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23 março 2017

Os 4 Magníficos Pistoleiros [Lo Chiamavano Veritá...] Especial Brasil


Os 4 Magníficos Pistoleiros - Brasil
Lo chiamavano Verità - Itália
Le llamaban la verdad... - Espanha
Itan pio tolmiros kai ton elegan Verita - Grécia
Smartast i västern - Suécia
They Call Him Veritas - USA

Produção Itália e Espanha 1972
Direção: Luigi Perelli
Escrito: Oreste Coltellacci
Duração: 90 minutos
Música: Manuel De Sica
Fotografia: Mario Capriotti
Edição: Sergio Nuti
Locações: Almería, Andalucía, Espanha
Co Produção: Realizzazioni Telecinematografiche Roma e Medusa Distribuzione


Mark Damon - Verità/Veritas/Verity
Pasquale Nigro (Pat Nigro) - Gigante/Chiggerr
Pietro Ceccarelli - Jesse/Yesael
Guglielmo Spoletini (William Bogart) - Spencer
Enzo Fiermonte - Capitão Confederado
Franco Garofalo - Al/Miserável/Miséria
Maria D'Incoronato - Paquita
Luigi Bonos (Gigi Bonos) - Pierre/Garçon
Corrado Annicelli - William James
Giorgio Dolfin - Jovem Frade
Stefano Oppedisano - Mexicano Agonizando
Giuseppe Alotta - Xerife
Rick Boyd (Frederico Boido) - Segurança loiro de Spencer
Mauro Mannatrizio - Segurança de Spencer com barba
Pietro Torrisi - Homem grita no saloon
Fiorella Mannoia - Garçonete
E com Franco Scanni, Gilberto Galimberti, Tony Askin e Michele Basile.


Este é outro filme em que por falta de informações e material na internet, resolvi fazer uma explanação mais elaborada e pesquisada após assisti-lo algumas vezes.

Verità [Verdade], Jesse, Miséria [Al] e Chigger são quatro malandros desocupados que vivem de golpes pelo oeste. Aproveitando-se da confusão causada pela Guerra Civil, eles usam uniformes diferentes adequadamente dependendo da situação em que são envolvidos. Jogam no time que está vencendo.
Eventualmente, eles usam os uniformes errados e caem nas mãos dos sulistas, e tentam se consagrarem heróis mas são descobertos por um capitão sulista (Enzo Fiermonte) que os condenam à morte por deserção e traição mas logo em seguida são libertados pela anistia em consequência de ser declarada o fim da guerra. Sem dinheiro, desajeitados e estômagos vazios, os quatro vagueiam por comida a qual só conseguem através de suas apostas e trapaças em jogos pelas cantinas e saloons por onde passam.

Conseguem também uma refeição grátis dos monges de um mosteiro, e em seguida ainda trapaceiam os monges em um jogo com cartas e tomam suas mulas como prêmio no jogo. Verità aparentemente é o líder do bando que inseparavelmente de um livro, é quem planeja as várias maneiras e artimanhas por onde passam para conseguirem seu objetivo comida e dinheiro.


Casualmente um dia em um saloon descobre a trama em que alguns bandidos apoderam-se de um carregamento de ouro do Exército Confederado que era destinado ao Governo Federal ao fim da guerra.
Entre o Passo do Diabo, Sacramento e San Antonio, muita confusão irá acontecer, pois é o trajeto que farão para perseguirem pegar o ouro. Para isso, porém é necessário fazer com que a garçonete do saloon "Paquita" (Maria D'Incoronato) entre na jogada pois depende dela a ajuda para conseguirem o ouro, pois ela sabe em que quarto do saloon está escondido o ouro que pertence ao misterioso dono do lugar que vive recluso e que também possui uma metralhadora no quarto onde está o baú cheio de ouro.
Eles desenvolvem um plano para fugir da vigilância dos guarda-costas do militar para roubar o seu ouro. Conseguindo invadir o quarto, eles carregam o ouro em uma carroça enquanto uma violenta briga é provocada por Paquita, Verità e Jesse no andar de baixo do saloon para acobertar o roubo.


Quando eles estão prestes a tomar a estrada com todo o ouro na carroça, são por sua vez, surpreendidos por um personagem misterioso e Verità fica admirado quando pergunta o seu nome. Ele responde ser William James, coincidentemente é o autor do livro "Como ficar Rico no Oeste", que Verità vêm lendo durante toda a história e seguindo passo-a-passo o que nele está escrito confirmando a eficácia da história escrita por seu autor o ex-militar James para ficar rico no oeste.

