Produção: Itália - Espanha 1965
Direção: Gianfranco Parolini (Frank Kramer)
Robert de Nesle e José Luis Jerez Aloza
Duração: 89 minutos
Música: Angelo Francesco Lavagnino
Intérprete: Katrina Ranieri
Fotografia: Francesco Izzarelli
História: Gianfranco Parolini
Locações: Colmenar Viejo, Madrid, Espanha
Co Produção: Atlântida Cooperativa Cinematografica,
Cinecittà, Comptoir Français du Film Production (CFFP)
Mimmo Palmara (Dick Palmer) - Jonny West
Adriano Micantoni (Mike Anthony) - Jefferson
Roger Delaporte - Don Trent
André Bollet - Brad McCoy
Mara Cruz - Juanita
Dada Gallotti (Diana Garsón) - Ginger Barta Barri - Xerife
Roberto Camardiel - Dusty
Roberto Robles (Bob Felton) - Jimmy
Bruno Arié (Audry Fisher) - Bandido
Spartaco Conversi (Spanny Convery) - Jeff
Alfonso de la Veja - Mist
Giuseppe Mattei (Joseph Mathews) - Red
Alfonso Rojas - Ivan
Josefina Serratosa - Gorda
Fernando Bilbao (Edy Dentine)
Ignazio Dolce (Polly Grouch)
Johnny West, um infalível pistoleiro mestiço sempre acompanhado de seu cãozinho Gipsy, chega a um vilarejo do oeste para investigar dois irmãos, lideres de um bando de assaltantes.
Os dois perigosos bandidos mantêm um velho homem, dono de uma riquíssima mina de ouro como prisioneiro.
O chefe da gangue é um rico poderoso que pressiona o dono da mina a fazer um testamento dando a posse da mina a ele que ao mesmo tempo rouba o banco da cidade.
Johnny West também é feito prisioneiro, mas consegue escapar com a ajuda de um simpático vendedor ambulante.
Reinicia então a sua caçada recuperando o dinheiro roubado do banco e entregando o testamento da posse da mina ao verdadeiro proprietário.
Johnny West ao final parte então para novas aventuras.
Parolini como sempre é original em seu modo criativo e bizarro ao mesmo tempo em fazer Westerns.
Este é mais um pitoresco, protagonista discreto e de boa cenografia.
Mais um dos pioneiros Pré-Leone ao qual Johnny West merece todo o respeito dos fãs.
Percebe-se no filme algumas tímidas cenas em Travelling como por exemplo: Dick Palmer (Johnny) durante o duelo com quatro pistoleiros, passando na frente deles da esquerda para direita com a câmera posicionada por trás dele em movimento inverso.
Será que Leone haveria tirado a idéia deste aqui?
Parolini (Frank Kremer) também era abusado nos truques de câmera vide Sabata com Lee Van Cleef.
A presença de Dick Palmer como herói em companhia do simpático Gordinho “Roberto Camardiel” promovem a Parolini o que ele mais desejava em seus filmes, ação, suspense e humor negro.
A cena do caixão de defunto com o falso Jefferson dentro dele na rua no meio da cidade é curiosa e faz lembrar cenas surpreendentes que viriam depois em seus personagens Sartana e Sabata.
A música tema é interpretada pela cantora e atriz italiana Katina (Katrina) Ranieri que foi casada com o maestro Riz Ortolani e teve uma filha com ele, Riza Ortolani.
Este filme não pode faltar no acervo de colecionador que se preze.
Mimmo Palmara [Dick Palmer] foto 2013 na Itália.
Link Disponível na Web: http://uploaded.net/file/8xqs9yfm
Due Croci a Danger Pass
Dos cruces en Danger Pass - Espanha
Two Crosses at Danger Pass - USA
Duas Cruzes para o Diabo – Brasil
Passageiro para o Inferno - Brasil
Um Passo da Morte - Brasil
Produção: 1967 - Espanha/Itália
Diretor: Rafael Romero Marchent
Duração: 90 minutos
Escrito: Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero
Fotografía: Sergio Martinelli e Emilio Foriscot
Música: Francesco De Masi, Alessandro alessandroni e The Mutiis.
Produção: Copercines, Cooperativa Cinematográfica, United Pictures
Produtores: Fulvio Lucisano
Locações: Colmenar Viejo, Madrid , Espanha.
Pietro Martellanza (Peter Martell) – Alex Mitchell (Adulto)
Mario Novelli (Anthony Freeman) - Charly Morane
Nuccia Cardinali - Edith
Luis Gaspar - Mark/Marty
Armando Calvo - Morane
July Ray - Graçonete
Mara Cruz – Judy Mitchell (Adulta)
Jesús Puente – Xerife T. Mitchell
Dyanik Zurakowska (Dianik Zurakowska) - Gloria
Antonio Pica - Doc
Miguel Del Castillo - Powell
Xan das Bolas - Bartender
Cris Huerta – Homem gordo morto no saloon por Charly
Eduardo Coutelenq e Emilio Rodríguez.
Mais um bom western dirigido por Marchent que tem um bom argumento e um Peter Martell em esplendida forma teatral. Uma história de vingança e justiça que é levada ao extremo e chega a ser superior a outros westerns produzidos naquele ano.
O protagonista é Alex Mitchell, um jovem que carrega a sede de vingança dentro de si.
Obscuro e violento que quando criança presencia o assassinato de sua mãe e seu pai, um xerife local (Jesús Puente) por tentar evitar o linchamento de um prisioneiro da justiça até então inocente.
