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04 agosto 2015

Amico mio, frega tu... che frego io! [No Rastro do Ouro Maldito] Especial Brasil

Amico mio, frega tu... che frego io!
No Rastro do Ouro Maldito - Brasil
Rastro do Ouro Sangrento - Brasil
Cuatro Ases Para Perder - Espanha
Colorado - Zwei Halunken im Goldrausch - Alemanha
Anything For a Friend - Reino Unido
Everything For a Friend - USA

Produção: Itália 18 Fevereiro de 1973
Produção: Tarquina Internazionale Cinematografica (Rome)
Produção: Dennis Ford (Demofilio Fidani)
Diretor: Miles Deem (Demofilio Fidani)
História: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Escrito: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Fotografia: Claudio Maorabito "Papi Quadri" [Eastmancolor, Panavision]
Música: Lallo Gori (Coriolano Gori)
Duração: 95 minutos
Edição: Giancarlo Venarucci (Giancarlo Venarucci-Cadueri)
Gerente de Produção: Diego Spataro
Direção de Arte: Simonetta Vitelli

Ettore Manni (Red/Fred Carter) - Jonas Dickinson/Jonathan Dickinson 
Andrés Resino (Bud Randall) Mark Tabor/Mark Taylor
Sleepy Warren - Descobridor da mina Tripper/Denver 
Angela Portaluri - Concepcion
Federico Boido (Rick Boyd) - Teddy
Gordon Mitchell (Charles Pendleton) - Mulieta/Muller/Miller
Simonetta Vitelli (Simone Blondell) - Pearl
Carla Mancini - Consuelo
Benito Pacifico (Dennis Colt) - Provoca Jonathan no saloon
Amerigo Castrighella (Amerigo Leoni/Custer Gail) - Thomas/Tom
Enzo Pulcrano  (Paul Crain/Vincenzo Pulcrano) - Participa da briga no saloon
Antonio Basile - Capanga vestindo Poncho,
Lucky McMurray (Luciano Conti) - Irmão de Fred na taberana
Michele Francia (Michele Branca) - Fred na taberna
Vinicio Raimondi - Primeiro trapaceiro nas cartas,
Gualtiero Rispoli - Vovô
Marcello Meconizzi - Briga no rio
e com Raimondo Toscano.


Este é mais um dos Espaghetti Westerns fraco e de baixo orçamento feitos por Demofilo Fidani mas neste ele conseguiu divertir os fãs em uma comédia real. Esta comédia não é tão engraçada mas tem seus momentos divertidos entre a dupla de atores Ettore Manni e Bud Randall. Formaram uma boa dupla.


Você também pode rever muitos atores que sempre estiveram presentes nos Westerns de Fidani como sua filha Simonetta Vitelli (Simone blondell) interpretando uma dançarina de saloon, em seu último filme. Frederico Boido (Rick Boyd) , Benito Pacifico, Luciano Conti e Gordon Mitchell também estão presentes. Você tem que ser muito fanático e se interessar muito por um Western fraco, mas se assistir pelo lado documento é interessante.


Jonathan é um ladrão imprudente fingindo ser um pastor, sem sorte, vagando em meio ao Velho Oeste em seu burro, aplicando vários e pequenos golpes e fraudes por onde passa, fazendo-se muitas vezes a vítima. Sempre na discórdia e trapaceando o seu amigo e rival, outro desocupado, Mark Tabor.

Quando eles sabem da notícia da descoberta de uma mina de ouro por um velhinho alcoólatra chamado Tommy Tripper no Passo da Mula Morta, nas Montanhas Rochosas, a estranha dupla parte voluntariamente no que promete ser uma nova luta pela riqueza, uma verdadeira corrida pelo ouro.


É uma pena porque um grupo de bandidos liderados por Miller (Gordon Mitchell) queira fazer a descoberta antecipada e assim ficar com o domínio público da mina, colocando toda a população de Denver [local onde se passa esta febre do ouro] escravizando-a nas escavações mas isso não se torna possível, pois o velho Tommy com a bebedeira, revela o segredo de sua descoberta para toda a cidade provocando uma verdadeira febre na corrida de toda a cidade e região pelo ouro.


Como solução, Miller, na ausência da população juntamente com seus capangas liderados pelo seu capataz "Thomas" (Amerigo Castrighella) [Custer Gail] toma a cidade de assalto e assaltam a todos os mineradores que começam a retornar à cidade com o seu ouro extraído das montanhas.
Com o enorme sucesso de "They Call Me Trinity", [Trinity ainda é meu nome - Brasil], muitos outros diretores tentaram pegar carona no estilo comédia de Enzo Barboni [E. B. Clucher] e com Fidani (Miles Dean) não foi diferente. Não perdeu a chance de tentar também.