Verità fica tão entusiasmado que pelo otimismo e sucesso do livro que permite a fugo de James com todo o ouro e parte com seus companheiros para um novo plano em ficar rico através deste livro. Situações curiosas e as vezes absurdas e pouco envolventes estão no roteiro como:

Verità (Mark Damon) ordena a seus amigos para fazerem uma corda com os lençóis e para juntos fugirem da prisão pela janela e diz "Porra, está curta", e pega então os cinturões dos amigos para completar o tamanho da corda e assim laçam-na ao pescoço de um cavalo em que puxa as barras de ferro da grade da janela após Jesse espantá-lo com um dardo lançado através de uma sarabatana de dentro da cela para que ele partisse à galope. O que o direto esqueceu é que o cavalo levou a corda no pescoço e mesmo assim eles descem pela mesma corda que o cavalo levara consigo.


Há um jogo de ferraduras em que são arremessadas em um pino de ferro, tradicional no oeste em que o baixinho Chiggerr (Pasquale Nigro) usa ferraduras magnéticas para trapacear seus adversários. Uma cena curiosa que na teoria até funcionaria mas aqui, muito fantasiosa. Miséria insiste em beijar a ferradura magnética para dar sorte, e não sabendo que é magnética, ao beijá-la tem um par de seus dentes arrancados da boca.

Ao lavarem pratos em uma cozinha como forma de pagamento por sua comida, travam uma guerra de pratos e comidas bem ao estilo Hill / Spencer. O baixinho Chiggerr também mantém em suas mãos um jogo de cartas estranhas falsas aplicando golpes em todos por onde passa. Até tem um bom elenco com rostos conhecidos, um bom figurino, bom número de extras e um belo cenário.

O problema é a falta de uma história mais convincente e ideias melhores e até a edição prejudicou no geral. O ambiente em que o filme é rodado é até confortável, transmite o clima para quem assiste, mas falta a ação que nunca vêm. Nem Fidani conseguiu fazer um filme assim. A música de De Sica não é ruim. Pietro Torrisi, astro também de épicos romanos está creditado no elenco mas não se consegue identificá-lo assim com Gilberto Galimberti.


Ao planejarem usar explosivos para bloquearem a passagem da carroça com ouro no Passo do Diabo, não conseguem êxito por dependerem de um cigarro de Jesse para acenderem o estopim da dinamite que é aceso com atraso pelo tempo perdido em procurarem pelo último cigarro aceso em meio a areia do deserto.

Além de Verità que não larga o seu livro, temos o escocês Jesse, citando provérbios de seu avô em várias situações desnecessariamente. Temos Chigger contando piadas estúpidas e sem sentido com suas cartas falsas e Miséria, carrancudo e estúpido, e os quatro vagueiam juntos sempre atrás de sua próxima tentativa de fraude. O diretor ainda conseguiu introduzir ao filme um saloon com cardápio de comida italiana e outro de comida francesa e um típico garçon francês que as vezes é até engraçado.


Um filme fraco e desprovido de boas ideias, onde os truques modestos não são o suficiente para encher as lacunas da narrativa. A inconsistência dos personagens e a inadequação de ritmo é realizada com apatia. Embora seja centrada sobre as façanhas fracassadas de quatro pobre andarilhos, o filme tem um ritmo lento e a diversão não vai além de gestos e apenas alguns poucos diálogos merecem alguma atenção.

Mark Damon consegue sacar seu revólver uma única vez para fazer com que o chapéu volte para cabeça de Jesse, trazendo aquela lembrança de sua consagrada atuação como Johnny em “Ringo e suas Pistolas de Ouro” (1966 de Sergio Corbucci). As piadas prontas, não causam efeito algum no roteiro. Infelizmente temos consideráveis atores que estão praticamente desorientados no filme pela falta de criatividade e ideias do diretor.


Este sem dúvida é um dos últimos Espaghettis produzidos e um dos mais baratos já realizados.
Parece que ele tem uma história e algum tipo de roteiro, mas sem inspiração alguma pelo diretor. É estranho que depois de tantos Espaghettis produzidos, este aqui tenha sido produzido sem nenhuma inspiração, pois a impressão que fica é que o diretor não assistiu a nenhum deles.

Distribuição nos cinemas brasileiros foi feita pela Seleção Ouro na década de 70 e inédito na TV brasileira. Tenho três versões deste filme sendo uma em áudio espanhol, uma em italiano e uma em inglês e esta última possui cinco minutos a mais que as anteriores, mas que não altera em nada o conteúdo das outras.


