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18 maio 2017

Se Te Encontro... Te Mato! [Se T'incontro T'ammazzo! [Especial Brasil]

Se Te Encontro... Te Mato! - Brasil
Se T'incontro T'ammazzo - Itália
Finders Killers - USA
Kostaja - Finlândia
Si Je Te Rencontre, Je Te Tue Et Pour Ça J'irai
Jusqu'au Bout Du Monde - França
Agria Katadioxis Sto Texas - Grécia
Hevn Til Siste Kule - Noruega
Se Te Encontro Mato-Te - Portugal
Unerbittlich Bis Ins Grab - Alemanha
Cuvaj Se Kad Te Sretnem - Yuguslávia, Sérvia

Produção: Itália 27 de Março de 1971
Direção: Gianni Crea     
Escrito: Fabio Piccioni
Duração: 91 Minutos
Música: Stelvio Cipriani               
Fotografia: Vitaliano Natalucci
e Giovanni Varriano        
Produção: Fernando Morbis
Edição: Sergio Buzi         
Design De Produção: Giovanni Fratalocchi        
Supervisor De Produção: Luciano Brega
Coordenador De Dubles: Emilio Messina
Co Produção: Minerva Film, Rieti Film.

Elenco:
Donald O'Brien (Donal O’Brien) - Jack Forest/Jack Dean
Gordon Mitchell - Chris Forrest
Femi Benussi - Garota do Saloon/Connie
Mario Brega - Grendel/Crandall/Parker
Dino Strano (Dean Stratford) - Dexter
Pia Giancaro - Lisa
Gennarino Pappagalli - Olsen
Omero Capanna - Homem no Saloon
E com Emilio Messina, Alessandro Perrella e Lorenzo Fineschi.

Donald O'Brien é Jack Forrest, um fazendeiro que distante de seu rancho ouve tiros enquanto cortava madeira. Ele corre para sua casa e ao chegar encontra tudo destruído e queimado, sua mãe morta e seu pai agonizando que sussurra acreditando que os bandidos podem ter sido enviados por Crandall, um explorador local que pode estar por trás de tal maldade.

A busca de vingança de Jack Forrest começa com um bandido chamado Dexter (Dino Strano), que ele acredita poder levá-lo até Crandall. Em seguida, acaba por se situar na cidade de Wintrop, onde a empresa Blake-Edward está localizada.


Por alguém atirar em seu cavalo durante a viagem faz com que Jack sinta a impressão de que está no caminho certo. O fato de um empresário chamado Parker e um banqueiro chamado Olsen estarem tão ansiosos para vê-lo e preocuparem com sua segurança, desperta suas suspeitas sobre eles.

Um misterioso pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) vestido de preto aparece na cidade e aceita dinheiro de ambos Parker e Olsen para intimidar Jack de fazer-lhes mal, mas ele não consegue afastar Jack de Parker além de Jack ter uma queda por Lisa, a linda sobrinha de Parker.

O diretor Gianni Crea utilizando-se de um recurso bem parecido com o de Demofilo Fidani, ou seja, com pouco orçamento e um elenco pequeno e limitado onde faltam até os extras para o povo da cidade, usa uma série de desculpas e motivos para implementar a ação ao telespectador mas equivocadamente complica tudo.

Há uma verdadeira guerra entre a gangue de bandidos de Dexer e moradores da cidade logo no início e aparentemente não se consegue entender o porque morre tanta gente sem motivo. Faz pouco sentido tudo aquilo simplesmente um pretexto para mostrar o poder de Dexter.


Uma das poucas e boas cenas de ação que é lembrada é uma luta no cemitério em que um dos dois algozes de Jack tenta estrangulá-lo com uma cruz arrancada de uma sepultura, mas sem sucesso.

O pistoleiro Chris Forrest (Gordon Mitchell) diz à garota do saloon, Connie (Femi Benussi) que as mulheres dão azar e por isso ele deve ficar longe delas mas no minuto seguinte, ele manda ela para o seu quarto para um "treino".

Um problema ainda maior surge quando a ação pára e os personagens são confinados em uma longa conversa na casa de Parker.

Nessa conversa durante um jantar, o assunto é uma discussão sem fim sobre a necessidade de Jack conseguir um cavalo para deixar Winthrop rapidamente.

Parker sugere sinicamente que Jack saia da cidade e lhe oferece a égua Sweet Sue, uma das melhores da região que pertence a sua sobrinha porque todos os outros cavalos da cidade são inúteis.