Um Epaghetti Western comédia feita com tonificação nas brigas, desafios, garrafadas, jogos de cartas ao qual sempre resulta em destruição do saloom, parcerias estranhas, veículos de transportes curiosos como a bicicleta com této vermelho, muita comelança sem escrúpulos no estilo Bud Spencer e geralmente sem mortes, onde crianças poderiam ter acesso às imagens.

Infelizmente Fidani já no fim da Saga Espaghetti ainda tentou dar mais uma injeção de ânimo, mas o gênero já estava mesmo com os dias contados. Não perca a chance de reviver a dialética farsa entre dois inimigos, os amigos que acabam por se opôr aos delinquentes planos do bandido "Miller" (Gordon Mitchell).


Já na primeira sequência define-se o tom de quais são as diferenças entre os dois amigos após Mark roubar o caldeirão de sopa de Jonathan Dickinson no momento de oração com Mark interpretando a voz de Deus prometendo a Jonathan a absolvição dos seus pecados.
Interessante a interação de Jonathan com o seu burrinho Gordon que também faz suas peripécias ao seu dono. Os dois amigos trapaceiros parecem não saber nada sobre o grupo de bandidos que optaram por submeter, com os seus malefícios, toda uma cidade.

Toda a situação é resolvida em um jogo de cartas entre Mark Tabor e Miller que como já se sabe, resulta numa violenta luta ao final com todos os bandidos derrotados e sem nenhuma morte.


Fidani tomou um caminho com descuido neste filme. Aparentemente com um roteiro fraco, foi filmando o que lhe vinha na cabeça sem uma sequência lógica dos fatos e um tanto pouco inspiradora, mas a questão não é julgar se o filme é bom o ruim e sim, pois quem assistiu, sabe, mas sim uma grossa bizarra e interessante tentativa que vale apenas para os estudiosos do gênero que gostam de vislumbrar estas loucuras cinematográficas e obscuras do Espaghetti Western e tornando este filme peça de coleção pela raridade em encontrá-lo e por ser o último de Fidani.


Sob o pseudônimo de Red Carter esconde-se Ettore Manni, um ator da trivialidade variada e interessante,que se encerra sua carreira com o personagem do "Doutor Katzone" em "Cidade das Mulheres" de Fellini.
Jonathan e Mark são levados aos extremos de sobrevivência de fome e frio nas montanhas rochosas atrás do ouro e a cena na cabana em que Jonathan tendo alucinações de fome, imagina seu amigo transformado em um peru é divertida. Está é uma citação direta de "The Gold Rush" (1925) de Charlie Chaplin. Ao final os heróis são proclamados "A gloria de Denver" comparado a Shakespeare "A glória da Inglaterra" Último western dirigido por Fidani.

Curiosamente descobri nos créditos finais do filme recentemente o nome de "Maria Rosa Vitelli" e fiquei curioso em saber quem seria essa mulher e assim entrei em contato via rede social com Simone Blondell (Simonetta Vitelli) [uma das atrizes neste filme] e ela me informou em 04 Agosto de 2015 que este era o verdadeiro nome de sua mãe e que na maioria dos créditos dos filmes de seu marido, o diretor Demofilo Fidani (Miles Deen) ela aparecia creditada com pseudônimo de Milla Vitelli Valenza.


Através de contato via rede social com o diretor, diretor de fotografia e cameraman "Papi Quadri" Claudio Morabito que fez a fotografia de inúmeros Espaghettis, inclusive este e colaborando com minha curiosidade ele me esclareceu que fez uma breve participação na cena de pastelão "torta na cara" na taberna, junto com os atores Ettore Manni, Michele Branca e Luciano Conti. Nesta ocasião ele é Lungo, o proprietário e garçon desta taberna em uma cidade deserta.
Exibido na televisão em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 17 de novembro de 1982.


Trailer Youtube 
Música 2 traks

11 julho 2015

Django Mata em Silêncio [Bill il Taciturno] Especial Brasil



Django Mata em Silêncio - Brasil
E o Chamavam o Matador - Brasil
Bill Il Taciturno  - Itália
Django Kills Softly - USA
Django Kills Silently - USA
Django, Le Taciturne - França

Produção: Itália e França - 29 de Abril de 1967
Duração: 108 minutos
Direção: Massimo Pupillo (Max Hunter) Música: Berto Pisano

Fotografia: Mario Parapetti
Produção: Alberto Puccini
Escrito: Lina Caterini, Paul Farjon, Marcello Malvestito e Renato Polselli (Leonide Preston) Edição: Lina Caterini e Marcello Malvestito
Co Produção: Avis Film (Roma), Europea Distribuzione di Salvatore Prignano & Les Films Jacques Leitienne (Paris)
Relançado nos cinemas brasileiros em Technicolor pela produtora “3 Poderes”, com o título "E o Chamavam o Matador".