O verdadeiro responsável pelo assassinato de uma criança é Morane (Armando Calvo), um dos poderosos latifundiários da região e tem como cúmplices a sua gangue de desalmados.
Após o ocorrido, Alex é adotado por uma família de ‘Quaquers’, uma religião que abomina a violência.
Em meio a isso é criado com seu meio-irmão Marty com uma profunda obsessão: Liquidar com todos os envolvidos na chacina dos pais.
Inescrupulosamente, após matar os rancheiros, Morane ainda apodera-se de sua irmã Judy Mitchell (Mara Cruz) ainda criança e a mantém como uma escrava em suas dependências.
Após oito anos de sofrimento traumatizado pelo fato, em uma de suas paradas de nômade Quaquer, Alex vendo-se próximo à cidade de Danger Pass sente que é chegado o momento de agir e tirar o peso da consciência.
Um argumento com reviravoltas e ambos os irmãos desejam a vingança da morte dos pais a todo custo.
Um filme de reflexão às conseqüências negativas de uma vida totalmente vivida por sentimentos de ódio e de vingança por Alex, o pistoleiro que é envolvido em um misto de mau e sofrido desde jovem. Interessante é que toda uma cidade depende do desfecho entre as famílias Mitchell e Morane para continuarem suas vidas em paz, pois Morane é um senhor supremo e martiriza a todos no loca por anos. Interessante é ver também o seu meio irmão Marty, com seus fortes princípios de “pacífico” que é, juntar-se a Alex e Judy acreditando que a justiça pode ser feita o uso de armas tal como a promessa que fizera ao pai para poder ajudar a proteger Alex em sua trilha de vingança e ao mesmo tempo tentar convence-lo que pela violência nada se consegue de bom. Ao final, depois de muitos cadáveres pelas ruas da cidade de Danger Pass, Alex olhando nos olhos da jovem viúva Glória (a estonteante Dyanik Zurakowska) [Navajo Joe - 1966, Quem Grita Vingança -1968, Bang Bag Kid – 1967, Matarei um por um – 1968], recém casada com o xerife Doc (Antonio Pica), também morto consegue finalmente refletir e concluir que as armas só servem para a desgraça. Romero Marchent dirigiu com conhecimento e experiência este western com grande elegância.
Ele usa muito neste filme os planos bem amplos que dão sensação de grandeza nas paisagens, um grande artesão e conhecedor dos rumos da história clássica. Uma das cenas que provam a boa utilização dos planos largos é no tiroteio no rancho dos pais de Alex, destacando-se as belas panorâmicas. A cena que envolve o tiroteio e o açoitamento de Judy por Chalie, o filho de Morane na rua, também tem um ponto alto mostrando belos e bem acentuados planos, pois se percebe que Marchent colocava a sua câmera no lugar mais adequado possível para captar a ação. Cenas com câmeras objetivas também com bons resultados foram utilizadas como por exemplo: As cenas luta no Sallon e na cena em que Alex enfurecido tenta violentar Glória (a filha de Morane) no rancho e é impedido pelo irmão Marty que sofre golpes violentos de Alex.
Alex carrega consigo a arma que pertencera a seu pai e é com ela que define o desfecho da história em um grande duelo final com Charlie Morane. Escrito e produzido por Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero, conseguem alem disto manter em todo momento um ritmo forte sem provocar o desinteresse de quem está assistindo, esperando sempre a cena seguinte. Acho que no tiroteio final que envolve à todos na cidade após o duelo final, ou seja dezenas de corpos caídos dos telhados, dos cavalos, dentro dos cochos de água - sofre um corte abrupto, levando os protagonistas ao silêncio e as lamentações finais tirando um pouco os créditos das cenas de tiroteio no início do filme no Rancho dos pais de Alex. Pena o filme ter alguns pequenos cortes por motivo de censura na época como por exemplo: Quando nos tiros de execução dos pais de Alex no Rancho mas não prejudica em nada a história. Esse corte repentino na edição era muito costumeiro no espaghetti mas aqui deixou uma estranha impressão que acabara o elenco de mortos ou acabara o rolo de filme, mas enfim, coisas do Espaghetti.
Um filme feito com cuidado e uma boa direção de fotografia de outros célebres fotógrafos: Emilio Foriscot e Sergio Martinelli, com cores tênues árida do deserto causando sensação de local mórbido e desértico. Atores muito bem postados em seus papeis. Um Peter Martell que atormentado e violento convencendo totalmente a atuação. Jesús Puentes também é perfeito como o xerife honrado e justo e Armando Calvo, o impiedoso, sádico e ambicioso Morane. Charlie (Mario Novelli), o filho de Morane, é perfeito no papel do filho mau e arrogante, lembrando muito Nino Castelnuovo como Jason “Junior” Scott em (Tempo de Massacre – 1966). No geral um grandioso filme que merece estar na coleção de um fã.
Francesco de Masi mais uma vez caprichou alem do tema principal “Without Name” interpretada por Raoul usando a mesma base orquestrada de “Cuanto custa Morire” com outra letra e com parceira de Alessandro Alessandroni e o grupo vocal “The Mutiis” (que pertencia à esposa de Alessandroni), inclui mais duas músicas marcantes que são ouvidas no saloon com participações de July Ray (Garçonete) interpretando-as graciosamente: “What do you Think” e “Brings us joy and happiness” que você poderá fazer o download desta versão ripped do filme e relembrar pela primeira vez na Internet, um show à parte na maravilhosa voz de July Ray.!