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21 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL


Nem todos os filmes de Norma foram exibidos no Brasil.
A série "The C.A.T" (é assim mesmo) durou de 1966 a 1967.
Foi uma breve temporada com Robert Loggia (Salvattore Loggia).
Ela trabalhou somente em um episódio: To Kill a Priest (1966) dirigida por Boris Sagal, com Robert Loggia e R.G. Armstrong (trabalhou na Itália).

Foto da antiga Revista "Clube dos Artistas"  Nº 01 ano 01 de 1957 quando trabalhava com Carlos Machado. (foi ele quem a lançou no cinema).
                                                            GALERIA NORMA BENGELL
                                                                       I Cuori Infranti (1963)
                                                  Una Bella Grinta (Vigarice à Italiana - 1965)
                                                      La violenza e l'amore (Il mito) 1965

15 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL

O que ninguém sabe no Brasil é que a nossa grande atriz Norma Bengell fez em sua carreira além de quase uma centena de filmes, dois grandes Westerns Espaghettis na Europa e que merecidamente será homenageada aqui.

Vou começar com uma pequena Biografia que fora elaborada através de uma incansável pesquisa para obter maiores informações sobre sua vida artística dentro e fora do Brasil.


NORMA BENGELL – Mini Biografia 
Por Edelzio Sanches - Brasil



Nascida (Birth) 21 de Fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro, Brasil.
O nome completo de Norma Bengell é Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D' Áurea Bengell.
Atriz, cantora, compositora e cineasta. Já aos 16 anos entrou para o mundo da moda desfilando para a Casa Canadá no Rio de Janeiro. Destacando-se por sua beleza, logo foi contratada e lançada no meio artístico pelo empresário da noite Carlos Machado, produtor de shows musicais, atuando, como vedete do teatro rebolado, trabalhando em vários shows na boate Night and Day, uma das melhores casas noturnas do Rio de Janeiro. Começou em 1950. Logo gravou um disco em 78 rpm, com as versões de "A Lua de Mel na Lua"; "E Se Tens Coração", essa última incluída na trilha sonora do filme:"Mulheres e Milhões". Dirigida por Abelardo Figueiredo. Norma apresentou um programa semanal de música popular brasileira na TV Tupi. Recebia no programa personalidades, como: Francis Hime e outros. Participou também do programa "Carrossel", da TV Rio e do programa "Noite de Gala". Além desses programas de televisão, Norma Bengell trabalhou em várias boates e casas noturnas, como o "Beco das Garrafas". Em 1959 consagrada como sex-symbol,  gravou seu 1º LP durante o surgimento da Bossa Nova: "OOOOO! Norma". Na capa do LP, a foto da artista chamou muita atenção, pois ela já era conhecida do público, pois estrelara o filme: "O Homem do Sputinik", de Carlos Manga. Era uma fotografia sensual.


Aquilo foi idéia do Aluizio de Oliveira. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana] cantando músicas dele e de João Gilberto. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música (lembra).

Presa várias vezes durante a ditadura militar, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado. Muito pelo contrário (diz).

Estréia nos cinemas em 1959, como cantora, satirizando Brigitte Bardot, no filme “O Homem do Sputnik”.
Este gênero lhe proporciona participação em outros três filmes.
Em 1961, Anselmo Duarte contrata-a para interpretar a prostituta no filme “O Pagador de Promessas”. No ano seguinte Anselmo leva-a ao Festival de Cannes, onde o filme ganha a “Palma de Ouro”. O enorme sucesso desse filme e a magnífica atuação de Norma chamam a atenção de produtores italianos que acabam por contratá-la, levando-a direto para Roma. Com passagens pela Itália, França e até Hollywood.
Foi a  primeira atriz a protagonizar uma cena de nu frontal no Brasil que causou enorme furor na época, no filme “Os Cafajestes” de Ruy Guerra contracenando com Jece Valadão em 1962.

