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27 novembro 2019

Os Exterminadores do Ano 3000 [Il Giustiziere Della Strada - 1983] Subtitles/Legendas ptbr.str exclusiva


Os Exterminadores do Ano 3000 - Brasil
Il Giustiziere Della Strada - Itália
Death Warriors - Europa
Les Exterminateurs de L'an 3000 - França
Уничтожители 3000 года - Rússia
El Exterminador de la Carretera - Espanha
Exterminators in the Year 3000 - USA
The Executor - Der Vollstrecker - Alemanha

Produção: Itália e Espanha, 13 Agosto de 1983
Direção: Giuliano Carnimeo (Jules Harrison)
Escrito: Elisa Briganti e Dardano Sacchetti
Música: Detto Mariano
Fotografia: Alejandro Ulloa
Duração: 121 minutos
Edição: Gianfranco Amicucci e Adriano Tagliavia         
Locações: Deserto de Tabernas, Almeria, Andalucia, Espanha
Co Produção: 2T Produzione Film, Globe Film



Robert Iannucci (Robert Jannucci) - Alien
Alicia Moro - Trash
Luciano Pigozzi (Alan Collins) - Papillon
Eduardo Fajardo - Senador
Fernando Bilbao (Fred Harris) -  Crazy Bull
Beryl Cunningham - Shadow
Luca Venantini - Tommy
Anna Orso - Linda
Venantino Venantini - John
Román Ariznavarreta ( Roman Ariz Navarreta), 
Sergio Mioni, José Luis Chinchilla (José Chinchilla),
Garcia Monserrat, Riccardo Mioni, Franco Maria Salamon
(Franco Salamon), James Clayton                       
Virgilio Daddi - Conductor do Caminhão
Alfonso Giganti - Uma das pessoas do Senador
Maurizio Streccioni - Condutor do Caminhão
Goffredo Unger - Condutor do Caminhão de Água


Um cópia italiana fiel de Max Mad engenhosamente filmada nos desertos da Espanha com as selvagens perseguições de carros e motocicletas, e personagens tipicamente caracterizados com as fantasias apocalípticas de “Road Warrior”.

Uma perfeita comparação aos filmes violentos do australiano George Miller. Aqui a guerra é pela água. Todos no planeta so sobrevivem através desta riqueza no ano 3000 que apesar do título, nada é mencionada sobre a data.


Um inferno apocalíptico em busca de água. Embora sabendo-se que é uma perfeita imitação de Mad Max, o diretor Giuliano Carnimeo (pseudônimo de Jules Harrison) consegue apesar do baixo orçamento, transmitir uma mensagem do que poderá ser o futuro sem água.

Um roteiro simples igualmente a tantos outros nos anos 90 como por exemplo, “Os Guerreiros do Bronx” (Bronx Warriors).


Infelizmente as atuações são fracas e a história poderia ser mais convincete, pois uma bomba d´água em um galpão é o tesouro caçado no filme.

Às vezes o filme perde repentinamente o ritmo pelas abruptas caminhadas solitárias no deserto com Alien e Tommy, o garoto do braço biônico.

Não há muito de espetacular e envolvente, mas algumas cenas de perseguição são curiosas mas para quem gosta de filmes com temas apocalípticos esse será perfeito.


Como de costume no cinema italiano, percebe-se poucos atores e cenário pobre e natural. Longe de ser um clássico, mas de muito sucesso na década de 90, onde era a moda.

O personagem “Alien” é surpreendentemente frio e egocêntrico até mesmo para um clone de Mad Max mas ao final o seu coração mudará, vendo que não há outra escolha.


Embora este filme não esteja à altura de Mad Max, os primeiros 20 minutos de ação surpreendem com suas emocionantes cenas de abertura, ele ainda tem muito a oferecer, com bons momentos de ação e perseguições, algumas criaturas humanas infectadas por radiação, ainda que agradáveis e um final que também surpreende na ideia e execução ("Alien, não me diga que você está chorando? Espere um minuto! Essas não são lágrimas!").


Um filme que vai relembrar muita gente a febre das visitas nas locadoras de vídeo dos anos 80 à procura desses temas apocalípticos, e curiosamente os europeus entraram de cabeça nessas produções também. Aqui você poderá reviver um desses momentos com esse filme.


