Vá Com Deus Gringo - Brasil
Vaya Con Dios Gringo - Itália e Espanha
Vete Con Dios, Gringo - Itália e Espanha
Good Luck Gringo - USA
Go With God, Gringo - USA
Brug Næverne, Gringo - Dinamarca
Käytä Nyrkkejäsi, Gringo - Finlândia
Dyo Aghones Gia Ton Gringo - Grécia
Iyi Sanslar Gringo - Turquia
Produção: Itália e Espanha, 12 de Agosto 1966
Duração: 79 minutos
Direção: Edoardo Mulargia (Edward G. Muller)
Escrito: Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) e Vincenzo Musolino (Glenn Vincent Davis)
Produção: Amerigo Antolini e Vincenzo Musolino
Música: Felice Di Stefano
Fotografia: Ugo Brunelli
Edição: Enzo Alabiso
Decoração do Set: Alfredo Montori
Glenn Saxson - Gringo
Lucretia Love - Carmen
Ignazio Spalla - (Pedro Sanchez) - México
Aldo Berti
- Bill Jackson [Perkins]
Livio
Lorenzon - Don Pedro Soares
Pasquale
Simeoli (Mark Stevens) - Bud Smith [Perkins]
Dino Strano (Dean Stratford) - Al Foster [Perkins]
Spartaco Battisti - Jack Stewart [Perkins]
Vincenzo Musolino - Ramon Criss
Armando Guarnieri - Xerife de Wachita
Giovanni Ivan Scratuglia - Ajudante do Xerife
Tom Felleghy - Inspetor da Walles Fargo
Nino Musco - Gerente do Posto da Walles Fargo
Alfredo Rizzo - Inspetor da Walles Fargo
e Com Bill Jackson
Assim como no bom "Non aspettare Django, spara" [Django não espera, Mata] de 1967, aqui o também diretor, produtor, roteirista e ator Vincenzo Musolino, tem uma história de vingança e justiça com as próprias mãos.
Na cidade de Wachita, Gringo tem seu irmão assassinado pelo bando de Criss e é acusado e preso por isso.
Ele é levado para a prisão, mas com seu amigo, México [Pedro Sanchez] e preso junto a um grupo de criminosos conhecido como os Perkins.
Simulando o enforcamento por México, conseguem escapar da prisão. A fuga é realizada horas antes de suas execuções.
Aproveitando-se da situação, Gringo foge com eles.
Para a fuga do grupo destes seis bandidos, tomam uma diligência que estava de saída da cidade.
Gringo está entre os fugitivos da prisão e percebe-se que ele não faz muita amizade com Bill [Aldo Berti],
um dos mais perigosos e frios do bando e que tem interesse em liderá-los durante a fuga.
O xerife da cidade reúne um grupo e com mais três voluntários e saem à captura do grupo.
Durante a fuga, o grupo Perkins é obrigado a parar em uma grande fazenda mexicana, a de Don Pedro Soares [Livio Lorenzon], o qual os recepciona em uma grande festa em virtude da realização de uma feira.
Recebem hospitalidade generosa e ficam para a festa, mas as circunstâncias durante a festa causam muita tensão e suspense, ao mesmo tempo em que Bill tenta pegar uma mexicana a força e no momento em que Foster [Dino Strano] executa um mexicano inofensivo e bêbado pelas costas.
Don Pedro os cerca na fazenda e deseja o assassino para do velho para ser vingado.
Os parceiros de Foster, para poderem se salvar, o entregam aos homens de Don Pedro que o executam imediatamente.
Don Pedro concorda em deixar o restante do grupo sair da fazenda, mas Bill novamente começa o tiroteio e pega uma dançarina mexicana órfã e a leva como refém.
Durante a fuga da fazenda, Gringo tenta proteger a mexicana e é traído pelos parceiros de fuga que o deixam para trás.
O xerife junta-se aos homens de Don Pedro e assim saem em caçada aos bandidos.
O grupo ao parar em uma estação de diligências da Walles Fargo, executa outro grupo de bandidos e assaltam outra diligência com uma grande quantidade de ouro e dinamite que seriam destinados a cidade de San Juan, na fronteira.
Uma disputa pela bela mexicana refém Carmen [Lucretia Love] entre os bandidos começa a colocá-los
uns contra os outros, mas Gringo aparece no acampamento durante a noite e começa a sua vingança matando Bill.
Com a alucinada fuga do grupo para a fronteira, são perseguidos pelo xerife e Don Pedro em campo aberto, e Gringo tem a ideia de usar a dinamite, e pulveriza quase todos os seus perseguidores conseguindo escapar.
Durante um jogo de cartas e tiroteio dentro da diligência em fuga, apenas Gringo, México e Carmen sobrevivem e Gringo muda seus planos de fuga voltando para a cidade para devolver o dinheiro e a diligência roubada pelo bando ao qual estava junto, mas os Criss o esperam para a luta.