Viúva do ator italiano Gabriele Tinti (Roma-1932-1991) tendo também 137 trabalhos creditados em sua carreira atuando também em dois westerns (O filho de Django (1967) e Canhões para Córdoba (1970), com quem esteve casada durante 3 anos.

O casamento foi feito dentro do Estúdio da Vera Cruz em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por não terem tempo disponível de irem até um cartório para celebrar a união.


Segundo citado no livro de Anselmo Duarte, "ADEUS CINEMA" (vida e obra de Anselmo Duarte), de Oséas Singh Jr. 1993, não foi bem um casamento e sim "um caso" de Norma Bengell.
Diz a lenda, que a queda artística de Norma, deu-se devido a este casamento.

Em 1960, Norma fez o filme: "Conceição". Em 1961, fez: "Mulheres e Milhões", "Carnival of Crime"; "Sócia de Alcova"; em 1962 fez:" Os Cafajestes". No mesmo ano fez ainda: "O Pagador de Promessas", e "O Mafioso". Em 1963, fez:"Il Mito"; "Il Cuori Infanti"; "La Ballata Dei Mariti"; em 1964, fez:"Noite Vazia;"La Costanza della Ragioni".  Em 1965, fez: "Una Bella Grinta"; "Mar Corrente', "Terrore nello Spacio". E continuou fazendo filmes praticamente todos os anos. Ela fez mais de 60 filmes, sendo que os principais, além destes aqui citados, foram também:"Rio Babilônia";"As Cariocas"; "A Casa Assassinada";"As Confissões de Frei Abóbora";"Assim Era a Atlântica"; "Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brasil";"Verão de Fogo";"Maria Bonita";"Eros, o Deus do Amor"; "A Idade da Terra"; "Eternamente Pagu"; "Vagas Para Moças de Fino Trato"; e vários outros.
Em 1965, Norma participou do disco:"Meia Noite em Copacabana", dirigido por Dick Farney. Em 1962, ela gravou a canção;"Tristeza', para o filme:"Copacabana Palace". Norma Bengell atuou em Holywood no filme de Boris Segal "Cat Burgler". Atuou também na Itália onde fez alguns filmes, dentre eles 2 Westerns Spaghettis que se tornariam Cultuados pelos fãs te todo o mundo, mas desconhecidos até pocuo tempo pelos brasileiros sendo: em 1967 “I Crudeli” e em 1968 “Fedra West”. 


Mais tarde foi contratada pela Rede Globo de Televisão, para apresentar o programa: "Shell em Show Maior". Em 1977, lançou o LP "Norma Canta Mulheres", com músicas de várias autoras. A partir daí foi dando prioridade à carreira de atriz e cineasta, só esporadicamente como cantora. Mas em 2001, a Sony Music lançou o disco de Norma:"Groovy".
Norma Bengell foi também diretora cinematográfica. Dirigiu: "O Guarani", "Eternamente Pagu"; "Magda Tagliaferro"; "Infinitamente Guiomar Novaes"
Acostumada às polêmicas que sempre cercaram sua vida de atriz e até de diretora como em 1996 que fora acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme “O Guarani”, que produziu e dirigiu.
Isso lhe custou o bloqueio de seus bens até hoje. Norma, que afirma inocência, é taxativa:
- Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.
Questionada na época por ser uma atriz difícil, respondeu:
- Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado. 

Norma não gosta de lembrar dos falatórios sobre suas duas últimas peças.
Em 2007, “O Relato Íntimo de Madame Shakespeare” precisou ser tirada de cartaz porque a atriz esqueceu o texto, por conta de “problemas de saúde”.
Em 2008, no Festival de Curitiba, com a sua participação em “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, com o grupo Os Satyros, sofreu problemas técnicos que comprometeram a estréia. Sobre o acontecido ela justificou:
- Eu não tenho culpa se o departamento de som não fez a sua parte bem feita. 


