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31 agosto 2015

Sangue Chama Sangue [Sangue Chiama Sangue] Especial Brasil


Sangue Chama Sangue – Brasil
Sangue chiama sangue - Itália
Blood Calls to Blood - USA
Le sangre reclame le sang - França
El Sancho, c'est le temps de mourir - França

Produção: Itália 6 de Abril de 1968
Direção: Luigi Capuano (Lewis King)
Fotografia: Tino Santoni e Pablo Ripoll
Musica: Francesco De Masi (Frank Mason)
Duração: 97 minutos
Escrito: Fulvio Pazziloro
Co Produção: Zalo Film
Produção: Felice Zappulla
Edição: Renato Scandolo            
Produção Design: Francesco Bronzi   


Fernando Sancho - Sancho Rodriguez
Stephen Forsyth - Andrew Willoughby/Andrej/Angel
Germán Cobos - Father Louis Willoughby
Antonella Judica - Carmen - Garota do Saloon
Léa Nanni - Mary Anne/Maryanne/Michaela
Franco Fantasia (Frank Farrell) - Capitão Roy
Salvatore Campochiaro (Turi Campochiaro) - Padre
Luciano Bonanni (Lucki Bonanno) Cão de Guarda de Maryanne
Claudio Ruffini - Diego, Bando de Sancho
Sergio Scarchilli - Bando de Sancho
Andrea Fantasia - Bando de Sancho
Sergio Testorio - Cara de Anjo
Giuseppe Castellano – Barbudoi do saloon
Vittoria Solinas - Guadalupe/Dançarina do Saloon
Marisa Solinas – Garota Saloon
Rick Palanse - Bando de Sancho
Francesco Porzi - Bando de Sancho
e com Silvano Zuddas, Arnaldo de Angelis e Ugo Adinolfi.


Em uma cidade de fronteira entre os EUA e o México, Sancho e sua quadrilha de bandidos assaltam um mosteiro e matam todos os monges que tentam se opor à invasão do prédio sagrado, e fogem do local com um saque precioso, incluindo a coroa da imagem da [Madonna] Virgem Maria, uma obra de arte em ouro e diamantes.

Andrew Willoughby, um cowboy solitário, é informado da morte de seu irmão, um dos monges e começa uma busca pela quadrilha e encontrar quem é o assassino de seu irmão. Entre os homens sem lei e sem Deus, há uma luta para obter a maior parte do saque e o sangue fluirá tanto quanto balas. Sancho mata seu próprio braço direito para se favorecer da joia. O roteiro não foge muito do normal do Espaghetti.


A vingança é a ênfase. Dois irmãos, um, o mais jovem, é um homem armado. O mais velho é um sacerdote. Andrew Willoughby (Stephen Forsyth) é um pistoleiro e o outro, o Padre Louis Willoughby (Germán Cobos). Andrew ouve que seu irmão tomou os votos à igreja e procura-o para que ele saiba que está orgulhoso de seu irmão mais velho e o encontra em seu burrinho a caminho do Mosteiro de Diego Soares, ao qual o, posto fora lhe atribuído por seu superior.

O líder bandido mexicano, Sancho Rodriquez é o ator veterano Fernando Sancho, que é sempre uma alegria em assisti-lo. Ele dispara sem piedade em inocentes, com seus gritos de ordem, às vezes, violento, às vezes feliz, típico do líder de bandidos mexicanos no Espaghetti Western.

Sua gangue invade o mosteiro para roubar uma coroa de ouro e diamantes avaliados supostamente em $ 2.000 dólares que pertence a imagem da Madonna, a Virgem Maria do povoado de Diego Soares, na fronteira. A última coisa que Sancho diz antes de roubar é "Não matem! é má sorte e será um sacrilégio se matar um frade!". Mas com mexicanos você já sabe.


Eles matam todos os monges do Monastério de Diego Soares, mas Sancho não consegue evitar que seus homens também matem o padre Louis, irmão de Andrew, que acabara de chegar no meio da invasão ao mosteiro ao qual iria assumir o seu posto como sacerdote.

Mary Anne (Léa Nanni) é uma jovem vendedora ambulante que conhece a identidade dos dois irmãos. Ela tem uma queda pelo cowboy pistoleiro Andrew. Realmente ela aproveita cada oportunidade para atormentá-lo, até mesmo atirando em seus pés em uma sequência.

