de Hollywood para filmar várias de suas batalhas.
Pancho "Francisco" Villa, casou-se 27 vezes, teve 26 filhos, lutou 16 batalhas, sofreu 2 atentados de assassinato e morreu com 45 anos de idade, vítima em um deles.
Fiz uma tradução para o idioma português e elaborei uma Subtitles/Legenda no formato SRT para este filme e disponibilizá-la aqui para download, para que outros fãs possam também apreciá-lo.
Produção: México, 31 de Janeiro de 1985 Direção: Raúl Araiza Escrito: Raúl Araiza, Edmundo Báez, Ricardo Garibay Baseado na novela de Margarita López Portillo Fotografia: José Ortiz Ramos Música: Guillermo Méndez Guiú Duração: 113/122 minutos Produção: Sonia Infante Co Produção: Producciones Pedro Infante Locações: Hacienda de San José del Refugio, en Amatitán, Jalisco, Mexico Edição: Joaquín Ceballos Direção de Arte: David Antón
Elenco:
Sonia Infante - Toña/Antonia Romero/Menina Andrés García - Don José Maria Ignacio López Tarso - Gerónimo Romero/Pai de Antonia Sergio Jiménez - Ermenenciano José Carlos Ruiz - Filigonio César Adrian Sanchez - Manuelito Com Tito Junco, Hernando Name e Chema' Hernandez
Uma preciosidade do cinema mexicano aos fãs de Westers. Tudo neste filme é minuciosamente muito bem elaborado. Uma fotografia esplêndida e incrível, vestuário impecável, atuações deslumbrantes, a ação, suspense, drama, aventura, música, tudo dosado perfeitamente ao seu tempo.
O surgimento de uma criança em sua fazenda, supostamente do relacionamento de seu ex-marido com uma prostitua mudará totalmente a sua vida.
No início o filme parece um pouso complicado de se entender a trama, mas logo após aos Flash Backs de Antonia sobre sua vida mas com uma bela edição começamos a perceber a história se encaixando sobre os fatos.
Imperdível para estudiosos, historiadores, cinéfilos que gostam de analisar coisas novas no Western.
Uma jóia do cinema mexicano que mostra também grande parte de sua cultura e todos poderão perceberão isso durante o filme.
Com minhas pesquisas este filme passou despercebido no Brasil no ano de seu lançamento, considerado portanto inédito por aqui.
Uma edição em Blu-Ray e DVD deste filme completo foi lançado algum tempo depois.
Andrés García revelou durante una entrevista, haver tido relações sexuais com a atriz Sonia Infante, em plenas filmagens de Toña Machetes, mas nada comprovou o seu inoportuno comentário.
Viúva do produtor Gustavo Alatriste e sobrinha do ídolo Pedro Infante reconhecida como uma mulher de caráter faleceu aos 75 anos e dedicou sua carreia às telas mexicanas, interpretando alguns papeis no cinema que lhe valeram o reconhecimento do público, dentre eles filmes como “Alma Rosa Camacho” e “El Sol de México”.
Grande mulher, artista, esposa, mãe, era irmã do ator e cantor Antonio Infante, ambos ícones do cinema mexicano.
Gosto muito deste filme mas percebi que não havia uma subtitle/legenda com idioma português, portanto decidi elaborar uma tradução do espanhol e disponibilizar aos seguidores e amigos deste blog para o idioma português srt.
Seus comentários serão bem-vindos.
Mercenários da Morte - Brasil Mercenarios de la Muerte - México Mercenaries of Death - Título Inglês Produção México, 1983 Direção: Gregorio Casal e Manuel Muñoz Escrito: Avinadain Bautista Nájera Fotografia: Ángel Bilbatúa e Fernando Colín Duração: 90 minutos Edição: Francisco Chiu Efeitos Especiais: Arturo Godínez Co Produção: Xochitl S. A. de C. V.