 

Norma Bengell é um dos mais conhecidos nomes do cenário artístico nacional e esteve em 2008 atuando na Série “Toma lá, da cá”, comédia Brasileira da TV Globo na personagem “Dayse Coturno” ao lado de Miguel Falabella e Adriana Esteves.
Na segunda temporada de “Toma Lá, Dá Cá” o nome da atriz Norma Bengell era creditado na abertura do programa. Neste ano, a intérprete da divertida “Dona Deise Coturno”, acabou sendo creditada apenas como “participação especial” após o título do programa. A dúvida do motivo do sumiço do devido crédito para a artista foi tamanha, que até a revista Minha Novela publicou um questionamento da mídia e dos fãs.
Pois no dia 16-06-2009, um programa depois de ser abordado o preconceito que a personagem vivida por Norma enfrentava de todos no condomínio Jambalaya (onde se passava a série da Rede Globo) por ser lésbica; o nome da atriz voltou a aparecer nos créditos de abertura. Ninguém esclareceu o motivo do sumiço e reaparecimento do nome de Norma Bengell, mas pelo menos ficou registrada nossa reclamação e tudo fora solucionado.
E segundo prévias da audiência, o episódio de 16-06-2009, “A Tal da Metalinguagem”, deu 25 pontos de audiência em São Paulo, recorde da atual temporada ganhando ainda mais força pelo fato de Norma Bengell, intérprete da lésbica, deixar de ser creditada na abertura do programa. E também o fato de que em um dos primeiros programas de 2009, foi feita uma ação de merchandising que começou com Adriana Esteves apresentando uma salada que preparou com maionese Hellmann´s, para em seguida, outros personagens disputaram espaço na propaganda, para também receberem cachê, provando mais uma vez que a atriz ainda é acompanhada pelos fãs.

I CRUDELI (1967)
Os Cruéis (Brasil)
Hellbenders (USA)
Los despiadados (Espanha)
The Cruel Ones (USA)
The Hellbenders (USA



Direção: Sergio Corbucci
História: Albert Band, Louis Garfinkle, Virgil C. Gerlach,
José Gutiérrez Maesso, Ugo Liberatore,
Produção: Albert Band
Música: Ennio Morricone - Nunzio Rotondo (Trumpet solo)
Fotografia: Enzo Barboni
Coordenador de Dublês: Benito Stefanelli



Elenco
Joseph Cotten - Coronel Jonas
Norma Bengell - Claire/Sra. Ambrose Allen
Al Mulock - Mendigo
Aldo Sambrell - Pedro
Julián Mateos - Ben
Ángel Aranda - Nat
Gino Pernice - Jeff
Julio Peña - Sargento Tolt
Claudio Gora - Reverendo Pierce
Ennio Girolami - Tenente Soublette (Comandante do Fort Brent
José Nieto - Xerife
María Martín - Kitty/Sra. Ambrose Allen
Giovanni Ivan Scratuglia - Jogador no Denton Saloon
Rafael Vaquero - Bandido Mexicano
Simón Arriaga - Bandido Mexicano
José Canalejas - Bandido Mexicano
Álvaro de Luna - Bixby
Claudio Scarchilli - Chefe Indio
Benito Stefanelli - Slim, O jogador
Gene Collins - Soldado da União contando dinheiro
William Conroy - Soldado da União

 