A situação foi assim: Jack, sua posição nesta cidade é muito delicada. É melhor você começar a pensar como você vai sair dela. Eu tenho uma ideia e acho que o cavalo de Lisa seria uma possibilidade distinta para alguém como você afastar-se 100 milhas de Winthrop."

Lisa: "Mas Jack ficaria ridículo montando Sweet Sue." Jack: "Não se preocupe comigo. Eu não preciso de um cavalo agora. Quando eu precisar de um, encontrarei em um curral.

Parker: "Jack, se você tomar a decisão de comprar um cavalo no curral eu lhe digo que será um erro porque aqueles cavalos são mais lentos do que um porco atravessando o estrume. Lisa: "Realmente, tio. Esses são modos de falar às visitas? Estamos na mesa do jantar.

Parker, olhando para Chris Forrest através de um buraco que ele fez com uma bala em uma moeda diz: "Meus cumprimentos. Uma ideia original para um cartão de visitas. O homem que enviei para te trazer aqui ficou bastante impressionado mas pessoalmente, estou muito infeliz com os meus homens que foram mortos na noite passada. Espero que esse tipo de coisa não volte a acontecer." Chris: "Sim, eu estava muito chateado com isso."


Parker: "Eu não entendo seu grande pessimismo, Olsen. Afinal, você sabe, resistir à perda do ouro, seu saldo bancário é muito maior do que o meu estômago."

Olsen: "Parker, por favor. Eu não acho que este seja o momento para piadas."

Connie, a dançarina do saloon: "É assim mesmo falar com um pobre órfão num salão de dança?”
Durante todos esses meses, entre todos os malvados e vagabundos, encontro dois caras decentes neste buraco. Um deles não pensa em nada além de brincar o dia inteiro com aquela namoradeira no rancho. O outro é tão mórbido quanto uma sepultura."



Este filme marcou a estreia da belíssima Pia Giancaro, e que em 1971 também estaria em um papel em "The Return of Sabata".

Sempre admirei o estilo barroco de Gianni Crea mas neste, apesar de uma bela e deprimida trilha sonora, deixou a desejar no roteiro e na edição meio que complicada e faltou mais ação que era um de seus pontos altos nos westerns, mas ver Donald O' Brien em um Espaghetti e ainda ao lado de Gordon Mitchell já pagava a entrada nos cinemas. Bem interessante em tê-lo na coleção.



DVD com áudio Inglês e legenda Finlandesa lançado na Finlândia disponível no Youtube 

”Tema do Filme”

02 julho 2015

Morre em Roma Sergio Sollima, o pai de “Cochillo Sanchez” e "Sandokhan". Especial Brasil

Morre em Roma aos 94 anos, Sergio Sollima (17 de abril de 1921 a 01 de julho de 2015) era um roteirista e ex-diretor de do cinema italiano e pai de Stefano Sollima.
O funeral será realizado sexta-feira (03 de Julho de 2015) das 10 a 13 horas, na Casa de Cinema do Grande Marcello Mastroianni em Roma.

Sergio Sollima nasceu em Roma, se formou a partir do Centro Experimental de Cinematografia, e inicialmente trabalhou como crítico de cinema, mas a sua estreia oficial foi nos anos cinquenta como um dramaturgo. Sua comédia “Homem e Arma”, mostrado em 1948, dirigida por Luigi Squarzina foi o que o despontou para o futuro.

Como muitos diretores cult italiano, Sollima começou sua carreira como roteirista em 1950 e escreveu muitos filmes Peplum [Sandalha e espada] na década de 1960. Ele fez sua estreia na direção fazendo uma das quatro sequências do antológico filme “Of Wayward Love”.

Sollima filmou três Eurospy [Euro Espiões] e em seguida, voltou-se na tentativa de fazer o Espaghetti Western. “The Big Gundown” [O Dia da Desforra – Brasil], (estrelado por Lee Van Cleef e Tomas Milian) foi lançado em 1966 com grande sucesso, apesar do fato de que teve que competir com Sergio Leone de
“ The Good, The Bad and The Ugly” [O Bom, o Mau e o Feio - Brasil] e “Django” de Sergio Corbucci.


Sollima logo após filmou mais dois sensacionais e históricos Westerns. “Faccia a Faccia” [Quando os Brutos se Defrontam - Brasil], (com Tomas Milian e Gian Maria Volonté) foi lançado em 1967 e "Run, Man, Run!" [Corre, Homem, Corre! - Brasil], (com Tomas Milian, Donald O´Brien e John Ireland e Chelo Alonso) em 1968.
Embora Sollima tenha dirigido apenas três Westerns e eles nunca tenham atingido o nível de popularidade como os dos outros Sergios (Leone e Corbucci), cada um deles é altamente considerado entre os entusiastas do gênero, clássicos e de estilo próprio.

