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28 outubro 2015

I Sette del Gruppo Selvaggio [O Grupo dos Sete Selvagens] Especial Brasil



O Grupo dos Sete Selvagens - Brasil

Sete Pestilentos na Garupa do Demônio - Brasil
I Sette del Gruppo Selvaggio - Itália
Os Sete Indomáveis Cavaleiros - Portugal
Seven Devils on Horseback - USA
7 Halunken Hart Wie Granit - Alemanha
Der Ritt zur Hölle - Alemanha
Tornedo - Blaue Bohnen mit Speck - Alemanha
Siete Diablos a Caballo – México

Produção: Itália, 29 março de 1975
Direção: Gianni Crea     
Duração: 90 minutos
Escrito: Gianni Crea
Produção: Itala Giardina e Dante Grilli
Música: Stelvio Cipriani
Música vocal: “Where is Your Gold” cantada por Don Powell    
Fotografia: Silvio Fraschetti e Angelo Lotti          
Edição: Mariano Arditi  
Co Produção: Bleus Film, Roma
Mestre de Armas: Pino Mattei
Diretor de Produção: Luciano Brega


Dino Strano (Dean Stratford) - Jeff McNeal/Geoffrey McNeal/Mitchell
Mario Brega - Tornado
Femi Benussi (Eufemia Benussi) - Rosie
Gordon Mitchell (Charles Pendleton) - Cooper
Giuseppe Mattei (Pino Mattei) - Foster
Jack Logan - Escocês
Mirella Rossi - Liz/Liza Brichard
Nino Musco - Prefeito
Maurizio Tocchi - Xerife Perry
Lina Franchi - Mulher de Tornado
Pietro Torrisi - Capanga de Cooper
Dada Gallotti - Srta. McNeal
Omero Gargano - Informante de Cooper/Poncho Vermelho
Furio Meniconi - Bill/Fazendeiro no Banco
George Wang - Capanga de Cooper
Rik Battaglia - Capanga de Cooper
Attilio Dottesio - Banqueiro
Gennarino Pappagalli - Xerife ao lado do Juiz
e com Luigi Antonio Guerra e Alberico Donadeo.


Claramente, aqui estamos no set de filmagem de Demofilo Fidani, mas em um filme dirigido pelo diretor Gianni Crea nos Estúdios Dino Di Laurentiis em Cinecità, Roma.
Um cartaz de recompensa no escritório do xerife com a palavra "Recompensa" escrita duas vezes em letras grandes e acima, menciona-se uma soma de "US$ 5.000" sobre ele, mas sem qualquer nome ou imagem nele.

Detalhes perfeitamente perceptíveis a todos que assistem as suas cultuadas obras inexplicavelmente de sucesso entre os fãs. O filme foi rodado em março de 1972, mas por razões desconhecidas foi lançado em março de 1975. Por curiosidade posso dizer que só chegou em Portugal em 8 de Outubro de 1980 e acho que os portugueses não perderam nada, a não ser mais uma fita daquelas em que só é lembrada por ser muito ruim.


Em um breve resumo: A história se passa na cidade de Stanton e que um bandido chamado Cooper (Gordon Mitchell) é o chefe de uma gangue de bandidos assassinos sanguinários que vem aterrorizando a região com crimes hediondos e todo tipo de barbárie.

Quando os assassinos roubam o ouro de seu falecido marido, quando ela acaba de sacar do banco onde estava depositado para partir definitivamente da cidade, a viúva, Sra. McNeal percebe que a escolta dos homens de seu irmão não vieram e ela parte sozinha com o dinheiro pelo Passo do Diabo, tentando evitar os ataques dos bandidos de Cooper, mas é surpreendida, seguida e capturada e após estuprarem-na e matarem a jovem viúva inocente, o recém- xerife une-se a um hábil pistoleiro, Jeff McNeal, o irmão da viúva assassinada, a fim de promulgar a vingança e a justiça.


Agora indo aos detalhes: As autoridades da cidade tais como o prefeito, o juiz, um velho xerife e o ex- xerife Perry, um homem sábio e corajoso, planejam a estratégia para enfrentarem o bandido, mas Perry sempre inclina-se para soluções jurídicas e dentro da lei, mas o verdadeiro trabalho é dado a Jeff, um homem de ação imediata.