George Eastman (Luigi Montefiori) - Django/Bill
Luciano Rossi (Edwin G. Ross) - Dr. Thompson
Liana Orfei - Linda
Mimmo Maggio - El Santo
Spartaco Conversi - Miguel
Federico Boido (Rick Boyd) - O nervoso
Paul Marou – Steve
Giovanna Lenzi - Dançarina Mesa Saloon
Antonio Toma - Pedro
Remo Capitani - Pedro
Mario Dardanelli - Popular
Alberico Donadeo - Bandido Mexicano
e com Peter Hellman, Claudio Biava, Martial Boschero, Ilona Drash, Enrico Manera e Federico Pietrabruna.


Quando se pensa em assistir ao filme na expectativa de ver um Django no estilo Franco Nero, você estará enganado. "Django Kills Softly" em sua abertura não é muito diferente do Django original. Durante um ataque de uma gangue de bandidos mexicanos a uma pequena caravana de colonos que encontram-se acampados, um forasteiro “Django”, testemunha o ataque intrometendo-se e elimina todos os bandidos. Apesar de uma criança entre os colonos receber um tiro no peito nesta cena, isto não está à altura em comparação a violência sangrenta visto em Django de Corbucci. Em seguida o pistoleiro conhecido aqui por Bill salva uma jovem mulher, cujo marido fora assassinado, por traficantes de armas e juntos lutarão contra Thompson e seu bando de assassinos.

Django chega na cidade de Santa Anna a mando de um homem chamado Sanders que estava tentando comprar uma passagem segura para a sua carga negociada com um bandido mexicano chamado El Santo. Django acha que Sanders foi morto e que seu rival, um homem chamado Thompson, agora está tentando lidar com El Santo. Django, depois de um breve envolvimento com uma bela jovem “Linda” que tem informações sobre uma mina de ouro Perdida, se envolve nessa situação por concordar em escoltar um carregamento através do território de El Santo.

Este seria um resumo básico e simples mas como relançado no Brasil na década de 70 e agora rebatizado como "Django Mata em Silêncio", foi exibido nos cinemas brasileiros também como “E o Chamavam o Matador”, o filme possui muitas reviravoltas e roteiro interessante onde pessoas levam tiros, mas elas caem completamente sem sangue. Bill fixa-se na cidade de Santa Anna, a qual é dominada por Thompson e seus homens a fim de descobrir toda a operação destes bandidos. O confronto entre Bill e os bandidos será inevitável e desigual, mas Bill, com uma série de truques, conseguirá eliminar todos e se apaixonará e ficará com a bela viúva.


O diretor Massimo Pupillo, pseudônimo Max Hunter, lançava aqui George Eastman, o italiano Genovês, Luigi Montefiori no gênero Western Espaghetti com um papel importante. Reviver Django. Em sua carreira repleta de filmes nos mais variados gêneros populares na época tais como da comédia erótica ao horror, alem, de escritor e diretor e muitos filmes-B na América, é também lembrado por sua proeza e agilidade semelhante a Giuliano Gemma.

Aqui ele é incumbido de tentar limpar uma área de fronteira nas mãos de um conjunto diversificado de gângsteres que enchem os bolsos com trabalho desonesto desses homens. Santa Anna, no Texas, é um buraco no país, abandonado e esquecido por todos e onde reina com supremacia o Dr. Thompson, apoiado por sua gangue de homens e de onde cargas de traficantes de armas são enviadas para o México e que são o seu principal negócio ilícito.

Durante várias sequências, George Eastman não mostra nenhuma aparência e não há nenhuma ligação com o personagem de Corbucci. Eastman aqui faz poses e sorri para a câmera, claramente satisfeito com a sua boa atuação na ação por ele desempenhada. Claramente é um Django diferente, que não é citado durante todo o filme a não ser na cena final deixando uma impressão de que o diretor quis corrigir a falha e lembrou-se de que era um filme de Django.

Mais uma vez o nome título "Django" é utilizado para comercialização sobre o sucesso do filme original e o seu poder de influência aos fãs do Espaghetti. O Django aqui não tem um caixão com uma metralhadora, é mais falador, canastrão e menos obscuro.

Há uma infinidade de clichês com grande quantidade de mortes, quedas de telhados, quedas de corrimões, brigas extenuantes, duelos, embora tudo sem sangue. Django circula pela cidade de Santa Anna controlada pelo implacável Thompson e os seus homens. Nesta história como não ha um outro grupo disputando o controle da cidade, é substituído por uma gangue de bandidos mexicanos liderada por El Santo, obsevando tudo para tirar proveito da situação. Teria alguma ligação com a história de Yojimbo? A base do roteiro sugere que sim.

Eastman faz um Django Light, mas é rápido o suficiente com a arma para sobreviver sozinho. A verdadeira força deste Django não está na força bruta ou em seus close-ups mortais e sim na sugestão do título "Silêncio", ou seja, suas habilidades noturnas como um ninja se esgueirando suavemente na noite e podemos presenciar isso em algumas cenas divertidas.