Com a ajuda de Carmen e México, a batalha final entre Gringo
e os Criss se transforma em uma guerra nas ruas de Whichita e o duelo final
entre Gringo e Ramon Criss é inevitável.
Gringo ao derrotá-lo, devolve o dinheiro ao xerife que já tem a inocência de Gringo comprovada e parte com México e Carmen da cidade, felizes para sempre.
A última frase do filme dita pelo xerife dá-se o título do filme nas despedida aos três amigos.
As imagens de fotografia de Ugo Brunelli sob a direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) são sempre boas para os olhos.
Os duelos finais de rua de Mulargia também sempre foram clássicos e cheios de suspenses e situações interessantes para o fã que gosta de apreciar o estilo barroco através da boa decoração do Set de Alfredo Montori.
Sempre admirei as tomadas de cenas realizadas nas cidades e nas fazendas mexicanas captadas através
da direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) mas percebo também um toque de Vincenzo Musolino
(Glenn Vincent Davis) comparando-o às cenas de "Quintana" [1969].
Pedro Sanchez mais uma vez está deslumbrante como mexicano desengonçado e forma uma boa dupla junto com
Glenn Saxson interpretando um personagem apenas conhecido como Gringo e não Ringo.
O filme só acaba pegando um bom ritmo após a primeira meia hora, até então as cenas de dança flamenca, bebedeiras, comelanças e abusos de mulheres são as situações que iriam gerar a ação principal do enredo.
O ator e produtor Musolino desta vez ainda aparece no início da história em um personagem perturbado e alucinado por violência como o líder do grupo Criss; é Ramon Criss, assassinando a sangue frio um bêbado na rua.
Seu personagem dá uma boa atmosférica, mas, em seguida, ele só aprece novamente no final, quando deverá enfrentar Gringo em seu desfecho final.
É uma história simples, mas que prende do começo ao fim com uma música típica e agradável ao estilo.
Não há muito o que acrescentar de especial, no entanto, sou atraído e gosto de assisti-lo de vez em quando.
Nunca exibido na TV brasileira.
Qualidade do vídeo: VHSRip Resolução: 672 x 304 pixels Extensão do vídeo: AVI Formato: MPGE-4 Codec de áudio: MP3 Tamanho: 1.47 Gb Duração: 79 minutos
As Duas Faces do Dolar - Brasil Le Due Facce del Dollaro - Itália Poker d'as Pour Django - França Two Faces of the Dollar - USA Two Sides of the Dollar - USA Ola Gia Ola - Grécia Django - Sein Colt Singt Sechs Strophen - Alemanha Stinkende Dollar - Alemanha
Produção: Itália e França, 28 de Dezembro de 1967
Direção:
Roberto Bianchi Montero
Fotografia:
Stelvio Massi
Musica:
Giosy Capuano e Mario Capuano
Duração:
95 minutos
Escrito:
Alberto Silvestri e Franco Verucci
Produção:
Francesco Giorgi, Antonio Lucatelli e Max Pécas
Co
Produção: Les Films du Griffon e Tigielle 33
Edição:
Graziella Fedeli
Produção
de Design: Giulia Mafai
Decoração
do Set: Giulia Mafai
Segundo
Diretor: Giuliano Carnimeo
Mestre
de Armas: Bruno Ukmar
Elenco Maurice Poli (Monty Greenwood) - Django /Miele/Honey Jacques Herlin - Matheus/Matemático Gérard Herter - Coronel Blackgrave Mario Maranzana (Mano Maranzana) - Sargento Lodge Andrea Bosic - Coronel Talbert Gabriella Giorgelli - Janet Tom Felleghy - Major Tate/Stein Andrea Scotti - (Andrew Scott) - Tenente Joseph Sinclair do Forte Henderson Valentino Macchi - Tenente Laffan Giovanni Ivan Scratuglia - Bandido com o Mexicano Calisto Calisti - Gerente do Banco Claudio Ruffini - Sargento/Chefe de Segurança do Forte Henderson Ennio Balbo – Loja de Armas Fortunato Arena - Bandido Mexicano que fica tonto Spartaco Conversi - Bandido de barba na Capela em Ruínas Osiride Pevarello - Bandido de bigode com o Mexicano Pietro Torrisi - Bandido com o Mexicano - Acende o Cigarro Ferruccio Viotti - Capitão Mulligan Artemio Antonini - Guarda da Limpeza no Carrinho de Mão e com Alberico Donadeo, Dony Baster e Nello Riviè.
No prólogo do filme enquanto ouve-se a maravilhosa música tema, surge um minerador guardando areia colorida em seus sacos preciosos que serão depositados no banco.