Após várias discussões entre Perry e Jeff em que o assunto é a justiça, os dois acabam juntando forças, e com outros homens da cidade do lado deles, e em virtude de morte de mais pessoas inocentes, um amigo de Perry, um jogador e uma pequena jovem, amiga e meio irmã do pistoleiro comovem Perry, e faz com que assuma novamente o posto para ajudar o pistoleiro McNeal e seu amigo Tornado a eliminarem o bando de Cooper que aterrorizam a região explorando a todos, inclusive forçando-os a pagarem taxas para não serem importunados por eles.


Jeff McNeal (Dino Strano raramente em um dos poucos papeis como protagonista) tem as duas mulheres, sua única família,morta barbaramente pelo bando de Cooper.
Alguns atores não aparecem nos créditos, mas são bem conhecidos do Espaghetti Western.

Um deles é o ator tailandês George Wang, que tem algumas breves aparições sendo um do grupo dos
sete selvagens, mas também sem nenhuma importância para o roteiro.
Femi Benussi sempre bonita e aqui como uma dançarina proprietária do saloon que tem uma queda e uma velha amizade por McNeal e que terão um final feliz juntos após o casamento.


Maurizio Tocchi é o xerife barbudo e de cabelos caracolados, um pouco fora dos padrões para os Westerns que estamos acostumados a ver, mas no Western Europeu tudo era possível.          

Os títulos deste filme também são curiosos e na Alemanha por exemplo saiu como "Tornado" que é o personagem interpretado por Mario Brega, muito pouco e ingenuamente explorado como um brutamontes braço direito de McNeal demonstrando ser muito forte mas sem nenhum carisma para tal papel e que gosta de feijões, e com uma grande barriga oculta sob uma camisa rosa de malha de tricô, e que também aplica seus golpes românticos na atriz Lina Franchi, uma moradora da cidade.


Uma das poucas cenas que serão lembradas é o duelo justo no final entre Cooper e McNeal provando qual dos dois era realmente o mais rápido no gatilho, após Cooper arremessar uma pedra para o ar.

Gianni Crea já dirigiu Westerns melhores do que este fiasco e fica difícil acreditar que mesmo já em 1972 conseguisse fazer algo tão ruim, com tantos sucessos de Leone, Sollima, Corbucci, Parolini que ele já havia assistido antes.

Em 1972 quando o filme foi rodado, pode-se ver que a cidade que já estava sendo tomada por uma densa grama verde mostrando que ali já não havia muita circulação de pessoas, ou seja, as produtoras já estavam parando de filmar no local e a vegetação já começava a tomar conta de toda a cidade mostrando a decadência do Western na década.


Parece que a desatenção foi tanta neste filme que durante todo o filme você não consegue ver "Os 7 Selvagens" juntos em uma tomada ou teria sido de propósito? Para ter motivos, alguns atentados com explosões e tiroteios são armados pelos homens de Cooper para intimidar o trio defensor de Stanton.

Nos primeiros 10 minutos, a violência corre solta e as gargalhadas dos bandidos com uma mulher indefesa sendo estuprada, chega a irritar. Falta a emoção e a representação em tudo. A expressão é vista exageradamente. Até mesmo o duelo final entre McNeal e Cooper poderia ter sido explorado melhor e aproveitar melhor a cara dos dois homens maus frente a frente.

O esforço parece ter sido grande para tentar momentos de humor com Mario Brega, ao estilo Bud Spencer.
Quanto às performances sabemos que, Dino Strano e sua equipe no Espagehtti Western sempre estiveram abaixo da média.
Foster (Giuseppe Mattei) está no filme só pra brigar e apanhar.
Pietro Torrisi, o ator musculoso de inúmeros épicos romanos tem também uma breve participação exibindo os seus músculos em uma briga na rua com McNeal [Dino Strano] e em uma outra sequência também é visto participando de um cortejo fúnebre como um popular local escondendo-se atrás de seu chapéu.
A bela atriz jovem Mirella Rossi participa aqui em seu único Western dentre os seus treze trabalhos para o cinema europeu.
Curioso também o ator Jack Logan em seu segundo e último western, uma comédia “Fuori Uno Sotto Um Altro Arriva Il Passatore “ (El Audaz Aventureiro) 1973 ao lado de George Hilton, Edwige Fenech e Manuel Zarzo dirigido por Giuliano Carnimeo [Anthony Ascott] ainda inédito no Brasil.


