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18 maio 2017

Se Te Encontro... Te Mato! [Se T'incontro T'ammazzo! [Especial Brasil]

Se Te Encontro... Te Mato! - Brasil
Se T'incontro T'ammazzo - Itália
Finders Killers - USA
Kostaja - Finlândia
Si Je Te Rencontre, Je Te Tue Et Pour Ça J'irai
Jusqu'au Bout Du Monde - França
Agria Katadioxis Sto Texas - Grécia
Hevn Til Siste Kule - Noruega
Se Te Encontro Mato-Te - Portugal
Unerbittlich Bis Ins Grab - Alemanha
Cuvaj Se Kad Te Sretnem - Yuguslávia, Sérvia

Produção: Itália 27 de Março de 1971
Direção: Gianni Crea     
Escrito: Fabio Piccioni
Duração: 91 Minutos
Música: Stelvio Cipriani               
Fotografia: Vitaliano Natalucci
e Giovanni Varriano        
Produção: Fernando Morbis
Edição: Sergio Buzi         
Design De Produção: Giovanni Fratalocchi        
Supervisor De Produção: Luciano Brega
Coordenador De Dubles: Emilio Messina
Co Produção: Minerva Film, Rieti Film.

Elenco:
Donald O'Brien (Donal O’Brien) - Jack Forest/Jack Dean
Gordon Mitchell - Chris Forrest
Femi Benussi - Garota do Saloon/Connie
Mario Brega - Grendel/Crandall/Parker
Dino Strano (Dean Stratford) - Dexter
Pia Giancaro - Lisa
Gennarino Pappagalli - Olsen
Omero Capanna - Homem no Saloon
E com Emilio Messina, Alessandro Perrella e Lorenzo Fineschi.

Donald O'Brien é Jack Forrest, um fazendeiro que distante de seu rancho ouve tiros enquanto cortava madeira. Ele corre para sua casa e ao chegar encontra tudo destruído e queimado, sua mãe morta e seu pai agonizando que sussurra acreditando que os bandidos podem ter sido enviados por Crandall, um explorador local que pode estar por trás de tal maldade.

A busca de vingança de Jack Forrest começa com um bandido chamado Dexter (Dino Strano), que ele acredita poder levá-lo até Crandall. Em seguida, acaba por se situar na cidade de Wintrop, onde a empresa Blake-Edward está localizada.


Por alguém atirar em seu cavalo durante a viagem faz com que Jack sinta a impressão de que está no caminho certo. O fato de um empresário chamado Parker e um banqueiro chamado Olsen estarem tão ansiosos para vê-lo e preocuparem com sua segurança, desperta suas suspeitas sobre eles.

Um misterioso pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) vestido de preto aparece na cidade e aceita dinheiro de ambos Parker e Olsen para intimidar Jack de fazer-lhes mal, mas ele não consegue afastar Jack de Parker além de Jack ter uma queda por Lisa, a linda sobrinha de Parker.

O diretor Gianni Crea utilizando-se de um recurso bem parecido com o de Demofilo Fidani, ou seja, com pouco orçamento e um elenco pequeno e limitado onde faltam até os extras para o povo da cidade, usa uma série de desculpas e motivos para implementar a ação ao telespectador mas equivocadamente complica tudo.

Há uma verdadeira guerra entre a gangue de bandidos de Dexer e moradores da cidade logo no início e aparentemente não se consegue entender o porque morre tanta gente sem motivo. Faz pouco sentido tudo aquilo simplesmente um pretexto para mostrar o poder de Dexter.


Uma das poucas e boas cenas de ação que é lembrada é uma luta no cemitério em que um dos dois algozes de Jack tenta estrangulá-lo com uma cruz arrancada de uma sepultura, mas sem sucesso.

O pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) diz à garota do saloon, Connie (Femi Benussi) que as mulheres dão azar e por isso ele deve ficar longe delas mas no minuto seguinte, ele manda ela para o seu quarto para um "treino".

Um problema ainda maior surge quando a ação pára e os personagens são confinados em uma longa conversa na casa de Parker.

Nessa conversa durante um jantar, o assunto é uma discussão sem fim sobre a necessidade de Jack conseguir um cavalo para deixar Winthrop rapidamente.