Mary Anne ao chegar ao mosteiro para entregar suas mercadorias encontra todos mortos no monastério, inclusive o padre Louis agonizando. Ela leva o corpo de Louis até Andrew que promete a vingança contra todos do bando de Sancho.


O saloon da cidade e uma dançarina e prostituta chamada Carmen (Antonella Judica) são propriedades de Sancho, embora ela o odeie. Ela vive vigiada por um cão de guarda de Sancho o tempo todo, mas consegue fazer um jogo duplo para alertar o exército mais precisamente o capitão Roy (Franco Fantasia) sobre as mortes dos monges e que estão de posse da valiosa coroa de brilhantes.

Mary Anne ouve isso e informa Andrew que consegue desvendar o plano de Sancho que ele próprio eliminará o seu bando utilizando-se do exército e pretende fugir sozinho com a joia. Muitos além de Sancho querem a joia. Carmen tem um plano para obtê-la.

Até mesmo o herói Andrew ao final acha que a merece depois da morte de seu irmão. Cabe a Mary Anne para convencê-lo a devolver a joia aos fiéis. Sancho elimina o resto de seu bando no interior de uma caverna que sobreviveu ao ataque do exército para ficar com a joia para si, mas não escapará de Andrew.


Luigi Capuano mostra-se um bom diretor de atores. A grande atriz Léa Nanni que atuou em 16 trabalhos para o cinema nos anos 60 e 70, e teve em sua carreira mais três westerns e um como destaque: "Il Lungo Giorno Della Violenza" (1971) ao lado de Eduardo Fajardo e George Carvell.

As duas belas irmãs Vittoria e Marisa Solinas, a cantora e a dançarina do saloon estão juntas neste filme. Pode-se dizer que este filme não saiu muito das terras Italianas pelo que se vê de material divulgado hoje na internet. É conhecido somente pelo título original italiano, um título em francês e uma dublada em inglês que está disponível no Youtube.

Uma cópia feita da transmissão da TV Rai italiana e que parece ser uma cópia restaurada porque existem partes em inglês e italiano como acontece em restaurações que são feitas hoje para complementarem partes que foram cortadas no passado. É curioso assistir ao filme assim, mas é uma forma de se ver a obra por completa.


Como sempre, mais uma excelente música de Francesco De Masi para este filme que alinha os padrões americanos, com o hispano mexicano. Soa bem nas cenas de dança cigana e no piano para aquela típica ambientação no saloon. O filme segue um pouco a linha dos filmes B americano.

Um dos melhores papéis de Fernando Sancho, dentre os mais de cinquenta Westerns em que ele estrelou, sempre com as mesmas características, um bandido mexicano mas o herói aqui novamente é Stephen Forsyth, [A Sombra de Uma Arma], ator canadense que teve uma breve carreira na Itália onde desempenhou papeis mais inferiores do que os que ele buscara.


Ele deixou a Europa em 1970, e voltou para o Canadá, onde se tornou um compositor musical. Não é um filme grandioso, mas é sempre bom ver Fernando Sancho e Stephen Forsyth na tela. Inédito na TV brasileira.


Versão inglês no Youtube:

17 agosto 2015

Rezo a Deus e Odeio o meu Próximo [Odia il Prossimo Tuo] Especial Brasil

Rezo a Deus e Odeio o meu Próximo - Brasil
Vingança Implacável - Brasil
A Lei Do Ódio E Da Vingança - Brasil
Gatilhos Da Vingança - Brasil
Odia il Prossimo Tuo - Itália
Hate The Neighbor - USA

Produção: Itália 26 de Julho de 1968
Direção: Ferdinando Baldi
Escrito: Luigi Angelo, Roberto Natale e Ferdinando Baldi
Música Intérprete: Raul Lovecchio
Duração: 86 Minutos
Produção: Enrico Cogliati Dezza
Música: “Two Friends” Composta e Dirigida Por Robby Poitevin
Interpretada: Raul Lovecchio ( Raoul)

Fotografia: Enzo Serafin      
Edição: Antonietta Zita
Direção de Arte: Giorgio Postiglione          
Dublês: Franco Fantasia
Co Produção: Cinecidi
Distribuição Original em VHS no Brasil: Reserva Especial