É um professor inglês, Matthew ou "Matemático" como é chamado, que planeja por dois anos o roubo de 470 mil dólares e ou o equivalente a 200 quilos de ouro que pertence e encontra-se sob custódia do Exército americano no Forte Henderson. Planejado e minuciosamente elaborado, o seu plano deve ser executado como um relógio, preciso e sincronizado com suas peças fundamentais e importantes para um funcionamento perfeito.
Sempre preciso em seus cálculos, ele escolhe suas peças “do relógio” rigorosamente para o arriscado e ousado roubo nas dependências do forte bem protegido e guarnecido pelo Exército.
Mathew, em seu relógio, terá como ajuda, o jovem e irreverente pistoleiro Miele, ou Django (Maurice Poli) como foi nomeado em algumas versões, como na francesa. Blackgrave, (Gérard Herter) [Barão Von Schulemberg em “O Dia da Desforra - La Resa Dei Conti], um ex- Coronel aposentado do Exército e profundo conhecedor de armas, e Jane (Gabriella Giorgelli), uma bela, sedutora e audaciosa jovem prostituta. Com uma estratégia bem elaborada, o grupo penetra no forte.
Miele infiltra-se no forte como um mexicano maltrapilho, bêbado e renegado e é posto em cárcere enquanto Matthew consegue entrar como um minerador atormentado que acredita que toda a sua carga de areia é ouro verdadeiro, mas na realidade a sua carga de areia será trocada dentro do forte pelo ouro verdadeiro dos federais.
O plano sugere em que as quatro peças de seu relógio devam agir juntos dentro do forte para que dê certo.
Jane entra no forte em uma carroça de suprimentos do Exército, seduzindo guardas e ela será a responsável de fazer a troca dos sacos de areia por ouro dentro do galpão de suprimentos.
Blackgrave, com seu “tic tac”, pega carona em uma diligência do Exército que caminha ao forte para uma inspeção de rotina e por oficiais em sua primeira viagem ao forte Henderson. Toma de assalto a diligência executando o condutor e o Tenente Laffan, passageiro da diligência. Em um duelo com regras regídas do Exército, ele mata o Major Stein (Tom Felleghy) e disfarça-se com seus trajes e assume o seu posto para entrar no forte. Esta é uma de suas missões no plano de Matthew.
Após todos estarem dentro do forte, Mathew, Django, Jane e Blackgrave, tudo começa a funcionar realmente como um relógio, como fora planejado, mas alguns detalhes como a arma usada por Blackgrave, um Colt Navy, causa a desconfiança do Tenente Sinclair (Giovanni Ivan Scratuglia) conhecido do Coronel Blackgrave através de notícias de jornais e uma suposta investigação dele como mercenário do pós-guerra civil.
Black grave consegue com o plano ousado e ferramentas precisas infiltradas no forte, tirar o ouro da caixa forte e passar para Django, que escapa de sua sela fazendo que com que chegue às mãos de Jane no depósito de
suprimentos para que ela coloque em sacos e faça a troca pela areia.
Alguns imprevistos acontecem e quase o plano é descoberto, mas Blackgrave, no disfarce de Coronel, tem o domínio do forte sob suas ordens e consegue resolver estes imprevistos e os três homens conseguem sair do forte, com o ouro, ilesos. A fuga exige muito esforço dos três homens com o ouro, tendo em vista a perseguição do Exército a eles além de aos poucos eles começarem a demonstrar interesse em quererem apoderar-se do ouro para si.
A ganância e a ambição dos três, começa a por o plano em xeque. Além das desconfianças e atritos entre eles, existe ainda a perseguição do Tenente Sinclair e uma gangue de mexicanos também atrás do prêmio o que causa também mais trabalho e enfrentamentos para eles ficarem o ouro.
Jane fora abandonada no forte por Mathew e traída por ele, refém dos mexicanos, ela é libertada por Django e fatalmente morre protegendo Django de ser alvejado por Sinclair que escapa do tiroteio, ileso. Após solucionarem todos os problemas durante a fuga, ao chegarem na travessia do rio [Canal de Monterano Vecchio/ Roma] na fronteira onde teriam o passe livre de perseguição do Exército, a carroça acidentalmente quebra uma das rodas dentro do canal e ao descarregarem o ouro pra transferirem para os cavalos eis que é escolhido como o momento crucial do desafio de Blackgrave a Django para ficar com todo o ouro. No duelo, Blackgrave mata Django achando que ele tivesse disparado contra ele, mas Django na verdade salva a vida de Blackgrave acertando Sinclair que lhe mataria pelas costas.