Uma das melhores é quando os homens de Thompson tentam surpreender Django à noite para matá-lo em seu quarto. Procuram ao redor e Django está longe de ser encontrado. Os homens ouvem algo atrás da porta do banheiro, mas Django está em outro lugar, no teto do quarto e surge repentinamente matando dois dos quatro intrusos. Em seguida ele salta pela sacada do hotel para a rua surpreendendo os dois outros intrusos alvejando-os enquanto cai, matando-os em uma boa e ousada sequencia.

Um Django acrobata, um gato, um ninja matando suavemente e silenciosamente. Este Django faz me lembrar de "Django o Bastardo" com Anthony Steffen. Parece até mesmo ter uma influência dele dominando a arte da sombra, matando bandidos na calada da noite.

Um consideravelmente bem editado e bem filmado com alguns excelentes zooms nos olhos e rostos para valorizar a habilidade de Django no tiro.
A cena do cantil jogado ao ar e Django disparando contra ele é a marca registrada do filme.
Os cenários interiores muito bem cuidados com pinturas e cores mais fortes.


Uma trilha sonora elaborada pelo Maestro Berto Pisano que conta com o título de abertura "La banda di El Santo", muito inspiradora com a trompa solo por Mario Di Fulvio e muito boa para os ouvidos e também conta com uma música vocal  "Chi non è con te" interpretada por Patricia no saloon.
As duas fazem parte de um compacto raríssimo em 45 rpm.

Toda a tensão mesmo fica para o Gran-finale e seus duelos, divertido e emocionante final. É alto em violência, mas a música contrapõe a isso fazendo com que ela não seja explícita e macabra. O resultado disso surpreende, funciona bem para as cenas mais sangrentas [sem sangue].

Antes de tudo acabar, quando tudo parece perdido para Django, eis que uma faca arremessada pelo jovem mexicano Pedro, atinge um de seus inimigos pelas costas salvando Django. Graças a um bom desempenho de Eastman e alguns bons momentos divertidos, o filme pode-se considerar salvo em comparação a outras tentativas de Djangos feitas na época.

Exibido na televisão brasileira com título de "Django Mata em Silêncio" em "Bang Bang à Italiana" da TV Record em 12 de agosto de 1982 e em "Segunda Sem Lei" da TV Bandeirantes em 23 de Setembro de 85, 09 de Fevereiro de 1987 e 03 de Março de 1988 pela última vez.

Música Tema Download

Áudio Italiano com legenda português no youtube

25 abril 2015

Vingança Até o Fim [Quel Maledetto Giorno Della Resa Dei Conti] Especial Brasil


Vingança Até o Fim - Brasil
Quel Maledetto Giorno Della Resa Dei Conti
Terrible Day of the Big Gundown - USA
Vendetta at Dawn - USA
Ta Colt Ton Paranomon - Grécia
 Django - Der Tag der Abrechnung - Alemanha

Produção: Itália, 26 de Junho de 1971
Direção: Sergio Garrone (Willy R. Regan)
Música: Francesco De Masi
Fotografia: Guglielmo Mancori
Duração: 94 minutos
Edição: Carlo Reali
Escrito: Luigi Mangini e Sergio Garrone
Assistente de Camera: Joe D'Amato
Co Produção: Pentagono Cin


George Eastman - Dr. George Benton/Sabata/Django
Ty Hardin - Jonathan Benton
Bruno Corazzari - Rod Fargas
Costanza Spada (Laura Troschel) - Lory Baxter Benton
Anita Saxe - Jane, Garota do Saloon
Steffen Zacharias - Gregory, Gerente do Saloon
Guido Lollobrigida (Lee Burton) – Xerife Jed
Lucia Catullo - Hannah Benton
Jean Louis - Wal, Walcon, Mineiro
Nello Pazzafini - Ralph Barry, Líder Foragido
Rick Boyd - Peter Fargas/Pet
Roberto Dell'Acqua (Leo Widmark) - Dan Benton
Dominic Barto - Carl Fargas/Benson
Piero Nistri – Ralph (foragido)
Benard Farber - Joe (Foragido)
Elio Angelucci - Popular
Manfred Freyberger - Sam
Claudio Trionfi, Angelo Pieri, Sandro Scarchilli, Franco Ukmar,
Roberto Messina, Emilio Messina, Vittorio Fanfoni e Claudio Scarchilli, 


George Benson (George Eastman) retorna para sua casa após cinco anos de ausência durante o qual, este tempo esteve estudando para receber o seu diploma de médico. Ele encontra sua noiva Lory, seu irmão mais velho e agricultor, Jonathan (Ty Hardin), homem de meia idade que é casado e tem três filhos, proprietário e mora em sua fazenda muito simples.

Na região, correm boatos da existência de ouro e tem atraído uma infinidade de pessoas de todos os tipos e de todos os lugares da América para o garimpo, inclusive muitos bandidos e foragidos da justiça.