Spiros Focás (Clyde Garner) - Ken Dakota
George Eastman (Luigi Montefiori) - Gary Stevens
Nicoletta Machiavelli - Peggy Savalas
Horst Frank - Chris Malone
Ivy Holzer - Sra. Malone
Roberto Risso (Robert Rice) - Duke
Paolo Magalotti - José
Franco Fantasia - Xerife
Claudio Castellani - Criança/Pat Dakota
Giovanni Ivan Scratuglia - Armendáriz
Remo De Angelis - Bill Dakota
Franco Gulà - Doc
Osiride Pevarello - Membro da gang barbudo     


Ken Dakota (Garner), ao saber da notícia, chega à cidade de San Antonio para participar dos funerais e vingar a morte de seu irmão Bill Dakota e sua esposa a mando de um rico proprietário de terras “Chris Malone” e executados por Gary Stevens.
Enquanto ele parte para a missão, sua esposa fica tomando conta de seu sobrinho “Pat” (Castellani).

Junto com “Duke”, o agente funerário da cidade, Ken segue ao encalço do assassino de seu irmão dirigindo-se para o México, onde vive o sinistro “Gringo” Horst Frank mas o seu primeiro alvo é o xerife da cidade que negou ajuda a seu irmão antes de ser assassinado e logo depois ele sai em sua caçada contra o perigosíssimo Gary Stevens (Eastman) e seu bando, responsáveis pela metade das sepulturas do cemitério.

Porém outros interesses se escondem por trás deste cruel pistoleiro e Chris Malone (Horst Frank), seu rico e ganancioso sócio. Eles guardam um mapa de uma preciosa mina, que foi roubado de Bill Dakota e Chris fará de tudo para conseguir apoderar-se da parte deste mapa de Gary para si mesmo que tenha que torturá-lo até a morte com cobras cascavéis como último recurso.



A história em si tem um tema básico; “A vingança” que é baseda numa teia entre os vilões que mantém o clima interessante o suficiente para assegurar o ritmo da ação culminando em emocionantes lutas e tiroteios.

Há alguns elementos de humor, muito bem integrados no roteiro e um deles é o personagem fabricante de caixões, Duke, interpretado pelo ator “Roberto Risso” mas poderia ter sido mais explorado, mas aqui Baldi optou para que ele fizesse uma simples e agradável participação. Há também o aspecto romantico entre Ken e Peggy que é discutido algumas vezes, mas nunca evolui satisfatoriamente e a paixão caminha a distância aos problemas e intrigas locais bem ao estilo americano.



O aspecto mais original do filme são os combates entre seus oponentes com garras de ferro, promovidos por Malone obrigando os mexicanos resolverem seus assuntos locais para sua simples diversão mesmo que seja até a morte. Um César na arena do Coliseu. Uma violência barata que funciona bem aos nervos do telespectador.

A direção de Ferdinando Baldi é geralmente caracterizada por um trabalho de camera sólido na maioria das vezes com muito talento e isso é exatamente o que vemos aqui em algumas sequências criativas, incluindo uma sequência de título muito incomum para os créditos iniciais muito inovador feito em páginas de um jornal entitulado de “Silver City News”.

A guitarra forte na trilha sonora do compositor Robby Poitevin, (criador responsável pelo Espaghetti Western Musical, “Rita Nel Oeste” com Terene Hill e Gordon Mitchell (1967), fornece um apoio muito sólido para o filme, incluindo uma balada tema, popular nos primórdios do gênero na voz de Ettore Raoul Lovecchio.



Em algumas versões do filme como por exemplo na dublada em Inglês esta cansão é “Two Friends” cantada por Raoul, mas eu possuo uma versão VHS dublada para o português do Brasil com uma música instrumental completamente diferente da original.

Não sei confirmar se isso foi feito no Brasil ou faz parte de uma outra versão original europeia. Apesar de ter feito alguns filmes na Itália (incluindo o drama “Rocco e i suoi Fratelli” (1960) de Luchino Visconti, o ator grego Spiros Focas era um desconhecido fora de seu próprio país, mas assumindo o papel principal neste filme surpreende a todos com sua peformance e alavancou a sua carreira na Europa.

