Ataque Sangrento: Brasil I Giardini del Diavolo: Itália Heroes Without Glory: UK, USA Den Barske Patrulje: Dinamarca The Gardens of the Devil: Europa Les Jardins du Diable: França Himmelfahrtskommando in Die Hölle: Alemanha To Aima Grafei Tin Doxa: Grécia Djevelens Have: Noruega El Jardín Del Diablo: Espanha Hjältar Utan Ära: Suécia
Produção: Itália, 29 Julho 1971 Guerra/Drama/Aventura Duração: 92 minutos Diretor: Alfredo Rizzo (Fred Ritz) Escrito: Anthony Blod, Ian Danby, Leo de Ny Música: Coriolano Gori (Lallo Gori) Fotografia: Angelo Baistrocchi Montagem: Piera Bruni e Gianfranco Simoncelli Co Produção: Marina Cine Film
Elenco: Jeff Cameron: Tenente Steve Bellings Isarco Ravaioli: Major Anthony Briggs Elmo Caruso (Lemmy Carson): The Padre/Kaptain Karl Rossella Como: Liesel Seethals Ahmed Ramzy: Cassella Gualtiero Rispoli: Sargento Reed Stanley Robertino: Tenente Franco Natalini Alfredo Rizzo: General Mohiy Ismail Giuseppe Castellano: Soldado Britânico
Um oficial britânico extremamente correto e formal (Isarco Ravaoili, que mais tarde apareceria no ainda pior *Achtung! The Desert Tigers*) tenta colocar na linha um grupo de soldados americanos indisciplinados para liderá-los em uma perigosa missão de comando em pleno território inimigo.
Ele conta com a ajuda do Tenente Billings ("Jeff Cameron", pseudônimo de Giovanni Scarciofolo), um oficial do Exército dos EUA comparativamente sensato.
Lançado já no final do ciclo de filmes de guerra italianos, *I Giardini del Diavolo* é uma produção de qualidade ínfima, que não se preocupa minimamente com a fidelidade histórica ou o rigor militar. Felizmente, há uma boa dose de ação para servir de distração diante do roteiro precário e dos penteados típicos do início dos anos 70.
Trailer
Raro drama de Guerra e aventura muito procurado e cultuado por colecionadores o qual
também tive interesse em traduzir e elaborar uma subtitle/legenda no idioma português e disponibilizá-la
a todos no formato SRT aqui em nosso blog para download com exclusividade.
Uma expedição em um safári ao Congo, financiada por Lord Carter e liderada pelo Capitão Fox, tem como objetivo descobrir se realmente existe um macaco humano que eles tenham vislumbrado em um documentário africano particular.
Os interesses do caçador Capitão Fox são meramente financeiros em tentar ganhar dinheiro em capturar tal criatura supostamente selvagem.
O Sr. Lord, no entanto financia a expedição exclusivamente por razões cientificas e estas questões serão postas à prova durante a viagem a selva profunda.
Bem à frente na África, no entanto, as coisas começam a mostrar que não deverá ser tão simples como eles acreditavam ser quando planejaram tudo.
O filme Kazan é uma imitação muito barata do personagem Tarzan, mas sabe-se de que houve um HQ com este título nos anos 70. Talvez tenha sido a real inspiração para o filme, mas isso é irrelevante.
Karzan é um daqueles filmes que se exibiam na Sessão da Tarde dos anos 70 e que faziam tremendo sucesso, após terem exibidos nos cinemas.
As tradicionais lutas do herói com jacarés, leões, cobras eram um delírio.
Italianos e espanhóis se atreveram em criar as suas próprias versões "não-autorizadas" de Tarzan,
e para isso alteravam o nome do personagem tentando driblar eventuais processos judiciais por direitos autorais.
O roteiro original de Edgar Rice Bourroughs, sempre prevalecia mas atores como Johnny Kissmuller Jr. também eram batizados com pseudônimos para mascarar e americanizar o elenco.