Geroge Benton e sua noiva Lory sentem-se ameaçados com a invasão da violência na região e tentam forçar o irmão Jonathan a vender a fazenda e partirem do local com a família prevendo que a situação tende a piorar e realmente é o que acontece.


No rio, próximo a fazenda estão os irmãos Fargas, garimpeiros decepcionados com os resultados no garimpo e que algum tempo depois, um deles “Rod Fargas”, o mais instável deles (Bruno Corrazzari) não hesita em saquear e matar a todos em uma diligência. Depois Rod convence os seus irmãos a atacarem a fazenda de Jonathan para roubar e matar toda a família e os únicos que escapam são: Um irmão e o sobrinho mais jovem do médico.

George sabendo através do xerife, da fuga de um grupo de foras da lei de outra cidade tendo como líder, Ralph Barry (Nello Pazzafini), sai em busca deles presumindo serem eles os assassinos de sua família. George, não estava presente durante o ataque na sua fazenda, mas mesmo assim em uma crise de loucura, decide sozinho, caçar os bandidos para vingar toda a família Benton.
Através do bandido foragido da justiça “Ralph Barry” e mais dois de seus cúmplices, George descobre a verdade e sabe quem são os assassinos da sua família, agora determinado a se vingar, põe-se em uma perseguição feroz atrás dos três suspeitos.


Tendo descoberto que um dos Benton sobreviveu ao massacre e como esta testemunha sabe quem são os verdadeiros culpados, os Fargas forçam Barry se juntar a eles e atacar novamente a fazenda para eliminar a testemunha que pode identificá-los e denunciá-los.

George, agora consciente da verdade é informado por uma prostituta, a bela e charmosa Anita Saxe [que também era explorada pelos Fargas] e através da informação, consegue evitar os assassinatos das testemunhas, matando dois dos irmãos Fargas. O terceiro, Rod, em vez de matá-lo, George o conduza à justiça.

Espaghetti escrito por Luigi Mangini e Sergio Garrone e dirigido por Garrone. Este é um spaghetti western que à primeira vista parece estar entre os mais clássicos, um homem da cidade grande que sai atrás de vingança da sua família, mas não é só isso.
Neste filme há novos elementos e muito original, pelo menos em uma boa parte do filme.


Os assassinos não são bandidos reais, mas garimpeiros desesperados, que começam cometer assassinatos e roubos na região para poderem bancar as despesas com as provisões no garimpo de que não têm certeza se a existência de ouro na região é real. As vítimas aqui são agricultores inocentes e não pistoleiros durões.

O filme não abrange um tema da vingança de George Benton (Eastman), mas sim o seu desejo de justiça. Os atores são todos muito bons em seus papéis, embora Ty Hardin apareça um pouco perdido sobre como desempenhar o seu papel de irmão e de pai. Poderia ter sido melhor explorado.


Bruno Corazzari está incrível no papel do sádico Rod Fargas, o mais cruel dos irmãos Fargas.
Um western que, certamente, tem alguns pontos fracos, especialmente no desenvolvimento da trama e edição e mostra-se um pouco cansativo nos primeiros quinze minutos, e a partir daí a trama começa a ganhar força e ritmo.

Rick Boyd (Jed), um dos irmãos Fargas, Steffen Zacharias (Gregory) gerente do saloon, Lee Burton e Bruno Corrazzari que rouba totalmente o show de Eastman, estão todos consistentes em seus papeis. Garrone demonstra a sua técnica de planos e cenas com enquadramento incomum e sem um padrão definido.


Um final diferente que deixa uma sensação estranha, por poupar o seu mais cruel motivo de vingança conduzindo-o à justiça na cena final. O comportamento de Eastman também é muito estranho pois após o massacre da família demonstra muita dor e loucura e como médico poderia ter um controle emociaonal mas razoável. O filme mostra que feito com poucos recursos, mas filmado com boa técnica, uma boa fotografia e totalmente rodado na Itália.

Garrone ilustra bem a violência desenfreada pelo desepero de pessoas em tentar se superar de problemas mas infelizmente, o filme não tem um bom desenvolvimento da ação, diálogos e edição confundindo um pouco o espectador. Mesmo assim continua sendo um filme bem cultuado pelo grande elenco, fotografia mas assim como muitos outros, o bom diretor neste filme, parecia não ter muito claro o que ele queria mostrar.


“Quel Maledetto Giorno Della Resa Dei Conti” é o sexto e último western de Sergio Garrone e certamente não está cotado entre os melhores tendo em vista outros trabalhos que ele deixou neste gênero.

É um filme médio. Outro problema deste filme foi o fato de que seu lançamento em vídeo, só saiu em áudio alemão e até recentemente muitos países não tiveram versões diferentes desta, portanto por esse motivo é ainda, após quarenta anos desconhecido de muitos fãs do Espaghetti, mas hoje já podemos conseguir cópias em Italiano e Inglês e também um DVD sem cortes pela primeira vez em todo o mundo tornando-o muito interessante apreciá-lo.