Uma bela produção Franco-Italiana do diretor Roberto Bianchi Montero em um filme com um ritmo lento para o gênero, mas um elenco muito bom e uma boa trama. A estratégia elaborada para roubar o ouro do forte é muito inteligente e divertida, mesmo porque o mestre
Matthew consegue reunir um grupo que não se conhecem entre si e o plano só vai sendo desvendado pelo espectador durante o filme. Os personagens são fortes, como Django experimentando revólveres com o armeiro [lembra Tuco, experimentando revólvers, revólveres...] e Blackgrave tem um personagem intenso, cruel e sinistro.
O seu olhar é impressionante e frio. Matthew é um personagem bastante interessante, simpático mas sarcástico, seu interesse é só o ouro não se importando com quem viverá ou morrerá.
É difícil saber durante o filme quem ficará com o ouro, mas da pra fazer conclusões antecipadas pela ganância e ambição de todos eles, que não acabará bem pra alguém. Acho que até eu fui traído pelo final inesperado do filme, mas fico feliz em ver mais uma vez um belo trabalho de fotografia [câmera] do mestre Stelvio Masi e uma direção notável de Roberto Bianchi Montero.
A trilha sonora de Giosy Capuano e Mario Capuano encaixa-se perfeitamente ao filme com sincronia similar a Leone-Morricone. Umas poucas sequências musicais, mas todas elas especiais em cada momento, como a música “Duello” literalmente usada no duelo de Blackgrave e o Coronel Talbert que lembra alguns duelos dirigidos por Leone. Existe uma versão francesa em DVD disponível pelo Studio Canal muito boa, mas existe também uma versão em inglês copiado de um velho VHS que tem uma qualidade razoável.
Como muitos outros Espagehttis, este é mais um bem acima da média e vale ter na coleção para assistir de vez em quando.
A presença e a exuberância de Gabriella Giorgelli em “As Duas Faces do Dólar” dão a este filme um toque especial. Logo ao início você perceberá em seu "decote", qual será a sua missão no fabuloso plano do roubo ao ouro da fortaleza militar [Sedução]. Você ficará esperando pela próxima cena e torcer para que ela apareça novamente.
O título francês “Poker d'as Pour Django” não tem nada a ver com o Django tradicional que conhecemos e o nome Django só vem mesmo a ser mencionado por Jane uma vez e por último, por Blackgrave quando na sua morte.
O assalto é emocionante e cheio de suspense com muitas mentiras, surpresas, enganos e tudo fica interessante com cenas muitas boas, como a em que o protagonista Maruice Poli, aqui sob o pseudônimo Monty Greenwood (Django),
veste-se como padre para colocar sete bandidos ao chão em uma igreja em ruínas [Igreja e Convento di San Bonaventura e Fontana com fonte octagonal em sua praça - Monterano Vecchio/ Roma] mostrando sua habilidade e porque faz parte da equipe de Matthew. Os duelos são bem elaborados e inesperados com os close-ups que começavam a surgir no Espaghetti e mesmo com um final inesperado, a obra no geral é visualmente muito boa e agradável tendo em vista que o segundo diretor por trás das câmeras era nada mais e nada menos do que Giuliano Carnimeo, outro mestre do Espaghetti Western.
Giulia Mafai foi a artesã capacitada em proporcionar rico cenário e ambientação bem como as roupas de todo o elenco. Após o final do filme vêm ainda uma dúvida; Será que Blackgrave não era na verdade, um verdadeiro militar encarregado de recuperar o ouro que ele mesmo tinha acabado de ajudar a roubar? E como ele foi o único sobrevivente, não poderia usufruir de sua patente para justificar a sua inocência no roubo?
Essas são dúvidas que ficam após o término do filme, coisas do Espaghetti.
Produção Espanha, Itália e Alemanha - 11 de Março de 1965
Direção: Jaime Jesús Balcázar e Roberto Bianchi Montero
(Robert M. White)
Escrito: Alfonso Balcázar, Helmut Harun e Giuseppe Maggi
Musica: Francesco De Masi interpretada por Cantori Moderni de Alessandro Alessandroni
Fotografia: Giuseppe La Torre
Edição: Rosemarie Laudin
Co Produção: Balcázar Producciones Cinematográficas,
Cinematografica
Associati (CI.AS.), International Germania Film
Richard S. Hornbeck (Rick
Horn) - Oklahoma Dan/John
José Calvo (Joseph Calvo) - Rod Edwards
Sabine
Bethmann - Georgina White
Giuseppe
Addobbati (John McDouglas) - Ken Hogg
Tom
Felleghy - (Tom Felleghi) - Watson
Karl-Otto
Alberty - (Charles Alberty) - Hondo
George
Herzig -(George Herzig) - Jim Edwards
Carmen Gallen - Proprietária do Saloon
Jesús Puche - Cruck
Remo De Angelis - Michael
Anton Geesink - Xerife
Eduardo Lizarza - (Edward Lewis) - Criado
Leontine May - Senhora Hogg
Fernando Rubio(Ted
Ruby) - Mexicano
Giovanni Ivan Scratuglia - Randy
Juan Torres - Amigo de Michael
Este foi um dos Eurowesterns mais obscuros e enigmáticos da história.