Parker sugere sinicamente que Jack saia da cidade e lhe oferece a égua Sweet Sue, uma das melhores da região que pertence a sua sobrinha porque todos os outros cavalos da cidade são inúteis.

A situação foi assim: Jack, sua posição nesta cidade é muito delicada. É melhor você começar a pensar como você vai sair dela. Eu tenho uma ideia e acho que o cavalo de Lisa seria uma possibilidade distinta para alguém como você afastar-se 100 milhas de Winthrop."

Lisa: "Mas Jack ficaria ridículo montando Sweet Sue." Jack: "Não se preocupe comigo. Eu não preciso de um cavalo agora. Quando eu precisar de um, encontrarei em um curral.

Parker: "Jack, se você tomar a decisão de comprar um cavalo no curral eu lhe digo que será um erro porque aqueles cavalos são mais lentos do que um porco atravessando o estrume. Lisa: "Realmente, tio. Esses são modos de falar às visitas? Estamos na mesa do jantar.

Parker, olhando para Chris Forrest através de um buraco que ele fez com uma bala em uma moeda diz: "Meus cumprimentos. Uma ideia original para um cartão de visitas. O homem que enviei para te trazer aqui ficou bastante impressionado mas pessoalmente, estou muito infeliz com os meus homens que foram mortos na noite passada. Espero que esse tipo de coisa não volte a acontecer." Chris: "Sim, eu estava muito chateado com isso."


Parker: "Eu não entendo seu grande pessimismo, Olsen. Afinal, você sabe, resistir à perda do ouro, seu saldo bancário é muito maior do que o meu estômago."

Olsen: "Parker, por favor. Eu não acho que este seja o momento para piadas."

Connie, a dançarina do saloon: "É assim mesmo falar com um pobre órfão num salão de dança?”
Durante todos esses meses, entre todos os malvados e vagabundos, encontro dois caras decentes neste buraco. Um deles não pensa em nada além de brincar o dia inteiro com aquela namoradeira no rancho. O outro é tão mórbido quanto uma sepultura."



Este filme marcou a estreia da belíssima Pia Giancaro, e que em 1971 também estaria em um papel em "The Return of Sabata".

Sempre admirei o estilo barroco de Gianni Crea mas neste, apesar de uma bela e deprimida trilha sonora, deixou a desejar no roteiro e na edição meio que complicada e faltou mais ação que era um de seus pontos altos nos westerns, mas ver Donald O' Brien em um Espaghetti e ainda ao lado de Gordon Mitchell já pagava a entrada nos cinemas. Bem interessante em tê-lo na coleção.



DVD com áudio Inglês e legenda Finlandesa lançado na Finlândia disponível no Youtube 

”Tema do Filme”

28 outubro 2015

I Sette del Gruppo Selvaggio [O Grupo dos Sete Selvagens] Especial Brasil



O Grupo dos Sete Selvagens - Brasil

Sete Pestilentos na Garupa do Demônio - Brasil
I Sette del Gruppo Selvaggio - Itália
Os Sete Indomáveis Cavaleiros - Portugal
Seven Devils on Horseback - USA
7 Halunken Hart Wie Granit - Alemanha
Der Ritt zur Hölle - Alemanha
Tornedo - Blaue Bohnen mit Speck - Alemanha
Siete Diablos a Caballo – México

Produção: Itália, 29 março de 1975
Direção: Gianni Crea     
Duração: 90 minutos
Escrito: Gianni Crea
Produção: Itala Giardina e Dante Grilli
Música: Stelvio Cipriani
Música vocal: “Where is Your Gold” cantada por Don Powell    
Fotografia: Silvio Fraschetti e Angelo Lotti          
Edição: Mariano Arditi  
Co Produção: Bleus Film, Roma
Mestre de Armas: Pino Mattei
Diretor de Produção: Luciano Brega