CAPA VHS LANÇADA NA ESPANHA

Versão áudio Espanhol disponível no Youtube 
Tema original disponível no Youtube
Música: Manuel De Sica

09 março 2016

Un Treno Per Durango [Um Trem Para Durango] Especial Brasil


Um Trem para Durango - Brasil
Un Treno per Durango - Itália
Train for Durango - USA
Влак за Дуранго - Bulgária    
Helvedesbanden fra Mexico - Dinamarca    
Un Tren para Durango - Espanha    
Viimeinen juna Durangoon - Finlândia    
Un Train pour Durango - França    
Ena Traino gia to Durango - Grecia     
A Durangói Vonat - Hungria   
Ett tåg till Durango/Sista Tåget till Durango - Suécia
Der Letzte Zug nach Durango - Alemanha


Direção: Mario Caiano (William Hawkins)
Escrito: Mario Caiano, José Gutiérrez Maesso e Duccio Tessari
Duração: 90 minutos
Produção Itália e Espanha 06 de Janeiro de 1968
Co Produção: M.C.M. e Tecisa
Produção: Bianco Manini
Música: Carlo Rustichelli e Bruno Nicolai  
Fotografia: Enzo Barboni   
Edição: Renato Cinquini   
Gerente de Produção: Ferruccio De Martino
Distribuição original no Brasil: Century vídeo



Anthony Steffen - Gringo
Mark Damon - Brown
Dominique Boschero - Helen
Roberto Camardiel - Lobo
José Bódalo - Lobo/Chefe Mexicano
Manuel Zarzo - Heraclio/Capanga de Lobo
Aldo Sambrell - Capitão Exército Mexicano
Enrico Maria Salerno - Lucas
Rafael Albaicín - Capaganga de Lobo
Simón Arriaga - Capanga de Lobo
José Canalejas - Manuel/Capanga de Lobo
Tito García – Pedro/Ticket do Trem
Goyo Lebrero - Gonzalez
José Manuel Martín - Revolucionário
Joaquín Parra - Capanga de Lobo
Lorenzo Robledo - Escolta no Trem
e com Mirella Manini, Ric Burton Jr. e  Arturo Fuento.


Anthony Steffen estrelou este filme em 1967, dirigido por seu velho conhecido Mario Caiano sob o pseudônimo de William Hawkins e produzido por Bianco Manini, responsável pelo explosivo personagem Gringo.
O filme tem outro militante no elenco, Enrico Maria Salermo, um excelente intérprete, dublador de Clint Eastwood em “Por um Punhado de Dólares” e futuro diretor de dramas europeus. Em “Um Trem para Durango” constitui-se uma sátira aos Zapata-Spaghetti, ao ciclo, não à ideologia.

A divertida trilha sonora do veterano Carlo Rustichelli acompanha muito bem o ritmo da aventura. A ação começa quando revolucionários mexicanos atacam um trem, roubam um cofre cheio de ouro e raptam a jornalista Hélène (Dominique Boschero). Entre os passageiros, apenas o norte-americano e aventureiro Gringo (Steffen) e o mexicano Luca (Salermo) sobrevivem.


A dupla se apodera das chaves do cofre e parte em busca dos rebeldes. Gringo pretende resgatar Hélène e botar as mãos na fortuna roubada. A seu parceiro, somente a fortuna interessa. Frequentemente envolvidos em enrascadas, os anti-heróis são salvos diversas vezes por um cavalheiro misterioso (Mark Damon) a bordo de um automóvel Oldsmobile. Munido de pistola, rifle, metralhadora e granadas, a princípio ele se apresenta como Brown.

Depois, revela ser o major Samuel Lee Barrett, incumbido pelo Exército dos Estados Unidos de recuperar o ouro roubado. Em conclusão. Descobre-se que ele não passa de um vigarista ianque de nome MacPherson. Brown/Barrett/McPherson abandona Gringo e Luca no meio do deserto e foge com o ouro e Hélène na verdade é sua esposa.


Na pele da mulher do trambiqueiro, a francesa Dominique Boschero esbanja malícia. A atriz, cujo currículo inclui trabalhos ao lado do conterrâneo Jean-Paul Belmondo, da italiana Gina Lollobrigida e do norte-americano William Holden, relata lembranças: “Caiano era diretor talentoso; Steffen, uma pessoa simpática; Enrico, muito complicado. Ele pregava ideias comunistas o tempo todo, a não ser quando estava bebendo, Quanto ao Mark, íamos nos casar. Contudo o relacionamento não seguiu adiante”.

O norte-americano Mark Damon começara a carreira na Hollywood dos anos 1950 em filmes B, mas sagrou-se astro na Itália na década de 1960.


Enzo Barboni foi o diretor de fotografia de Caiano neste filme e posteriormente usaria o pseudônimo de E. B. Clucher para dirigir “Chamam-me Trinity” (1970) e “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971). Nesses dois westerns de enorme sucesso, Mario Girotti [Terence Hill] e Carlo Pedersoli [Bud Spencer] são os irmãos Trinity e Bambino. Esfarrapados como Gringo e Luca, eles vivem igualmente metidos em encrencas.
O filme com Steffen e Salermo aposta na comédia de situações; a série protagonizada por Hill e Spencer, no pastelão.


Teria sido deste filme uma suposta ideia da criação dos personagens da série Trinity, tendo em vista o envolvimento direto de Barboni Em “Um Trem para Durango”? Quem sabe? A despeito do tom humorístico, “Um Trem para Durango” evidencia influências comunistas do diretor Caiano e do produtor Manini. A Revolução Mexicana merece várias menções no roteiro do próprio Caiano e Duccio Tessari criador da série “Ringo” e diretor de outros Espaghetti-Político-Satírico, como em “Uma Dupla de Mestres” (1971).


