Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.
Mostrando postagens com marcador Enrico Maria Salermo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enrico Maria Salermo. Mostrar todas as postagens

26 junho 2016

Bandidos [Um Dólar Para Matar] (Crepa tu... Che Vivo io)


Um Dólar Para Matar - Brasil
Bandidos - Brasil
Bandidos - Crepa tu... Che Vivo io - Itália
Banditos - Blodhævn over Billy Kane - Dinamarca
Bandidos - Elä Kostaaksesi - Finlândia
Bandidos - França
Banditos - Grécia
Guns of Death/You Die... But I Live - USA

Produção: 15 Outubro, 1967 - Itália - Espanha
Direção: Massimo Dallamano (Max Dillman)
Música: Egisto Macchi e versões vocais “La ballata del treno” em inglês e italiano interpretadas por Nico Fidenco.
Duração: 91 minutos
Fotografia: Emilio Foriscot
Escrito: Juan Cobos-Luisi Lasco-Luis Laso-Romano Migliorini-Gianbatista Mussetto.
Co Produção: EPIC, Hesperia Films S.A.


Elenco:
Enrico Maria Salermo - Richard Martin (Itália 1926-1994)
Atuou em inúmeros policiais italianos e nos westerns “Un Treno per Durango”
(Um trem para Durango - 1968 “Lucas”), e em “Sentenza di Morti” Sentença de Morte - 1968 como Montero). Dublou a voz de Clint Eastwood na versão italiana de "Por um Punhado de dólares".

VenantinoVenantini - Fantástica atuação como o bandido Billy Kane, talvez esta tenha sido a sua melhor performance nos westerns italianos, tendo em vista suas pequenas participações como simples figurante nas gangues de bandidos por falta de oportunidades.


Terry Jenkins - Ricky Shot / Philip Raymond (Ator Ingles 1936-2009) fez seu único Western italiano mas sua carreira só deu sequencia mesmo nos Estados Unidos.

Chris Huerta interpreta o bandoleiro "Vigonza" lembrando o lendário Fernando Sancho.
Sempre que se vê um gordinho careca nos westers italianos lá está ele.



Marco Guglielmi - Kramer (Ex-gangue de Billy Kane)
Fred Robsahm - Capanga de Billy Kane que pega uma carta de baralho antes de ser morto por ele em um sorteio.
Aysanoa Runachagua - Mexicano com bigóde dono da fazenda invadida por Vigonza.
Aysanoa também pode ser lembrado em "O bom, o mau e o feio". Victor Israel - Condutor baixinho do trem que só aparece na cena inicial do filme jogando um forasteiro do trem mas que atuou em inúmeros westerns com aquele seu olhar esbugalhado.


Maria Martin - Betty Starr, cafetona do grupo de garçonetes do sallon. Sempre belíssima nos westerns.
Osiride Pevarello -Homem barbudo no saloon
Giancarlo Bastianoni - Sam
Renzo Pevarello - Hezekiel e tambem com
Roberto Messina, Antonio Pica, Valentino Macchi, Arthur Chase, Gino Barbacane, Juan José Milian, Franco Morici, Luciano Pallocchia, Jesús Puente, Massimo Sarchielli, Claudio Scarchilli e Giancarlo Sisti.



Na época ainda um desconhecido mas competente elenco para este que após muitos anos na obscuridade viria se tornar um clássico para os fãs.
Lançado nos cinemas italianos em 15 de Outubro de 1967 e posteriormente no Brasil com o título “Um dólar Para Matar”.


Richard Martin (Enrico Maria Salermo), habilíssimo e renomado pistoleiro está viajando em um trem que é atacado pelo bando do mexicano  Vigonza e com parceira de outro bando, o de Billy Kane, um ex-aluno seu em tiro ao alvo.

