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07 junho 2017

Kong Island "Eva, A Vênus Selvagem" [Eva, La Venere Selvaggia] Com a atriz brasileira Esmeralda Barros "Especial Brasil"


Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
Eva, La Venere Selvaggia - Itália
Eve, The Wild Woman - Usa
Kong Island - Usa
Eva, A Vênus Selvagem - Brasil
L'esclave De L'île Des Gorilles - Canadá
Évs, La Vierge Sauvage - Canadá
Jungle 2000 - França
Lefkoi Gypes Sti Mavri Ipeiro - Grécia
Oi Drapetes Tou Vasilia Kong - Grécia
To Nisi Tou King Kong - Grécia
Kong En La Selva Perdida - México
King Of Kong Island - Usa
Eva, Das Mädchen Aus Dem Dschungel - Alemanha
King Kong Und Die Braune Göttin - Alemanha
Nackt Unter Affen - Alemanha


Direção: Roberto Mauri (Robert Morris)
Escrito: Walter Brandi, Roberto Mauri e Ralph Zucker
Produção: Itália, 29 de Setembro de 1968
Co Produção: Three Star Films
Duração VHS: 92 minutos
Duração DVD: 85 minutos
Produção: Walter Brandi
Produtor Executivo (Brad J. Harris) Brad Harris
Música: Roberto Pregadio         
Fotografia: Mario Mancini          
Edição: Nella Nannuzzi
Dublês: Brad Harris
Dick Randall - Narrador


Brad Harris - Burt Dawson
Esmeralda Barros - Eva/A garota Selvagem
Marc Lawrence - Albert Muller
Ursula Davis - Diana
Adriana Alben - Ursula
Mark Farran - Robert
Aldo Cecconi (Jim Clay) - Theodore
Paolo Magalotti  (Paul Carter) - Turk
Mario Donatone (Dan Doney) - Forrester/interpol
Miles Mason - Malik/O Gorila
Gianni Pulone (Bianni Pulone) - Pagamento no roubo
Emilio Messina - Mercenário de barba atirador no roubo
Gino Turini (John Turner) 


Um “Rarecult” dos anos 60 com a participação da atriz brasileira Esmeralda Barros que atuou na Europa e que também estrelou alguns Espaghetti Westerns como em: “O Colt Era o Seu Deus” (1972, “Aquela Alma Maldita” (1971) “Um Homem Chamado Django” (1971), “Django Contra 4 Irmãos” (1971) e “Peça Perdão a Deus,Nunca a mim” (1968).

É mais uma homenagem que faço aqui a esta atriz da qual se sabe que encontra-se ainda em vida no Brasil residindo no estado do Rio de Janeiro ou na Bahia, onde nasceu mas não é certo.

Decidi fazer esta “legenda/subtitle” no idioma Português para que outros fãs da atriz possam assistir a esse filme fraco e ingênuo da sua carreira, mas documental para sua filmografia já que também não existia uma legenda para este filme.

Esta legenda é mais uma exclusividade deste blog sabendo-se que só exista uma cópia com áudio em inglês deste filme legendado no idioma grego o qual esta serviu para a base de tradução para elaboração desta subtitle em português.
O último trabalho creditado de Esmeralda Barros foi na novela “Uma Esperança no Ar” de 1985 televisiva produzida e transmitida pela rede SBT de televisão.

Um cientista perturbado faz experimentos científicos implantando receptores eletrônicos de rádio nos cérebros de gorilas na selava de Nairobi a fim de controlá-los planejando criar um gorila guerreiro e em seguida testar em humanos e com isso dominar o mundo. Ele acredita realmente conseguir controlar a humanidade usando a mesma metodologia dos seus gorilas. Um cientista totalmente desequilibrado.


O espécime humano escolhido para ser o pioneiro em receber o experimento é o mercenário Burt Dawson por ser forte, inteligente e corajoso. Uma espécie de variação dos filmes de King Kong.

A versão americana foi promovida como "King of Kong Island", mas foi simplificado pra "Kong Island". Uma simples, e ingênua produção italiana no exterior dirigido por Roberto Mauri com o título “Kong Island”, embora no filme não haja ilhas, nem mesmo gorilas gigantes.