Nota-se que algumas sequências musicais basicamente foram emprestadas da trilha sonora "Blindman" de Stelvio Cipriani e curiosamente contêm muitas cenas de "La Lunga Cavalcata Della Vendetta" [Cavalgada da Vingança/A Longa Cavalgada da Vingança - Brasil - 1972] com direção de Tanio de Boccia com Richard Harrison e Anita Ekberg. Algumas delas são: A negociação no Banco; A perseguição da Sra. McNeal; O jogador e as dançarinas no saloon, entre outras.

Na trilha sonora de Cipriani é, pelo menos, agradável com: guitarras, ventos soprando, cordas, flauta, corais, sinos de igrejas e órgãos.

Um dos últimos Westerns de Gianni Crea que mostra um visto de liberação de censura para 12 outubro de 1974 mas ficaria guardado na gaveta até o final de março de 1975, e que foi claramente devido à falta de dinheiro da Bleus Film de Roma para pagar os distribuidores e serviços e os donos de cinemas que dificilmente estavam comprando filmes de cowboys já naquele ano.

Gianni Crea nunca teve grandes orçamentos, sempre trabalhando com possibilidades financeiras limitadas, mas, neste caso, os recursos financeiros não eram nada.

Crea foi forçado a não apenas lidar como diretor, mas também para organizar a história, o roteiro e a música. Em minha opinião “La Legge Della Violenza (Tutti o nessuno) [ A Lei do Colt - Brasil] de 1969 com Giorgio Cerioni, Igli Villani e Ángel Aranda, ainda foi o melhor dos cinco dirigidos por ele.

A impressão é que o filme parece ter sido filmado em meados dos anos 1960, quando os cineastas italianos estavam apenas começando a tentar a sua sorte na criação de Westerns. A velha história do "bem contra o mal". Mas acredite, já estavam no meio da década de 70. Situação muito sombria para Gianni Crea nesse caso.


É também de estranhar que Jeff McNeil, não parece ter sentido a morte da irmã como normalmente se sentiria um herói do Espaghetti e aqui o seu desejo mais obsessivo e de maior interesse é o coração da solitária Rosie.
Não consigo entender o que impediu McNeil de ir imediatamente para o covil do Cooper tirar satisfação com suas maldades. Isso não fica muito claro. O líder dos bandidos tem um comportamento muito estranho. Ele é muito calmo sobre o seu adversário perigoso e como McNeal subjulga todo o bando de Cooper e não o pegam para fazerem aquela tortura de costume? O auge da estupidez torna-se um episódio quando Cooper envia um pequeno grupo à cidade completamente vazia e na rua principal são aguardados por moradores em posições privilegiadas de tiro contra eles e Cooper, seu líder fica assistindo do topo de uma montanha a batalha na cidade. Não ficou claro o que os produtores esperavam como resultado nesta cena.


O papel principal foi confiado a Dino Strano. Ele era um ator experiente, mas não carismático. Ele ajudou bem aos outros personagens de segundo plano, mas ele mesmo se saiu muito mal como Jeff McNeil.
Seu colega foi o famoso Gordon Mitchell, cuja aparência é quase ideal para todos os papeis neste filme. Aqui como Cooper ele está muito plausível.
Femi Benussi, já havia atuado em outro filme de Crea em 1971.



Este também foi o único filme de Western Epaghetti na carreira da bela Mirella Rossi, lembrada por seus papéis em filmes de Renato Polzelli.
Um filme fraco em quase todos os aspectos. A ação no geral fica à desejar, mas este é mais um daqueles tesouros para o aficionado do Trash Europeu que com todas estas curiosidades se tornou mais um Cult. Na contagem foram 29 homens mortos e duas mulheres, isso se não pisquei os olhos.
Exibido na TV Brasileira em 20 de Julho de 1983, 28 de Agosto de 1985 e por último em 13 de Agosto de 1986 e quem se atreveu foi a TV Record rigorosamente na série de programas "Bang Bang à Italiana".