Em 1970, Sollima troca novamente de gênero dirigindo Charles Bronson e Telly Savalas estreando com o filme “Violent City”, que foi um dos primeiros violentos e acelerados filmes de crime italiano, muitas vezes conhecidos como “Poliziotteschi”. Assim como para todos os seus Westerns, a trilha sonora foi fornecida por Ennio Morricone.
O último filme bem conhecido de Sollima é “Revolver” (1973), outro poliziotteschi estrelado por Oliver Reed e Fabio Testi.

Sollima dirigiu para a TV RAI, uma minissérie italiana famosa “Sandokan”, estrelado por Kabir Bedi, Adolfo Celi, Andrea Giordana, Philippe Leroy e Carol Andre e os seus seis episódios exibidos a partir de 6 de janeiro de 1976 foram memoráveis e antológicos.


Entre seus filmes mais famosos está “La Resa Dei Conti” [O Dia da Desforra] de 1967, em que ele criaria o personagem “Cochillo Sanchez” (O faca) Tomas Milian, um fugitivo mexicano, em que em sua história foram detectados referências aos conflitos do Terceiro Mundo de Che Guevara, Emiliano Zapatta e outros revolucionários Americanos, mas Sollima escolheu um  personagem “puro e ingênuo” para representar, no sentido de não integrado socialmente e, portanto, como tal, um portador adequado em questões de seu tempo, como a justiça social ou de rebelião às iniquidades do sistema político e social.
Este foi o primeiro filme de uma trilogia Western com Tomas Milian, seguido por “Faccia a Faccia” (1967) e “Corri, Uomo, Corri” (1968).
Descanse em paz “Sergio Sollima, o pai de Cochillo Sanchez e Sandokan”.


Vídeo Tributo Sergio Sollima

04 março 2014

Sela de Prata - Silver Saddle - Sella D´Argento "Silver Saddle" - Especial Brasil Letra/Lyric Inédita


Sela de Prata – Brasil - 1978
Sella D'argento
Silver Saddle - USA

Letra: Ken Tobias
Música: Ken Tobias, Fabio Frizzi, Vincenzo Tempera, Franco Bixio
Intérprete: Ken Tobias

"Silver Saddle"

Child of life,
now you use a gun very well.
You learned so young.
You shot a man, they said,
after he killed your father.

Now you ride,
silver saddle's shining so bright
out in the sun.
What is your destiny… now?

[Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.]

[Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.]

[Instrumental]

You learned so young,
what is your destiny… now.

Silver saddle's shining in the sun.
No place to go.
Looking for a friend.
Will the anger inside your heart ever end?
Who knows. Who knows.
[Silver saddle's]...

Tradução Português Brasil

Criança de vida,
agora você usa uma arma muito bem.
Você aprendeu tão jovem.
Você atirou em um homem, segundo eles,
depois que ele matou seu pai.

Agora você monta,
sela de prata brilhando tão forte
sobre o sol.
Qual é o seu destino... agora?

 [Sela de Prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.]

[Sela de Prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.]

[Instrumental]

Você aprendeu tão jovem,
qual é o seu destino... agora.

Na sela de prata brilhando ao sol.
Sem lugar para ir.
À procura de um amigo.
Será que a raiva dentro do seu coração acabará?
Quem sabe. Quem sabe.



Ken Tobias teve sua música imortalizada em 1978 neste filme "Sela de Prata" [Silver Saddle].
Ken Tobias, durante uma viagem de promoção a Cannes, na França, ao rtornar ao Canadá seguiu as pressas para Roma, Itália, para passar seis semanas escrevendo e gravando canções para este filme.
Este clássico italiano. Um Spaghetti dirigido pelo renomado diretor italiano Lucio Fulci (1927-1996) e hoje o filme já pode ser conseguido remasterizado e lançado na Europa em DVD.

Ken contribuiu com um compacto vinyl colaborando com os músicos e compositores do cinema europeu:
O trio parceiro Fabio Frizzi , Franco Bixio e Vincenzo Tempera coma as duas músicas-temas:
"Silver Saddle [Sela de Prata]" e "Two Hearts" [Dois corações]". Ken escreveu as letras e compôs as
harmonias musicais. "Silver Saddle" foi lançada como single na Europa pela Cinevox Records, e no Canadá, pela Attic Records, ambos com "Two Hearts" no lado-B.