O roteiro gira em torno mesmo é do sequestro de Diana (Ursula Davis) pelos gorilas em um safári na selva em busca da lenda do tesouro do Macaco Sagrado e a sua procura e o seu resgate por Burt Dawson (Brad Harris). Aqui aparece Eva, uma garota que cresceu na selva que salva o aventureiro, quando a equipe é atacada e destruída por nativos hostis.

"Kong Island" era outro desses filmes que tinham uma música interessante e que realmente era fascinante com guitarra distorcidas combinadas com kalimba, percussão louca e inteligente e psicodélico, o que era moda na época.

É meio confuso no titulo original levar o nome de “Eva, a garota da selva” mas a história realmente é sobre a luta entre Burt e o malvado Albert Muller, interpretado por Marc Lawrence. “Você terá a honra de ser o primeiro humano a ser meu escravo.”

Como dublê, músico, o ator Brad Harris teve uma carreira muito bem sucedida também como diretor na era de ouro dos filmes "Sandália e Espada" e faz aqui um mercenário aventureiro. 

Conhecido no Brasil como "Eva, a Vênus Selvagem", é um daqueles filmes de “ficção do absurdo” da década de 60. Roberto Mauri dirigiu muitos destes filmes e aqui ele escolheu a selva de pano de fundo e como mencionado no título, não há nenhuma ilha real, tampouco.


Para quem procurar encontrar por um filme na linha "King Kong" ficarão desapontados e aqueles sedentos de verem a atriz Esmeralda Barros em cenas eróticas e picantes também. Aqui ela é uma mulher da selva errante, totalmente ignorante e selvagem mas mesmo assim a sua presença é interessante.
O nosso herói Burt Dawson, aventureiro e mercenário lidera uma equipe de resgate em busca de Diana. Eles atravessam a selva na caça aos gorilas e eventualmente encontram a misteriosa mas adorável Eva (Barros). Ela fala com chimpanzés e outros animais e parece saber onde para onde Diana foi levada, mas ela não fala a língua dos humanos.

Há também um casal de ambiciosos que é Ursula (Adriana Alben) e Theodore (Aldo Cecconi) que interpretam um show secundário com muitas brigas entre eles. Apesar de ter sido feito na década de 1960, você se sente ambientado na década de 1940 pelas paisagens, hotéis no meio da selva, os carros “Jeep”, e as roupas dos atores. Os filmes também eram mais lentos.

O cenário eletrônico para uma ficção também deixa a desejar, tipicamente frágeis e lotados de lâmpadas pisca-pisca sem sentido algum. O herói também é exibicionista. Ele é um indivíduo incrivelmente bonito, forte e inteligente que tira sua camisa para mostrar sua exuberância física. Ele também brinca com o chimpanzé e come bananas antes de relaxar com um cigarro.

Em uma sequência notável, ele aparece em cima de Eva rapidamente como um relâmpago. É um filme complicado para se recomendar.
Há algumas passagens engraçadas às custas dos personagens e das situações, além da qualidade da fita que é absolutamente fraca.


Ver Esmeralda Barros vagando nua na selva não foi uma boa ideia. Ela teria requisitos para ser melhor aproveitada como uma rainha da selva ou coisa do tipo. Kong Island é indicado estritamente para fanáticos e renegados do filme B.

Não é o tipo de filme que pode ser encontrado em qualquer lugar porque caiu no esquecimento e só os mais saudosistas tem interesse, não pelo seu estilo, diálogo, fotografia, roteiro, mas por ser rico em delícias curiosas e às vezes divertidas. É um filme de aventura de safari com infinitas imagens de animais selvagens e uma mulher selvagem.

O filme começa com um roubo da folha de pagamento de 300 mil dólares em dinheiro em algum lugar na selva de Nairobi. Agentes da East African Mineral Company estão transportando o valor num típico Jeep de selva e caem em uma emboscada feita por mercenários, um dos quais (Marc Lawrence) que durante o roubo elimina todos os seus comparsas e colegas bandidos.

Uma vez em posse do dinheiro o líder da gangue (Brad Harris) é também seriamente ferido, no entanto, já poderemos prever a sua vingança que acontecerá nos minutos seguintes.
Um homem com cicatriz no rosto (Paolo Magalotti) é assistente e capanga do médico loco que ajuda implantar os pequenos receptores eletrônicos nos gorilas.