É um dos primeiros exemplos do gênero, mas ninguém tinha informações seguras sobre o elenco e havia também um monte de confusão sobre quem roteirizou e dirigiu, e quem esteve estrelando nele.
Alguns pensaram que o ator Rick Horn era holandês, outros pensavam que fosse um campeão olímpico de judô, Anton Geesink.
Horn parecia um grande e forte companheiro, mas não grande e forte o suficiente: Geesink pesava 130 quilos em seus tempos áureos e era todo músculo.
O pesquisador Scherpschutter entrou em contato com o escritório do Sr. Geesink e seu filho confirmou que seu pai nunca tinha feito um Eurowestern.
Então, quem é esse Rick Horn? Aparentemente é um fisicultor conhecido como Samson Burke, que foi bastante ativo no gênero Peplum [Épico Romano], que ficou de fora da fase Espaghetti Western também.
Geesink tinha feito o personagem bíblico Sansão em outra co produção europeia, e, aparentemente, os nomes se confundiram gerando uma confusão em torno do nome Rick Horn e que agora está esclarecido por sua viúva.
O filme conta uma história bastante básica de um novo xerife que chega para restaurar a lei e a ordem na cidade fronteiriça de Rio Rojo, onde as pessoas são espancadas na rua e homens da lei são mortos em seu escritório.
Há também uma subtrama sobre petróleo e envenenamento de gado por um fazendeiro assassinado, oferecendo muito trabalho ao novo xerife, Oklahoma John (Dan para os amigos) além de ser atraído amorosamente, é claro, pela filha do falecido, Georgina White.
Assim, enquanto Dan Oklahoma faz limpeza na cidade, (John para os vilões) também ajuda a pobre moça a descobrir quem matou seu pai anos atrás.
Quem é o responsável por todos esses crimes? O rico proprietário de terras, Rod Edwards (José Calvo), seu filho, Jim Edwards, um bêbado e seu amigo e capataz, Hondo, ou o noivo de Georgina White.
Qualquer um que goste de histórias de detetive vai gostar do resultado, mas ainda assim o filme muitas vezes funciona melhor como um thriller do que como um Western, e não seria surpresa se ele originalmente foi concebido para ser um thriller.
Enquanto fontes espanholas listam Roberto Bianchi Montero ou Alfonso Balcazar como o único diretor do filme, outras fontes geralmente listam os dois, e é uma Coprodução Espano Ítalo e Alemã inclusive os nomes mencionados dos roteiristas.
Foi lançado na Itália em 1964, mas por algum motivo não liberada até 1965.
O tom geral do filme parece sugerir uma produção muito precoce (pré-64, pré-Leone).
Sugere-se que o novo xerife é um agente secreto do governo e não espere ver nada de Leone neste aqui.
Há um pouco mais de sangue do que em outros europeus, violência até o final, mas a única parte do filme que sente-se a sensação real do Espaghetti, é na parte final.
Será que Pepe Calvo, que está no filme, disse às pessoas sobre como filmar o final de um Espaghetti corretamente após ele ter tido uma experiência com Leone?
O filme parecia ter sido desaparecido por completo, mas pode-se conseguir boas cópias com áudio em Espanhol na internet, não sendo um clássico memorável e ainda assim é surpreendentemente e agradável.
Rick Horn com físico de Sansão consegue locomover-se bem e cavalgar muito bem. Pepe Calvo e Tom Felleghy sempre foram muito bons nestes filmes e deram segurança aos outros atores mais novos no neste aqui.
Há indícios de "Rio Bravo" nos personagens da cidade, um bêbado redimido pelo apoio do Xerife, um carcereiro idoso, um gentleman desempenhando papeis talvez paralelos desempenhados por Dean Martin e Walter Brennan no clássico de Howard Hawks.
O domínio da cidade por Rod Edwards lembra também outro clássico americano como "Dodge City" ou "My Darling Clementine".
Há um pouco de falta de entusiasmo genuíno, mas alguns elementos, especialmente o Gran Finale Leonesco, foi bem sugerido.
E como curiosidade Dan ou John (ou simplesmente Oklahoma), é também chamado Thomas Hunter em algumas versões.
Para os fãs mais fervorosos conferirem e apreciarem mais uma página desta curiosa e fantástica história do Espaghetti Western.