Inédito na TV brasileira mas no Brasil já existe cópia de VHS, versão em Italiano e inglês legendado em Português.

10 outubro 2014

A Morte de Rick Boyd


ROMA - Temos vários relatos de que o ator e dublê Federico Boido, que trabalhou com vários pseudônimos, incluindo Rick Boido, Rico Boido, Rich Boyd e Rick Boyd, veio a felecer em 7 de outubro 2014 em Ostia, Roma, Itália. Ele teria 74 ou 76 anos, dependendo de qual das duas datas conhecidas esteja correta.

Ator Italiano, dublê, autor, roteirista e poeta Rick Boyd, estava com 76 anos.
Boyd, cujo nome verdadeiro era Federico Boido, nasceu em Novi Ligure, Alessandria, Piemonte, Itália, em 08 de março de 1938. Ele começou sua carreira no cinema em Roma em 1957, onde ele era um dublê sem créditos durante o boom do gênero “espada e sandália” [Épicos, como é conhecido no Brasil].

Sua carreira começou com uma aparição em 1964 em "Sansone e il Tesoro degli Incas” com Alan Steel dirigido por Piero Pieroti (Um faroeste exótico com mistura épica), no Brasil intitulado como “O Tesouro Perdido dos Aztecas”.
Ele usou o nome de Rick Boyd, quando ele apareceu em "Por Um Punhado de Dólares", onde muitos dos nomes reais dos atores italianos foram americanizados e Federico Boido tornou-se Rick Boyd.

Rick viria a aparecer em mais de 60 filmes e aparições na TV. Ele apareceu em mais de 40 Euro-Westerns e foi um dos principais vilões italianos do gênero. Depois que se aposentou do negócio começou a escrever poesia e em 2011 escreveu o livro "A Verdade sobre a morte de Mussolini (na visão de uma criança)".


Abaixo está uma das raras entrevistas com Rick feita por Umberto Cabell em sua casa na sua cidade natal, Novi Liguria em 2012.

"Você Umberto? Prazer, sou Rick Boyd." Assim começa o meu encontro fantástico com Federico Boido, 74, o grande ator italiano que teve seu início em Novi Liguria que possui centenas de filmes, incluindo "Por Um Punhado de Dólares", "La Dolce Vita", "Titanic", "Piratas do Caribe "," O Código DaVinci ", "Anjos e Demônios", só para citar alguns de seus créditos.

A personalidade multifacetada, para defini-lo como um ator é muito simplista, porque ele também era um jornalista, escritor, roteirista, diretor de teatro, pintor e miniaturista. Decidimos reunir-se em Roma nos belos jardins da área de Eur, na companhia de seu amigo Joan D'Urso, artista histórico make-up e também um escritor do show de seu último livro, além da vida que estava se mostrando um grande sucesso.

Federico Boido, na arte Rick Boyd, pedimos quais lembranças que ele de Novi Ligure: "Bem, vivi ali por muitos anos, diz ele. Eu me lembro de passar muito tempo na banca de jornal com as minhas tias na estação. Eu também tenho um tio lá.

Como já comente, começei a ser chamado Rick Boyd quando atuei no filmei "Por Um Punhado de Dólares", porque ele foi o primeiro filme do gênero western a ser exibido nos Estados Unidos, muitos membros do elenco e equipe assumiram nomes americanos.


Federico Boido muitas vezes era o vilão, acrescenta o fato: É que a minha cara, minha expressão facial é que me levou a interpretar os papéis desse tipo. Eu tenho cara de mau e eu nunca me importei com isso.
“Acho que provavelmente foi por ela, a minha sorte!"
 
Então ele contou alguns episódios curiosos: "Eu ofereci um sorvete ao Papa Wojtyla, diz ele.
Eu o conheci quando ele ainda era um cardeal na Cracóvia no set de "Os Três Mosqueteiros" em 1969, então eu o vi de novo em Roma, na Piazza Santa Maria in Trastevere. Estava sentado no bar "Benito" quando ele chegou, ele me viu e disse, referindo-se ao meu chapéu "Que bom, mas quem sabe o quanto custa." Então, eu fiz-lhe uma piada e posso dizer que a partir de então formamos uma amizade muito forte".

"Eu nunca pensei que ele iria se tornar Papa, ele acrescenta, mas mesmo quando ele era cardeal, foi entendido claramente a sua intenção de tentar unir as religiões. Um grande homem."
Depois falamos dos atores com quem trabalhou e aqueles que tiveram o maior impacto.

"Eu gostava de trabalhar muito com Leonardo DiCaprio e James Cameron, ele disse.
Eu os conheci, quando trabalhávamos em "Titanic".  
Entre as pessoas mais irritantes que eu conheci foi Klaus Kinski. Digo que nunca consegui vê-lo como um gênio. Vamos dizer que foi um daqueles que cuspiram no prato onde ele tinha acabado de comer. 
Me incomodei muito com ele."