Burt Dawson retorna a Nairobi depois de algum tempo, e está atualmente visitando alguns velhos amigos que presumivelmente eram mercenários. Ursula (Adriana Alben) é sua ex-namorada e, apesar de seus protestos vive com seu marido violento, Theodore (Aldo Cecconi).
Ursula é a segunda esposa de Theodore, pois ele tem um filho e uma filha que respectivamente ambos os jovens tiveram histórias com Burt.

Diana (Ursula Davis) e seu irmão Robert (Mark Farran) aspiram visivelmente fascínio pelo aventureiro Burt. Sob protesto do pai, os dois irmãos planejam uma expedição de caça na selva, a procura do Macaco Sagrado. Robert gostaria muito de ter Dawson em sua viagem mas o ex-mercenário não está interessado.

Burt é convencido por Robert a participar da expedição após desconfiar que o bandido Turk um velho conhecido seu esteja envolvido no sequestro de Diana.
Na verdade a expedição e sequestro da Diana é uma emboscada armada por todos para atraírem Burt ao covil do Dr. Albert para que passe por suas experiências loucas. A trilha sonora é um dos pontos altos do filme.

Esmeralda Barros tenta fazer o ar sedutor selvagem mas o roteiro e a direção não ajuda.
Talvez se os gorilas fossem um pouco mais convincentes teríamos um resultado melhor mas as roupas de couro é motivo de risos.
















FILMOGRAFIA ESMERALDA BARROS

1965 História de um Crápula                   
1966 As Cariocas                       
1966 Cristo de Lama (Madalena)               
1966 Eu Compro Esta Mulher (TV Series)(Escrava)           
1966 Operação Paraíso                   
1967 A Espiã Que Entrou em Fria (kidnapper)           
1967 O Sabor do Pecado (dancer)               
1967 Os Miseráveis (TV Series)               
1968 Eva, A Vênus Selvagem (Eva - The Savage Girl)           
1968 O Homem Nu (Marialva)                   
1968 Peça Perdão a Deus, Nunca a Mim (Conchita)           
1968 Viagem ao Fim do Mundo               
1969 Um Homem e Sua Jaula                   
1971 Aquela Alma Maldita (Zelda, Shannon's Woman)       
1971 Django Contra 4 Irmãos (Pilar)               
1971 Um Homem Chamado Django (Lola)           
1972 Finalmente le mille e una notte               
1972 O Colt Era o Seu Deus (Pacquita)               
1973 O Castelo de Drácula (Lara the Zombie)           
1976 Nelly, pile ou face                   
1977 Elas São do Baralho                   
1977 Presídio de Mulheres Violentadas (Nadir / Marika, Prisoner #6969)   
1978 A Morte E a Morte de Quincas Berro D'Água (TV Movie)       
1978 O Bem Dotado - O Homem de Itu (Pedra)           
1979 Mulheres do Cais                   
1979 O Caçador de Esmeraldas (Indaiá)               
1982 O Castelo das Taras                   
1985 Uma Esperança no Ar (TV Series)



Link do filme:
https://youtu.be/HuHRaN7Dbcs
Versão com áudio Inglês disponível no Youtube
Conferir Sincronia, pois a legenda foi gerada para áudio italiano
 

01 janeiro 2016

Un Animale Chiamato Uomo [Um Animal Chamado Homem] - Especial Brasil


Um Animal Chamado Homem
Un Animale Chiamato Uomo
An Animal Called Man - USA
Cei Homme est un Animal - França
Produção: Itália 23 de Dezembro 1972
Diretor: Roberto Mauri
Escrito: Roberto Mauri
Produção: Romano Vincenzo (Mano Vincenzo)
Duração: 86 minutos
Música: Carlo Savina     
Fotografia: Luigi Ciccarese          
Edição: Adriano Tagliavia            
Co Produção: Lattes Cinematografica
e Virginia Cinematografica
Locações: Villa Mussolini - Roma

Vassili Karis - Bill “Dedos Ágeis” Matson/Billy Boy
Gillian Bray (Lillian Bray) - Dra. Yvette
Craig Hill - Mark Forester/Foster
Gilberto Galimberti - Joe
Omero Capanna - Johnny “Língua Veloz” Matson
Carla Mancini - Mulher do fazendeiro                  
Roberto Dell'Acqua - Brigador Loiro na fazenda
Paolo Magalotti - Xerife
Aristide Caporale - Aluguel de Cavalos
e com Sergio Serafini (Sergio Serafin) e Giuseppe Carbone.
 