O ouro roubado do trem pertence à fábrica norte-americana Colt, acusada de fornecer armas à ditadura de Porfírio Diaz. Ainda sobram farpas à crise econômica. Uma das cenas mais arriscadas da carreira de Steffen está neste filme onde Gringo e Luca, são enterrados até o pescoço no chão e um bando de cavalos galopa em sua direção.

Os cascos dos cavalos não atingem Steffen e Salermo por centímetros. As imagens evidenciam não haver dublês em cena. Steffen comenta que conseguiu fazer a cena porque era jovem e maluco. “Eu tinha que ganhar o pão nosso de cada dia.”


Um filme montado em uma linguagem muito agradável que faz o fã gostar dele. Uma ótima fotografia que atravessa paisagens inesquecíveis como algumas onde fora filmado "Por uns dólares a Mais" e muitos outros. Filmado na Espanha, mas você se sente realmente nas terras áridas do México. No bando de Lobo, faltou somente Frank Braña para completar o time de bandidos que morrem nas pradarias espanholas, mas todos os conhecidos nos filmes de Leone e vários outros estão presentes.

Enrico Maria Salerno [Bandidos] (1967) é Lucas, o companheiro e parceiro mexicano do Gringo. Faz um perfeito e bem desempenhado papel que lembra "Tuco" em (O Bom, o Mau e o Feio); ele é manhoso, sorridente, alegre, otimista mas não é totalmente confiável.

Esta é uma comédia que deu certo no Espaghetti ao contrário de muitas outras tentativas de outros diretores que já descrevi aqui neste blog. O filme tem várias cenas muito engraçadas que realmente faz rir e é uma memorável produção nos tradicionais moldes Espaghettis com um final surpreendente divertido. Inédito na TV Brasileira.


Lucainena de las Torres é um municipio espanhol da provincia de Almería, exatamente situado em Sierra Alhamilla. No ano de 2013 contabilizou-se 650 habitantes. Sua extenção é de 123 km² e tem uma densidade 5,4 hab/km². Encontra-se situada a uma altitud de 542 metros e a 53 kilómetros da capital da provincia, Almería.

Desde janeiro de 2013 Lucainena de las Torres tornou-se parte da rede dos povoados mais bonitos da Espanha. Outros filmes rodados em Polopos foram Cem Rifles (1969), Tepepa (1970), Sledge, o homem Marcado (1970), Johnny Yuma (1966), Deus Perdoa... Eu não (1967), Um Trem para Durango (1967) entre outros.

Links disponíveis na Web:
http://www.filefactory.com/file/6zms7htef9tz/Um%20Trem%20para%20Durango_by_gerson.avi
747 Mb
Formato AVI
Ripped VHS
720 x 540 pixels
Áudio Inglês
Legendas Português

DVDRip
Formato AVI
688 x 304 pixels
Áudio Italiano
Legendas Gregas
http://www.easybytez.com/p8yhnyhdxxf1
http://www.easybytez.com/xv6bws6300d5
http://www.easybytez.com/i283yjr566sa
http://www.easybytez.com/0ab4i4fher8v
http://www.easybytez.com/bwjxkkef120t


Áudio Inglês com legendas automáticas traduzíveis.

10 fevereiro 2015

Capas/Cover Original VHS Video Tape Westerns no Brasil, "A Morte Não Conta Dólares" [La Morte Non Conta I Dollari]


 Acervo Pessoal
Duelo Fatal - Brasil
La Morte Non Conta I Dollari
Death, At Owell Rock - USA
Death Does Not Count The Dollars – USA

Produção: Itália 1967
Direção: Riccardo Freda (George Lincoln)
Duração: 93 Minutos
Música: Nora Orlandi E Robby Poitevin
Canção cantada por Raoul
Fotografia: Gábor Pogány
História: Giuseppe Masini E George Lincoln
Distribuição: Century Vídeo - Crystal Pictures
Produção: George Lincoln Film - Cinecittà - Roma

Mark Damon - Harry Boyd
Luciana Gilli - Jane White
Pedro Sanchez - General Pablo Rodrigues
Pamela Tudor - Lisbeth Pearson
Alan Collins (Luciano Pigozzi) - Juiz Robert Warren.
Giovanni (Nello) Pazzafini - Doc Lester
Stephen Forsyth -Violinista Lawrence White
Renato Chiantoni - Bert Johnson (Lingua Cortada)
Lydia Biondi - Sra. Gilbert/Mulher Do Ex-tabelião
Mariella Palmich - Helen (Encarcerada)
Spartaco Conversi - Lester
Alessandro Gottlieb, Hardy Reichelt,Francesco Tensi, Dino Trano, Maurizio Tocchi e Aldo Cecconi.