13 dezembro 2014

O Colt Que Não Perdoa [Lola Colt... Faccia a Faccia con El Diablo] Especial Brasil (1967)



O Colt Que Não Perdoa - Brasil
Lola Falana - Brasil
Lola Colt... Faccia a Faccia con El Diablo - Itália
Lola Colt – Título Alternativo
Black Tigress - USA

Produção: Itália 22 de Outubro de 1967
Direção: Siro Marcellini
Duração: 85 minutos
Música: Ubaldo Continiello
Fotografia: Giuseppe La Torre
Escrito: Luigi Angelo, Lamberto Antonelli e Siro Marcellini
Edição: Nella Nannuzzi
Produção de Design: Paolo Ambrosetti
Costume Design: Silvia Innocenzi
Produção: Aldo Pace
Locações: Espanha e Itália
Co Propdução: Cines Europa


Lola Falana - Lola Gate
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Rod Strader/Charlie
Germán Cobos - Larry Stern/El Diablo
Tom Felleghy - Don Rodriguez//Don Rogers
Evar Maran (Evaristo Maran) - Don Pedro/Padre
Erna Schurer - Rose Rogers/Rose Rodriguez
Dada Gallotti - Virginia Blake
Marilena Possenti – Elen/Dançarina
Giovanni Petrucci (John Petty) – Pianista e Gerente das dançarinas - Slim
Franco Daddi (Frank Dady) - Paco
Giovanni Ivan Scratuglia – John/Dono do Hotel
Enzo Santaniello - Pablito
e com Bernard Berat, Alex Antonelli, Franco Balducci, Andrea Scotti, Eva Inoka, Carlo Davini, Attilio Corsini e Lea Monaco.

"Lola Colt" foi feita durante o êxtase das produções do Western Espaghetti na Itália, mas só seria lançado nos Cinemas Americanos, nove anos depois onde foi comercializado como um filme “blaxploitation” que era direcionado ao público negro que devem ter se decepcionado porque ela era a única atriz e negra neste filme.

 A atriz e cantora Lola Falana aparece em seu auge da beleza neste filme. Bonita e confortável em um filme que em nenhum momento é mencionado algum fator ligado ao racismo. Lola canta, dança, tem casos amorosos e dá muitos tiros também, mas às vezes demonstra aparecer mais como coadjuvante do que como protagonista.

O filme demora um pouco até pegar um ritmo de ação, brigas e vinganças tendo alguns altos e baixos. Lola é uma dançarina de saloon que chega à cidade de Sant'Anna com algumas outras dançarinas em uma companhia de dança com uma delas doente de febre de malária e procurando ajuda médica.
A cidade, porém, sitiada é aterrorizada por El Diablo, um rico e poderoso bandido que força a compra de terras dos colonos e apodera-se delas para vendê-las à empresa ferroviária. Lola acaba por se tornar uma pistoleira para ajudar os colonos tendo entre eles um branco e aspirante a médico Rod (Peter Martell).
Ele lutará ao de Lola contra os bandidos e também se apaixonará por ela.


Rod inclusive não consegue terminar a faculdade de medicina porque o seu dinheiro é levado por El Diablo mensalmente para que permaneça vivo como a todos os populares da região que pagam seus tributos a ele.

Muito bom rever o garotinho Pablito (Enzo Santaniello) de “Era uma vez no Oeste” que ironicamente aqui também é executado pelos bandidos de El Diablo, e que também gerou uma das causas da união da população em lutar contra o seu opressor.. É um filme surpreendente que tem uma trama interessante e personagens bem definidos. Lola canta e dança sobre as mesas do saloon interpretando músicas de uma época que atravessava várias influências como: Jazz, Rhythm & Blues, Rock e Folk.

O filme foi visto por milhares de espectadores pelo mundo quando no lançamento. A bela trilha sonora vocal é executada por Lola com boas pitadas de erotismo. Um momento histórico no cinema porque, Lola Falana foi a primeira atriz negra a estrelar uma um Western “Lola Colt”, no Brasil conhecido como "O Colt que Não Perdoa", e mais interessante por ser um Espaghetti Western, pois os Estados Unidos ainda atravessavam dias turbulentos com o racismo e isto foi uma proeza do diretor Siro Marcellini não medindo consequências após sua exibição nos EUA. 