O que é curioso é que Karzan não aparece muito neste filme e o diretor se preocupou mais em dar ênfase nas várias cenas dos coadjuvantes correndo pelas escuras selvas do Congo.
O experiente diretor do Espaghetti Western, Miles Deem, edita cenas de animais da savana dentro de um estúdio sem mesmo nunca ter saído da Itália para fazer esse filme.
Os massacres de tribos indígenas também marcam o filme. A morte dos animais por caçadores antes reverenciada no cinema, hoje é abominada pela humanidade.
O filme é um safari de baixo orçamento, com o seu chimpanzé bonitinho, uma bela Jane, animais e atores sendo mortos por selvagens e vice e versa.
Uma expedição "científica" que massacram os africanos nativos indefesos com suas lanças inúteis aos rífles do Sr. Fox e companhia.
Aqui Miles Deem surpreende novamente provando a sua habilidade em finalizar filmes de baixo orçamento.
A conclusão da história é definida em um breve diálogo entre o Sr. Lord e o Sr. Fox e o dinheiro novamente resolve todos os problemas e põe o herói em liberdade.
Os close-ups costumeiros dos Westers de Demofilo Fidani [nome verdadeiro de Miles Deen] estão presentes nesta aventura na selva também.
Etore Manni, veterano de muitos filmes de épicos, aventura e western, também parece meio perdido em meio ao roteiro, mas o ritmo do filme consegue prender o telespectador até o fim, pela curiosidade onde tudo aquilo feito despretenciosamente em 83 minutos acabará.
Um filme muito difícil de ser encontrado e eu já o considerava extinto e por fim aparece uma versão até que em boas condições no Canal Youtube.
Um filme produzido literalmente por uma família de cineastas, tendo Simone Blondell interpretando Shiran, Mila Vitteli Valenza, [design de produção] e esposa de Miles Deen, o diretor.
Elaborei um tradução e uma legenda/subtile SRT em português para downolad que facilitará possíveis traduções para outros idiomas para que outros fãs possam desfrutar desta aventura, ingênua mas interessante pela produção de baixíssimo orçamento e poucos atores como eram os desafios de Miles Deen.
Buckaroo, A Winchester Que Não Perdoa Buckaroo, Il Winchester Che Non Perdona - Itália
Buccaroo - El Winchester Que No Perdona - Espanha
Buckaroo Ne Pardonne Pas - França
Enas Pistoli Keravnos - Grécia
Buckaroo: The Winchester Does Not Forgive - USA
Buccaroo - Galgenvögel Zwitschern Nicht - Alemanha
Produção: Itália 28 Outubro de 1967
Direção: Adelchi Bianchi
Escrito: Antonio Romano e Romano Scucciuglia
Música: Coriolano Gori (Lallo Gori)
Fotografia: Oberdan Troiani
Edição: Enzo Alabiso
Assistente de Direção: Antonio Casale
Harmônica: Franco De Gemini
Duração: 89 Minutos
Músicas "Il Buckaroo" e
“For Tomorrow I May Die” Interpretadas por Dean Reed
Harmônica: Franco De Gemini
Dean Reed - Buckaroo/Al
Monika
Brugger - Annie/Christie
Livio
Lorenzon - Lash/Lash Bogard
Ugo Sasso - Johnny McKenzie
Omero Gargano - Don Miguel Montero
Jean Louis - Fazendeiro intimidado/Xerife Sandy
Gualtiero Rispoli – Xerife Corrupto de New Tuscosa
Angela De Leo – Dançarina/Linda
Gilberto Galimberti - Capanga de Lash - Webb
Valentino Macchi – Jim Skinner
Dino Strano - Capanga de Lash - Bill
Carla Petrillo - Filha do Barman – Jady
e com Antonio Basile, Ennio Pagliani, Virgilio Ponti e
Enrico Chiappafreddo.