Direção de Sergio Corbucci, nada mais que o criador do lendário Django. 
Uma co-produção Ítalo-Espanhola. 
Neste filme ela faz a personagem “Claire” uma mulher pega como refém de uma família de bandidos (Pai e três filhos) que passa a ser também cúmplice de seus atos. No papel de uma mulher audaciosa ao lado de Joseph Cotten, Al Mulock, Aldo Sambrell, Julián Mateos, Angel Aranda, Gino Pernice, enfim; um elenco de super-conceituados atores no gênero. 
Com música de Ennio Morricone e fotografia de Enzo Barboni que mais tarde se tornaria o criador e diretor dos filmes do personagem “Trinity” original com Terence Hill.
Este foi considerado para a época um dos mais violentos Westerns produzidos na Europa.
O cartaz da época dizia o seguinte:..."Na epopéia do Oeste, homens selvagens como animais, lutavam por ideais diferentes".
Produzido pela Embassy Pictures, teve cenas filmadas em Madrid, Alberche, Castile, Almeria, Granada e Anzio.
Estreou em Roma em junho de 1967, e em Madrid, novembro de 1967.
Trilha sonora de Ennio Morricone (com participação da cantora lírica Edda Dell' Orso e do Coral dos Cantores Modernos de Alessandroni).
No Brasil o filme já pode ser encontrado em DVD e sem dúvida nenhuma os brasileiros agora poderão conhecer e ver o trabalho de Norma Bengell no meio deste bando de mexicanos sanguinários e pervertidos em uma atuação deslumbrante e marcante neste que também pode ser considerado um clássico neste seguimento.

IO NON PERDONO...UCCIDO!  (1968)  
Eu Não Perdo-o...Mato! (Brasil)
I Do Not Forgive... I Kill! (USA)
Phaedra West (USA)
Ballad Of A Bounty Hunter (USA)
Fedra West (USA)


Direção: Joaquín Luis Romero Marchent
Escrito: Víctor Auz, José Luis Hernández Marcos,
Bautista Lacasa, Joaquín Luis Romero Marchent e Giovanni Simonelli
Música: Piero Piccioni
Fotografia: Fulvio Testi
Edição: Mercedes Alonso

Elenco 
James Philbrook - Don Ramon
Norma Bengell - Wanda
Simón Andreu - Stuart
Luis Induni - Irmão de Wanda
Alfonso Rojas - Julio Alvarez
Giancarlo Bastianoni - Bandido
Alfonso de la Vega - Bandido
Álvaro de Luna - Bandido
Emilio Gutiérrez Caba - Jose (as Emilio Gutierrez Cava)
Javier Maiza - Sbirro de Don Ramon
Carlos Romero Marchent - Bandido
María Silva - Isabel Alvarez
Ángel Ortiz, Joaquín Solís, Angelo Angeloni, Ángel Aranda, Clementina Cumani,                   
Rafael Hernández, Antonio Padilla, Juan Antonio Rubio e Maria Cumani Quasimodo.

 

Outro western Europeu de Co-Produção Ítalo-espanhola.
Licenciado para exercer medicina, o jovem Stuart, filho de Ramon, um rico fazendeiro mexicano, retorna para a casa de seu pai, que está casado com Wanda, uma mulher de origem humilde.
Ramon, é submetido a roubos freqüentes de seus rebanhos de gado por ladrões cruéis.
É um fazendeiro que procura evitar a violência até memso contra quem insulta o seu filho.
Um dia, durante uma tempestade, Wanda, apaixonada por Stuart, trai Ramon.
Arrependido, o jovem se recusa a continuar a enganar seu pai e decide deixar a fazenda, para se dedicar-se à sua profissão.
Wanda, para vingar-se, em seguida, revela Ramon que ela o traiu com seu próprio filho.
Ramon, em um acesso de raiva sai a caça do filho e acaba por matar os dois em um final trágico.
É um grande Western Dramático que lembra um pouco outro neste estilo; "Homem, Orgulho e Vingança" (L'uomo, l'orgoglio, la vendetta - 1968) com Franco Nero, Klaus Kinski e Tina Aumont.
Outra curiosidade é que a edição do flme ficou por conta de outra grande e belíssima atriz, Mercedes Alonso.
Norma Bengell é a protagonista principal deste Drama e merecidamente deixa sua marca dentro da história, com atuação firme e com seu olhar sempre compenetrante frente a câmera.
Sem dúvida nenhuma será lembrada pleos fãs do Espaghetti Western no Brasil e no mundo por ter sido mais uma aventureira em atuar pelos desertos áridos da Espanha e na Itália.