Dois irmãos: O violinista Lawrence White e sua irmã Elizabeth White chegam a cidade de “Orwell Rock” no território do Arizona, em busca de vingança pela morte do pai.
Saiba tudo sobre esse filme e sua música em: A Morte não conta Dólares.


Verão com áudio Português/Brasil disponível no youtube

23 maio 2014

Johnny Yuma, O Vingador


Johnny Yuma - Brasil
Johnny Yuma: O Vingador – Brasil
Johnny Yuma - USA
Produção: Itália 11 de Agosto de 1966     

Director: Romolo Guerrieri
Duração: 100 minutos
Escrito: Fernando Di Leo, Romolo Guerrieri,
Sauro Scavolini e Giovanni Simonelli
Produzido: Italo Zingarelli
Musica: Nora Orlandi         
Fotografia: Mario Capriotti            
Edição: Sidney Klaber                   
Co Produção: Tiger Film e West Film
Locações: Almería, Andalucía, Espanha

Mark Damon  - Johnny Yuma
Lawrence Dobkin - Linus Jerome Carradine
Rosalba Neri   - Samantha Felton
Luigi Vannucchi (Louis Vanner) - Pedro
Fidel Gonzáles - Sanchez Garcia
Gustavo D'Arpe (Gus Harper) - Pitt
Anthony La Penna (Leslie Daniels) - Thomas Felton
Gianni Solaro  (Johnny Solari) - Hans Vander Oder
Ferdinando Poggi (Ferd Poger) - Sugar
Dada Gallotti  (Alba Gallotti) - Susan
Franco Lantieri  (Frank Liston) - Sancho
Mirella Pamphili - Garota do Saloon
Fortunato Arena - Jogador de Poker
Joaquín Parra  - Capanga de Pedro
Saturno Cerra - Olho de Águia/Cyclops
          
Em Santamargo no México, Samanhta Felton (Rosalba Neri) era uma mulher que não mediria consequências para conquistar o que queria, até mesmo encomendar a morte de seu marido para apoderar-se de sua fortuna, mas para isso ela necessitaria fazer um pacto com seu amante e cúmplice Pedro (Luigi Vannucchi).

Ambos teriam mais tarde que enfrentar Johnny Yuma (Mark Damon) um cavaleiro sem rédeas que possuia o segredo do cofre que continha a tal fortuna.
Para matá-lo e ficarem livres, Samantha tenta contratar Carradine (Lawrencw Dobkin), com sua irresistível sensualidade e $ 5.000 dólares, porém além de não aceitar a proposta este se junta a Johnny Yuma para fazer justiça.

A trilha sonora de Nora Orlandi é um dos pontos altos desta aventura de Mark Damon que fez outro Johnny, o “Johnny Oro” de Corbucci.
O filme foi notável quando lançado na América porque foram percebidos excessos na violência. Lógico, esses filmes eram mais violentos do que muitos Westerns Americanos. Também muito diferente foi a intensidade psicológica da violência e as causas a ela atribuída, o que equivale a dizer que não era a violência, mas sim o efeito dela sobre os fatos.
Johnny Yuma é diferente e interessante no uso e representação da violência. A profundidade psicológica da personagem é criada quase que inteiramente por meio de imagens icônicas.

Este pequeno e grandioso filme é realmente maravilhoso e tem todos os elementos que fizeram o Espaghetti Western tão emocionante e divertido: Uma grande trilha sonora (Uma das poucas e raras presenças de compositores feminino para trabalhar neste gênero, Nora Orlandi), sequências de ação emocionantes muito bem musicalizadas mas parece-me que a canção título por ter sido rascunhada às pressas para o filme pois tem pouco a ver com a ação apropriada do filme!

O cenário bonito em Almeria, Espanha, aqui é usado com sabedoria.
Uma história muito boa, com uma boa vantagem trágica em um romance.
Os atores fazem trabalhos maravilhosos com performances verdadeiramente de destaque para Lawrence Dobkin e Rosalba Neri (no papel mais vital para uma mulher em um Espaghetti Western) assim como fora para Claudia Cardinale  em "Once Upon a Time in West" de Sergio Leone.
A presença de um vagabundo mexicano ganancioso que ajuda Damon o tempo todo, apesar de sentimentalismo sobre o assassinato de uma criança.
O “Pueblo de Santamargo” mexicano em que o conto se desenrola abastece a atmosfera do Oeste necessária, mas também demonstra o cenário ideal para o tiroteio apoteótico.

Johnny Yuma é um Espaghetti Western estrelado por Mark Damon, Rosalba Neri, e Lawrence Dobkin .
O personagem-título ganhou seu nome por suas façanhas em um tiroteio em Yuma, Arizona, e não tem relação com a série de televisão 1961 The American Rebel.
Um filme maravilhoso que tem todos os elementos do melhor Western.
Sequências emocionantes de muita ação com borda de um agradável romance, formidáveis interpretações e um belíssimo cenário. Um final literalmente surpreendente no melhor do faroeste.
Um filme que deve ser visto e apreciado pelos fãs.