Durante o golpe, Kane poupa Martin, mas somente depois de atirar e perfurar suas mãos inutilizando-as. Anos depois Ricky Shot, um jovem que é procurado injustamente acusado de ter participado do roubo ao trem aparece e Martin agora treina o jovem “Ricky” para que possa matar Billy Kane utilizando-o para concretizar assim sua vingança.
Surge uma oportunidade para Shot matar Billy, mas é impossibilitado, pois Billy é a única testemunha de sua inocência.
As várias situações levam Martin a duelar com Billy ao final.

Links disponíveis na Web em 4 partes com a legenda ptbr.srt:

Formato Avi
Resolução: 528 x 384 pixels/Letterbox
Extensão do vídeo: MPGE-4
Duração: 92 minutos
Tamanho: 702 MB
Áudio: Português/Inglês
Legendas: Português Pt.str.

http://www.mediafire.com/?6ov8jp92hj2jhga
http://www.mediafire.com/?z98vhcsob32yx43
http://www.mediafire.com/?i0apxkzey2igqcp
http://www.mediafire.com/?iu170pmduu076qu

Legenda/Subtitle revizada 2016
Curiosidades e Tudo sobre este filme aqui
Fotos em Preto e Branco cortesia de Marcos Maurício Lima - BH - Minas Gerasi - Brasil 

 Versão com áudi Português do Brasil

09 março 2016

Un Treno Per Durango [Um Trem Para Durango] Especial Brasil


Um Trem para Durango - Brasil
Un Treno per Durango - Itália
Train for Durango - USA
Влак за Дуранго - Bulgária    
Helvedesbanden fra Mexico - Dinamarca    
Un Tren para Durango - Espanha    
Viimeinen juna Durangoon - Finlândia    
Un Train pour Durango - França    
Ena Traino gia to Durango - Grecia     
A Durangói Vonat - Hungria   
Ett tåg till Durango/Sista Tåget till Durango - Suécia
Der Letzte Zug nach Durango - Alemanha


Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano, José Gutiérrez Maesso e Duccio Tessari
Duração: 90 minutos
Produção Itália e Espanha 06 de Janeiro de 1968
Co Produção: M.C.M. e Tecisa
Produção: Bianco Manini
Música: Carlo Rustichelli e Bruno Nicolai  
Fotografia: Enzo Barboni   
Edição: Renato Cinquini   
Gerente de Produção: Ferruccio De Martino
Distribuição original no Brasil: Century vídeo



Anthony Steffen - Gringo
Mark Damon - Brown
Dominique Boschero - Helen
Roberto Camardiel - Lobo
José Bódalo - Lobo/Chefe Mexicano
Manuel Zarzo - Heraclio/Capanga de Lobo
Aldo Sambrell - Capitão Exército Mexicano
Enrico Maria Salerno - Lucas
Rafael Albaicín - Capaganga de Lobo
Simón Arriaga - Capanga de Lobo
José Canalejas - Manuel/Capanga de Lobo
Tito García – Pedro/Ticket do Trem
Goyo Lebrero - Gonzalez
José Manuel Martín - Revolucionário
Joaquín Parra - Capanga de Lobo
Lorenzo Robledo - Escolta no Trem
e com Mirella Manini, Ric Burton Jr. e  Arturo Fuento.


Anthony Steffen estrelou este filme em 1967, dirigido por seu velho conhecido Mario Caiano sob o pseudônimo de William Hawkins e produzido por Bianco Manini, responsável pelo explosivo personagem Gringo.
O filme tem outro militante no elenco, Enrico Maria Salermo, um excelente intérprete, dublador de Clint Eastwood em “Por um Punhado de Dólares” e futuro diretor de dramas europeus. Em “Um Trem para Durango” constitui-se uma sátira aos Zapata-Spaghetti, ao ciclo, não à ideologia.

A divertida trilha sonora do veterano Carlo Rustichelli acompanha muito bem o ritmo da aventura. A ação começa quando revolucionários mexicanos atacam um trem, roubam um cofre cheio de ouro e raptam a jornalista Hélène (Dominique Boschero). Entre os passageiros, apenas o norte-americano e aventureiro Gringo (Steffen) e o mexicano Luca (Salermo) sobrevivem.