O Exterminador por incríel que pareça é um carro, e claramente o centro de todo um conflito entre Crazy Bull e Alien e que serve apenas para pano de fundo inicial das lutas no deserto. O filme deixa um impressão de como o mundo era, é poderá ser.

A amiga de Alien, Trash (Alicia Moro) são mercenários oportunistas solitários, mas os personagens com quem o espectador finalmente se identifica, são Tommy e o astronauta aposentado Papillon, por seus otimismos quanto a situação.


 Versão em Inglês disponível no Youtube

Elaborei uma legenda/subtitle em português pt.str para esse 
filme e estou disponibilizando-a para download aqui:

Ilustração fantasia 

28 outubro 2018

Hundra - A Mulher Guerreira - Especial Brasil - Subtitle/Legenda Str Exclusiva

Hundra - A Mulher Guerreira - Brasil
Hundra - Espanha, USA
Warrior Queen - Alemanha
Hundra Barbaarikuningatar - Finlândia
Χάντρα, ο θηλυκός εκδικητής! - Grécia
Hundra l'ultima amazzone - Itália
Hubdra La Regina di Fuoco - Itália
Hundra: Barbarkvinnen - Noruega
Hundra barbarkvinnan - Suécia
Produção: 23 de Julho de 1983, Espanha e USA

Direção: Matt Cimber
Escrito: John F. Goff e Matt Cimber
Duração: 95 minutos
Fotografia: John Cabrera
Música: Ennio Morricone
Edição: Claudio M. Cutri)
Locações: Tabernas, Almería, Andalucía, Espanha
Co Produção: Continental Movie Productions, S.T.A.E. Productions

Elenco:
Laurene Landon - Hundra
Cihangir Gaffari (John Ghaffari) - Rei Nepakin
María Casal - Tracima
Ramiro Oliveros - Pateray
Luis Lorenzo - Rothrar
Tamara - Chrysula
Victor Gans - Landrazza
Cristina Torres - Shandrom
Bettina Brenner - Mãe de Hundra
Fernando Bilbao - Torente
Jorge Bosso - Gordozo
Fernando Martínez - Chefe do povoado
Frank Braña - Líder escravocrata
Eduardo Fajardo - Líder escravocrata
Alito Rodgers - Líder escravocrata
Román Ariznavarreta - Líder escravocrata
Kunio Kobayashi - Líder escravocrata
Guillermo Antón - Líder escravocrata

Não é um Western, mas é um filme que merece uma atenção especial aos amantes do cinema dos anos 80 por ser bem cultuado entre fãs do mundo inteiro. É um filme épico fantasia em que uma mulher nascida em uma tribo de ferozes mulheres guerreiras, [também conhecidas como "Amazonas", Hundra (Laurene Landon) foi criada para desprezar a influência dos homens.

Com um arco e flecha, sua espada e outras armas e truques, ela é superior a qualquer homem. Aconselhada pelos líderes da aldeia, ela deve procurar um homem para acasalar, ter filhos e fazer a sua parte para preservar a sua espécie viva.

Ela odeia homens: "Eu prefiro a sensação de um cavalo entre as minhas pernas do que a de porcos". Aqui é um "Conan Feminino", um épico de espada e feitiçaria de 1983 com muita ação e erotismo.

Ao retornar após um caça de alimentos, Hundra encontra sua aldeia aniquilada por bárbaros nômades escravocratas. Escravizam principalmente mulheres para seus serviços e desejos sexuais.

Confusa, apenas com seu cão como companhia vagando pelo, Hundra visita "Chrysula" uma sábia anciã descendente de seu povo que vive em um templo distante e isolado.

Esta mulher revela que ela está predestinada a reconstruir sua tribo. Hundra será capaz de cumprir o seu destino e deve encontrar um companheiro, mas para isso ela deverá aprender a se comportar como uma mulher, infiltrar-se entre os poderosos, antes de se tornar submissa e escrava para ao final executar sua vingança contra o Rei Napatkin (John Ghaffari) e acabar com seu reinado de tortura e escravidão.


Este gênero Épico de Fantasia ressurgiu nos anos 80, depois que filmes como "Fúria de Titãs (1981)" e "Conan, o Bárbaro (1982)" se tornaram sucessos de bilheteria. Portanto, é natural que outros surgissem na onda de sucesso desses filmes. Matt Cimber é um diretor que explora bem esse segmento e mostra isso em Hundra.
Já no início, o filme rapidamente salta para uma batalha sangrenta que define o enredo para o resto da aventura. Essa cena de ação é uma cópia perfeita de Conan, o Bárbaro, mas bem elaborada.