Roberto Mauri colocou Craig Hill neste filme como mais um pretexto de conseguir atração pelos afecionados do Eurowestern. Realmente este filme é um Espaghetti Western exclusivamente para especialistas e estudiosos do tema do cinema trash assim com eu. 

Colecionadores e saudosistas ainda o buscam para suas filmografias e por possuir alguma cena que os retratam aos bons temos das salas de cinemas da décad de 70. Eu sou um “maluco” assim como eles e a minha opinião sobre filmes como estes são meramente para estudos e historiar o Western produzino da Europa em um tributo aos seus protagonistas, portanto, se alguém for opinar sobre qualidade, esqueçam, esse não é o filme e fujam dele. 


É mais um que apareceu em meio Trinity e Bambino de Enzo Barboni. Roberto Mauri tentou suicidar-se com esta criação de uma dupla de irmãos aprofundando-se em uma comédia sem muito ter do que se rir após a produção de seus outros nove westerns.

Aparentemente dos desajustados viajando em um trenó em forma de barril puxado pela bicicleta francesa de seu Johnny “Língua Veloz” Matson (Omero Capanna), Bill “Dedos Ágeis” Matson (Vassili Karis) encontra-se deitado nele sendo tranportado lembrando “Trinity Ainda é meu nome” em que Terence Hill é puxado pelo seu cavalo numa espécie de cama-trenó. Nenhum cavalo é utilizado, mas sim são pelas pedaladas de Johnny.


Pouparei os diálogos do ínicio mas o seu destino onde chegam é a cidade de Silver City a qual é controlada por um rico fazendeiro “Mark Foster” (Craic Hill).

Ao pisarem na cidade, Johnny arruma uma tremenda luta na rua com uma dezena de populares por causa das gozações da sua bicicleta. Bill participa de um torneiro de tiro cujo primeiro prêmio é de $ 500 dólares e como um bônus, uma noite com a prostitula Yvette (Gillian Bray) dançarina do Bunny Saloon e formada em medicina na França. As roupas esfarrapadas usadas por Bill é um perfeito disfarce para ignorarem-no como um bom atirador e todos mordem a isca.


Foster é o campeão local, mas isso muda quando o mal trapilho Bill o vence no torneio em que é decidido apagando as cinco velas acesas contra as quatro de Foster. A inveja e a arrogância de Foster o leva a proporcionar posteriormente ao torneio, muitas situações que farão com que os irmãos lutem para defender os rancheiros locais que são explorados pelo fazendeiro.

Filmado na Itália nos Elios estúdios este uma Co produção da Tele Itália, portanto, com poucos recursos. Uma comédia politica já que envolve autoritarismo, chantagem, extorção e corrupção em meio aos mais pobres pelo bando de Foster lidaerado por “Joe” (Gilberto Galimberti) sempe bom no papel de vilão.


Johnny chama Bill de burro algumas vezes e pricipalmente nas duas vezes em que ele é alvejado nas nádegas pelos homens de Joe. Yvette, a sua médica particular, lógico trata de fazer os curativos nos seus ferimentos.

As danças da Dra. Yvette (Gillian Bray) e as roupas sensuais que usa no quarto para pagar o bônus de Bill são um show de sensualidade a parte para os olhos dos cowboys.

O xerife (Paolo Magalotti) sempre tentando encontrar provas para incriminar Bill de um assalto no armazém mas Foster elimina a prova do roubo de Johnny para que possa matá-lo ao invés de que ele pague na prisão.


Para provocarem Foster, eles começam a sabotar as suas cobranças de propina aos seus fazendeiros explorados. Eles passam a tirar dinheiro à força dos fazendeiros em nome de Foster provocando-o ainda mais.

Foster os faz prisioneiros na sua fazenda, mas Bill oferece os seus trabalhos ilícitos como sócio nas extorsões, coisa que Foster nunca aceitaria. Os atores fazem o que eles podem, e isso é muito limitado para Karis e Capanna. Quanto a Craig Hill, só dá ordens aos capangas e termina sua última cena em um caixão fúnebre onde acontece uma votação para saber quem irá substituí-lo como chefe.