Filha de um cubano com uma norte-americana, a moça era famosa na época como cantora e dançarina nos shows de Sammy Davis Jr. com quem teve um breve romance e ela fazia tanto sucesso na Itália que foi convidada para ser a protagonista do seu próprio Western Spaghetti.

A diferença de "Lola Colt" para outros filmes conhecidos como exemplo, "Audazes e Malditos" é que em nenhum momento a cor da protagonista é mencionada ou torna-se motivo para qualquer tipo de preconceito por parte dos vilões do filme e que aqui pelo contrário, ela é tratada de igual para igual independente da cor da pele, numa bela lição dos realizadores italianos.


Inclusive Lola Falana poderia ter se tornado uma das primeiras e principais heroínas negras do cinema, se o filme tivesse chegado aos Estados Unidos na época em que foi feito. Infelizmente, "Lola Colt" só foi lançado nos EUA em 1976 com o novo título "Black Tigress", quando já existiam outras atrizes negras fazendo sucesso em papéis semelhantes, como Pam Grier, Judy Pace e Tamara Dobson.

É até certo ponto estranho comentar “Lola Colt” como sendo um bom filme porque não é esplendido mas pelo fato de ficar entre meio um musical e um Espaghetti Western. A epoteose de um tiroteio final de costume no Espaghetti também está aqui após Lola com a ajuda do médico local e após as atrocidades, consegue convencer os cidadãos relutantes para reunir-se e desafiar El Diablo, que morre durante a batalha.




Apenas um par de imagens violentas talvez pudesse atrair remotamente os fãs, mas esse não é o ponto porque poucos conheceram e sabem quem era Lola Falana.
Ela adquiriu uma certa notoriedade nos EUA nos anos 70 e anos 80. Eu não sei até que ponto, no entanto fora a sua evidencia n Show Business mas ela conseguiu isso no momento que o filme foi feito, e após se apresentar como dançarina e cantora em um show na noite de sábado hospedado pela cantora italiana Mina.
Então, a partir daí ela foi considerada parte do seguimento inematográfico conhecido como a pré-blaxploitation e começo a ser considerada como uma mulher negra líder em um grupo de atrizes, e no filme ela mostra isso e se transforma em uma líder de uma cidade do oeste selvagem em caos?

Ela canta e dança três números vestindo trajes típicos de dançarinas de saloon com maiôs coloridos e sexis e nota-se a influência do teatro americano nas apresentações.
O primeiro é um Rhythm & Blues e até bom, com baixo elétrico, bateria e sax tenor. O segundo uma melodia romântica sexi e provocante, e então em uma terceira performance vemos "Swing Low Sweet Chariot", um hino gospel que ela canta no final vestindo uma longa tunica branca discrreta geralmente visto naquelas apresentações de corais da igreja Pentecostal (ou Batista), com todas as pessoas do saloon acompanhando-a batendo palmas, incluindo o padre local (católico).  

Durante a evolução da música ela deixa cair a tunica longa e por fim fica somente de maiô mostrando seu corpo semi nú. 
Talvez isto tenha influenciado a bela garota loira, sua rival Rose (Erna Schurer) ter deixado seu noivo seguir viagem com Lola ao final. 


O gênero Spaghetti Western, de fato é um gênero de faroeste, em geral, que abrangeram especificamente como objetivo o público masculino. Foram filmes quase exclusivamente feitos por homens e para homens e as mulheres que participaram muitas vezes o fizeram em um sentido marginalizado, aparecendo na maioria das vezes como vítimas. Ocasionalmente, porém, esta artista feminina conseguiu seu espaço empunhando um revólver e Lola Colt é um excelente exemplo, não só de um desses casos raros, mas também por que tantas vezes não conseguiu fazer muito sucesso após o seu lançamento.