A ação às vezes é sangrenta e desoladora e muitas cabeças vão rolando na trajetória de Hundra. A atriz Lauren Landon faz um trabalho admirável interpretando Hundra, a mulher guerreira.

Ela parece confortável e convincente em todas as suas cenas de ação e é isso que realmente vende o personagem e a história que está sendo contada. Já o elenco um pouco tímido, mas fomentam a trama.
Um personagem feminino forte que mesmo sozinha sabe se manter viva em meio ao caos e a barbaridade de seu próprio tempo, enquanto guerreira.

Alta, impressionante, atleticamente imponente e também belíssima, Landon impressiona bastante ao público quando está girando sua espada de batalha assim com fez Schwarzenegger.

Mais tarde, outras heroínas semelhantes como "Red Sonja" e "Zena, a Princesa Guerreira", surgiriam graças a Hundra que abriu o caminho para elas.

Tabernas, Almería, Andalucía, na Espanha foram os locais para as locações e que apesar do baixo orçamento, escolhiam essas planícies para causar a impressão de grandiosidade e que geralmente eram bem sucedidos na ideia.

Sabe-se que o produtor John F. Goff, em 1983 comprou uma boa parte do figurino de “Conan, o Bárbaro” do cineasta Dino De Laurentis para a realização deste.


Hundra é um filme divertido, agradável, repleto de ação, carnificina, e a diferença aqui entre "Conan, o Bábaro", E Hundra é que o Deus adorado aqui é o Touro e não a Serpente.

Laurene Landon também esteve protagonizando a índia loira no Espaghetti Western "A Guerreira de Indiana Jones" (1984), também dirigido por Matt Cimber.
A música de Ennio Morricone aqui mais uma vez surpreende dando um pouco mais de requinte e brilho a obra.

Elaborei uma subtitle/legenda STR nos idiomas português e tcheco para a versão com áudio italiano disponível no Youtube com 25 fmp que disponibilizo para download para os leitores e seguidores deste blog.





SOUDTRACK HUNDRA ENNIO MORRICONE DISPONÍVEL EM:
 https://www.youtube.com/watch?v=GTqs0ufGrFA

Track List 
1 Chase 2:19 
2 Love Theme 3:17 
3 Hundra's War Theme 2:02 
4 The Magical Change 1:38 
 5 Slaughter In The Village 6:58 
 6 Chrysula, The Wise One 1:44 
 7 By The Sea 1:00 
8 The Wild Bunch 0:46 
 9 You're Free 1:29 
10 The Love Temple 0:55 
11 Bow To The Bull 0:51 
12 Hundra's Return 2:34 
13 The Defeat 1:25 
14 A Funny Man 2:59 
15 Hundra's Revenge 5:14 

 Versão áudio Inglês

10 abril 2017

A Morte de Tomas 'Cuchillo' Milian

Morreu em 24 de março de 2017 em em Miami o mítico ator e escritor cubano Tomas Milian aos 84 anos de idade e que atuou em filmes com alguns dos maiores diretores italianos, foi um dos ícones dos filmes policias e Western italiano.
Tomas Milian, um ator americano nascido em Cuba; Romano por adoção, foi treinado nos Actors Studio. Apareceu em algumas das peças na Broadway, bem como em um show de Jean Cocteau em Spoleto. Mauro Bolognini o notou e foi o ponto de partida de uma rica carreira cinematográfica na Itália onde atuou em todos os gêneros em destaque na época.


Ele interpretou um psicopata louco em "Bounty Killer", O Pistoleiro Mercenário (Brasil 1966), um papel que ele melhoraria e diversificaria em uma impressionante galeria de assassinos neuróticos e sádicos, primeiro nos "Espaghetti Westerns" com o diretor Sergio Corbucci, e depois em ação violenta e thrillers policiais (muitos deles dirigidos por Umberto Lenzi).


No Brasil filmou “Rebelião dos Brutos”, [O Cangaceiro (Brasil 1970)] também conhecido como “Viva Cangaceiro” em que interpreta Expedito, um único sobrevivente de um massacre à sua vila por soldados e que em seguida recruta voluntários para montar o seu exército de cangaceiros para sua luta e vingança. Um grande elenco veio ao Brasil para este filme como Eduardo Fajardo [ Major Jackon de Django (Barsil 1966(] e Leo Anchóriz.