O Colt Que Não Perdoa - Brasil
Lola Falana - Brasil
Lola Colt... Faccia a Faccia con El Diablo - Itália
Lola Colt – Título Alternativo
Black Tigress - USA
Produção: Itália 22 de Outubro de 1967
Direção: Siro Marcellini
Duração: 85 minutos
Música: Ubaldo Continiello
Fotografia: Giuseppe La Torre
Escrito: Luigi Angelo, Lamberto Antonelli e Siro Marcellini
Edição: Nella Nannuzzi
Produção de Design: Paolo Ambrosetti
Costume Design: Silvia Innocenzi
Produção: Aldo Pace
Locações: Espanha e Itália
Co Propdução: Cines Europa
Lola Falana - Lola Gate
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Rod Strader/Charlie
Germán Cobos - Larry Stern/El Diablo
Tom Felleghy - Don Rodriguez//Don Rogers
Evar Maran (Evaristo Maran) - Don Pedro/Padre
Erna Schurer - Rose Rogers/Rose Rodriguez
Dada Gallotti - Virginia Blake
Marilena Possenti – Elen/Dançarina
Giovanni Petrucci (John Petty) – Pianista e Gerente das dançarinas - Slim
Franco Daddi (Frank Dady) - Paco
Giovanni Ivan Scratuglia – John/Dono do Hotel
Enzo Santaniello - Pablito
e com Bernard Berat, Alex Antonelli, Franco Balducci, Andrea Scotti, Eva Inoka, Carlo Davini,
Attilio Corsini e Lea Monaco.
"Lola Colt" foi feita durante o êxtase das produções do Western Espaghetti na Itália, mas só seria lançado nos Cinemas Americanos, nove anos depois onde foi comercializado como um filme “blaxploitation” que era direcionado ao público negro que devem ter se decepcionado porque ela era a única atriz e negra neste filme.
A atriz e cantora Lola Falana aparece em seu auge da beleza neste filme. Bonita e confortável em um filme que em nenhum momento é mencionado algum fator ligado ao racismo.
Lola canta, dança, tem casos amorosos e dá muitos tiros também, mas às vezes demonstra aparecer mais como coadjuvante do que como protagonista.
O filme demora um pouco até pegar um ritmo de ação, brigas e vinganças tendo alguns altos e baixos.
Lola é uma dançarina de saloon que chega à cidade de Sant'Anna com algumas outras dançarinas em uma companhia de dança com uma delas doente de febre de malária e procurando ajuda médica.
A cidade, porém, sitiada é aterrorizada por El Diablo, um rico e poderoso bandido que força a compra de terras dos colonos e apodera-se delas para vendê-las à empresa ferroviária.
Lola acaba por se tornar uma pistoleira para ajudar os colonos tendo entre eles um branco e aspirante a médico Rod (Peter Martell).
Ele lutará ao de Lola contra os bandidos e também se apaixonará por ela.
Rod inclusive não consegue terminar a faculdade de medicina porque o seu dinheiro é levado por El Diablo mensalmente para que permaneça vivo como a todos os populares da região que pagam seus tributos a ele.
Muito bom rever o garotinho Pablito (Enzo Santaniello) de “Era uma vez no Oeste” que ironicamente aqui também é executado pelos bandidos de El Diablo, e que também gerou uma das causas da união da população em lutar contra o seu opressor..
É um filme surpreendente que tem uma trama interessante e personagens bem definidos.
Lola canta e dança sobre as mesas do saloon interpretando músicas de uma época que atravessava várias influências como: Jazz, Rhythm & Blues, Rock e Folk.
O filme foi visto por milhares de espectadores pelo mundo quando no lançamento.
A bela trilha sonora vocal é executada por Lola com boas pitadas de erotismo.
Um momento histórico no cinema porque, Lola Falana foi a primeira atriz negra a estrelar uma um Western “Lola Colt”, no Brasil conhecido como "O Colt que Não Perdoa", e mais interessante por ser um Espaghetti Western, pois os Estados Unidos ainda atravessavam dias turbulentos com o racismo e isto foi uma proeza do diretor Siro Marcellini não medindo consequências após sua exibição nos EUA.
Filha de um cubano com uma norte-americana, a moça era famosa na época como cantora e dançarina nos shows de Sammy Davis Jr. com quem teve um breve romance e ela fazia tanto sucesso na Itália que foi convidada para ser a protagonista do seu próprio Western Spaghetti.
A diferença de "Lola Colt" para outros filmes conhecidos como exemplo, "Audazes e Malditos" é que em nenhum momento a cor da protagonista é mencionada ou torna-se motivo para qualquer tipo de preconceito por parte dos vilões do filme e que aqui pelo contrário, ela é tratada de igual para igual independente da cor da pele, numa bela lição dos realizadores italianos.
Inclusive Lola Falana poderia ter se tornado uma das primeiras e principais heroínas negras do cinema, se o filme tivesse chegado aos Estados Unidos na época em que foi feito.