A dupla se apodera das chaves do cofre e parte em busca dos rebeldes. Gringo pretende resgatar Hélène e botar as mãos na fortuna roubada. A seu parceiro, somente a fortuna interessa. Frequentemente envolvidos em enrascadas, os anti-heróis são salvos diversas vezes por um cavalheiro misterioso (Mark Damon) a bordo de um automóvel Oldsmobile. Munido de pistola, rifle, metralhadora e granadas, a princípio ele se apresenta como Brown.

Depois, revela ser o major Samuel Lee Barrett, incumbido pelo Exército dos Estados Unidos de recuperar o ouro roubado. Em conclusão. Descobre-se que ele não passa de um vigarista ianque de nome MacPherson. Brown/Barrett/McPherson abandona Gringo e Luca no meio do deserto e foge com o ouro e Hélène na verdade é sua esposa.


Na pele da mulher do trambiqueiro, a francesa Dominique Boschero esbanja malícia. A atriz, cujo currículo inclui trabalhos ao lado do conterrâneo Jean-Paul Belmondo, da italiana Gina Lollobrigida e do norte-americano William Holden, relata lembranças: “Caiano era diretor talentoso; Steffen, uma pessoa simpática; Enrico, muito complicado. Ele pregava ideias comunistas o tempo todo, a não ser quando estava bebendo, Quanto ao Mark, íamos nos casar. Contudo o relacionamento não seguiu adiante”.

O norte-americano Mark Damon começara a carreira na Hollywood dos anos 1950 em filmes B, mas sagrou-se astro na Itália na década de 1960.


Enzo Barboni foi o diretor de fotografia de Caiano neste filme e posteriormente usaria o pseudônimo de E. B. Clucher para dirigir “Chamam-me Trinity” (1970) e “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971). Nesses dois westerns de enorme sucesso, Mario Girotti [Terence Hill] e Carlo Pedersoli [Bud Spencer] são os irmãos Trinity e Bambino. Esfarrapados como Gringo e Luca, eles vivem igualmente metidos em encrencas.
O filme com Steffen e Salermo aposta na comédia de situações; a série protagonizada por Hill e Spencer, no pastelão.


Teria sido deste filme uma suposta ideia da criação dos personagens da série Trinity, tendo em vista o envolvimento direto de Barboni Em “Um Trem para Durango”? Quem sabe? A despeito do tom humorístico, “Um Trem para Durango” evidencia influências comunistas do diretor Caiano e do produtor Manini. A Revolução Mexicana merece várias menções no roteiro do próprio Caiano e Duccio Tessari criador da série “Ringo” e diretor de outros Espaghetti-Político-Satírico, como em “Uma Dupla de Mestres” (1971).


O ouro roubado do trem pertence à fábrica norte-americana Colt, acusada de fornecer armas à ditadura de Porfírio Diaz. Ainda sobram farpas à crise econômica. Uma das cenas mais arriscadas da carreira de Steffen está neste filme onde Gringo e Luca, são enterrados até o pescoço no chão e um bando de cavalos galopa em sua direção.

Os cascos dos cavalos não atingem Steffen e Salermo por centímetros. As imagens evidenciam não haver dublês em cena. Steffen comenta que conseguiu fazer a cena porque era jovem e maluco. “Eu tinha que ganhar o pão nosso de cada dia.”


Um filme montado em uma linguagem muito agradável que faz o fã gostar dele. Uma ótima fotografia que atravessa paisagens inesquecíveis como algumas onde fora filmado "Por uns dólares a Mais" e muitos outros. Filmado na Espanha, mas você se sente realmente nas terras áridas do México. No bando de Lobo, faltou somente Frank Braña para completar o time de bandidos que morrem nas pradarias espanholas, mas todos os conhecidos nos filmes de Leone e vários outros estão presentes.

Enrico Maria Salerno [Bandidos] (1967) é Lucas, o companheiro e parceiro mexicano do Gringo. Faz um perfeito e bem desempenhado papel que lembra "Tuco" em (O Bom, o Mau e o Feio); ele é manhoso, sorridente, alegre, otimista mas não é totalmente confiável.