Este é mais um filme que relembra o cantor americano Dean Reed que virou popstar comunista no final da década de 60 até meados da década de 70.
Quando a diligência em que viajam é atacada por Don Miguel Montero (Omero Gargano) e sua gangue de mexicanos, o viajante Lash mata o seu sócio que viaja com ele, apoderando-se dos documentos que lhe dão direito a uma mina de ouro. O ataque é feito em comum acordo com Montero que fica apenas com o saque da diligência, alguns poucos dólares como é de costume.
A localização da mina fica nas imediações da cidade de New Tuscosa, próxima a fronteira mexicana onde acontece tudo.
Lash ao tomar posse de sua mina roubada após cinco anos, ele tem um vizinho e fazendeiro, o velho Johnny MacKenzie
que também é dono de outra mina de supõe-se ser de ouro também. Todos os trabalhadores que o velho MacKenzie contrata para trabalhar na sua mina são mortos por Lash.
Lash incomodado com o vizinho imediatamente se põe a aumentar suas intimidações sobre a vida miserável do velho que vive com sua filha em um humilde rancho.
A intenção dele e apoderar-se também da mina do velho MacKenzie até mesmo fazendo-lhe boas propostas em dinheiro.
Com a resistência do velho, Lash começa piorar as suas provocações além de se tornar o mestre indiscutivelmente mais poderoso da região.
Quando a situação local está ficando intolerável com mortes inacabáveis pelo bando de Lash, surge na cidade um forasteiro que apresenta-se como Al Buckaroo, um domador de cavalos selvagens.
Chegando na cidade e comprando uma briga do Velho Johnny MacKenzie com os homens de Lash no saloon, o jovem aceita a proposta de trabalho de Johnny dizendo que veio por ter interesse em investigar as minas no local.
Buckaroo e o elho MacKenzie começam a recrutar homens para trabalharem em sua mina cobrindo os pagamentos dos trabalhadores de Lash e Lash começa ver a sua mina parar de produzir por falta de pessoal e deserção e por esse motivo muitas mortes e armadilhas são feitas por Lash.
Quando seu chefe, o velho Johnny é morto em uma emboscada, ele começa a descobrir os culpados e ele tenta fazer a sua própria justiça, mas Lash une suas forças à gangue de mexicanos de Montero e agora ele terá que lutar com verdadeiro exército de bandidos.
Depois de algumas reviravoltas, Buckaroo se livra de ambos Monteiro e Lash, em quem ele acaba descobrindo ser o verdadeiro assassino covarde de seu próprio pai, o homem assassinado com os documentos da mina roubados no assalto da diligência.
Com paisagens de um verde mais acentuado neste western, filmado totlamente na Itália e com algumas passagens que são bem divertidas e as canções que Dean Reed interpreta são bem envolventes e a faixa-título, "Buckaroo", no entanto é bem agradável mas há também uma faixa romântica "For Tomorrow I May Die" que diz respeito a morte de seu pai e seu amor no filme. A música é cantada por Dean Reed num acampamento noturno, com os seus amigos num clima propício e que estão prestes a ação final do filme.
Não é um filme excelente, mas agrada aos fãs do Espaghetti e de Dean Reed.
Alguns momentos possuem um pouco de humor e Dean Reed não está realmente em um de seus melhores filmes
Westerns talvez pela pobreza de um roteiro elaborado sem muita inspiração mas presenciamos ótimas cenas de duelos de rua, no saloon e um final que culmina em um tiroteio na cidade entre Buckaroo com a ajuda de sua namorada Christine, filha do velho MacKenzie contra os bandidos de Lash e Montero.
Livio Lorenzon como o vilão principal, sempre competente e o orçamento também parece ter sido bastante apertado.
Uma história média de justiça e vingança, atores em atuações medianas, mas uma boa música.
Dean Reed é mais lembrado em "Sabata Adeus", no papel do artista Ballantine.