Infelizmente, "Lola Colt" só foi lançado nos EUA em 1976 com o novo título "Black Tigress", quando já existiam outras atrizes negras fazendo sucesso em papéis semelhantes, como Pam Grier, Judy Pace e Tamara Dobson.
É até certo ponto estranho comentar “Lola Colt” como sendo um bom filme porque não é esplendido mas pelo fato de ficar entre meio um musical e um Espaghetti Western.
A epoteose de um tiroteio final de costume no Espaghetti também está aqui após Lola com a ajuda do médico local e após as atrocidades, consegue convencer os cidadãos relutantes para reunir-se e desafiar El Diablo, que morre durante a batalha.
Apenas um par
de imagens violentas talvez pudesse atrair remotamente os fãs, mas esse não é o
ponto porque poucos conheceram e sabem quem era Lola Falana.
Ela adquiriu
uma certa notoriedade nos EUA nos anos 70 e anos 80. Eu não sei até que ponto,
no entanto fora a sua evidencia n Show Business mas ela conseguiu isso no
momento que o filme foi feito, e após se apresentar como dançarina e cantora em
um show na noite de sábado hospedado pela cantora italiana Mina.
Então, a
partir daí ela foi considerada parte do seguimento inematográfico conhecido
como a pré-blaxploitation e começo a ser considerada como uma mulher negra
líder em um grupo de atrizes, e no filme ela mostra isso e se transforma em uma
líder de uma cidade do oeste selvagem em caos?
Ela canta e
dança três números vestindo trajes típicos de dançarinas de saloon com maiôs
coloridos e sexis e nota-se a influência do teatro americano nas apresentações.
O primeiro é
um Rhythm & Bluese até bom, com baixo elétrico, bateria e sax tenor. O
segundo uma melodia romântica sexi e provocante, e então em uma terceira
performance vemos "Swing Low Sweet Chariot", um hino gospel que ela canta
no final vestindo uma longa tunica branca discrreta geralmente visto naquelas
apresentações de corais da igreja Pentecostal (ou Batista), com todas as
pessoas do saloon acompanhando-a batendo palmas, incluindo o padre local
(católico).
Durante a evolução da música
ela deixa cair a tunica longa e por fim fica somente de maiô mostrando seu
corpo semi nú. Talvez isto tenha influenciado a bela garota loira, sua rival Rose (Erna Schurer) ter deixado seu noivo seguir viagem com Lola ao final.
O gênero Spaghetti Western, de fato é um gênero de faroeste, em geral, que abrangeram especificamente como objetivo o público masculino. Foram filmes quase exclusivamente feitos por homens e para homens e as mulheres que participaram muitas vezes o fizeram em um sentido marginalizado, aparecendo na maioria das vezes como vítimas.
Ocasionalmente, porém, esta artista feminina conseguiu seu espaço empunhando um revólver e Lola Colt é um excelente exemplo, não só de um desses casos raros, mas também por que tantas vezes não conseguiu fazer muito sucesso após o seu lançamento.
Rita do Oeste foi feito no mesmo ano e Lola Colt seguiu esta performnace musical, mas, ao contrário do primeiro, este filme não é um musical que mostra uma trilha sonora e a história sendo pausada para o desfile das músicas de Rita.
Em vez disso, as cenas de música de Lola no saloon tem uma finalidade e um sentido, onde os talentos de Miss Falana como cantora e dançarina podem ser exibidos e apreciados.
Estas são as cenas em que Lola obviamente está mais em casa e é claro mais a vontade. Infelizmente, o resto do filme, se não fosse pela trama frágil inconseqüente e trabalhada com pouca convicção pela produção, os resultados poderiam ter sido mais surpreendentes. Mesmo assim não é algo que se está acostumado a ver em relação à visualização de um filme de faroeste.
El Diablo, muito bem interpretado po Germán Cobos possui muitos escravos como reféns em sua fazenda e isso impossibilita a ação dos populares em tentar se livrar dele que constantemente pede resgate a comunidade, enquanto seus homens geralmente causam estragos na região.
Lola, sem deixar de perder o brilho para o estudante de medicina com boa aparência, incentiva-o a se levantar contra seu opressor, mas ele e os outros homens da cidade estão relutantes em colocar em risco a vida dos reféns.
Eventualmente, porém Lola convence-os a agir e os leva em uma missão de resgate na fazenda de El Diablo.
Um ataque em massa aos pontos estratégicos de El Diablo faz com que consigam sucesso.
O diretor conseguiu juntar uma porção de itens que fizesse com que o resultado final, apesar de inesperado fosse agradável. Todos os elementos exigidos pelos fãs do Espaghetti estão presentes neste com a complementação de canções e músicas que não atrapalham o clima de vingança e justiça de Lola para com o bandido El diablo e seu bando de sanguinários.