Esta é uma comédia que deu certo no Espaghetti ao contrário de muitas outras tentativas de outros diretores que já descrevi aqui neste blog. O filme tem várias cenas muito engraçadas que realmente faz rir e é uma memorável produção nos tradicionais moldes Espaghettis com um final surpreendente divertido. Inédito na TV Brasileira.


Lucainena de las Torres é um municipio espanhol da provincia de Almería, exatamente situado em Sierra Alhamilla. No ano de 2013 contabilizou-se 650 habitantes. Sua extenção é de 123 km² e tem uma densidade 5,4 hab/km². Encontra-se situada a uma altitud de 542 metros e a 53 kilómetros da capital da provincia, Almería.

Desde janeiro de 2013 Lucainena de las Torres tornou-se parte da rede dos povoados mais bonitos da Espanha. Outros filmes rodados em Polopos foram Cem Rifles (1969), Tepepa (1970), Sledge, o homem Marcado (1970), Johnny Yuma (1966), Deus Perdoa... Eu não (1967), Um Trem para Durango (1967) entre outros.

Links disponíveis na Web:
http://www.filefactory.com/file/6zms7htef9tz/Um%20Trem%20para%20Durango_by_gerson.avi
747 Mb
Formato AVI
Ripped VHS
720 x 540 pixels
Áudio Inglês
Legendas Português

DVDRip
Formato AVI
688 x 304 pixels
Áudio Italiano
Legendas Gregas
http://www.easybytez.com/p8yhnyhdxxf1
http://www.easybytez.com/xv6bws6300d5
http://www.easybytez.com/i283yjr566sa
http://www.easybytez.com/0ab4i4fher8v
http://www.easybytez.com/bwjxkkef120t


Áudio Inglês com legendas automáticas traduzíveis.

02 dezembro 2014

4 Tiros Sem Perdão [3 Pistole Contro Cesare] Especial Brasil


4 Tiros Sem Perdão - Brasil
3 Pistole Contro Cesare
Death Walks in Laredo - USA

Produção: Itália e Argélia 1966

Direção: Enzo Peri
Escrito: Carmine Bologna, Enzo Peri e Piero Regnoli (Dean Craig)
Duração: 95 minutos 
Musica: Marcello Giombini
Fotografia: Otello Martelli
Produção: Carmine Bologna
Edição: Adriana Novelli Produção
Design: Giorgio Giovannini
Set Decoração: Giulia Mafai Assistente
Diretor: Moussa Haddad
Mestre de Armas: Rinaldo Zamperla
Locações: Argélia
Co Produção: Dino de Laurentiis Cinematografica e Casbah Film


Thomas Hunter - Whity Selby/Whittaker
James Shigeta - Lester Kato
Nadir Moretti - Etienne Devereaux
Enrico Maria Salerno - Julius Cesar Fuller
Gianna Serra – Debbie – Deborah Smith
Delia Boccardo – Mady/Louise - Cantora
Umberto D'Orsi - Stanford
Femi Benussi - Tula
Ferruccio De Ceresa - Professor
Vittorio Bonos - Bronson
Adriana Ambesi – Mulher no início
Gino Bardi - Popular
Gianluigi Crescenzi - (Gian Luigi Cresscenzi) - Popular
Nicola Di Gioia - Pistoleiro
José Galera Balazote – Capanga de Fuller


Um inescrupuloso bandido é conhecido como Juliu Caesar, “O Fuller”, obsecado por Cesar veste togas romanas, vive em um palácio tipicamente romano com suas várias escravas, em sua enorme piscina de água quente, com vapor, sauna e tem sob suas ordens está um exército de bandidos que vestem roupas pretas como a guarda Pretoriana de Cesar na antiga Roma e tem como objetivo descobrir o ouro de uma mina abandonada na região de Laredo.