Dino Strano (Dean Stratford) - Jeff McNeal/Geoffrey McNeal/Mitchell
Mario Brega - Tornado
Femi Benussi (Eufemia Benussi) - Rosie
Gordon Mitchell (Charles Pendleton) - Cooper
Giuseppe Mattei (Pino Mattei) - Foster
Jack Logan - Escocês
Mirella Rossi - Liz/Liza Brichard
Nino Musco - Prefeito
Maurizio Tocchi - Xerife Perry
Lina Franchi - Mulher de Tornado
Pietro Torrisi - Capanga de Cooper
Dada Gallotti - Srta. McNeal
Omero Gargano - Informante de Cooper/Poncho Vermelho
Furio Meniconi - Bill/Fazendeiro no Banco
George Wang - Capanga de Cooper
Rik Battaglia - Capanga de Cooper
Attilio Dottesio - Banqueiro
Gennarino Pappagalli - Xerife ao lado do Juiz
e com Luigi Antonio Guerra e Alberico Donadeo.


Claramente, aqui estamos no set de filmagem de Demofilo Fidani, mas em um filme dirigido pelo diretor Gianni Crea nos Estúdios Dino Di Laurentiis em Cinecità, Roma.
Um cartaz de recompensa no escritório do xerife com a palavra "Recompensa" escrita duas vezes em letras grandes e acima, menciona-se uma soma de "US$ 5.000" sobre ele, mas sem qualquer nome ou imagem nele.

Detalhes perfeitamente perceptíveis a todos que assistem as suas cultuadas obras inexplicavelmente de sucesso entre os fãs. O filme foi rodado em março de 1972, mas por razões desconhecidas foi lançado em março de 1975. Por curiosidade posso dizer que só chegou em Portugal em 8 de Outubro de 1980 e acho que os portugueses não perderam nada, a não ser mais uma fita daquelas em que só é lembrada por ser muito ruim.


Em um breve resumo: A história se passa na cidade de Stanton e que um bandido chamado Cooper (Gordon Mitchell) é o chefe de uma gangue de bandidos assassinos sanguinários que vem aterrorizando a região com crimes hediondos e todo tipo de barbárie.

Quando os assassinos roubam o ouro de seu falecido marido, quando ela acaba de sacar do banco onde estava depositado para partir definitivamente da cidade, a viúva, Sra. McNeal percebe que a escolta dos homens de seu irmão não vieram e ela parte sozinha com o dinheiro pelo Passo do Diabo, tentando evitar os ataques dos bandidos de Cooper, mas é surpreendida, seguida e capturada e após estuprarem-na e matarem a jovem viúva inocente, o recém- xerife une-se a um hábil pistoleiro, Jeff McNeal, o irmão da viúva assassinada, a fim de promulgar a vingança e a justiça.


Agora indo aos detalhes: As autoridades da cidade tais como o prefeito, o juiz, um velho xerife e o ex- xerife Perry, um homem sábio e corajoso, planejam a estratégia para enfrentarem o bandido, mas Perry sempre inclina-se para soluções jurídicas e dentro da lei, mas o verdadeiro trabalho é dado a Jeff, um homem de ação imediata.

Após várias discussões entre Perry e Jeff em que o assunto é a justiça, os dois acabam juntando forças, e com outros homens da cidade do lado deles, e em virtude de morte de mais pessoas inocentes, um amigo de Perry, um jogador e uma pequena jovem, amiga e meio irmã do pistoleiro comovem Perry, e faz com que assuma novamente o posto para ajudar o pistoleiro McNeal e seu amigo Tornado a eliminarem o bando de Cooper que aterrorizam a região explorando a todos, inclusive forçando-os a pagarem taxas para não serem importunados por eles.


Jeff McNeal (Dino Strano raramente em um dos poucos papeis como protagonista) tem as duas mulheres, sua única família,morta barbaramente pelo bando de Cooper.
Alguns atores não aparecem nos créditos, mas são bem conhecidos do Espaghetti Western.

Um deles é o ator tailandês George Wang, que tem algumas breves aparições sendo um do grupo dos
sete selvagens, mas também sem nenhuma importância para o roteiro.
Femi Benussi sempre bonita e aqui como uma dançarina proprietária do saloon que tem uma queda e uma velha amizade por McNeal e que terão um final feliz juntos após o casamento.


Maurizio Tocchi é o xerife barbudo e de cabelos caracolados, um pouco fora dos padrões para os Westerns que estamos acostumados a ver, mas no Western Europeu tudo era possível.          