Seus filmes evoluíram gradualmente em comédias de ação, interpretando personagens recorrentes do ladrão "Er Monnezza" e o Inspetor Nico Giraldi [este último originalmente baseado no personagem principal de Serpico (1973)], dois personagens tipicamente romanos que gozavam de grande opularidade nos anos 70 e 80.

Nascido em Havana, Cuba, em 03 de Março de 1933, Tomás Quintín Rodríguez Milián, ficou conhecido no cinema como Tomas Milian. Para os fãs do Espaguetti Western se eternizaria com "Manuel 'Cuchillo' Sanchez", o Faca. Fez um único filme com Bud Spencer "Cão e Gato", em que o ator cubano sempre mencionava na honra que teve em trabalhar junto com ele e que gostou muito em fazê-lo, pois era uma de suas inspirações.


A morte foi causada por um acidente vascular cerebral. O ator foi encontrado morto em sua casa em Miami. Sua amiga Monica Cattaneo relatou a imprensa: "Na semana passada, na última vez em que nos falamos, ele me pediu para levá-lo de volta a Roma porque tinha decidido que queria viver lá os últimos anos de sua vida e morrer naquela cidade.”
“Ele tinha visitado pela última vez quando fora premiado no Festival de Cinema de Roma". Parece que ele queria ser cremado. Deixou um filho, Thomas, que vive em Nova York. Sua esposa faleceu em 2012.


Participou e eternizou-se no clássico Espaghetti "O Dia da Desforra" [Brasil (1966)] "La Resa Dei Conti" ao lado de Lee Van Cleef e Walter Barnes interpretando um pobre peão mexicano acusado injustamente de assassinato de um jovem mexicana.

Um filme com uma trilha sonora fantástica e surreal criada por Ennio Morricone para este Western com temática política. Em seguida estaria ainda com seus cabelos longos em "Quando os Brutos se Defrontam" [Brasil (1967)] "Faccia a Faccia" como “Solomon 'Beauregard' Bennet” ao lado do grande ator Gian Maria Volontè, ambos também dirigidos aqui por Sergio Sollima.

Muitos outros vieram para o deleite dos fãs deste seguimento, fazendo com que sua popularidade aumentasse cada vez mais e ainda hoje é um dos mais cultuados artistas de sua época inspirando muitas outras gerações de novos atores.

Teve creditados em sua extensa carreira, 120 trabalhos nos diferentes seguimentos como ator, escritor, sonorização, edição dentre outras atividades que puderam registrar o seu potencial artístico e que podem ser conhecidos mais detalhadamente em: http://www.imdb.com/name/nm0587401/?ref_=fn_nm_nm_2

FILMOGRAFIA WESTERN

1. Jeito de Cowboy (1994) EUA
2. Os Quatro do Apocalipse (1975)
3. O Dia da Desforra (1966)
4. Companheiros (1970)
5. O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (1967)
6. Corre Homem, Corre (1968)
7. Tepepa (1969)
8. O Último Samurai do Oeste (1975)
9. Quando os Brutos se Defrontam (1967)
10. Bounty Killer, O Pistoleiro Mercenário (1966)
11. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
12. Meu Nome é Providence - Caçador de Recompensas (1972)
13. Um Minuto para Rezar, Um Segundo para Morrer (1968)
14. Rebelião dos Brutos (1970)
15. Ci risiamo, Vero Provvidenza? (1973)

22 fevereiro 2017

Todos Por Um... Cacetada Para Todos [Tutti Per Uno Botte Per Tutti] Especial Brasil


Todos Por Um... Cacetada Para Todos - Brasil
Tutti Per Uno Botte Per Tutti - Itália
Three Musketeers of The West - USA
Los Tres Mosqueteros Del Oeste - Argentina
Vestens Værste Musketerer - Dinamarca
Todos Para Uno, Golpes Para Todos - Espanha
Lännen Muskettisoturit - Finlândia
Les Rangers Défient Les Karatékas - França
4 Yperohoi Trinita - França
Kataigida Me Karate Sto Far West - Grécia
Svi Za Jednog... Bure Za Sve! - Sérvia
Västerns Vildaste Musketörer - Suécia
Alle Für Einen - Prügel Für Alle - Alemanha


