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29 janeiro 2015

Dinamite Joe [Joe l'implacabile] 1967


Joe Dinamite - Brasil
Joe l'implacabile
Dynamite Joe - USA
Vier Halleluja für Dynamit-Joe - Alemanha

Produção: Itália e Espanha (15 de fevereiro de 1967)
Direção: Antonio Margheriti (Anthony Dawson)
Escrito: María del Carmen Martínez Román
Duração: 98 minutos
Fotografia: Manuel Merino
Música: Carlo Savina
Canção Tema: "Di Ynamight" e "E Love Song" cantadas por Lillian Terry
Producão: Giuseppe Franconi e Cleto Fontini
Edição: Otello Colangeli    
Design: Teddy Villalba    
Figurinos: Mario Giorsi
Co Produção: Hispamer Films e Seven Film



Rik Van Nutter (Clyde Rogers) - Jon/Joe Ford/Dynamite Joe
Halina Zalewska - Betty
Mercedes Castro (Merce Castro) - Garota Bruna (Guarda sol)
Renato Baldini - Jury Nenson/Nensars
Santiago Rivero - Senador Senneth/El Sol
Bernabe Barta Barri (Barta Barry) - Esponja/Cocheiro
Alfonso Rojas - Xerife
Dario De Grassi - Foster
Franco Gulà - Homem Velho Barbudo no Banheiro
Ricardo Palacios - Lider dos Bandidos Mexicanos
Juan Olaguivel - Barbudo na Briga do Saloon
Vicente Roca - Diretor do Banco/Cigno
e com Aldo Cecconi, Claudio Scarchilli, Saturno Cerra, Barbara Davy, Mario P. Luchino, e Rufino Inglés.

Após o final da Guerra Civil americana, para pôr um fim às inúmeras emboscadas sobre os comboios de transporte de ouro da cidade de Mineral City, que são uma ameaça real para as finanças do governo americano, o agente Joe Ford, “Dinamite Joe” como é conhecido, é convocado urgentemente pelo seu amigo “Senador Senneth” coma essa missão: Conter os ataques em um plano elaborado que será posto em execução no próximo carregamento. Joe será encoarregado de controlar esta próxima transferência. 
Uma diligência em ouro maciço é construída para tentar ludibriar os bandidos e fazer dela o próximo carregamento, mas outros interessados também estarão atrás do ouro inclusive pessoas ligadas ao plano de Joe.
Joe, um especialista em manusear explosivos honra o seu titulo entrando na reunião por um buraco na parede aberto pela explosão de uma dinamite detonada por seguranças ao revistarem sua bagagem na sua chegada. Toda reserva de ouro coletado nas minas de Mineral City estará fundido e transformado secretamente numa diligência da Wells Fargo.

Um minerador trapaceiro também está por trás dos assaltos, aproveitando a sua posição estratégica como vantagem no planejamento dos mesmos desejará a qualquer custo por as mãos nessa diligência 


O banqueiro local “Jury Nelson” e o fora-da-dei “El Sol” também têm intenções de enriquecer rapidamente aproveitando-se do episódio. Dinamite Joe terá que lidar com todos eles cada um a sua maneira.

Em algumas cenas explosivas o diretor utiliza-se da técnica de miniaturização de maquetes, dando impressão de grandiosidade como nos épicos Peplums. Joe encarna um tipo James Bond inglês, um 007 cheio de conhecimentos científicos e audaciosos truques debaixo da manga quando se vê em apuros.

O personagem lembra a série James West (Wild, Wild, West) dos anos 60 com Robert Conrad. Joe, sempre com o seu terno branco, rodeado de belas mulheres, galante, sedutor e com um sorriso sem graça o tempo todo em seu rosto é convecido de que é mesmo astuto e invencível.

Antonio Margheritti faria logo em seguida dois outros Espaghettis superiores a este: (E Dio Disse a Caino...) e (Joko Invoca Deus...e Muori) tentou fazer este bem mais humorístico. “Dinamite Joe” foi lançado em 1967, antes do surgimento do personagem Trinity “Lo Chiamavano Trinità” de Enzo Barboni. Acredito que o seu melhor Western foi “Cavalgada Infernal” de 1975 (Take a Hard Ride) com Jim Brown e Lee Van Cleef.