Retornando como os vilões de “Preparati la Bara” (Viva Django! – Brasil - 1968) também de Ferdiando Baldi. George Eastman retorna com força total procurando por Malone, o ator alemão Horst Frank novamente interpretando o vilão sofisticado. Juntos, dispostos a deixar que seus homens façam o trabalho sujo ao ostentar seu terno branco relusente.

Há alguns rostos conhecidos de destaque neste elenco, incluindo Nicoletta Machiavelli “Un Fiume di Dollari” (Sangue nas Montanhas - Brasil - 1966) e que em sua entrevista exclusiva concedida a este blog, expressou a sua opinião sobre este filme.


Aqui ela é Peggy, o interesse amoroso de Bill. Paolo Magalotti “Sette Pistole per i MacGregor” (1966) em um papel de maior destaque do que o normal como o capanga braço direito de seu chefe, Malone.

A partir de um roteiro detalhado para uma direção sólida, seria fácil confundir com um tradicional Western americano, mas os rostos familiares do Euro Western o distinguem disso.

Filmado exclusivamente na Itália, o resultado final é recomendável para os fãs de ambos os gêneros italianos e americanos que preferem enredo e personagens sobre muita ação e tiroteios.

Uma dupla de atores como Hort Frank e Georgte Eastman juntos neste filme garantem o seu sucesso e bons 86 minutos de diversão. Um jogo de interesses, tiroteios lutas a socos, perseguições a cavalo e muito cheiro de pólvora. Muito apreciável.
Exibido na TV Record em Bang Bang à Italiana em 28 de Setembro de 1983, 29 de Maio de 1985 e 22 de Junho de 1988 com o título de “Vingança Implacável” e nos cinemas brasileiros como: “Rezo a Deus e Odeio o Meu Próximo”.



Versão áudio Italiano
Legenda: Espanhol
https://www.youtube.com/watch?v=55D24QfP4c0 


07 janeiro 2011

Carambola !

Produção 1974 – Itália e Espanha
Direção: Ferdinando Baldi
Música: Franco Bixio – Fabio Frizzi – Vincenzo Tempera
“You Can Fly e Milk Serenade” interpretadas Dream Bags
Fotografia: Aiace Parolin
Duração: 100 Minutos
História: Nico Ducci – Mino Roli – Ferdinando Baldi
Produção: Brc - Aetos - Roma
Distribuição em VHS Brasil: Betta Enterteinment – Studio T