Produção: Espanha, Itália e Alemanha 28 De Setembro de 1973
Direção: Bruno Corbucci
Escrito: Peter Berling, Tito Carpi, Bruno Corbucci e Leonardo Martín
Produção: Edmondo Amati
Duração: 93 Minutos
Música: Carlo Rustichelli
Fotografia: Rafael Pacheco
Edição: Vincenzo Tomassi
Design de Produção: Emilio Ruiz Del Río
Decoração do Set: Antonio Visone 
Locações Externas: Almería, Andalucía, Espanha
Co Produção: Capitolina Produzioni Cinematografiche, Dieter Geissler Filmproduktion, Star Films S.A.


Giancarlo Prete (Timothy Brent) - Dart Coldwater Jr.
George Eastman - Mac Athos
Chen Lee  - Chen Lee
Leo Anchóriz - Aramirez
Cris Huerta (Chris Huerta) - Portland
Karin Schubert - Dra. Alice Ferguson
Eduardo Fajardo - Horatio Maurice DeLuc/Felipe LeDuc
Vittorio Congia - Cerimoniador despedida de Dart
Max Turilli - Barão Von Horn/Barão von Gruppen
Peter Berling - Soldado Hans/Trem
Pietro Tordi (Pietro Torti) - Pai de Dart/Ex sargento Dart
José Canalejas - Mendoza
Eleonora Giorgi - Cena de amor com Dart
Gilberto Galimberti - Homem da luta do bolo
Luis Gaspar - Gabriele
José Jaspe - Homem assobiando
Osiride Pevarello - Cuspidor de fogo
Carlo Rustichelli - Lider da Hillbilly Band
Clemente Ukmar - Bandido
E com Roberto Chiappa, Bruno Boschetti, Luigi Leoni, Luigi Antonio Guerra, Giuseppina Cozzi e Lorenzo Ramírez.


No estilo pastelão, um divertido Espaguette Western. Filme engraçado médio com ação baseada em pancadarias as vezes desnecessárias. Lutas e tiroteios exagerados feito por um profissional especialista no gênero, Bruno Corbucci. Esta co-produção Espano-italiana refere-se a um simpático desocupado conhecido como Dart Jr. (Timothy Brent, creditado aqui como Giancarlo Priete), que deixa sua casa em Cheese Valley [O Vale do Queijo] em busca de sua glória como um Texas Ranger assim como o seu velho pai foi, um ex-sargento dos Rangers.

Muito distante de sua terra, ele procura os amigos de seu pai: MacAthos (George Eastman), Aramirez (Leo Anchoriz) e Portland (Chris Huerta), conhecidos como os três inseparáveis Mosqueteiros do Oeste. Dart encontra os três sujeitos nada confiáveis e juntos ajudam a escoltar a bonita médica epidemiologista, a Dra. Alice Ferguson (a futura atriz-pornô alemã Karin Schubert), para transportar remédios a uma vila no México conhecida como San Firmino.

Na realidade ela está contrabandeando ouro para um ditador mexicano. Todos eles unem forças para irem ao México para a cidade de San Fermino onde haverá a negociação do ouro com o ditador e é neste caminho que a maior parte da ação acontece. Ao longo do caminho muitos bandidos e caçadores de recompensas tentam agarrá-los para também descobrir e se apossarem desta fortuna.


Os mosqueteiros como diz o título do filme são exímios lutadores cheios de truques para ludibriarem seus oponentes. Toda a luta e disputa pelo ouro culmina dentro do trem circense do Barão von Gruppen (Max Turilli). Um general revolucionário mexicano e seu exército não sabem, mas apoderam-se da ambulância da doutora na qual está escondido o ouro e os mosqueteiros e a doutora entram para seu exército para continuar a perseguição ao ouro.

Após a ambulância passar por várias mãos ninguém consegue por as mãos no tesouro e ao final uma mensagem nos créditos do filme: "Por enquanto nos despedimos, somente por enquanto". O que dá-se a entender que haveria uma continuação que não houve.