Elenco: Emilio Fernández - Mestre Tata Gregorio Casal - Mai Ko Jaime Moreno - Yan Piau/Chang Armando Silvestre - Sung Ya Rubi Re - Gina Tito Junco - Pai de Mai Ko Víctor Junco - Comissário Raul Sergio Bustamante - Kan Jen/Él Verdugo/Mercenário Rosario Granados - Mãe de Mai Ko Aries Bautiasta - Mestre Jin Ho Ramiro Orci - Andrés El Callado/Mercenário Toño Infante - Mai Tahy/Traidor E com Fernando Yapur, Leo Villanueva e Agustín Fernández.
Kun Fu e Western se fundem nessa exótica aventura do cinema B mexicano, nunca exibido no Brasil e que presto minha homenagem aqui nesse espaço dedicado ao Western produzido em todas as partes do mundo.
"Mercenários da Morte" conta a história de um grupo de monges orientais da milenar dinastia Mingfu Su, do antigo templo de Shio Lang Su, que depois de uma grande guerra contra a seita do Dragão Negro, foram forçados a migrar para longe de suas terras, levando suas valiosas relíquias e tradições para uma pequena cidade no norte do México.
Os anos passaram-se e os monges vivem em relativa paz, tornando-se uma parte importante da comunidade e estabelecendo uma escola onde eles ensinam suas artes marciais, porém, com a chegada do século 20, uma nova ameaça paira sobre os monges, como o mercenário Sung Ya (Armando Silvestre), discípulo do Dragão Negro, que reuniu um grupo de guerreiros de diferentes partes do mundo para destruir os monges e saquear as valiosas relíquias deste novo templo.
Aparentemente, vários anos ou séculos se passaram, e Jin Ho, o herdeiro de Minfo Sin, se estabeleceu em uma cidade que parece ser um cenário do oeste do extinto American Studios, graças à ajuda do sábio filósofo conhecido como Tata ou Mestre supremo (Emilio Fernández), porque ninguém tem autoridade suficiente para chamá-lo pelo nome.
Não sabemos onde está localizado este lugar, mas a verdade é que seus habitantes falam muito bem o chinês e as autoridades mexicanas dizem que são muito boas pessoas e por isso devem garantir sua segurança.
O venerado professor Tata (Emilio Fernández) sabe do perigo, e pede ao Mestre Jin Ho (Aries Batista) para escolher os
alunos mais avançados para defenderem o templo dos implacáveis sanguinários de Sung Ya.
A tarefa caberá aos jovens Mai Ko (Gregorio Casal) e Chang Piau (Jaime Moreno), que deverão enfrentar os mercenários da morte.
Gina, interpretada por Rubí Re, irmã de Mai Ko, também ajuda na luta contra a invasão dos assassinos. Armando Silvestre com os bigodes de Fu Man Chu interpreta bem o líder e fanático mercenário ajudado por sua gangue que entre eles estão:
Esteban Chacal Ramirez, Andrés o Calado, Cochilio Blas, Angel o assassino, La Crooper, traidor e assassino, Kun Won, Mai Thay, La Katana, e Yen Ko o Chaco mortal. Um bando verdadeiramente temível prestes a destruir tudo em seu caminho.
Com a estreia de "Enter the Dragon" em 1973, o mundo descobriu o grande talento do artista marcial Bruce Lee. Sua morte trágica ocorreu apenas seis dias antes do lançamento do filme (o primeiro de Lee para um estúdio americano), tornou-se uma verdadeira lenda do filme de ação.
O enorme sucesso mundial de "Enter the Dragon" resultaria em uma febre pelas artes marciais que se refletiram num grande número de filmes de artes marciais que começaram a ser produzidos não só em Hong Kong, mas em todo o mundo.
Na Itália o destaque ficou para “Shangay Joe” e “O Dragão Chinês e o Pistoleiro”.
No entanto, as tentativas de entrar no gênero foram estranhas e bizarras em muitos casos: na Inglaterra os Estúdios Hammer produziria um kung fu intitulado "A Lenda dos Sete Vampiros Dourados" (1974), enquanto na Espanha os irmãos Calatrava misturariam comédia em "Los Kalatrava Contra el Empio del Karate" (1974).