 
Diva do cinema nacional de uma era. 
A atriz Norma Bengell, 75 anos, que recentemente viveu a dona Deise de Toma Lá Dá Cá (Globo), afirma odiar quem lhe diz “Norma, você era tão linda...”. Aos indelicados, responde:
-Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade.
Norma Bengell  fez sua última atuação no teatro aos 75 anos em 27 de março de 2010 em “Dias Felizes”  de Ruy Guerra, com a montagem  de Samuel Beckett, dirigida pelo amigo Emílio Di Biasi , no Teatro do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP)
- Minha personagem era uma otimista e eu também. Senão, já tinha morrido. (disse)
Hoje aos 77 anos atravessa graves problemas de saúde e financeiros tendo, poucos amigos para ampará-la.
O reconhecimento do Brasil por seus artistas é mesmo lamentável. Enquanto todos estão em plena fase de produção e atuação,  são idolatrados e explorados pela mídia, mas depois que passa-se o tempo, são esquecidos e abandonados  por  todos.
Deixo aqui registrada a minha homenagem a está grande artista internacional que deixou dois Westerns em sua carreira: Dois grandes filmes e que sempre serão lembrados por todos os fãs.
Sua última entrevista mencionando suas dificuldades estão gravadas neste vídeo em que suas revelações são surpreendentes.
CURIOSIDADES - RARIDADES
 
 

Vídeo da Lamentável reportagem com Norma Bengell 
Abaixo-assinado - Por uma velhice digna à Atriz Norma Bengell - Governo Federal  
Trecho/Parte do filme “Os Cruéis” no Youtube  
Trecho/Parte do filme “Fedra West” no Youtube  
Filmogrfia Completa – IMDB.NET
Agradecimentos Especiais ao amigo Marcos Maurício Lima – BH /MG pelo material de seu acervo cedido para concluir este mais completo trabalho de pesquisa sobre a carreira de Norma Bengell agora disponível aos fãs somente aqui através deste blog.
Edelzio Sanches - Editor