Os títulos deste filme também são curiosos e na Alemanha por exemplo saiu como "Tornado" que é o personagem interpretado por Mario Brega, muito pouco e ingenuamente explorado como um brutamontes braço direito de McNeal demonstrando ser muito forte mas sem nenhum carisma para tal papel e que gosta de feijões, e com uma grande barriga oculta sob uma camisa rosa de malha de tricô, e que também aplica seus golpes românticos na atriz Lina Franchi, uma moradora da cidade.


Uma das poucas cenas que serão lembradas é o duelo justo no final entre Cooper e McNeal provando qual dos dois era realmente o mais rápido no gatilho, após Cooper arremessar uma pedra para o ar.

Gianni Crea já dirigiu Westerns melhores do que este fiasco e fica difícil acreditar que mesmo já em 1972 conseguisse fazer algo tão ruim, com tantos sucessos de Leone, Sollima, Corbucci, Parolini que ele já havia assistido antes.

Em 1972 quando o filme foi rodado, pode-se ver que a cidade que já estava sendo tomada por uma densa grama verde mostrando que ali já não havia muita circulação de pessoas, ou seja, as produtoras já estavam parando de filmar no local e a vegetação já começava a tomar conta de toda a cidade mostrando a decadência do Western na década.


Parece que a desatenção foi tanta neste filme que durante todo o filme você não consegue ver "Os 7 Selvagens" juntos em uma tomada ou teria sido de propósito? Para ter motivos, alguns atentados com explosões e tiroteios são armados pelos homens de Cooper para intimidar o trio defensor de Stanton.

Nos primeiros 10 minutos, a violência corre solta e as gargalhadas dos bandidos com uma mulher indefesa sendo estuprada, chega a irritar. Falta a emoção e a representação em tudo. A expressão é vista exageradamente. Até mesmo o duelo final entre McNeal e Cooper poderia ter sido explorado melhor e aproveitar melhor a cara dos dois homens maus frente a frente.

O esforço parece ter sido grande para tentar momentos de humor com Mario Brega, ao estilo Bud Spencer.
Quanto às performances sabemos que, Dino Strano e sua equipe no Espagehtti Western sempre estiveram abaixo da média.
Foster (Giuseppe Mattei) está no filme só pra brigar e apanhar.
Pietro Torrisi, o ator musculoso de inúmeros épicos romanos tem também uma breve participação exibindo os seus músculos em uma briga na rua com McNeal [Dino Strano] e em uma outra sequência também é visto participando de um cortejo fúnebre como um popular local escondendo-se atrás de seu chapéu.
A bela atriz jovem Mirella Rossi participa aqui em seu único Western dentre os seus treze trabalhos para o cinema europeu.
Curioso também o ator Jack Logan em seu segundo e último western, uma comédia “Fuori Uno Sotto Um Altro Arriva Il Passatore “ (El Audaz Aventureiro) 1973 ao lado de George Hilton, Edwige Fenech e Manuel Zarzo dirigido por Giuliano Carnimeo [Anthony Ascott] ainda inédito no Brasil.


Nota-se que algumas sequências musicais basicamente foram emprestadas da trilha sonora "Blindman" de Stelvio Cipriani e curiosamente contêm muitas cenas de "La Lunga Cavalcata Della Vendetta" [Cavalgada da Vingança/A Longa Cavalgada da Vingança - Brasil - 1972] com direção de Tanio de Boccia com Richard Harrison e Anita Ekberg. Algumas delas são: A negociação no Banco; A perseguição da Sra. McNeal; O jogador e as dançarinas no saloon, entre outras.

Na trilha sonora de Cipriani é, pelo menos, agradável com: guitarras, ventos soprando, cordas, flauta, corais, sinos de igrejas e órgãos.

Um dos últimos Westerns de Gianni Crea que mostra um visto de liberação de censura para 12 outubro de 1974 mas ficaria guardado na gaveta até o final de março de 1975, e que foi claramente devido à falta de dinheiro da Bleus Film de Roma para pagar os distribuidores e serviços e os donos de cinemas que dificilmente estavam comprando filmes de cowboys já naquele ano.