Para ler uma entrevista exclusiva com Lionel Grenier (em francês) com Ken Tobias sobre o assunto de sua experiência de trabalhar nas músicas-tema para Silver Saddle: Entrevista - Interview Ken Tobias.

Sela de Prata - Silver Saddle - Sella D´Argento - Especial Brasil

Sela de Prata - Brasil
Sella D'argento
Silver Saddle - USA
Produção: Itália - Espanha 20 de Abril de 1978
Diretor: Lucio Fulci
Duração: 100 minutos
Fotografia: Sergio Salvati
Musica: Bixio-Frizzi-Tempera
Tema: "Silver Saddle" e "Two Hearts"
Interprete: Ken Tobias
Locações: Almería, Andalucia, Espanha
História: Adriano Bolzoni
Producão: Piero Donati


Giuliano Gemma - Roy Blood
Geoffrey Lewis - Strike Snake,
Sven Valsecchi - Thomas Barrett Jr.
Ettore Manni - Thomas Barrett
Donal O'Brien - Fletcher
Gianni De Luigi - Turner
Cinzia Monreale - Margaret Barrett
Licinia Lentini - Sra. Sheba
Aldo Sambrell - Garrincha
Philippe Hersent - Xerife
Sergio Leonardi - Butch
Karine Stampfer - Peggy
Agnes Kalpagos - Garota de Sheba
Anna Maria Tinelli e Juan Antonio Rubio

Um menino "Roy Blood" de 10 anos de idade assiste ao seu pai é morto por um pistoleiro profissional, pago por um certo Mr. Barrett, mas Roy é ágil e consegue vingar a morte do pai acertando o pistoleiro pelas costas com a espingarda de seu próprio pai e fica com a sua sela de prata.
Vinte anos mais tarde, ele se torna um pistoleiro famoso, tendo a simpatia  e reconhecido pela maioria das pessoas por sua bela sela de prata.


A partir daí, decide lutar contra todos os assassinos e pistoleiros que coloquem em risco a vida de pessoas inocentes, passando a cavalgar com a sela de prata, que se tornaria sua marca e seu condinome.
Um certo dia ele encontra uma violenta quadrilha de bandoleiros que cavalgam propagando saques e mortes por todo o oeste e é chefiada por um outro Barret.
Com o trauma de Roy na infância e a sede de justiça, inevitavelmente o confronto com os bandidos será novamente inevitável.


Conhecido também como o último Espaghetti Western, este torna-se um filme familiar com uma atmosfera um pouco mais suave. Fulci chamou Gemma para o papel (O Cara de Anjo). Realmente este foi o 3º e último Western de Lucio Fulci.
Apesar de não ser um dos grandes Espaghetti Westerns, este é um bom filme e com uma conclusão
digna para o gênero. o americano Geoffrey Lewis se destaca no papel de Snake [Cobra/Serpente], cômico e com muito humor negro atrai a atenção do espectador .
Uma atenção especial para a música tema, inesquecível para quem já o assistiu.  

English Version on Youtube  
Links encontrados na Web
Versão Dublada em Português veja em comentários.

29 outubro 2013

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 1

Aquela Alma Maldita - Brasil
Quelle Sporche Anime Damnate 
Paid In Blood - USA
Itália – 14 de Novembro 1971 

Direção: Luigi Batzella (Paolo Solvay) 
Duração: 92 Minutos 
Música: Elsio Mancuso 
Escrito: Aldo Barni 
Fotografia: Giorgio Montagnani 


Edição: Piera Bruni 
Produção: Mario de Rosa Produção: Constution Film

Jeff Cameron – Tom Carter
Donald O´Brien – Lee Rastus (Rast)
Krista Nell - Cora
Alfredo Rizzo – Jack Buchman
Edílio Kim – Doutor Lassiter
Sophia Kammara – July
William Mayor – Bill Joeys
Gianfranco Clerici (Marco Davis / Mark Davis) - Shannon
Esmeralda Barros – Zelda 
Attilio Dottesio – Xerife
Franco Daddi – Killer
Gianclaudio Jabes (Jean Claude Jabes) – Ringo Brown
Lorenzo Piani - Jerry Carter
Giulio Baraghini – Slady
Mauro Mannatrizio, Xiro Papas, Alessandro Perrella, Laila Shed, Angelo Susani e Gino Turini.