Depoimento em um peuqeno documentário de Mark Damon, Robert Woods, Dan Van Husen, Richard Harrison, Brett Halsey, Hunt Powers e Micahel Forest, exclusivo que tive o prazer de ser autorizado a legendá-lo para o Brasil, em Português.

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21 outubro 2011

A Morte Não Conta Dólares


Duelo Fatal - Brasil
“La Morte Non Conta I Dollari”
“Death, At Owell Rock - USA”
“Death Does Not Count The Dollars – USA”

Produção: Itália 1967
Direção: Riccardo Freda (George Lincoln)
Duração: 93 Minutos
Música: Nora Orlandi E Robby Poitevin
Canção cantada por Raoul
Fotografia: Gábor Pogány
História: Giuseppe Masini E George Lincoln
Distribuição: Century Vídeo - Crystal Pictures
Produção: George Lincoln Film - Cinecittà - Roma

Mark Damon - Harry Boyd
Luciana Gilli - Jane White
Pedro Sanchez - General Pablo Rodrigues
Pamela Tudor - Lisbeth Pearson
Alan Collins (Luciano Pigozzi) - Juiz Robert Warren.
Giovanni (Nello) Pazzafini - Doc Lester
Stephen Forsyth -Violinista Lawrence White
Renato Chiantoni - Bert Johnson (Lingua Cortada)
Lydia Biondi - Sra. Gilbert/Mulher Do Ex-tabelião
Mariella Palmich - Helen (Encarcerada)
Spartaco Conversi - Lester
Alessandro Gottlieb, Hardy Reichelt,Francesco Tensi, Dino Trano, Maurizio Tocchi e Aldo Cecconi.

Dois irmãos: O violinista Lawrence White e sua irmã Elizabeth White chegam a cidade de “Orwell Rock” no território do Arizona, em busca de vingança pela morte do pai.
Os suspeitos dos crimes são os irmãos Lester, um grupo de bandidos que apropriam-se das terras dos fracos. Há uma testemunha “Bert” que ficou com a espora de Doc Lester e teve sua língua cortada para não revelar os assassinos do crime de assassinato do velho Mathew White. Surge também durante a viagem um aventureiro que ao chegar a cidade só se mete em encrencas; no armazém, no saloon, no hotel, enfim provoca os seus rivais para conseguir infiltrar-se no bando dos Lester para ajudar a revelar os crimes. O nome dele é Harry Boyd, disfarçado. Coletando todas as provas contra Lester, Lawrence vai ao tribunal para convencer o juiz Warren a reabrir o julgamento contra os assassinos de seu pai que haviam sido inocentados por falta de provas no julgamento.
Na verdade ha uma troca de identidade entre Harry e Lawrence que é um promotor de justiça federal.
A chance que Harry encontra em descobrir os assassinos está com Helen, uma prostituta sob cárcere no México, mulher vendida ao General Pablo Rodrigues que na realidade é filha do juiz Warren. O filme tem uma trama muito boa; Mark Damon dá um show de interpretação principalmente nas cenas de lutas e sacando sua arma com a mão esquerda. Pela primeira vez se vê uma investigação de perdas de terras em um cartório da cidade onde existe uma página arrancada da escritura.
Para se explodir uma casa na cidade onde os Lesters estão protegidos como um esconderijo, é usada uma "diligencia-bomba" para tira-los para fora. Stephen Forsyth tem uma presença tímida neste filme e um ano antes em 1965 tinha feito muito sucesso com “A Sombra De Uma Arma”. Pedro Sanchez tem participação em uma única cena como o mexicano Pablo Rodrigues e mostra porque ficaria tão famoso na trilogia de Sabata como “Carincha,Caruncho, Escudo”. Mark Damon que começou em filmes de Capa, Sandalha e Espada, deu-se muito bem nos westerns europeus, e teve essa oportunidade inesperada como revelou em depoimento no Western Festival Hollywood 2011 na California. Infelizmente em minha opinião a sua voz em Inglês era dublada em outras línguas e às vezes não se encaixavam bem. Podemos notar isso em "Ringo e Suas Pistolas de Ouro", dublada em Português.
O filme tem de tudo um pouco, é um clássico e pena que um pouco esquecido e desprezado. Merece uma remasterização. Bem dirigido por Riccardo Freda com um roteiro composto de implicações com muitas reviravoltas, bons atores, a história envolvente e boas cenas de ação, principalmete uma delas no final com uma boa luta entre Mark Damon e Nello Pazzafini na rua da cidade, ambos em grande forma, as quedas dos cavalos muito bem fotografadas, embora em alguns poucos lugares em que o filme ocorre não tem nenhuma relação com o enredo.
Uma atenção especial ao filme deve ser dada, no entanto, ao final em que Freda registra aqui talvez em um dos raros westerns italianos, onde o "herói protagonista" não consome sua vingança final com morte e sim confiando o vilão à justiça, ou seja, ao juiz Warren. No geral é um bom western filmado nos Estúdios Italianos de Cinecittà para ser revisto, sem dúvida.
Na versão em inglês dublada vem com uma vírgula no título "Death, at Owell Rock" é pronunciado "Owl" como Coruja, então subentende-se "Morte na Pedra da Coruja". No Brasil foi lançado com os títulos de "Duelo Fatal" e também "A Morte não Conta Dólares".
Pode-se ouvir a voz e o coral de Nora Orlandi em duas músicas. Uma trilha sonora feita em parceria com Robby Poitevin e na faixa tema vocalizada em inglês a canção “Who can be happier than me” é interpretada na bela voz de Raoul Lovequio.
Uma curiosidade também é a presença da bela Mariella Palmich em seu primeiro Espaghetti Western em um histórico de sete participações.
Exibido em várias reprises do Bang Bang à Italiana da TV Record dentre elas; 25 de janeiro de 83, 04 de Janeiro de 1984 e 14 de Janeiro de 1985.