Gianni Crea nunca teve grandes orçamentos, sempre trabalhando com possibilidades financeiras limitadas, mas, neste caso, os recursos financeiros não eram nada.

Crea foi forçado a não apenas lidar como diretor, mas também para organizar a história, o roteiro e a música. Em minha opinião “La Legge Della Violenza (Tutti o nessuno) [ A Lei do Colt - Brasil] de 1969 com Giorgio Cerioni, Igli Villani e Ángel Aranda, ainda foi o melhor dos cinco dirigidos por ele.

A impressão é que o filme parece ter sido filmado em meados dos anos 1960, quando os cineastas italianos estavam apenas começando a tentar a sua sorte na criação de Westerns. A velha história do "bem contra o mal". Mas acredite, já estavam no meio da década de 70. Situação muito sombria para Gianni Crea nesse caso.


É também de estranhar que Jeff McNeil, não parece ter sentido a morte da irmã como normalmente se sentiria um herói do Espaghetti e aqui o seu desejo mais obsessivo e de maior interesse é o coração da solitária Rosie.
Não consigo entender o que impediu McNeil de ir imediatamente para o covil do Cooper tirar satisfação com suas maldades. Isso não fica muito claro. O líder dos bandidos tem um comportamento muito estranho. Ele é muito calmo sobre o seu adversário perigoso e como McNeal subjulga todo o bando de Cooper e não o pegam para fazerem aquela tortura de costume? O auge da estupidez torna-se um episódio quando Cooper envia um pequeno grupo à cidade completamente vazia e na rua principal são aguardados por moradores em posições privilegiadas de tiro contra eles e Cooper, seu líder fica assistindo do topo de uma montanha a batalha na cidade. Não ficou claro o que os produtores esperavam como resultado nesta cena.


O papel principal foi confiado a Dino Strano. Ele era um ator experiente, mas não carismático. Ele ajudou bem aos outros personagens de segundo plano, mas ele mesmo se saiu muito mal como Jeff McNeil.
Seu colega foi o famoso Gordon Mitchell, cuja aparência é quase ideal para todos os papeis neste filme. Aqui como Cooper ele está muito plausível.
Femi Benussi, já havia atuado em outro filme de Crea em 1971.



Este também foi o único filme de Western Epaghetti na carreira da bela Mirella Rossi, lembrada por seus papéis em filmes de Renato Polzelli.
Um filme fraco em quase todos os aspectos. A ação no geral fica à desejar, mas este é mais um daqueles tesouros para o aficionado do Trash Europeu que com todas estas curiosidades se tornou mais um Cult. Na contagem foram 29 homens mortos e duas mulheres, isso se não pisquei os olhos.
Exibido na TV Brasileira em 20 de Julho de 1983, 28 de Agosto de 1985 e por último em 13 de Agosto de 1986 e quem se atreveu foi a TV Record rigorosamente na série de programas "Bang Bang à Italiana".

02 dezembro 2014

4 Tiros Sem Perdão [3 Pistole Contro Cesare] Tula - Jean Amani Letra/Lyric Inédita Especial Brasil

4 Tiros Sem Perdão - Brasil - 1966
3 Pistole Contro Cesare
Death Walks in Laredo - USA
Música: Marcello Giombini e Jean Amani
Intérprete: Jean Amani
Dançarina: Femi Benussi

“Tula”

Till the magic when are rising you
here the pall me of my heart bit
your lit the fire lit this morning
Tula, Tula, Tula, Tula, Tula.
how wait folly i could hold you
in my eyes and love you
 
Oh my Tula
Oh my Tula
I want you. Tula
Tula, Tula, Tula, Tula, Tula.
im my sleeping
im my somewhere
im my love, love Tula



Tradução Português Brasil


Tula
Há magía quando você dança
Acelera as batidas do meu coração
Você reascendeu o fogo esta manhã
Tula, Tula, Tula, Tula, Tula.
Como seria loucura poder segurar você
Em meus olhos eu te amo
Em meus olhos eu te amo

Oh minha Tula
Oh minha Tula
Eu quero você, Tula
Tula, Tula, Tula, Tula, Tula.
Em meu sonho
Junto comigo
Em meu amor, amor Tula