No México, o lutador mascarado Santo participaria de "La Furia de los Karatekas" e "El Punho de la Muerte" (ambos em 1982), mas o filme mexicano mais extravagante de artes marciais seria lançado no ano seguinte, sob o nome de "Mercenarios de la Muerte".
Como pode ser apreciado pelo enredo, "Mercenaries of Death" teve a pretensão de fazer uma mistura entre o cinema de arte marcial e o Western. Embora pareça estranho a ideia de misturar esses gêneros não é totalmente irracional, já que o
cinema de artes marciais moderno que surgiu com Bruce Lee se baseou diretamente em arquétipos clássicos e na história
do Oeste.
O roteiro de "Mercenários da Morte", escrito por Avinadain Bautista, não apenas leva elementos asiáticos e literalmente
coloca seus monges orientais em uma pequena cidade no oeste selvagem. A história tem pretensões de um grande épico, com a chegada de Sung Ya obrigando os monges a se prepararem para a defesa da cidade que lhes deu asilo.
No entanto, ao criar este híbrido de faroeste e artes marciais, Avinadain Bautista opta por explorar os velhos clichês de
ambos os gêneros, diluindo o épico da história em longas cenas de treinamentos marciais, diálogos supostamente filosóficos e lutas pobres e rudimentares como uma delas na cantina, esquecendo-se de desenvolver o drama de seus personagens, que são estereótipos ambulantes.
Mas, embora o roteiro seja de qualidade bastante regular, o filme poderia ter resultado bem mais interessante se não fosse a direção desastrosa de Manuel Muñoz e Gregorio Casal.
Rodado em locações de sets esquecidos daqueles faroestes mexicanos da década de 70, isso não seria um grande problema se não fosse pela simples câmera sem efeitos visuais e que tornam a falsidade do cenário mais perceptível.
Da mesma forma, o desempenho das lutas foi filmada de uma forma que suas deficiências não puderam ser disfarçadas
e é claro que muitas vezes percebe-se o não contato entre os atores também devido a posição incorreta da câmera. Os atores que lutam parecem evocarem o espírito de Bruce Lee através de gritos de gato e golpes mortais no peito de seus adversários.
A fotografia, dos veteranos Fernando Colín e Ángel Bilbatua, muito fraca com iluminação totalmente deficiente e enquadramentos desfocados e fora de quadro.
A atuação do veterano ator Emilio Fernández como o mestre Tata (monge de Shio Lang) vestido de sombrero mexicano, menciona suas falas severamente, embora ocasionalmente haja vislumbres do talento e carisma do velho ator.
Os protagonistas Jaime Moreno e Gregorio Casal fazem talvez o pior filme de suas carreiras. Dificilmente encontraremos algo para salvar neste estranho filme de artes marciais em que incongruências e as inconsistências são constantes.
Talvez seja a grande engenhosidade com que parece que foi realizado, dado o quão implausível é em muitas ocasiões. Em outras palavras, a verdade é que, sem querer, "Mercenaries of Death" é uma grande comédia de erros bastante surreais.
Dentro das centenas de filmes de artes marciais feitos com o sucesso de Bruce Lee, "Mercenaries of Death" é sem dúvida um dos mais bizarros e mal executados de todos os tempos.
Apesar de ser um dos maiores desastres do cinema mexicano, "Mercenarios de la Muerte" tem um estranho carisma. Talvez seja o fato de que é incomum ver uma fita de artes marciais feita no México, ou ver grandes atores da velha guarda (Fernández e os irmãos Víctor e Tito Junco) envolvidos em um projeto tão problemático como este.
Apesar de suas deficiências, esse filme possui o seu carisma é inexplicável com o seu humor involuntário e estranho
e dá para se divertir muito assistindo-o.
Este filme é uma autêntica jóia do cinema trash, imperdível para quem se diz fã do cinema B mexicano e da história do Western no cinema mundial.
Trailer
Link do filme: https://www.youtube.com/watch?v=z7CSUtKhMuw