Então ele fez uma revelação: "Um episódio de destaque, conclui: Foi Marlon Brando, com quem eu trabalhei  em 1960 quando eu fiz,"Reflexos num Olho Dourado", havia uma cena em que ele tentou tocar minhas partes íntimas. Ele tinha claramente uma sexualidade controversa."



Rick Boido (Federico Boido) Data de Nascimento: 10 Março de 1940 em Novi Ligure, Alessandria, Piemonte, Itália (Data suposta: 08 de Março de 1938)
Morreu: 07 de Outubro 2014 em Ostia, Roma, Lazio, Itália

Filmografia Westerns de Rick Boyd como ator [American´s Tittle]  

Lost Treasure of the Aztecs – 1964 (Tex)
Djurado - 1966 (Tucan/Duncah henchman)
Hallelujah for Django - 1966 (Jarrett henchman)
Ace High - 1967 (Foster)
The Bang Bang Kid - 1967 (Six-Finger Sykes)
Cjamango - 1967 (El Tigre henchman)
Django Kills Silently - 1967 (‘The Nervous One’)
Face to Face - 1967 (Sheriff of Purgatory City)
Payment in Blood – 1967 (Fred Calhoun)
Run, Man, Run – 1967 (Steve Wilkins)
The Ruthless Four – 1967 (Hal Brady)
And for a Roof a Sky Full of Stars - 1968 (Roger Pratt)
I Want Him Dead - 1968 (Steve)
Once Upon a Time in the West – 1968 (man at way station)
Sartana the Gravedigger – 1969 (Bill Cochran)
Adios, Sabata - 1970 (Geroll)
Ballad of Death Valley - 1970 (Slim Craig/Slim Douglas)
Chapaqua’s Gold - 1970 (Billy George Black)
Django Defies Sartana - 1970 (Singer henchman)
Fistful of Lead - 1970 (Joe Fossit)
Have a Nice Funeral - 1970 (Jim Piggot)
Roy Colt and Winchester Jack – 1970 (Boida)
Blazing Guns - 1971 (Vern Crow/Crohn)
Bullet for a Stranger - 1971 (ambusher)
Drummer of Vengeance - 1971 (Deputy Burt)
Guns for Dollars - 1971 (Frank/Duke Slocum)
His Name was King - 1971 (Sam Benson)
His Name was Pot... They Called Him Allegria - 1971
Holy Water Joe - 1971 (gunman)
Joe Dakota - 1971 (Chuck)
Return of Sabata – 1971 (McIntock henchman)
Vendetta at Dawn – 1971 (Peter Fargas)
Everything for a Friend - 1972
Jesse and Lester, Two Brothers in a Place Called Trinity - 1972 (Blondie)
They Call Him Veritas – 1972
Where the Bullets Fly – 1972 (Capone henchman)
Another Try, Eh Providence? - 1973 (bandit)
Hallelujah to Vera Cruz – 1973 (Caquete)
Shanghai Joe – 1973 (Slim)
The Return of Shanghai Joe – 1974
Apache Woman - 1976 (Gary) 
Westerns, Italian Style – 1968 [archive footage]

Colaboração: Tom B.
Anaheim, California, United States

27 março 2013

Dois Reverendos Bagunçando o Oeste - Hallelujah to Vera Cruz



Dois Reverendos Bagunçando o Oeste – Brasil
Dois Canalhas e uma Revolução - Brasil
Partirono Preti, Tornarono... Curati
Hallelujah To Vera Cruz

Produção:  Itália, 01 de Março 1973
Direção: Stelvio Massi  (Newman Rostel)
Duração: 102 minutos
Brasil:  97 minutos
Música: Luis Enriquez Bacalov
Fotografia: Carlo Carlini
Co-Produção: C.I.P.D.I. Cinematografica 
Excrito e Produzido: Bianco Manini

Lionel Stander – Padre Sam
Riccardo Salvino – Padre John
Jean Louis - Don Felipe
Giampiero Albertini - General Miguel
Clara Hopf – Adelita
Flavio Colombaioni - Palhaço
Federico Boido (Rick Boyd) - Caquete
E com Spartaco Conversi, Sergio Serafini, Tom Felleghy, Francesca Milizia, Stefano Patrizi,
Renato Salvini, Anita Strindberg, Alvaro Vitali, Luigi Antonio Guerra, Carla Mancini, Camillo Milli, Giancarlo Badessi. 
Espaghetti Western Comédia curioso, tendo como protagonistas, dois padres americanos.

Sam (Lionel Stander) e John ( Riccardo Salvino) farsantes no velho oeste tentando colocar as mãos em 18 milhões de dólares que supostamente estão sendo transportados em um trem entre as cidades de Tescala  e Vera Cruz.