O pistoleiro Tom Carter, chega a cidadezinha de Greenwaters para vingar a morte de Jerry, seu irmão assassinado e roubado, pouco depois de sacar todo o seu dinheiro do banco para se casar com Cora (Krista Nell), a garota do saloon.

Tom descobre que um rico e ganancioso proprietário de terras chamado Shannon, com a ajuda de seu braço direito Lee Rastus (Rast), e seu

bando vem forçando os fazendeiros locais a venderem suas terras para ele por uma ninharia e para isso causando o terror na região.

Tom é ajudado por um velho minerador de ouro, Jack Buchman, que também resiste a Shannon.

Tom é salvo e refugiado pelo velho Buchman em um atentado de Rast.

Tom é suspeito de Cora, mas ela também o ajuda a desmascarar o verdadeiro assassino de seu irmão. Shannon a todo custo tenta eliminar o velho Buchman para apoderar-se de suas terras, mas Tom consegue atrapalhar as inúmeras tentativas.
Tom é informado pelo médico, de que chega em Greenwaters um homem mortalmente picado por uma cobra e lhe confessa que o assassino de Jerry é o bandido Ringo Brown por ordem de Shannon.
Um ataque maciço é feito à pequena fazenda de Buchman.

Na sequência, Tom e o velho Buchman, juntos começam a exterminar o bando de Rast e Shannon é morto por Tom que após concluir sua vingança parte abandonando para sempre a cidadezinha de Greenwaters levando consigo sua mulher, Cora.

Os confrontos habituais e heroísmo acontecem o tempo todo embora Batzella dirigisse o filme sem muito entusiasmo.

As interpretações também são muito fracas e somente Donald O´Brien salva algumas cenas de crueldade.

Grande parte do elenco voltaria com Batzella em mais duas sequencias, acreditem se quiser.

Incrivelmente é um filme muito cultuado em todo o mundo hoje talvez pelo apelo do título que ficou muito marcante.

Boas sequências musicais também são notadas neste filme.

Exibido na TV Record no Brasil em: 25 de março 1982 – 12 de janeiro 1983 – 25 de julho 1986 e pela última vez em 27 de maio de 1987.

Clip “Aquela Alma Maldita – Entrevista com Paolo Solvay [Luigi Batzella]”

 
Agradecimentos à Marcos Maurício Lima - Belo Horizonte - MG - Brasil.

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 3

O Colt Era o Seu Deus - Brasil
A Pistola Era Seu Deus - Brasil
La Colt era il suo Dio
God Is My Colt .45 - USA


Itália - Alemanha - 18 de Novembro
1972

Direção: Luigi Batzella (Dean Jones) e participação de Joe D'Amato (não creditado)


Duração: 87 minutos
Música: Vasco Vassil Kojucharov
Escrito: Luigi Batzella (Ivan Katansky) e Arpad DeRiso
Fotografia: Giorgio Montagnani
Edição: Paolo Solvay (Luigi Batzella)
Produção: Theo Maria Werner
Co-Produção: Produzioni Cinematografiche Internazionali Virginia e Regina Film.

Jeff Cameron (Goffredo Scarciofolo) - Capitão
Mike Jackson
Donald O'Brian - Chess
Krista Nell - Mary
Gino Turini (John Turner) - James Klinger
Attilio Dottesio - Xerife Brad Cohen
Alfredo Rizzo - Velho Ted
Sophia Kammara - Julie
Gianfranco Clerici (Mark Davis) - Manuel Esmeralda Barros – Paquita
William Major - Richard
Mauro Mannatrizio - Major
Giulio Bargaghini - Bart
Franco Daddi - Bandido que ouve fantasma
Xiro Papas - Pablo
Laila Shed - Mulher do saloon no piano
Angelo Susani - Careca da Taberna
Gian Caludio Jabes - Com bigode na Taberna
Alessandro Perrella - Pistoleiro roupa preta emboscada em Landford City e com Irio Fantini e Aniello Palladino (Nello Palladino).


Em mais este tributo à brasileira Esmeralda Barros em que recentemente tive o conhecimento de que ela ainda está viva e no anonimato, vou explorar um pouco de uma trilogia com toda essa equipe e elenco que aqui serão detalhados.
O prolífico cineasta Luigi Batzella que usou severamente diferentes vários pseudônimos nas produções de seus Spaghetti Westerns dirigiu essa trilogia entre 1971 e 1972.
A variação de pseudônimos neste aqui é um exagero. Batzella escreveu o filme como "Ivan Katansky", dirigiu-o como "Dean Jones", e editou seus créditos como "Paolo Solvay".
Ele gostava muito da atuação de Donald O'Brien, aqui como no mesmo personagem do primeiro “Aquela Alma Maldita” Chass é um dos cabeças de uma gangue de foras da lei que dominam a cidade de Landford City na divisa de Lameda na fronteira com o México apoderando-se de terras dos pequenos rancheiros e uma em especial, a mina de prata do rancheiro Burton Pryor, pai de Mary no valor de um milhão de dólares.