Depois de uma carreira medíocre nos EUA, Dean Reed acabou se tornando marxista ao fazer uma turnê pela América Latina em 1961, onde seu álbum “Our Summer Romance” fez bastante sucesso.
Na época, o artista teve contato com grupos oposicionistas na Argentina, no Chile e também no Brasil e se revoltou com a pobreza no continente.
A partir daí Reed fez propaganda para o comunismo e ficou sendo o americano mais conhecido nos países socialistas da Europa do leste.
Foi nessa época que ele ficou conhecido pelo apelido que dá nome ao filme: o "Elvis vermelho", em uma alusão a Elvis Presley.
O filme estreou no Brasil em 29 de dezembro de 1968 e um dos cinemas foi o Art Palácio, na Avenida São João, centro de São Paulo após o fechamento de um ano trágico para a democracia no Brasil
por que em 13 de Dezembro 1968, a ditadura militar havia abolido a liberdade de expressão no país e emitiu o famigerado AI-5 (Ato Institucional n. 5), que mergulhou o país em completa escuridão e atraso.
Neste ano houve uma invasão do Espaghetti Westerns e "Buckaroo" (A Winchester que não perdoa) fez considerável
Sucesso, acompanhado da carreira musical de Dean Reed que neste ano também fazia sucesso. Nunca exibido na televisão brasileira.
O cantor protestou contra a guerra do Vietnã e era amigo pessoal do presidente chileno Salvador Allende e do líder palestino Yasser Arafat.
Depois de se casar com uma alemã, Reed foi morar na Alemanha Oriental, onde atuou em vários filmes e foi privilegiado e usado pelo regime.
Um filme documentário polêmico do diretor Leopold Grün mostra a ascensão e queda do cantor, que acabou morrendo afogado em 1986 em circunstâncias duvidosas em um lago nas cercanias de Berlim.
O título em alemão é "Der rote Elvis" [(O Elvis Vermelho), na tradução literal] e tira o artista Dean Reed do esquecimento
e que fez sucesso durante a guerra fria com músicas que exaltavam o marxismo.
O filme com áudio em inglês pode ser assistido na integra em: "https://www.youtube.com/watch?v=81PlAQ1Sr38".
Mostra a trajetória inusitada do cantor, que nasceu nos Estados Unidos e se tornou um superstar nos países comunistas antes da queda da cortina de ferro.
No fim de sua vida, pouco antes do comunismo desmoronar de uma vez por todas, Dean Reed estava depressivo e tinha caído no esquecimento.
O documentário inclui depoimentos de ex-políticos alemães orientais e também da deputada Isabel Allende, filha do presidente chileno morto em 1973.
O ator americano Tom Hanks e o diretor Steven Spielberg também pretendem fazer um filme sobre a vida de Dean Reed com o título “Comrade Rockstar”.
No entanto a pequena produtora de filmes Totho, de Berlim, chegou à frente de Holywood. Segundo o diretor Leopold Grün, ele já pesquisa o assunto desde 2002.
A carreira do cantor também é contada em um livro cujo título traz o que muita gente pensa sobre a vida do artista: “A estória muito estranha de Dean Reed”.
Amico mio, frega tu... che frego io!