Uma cena engraçada que destaco é a eleição entre Joe e Bill para eleger quem deve assumir o lugar de Mark Foster por serem sócios nos golpes mas Bill só tem seu irmão Johnny a seu favor na votação e o resto são vários homens de Joe que votam em Joe.

Uma eleição para cumprir as regras do jogo mesmo sabendo-se qual seria o resultado. Como um de seus últimos recursos Foster contrata Johnny, um pistoleiro profissional mata matar Bill e em um belo duelo no saloon, Bill vence o páreo em legítima defesa na frente do xerife, poupando a sua prisão.



O bando de Foster tenta várias formas de eliminar os irmãos, mas eles são muito espertos. Uma das tentativas é a clássica entrada no quarto do hotel e surpreendê-los na cama, mas inútil. Após este último ataque os irmãos decidem visitar Foster em sua fazenda e surpreendê-lo mas ao chegar o encontram morto por Joe que deseja assumir o seu lugar.


Em uma última tentativa em emboscar os dois irmãos o bando finalmente é eliminado e Bill termina com outro tiro nas nádegas. A roupa de Johnny Matson é algo de surreal, mas muito frequente nos Espaghettis. Uma calça Jeans azul, camisa cor de rosa, casaco listrado nas cores preto, branco, roxo e azul, uma cartola com um adereço sugerindo a bandeira americana e uma bota branca, isso mesmo, uma bota branca que presenciei uma única vez em um western. Hilário.
No geral é uma divertida e sarcástica comédia em que os irmãos Matson conseguem livrar os rancheiros da exploração de Mark Foster e Bill Matson ainda leva Yvette com ele partindo da cidade por ordem do xerife.


A música a não ser o tema do filme são variações de outros westerns compostas por Carlo Savina.
Possuo duas verões em DVD de cópias de VHS, sendo uma com áudio italiano e outra em inglês mas ao que parece estão na íntegra sem cortes e isso é importante para colecionadores.


Sei da existência de uma versão francesa e que segundo comentários é boa e sei também que é uma copia de VHS mas ainda não tive acesso a ela para opinar. Foi mais uma boa tentativa de tentar sobreviver com o Espaghetti Western Comédia como tantos outros o fizeram mas não a atura de Bud-Hill com a direação de Enzo Barboni e Tonino Valerii. Inédito na TV brasileria.



Trailer original áudio Inglês

31 agosto 2015

Sartana no Vale da Morte [Sartana nella valle degli avvoltoi] 1970 “King for a Day” Letra/Lyric

Sartana Nella Valle Degli Avvoltoi [Itália, 15 de Agosto de 1970]
Sartana no Vale dos Gaviões - Brasil
Sartana no Vale da Morte - Brasil
Sartana no Vale dos Mortos - Brasil
Sartana En el Valle de la Muerte - Espanha
Sartana en el Valle del Oro - Espanha
Sartana dans la Vallée des Vautours - França
Balladen om den Döda Dalen - Suécia
Sartana Ölüm Vadisi - Turquia
Ballad of Death Valley - USA
Sartana in the Valley of the Vultures - USA
Der Gefürchtete - Alemanha
   
Música: Augusto Martelli & Betsy Bell
Intérprete: Augusto Martelli

“King for a Day”

A king for a day,
A poor boy for the life,
I hear people say,
When they see me go by.

A king for a day,
Doesn't say just like much,
But a love of the day
Make me king anywhere.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A King for a day,
A poor boy for the life.
I'm in a total joy,
As you rest tears and strive.

A king for a day,
A sure glory I've seen,
But it's better, as said
And just never have been.

To know, real love is all you need,
No matter, if love for long.
To hold real love should be your dream,
No matter, if all goes wrong.

A king for a day…

Nota: A atriz alemã Betsy Bell que compôs a música em parceria com Augusto Martelli faz um pequena e sexy performance cantando a música no saloon.

Tema vocal
 
Tema instrumental
 

15 julho 2014

Bada alla tua pelle Spirito Santo! [Benvindo Espirito Santo! - Brasil]


Benvindo Espirito Santo! - Brasil
Bada alla tua pelle Spirito Santo!
Return of the Holy Ghost  - USA.