Seu irmão Sergio Corbucci (Django) já havia lançado a um ano antes (1972) (Que Faço no Meio de uma Revolução?), "Che C'entriamo noi con la Rivoluzione?" outra comédia no mesmo seguimento e bem superior a esta. Percebe-se aqui também o estilo de Trinity e Bambino por haver uma cultura à sujidade com um tom de puro humor negro e com violência. Consegue-se sentir vestígios do estilo Enzo Barboni (E. B. Clucher) como em: ¨Trinity é meu Nome¨ e ¨Trinity Ainda é meu Nome¨.

Às vezes até sem motivos presencia-se a ação, diversão, brigas, tiroteios e entretenimento cheio de surpresas em exageros, mas é obvio que o objetivo era este mesmo. “Para a época quanto mais pancada, mais bilheteria.” Objetos são usados como armas em abundância, jogos, lutas engraçadas bem ao estilo Terence Hill/Bud Spencer.

Um roteiro divertido de comédia leve e bobagens em excesso com resultados menores comparáveis à série Trinity. Ele certamente tem um elenco entusiasmado e muito extenso de rostos conhecidos do Espaghetti, e mostram isso quando enfrentam uma exótica vila de lutadores chineses fabricantes de carroças em meio ao Oeste e que tem a participação do ator Chen Lee "Xangai Joe", exímio lutador de Kung Fu que ajuda os mosqueteiros em sua viagem passageira pela vila.


São todos personagens exóticos e divertidos. Uma verdadeira salada talvez com excessiva inspiração de Bruno. "Tutti Per Uno ... Botte Per Tutti" (título original na Itália), "Os Três Mosqueteiros do Oeste" tem como herói principal Timothy Brent que realizou um filme semelhante, ¨Tedeum¨, de Enzo G. Castellari e atuou ao lado de Jack Palance, ambos os papéis têm notável semelhança, aqui como Dart Jr. que rouba as cenas com toda a sua malandragem.

O grandalhão George Eastman tem seu papel limitado aqui e parece que só preencheu a vaga de um figurante que vive bebendo whisky de canudinho. Ficou como um ator secundário, o que não seria habitual a ele no neste gênero. Outros simpáticos atores espanhóis como: Leo Anchoriz, (Poeta, romântico e mulherengo) Chris Huerta, (O comilão e bruto desajeitado) e o Badman Eduardo Fajardo (Ordinário Major Jackson de Sérgio Corbucci em Django) e José Canalejas, (Mendoza, um contrabandista de Armas).

Ótima trilha musical de Carlo Rustichelli que executou muitos trabalhos com Corbucci e que faz uma pontinha como líder da banda no prólogo do filme.


Uma bela fotografia atmosférica de Rafael Pacheco para um roteiro fraco e inusitado com excesso de situações ridículas escrito pelo habitual Tito Carpi, Leonardo Martin e Peter Berling que também está em uma pontinha com soldado Hans, no trem.

Dirigido por Bruno Corbucci, irmão de Sergio Corbucci que faz um trabalho agradável de câmera com zooms habituais e coreografias inteligentes sobre os confrontos, as lutas, brigas tiroteios e cenas panorâmicas. Bruno escreveu e dirigiu vários filmes de Terence Hill e Bud Spencer como: ¨Banana Joe¨ e tantos outros.

Quem sempre gostou de filmes de Hill-Spencer, deve ver este, e se você nunca viu um este será um agradável começo. É um filme que foi feito para a matinê, juvenil e divertido com exceção a cena de nudez da bela atriz Karin Schubert (Dra. Alice Ferguson) que sai de sua banheira mostrando seu corpo escultural e que Bruno Corbucci soube captar discretamente. Para os amantes do Espaghetti Western que nunca assistiram e inédito na TV brasileira. Só exibido nos cinemas.



Trailer áudio Inglês
”Música 1 Track não original”

16 dezembro 2015

A Morte de Saturno Cerra [Começou sua carreira no Brasil em 1960] Especial Brasil

Nascido em 25 de Novembro de 1924 em Sebreño, Ribadesella, Asturias, Espanha, faleceu aos 91 anos de idade em 05 de dezembro de 2015 (sábado) na mesma cidade Riosellano.

Saturno Cerra Pendas, um homem de múltiplos papéis nos trabalhos que participou em dezenas de filmes e sublinhou ao longo de sua vida como um pintor, leitor ávido, ocasional e cozinheiro jogador de golfe amador.