Michael Coby (Antonio Cantafora) – Coby/Toby/Trinity
Paul L. Smith – Clem/Len/Lynn Butch
Horst Frank – Glydeson
Franco Fantasia – Professor Max Lager
William Bogart - Kelly
Pino (Giuseppe) Ferrara – Xerife/Capitão Howard
Luciano Catenacci – “Howard” Agente do governo
Pedro Sanchez – Revolucionário Mexicano
Pietro Torrisi – Prisão de Warden
Benjamin Lev - Barman
Pietro Ceccarelli - Roper
Nello Pazzafini – Segurança de Glydeson
Moisès Rocha – Browler
Melissa Chimenti - Pamela
Gaetano Russo, Carla Mancini, Giancarlo Bernini, Mike Morris (Amadeo Trilli), Luigi Antonio Guerra e Claudio Rufini.
Uma perfeita imitação de Trinity com elenco Ítalo Espanhol usando pseudônimos. O jogador de Sinuca Coby (Michael Coby) e seu amigo Gordo Len (Paul Smith), um brutamontes que só bebe leite, são contratados pelo exército americano por 50.000 dólares para desbaratar uma quadrilha de contrabandistas mexicanos de armas. Quem no final da década de 60 e início dos 70 não conhecia da dupla Terence Hill e Bud Spencer com seus filmes cheios de porradas do começo ao fim dirigidos por Enzo Barboni (E. B. Clucher) que tinha por objetivo levar alegria aos cinemas sem mortes. Uma de suas inovações foram essa; Um faroeste sem mortes apesar de muitos tiros. Os bandidos mereciam mesmo era apanhar da dupla.
Foi nesta época também que o diretor Ferdinando Baldi aproveitando-se da idéia da fama desta dupla conseguiu arrumar dois clones (sósias) destes atores que eram Michael Coby e Paul L. Smith. Mas quem eram eles?
Michael Coby é Italiano da Calábria e seu nome verdadeiro é “Antonio Cantafora”, que até hoje atuou em mais de 50 filmes e em 2004 atuou em inclusive em “Gabriela” com a atriz brasileira Sônia Braga. Hoje um consagrado artista da pintura na Europa assim com Giuliano Gemma para a escultura. Já Paul L. Smith é americano de Everett, Massachusetts mas concretizou sua carreira mesmo na Itália, apesar de ter uma participação marcante no personagem “Brutus” no filme Popeye em 1980 ao lado de Robin Williams e Shelley Duvall, uma produção totalmente americana.
Aqui em “Carambola” foi a primeira vez em que Smith e Coby atuaram juntos dirigidos por Ferdinando Baldi pegando carona no sucesso da série Trinity de Enzo Barboni não só em Westerns mas também em comédias de vários seguimentos com a dupla Hill-Spencer.
Muitos Westerns Italianos receberam nomes de “Tinity” e às vezes os personagens nem existiam nos filmes. Era a propaganda “enganosa” para encher os cinemas. Isso acontecia em todo o mundo. Todos queriam ver as palhaçadas mas na hora deparavam-se com Dean Stratford no papel de Trinity. A única imitação que realmente conseguiu confundir o público foram estes dois quando 1974 surge uma dupla de jogadores de sinuca (ou Carambola como o jogo é chamado na Itália). Na época um cartaz de propaganda para divulgar o filme saiu com o irreverente Slogan “Nem Trinity, Nem Bambino; Nos chamam Carambola”, ironizando o filme de Hill-Spencer “Trinity é meu nome”.
Que eu me lembre, muita gente foi ao cinema e saiu decepcionado em perceberem que ali assistiam a uma fraude. Até mesmo nos anos 80 na série Brasileira (Bang Bang à Italiana) da TV Record onde eram exibidos, confundiu muitos fãs, mas chegaram a cair no gosto do tipo de comédia que faziam pois a fórmula era rigorosamente a mesma: Um brutamontes barbudão, folgado, mal encarado que não gosta de perturbações e um loirinho (Blondi) do tipo galã, almofadinha sempre querendo levar vantagem e quando são provocados, desferem socos e golpes acrobáticos utilizando-se de tudo o que há em seu caminho para castigarem os bandidos como garrafas, panelas, sacos de farinha, sempre num clima de humor pastelão. Os bandidos também sempre bem representados como Claudio Ruffini que apanhou muito de Hill-Spencer, aqui também toma sua surra de Coby e Len. Só não achei tão engraçado e divertido a sequência de 1975 "Carambola filotto tutti in Bucca" (Trinity e Carambola) mas é uma outra história que comentaremos futuramente.
Depois de Carambola a dupla repetiu várias dobradinhas em comédias urbanas e um dos destaques foi o filme (Il Vengelo secondo Simone e Matteo) “O Evangelho segundo Simone e Matteo” de 1976 do diretor Giuliano Carnimeo com os personagens de Simone e Matteo que infelizmente não foi exibido no Brasil.
As músicas de Franco Bixio/Fabio Frizzi/Vincenzo Tempera e de Guido & Maurizio de Angelis sempre fizeram parte das trilhas sonoras dos Trinitys e dos Carambolas. Suas harmonias encaixavam perfeitamente no clima humorístico do filme e ajudaram estes filmes e personagens a serem lembrados para sempre para quem viveu a época. Músicos preferidos de Barboni, trabalharam muito em sua cinematografia. Carambola tem uma trilha sonora única e é impossível não lembrar a música na hora da correria da dupla Coby-Len. Filmes que ficaram para a história do cinema em toda sua ingenuidade e simplicidade muito cultuados principalmente no Brasil. Este primeiro filme “Carambola” Dublado ou Legendado é difícil de achar no Brasil. Existem cópias originais sem legendas e sem dublagens e se alguém souber, por favor postem o comentário no blog com E-mail para que outros fãs no Brasil tenham acesso. Este é um dos objetivos fundamentais do blog; Resgatar estes Cults que ficaram na retina de muita gente.
Exibido uma única vez em Bang Bang à Italiana da TV Record em 13/06/1984 e na CNT em 1996.