No Rastro do Ouro Maldito - Brasil
Rastro do Ouro Sangrento - Brasil
Cuatro Ases Para Perder - Espanha
Colorado - Zwei Halunken im Goldrausch - Alemanha
Anything For a Friend - Reino Unido
Everything For a Friend - USA
Produção: Itália 18 Fevereiro de 1973
Produção: Tarquina Internazionale Cinematografica (Rome)
Produção: Dennis Ford (Demofilio Fidani)
Diretor: Miles Deem (Demofilio Fidani)
História: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Escrito: Demofilio Fidani, Filippo Perrone e Mila Vitelli (Maria Valenza)
Fotografia: Claudio Maorabito "Papi Quadri" [Eastmancolor, Panavision]
Música: Lallo Gori (Coriolano Gori)
Duração: 95 minutos
Edição: Giancarlo Venarucci (Giancarlo Venarucci-Cadueri)
Gerente de Produção: Diego Spataro
Direção de Arte: Simonetta Vitelli
Ettore Manni (Red/Fred Carter) - Jonas Dickinson/Jonathan Dickinson
Andrés Resino (Bud Randall) Mark Tabor/Mark Taylor
Sleepy Warren - Descobridor da mina Tripper/Denver
Angela Portaluri - Concepcion
Federico Boido (Rick Boyd) - Teddy
Gordon Mitchell (Charles Pendleton) - Mulieta/Muller/Miller
Simonetta Vitelli (Simone Blondell) - Pearl
Carla Mancini - Consuelo
Benito Pacifico (Dennis Colt) - Provoca Jonathan no saloon
Amerigo Castrighella (Amerigo Leoni/Custer Gail) - Thomas/Tom
Enzo Pulcrano (Paul Crain/Vincenzo Pulcrano) - Participa da briga no saloon
Antonio Basile - Capanga vestindo Poncho,
Lucky McMurray (Luciano Conti) - Irmão de Fred na taberana
Michele Francia (Michele Branca) - Fred na taberna
Vinicio Raimondi - Primeiro trapaceiro nas cartas,
Gualtiero Rispoli - Vovô
Marcello Meconizzi - Briga no rio
e com Raimondo Toscano.
Este é mais um dos Espaghetti Westerns fraco e de baixo orçamento feitos por Demofilo Fidani mas neste ele conseguiu divertir os fãs em uma comédia real.
Esta comédia não é tão engraçada mas tem seus momentos divertidos entre a dupla de atores Ettore Manni e Bud Randall. Formaram uma boa dupla.
Você também pode rever muitos atores que sempre estiveram presentes nos Westerns de Fidani como sua filha Simonetta Vitelli (Simone blondell) interpretando uma dançarina de saloon, em seu último filme. Frederico Boido (Rick Boyd) , Benito Pacifico, Luciano Conti e Gordon Mitchell também estão presentes.
Você tem que ser muito fanático e se interessar muito por um Western fraco, mas se assistir pelo lado documento é interessante.
Jonathan é um ladrão imprudente fingindo ser um pastor, sem sorte, vagando em meio ao Velho Oeste em seu burro, aplicando vários e pequenos golpes e fraudes por onde passa, fazendo-se muitas vezes a vítima. Sempre na discórdia e trapaceando o seu amigo e rival, outro desocupado, Mark Tabor.
Quando eles sabem da notícia da descoberta de uma mina de ouro por um velhinho alcoólatra chamado Tommy Tripper no Passo da Mula Morta, nas Montanhas Rochosas, a estranha dupla parte voluntariamente no que promete ser uma nova luta pela riqueza, uma verdadeira corrida pelo ouro.
É uma pena porque um grupo de bandidos liderados por Miller (Gordon Mitchell) queira fazer a descoberta antecipada e assim ficar com o domínio público da mina, colocando toda a população de Denver [local onde se passa esta febre do ouro] escravizando-a nas escavações mas isso não se torna possível, pois o velho Tommy com a bebedeira, revela o segredo de sua descoberta para toda a cidade provocando uma verdadeira febre na corrida de toda a cidade e região pelo ouro.
Como solução, Miller, na ausência da população juntamente com seus capangas liderados pelo seu capataz "Thomas" (Amerigo Castrighella) [Custer Gail] toma a cidade de assalto e assaltam a todos os mineradores que começam a retornar à cidade com o seu ouro extraído das montanhas.
Com o enorme sucesso de "They Call Me Trinity", [Trinity ainda é meu nome - Brasil], muitos outros diretores tentaram pegar carona no estilo comédia de Enzo Barboni [E. B. Clucher] e com Fidani (Miles Dean) não foi diferente. Não perdeu a chance de tentar também.