Algumas situações são irônicas e engraçadas como o chefe do bando mexicano interpretado por “Ricardo Palácios” que faz com que seus capangas carreguem o seu trono por onde quer ele vá.
Uma companhia de dançarinas de saloon que estão em uma diligência e são forçadas a ajudar Joe a defender um Forte dos bandidos mexicanos pela própria sobrevivência.
Um canhão que é usado por mulheres na batalha.

Abrindo o filme, o diretor Antonio Margheriti (Anthony Dawson) faz uma homenagem à Sergio Leone e a Clint Eastwood, colocando Joe na entrada da cidade esperando por um grupo de bandidos mexicanos, todos procurados pela justiça e que vão todos pelos ares com uma dinamite lançada por Joe que é notado usando um poncho idêntico ao do “Homem sem Nome” (Blondie) de “Por um Punhado de Dólares”.

Na trilha sonora estão duas músicas vocalizadas sendo a música de abertura "Di Ynamight" tema de Joe composta por Don Powell e Carlo Savina e outra "E Love Song" composta por Mac Donell [supostamente também Don Powell] e Carlo Savina.
Ambas as duas interpretadas em cenas no saloon pela cantora Lillian Terry, dublada pela  atriz Mercedes Castro (Merce Castro).

Não pode-se esperar muito do filme, mas marca o início da era Western-Comédia que começava a emergir na Europa. Para mim este filme tem um sabor especial porque foi o primeiro Espaghetti Western que tive contato por meio de um cartaz de jornal quando lançado em nossos cinemas em 1967 em São Paulo, Brasil ainda quando eu era criança.
Nunca antes exibido na TV brasileira
“Para colecionadores, pesquisadores e historiadores”.

Trailer Italiano "Joe Dinamite" Youtube

Dinamite Joe 
Formato AVI 
Áudio Espanhol 
Legendas Português Brasil 
Duração: 91 minutos 
Link na WEB: 
http://uploaded.net/file/mpk2yu6a

11 agosto 2014

Django Volta Para Matar [Mestizo] Django Non Perdona!


Django Volta para Matar – Brasil 1966
Django Não Perdoa!
Mestizo - Espanha
Django Non Perdona - Itália
Django Does Not Forgive - USA

Produção: Espanha 1966
Direção : Julio Buchs            
Musica: Antonio Pérez Olea
Fotografia: Francisco Sempere e Francisco Sánchez
Duração: 95 minutos
Escrito: Julio Buchs, Bautista Lacasa e José Luis Martínez Mollá  
Produção : José Frade e Luis Méndez
Edição:  José Antonio Rojo  
Decoração de Set: Román Calatayud            
Co Produção: Atlántida Films, José Frade Producciones Cinematográficas S.A.



Hugo Blanco (John Clark) - Peter Lembrock / Django
Susana Campos (Evelin Therens) - Helen Patterson
Gustavo Rojo - Lex
Luis Prendes - Capitão Dickinson
Carlos Casaravilla - Bunny, mascate
Armando Calvo – Lecomte/Lacombe
Alfonso Rojas - Sargento O'Neil
Nuria Torray - Paulette Renoir             
Ricardo Canales - Renoir
Ángel Ortiz - Brandon, pelotão de Lex
Luis Marín - Tallow, guia
Milo Quesada - Tenente
Luis Induni  - Bordeaux, Segurança de Lecomte
Alfonso de la Vega  - Montada do pelotão de Lex
Santiago Rivero – Agente Indígena/Delaine
Gonzalo Esquiroz, Juan Cortés,
Rufino Inglés – Sr.Patterson
Ángel Menéndez  - General Strange
Miguel de la Riva – Sentinela Montada/Bonito Ray
Frank Braña - Gangue de Lecomte escoltando Renoir
Fernando Sánchez Polack - Louis Riel
E com Antonio Moreno, Ricardo G. Lilló, Rafael Vaquero, Alfredo Santacruz, Juan de Haro, Rafael Ibáñez, Denis Heaton, Fernando Bilbao, Marcelino Pérez, Antonio Orengo, Manuel Miranda, Rafael Romero e Saturno Cerra.