19 janeiro 2012

Giuliano Gemma - Especial Brasil - Mini Biografia

Hoje aos seus 74 anos de idade estou mais uma vez homenageando Giuliano Gemma.
Foram centenas de pedidos e agora em uma edição mais bem aprofundada e elaborada sobre este ator que ficou no coração de muitos brasileiros que assistiram aos seus filmes no cinema e na TV nas décadas de 60 e 70 e desta vez contei com a ajuda do meu amigo Marcos Maurício de Belo Horizonte que possui um grande acervo sobre o ator e gentilmente cedeu-nos fotos inéditas para o deleite dos fãs.
Quando surgiu o Espaghetti Western no ínicio dos anos 60 na Itália, muitos atores se tornaram ícones conhecidos mundialmente conquistando o público. Na Alemanha, na antiga Yuguslávia e até mesmo na Romênia já haviam sido filmados alguns faroestes muito antes mesmo dos italianaos entrarem com tudo no gênero.
Em meio a tantos ídolos surgiu um que se tornaria eternamente famoso em interpretar o personagem Ringo e este ator é Giuliano Gemma, nascido em Roma em 02 de setembro de 1938.
Viveu boa parte da infância no interior da Itália em uma cidadezinha chamada Réggio Emília.
Aos 12 anos, enquanto brincava correndo com seus amigos pelos campos da área rural, encontrou uma granada aparentemente desativada. Ignorando o perigo da mesma, começou a brincar. A granada acabou por explodir em suas mãos. Por sorte, do acidente, o ator leva até hoje somente uma pequena cicatriz no lado esquerdo do rosto.
Nessa mesma época, em pleno período da 2ª, guerra que começou a freqüentar a academia de ginástica, onde se dedicou exclusivamente à ginástica rítmica, acrobacia, boxe e natação.
“Foi este meu gosto por esportes que me valeu, mais tarde a oportunidade de entrar para o cinema”, disse o astro.
Para cumprir o serviço militar ingressou no corpo de Bombeiros em Roma e lá permaneceu durante alguns anos. “Fui bombeiro como poderia ter sido outra coisa qualquer” e me senti muito bem na profissão e lá eu tinha a oportunidade de praticar ginástica, de saltar, de exibir agilidade e isso era ótimo pra mim.
Um dia resolveu dar baixa e tentar novos rumos. Mediante insistência do pai, ainda pretendeu tornar-se corretor de imóveis, mas logo desistiu da idéia. “Eu não tinha jeito mesmo para a coisa”. disse.
Foi nesta época que nasceu em mim a vontade de ser ator. Decidido a entrar para o cinema "a qualquer preço", passou a freqüentar os estúdios cinematográficos italianos. Um dia, acenaram-lhe com alguma esperança. Disseram-lhe, por exemplo, que ele tinha uma "boa pinta", e que seu porte jovem, os olhos e cabelos castanhos, e a sua altura, 1,84cm, talvez lhe valessem alguma oportunidade. Finalmente, no ciclo de filmes mitológicos do cinema italiano, Giuliano Gemma acabou sendo aproveitado, inicialmente como figurante e posteriormente como ator de ponta. Seu bom desenvolvimento físico também o levou para o circo, onde trabalhou como trapezista.
Além do esporte, sua segunda paixão era o cinema, e tinha como ídolo, Burt Lancaster. Sem dúvida, foi o excelente porte atlético que lhe possibilitou aos 20 anos, ingressar na carreira cinematográfica, atuando em pequenas pontas de filmes épicos, geralmente estrelados por Steve Reeves.
Em "Ben-Hur" (1959) apareceu interpretando um soldado romano. Após trabalhar também com dublê, em 1961, ganhou seu primeiro papel de destaque convidado por Duccio Tessari numa aventura épica intitulada: "Chegaram os Titãs" (Arrivano i titani).
Neste período de 1960 a 1964, trabalhou em várias películas, destacando-se nas pontas que fez para “Boccacio 70”, e “O Leopardo”. Nesse meio tempo, para ganhar a vida e conseguir popularidade, participou também pelo caminho da fotonovela, tornando-se rapidamente conhecido do público aficionado do gênero.
Em 1962 trabalhou também em “Gattopardo” (“O Leopardo”), de Luchino Visconti como General Garibaldi contracenando com Burt Lancaster, Cláudia Cardinale e Alain Delon.
Logo foi despertando a atenção do público ao aparecer em dois filmes capa-espada:
"Angélica a marquesa dos anjos" e "Angélica e o rei" (1964-65).
Mas, foi graças ao produtor Sérgio Leone, que ao produzir o faroeste "Por um punhado de dólares" (1964), o cinema italiano despertou para os filmes de bang-bang, cujo sucesso duraria por quinze longos anos.
Ainda assim, a crise do cinema italiano era tremenda. O súbito êxito da fita "Por um punhado de dólares" estrelada por Clint Eastwood, e stimulou os produtores a insistir no gênero do western, dessa feita, no entanto, com ator local.