Rita do Oeste foi feito no mesmo ano e Lola Colt seguiu esta performnace musical, mas, ao contrário do primeiro, este filme não é um musical que mostra uma trilha sonora e a história sendo pausada para o desfile das músicas de Rita. Em vez disso, as cenas de música de Lola no saloon tem uma finalidade e um sentido, onde os talentos de Miss Falana como cantora e dançarina podem ser exibidos e apreciados.

Estas são as cenas em que Lola obviamente está mais em casa e é claro mais a vontade. Infelizmente, o resto do filme, se não fosse pela trama frágil inconseqüente e trabalhada com pouca convicção pela produção, os resultados poderiam ter sido mais surpreendentes. Mesmo assim não é algo que se está acostumado a ver em relação à visualização de um filme de faroeste.


El Diablo, muito bem interpretado po Germán Cobos possui muitos escravos como reféns em sua fazenda e isso impossibilita a ação dos populares em tentar se livrar dele que constantemente pede resgate a comunidade, enquanto seus homens geralmente causam estragos na região. Lola, sem deixar de perder o brilho para o estudante de medicina com boa aparência, incentiva-o a se levantar contra seu opressor, mas ele e os outros homens da cidade estão relutantes em colocar em risco a vida dos reféns.

Eventualmente, porém Lola convence-os a agir e os leva em uma missão de resgate na fazenda de El Diablo. Um ataque em massa aos pontos estratégicos de El Diablo faz com que consigam sucesso. O diretor conseguiu juntar uma porção de itens que fizesse com que o resultado final, apesar de inesperado fosse agradável. Todos os elementos exigidos pelos fãs do Espaghetti estão presentes neste com a complementação de canções e músicas que não atrapalham o clima de vingança e justiça de Lola para com o bandido El diablo e seu bando de sanguinários.


Lola Falana teve o seu momento de glória em meio a todos os homens que frequentaram as salas de cinema em 1967 e vendo ela fazer o que mais se gostava de ver na tela, atirando com seu colt 45 matando sádicos bandidos mexicanos. Na época quanto mais tiro se dava, melhor era o filme, acreditem.

Ela tinha mesmo um talento genuíno e mostra isso em suas coreografias, rebolando, dando chutes ao ar, deitando-se sobre os bacões do saloon, na mesa de jogos, enfim, ela nesta área se sentia claramente mais confortável. Acho que mais cantando e dançando do que atirando ou galopando.


Como já comentado, talvez com um pouco mais de imaginação por parte dos produtores, poderiam ter oferecido algo mais interessante em termos de história e personalidade, e, quem sabe, ela poderia ter nos deixado um filme memoravelmente histórico, mas agora é passado e o que temos é este Lola Colt e seria a mesma história com Rita Pavone em seu Rita no Oeste tendo ao seu lado Terence Hill e Gordon Mitchell em papeis muito além de seus talentos e capacidades.

A cena de abertura, onde vemos, primeiro, El Diablo no seu mais perfeito estado diabólico e o padre da cidade após caminhar pela periferia que vem pedir ao vilão para poupar a vida de um par de infelizes que ele está se preparando para explodí-los amarrados em cruzes como punição em não pagar seus tributos. Seria comum em um Espaghetti Western puro sangue.

O problema está na forma como o castigo está previsto para ser realizado. Em um filme baseado principalmente em torno de um musical aparentemente com um clima de cabaré, é uma inusitada surpresa ter uma abertura com um par de crucificações humanas explosivas, mas isso tem que ficar claro que é exatamente o que El Diablo é capaz de fazer.
Por se tratar de um filme que deveria ser leve pela parte musical, El Diablo poderia até mesmo ter perdoado em primeiro momento os camponeses mas infelizmente, ele revela-se uma anomalia em uma narrativa sublime.

Outra vez que chega a este nível de maldade é mostrado durante a cena de um flashback de Lola onde testemunhamos sua família sendo amarrada na roda de uma carroça e em segui vemos disparos em direção dos corpos com a roda da carroça girando em movimento para o divertimento de um bando de vilões não identificados enquanto Lola presencia tudo por trás dos vidros da janela da casa.


O curioso nesta cena é que Lola ainda é uma criança pobre e está vendo seus pais serem assassinados sadicamente e ela é interpretada por uma garota branca e seus pais são brancos também.