A história se passa no ano de 1885 onde se dera a Revolta de Riel, uma das batalhas mais sangrentas do Canadá. Um Espaghetti Western filmado na Espanha e ambientado atrevidamente pelo diretor Julio Buchs no Canadá. 

É a trajetória de um caçador mestiço chamado Peter (Hugo Blanco), que ao retornar de uma temporada de caça à seu povoado conhecido como Lantwack, região dos índios Cree, chega a sua casa e encontra a sua irmã Carol a qual cometera suicídio por enforcamento e descobre que ela foi estuprada por um sedutor, um Casaca Vermelha, um soldado da Polícia Montada Canadense.
 

Por essa razão, ele, mestiço sai buscando a sua vingança a procura do malfeitor começando pelo Forte Pitt onde situa-se o regimento Noroeste da Polícia Montada. Ao chegar oferece-se como guia de campo e é contratado pelo Capitão Dickinson (Luis Prendes), homem duro e justo. Em sua primeira oportunidade na taberna do Forte ele acaba conhecendo um pelotão que acabara de voltar de uma missão e descobre que este pelotão passou por suas terras tendo a esperança de que o homem que matou sua irmã esteja por ali.



Antes, espião do lado mestiço e agora infiltrado no pelotão e trabalhando e apoiando o lado inimigo.
Um sacrifício enorme para obter a vingança. Desconfia do sargento Lex (Gustavo Rojo) e dos soldados de seu pelotão. Enquanto isso, acontece a Revolta de Louis Riel e apoiado por outros dois subordinados Lecomte (Armando Calvo) e Bordeaux (Luis Induni), todos mestiços e aliados aos índios.
Juntos, eles atacam o Forte Pitt do exército Britânico. Enquanto, o mestiço Peter se apaixona por uma garota linda (Susana Campos), a namorada do Sargento Lex, seu melhor e confiável amigo.
Mais tarde, Peter acaba prisioneiro dos índios em troca da liberdade dos sobreviventes de um ataque no Forte Pitt. É preso, sendo maltratado e torturado mas acaba sendo ajudado por Paulette, sua amiga de infância, filha de um fazendeiro mestiço, velho amigo seu.
A fuga só é bem sucedida com a ajuda de Bunny, um mascate que estava de passagem epla região em meio a confusão da guerra.



Um western similar da Cavalaria Monta do Canadá como em “Unconquered” de Cecil B. De Mille. Julio Buchs conseguiu encontrar algumas árvores idênticas as das florestas canadenses na Espanha para conseguir algumas tomadas e simular sua ambientação canadense. 

Deve ter se esforçado muito em conseguir um contingente acima do normal para os Espaghetti Western bem como o guarda roupas para exércitos Inglês, Escocês, Francês, Índios Hurones, Crees, Iroquis e Blackfeet procedentes de terras canadenses em 1885. 
O enredo é de vingança, normal em Spaghetti Western mas aqui a diferença é a presença do conflito racial e por território em meio a guerra. 



Não era costume apreciar conflitos raciais em Espaghetti Western, por isso o faz diferente abrangendo muito essa postura entre índios, mestiços e europeus, ricamente produzida, vale a pena conferir. Uma grande produção a ser considerada para um Espaghetti Western que logo seria esquecido com a chegada de “A Bullet for Sandoval” do mesmo diretor. 
Nas versões internacionais, quando no lançamento foi usado o nome de “Django” em suas variações de título para ajudar na venda do produto, aproveitando-se do sucesso dele, mas já não conseguia confundir muito os fãs. Mais uma prova do uso impensado do nome Django em que neste filme nada consta sobre ele. 