4 Tiros Sem Perdão 1966 – No Original Soundtrack Apreciation Download
4 Tiros Sem Perdão 1966 – Dança de Tula - Youtube

4 Tiros Sem Perdão [3 Pistole Contro Cesare] Especial Brasil


4 Tiros Sem Perdão - Brasil
3 Pistole Contro Cesare
Death Walks in Laredo - USA

Produção: Itália e Argélia 1966

Direção: Enzo Peri
Escrito: Carmine Bologna, Enzo Peri e Piero Regnoli (Dean Craig)
Duração: 95 minutos 
Musica: Marcello Giombini
Fotografia: Otello Martelli
Produção: Carmine Bologna
Edição: Adriana Novelli Produção
Design: Giorgio Giovannini
Set Decoração: Giulia Mafai Assistente
Diretor: Moussa Haddad
Mestre de Armas: Rinaldo Zamperla
Locações: Argélia
Co Produção: Dino de Laurentiis Cinematografica e Casbah Film


Thomas Hunter - Whity Selby/Whittaker
James Shigeta - Lester Kato
Nadir Moretti - Etienne Devereaux
Enrico Maria Salerno - Julius Cesar Fuller
Gianna Serra – Debbie – Deborah Smith
Delia Boccardo – Mady/Louise - Cantora
Umberto D'Orsi - Stanford
Femi Benussi - Tula
Ferruccio De Ceresa - Professor
Vittorio Bonos - Bronson
Adriana Ambesi – Mulher no início
Gino Bardi - Popular
Gianluigi Crescenzi - (Gian Luigi Cresscenzi) - Popular
Nicola Di Gioia - Pistoleiro
José Galera Balazote – Capanga de Fuller


Um inescrupuloso bandido é conhecido como Juliu Caesar, “O Fuller”, obsecado por Cesar veste togas romanas, vive em um palácio tipicamente romano com suas várias escravas, em sua enorme piscina de água quente, com vapor, sauna e tem sob suas ordens está um exército de bandidos que vestem roupas pretas como a guarda Pretoriana de Cesar na antiga Roma e tem como objetivo descobrir o ouro de uma mina abandonada na região de Laredo.

O americano Thomas Hunter é Whittaker Selby, o herói aqui com suas armas infalíveis e cheias de truques e que tem a companhia do japonês James Shigeta que possui a prática do kung fu e um terceiro é o francês Etienne Devereaux [Nadir Moretti] que tem poderes magnéticos mágicos e de hipnotismo.


Os três descobrirão em breve que eles são meio-irmãos, ou seja um filho de cada mãe diferente. Mais um Espaghetti Western exótico e um tanto quanto bizarro.
Poderia até ser confundido com um episódio perdido da série de TV Batman que nesta década de 60 fazia um sucesso enorme.

A trama começa com Whity Selby (Thomas Hunter) é procurado por um velho advogado, enquanto vai deixando um saloon dentro do qual ele acaba frustrando um ataque, matando quatro adversários de um jogo de cartas com apenas um tiro com sua pistola de quatro canos, uma do seu arsenal de truques.


O advogado informa a Selby através de uma carta em mãos que seu pai, que morreu há dez anos atrás e que ele nunca conheceu, tinha deixado a sua mina de ouro como parte de uma herança.
O documento é acompanhado de uma foto de uma jovem. Selby viaja para Laredo para recuperar o legado de seu pai, e para tentar identificar a identidade da garota da foto.

Ao chegar na mina de ouro, Selby encontra dois homens em uma missão semelhante - Etienne Devereaux (Nadir Moretti), um homem de origem francesa com poderes mágicos de magnetismo e hipnotismo e Lester Kato (James Shigeta), um japonês especialista e kung-fu.

Durante uma discussão entre os três em considerarem seus direitos à mina, eles são abordados por um velho homem no local, e logo fica claro a partir das explicações do velho que os três são irmãos improváveis, pois seu velho pai, o “Velho Henry Landon” que é muito citado mas não aparece no filme, gostava da companhia de mulheres, e muitas delas e de várias nacionalidades.


Os três irmãos são informados de que seu pai lutou amargamente para manter a sua terra, mas fora obrigado a sair de Laredo pelo poderoso latifundiário "Julius Cesar" Fuller (Enrico Maria Salerno), um homem obcecado pela história do grande líder romano, comparando-o ao poder que ele mesmo possui.