O orçamento deve ter sido provavelmente, apertado, mas certamente eles poderiam ter encontrado uma garota negra em algum lugar na Europa para fazer esta pequena cena ou então uma maquiagem mais bem elaborada poderia ter resolvido, sabendo-se de Lola é uma afro-americana de origem cubana.

Se no mesmo ano o diretor Emimmo Salvi fez um Fernando Sancho loiro em “Procurado Johnny Texas - 1967”, a produção da Elios Estúdios poderia ter feito uma criança negra. São poucas as informações sobre o lançamento e a repercussão deste filme mas obviamente deve ter causado algumas polêmicas mas alem de tudo Lola Falana aproveitou os seus dias de Justiceira para se firmar na midia.

Acho que os resultados aqui eram unicamente de entreter o público com uma outra alternativa, com base em números musicais e causar surpresa porque ninguém esperaria ver um Western como esse em seu tempo.

Assisti uma cópia deste filme com imagem widescreen TV italiana com áudio italianao de uma versão VHS muito inferior e isso não interferiu na minha analise como fã e como músico, talvez uma imagem de melhor qualidade, o resultado para mim poderia até ser mas positivo.

Sei que em uma versão em inglês lançada também de VHS você não poderá ver a cena de abertura de pessoas cruscificadas explodidas por El Diablo.

Uma bela abertura musical com direção de Ubaldo Continiello e participação da trompa solo de Renzo Patuelli.
"Scrivimi il tuo nome" e "Uno come te" cantadas por Lola são de autoria de Daniele Pace e Mario Panzieri. 

A canção Gospel “Swing Low, Sweet Chariot” de Ella Fitzgerald tem uma roupagem diferente com Lola além de outras canções como: “Why Did You Go?” e “You’re the One I Love” que não podem ser apreciadas no filme e faziam parte da Trilha Sonora nunca antes lançada ao público.


Apesar da parte musical contar claramente com saxofone, guitarra elétrica, contra baixo e bateria e a banda em cena estar tocando um banjo, sanfona e um piano, não perde o brilho da execução na dublagem.


Exibido duas vezes em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 09 de Fevereiro de 1983 e 01 de Fevereiro de 1984 em versão dublada em Português.


Filme completo áudio ItalianoYoutube

Links disponíveis na Web
http://uploaded.net/file/8esc2ss9
formato XviD AVI 
560 x 352 pixels
Áudio Italiano
Legendas Português 
659 Mb
Duração: 79 minutos

11 outubro 2014

10.000 Dólares para Django – Especial Brasil


Produção: Itália 1967
10.000 Dólares para Django – Brasil
Django Mata por Dinheiro - Brasil
10.000 Dollari per un Massacro
10.000 Dollars For a Massacre - USA
Guns of  Violence - USA
Direção: Romolo Guerrieri             
Escrito: Franco Fogagnolo, Ernesto Gastaldi,
Luciano Martino e Sauro Scavolini
Duração: 94 minutos
Fotografia: Federico Zanni            
Edição: Sergio Montanari
Música: Nora Orlandi
Formato: Avi
Áudio: Português
Tamanho: 532 Mb

Elenco
Gianni Garko (John Garko) - Django
Fidel Gonzáles - Fidelio
Loredana Nusciak - Mijanou
Adriana Ambesi - Dolores Mendoza
Pinuccio Ardia - Sette Dollari
Fernando Sancho - Vásquez
Claudio Camaso - Manuel Vasqiez
Franco Lantieri - Juan
Ermelinda De Felice - Rosita LaPola
Aldo Cecconi - Scarface
Ferdinando Poggi - Poker Player
Mirko Valentin - Cisco
Jimmy il Fenomeno - Bartender
Herman Reynoso - Mendoza
E com Massimo Sarchielli, Dada Gallotti, Franco Bettella
Renato Montalbano e Peggy Nathan.

Um rico fazendeiro porpõe a um famoso caçador de recompensas Django (Gary Hudson) a missão de capturar Manoel, um perigoso pistoleiro que havia lhe roubado todo seu dinheiro e sequestrado sua filha. Mas o preço acertado com o fazendeiro e a recompensa pela captura do bandido ainda não são suficientes para pagar o trabalho de Django, que decide esperar o valor da recompensa aumentar.
O que eles não faziam ideia é que as consequências pela demora na captura de Manoel podiam causar em suas vidas.
Um filme movimentado com muitas reviravoltas e bem conduzido por Romolo Guerrieri.