Krista Nell é Mary, uma dançarina do saloon  refém
destes bandidos liderados por Manuel, um líder local com mão de ferro que recebe ordens de James Klinger.


Klinger em poder do mapa estabelecesse no México escondido enquanto Mary é prisioneira refém de Chass e Manuel em Landford City.

Ela ajuda seu ex-namorado, o Capitão do exército, Mike Jackson recém-chegado a cidade até então incógnito com licença de cinco dias do exército para desbaratar esta gangue e descobrir o paradeiro do agente federal, James Klinger, enviado anteriormente a dois anos para investigar os crimes e desapareceu misteriosamente.


Uma trama muito interessante quando se percebe que de dois de seus Westerns produzidos e com a edição de mais vinte minutos de fita adicionais com outros personagens e atores, ele consegue tecnicamente na mesa de edição montar este que seria o terceiro e último de uma trilogia, basicamente com os mesmos atores e mesma equipe técnica de "Quelle Sporche Anime Dannate" (Aquela Alma Maldita - 1971) e “Anche Per Django Le Carogne Hanno Un Prezzo” (Django contra 4 Irmãos – 1971).


A edição do filme ficou um pouco complicada mas genial, tendo em vista que a edição fora feita pessoalmente por Batzella neste e no anterior “Django Contra 4 Irmãos”, parecendo que ele já previa criar um terceiro já premeditando situações na edição dos dois primeiros feitos em 1971.
Por isso percebe-se o esforço de montar um terceiro filme sem o uso do set.
Muito inteligente e econômico em misturar cenas de todos os três filmes.


Bom para a nossa brasileira, Esmeralda Barros que apareceria nos créditos dos três filmes. Este foi o terceiro e último Western de Batzella e por muitos foi considerado o melhor da trilogia.
Dois bons atores, Jeff Cameron e Donald O'Brien e uma humilde direção, foram suficientes para concretizar estas três fracas mas cultuadas sequencias.


Esmeralda Barros na primeira metade do filme compartilha com os bandidos o domínio da região como a mulher do chefe Manuel e sendo obrigada a fugir com Manuel para o México e caçados por Mike Jackson, ela se disfarça de um peão mexicano para escapar e nota-se perfeitamente em cenas sem cortes que ela montava e cavalgava de verdade o seu cavalo e inclusive em galopes acelerados pelas estradas acidentadas. Situação difícil para mulheres nestes filmes.


Houveram alguns rumores de que Gordon Mitchell ajudou nas despesas deste último. O herói favorito de Batzella e o único que aceitou o papel para seu Django foi Jeff Cameron, o ator de nariz achatado e cabelos compridos médio, que começou como um extra em (Arizona Colt) antes de fazer seu primeiro Western com Demofilo Fidani.
Neste filme, vemos Donald O'Brien, fazendo sua segunda participação neste Western dirigido por Batzella, e aqui não foi muito feliz em seu desempenho.

A trilha sonora de Vasco Vassil Kojucharov é muito boa e acompanha o ritmo da ação nos três filmes.

Uma combinação dos outros dois é claramente notada nas cenas repetidas introduzidas neste.

Tenho os três filmes e chego à conclusão de que não são filmes ricos em roteiro, ação e violência, mas são apreciáveis pela ambientação e esforço do diretor em se fazer filmes sem dinheiro assim como a audácia de Fidani.

Este filme nunca fora exibido na TV brasileira e sua cópia legendada em português para o cinema brasileiro se perdeu no tempo.

São cultuados e indicado somente para colecionadores saudosistas e pouco exigentes com grandezas.

Muito bom assistir na sequencia estes três filmes curiosos.  