Seu primeiro filme foi em uma telenovela brasileira, aqui na cidade de São Paulo, e de volta à Espanha se especializou em westerns americanos em terras de Almería, onde ele chegou a compartilhar o set de filmagens com atores consagrados como Clint Eastwood, Henry Fonda, Charles Bronson e Anthony Queen e com atrizes dramáticas como Sophia Loren e Claudia Cardinale.

Nos anos cinquenta, ele trabalhou em uma loja de departamento em Madrid e foi um entre aqueles que frequentavam os encontros de Gregorio Marañón e José Martínez Ruiz 'Azorín'.

Após a Guerra Civil, com apenas 15 anos, Saturno Cerra começou a trabalhar como operário em diferentes localidades de Ribadesella. Ele gostava de pintar mas como faltavam-lhe lápis e papel ele ocupava-se de esculpir imagens do desenho para a massa de cimento e areia.

Ele emigrou para Madrid e conseguiu um emprego em Galerias Preciados, estabelecimento fundado em 1943 pelo espanhol Pepin Fernandez. Ele se tornou uma estrela dependente, a ponto de chegar a faturar uma média de sete milhões de pesetas por ano.

Mas Madrid e a miséria do do pós-guerra na Espanha gerou-lhe preocupações paraa decisão de emigrar.

Ele partiu em peregrinação pelas embaixadas do Canadá, México e Austrália, onde lhe negaram o visto para entrar no país pois requisitavam referências familiares ou empresariais.

Um dia, bateu na porta da embaixada brasileira, onde fora aberta e em menos de de vinte e quatro horas de viagem partindo de Barajas, já estava em São Paulo, Brasil. Uma cidade que fez de tudo para tornar a ganhar algum dinheiro diariamente.

Até que um amigo o sugeriu para que ele participasse das filmagens de uma novela e logo depois veio um papel aceitável no filme “Bruma Seca” [nome dado a um fenômeno natural nas nuvens] (1960),
interpretando o personagem “Ricardo”, um defensor do garimpo de diamantes de seu pequeno povoado na selva amazônica que estava sendo tomado por invasores herdeiros da cidade grande.

Foi creditado como “Saturnino Cerra”, ao lado de atores consagrados como Adoniran Barbosa e Francisco Egídio em um filme totalmente filmado e dirigido no Brasil pelo diretor e produtor italiano Mário Civelli que dirigiu vários filmes no Brasil e após este filme foi o que também ajudou a projetar Cerra ao cenário cinematográfico.

Nota: no site IMDB.NET não aparece nos créditos mas no prólogo do filme seu nome é creditado.

Em 1963 ainda no Brasil atuou no filme “O Cabeleira” [Se incontri Django cercati un posto per morire (Itália)] e foi também Cenógrafo [produtor de Design] sob a direção de Milton Amaral, renomado diretor brasileiro e Cerra pode compartilhar mais uma vez o set com grandes atores brasileiros como Enoque Batista e Ruth de Souza.

[Se Incontri Django Cercati Un Posto Per Morire (Itália)]

Não sei por qual motivo este filme somente fora lançado na Itália em meados de 1970. É um filme sobre o cangaço brasileiro que pode ter sido censurado na Europa por excesso de violência. Não consegui identificar o ator neste filme.

A música de Edmundo Peruzzi é tipicamente regional nordestina do Brasil.
Acredito que pode ter havido uma parceria na trilha. O dinheiro era escasso e se mudou para a cidade de Santos no Estado de São Paulo, Brasil, onde encontrou um oásis extraordinário para vender dezenas de suas pinturas para um casal de americanos, exportadores de café que se comprometeram a comprar todas as suas obras inclusive as que seriam ainda pintadas.

Ele retornou à Espanha em 1964 para visitar sua mãe em Sebreño e uma viagem posterior a Madrid colocou-o no caminho de Almeria, onde conheceu o diretor Mario Caiano quando rodava seus Espaghetti Westerns o qual lhe deu um papel em (Frente a Frente com os Pistoleiros/Um Caixão para o Xerife – Brasil - 1965) [Una bara per lo sceriffo] como pianista no saloon, e logo outros papeis surgiriam e acabaria conhecendo O diretor Sergio Leone que também lhe concedeu uma participação em dois de seus westerns clássicos.