- Foi aí que meu nome foi lembrado. Ninguém tinha dúvidas de que eu me sairia bem. O que atrapalhava, apenas, era meu nome legitimamente italiano. Compreendendo que o cinema americano já não tinha condições de produzir filmes de faroeste em número suficiente para saciar a fome do mercado internacional, os italianos resolveram fazer uma incursão no setor, isto é, produzindo westerns cujas histórias se desenrolavam na América do Norte entre os séculos XIX e XX.
Como o faroeste era vivido na América, os nomes dos personagens teriam que ser americanizados, pois não ficaria bem um xerife com o nome “Guido” e elem disso criaram também os pseudônimos para os atores acreditando que a aceitação do público acostumado ao western norte americano, receberiam melhor os novos mocinhos. Em seus primeiros filmes, em vez de Giuliano Gemma, o nome que apareceu nos créditos foi Montgomery Wood. Porém, o sucesso foi tão grande, que rapidinho passaram a atuar com seus nomes verdadeiros. Dos faroestes, Giuliano Gemma passou a atuar em filmes policiais, guerra e comédias tais como: "África Express" e "Safári Express" (1974-76) ao lado de Úrsula Andress. Batizaram-me de Montgomery Wood, a despeito de meus protestos. Na qualidade do mais novo mocinho da tela, fiz "O Dólar Furado", "Adiós, Ringo", "Uma pistola para Ringo", "Erick, o Viking", "Arizona Colt", “Dias da Ira” e "Ringo não perdoa". Felizmente, a crítica aceitou-me bem e o público prestigiou meus westerns.
Atuou também até na comédia “Dois anjos da Pesada” de 1973 (Anche gli aneli mangiano fagioli) como parceiro de Bud Spencer em vez de Terence Hill (o parceiro habitual do Bambino).
O nome de Montgomery Wood, todavia, estava atravessado na garganta de Giuliano Gemma, e, tanto fez ele, que convenceu os produtores a lançarem-no com seu nome verdadeiro. “Não importava que me tachassem de um texano de Roma”; O que importava era que eu me firmasse como ator, e o público me recebesse tal como eu realmente sou. Meus argumentos acabaram vencendo. A solução, pelo menos no início, resumia-se em contratar atores americanos. Surgiram então os primeiros westerns italianos, protagonizados por Clint Eastwood (O bom, o mau e o feio - Três homens em conflito, Por um punhado de dólares); Cameron Mitchell (Minnesota Clay), Richard Harrison (Cem mil dólares para Ringo), Robert Woods. Lee Van Cleef e até de outros países como o uruguaio George Hilton.
"Uma Pistola para Ringo" (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi "O dólar furado". Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.
Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado por Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.
Enquanto os faroestes italianos eram rodados na cidade espanhola de Almería, os produtores se preocupavam com os nomes dos seus atores. Na sua carreira Giuliano Gemma já trabalhou frente a frente com grandes astros internacionais como: Kirk Douglas, Rita Hayworth, Henry Fonda, John Huston, Klaus Kinsky, Fernando Rey, Francisco Rabal, Jack Palance, Max von Sydow, Jacques Perrin, Martin Balsam, Bruno Kremer, Anthony Franciosa, Ernest Borgnine, Philippe Noiret, Catherine Deneuve, Ursula Andress, Senta Berger, Claudia Cardinale, Aurore Clement, Lee Van Cleef, Florinda Bolkan, Corinne Touzet, Alain Delon, Liv Ullman, Van Johnson e Ely Wallach.
Um dos últimos westerns de sua carreira datado do ano de 1985, deu vida a Tex Willer, um famoso cowboy dos quadrinhos no filme "Tex e o Senhor dos abismos", de Duccio Tessari. Hoje ele ainda atua seja no cinema ou na televisão. O que muitos não sabem é que o mesmo é apaixonado pela arte da escultura. Estudando com os melhores mestres da escultura, Gemma já produziu diversas obras. O ator/escultor ainda pratica muitos esportes como equitação, tiro, e, recentemente descobriu uma nova paixão, o alpinismo e escalada. Coleciona armas antigas e quadros com pinturas modernas. Nos últimos anos o seu passatempo preferido é fazer esculturas em bronze.
Trabalhou recentemente no Japão, onde também é muito conhecido, fazendo divulgação para a Suzuki. Atualmente está casado com a jornalista Babi Richerme e vive nos arredores de Roma que quando solicitado, comparece em homenagens e festas ocasionais com vários artistas.
Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.
Atualmente, Giuliano Gemma é casado com Baba Richerme. Sua filha, Vera Gemma também é atriz.






Fonte de Pesquisa
WWW.giulianogemma.it
Acervo: Marcos Mauricio Lima – BH
Acervo: Edelzio Sanches - SP
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