Clip “O Colt Era Seu Deus”

13 novembro 2012

Os 4 do Apocalipse



“I Quattro Dell’ Apocalisse”
“Four Of The Apocalypse”

Produção:  Itália 1975
Direção: Lucio Fulci
Música: Franco Bixio - Fabio Frizzi - Vince Tempera
Duração: 105 Minutos
Fotografia: Sergio Salvati
História: Ennio De Concini (Inspirado na História de Francis Brett Harte.
Distribuição riginal no Brasil em VHS: Look Vídeo

Fabio Testi - Stubby Preston
Lynne Frederick - Emanuelle 'Bunny' O'Neill
Michael J. Pollard - Clem
Harry Baird - Bud
Adolfo Lastretti - Reverendo Sullivan
Bruno Corazzari - Lemmy
Giorgio Trestini - Saul
Donald O'Brien - Xerife de Salt Flat
Tomas Milian - Chaco
Charles Borromel - Montana - Cidadão
Edward Mannix - Narrador voz versão Inglesa
Salvatore Puntillo - Homem recuperado
Lorenzo Robledo - Xerife torturado
Claudio Ruffini - Primeiro Pistoleiro
Goffredo Unger - Apostador

A história se passa em 1873 na região do estado americano de Utah em que o jogador Stubby (Fabio Testi), Bunny (a belíssima Iynne Frederick) uma prostituta grávida, Clenn (Michael J. Pollard) o bêbado da cidade e Burt (Harry Baird) um afro-americano meio louco e poeta que vê fantasmas e tem alucinações,  são os únicos sobreviventes de um sangrento massacre em uma pequena cidade e fogem através da fronteira sem lei por uma zona desértica a procura de comida, água e pessoas.
Sua jornada deixa uma impressão de que tudo fora exterminado e eles são os únicos sobreviventes. 


Porém, quando encontram “Chaco” (Tomas Milian), um terrível sádico assassino mexicano, que fere mortalmente Clenn e violenta a jovem Bunny fazendo com que os quatro mergulhem ainda mais em um pesadelo de tortura, brutalidade e sangue.
Burt após o ocorrido fica louco, Bunny morre de parto e Stubby,  sobretudo solitário é agora um pistoleiro que sai a caça de Chaco incessantemente para a sua vingança.
O segundo dos 3 filmes de Lucio Fulci, sem dúvida o melhor, graças a cenografia de Ennio de Concini. Inspirado no personagem de Francis Brett Harte, com Tomas Milian rendendo ao personagem Chaco inesquecíveis cenas de frieza humana. Algumas cenas foram cortadas na época pela censura brasileira, considerando ser hiper-violento tais como: O escalpelamento e a estrela do xerife cravada em seu peito por Chaco.


Outra cena de tensão é a do final com um Fabio Testi pistoleiro vingativo com uma navalha nas mãos retalhando a face de Chaco sem chances de defesa, ou seja,  uma execução em um duelo injusto.
Mas ofilme tem um momento singelo e é ao final quando um povoado em que só existem homens, fugitivos, assassinos, bandidos, foragidos e tudo o que sobrou de um tempo de massacre, ficam em suspense a espera do nascimento da criança de Bunny.    
O filme retrata um pouco do que Fulci talvez  imaginava de como seria um inferno na terra em meio ao Oeste.


Exibido em Bang Bang à Italiana da TV Record pela última vez em 18 de Abril de 1984 e pela última vez na TV brasileira em 26 de setembro de 1986 em Sexta no Cinema da TVS (hoje SBT) e é hoje facilmente encontrado em DVD nas locadoras do país. A trilha sonora também impecável e melancólica e psicodélica regida pelo trio de maestros Franco Bixio - Fabio Frizzi - Vince Tempera com participações vocais de vários artistas e destaco entre elas:  “Cook & Benjamin Franklin Group” que interpretam as duas principais músicas temas as quais suas letras estão em primeira mão disponíveis neste espaço sendo: “Movin´On” que também fez parte da Trilha Sonora internacional da Novela Locomotivas de TV Globo em 1975  e  Bunny (Let's Stay Together)”.
Esta maravilhosa trilha sonora contou com a participação de músicos experientes e importantes na época como: Massimo De Luca na guitarra, Ryan Di Lello na harmônica, Michele Seffer no baixo e Vince Tempera no teclado.

28 maio 2012

Karatê no Oeste Selvagem

Os irmãos Karatê contra o Oeste – Brasil
Os irmãos Karatê desafiam o Oeste - Brasil
Os irmãos Kung-fu contra o Oeste - Brasil
...Altrimenti vi ammucchiamo...Kung Fu nel pazzo West - Itália
I fratelli del kung fu - Europa
Kung Fu Brothers in the Wild West - USA
Master Killers - UK
Produção: Itália e Hong Kong -1973
Diretor: Yeo Ban Yee (George Bange)
Duração: 92 minutos
Música: Franco Brocardi
Fotografia: Hsun Yang (Albert Young)
Escrito: Nagi Hon, Tu Lung Li e Carlo Mancori
Co-Produção: Golden Harvest Company e Yangtze Film Company Ltd.