 Fuller é muito possivelmente um dos personagem mais estranhos dos westerns espaghetti que eu já vi. Ele vive em uma réplica de um palácio romano, cercado de escravas seminuas de todo o mundo. Entre elas, Femi Benussi é “Tula” a qual em meio as vaidades de Cesar executa uma dança estranha; uma mistura de Ula-Ula havaina com dança do ventre. Os pistoleiros de preto lembram muito o bando do Major Jackosn em Django se bem que esse é anterior a ele.

O ritmo em que segue o roteiro é alucinante já com a música tema no início "Death Walks em Laredo" em que os três irmãos viajam para Laredo disparando seus revólveres para o ar cavalgando em alta velocidade em uma ação ridícula e desnecessaria. Enrico Maria Salermo aqui em seu segundo Espaghetti, após ter filmado “Bandidos” como Julio Cesar lembra um sósea de Jack Nicholson.

Thomas Hunter é até convincente em algumas situações de violência. O pistoleiro Whittaker Selby interpretado por ele, já visto e apreciado em “The Hills Run Red” [Sangue nas Montanhas - Brasil] (Un Fiume di Dollari), em um certo momento, entra em um saloon, e novamente com outras armas cheias de truques [os disparos saem pela coronha do revólver] faz de um só golpe, sete adversários mortos, e em seguida, sai tranquilamente depois de pagar a conta, inclusive os transtornos causados no estabelecimento.


Há também o curioso personagem “Bronson” (Vittorio Bonos), braço direito de Cesar que veste um terno totalmente branco e que em sua primeira aparição, surge comendo bananas, jogando as casas no decote de uma escrava que lustra os seus sapatos.

História interessante e diferente, com suas muitas reviravoltas e existem também alguns momentos de grande humor como no diálogo entre Selby e o advogado explicando por que levou dez anos para encontrar os três irmãos.
Uma luta feminina em uma cabana entre as beldades Gianna Serra e Delia Boccardo mostrando suas pernas é muito agradável de se ver.


Poderia considerar como um dos Espaghettis mais loucos de todos os tempos, mas lembro-me ter visto outros ainda mais loucos ainda. Belas locações na Argélia que lembra muito bem as pradarías nos estúdios em Almería na Espanha e em certos momentos, o Grand Canyon ameircano.

O surpreendente é que, apesar de todos os excessos no visual da antiga roma e um tom até meio que psicodélico dos anos 60, com visuais multi coloridos, o filme funciona muito bem e também tem um bom ritmo. Além disso, o orçamento disponível para o diretor, Enzo Peri, em seu primeiro e último filme, não estava entre os piores e também tecnicamente o filme é bastante agradável, com uma boa fotografia de Otello Martelli e belas cenas de externas.


A bela trilha sonora de Marcello Giombini contribui e muito para que o filme não fique monótono.
Alguns dos temas lembra mesmo o estilo Giombini como a guitarra em “Sabata, O Homem que Veio para Matar”(Brasil) [Sabata] e belas cenas de externas.
Outra curiosidade é que os animais utilizados no filme faziam parte da guarda presidencial argelina e até mesmo para quem não é fanático e profundo observador, poderá perceber alguns calavos puro-sangue desfilando em algumas belas cavalgadas.
O filme é o único Western filmado na Argélia (se não em toda a África na época) e foi co produzido por Dino De Laurentiis e Casbah Films da Argélia.
Os mesmos que produziram o Cult de Guerra “A Batalha de Argel”.


Só mesmo Dino de Laurentiis para abraçar um desafio destes na época, sair da Itália e ir filmar um Wester na África em meio a Oásis e palmeiras em que o resultado final não se percebe nada diferente dos demais filmados na Europa, mesmo o diretor Enzo Peri citando uma típica festa regional americana muito conhecida, a “Cedar Gap Park Bell Coutry, Texas” onde o japonês Lester Kato desfila seus golpes de kung fu em um grupo de provocadores.
O filme foi mesmo considerado à frente de seu tempo pela audácia de Direção e Produção e para a contaminação em seguida de Westerns com outros gêneros que seriam enchertados como filmes de artes marciais e até mesmo do espionagem de James Bond e podemos citar aqui Sartana e Shangay Joe para comparar.