Os ataques índios, no entanto, seguem os modelos americanos em extensos campos abertos. A batalha final é emocionante e espetacular, com centenas de figurantes, quando o regimento do Capitão Dickinson está cercado pelos índios e tropas de Louis Riel. 
Bem realizada pelos produtores das cenas de ação graças a colaboração e contingente do Exército Espanhol mencionado nos créditos finais. Regularmente interpretado por Hugo Blanco, Gustavo Rojo, Luis Prendes convincente como o rígido capitão. 

Menção especial para Armando Calvo, um veterano do cinema espanhol, aqui agindo como um rebelde desagradável. Muitos outros rostos frequentes do Espagehtti aprarecem aqui em um grande time como: Alfonso Rojas, Rufino Inglés, Frank Braña, Rafale Vaquero, Luis Marin entre outros. 

A fotografia de Francisco Sempere poderia ter sido melhor, sendo necessário uma remasterização direta antes mesmo de ser lançado por causa da cópia de má qualidade. Filmado em Las Rozas, Manzanares, Navacerrada Madrid, o filme foi produzido com um bom orçamento pela Atlantida Films Produções e Jose Frade que financiaram vários outros de sucesso nos anos 60 e início dos anos 70, como: Desafio de McKenna, Os Violentos Vão para o Inferno, Vamos a Matar Companheiros. 
 

Um roteiro baseado em fatos históricos sobre A Revolta de Riel.
Louis Riel David era um político canadense, um dos fundadores da província de Manitoba, e um líder político e espiritual do povo Métis do Canadá. Ele liderou dois movimentos de resistência contra o governo canadense. Riel procurou preservar direitos e cultura de Métis enquanto suas pátrias no noroeste vieram progressivamente sob a esfera de influência canadense. 
Ele é hoje considerado por muitos como um herói popular canadense. A primeira resistência foi a Rebelião de Red River de 1869-1870. O governo provisório estabelecido por Riel negociou finalmente os termos em que a província moderna de Manitoba entraram na Confederação Canadense. Riel foi forçado ao exílio nos Estados Unidos, como resultado da execução controversa de Thomas Scott durante a rebelião.



Apesar disso, ele é frequentemente referido como o "Pai de Manitoba". Enquanto um fugitivo, ele foi eleito três vezes para a Casa dos Comuns canadense, embora ele nunca assumisse sua cadeira. Durante estes anos, ele estava frustrado por ter que permanecer no exílio, apesar de sua crença crescente de que ele era um líder divinamente escolhido e profeta, uma crença que viria a ressurgir e influenciar suas ações.


Riel voltou ao que é hoje a província de Saskatchewan para representar queixas Métis ao governo canadense.
Esta resistência se transformou em um confronto militar conhecida como A Rebelião Noroeste de 1885 a qual se retrata neste filme. Ela terminou em sua prisão, julgamento e execução sob a acusação de alta traição. Riel era visto com simpatia nas regiões francófonas do Canadá, e sua execução teve uma influência duradoura sobre as relações entre a província de Quebec e de língua Inglês no Canadá.

Se visto como um Pai da Confederação ou um traidor, ele continua a ser uma das figuras mais complexas, controversas e, finalmente, trágicas da história do Canadá. 

Um mestiço que busca vingança pela morte de sua irmã, que se mata depois de ter sido estuprada por um oficial da Polícia Montada do Canadá.

Ele se envolve na revolta histórica de mestiços e índios liderados por Louis Riel em 1885 contra o governo canadense.



Bem dirigido por Julio Buchs que era um especialista em “thriller” como: “Salario De Crimen”, “Alta Tension” e “Trumpets of Apocalypse” e com o Espaghetti em “Los Desesperados”, “I'll kill him and return alone”, “El Hombre Mató Billy Kid” e “Django does not forgive” mas o melhor deles considerado pela crítica foi “A bullet for Sandoval”, seria considerado um dos melhores de Buchs.

Outro filme de destaque em sua carreira foi “Encrucijada Una Monja”, com Rosanna Schiaffino interpretando uma freira. Julio Buchs teve sua morte prematura aos 46 anos de idade. Originalmente lançado nos cinemas brasileiros como “Django Volta para Matar” e mais tarde sendo rebatizado como “Django Não Perdoa!”.