Link Disponível na Web:
http://depositfiles.org/files/yvkzm2evf/1O.OOO.D0l4r3s.P4r4.Dj4ng0.1967.Dublado.rar

22 novembro 2013

Johnny West, O Canhoto [Johnny West, Il Mancino]


Produção: Itália - Espanha 1965
Direção: Gianfranco Parolini (Frank Kramer) Robert de Nesle e José Luis Jerez Aloza
Duração: 89 minutos
Música: Angelo Francesco Lavagnino
Intérprete: Katrina Ranieri
Fotografia: Francesco Izzarelli
História: Gianfranco Parolini
Locações: Colmenar Viejo, Madrid, Espanha
Co Produção: Atlântida Cooperativa Cinematografica,
Cinecittà, Comptoir Français du Film Production (CFFP)


Mimmo Palmara (Dick Palmer) - Jonny West
Adriano Micantoni (Mike Anthony) - Jefferson
Roger Delaporte - Don Trent
André Bollet - Brad McCoy
Mara Cruz - Juanita
Dada Gallotti (Diana Garsón) - Ginger
Barta Barri - Xerife
Roberto Camardiel - Dusty
Roberto Robles (Bob Felton) - Jimmy
Bruno Arié (Audry Fisher) - Bandido
Spartaco Conversi (Spanny Convery) - Jeff
Alfonso de la Veja - Mist
Giuseppe Mattei (Joseph Mathews) - Red
Alfonso Rojas - Ivan
Josefina Serratosa - Gorda
Fernando Bilbao (Edy Dentine)
Ignazio Dolce (Polly Grouch)


Johnny West, um infalível pistoleiro mestiço sempre acompanhado de seu cãozinho Gipsy, chega a um vilarejo do oeste para investigar dois irmãos, lideres de um bando de assaltantes. Os dois perigosos bandidos mantêm um velho homem, dono de uma riquíssima mina de ouro como prisioneiro. O chefe da gangue é um rico poderoso que pressiona o dono da mina a fazer um testamento dando a posse da mina a ele que ao mesmo tempo rouba o banco da cidade. Johnny West também é feito prisioneiro, mas consegue escapar com a ajuda de um simpático vendedor ambulante.

Reinicia então a sua caçada recuperando o dinheiro roubado do banco e entregando o testamento da posse da mina ao verdadeiro proprietário. Johnny West ao final parte então para novas aventuras. Parolini como sempre é original em seu modo criativo e bizarro ao mesmo tempo em fazer Westerns. Este é mais um pitoresco, protagonista discreto e de boa cenografia.


Mais um dos pioneiros Pré-Leone ao qual Johnny West merece todo o respeito dos fãs.
Percebe-se no filme algumas tímidas cenas em Travelling como por exemplo: Dick Palmer (Johnny) durante o duelo com quatro pistoleiros, passando na frente deles da esquerda para direita com a câmera posicionada por trás dele em movimento inverso.
 Será que Leone haveria tirado a idéia deste aqui?

Parolini (Frank Kremer) também era abusado nos truques de câmera vide Sabata com Lee Van Cleef.

A presença de Dick Palmer como herói em companhia do simpático Gordinho “Roberto Camardiel” promovem a Parolini o que ele mais desejava em seus filmes, ação, suspense e humor negro.
A cena do caixão de defunto com o falso Jefferson dentro dele na rua no meio da cidade é curiosa e faz lembrar cenas surpreendentes que viriam depois em seus personagens Sartana e Sabata.


A música tema é interpretada pela cantora e atriz italiana Katina (Katrina) Ranieri que foi casada com o maestro Riz Ortolani e teve uma filha com ele, Riza Ortolani.
Este filme não pode faltar no acervo de colecionador que se preze.

 Mimmo Palmara [Dick Palmer] foto 2013 na Itália.

Link Disponível na Web: 
http://uploaded.net/file/8xqs9yfm
Áudio Espanhol com Legendas em Português