Produção: Itália 07 de Maio de 1972
Direção: Roberto Mauri              
Musica: Carlo Savina     
Duração: 86 minutos
Fotografia: Giuseppe Pinori
Escrito: Roberto Mauri 
Co Produção: Cepa Cinematografica

Vassili Karis - Epirito Santo/Holy Ghost/Tenente Albert Donovan/Lee/Tio Bert
Craig Hill - Coronel John Mills
Remo Capitani (Ray O'Connor) - Diego D´Asburgo
Giovanni Cianfriglia (Ken Wood) - Garibaldi/Garibaldino
Augusto Funari - O Pirata
Omero Capanna - O Pastor/Rizadinha
Aldo Berti - Limpa Nariz/Caccola/Irlandês
Maria Francesca Pomentale (Daria Norman)- India Suomi
José Torres - Banqueiro Jim Charlie
Lilian Tyrel - Margaret/Magie
Gaddo Gelli - O pequeno Thomas/Tommy
Tom Felleghy - Coronel
Fortunato Arena - Pai da índia Suomi
Lina Franchi - Mãe da índia Suomi
Salvatore Billa - Sargento William Barrett/William Barney
Lorenzo Piani - Bill (cavalos roubados)
Attilio Pelegatti - Comandante 
E com Vittorio Fanfoni e Malfisa Macelloni.


Segundo capítulo da trilogia dedicada ao "Espírito Santo", interpretado por Vassili Karis e com participações de Craig Hill, falecido em 21 de Abril de 2014.
Histórias e personagens malucos que retornariam no terceiro episódio ainda mais bizarro e interessante.
O tom alegre e as performances dos cinco degenerados malucos (Capitani, Cianfriglia, Berti, Capanna e, Funari) que ainda com cenas mais violentas, não cessam o bom humor.
A linguagem usada é bem baixa com palavrões em excesso e em uma pequena cena, Omero Capanna [1942-2003] considerado um dos melhores dubles do cinema, ainda canta um  pequeno trecho do hino nacional que inclusive pode passar desapercebido. 


Se Giuliano Carmineo criou "Uomo Avvisato Mezzo Ammazzato ... Parola di Spirito Santo - 1971" (Espírito Santo, O Justiceiro – Brasil) como um piloto para uma nova série com Gianni Garko (John Garko), certamente falhou a este respeito ou desistiu, pois quem simpatizou-se com a ideia do personagem e criou uma Trilogia para "Espírito Santo", escrito e dirigido foi o diretor Roberto Mauri.
Estrelado por Vassili Karis e basicamente com o mesmo elenco e equipes de trabalho em dois anos de filmagens para os três episódios.
O personagem Espírito Santo apresentado por ele nesses filmes tinha uma inspiração no ator John Garko que interpretava Sartana.


“...E Lo Chiamarono Espirito Santo! – 1971” (E o Chamaram Espírito Santo – Brasil) foi o primeiro dos três, este com Vassili Karis e Dick Palmer. Esta trilogia começou com um clima sério e com um pistoleiro Karis que, mudou visivelmente para um clima mais comédia nos outros seguintes.
Este [Bada alla tua pelle Spirito Santo!] (Benvindo Espírito Santo! - Brasil), foi a segunda sequência da trilogia de "Espirito Santo", personagem criado por Giuliano Carmineo que Roberto Mauri usou e lançou o seu primeiro na Itália em 7 de Maio de 1972 simultaneamente com a terceira parte [Spirito Santo e la 5 Magnifiche Canaglie] (Espirito Santo e os Cinco Mafníficos Cananlhas - Brasil).


Basicamente nas três sequências, foram utilizados o mesmo elenco, cenários, locações, enfim; O diretor seguiu fielmente as características que ele desejava em criar um personagem sólido nas telas, assim com Gianfranco Parolini criando os seus Sartana e Sabata.
A origem de Espirito Santo foi mais uma tentativa de se criar mais um cultuado herói no Western Espaghetti, e porque não? Com o sucesso alcançado com Ringo, Sabata e outros, tudo seria possível. "Sartana Camposanto" é inesquecível, um tipo de uma marca que perduraria para sempre.


Benvindo Espírito Santo [Bada alla tua pelle, Spirito Santo!] mostra um herói com laços familiares um pouco mais afetivo com a sua cunhada, seu irmão e seu pequeno sobrinho em uma humilde fazenda. Neste, “Espírito Santo” trabalha secretamente como o agente do governo americano, Albert Donovan e o seu trabalho mais uma vez diz respeito a um carregamento de ouro desaparecido e trocado por um carregando de ouro falso em meio ações do exército.