O americano Thomas Hunter é Whittaker Selby, o herói aqui com suas armas infalíveis e cheias de truques e que tem a companhia do japonês James Shigeta que possui a prática do kung fu e um terceiro é o francês Etienne Devereaux [Nadir Moretti] que tem poderes magnéticos mágicos e de hipnotismo.


Os três descobrirão em breve que eles são meio-irmãos, ou seja um filho de cada mãe diferente. Mais um Espaghetti Western exótico e um tanto quanto bizarro.
Poderia até ser confundido com um episódio perdido da série de TV Batman que nesta década de 60 fazia um sucesso enorme.

A trama começa com Whity Selby (Thomas Hunter) é procurado por um velho advogado, enquanto vai deixando um saloon dentro do qual ele acaba frustrando um ataque, matando quatro adversários de um jogo de cartas com apenas um tiro com sua pistola de quatro canos, uma do seu arsenal de truques.


O advogado informa a Selby através de uma carta em mãos que seu pai, que morreu há dez anos atrás e que ele nunca conheceu, tinha deixado a sua mina de ouro como parte de uma herança.
O documento é acompanhado de uma foto de uma jovem. Selby viaja para Laredo para recuperar o legado de seu pai, e para tentar identificar a identidade da garota da foto.

Ao chegar na mina de ouro, Selby encontra dois homens em uma missão semelhante - Etienne Devereaux (Nadir Moretti), um homem de origem francesa com poderes mágicos de magnetismo e hipnotismo e Lester Kato (James Shigeta), um japonês especialista e kung-fu.

Durante uma discussão entre os três em considerarem seus direitos à mina, eles são abordados por um velho homem no local, e logo fica claro a partir das explicações do velho que os três são irmãos improváveis, pois seu velho pai, o “Velho Henry Landon” que é muito citado mas não aparece no filme, gostava da companhia de mulheres, e muitas delas e de várias nacionalidades.


Os três irmãos são informados de que seu pai lutou amargamente para manter a sua terra, mas fora obrigado a sair de Laredo pelo poderoso latifundiário "Julius Cesar" Fuller (Enrico Maria Salerno), um homem obcecado pela história do grande líder romano, comparando-o ao poder que ele mesmo possui.

 Fuller é muito possivelmente um dos personagem mais estranhos dos westerns espaghetti que eu já vi. Ele vive em uma réplica de um palácio romano, cercado de escravas seminuas de todo o mundo. Entre elas, Femi Benussi é “Tula” a qual em meio as vaidades de Cesar executa uma dança estranha; uma mistura de Ula-Ula havaina com dança do ventre. Os pistoleiros de preto lembram muito o bando do Major Jackosn em Django se bem que esse é anterior a ele.

O ritmo em que segue o roteiro é alucinante já com a música tema no início "Death Walks em Laredo" em que os três irmãos viajam para Laredo disparando seus revólveres para o ar cavalgando em alta velocidade em uma ação ridícula e desnecessaria. Enrico Maria Salermo aqui em seu segundo Espaghetti, após ter filmado “Bandidos” como Julio Cesar lembra um sósea de Jack Nicholson.

Thomas Hunter é até convincente em algumas situações de violência. O pistoleiro Whittaker Selby interpretado por ele, já visto e apreciado em “The Hills Run Red” [Sangue nas Montanhas - Brasil] (Un Fiume di Dollari), em um certo momento, entra em um saloon, e novamente com outras armas cheias de truques [os disparos saem pela coronha do revólver] faz de um só golpe, sete adversários mortos, e em seguida, sai tranquilamente depois de pagar a conta, inclusive os transtornos causados no estabelecimento.


Há também o curioso personagem “Bronson” (Vittorio Bonos), braço direito de Cesar que veste um terno totalmente branco e que em sua primeira aparição, surge comendo bananas, jogando as casas no decote de uma escrava que lustra os seus sapatos.

História interessante e diferente, com suas muitas reviravoltas e existem também alguns momentos de grande humor como no diálogo entre Selby e o advogado explicando por que levou dez anos para encontrar os três irmãos.
Uma luta feminina em uma cabana entre as beldades Gianna Serra e Delia Boccardo mostrando suas pernas é muito agradável de se ver.