Foram em “Três Homens em Conflito – Brasil -1966” [Il buono, il brutto, il cattivo] como Caça Recompensas e em “Era uma Vez no Oeste – Brasil 1968" [C'era una volta il West] como membro da Gangue de Frank no trem.


Para Leone, ele trabalhou em "O Bom, o Mau e o Feio", embora o primeiro filme de sua fase de Almeria foi “Frente a Frente com os Pistoleiros/Um Caixão para o Xerife – Brasil – 1965” [Una bara per lo sceriffo) como pianista. Nesse meio Saturno Cerra encontrou sua verdadeira expressão, que, segundo ele, seu sonho, o que ele mais gostava de fazer, era: "Pendurar as pistolas, colocar o meu chapéu e andar a cavalo."

Em 2011, aposentou-se pacificamente em Sebreño. Foi homenageado no Primeiro Festival International Film Festival Western realizado em Almeria em 2011 ao lado de outros grandes nomes de sua época como: Antonio Pica, Dan Van Husen, Nicoletta Machiavelli, Craig Hill, Candida Lopez Sambrell [Esposa de Aldo Sambrell], Frank Braña, Edoardo Fajardo, Fabio Testi entre outros.

Ao longo de sua carreira deixou 86 trabalhos para o cinema e a TV e 14 Espaghetti Westerns considerando os dois produzidos no Brasil. Em Ribadesella había se convertido em um praticante habitual del golf e foi no campo de la “Rasa de Berbes”, donde seus amigos lhe presentearam com um chapéu Stetson para atender aos seus 90 anos.

SATURNO CERRA FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN

Bruma Seca (Brasil 1960)
O Cabeleira (Brasil 1963) [Cenografia]
Frente a Frente com os Pistoleiros/Um Caixão para o Xerife (1965) "Una bara per lo sceriffo" [Pianista]
7 Pistolas para os MacGregor (1966) “7 pistole per i MacGregor” [Johnny MacGregor]
Johnny Yuma (1966) “Johnny Yuma” [Olho de Facão/ Cyclope]
Três Homens em Conflito (1966) "Il buono, il brutto, il cattivo" [Caça Recompensas]
Django Volta para Matar (1966) "Mestizo"
Bounty Killer, O Pistoleiro Mercenário (1967) "El precio de un hombre"
Joe Dinamite (1967) “Joe l'implacabile”
Sete Mulheres para os MacGregor (1967) “7 donne per i MacGregor” [Johnny MacGregor]
Era uma Vez no Oeste (1968) "C'era una volta il West" [Membro da Gangue de Frank no trem]
Sua Lei Era Vingança (1969) "I vigliacchi non pregano" [Padre]
Quando um Bravo Empunhou o Colt (1970) “Manos torpes”
Vente a ligar al Oeste (1972)
Ringo... Volta para Matar (1972) "Hai sbagliato... dovevi uccidermi subito!"


Título: O Cabeleira [Especificações]
Link: https://www.youtube.com/watch?v=fxFoNIUKX6A
Gênero: Cangaço/Ação/Western
Lançamento: 1963
País: Brasil
Duração: 86 min.
Diretor: Milton Amaral
Roteiro: Ody Fraga
Elenco: Lamartine Cardoso, Enoque Batista, Nelson Camargo, José Carlos, Yuri Caster, Ruth de Souza, John Doo, Francisco Egídio, Madalena Ferreira, Marlene França, Diva Lobo, Nelcy Martins, Nelson Teixeira Mendes, José Moreira, Diva Padoim, Milton Ribeiro...
Raridade extrema. Matriz: Qualidade A/V: Amarelada, mas assistível e audível (levar em conta que esta é única cópia que circula entre colecionadores). https://www.youtube.com/watch?v=fxFoNIUKX6A
O Cabeleira filme de 1963 é uma adaptação do romance regionalista homônimo do século XIX, do autor cearense Franklin Távora, que conta a história de Zé Gomes (o Cabeleira) e seu pai Joaquim Gomes, ambos precursores do cangaço do nordeste brasileiro, e suas desventuras por Pernambuco. É considerado uma das maiores obras do autor, além de uma das obras pioneiras no romance regionalista nordestino.
As filmagens se deram na cidade de Mococa, em São Paulo, e Arceburgo, em Minas Gerais.
Mais informações "O Cabeleira" em: Cinemateca

Homenagem: Saturno Cerra
Filme Bruma Seca [Brasil 1960]
R.I.P.