Todo o ouro desaparecido tem a custódia de um falso Coronel do exército que planeja todo o roubo da carga. No inicio do filme presenciamos o assassinato do verdadeiro Coronel, mas somente ao longo da história é que se saberá que Craig Hill assassinou e assumiu a identidade de falso Coronel Mills e o comando do Forte Fênix.


Após roubar e esconder o ouro, o falso Coronel John Mills já está enviando remessas de lingotes falsos, o que causa preocupação e prejuízo tanto para Jim Charles (José Torres), o gerente do banco recebedor das cargas falsas quanto ao bando de vilões interessado em possuí-lo.
Roberto Mauri apresenta o personagem de um bandido líder excêntrico que também haveria de participar do terceiro filme da trilogia. Remo Capitani interpreta Diego de Habsburgo, um homem grande, barbudo no traje militar napoleônico que afirma ser descendente do Imperador Maximiliano (que, de fato, havia morrido apenas cinco anos aproximadamente antes das filmagens).
No Espaghetti Western, muitos líderes revolucionários e anarquistas vestem trajes às vezes Napoleônicos e Franco-Militares fazendo uma alusão a poder e liderança, sabendo-se que Napoleão foi um conquistador e ditador nato.


Sua gangue de malfeitores é incrivelmente abominável e com fantasias criadas aparentemente identificando cada característica e comportamento de cada um deles:
Ken Wood é "Garibaldino", um assassino frio e sem escrúpulos; Augusto Funari é um maníaco conhecido como "Morgan, o Pirata do Oeste", Omero Capanna é o "Priest (Pastor)" que na versão brasileira ficou conhecido como "Rizadinha"; E o corcunda que vive o tempo todo limpando o seu nariz é Aldo Berti "Nariz Caccola" que na versão brasileira é identificado como Professor e ou “O Irlandês”.
São bandidos maldosos e ao mesmo tempo cômicos por suas esquisitices e loucuras, mas em situações melhores que o anterior.


Uma edição muito longa para pouco roteiro e cenas muito escuras prejudicam o filme e muita ação se perde em cenas como no tiroteio noturno na cidade quando o bando de Diego cai em uma cilada do Exército.

A trilha sonora de Carlo Savina ajuda dar o ritmo e Vassili Karis aqui poderia ter valorizado mais o personagem. Ao final da aventura, Espírito Santo começa um romance com uma garota indiana "Suomi" (Maria Francesca Pomentale), hoje Francesca Harrison, esposa de Richard Harrison [100.000 Dollari Per Ringo] e muitos outros.
Esta atriz, no terceiro e último filme "Spírito Santo e le Cinque Magnifiche Canaglie" desempenharia um papel completamente diferente e apesar de Diego de Habsburgo e seus homens serem vilões famosos, acabam morrendo definitivamente ao final deste.
Parece que Roberto Mauri tinha tomado um gosto por eles e decidiu ressuscitá-los neste filme como rapazes mais bonzinhos.


Em cada um dos três filmes há situações e um assunto independente e diferente a ser tratado, sem qualquer premeditação de se estabelecer continuidades sequencias em suas execuções.

Em termos de desempenho, a trilogia conseguiu seu espaço entre os fãs, mas nenhum deles, com exceção de "Sartana nella valle degli avvoltoi - 1970" (Sartana no Vale dos Gaviões – Brasil) que não faz parte da trilogia e teve no elenco William Berger e Wayde Preston e que alcançou considerável sucesso.


Além disso, as locações inteiramente produzidas na Itália e todas sofreram com um velho oeste muito limitado com muito verde em sua vegetação.
Três aventuras com à peculiaridade de Mauri consideradas Cult e bem ao estilo Barroco.
Exibido pela última vez na Televisão brasileira em "Bang Bang à Italiana" da TV Record em 6 de Abril de 1983.


TRILOGIA ESPIRITO SANTO
(1) Roberto Mauri (26-11-1971) ...E Lo Chiamarono Spirito Santo [...E o Chamavam Espirito Santo]
(2) Roberto Mauri (07-05-1972) Spirito Santo e la 5 Magnifiche Canaglie [Espírito Santo e os Cinco Magníficos Canalhas]
(3) Roberto Mauri (07-05-1972) Bada alla tua pelle Spirito Santo! [Benvindo Espírito Santo!]

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