Poderia considerar como um dos Espaghettis mais loucos de todos os tempos, mas lembro-me ter visto outros ainda mais loucos ainda. Belas locações na Argélia que lembra muito bem as pradarías nos estúdios em Almería na Espanha e em certos momentos, o Grand Canyon ameircano.

O surpreendente é que, apesar de todos os excessos no visual da antiga roma e um tom até meio que psicodélico dos anos 60, com visuais multi coloridos, o filme funciona muito bem e também tem um bom ritmo. Além disso, o orçamento disponível para o diretor, Enzo Peri, em seu primeiro e último filme, não estava entre os piores e também tecnicamente o filme é bastante agradável, com uma boa fotografia de Otello Martelli e belas cenas de externas.


A bela trilha sonora de Marcello Giombini contribui e muito para que o filme não fique monótono.
Alguns dos temas lembra mesmo o estilo Giombini como a guitarra em “Sabata, O Homem que Veio para Matar”(Brasil) [Sabata] e belas cenas de externas.
Outra curiosidade é que os animais utilizados no filme faziam parte da guarda presidencial argelina e até mesmo para quem não é fanático e profundo observador, poderá perceber alguns calavos puro-sangue desfilando em algumas belas cavalgadas.
O filme é o único Western filmado na Argélia (se não em toda a África na época) e foi co produzido por Dino De Laurentiis e Casbah Films da Argélia.
Os mesmos que produziram o Cult de Guerra “A Batalha de Argel”.


Só mesmo Dino de Laurentiis para abraçar um desafio destes na época, sair da Itália e ir filmar um Wester na África em meio a Oásis e palmeiras em que o resultado final não se percebe nada diferente dos demais filmados na Europa, mesmo o diretor Enzo Peri citando uma típica festa regional americana muito conhecida, a “Cedar Gap Park Bell Coutry, Texas” onde o japonês Lester Kato desfila seus golpes de kung fu em um grupo de provocadores.
O filme foi mesmo considerado à frente de seu tempo pela audácia de Direção e Produção e para a contaminação em seguida de Westerns com outros gêneros que seriam enchertados como filmes de artes marciais e até mesmo do espionagem de James Bond e podemos citar aqui Sartana e Shangay Joe para comparar.


Versão Áudio Italiano disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=ZjZ1Ole45-0




 

Outra desagradável notícia é a do falecimento do ator hawaiano
James Shigeta em 28 de Julho de 2014 em Beverly Hills, California,
USA, aos 88 anos de idade por falência pulmonar.




Dentre os seus 88 trabalhos para o cinema e a TV americana, presto
aqui a minha homenagem de sua participação em seu único Western
Espaghetti.

27 agosto 2012

Quatro Tiros Sem Perdão

Tre Pistole Contro Cesare
Tre Ragazzi D´oro
Death Walks in Laredo
Three Golden Boys

Produção: Italia/Argélia - 1966
Director: Enzo Peri
duração: 95 minutos
Escrito: Piero Regnoli e Enzo Peri
Fotografia: Otello Martelli
Música: Marcello Giombini
Produção original: Max Hirsh

Thomas Hunter - Whity Selby
James Shigeta - Lester Kato
Nadir Moretti - Etienne Devereaux
Enrico Maria Salerno - Poderoso Julius Cesar
Gianna Serra - Debbie
Delia Boccardo - Mady
Umberto D'Orsi - Bronson
Femi Benussi - Tula
Ferruccio De Ceresa - Professor
Vittorio Bonos - Stanford
Adriana Ambesi - Mulher
Nicola Di Gioia - Pistoleiro
José Galera Balazote - Servidor de Cesar
Gino Bardi, Gianluigi Crescenzi (Gian Luigi Cresscenzi)