Lola Falana teve o seu momento de glória em meio a todos os homens que frequentaram as salas de cinema em 1967 e vendo ela fazer o que mais se gostava de ver na tela, atirando com seu colt 45 matando sádicos bandidos mexicanos.
Na época quanto mais tiro se dava, melhor era o filme, acreditem.
Ela tinha mesmo um talento genuíno e mostra isso em suas coreografias, rebolando, dando chutes ao ar, deitando-se sobre os bacões do saloon, na mesa de jogos, enfim, ela nesta área se sentia claramente mais confortável. Acho que mais cantando e dançando do que atirando ou galopando.
Como já comentado, talvez com um pouco mais de imaginação por parte dos produtores, poderiam ter oferecido algo mais interessante em termos de história e personalidade, e, quem sabe, ela poderia ter nos deixado um filme memoravelmente histórico, mas agora é passado e o que temos é este Lola Colt e seria a mesma história com Rita Pavone em seu Rita no Oeste tendo ao seu lado Terence Hill e Gordon Mitchell em papeis muito além de seus talentos e capacidades.
A cena de abertura, onde vemos, primeiro, El Diablo no seu mais perfeito estado diabólico e o padre da cidade após caminhar pela periferia que vem pedir ao vilão para poupar a vida de um par de infelizes que ele está se preparando para explodí-los amarrados em cruzes como punição em não pagar seus tributos. Seria comum em um Espaghetti Western puro sangue.
O problema está na forma como o castigo está previsto para ser realizado.
Em um filme baseado principalmente em torno de um musical aparentemente com um clima de cabaré, é uma inusitada surpresa ter uma abertura com um par de crucificações humanas explosivas, mas isso tem que ficar claro que é exatamente o que El Diablo é capaz de fazer.
Por se tratar de um filme que deveria ser leve pela parte musical, El Diablo poderia até mesmo ter perdoado em primeiro momento os camponeses mas infelizmente, ele revela-se uma anomalia em uma narrativa sublime.
Outra vez que chega a este nível de maldade é mostrado durante a cena de um flashback de Lola onde testemunhamos sua família sendo amarrada na roda de uma carroça e em segui vemos disparos em direção dos corpos com a roda da carroça girando em movimento para o divertimento de um bando de vilões não identificados enquanto Lola presencia tudo por trás dos vidros da janela da casa.
O curioso nesta cena é que Lola ainda é uma criança pobre e está vendo seus pais serem assassinados sadicamente e ela é interpretada por uma garota branca e seus pais são brancos também.
O orçamento deve ter sido provavelmente, apertado, mas certamente eles poderiam ter encontrado uma garota negra em algum lugar na Europa para fazer esta pequena cena ou então uma maquiagem mais bem elaborada poderia ter resolvido, sabendo-se de Lola é uma afro-americana de origem cubana.
Se no mesmo ano o diretor Emimmo Salvi fez um Fernando Sancho loiro em “Procurado Johnny Texas - 1967”, a produção da Elios Estúdios poderia ter feito uma criança negra.
São poucas as informações sobre o lançamento e a repercussão deste filme mas obviamente deve ter causado algumas polêmicas mas alem de tudo Lola Falana aproveitou os seus dias de Justiceira para se firmar na midia.
Acho que os resultados aqui eram unicamente de entreter o público com uma outra alternativa, com base em números musicais e causar surpresa porque ninguém esperaria ver um Western como esse em seu tempo.
Assisti uma
cópia deste filme com imagem widescreen TV italiana com áudio italianao de uma
versão VHS muito inferior e isso não interferiu na minha analise como fã e como
músico, talvez uma imagem de melhor qualidade, o resultado para mim poderia até
ser mas positivo.
Sei que em uma
versão em inglês lançada também de VHS você não poderá ver a cena de abertura de
pessoas cruscificadas explodidas por El Diablo.
Uma bela abertura musical com direção de Ubaldo
Continiello e participação da trompa solo de Renzo Patuelli.
"Scrivimi il tuo nome" e "Uno come
te" cantadas por Lola são de autoria de Daniele Pace e Mario Panzieri.
A
canção Gospel “Swing Low, Sweet Chariot” de Ella Fitzgerald tem uma roupagem
diferente com Lola além de outras canções como: “Why Did You Go?” e “You’re the
One I Love” que não podem ser apreciadas no filme e faziam parte da Trilha
Sonora nunca antes lançada ao público.
Apesar da
parte musical contar claramente com saxofone, guitarra elétrica, contra baixo e
bateria e a banda em cena estar tocando um banjo, sanfona e um piano, não perde
o brilho da execução na dublagem.
Exibido duas vezes em Bang Bang à Italiana da TV Record
no Brasil em 09 de Fevereiro de 1983 e 01 de Fevereiro de 1984 em versão
dublada em Português.