Um Epaghetti Western comédia feita com tonificação nas brigas, desafios, garrafadas, jogos de cartas ao qual sempre resulta em destruição do saloom, parcerias estranhas, veículos de transportes curiosos como a bicicleta com této vermelho, muita comelança sem escrúpulos no estilo Bud Spencer e geralmente sem mortes, onde crianças poderiam ter acesso às imagens.
Infelizmente Fidani já no fim da Saga Espaghetti ainda tentou dar mais uma injeção de ânimo, mas o gênero já estava mesmo com os dias contados.
Não perca a chance de reviver a dialética farsa entre dois inimigos, os amigos que acabam por se opôr aos delinquentes planos do bandido "Miller" (Gordon Mitchell).
Já na primeira sequência define-se o tom de quais são as diferenças entre os dois amigos após Mark roubar o caldeirão de sopa de Jonathan Dickinson no momento de oração com Mark interpretando a voz de Deus prometendo a Jonathan a absolvição dos seus pecados.
Interessante a interação de Jonathan com o seu burrinho Gordon que também faz suas peripécias ao seu dono. Os dois amigos trapaceiros parecem não saber nada sobre o grupo de bandidos que optaram por submeter, com os seus malefícios, toda uma cidade.
Toda a situação é resolvida em um jogo de cartas entre Mark Tabor e Miller que como já se sabe, resulta numa violenta luta ao final com todos os bandidos derrotados e sem nenhuma morte.
Fidani tomou um caminho com descuido neste filme. Aparentemente com um roteiro fraco, foi filmando o que lhe vinha na cabeça sem uma sequência lógica dos fatos e um tanto pouco inspiradora, mas a questão não é julgar se o filme é bom o ruim e sim, pois quem assistiu, sabe, mas sim uma grossa bizarra e interessante
tentativa que vale apenas para os estudiosos do gênero que gostam de vislumbrar estas loucuras cinematográficas e obscuras do Espaghetti Western e tornando este filme peça de coleção pela raridade em encontrá-lo e por ser o último de Fidani.
Sob o pseudônimo de Red Carter esconde-se Ettore Manni, um ator da trivialidade variada e interessante,que se encerra sua carreira com o personagem do "Doutor Katzone" em "Cidade das Mulheres" de Fellini.
Jonathan e Mark são levados aos extremos de sobrevivência de fome e frio nas montanhas rochosas atrás do ouro e a cena na cabana em que Jonathan tendo alucinações de fome, imagina seu amigo transformado em um peru é divertida. Está é uma citação direta de "The Gold Rush" (1925) de Charlie Chaplin.
Ao final os heróis são proclamados "A gloria de Denver" comparado a Shakespeare "A glória da Inglaterra" Último western dirigido por Fidani.
Curiosamente descobri nos créditos finais do filme recentemente o nome de "Maria Rosa Vitelli" e fiquei curioso em saber quem seria essa mulher e assim entrei em contato via rede social com Simone Blondell (Simonetta Vitelli) [uma das atrizes neste filme] e ela me informou em 04 Agosto de 2015 que este era o verdadeiro nome de sua mãe e que na maioria dos créditos dos filmes de seu marido, o diretor Demofilo Fidani (Miles Deen) ela aparecia creditada com pseudônimo de Milla Vitelli Valenza.
Através de contato via rede social com o diretor, diretor de fotografia e cameraman "Papi Quadri" Claudio Morabito que fez a fotografia de inúmeros Espaghettis, inclusive este e colaborando com minha curiosidade ele me esclareceu que fez uma breve participação na cena de pastelão "torta na cara" na taberna, junto com os atores Ettore Manni, Michele Branca e Luciano Conti. Nesta ocasião ele é Lungo, o proprietário e garçon desta taberna em uma cidade deserta.
Exibido na televisão em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 17 de novembro de 1982.