Três meio-irmãos: Whitaker Selby (Thomas Hunter), Lester Kato ( James Shigeta), e Etienne Devereaux (Nadir Moretti) são três personagens que em meio ao oeste possuem suas armas excêntricas.
Um é pistoleiro profissional, um japonês especialista em kung-fu e um hipnotizador francês com poderes magnéticos. O destino fará com que os três se encontrem e descubram que são meio-irmãos e deverão se unir para combater um vilão que é obcecado pelo imperador romano Júlio César, o "Julius Cesar Fuller" que apossou-se de uma mina de ouro deixada como herança aos três meio-irmãos em Laredo, Texas pelo seu pai.
Cesar (Enrico Maria Salermo) é tão fanático a ponto de ter construído um palácio completo vestindo sua toga com escravas, súditos, uma enorme banheira para seus banhos romanos. Tem também sua própria "Guarda Pretoriana" que veste preto, e que se apoderou da cidade e da mina dos três irmãos e está tentando enganá-los a ponto de tentar eliminá-los de seu caminho.
A missão dos três é a de se apoderarem da mina e vingar o pai.
Parece que o filme foi feito no auge da série Batman dos anos 60 e se percebe grandes influências nos heróis e nos vilões. Um Espaghetti Western um tanto quanto exótico e bizarro.
O pistoleiro Whitaker Selby tem várias armas em especial é o seu colt de quatro canos e muitos outros truques e habilidades como Sartana e nunca perde um desafio.
A música com o tema "Laredo" no Texas nome da cidade onde se dá os fatos na voz de Don Powell foi e é ainda marcante.
Nota-se claramente que o diretor não tinha experiência alguma em western e logo no prólogo onde vemos os três cavaleiros cavalgando em disparada ao que parece com destino à Laredo dando tiros ao ar sem nenhum sentido.
O filme serve apenas como documento histórico para o seguimento e é um desprezo ver Thomas Hunter neste filme sabendo-se que neste mesmo ano fez um clássico: "Un Fiume di Dollari" [Sangue nas Montanhas - Brasil] ao lado de Nicholetta Machiavelli e Henry Silva.
Outra curiosidade é que a atriz Gianna Serra, a miss itália 1963 esteve presente nestes dois filmes ao lado de Thomas Hunter.
Coisas do Espaghetti!

23 março 2011

Um Dólar para Matar

BANDIDOS
Produção: 1967 - Itália - Espanha
Direção: Massimo Dallamano (Max Dillman)
Música: Egisto Macchi
Duração: 91 minutos
Fotografia: Emilio Foriscot
Escrito: Juan Cobos-Luisi Lasco-Luis Laso-Romano Migliorini-Gianbatista Mussetto.
Elenco
Enrico Maria Salermo-Richard Martin (Itália 1926-1994)
Atuou em inúmeros policiais italianos e nos westerns “Un Treno per Durango”
(Um trem para Durango - 1968 como Lucas), e em “Sentenza di Morti” Sentença de Morte - 1968 como Montero). Dublou a voz de Clint Eastwood na versão italiana de "Por um Punhado de dólares". Venantino Venantini - Fantástica atuação como o bandido Billy Kane, talvez esta tenha sido a sua melhor performance nos westerns italianos, tendo em vista suas pequenas participações como simples figurante nas gangues de bandidos por falta de oportunidades.
Terry Jenkins - Ricky Shot / Philip Raymond (Ator Ingles 1936-2009) fez seu único Western italiano mas sua carreira só deu sequencia mesmo nos Estados Unidos.
Chris Huerta interpreta o bandoleiro "Vigonza" lembrando o lendário Fernando Sancho.
Sempre que se vê um gordinho careca nos westers italianos lá está ele.
Marco Guglielmi - Kramer (Ex-gangue de Billy Kane)
Fred Robsahm - Capanga de Billy Kane que pega uma carta de baralho antes de ser morto por ele em um sorteio.
Aysanoa Runachagua - Mexicano com bigóde dono da fazenda invadida por Vigonza.
Aysanoa também pode ser lembrado em "O bom, o mau e o feio". Victor Israel - Condutor baixinho do trem que só aparece na cena inicial do filme jogando um forasteiro do trem mas que atuou em inúmeros westerns com aquele seu olhar esbugalhado.
Maria Martin - Betty Starr, cafetona do grupo de garçonetes do sallon. Sempre belíssima nos westerns.
Osiride Pevarello -Homem barbudo no saloon
Giancarlo Bastianoni - Sam
Renzo Pevarello - Hezekiel e tambem com
Roberto Messina, Antonio Pica, Valentino Macchi, Arthur Chase, Gino Barbacane, Juan José Milian, Franco Morici, Luciano Pallocchia, Jesús Puente, Massimo Sarchielli, Claudio Scarchilli e Giancarlo Sisti.