Mais uma frustrada  tentativa de ressuscitar o Espaghetti  por um diretor experiente.  Stelvio Massi assinando aqui com pseudônimo de Newman Rostel, chegando a ser exibido também no Brasil em nossos cinemas, sem o objetivo esperado e cultuado somente pelos fãs mais fervorosos na época em 1973.

Ainda existe uma cópia deste filme em circulação por aqui com legendas em Russo e legendas em Português sobreposta a ela. 

Lionel Stander (1908–1994) Bronx – New York City 

O ouro disputado pertence ao Exército Federal Mexicano e alem deles, existe o bando de revolucionários mexicanos liderados pelo General Miguel (Giampiero Albertiti). Albertini faz curiosamente bem o papel do líder de bando mexicano com cabelos ruivos, mas bem ao estilo Fernando Sancho dos filmes de Ringo. 
Não entendi o porquê do braço esquerdo manêta, pois no filme não há nenhuma referência a situação e raramente é notado. 
Os dois padres acabam contrariamente unindo-se ao bando mexicano para tentar descobrir o verdadeiro paradeiro do ouro e entre as diversas situações em que são obrigados a enfrentar em sua jornada de caça ao ouro estão: 
No hotel da cidade onde os padres são odiados, os dois padres Sam e John fazem os bandidos de Dom Felipe, outro mexicano poderoso na região a se comportarem na hora do almoço, prestando agradecimentos a Deus pela comida e fazem até arrotarem em coro após uma sopa servida a eles.
  Acabam por fazer o parto de uma mexicana sem experiência nenhuma, envolvem-se com o exército mexicano e acabam sendo aprisionados em um forte, como espiões. São libertados inesperadamente em conseqüência de um ataque a este forte pelo bando de Miguel. Escavam um cemitério à noite sem saber onde está escondido o ouro. Alem de metem-se em uma grande confusão no picadeiro de um circo na cidade. Jean Louis São consagrados heróis pelo General Miguel em uma batalha, na qual não fizeram literalmente nada para o conquista do forte. John é eleito prefeito em um vilarejo mexicano e para isso tem que sentar em um trono em brasas para provar a lealdade contrariamente a sua vontade. O padre Sam é amarrado à linha do trem, para forçá-lo a uma parada para o bando de Miguel concretizar o saque e roubar o ouro. Curiosamente em uma das cenas do ataque ao trem, existem duas frases ditas por Aldo Sambrell, as mesmas que foram utilizadas em "Uma bala para o General", [Quien Sabe!] em uma mesma situação em que um capitão do exército mexicano está amarrado em uma cruz também na linha do trem para o ataque de Chuncho (Gian Maria Volontè).

                                  Cena do filme "Uma bala para o General" [Quien Sabe!]

Nota-se também em uma das cenas do trem, um único Cactus Ornamental no filme, em primeiro plano ao trem, para simulação de fronteira mexicana.

Em uma de suas perambulações, param em um convento para descansar e recebem a hospitalidade do Cardeal responsável pelo local.
Em troca dessa hospitalidade, o padre Sam (Lionel Stander) deve substituir uma estátua roubada de São Teodócio em uma importante procissão que terá a presença do bispo.

Neste convento, os dois padres presenciam através de um furo na parede de seu quarto, a madre superiora "Estela" uma freira bem gordinha, despindo-se e recebendo através da janela do quarto, um intruso em sua cama.
Durante o desfile, surge um mosquito no rosto de Sam e quase compromete toda a encenação na procissão.
Roubam os dois mil dólares arrecadados na procissão dos fiéis.

Giampiero Albertini – Muggiò – Lombardia – Itália 1927-1991. 
Famoso dublador de Peter Falk da série Columbo. 

Padre John demonstra que é um tremendo Dom Juan, tentando seduzir mulheres por onde passa dando trabalho para Sam tirá-lo de encrencas. Consegue seduzir Adelita, a mulher do revolucionário Miguel e ao final termina com ela com o consentimento dele.
Disfarçado de uma autêntica aristocrata austríaca, John participa de uma festa com o Sam disfarçado de Cônsul austríaco para infiltrarem-se na residência do prefeito onde as pistas do ouro levam ao seu cofre. 

Rick Boyd, loiro de barba comprida como bandido mexicano ficou muito estranho.
A mulata Adelita (Clara Hopf)  de “Una Donna Chiamata Apache – 1976” em cutíssimas aparições.
Um final desastroso para todos os pretendentes ao tesouro que acabam se divertindo em ver uma chuva de dinheiro na praça da Catedral de Vera Cruz.

Percebe-se que o diretor procurou a todo o custo enxertar o filme de todas as situações mais variadas possíveis para entreter o espectador e até consegue, mas não causa o humor necessário o qual pretendia atingir.
Nesta mesma época Terence Hill e Bud Spencer ainda faziam sucesso e isto foi mais uma tentativa de se infiltrar no sucesso da dupla apostando em dois padres.  Nunca foi exibido na TV brasileira.