Versão com áudio Português/Brasil disponível no Youtube

11 outubro 2010

Ringo e Sua Pistola de Ouro / Johnny Oro


Produção Itália 1966
Ringo and his Golden Pistol (USA)

Direção: Sergio Corbucci
Música: Carlo Savina e Cantori Moderdi di Alessandroni
História: Adriano Bolzoni e Franco Rossetti
Produção: Joseph Fryd
Duração: 87 min.
Fotografia: Riccardo Pallottini
Edição: Otello Colangeli
Direção de Arte, Decoração de Cena, Ambientação e Design: Carlo Simi
Edição de Som: Alessandro Sarandrea
Co-Produção: Sanson-Film
Locação: Castello di Rota, Tolfa, Roma, LazioElenco
Mark Damon - (Alan Harris) - Johnny Oro / Ringo
Valeria Fabrizi - Margie
Franco De Rosa (Franco Derosa) - Juanito Perez
Giulia Rubini - Jane Norton
Loris Loddi - Stan Norton (filho do xerife)
Andrea Aureli - Gilmore (Líder local)
Pippo Starnazza - Matt (velho preso)
Ettore Manni - Xerife Bill Norton
Nino Vingelli - Gordo amigo de Gilmore
John Bartha - Bernard - Alcalde (Adminstrador da fronteira)
Giovanni Cianfriglia (Ken Wood) – Índio Sebastian
Fortunato Arena - Capanga de Joanito
Paolo Figlia - Pistoleiro
Ferdinando Poggi, Vittorio Bonos, Bruno Scipioni, Silvana Bacci,
Giulio Maculani, Evaristo Signorini, Amerigo Castrighella,
Figlia Francesco, Ivan Basta, Lucio De Santis e Mauro Mannatrizio.



Quarto filme Spaghetti Western de Corbucci, agradável suficiente não sendo comparável ao estilo barroco do posterior no gênero - Django (1966) e o sombría obra-prima, O Grande Silêncio (1968). Mark Damon bem diferente de Franco Nero, e bem longe de Jean-Louis Trintignant.

Ele ainda tem boas lembranças de sua participação neste filme conforme mencionou em entrevista durante um evento de filmes Cult em 2004 no Festival de Veneza.
O filme tem um saudável senso de humor negro.

Na fronteira entre “Ravinas e Coldstone”, Ringo aguarda na saída da igreja o final do casamento de “Perez” que é morto exatamente 40 segundos após sua vida conjugal ter início junto com mais dois irmãos.

Seu irmão mais novo Juanito Perez é poupado por Ringo por não ter um preço por sua cabeça.
Juanito (Franco De Rosa)consegue uma inusitada e improvável aliança de índios apaches renegados e mexicanos e colocá-los contra a cidade de Coldstone ameaçando invadi-la se não entregarem a cabeça de Ringo por vingança, mas o xerife se recusa a entregar Johnny que está sob sua custódia aprisionado.


Encontramos alguns momentos divertidos como o insulto no Saloon; Ringo pede ao barman uma preparação prolongada de uma mistura composta de whisky, mostarda, leite, tobasco (uma espécie de pimenta picante) e ovo, misturando-os só para depois jogá-lo no rosto de Gilmore (Andrea Aureli), um líder local e contrabandista de armas que ao final recebe um machado em sua cabeça lembrando outra cena forte de Corbucci com Aldo Sambrell em “Navajo Joe”.

Mais tarde, enfrenta três capangas de Juanito disfarçados de músicos na rua, sem a sua cobiçada pistola de ouro, simplesmente jogando uma dinamite sobre eles pulverizando-os explodindo a rua principal da cidade (é interessante notar nesta cena que Ringo primeiramente assovia e tira seu cavalo da rua antes da explosão prevendo a repercussaõ do estrago).