Na época ainda um desconhecido mas competente elenco para este que após muitos anos na obscuridade viria se tornar um clássico para os fãs.
Lançado no cinemas italianos em 15 de Outubro de 1967.
No Brasil atualmente só se podia conseguir cópias Italianas ou Alemãs sem legenda. Agora reeditado pela Editora Ocean Pictures 43 anos depois pode-se desfrutar de um trabalho feito com competência em uma versão dublada e legendada no formato Letterbox (particularmente prefiro Wildscreen) mas de qualquer forma ficamos felizes pelo lançamento. Richard Martin (Enrico Maria Salermo), habilíssimo e renomado pistoleiro está
viajando em um trem que é atacado pelo bando do mexicano de Vigonza e com parceira de outro bando, o de Billy Kane, um ex-aluno seu.
Durante o golpe, Kane poupa Martin, mas somente depois de atirar e perfurar suas mãos inutilizando-as. Anos depois Ricky Shot, um jovem que é procurado injustamente acusado de ter participado do roubo ao trem aparece e Martin agora treina o jovem “Ricky” para que possa matar Billy Kane utilizando-o para concretizar assim sua vingança.
Surge uma oportunidade para Shot matar Billy, mas é impossibilitado, pois Billy é a única testemunha de sua inocência.
As várias situações levam Martin a duelar com Billy. Um dos mais conceituados Westerns Italianos chegando a lembrar em algumas cenas de de “O Dia da Ira” com Lee Van Cleef e Giuliano Gemma (Professor e Aluno).
O Título do filme era pra ser “Crepa "Tu...Che Vivo Io” (Dane-se você...Que viva eu)mas saiu como “Bandidos” na Europa.
O filme tem todos os elementos de um grande western espaghetti. Uma bela trilha sonora bem adicionada e cincronizada às cenas como nas de Ennio morricone, uma grande história envolvente de vingança, tiroteios, suspense, os duelos foram muito bem filmados (O duelo no Saloon, Billy Kane nem chega a tirar a arma do Coldre - uma cena muito legal) com o movimento "travelling" em que a camera passa por trás do pistoleiro dando foco ao saque da arma do coldre por traz. Bem ao estilo de um Leone. Todos os duelos são memoráveis. Uma obra-prima de Dallamano em que consegue transmitir o seu estilo em cenas muito bem editadas por sua equipe com diferentes ângulos de câmeras e uma grandiosa e sensacional direção de fotografia de Emilio Foriscot com close-ups também ao estilo Leone. Existe um outro “The Bandits” tambem de 1967 americano produzido e interpretado por Robert Conrad (James West da série de TV da década de 60) filmado no México mas é bem distinto deste "Bandidos" Interessante saber que este filme foi exibido em nossos cinemas como "Um dólar para matar" inclusive uma única vez em Bang Bang à Italiana da TV Record no dia 16 de março de 1983 quando gravei a vinheta e a chamada clássica semanal e para este filme aunciava-se: “Para completar seu massacre, aquele bandido inutilizou o único adversário que conhecia; A vingança seria terrível e sua meta era a morte do chacal” Bang Bang à Italiana...e o resto todo mundo já conhece. Esta vinheta e mais duas faixas deste filme estão anexadas na mesma pasta disponíveis para download.
Um filme para se possuir e ter na coleção. Uma viagem no tempo. Faz a gente se sentir dentro do cinema. Recomendo aos fãs e afecionados do gênero.