Versão Áudio Italiano disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=ZjZ1Ole45-0




 

Outra desagradável notícia é a do falecimento do ator hawaiano
James Shigeta em 28 de Julho de 2014 em Beverly Hills, California,
USA, aos 88 anos de idade por falência pulmonar.




Dentre os seus 88 trabalhos para o cinema e a TV americana, presto
aqui a minha homenagem de sua participação em seu único Western
Espaghetti.

18 abril 2013

Requiem para um Gringo

 
Produção: Itália 1968 
Direção: José Luis Merino e Eugenio Martín
Duração:  86 Minutos
Fotografia: Mario Pacheco
Música:  Angelo Francesco Lavagnino
Co-Produção P.C. Hispamer Films - Madri e Prodimex Films - Roma
Escrito: Arrigo Colombo, Enrico Colombo, Giuliana Garavaglia
e María Del Carmen Martínez Román


Lang Jeffries - Ross Logan
Fernando Sancho - Porfirio Carranza
Femi Benussi (Femy Benussi) - Alma
Carlo Gaddi - Ted Corby
Rubén Rojo - Tom Lither
Aldo Sambrell - Charly Plata/Mestiço
Carlo Simoni - Dan
Giuliana Garavaglia (Giuly Garr) – Lupe
Ángel Álvarez - Samuel
Marisa Paredes - Nina
Sancho Gracia (800 balas), Rufino Inglês, Javier Lapuente e  Nacho Pidal.

A história se passa e 1867 e curiosamente no prólogo do filme destaca-se a frase: “ Todos os personagens deste filme são imaginários e se existir algum personagem real é puramente por coincidência”.
Não sei se fazia alguma menção a Clint Eastwood, pois o personagem era sim uma mera coincidência naquela época.
Após uma fuga de roubos e saques executados na fronteira dos Estados Unidos e México, o bandido Porfirio Carranza dirige-se com seus homens para a pequena fazenda isolada de “Mesa Ramirez” e para despistar a lei, divide seu bando em vários grupos durante a fuga.

Um deles passando perto da fazenda de Ross Logan, aproveitando-se da ocasião param para roubar cavalos,  mas Ross atento surpreende e mata os cinco ladrões.
Ross através de um deles fica sabendo que a fazenda de Ramirez também foi tomada por Carranza e Dan seu irmão dirigiu-se para lá para encontrar um amigo.
Uma dedução perigosa faz os homens de Carranza matarem Dan.
Ross agora inicia a vingança de seu irmão e sabendo de um eclipse solar para o dia 17 de abril deste ano, atrai separadamente os homens mais fortes do bando, matando um por um, traçando ao mesmo tempo o fim de Carranza para o climax no dia do eclipse.


Um filme muito bonito da primeira até a última cena, produzido por Enrico Colombo e Co-dirigido por Luis Merino juntamente com Eugene Martin, com um elenco respeitável, grandes caracterizações como por exemplo:  O poncho de leopardo do protagonista muito semelhante a performance de Clint Eastwood na trilogia de Leone. 
Cenas de violência e de ação excitantes, levadas pela música de Lavagnino absolutamente fabulosa. Presença de três atrizes cativantes em seus papéis.
O diretor conseguiu formar o bando de Carranza com três temidos bandidos frios e sanguinários.



Carlo Gaddi é Ted Corby, pistoleiro profissional; Rubén Rojo é Tom Lither, o excêntrico braço direito de Carranza; Aldo Sambrell bem cabeludo neste filme é o impiedoso mestiço Charly Plata e Javier Lapuente é outro temido pistoleiro, Kid Erickson.

Este bando de malfeitores, conseguem dar muito motivo e tempero para as sádicas e planejadas vinganças de Logan.
Em destaque para a cena da mão direita de um pistoleiro sendo cravada com uma faca arremessada certeiramente por Ross prendendo-a no pilar de sustentação da pousada.
Um filme para ver e  rever sempre... Belíssimo filme.
Nunca exibido na televisão brasileira.

Clip Trailer Youtube