Johnny utiliza-se de dinamite já que armas de fogo não são permitidas na cidade de Colsdtone.

Ettore Manni está muito bom no papel do Xerife Bill Norton que é exatamente o contraste de Ringo; é um homem de princípios muito além da razão que tem um cliente freqüente em sua cadeia chegando ao ponto de considerá-la sua casa e tem até um velho amigo Matt (Pippo Starnazza) que evita sair da cadeia por achar que a vida na prisão lhe dá mais benefícios do que a vida em liberdade.

Corbucci procurou batizar o filme originalmente de “Johnny Oro” para não ter nenhuma relação ou ligação com os dois “Ringo” anteriores criados pelo diretor Duccio Tessari e estrelado por Giuliano Gemma.

Mark Damon, ator americano nascido em Chicago-Illinois está brilhante como Ringo, cujo seu nome verdadeiro é “Jonathan Atemidoro Jefferson Gonzáles” o respeitável pistoleiro com a pistola de ouro. Ele tem uma resposta para tudo e faz o seu personagem de forma perfeita.

Damon interpreta um hábil pistoleiro canhoto (saca a arma com a mão esquerda) raramente vistos em outros Espaghettis e seus confrontos são memoráveis com apetrechos dourados em ouro refletindo brilho aos olhos de seus oponentes procurando equiparar a vantagem aproveitando-se destes truques em momentos decisivos nos duelos para confundi-los e agir no momento certo.

A história as vezes lembra até um pouco “Rio Bravo”, com John Wayne.
Sergio Corbucci , em seu auge, tem em seu Ringo, Johnny Oro de traje preto, com detalhes em ouro inclusive em sua sela e esporas, é um caçador de recompensas que só saca sua arma de ouro em troca de ouro e só mata bandidos que estejam legalmente com seus dias contados.

Nem mesmo sabendo da morte de sua amante Margie (a belíssima Valeria Fabrizi) por Juanito,
Johnny não demonstra nem um sentimento e emoção.


Este filme é o seu pré-Django com Franco Nero que seria feito em seguida no mesmo ano, notando-se tragicamente que os dois persoangens após armarem suas confusões, ao final causam evacuações em massa e destruição total da cidade para poder reinar a paz.

É o estilo Corbucci. Existem relatos que Corbucci idealizou este filme homenageando o ato Richard Boone de “O Paladino do Oeste” série de TV americana exibida também no Brasil na década de 60 filmado em preto e branco.

Após a evacuação da cidade, só o xerife, sua esposa, seu filho, e o velho Matt ficam para trás para defender Johnny. Aqui achei um pouco desproporcional a quantidade de bandidos que enfrentaram mas temos aqui a dinamite e afinal é o Espaghetti Western.

A direção de arte, decoração de cena, ambientação e design de Carlo Simi foi fundamental para que este filme torna-se inesquecível. Nota-se no canhão muito bem postado como um Monumento da cidade, uma das peças fundamentais para o desfecho da história.


A música de título de Carlo Savina é cativante, tanto na versão vocal italiana ou em inglês.
A letra da música faz jus ao protagonista: Não fala de amor de mulher, nada romântico, somente ouro como na versão italiana...(Non l´ importava dell ' amore / a Johnny Orooooo – Il suo l´unico amore era l´oro)

Johnny Oro, acho que foi um personagem que anteciparia ícones do gênero como Sabata e Sartana, estes personagens com vestimentas mais sofisticadas sob os olhos de outros diretores.



Mercenários mais sofisticados nos filmes Corbucci surgiriam após este, como o polaco Kowalski e o sueco especialista em Armas Yolaff Petersen ambos interpretados por Franco Nero.

Kowalskis e Peterson também foram personagens obcecados por fortunas, gananciosos, frios e cruéis mas que em algum momento, gradativamente, acordam para a consciência social revolucionária em meio a tantas injustiças de um povo sofrido ao contrário de James Coburn em “Giu La Testa” (Quando explode a vingança) age unicamente por questões de idealismo. Interessante e inesplicável o sucesso deste filme no Brasil tendo em vista sua exibição pela primeira vez na TV Manchete do Rio de Janeiro em 05 de Agosto de 1983 para todo o Brasil no início de suas atividades.

Sua passagem pelo cinema foi obscura e tardía e a maioria dos brasileiros vieram mesmo a cultuar Johnny Oro na década de 80. No Japão o sucesso deste filme também é um fenômeno. Particularmente acredito que seja pela forte influência da música com o seu inesquecível assovio aqui eternizado por Alessandro Alessandroni.
Johnny Oro ou Ringo e sua Pistola de Ouro tem sua particularidade.


Até mesmo a equipe de Sergio Corbucci cometia falhas como esta em que nota-se um automóvel estacionado do lado da igreja. 

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