William Berger - Steve/Blonde Angel/Anjo Loiro
Jason Pai Piao - Chen
Donald O'Brien - Don
Po Chih Leo - Dow
Attilio Dottesio - Bandido George
Winnie Pei Nie - Ling
Thompson Kao Kang - Mestre King Dragon
Rosemarie Lindt - Elaine
Tang Chin Ho - Treccia Torneo
Gilberto Galimberti, Wu Choon Hu, Tang Kwoksze,
Tony Liu Jun-Guk (martial arts student)
Ang Saan (martial arts student)
Sally Leh (Sa La Leh), Joe Chan, Wu Choon Hu,
Tang Kwoksze, Chin-Ku Lu e Lee Wan-Chun.

Vi este filme na década de 80 uma única vez pela TV dublado em português, e nunca mais no Brasil consegui encontrar e sei que na época chegou a sair em VHS e haviam vários títulos exóticos misturando Western-Karatê-Espaghetti ou Western–Kung-Fu-Espagehtti. Eu sempre dei atenção e gostava de assistir estes filmes de Kung-Fu no velho oeste porque eles traziam curiosidades de dois seguimentos que tinham suas particularidades e a mistura de artes marciais com os revólveres se tornava curiosa e interessante pois o sucesso de Bruce Lee abria portas para estas produções.

Nos primeiros dez minutos do filme assistimos a unicamente demonstração de lutas de Kung-Fu em que dois irmãos disputam a sucessão de mestre de Kung-Fu em uma escola de tradição milenar na China.
“No início dos anos 70 tudo o que se fazia envolvendo artes marciais lotava os cinemas do mundo”.
Um destes dois irmãos “Dow” para renunciar e evitar a disputa entre eles, refugia-se com sua irmã “Ling” em uma cidade do velho oeste conduzindo suas vidas operando um restaurante Chinês.
Vivendo a discriminação do povo local e da região infetada de bandidos.
Outros Spaghetti Westerns tais como “O dia da Ira” (Day of Anger -1967), O Preço do Poder (Il Prezzo Del Potere - 1969), e muitos outros compartilham esse tema, embora o racismo esteve focado contra os camponeses mexicanos, africano-americanos e americanos nativos (índios).
Aqui neste filme é único e exclusivamente contra os chineses.
É curioso e estranho neste filme que no enredo não existe um valor em dólares ou ouro, ou algum tesouro envolvido na trama para motivar tanta matança e violência desenfreada e parece que o diretor só queria mesmo mostrar o Kung-Fu, tão em evidência na época e fica óbvio que um dos focos principais aqui é sobre o racismo na América, que fornece todos os argumentos para se justificar toda a violência, caso o contrário ele esqueceu-se mesmo achar um motivo para filmar.

No momento em que o bando de Steve (William Berger), seu protetor e mestre de uma escola de artes marciais “Dragon” (Thompson Kao Kang), e seu ‘batedor e mercenário’ Don (Donald O´Brien), resolvem tomar e apoderar-se de tudo e de todos na cidade, surge em meio às pradarias, “Chen”, em sua procura de cinco anos por seus irmãos chineses Dow e Ling.
Em meio a sua jornada de busca, enfrenta diversas situações com bandidos armados com revólveres e rifles, mas são todos rechaçados com sua habilidade e destreza com o Kung-Fu e seus truques e armas ninjas.
Chen usa uma espécie de moeda de aço que arremessadas com precisão são mortais ao inimigo e algumas vezes, consegue confundi-los e desarmá-los com esta arma.

No entanto, a sua arma secreta, é um dardo que ele chama de “peão” e que ao atingir seu alvo é mortal.
Outros bandidos de um bando rival chefiado por George (Attilio Dottesio) também está na cidade, intimidando os chineses do restaurante e também querem tomar a cidade de assalto, mas não são páreo para o bando de Steve e os enfrentamentos são inevitáveis.

Donald O´Brien é “Don” e faz o papel do homem mau e sem escrúpulos com o qual já era consagrado ao ponto de executar o telegrafista desarmado a sangue frio, impiedosamente.
É legal ver o cenário de Tirrenia na Itália com a sua tradicional igreja como pano de fundo para as lutas marciais.
Não existe cena de humor proposital e o humor mesmo fica por conta dos efeitos especiais como os vôos simulados pelos lutadores que parecem ser arremessados por catapultas (muito usado no estilo de lutas marciais).
O clima é melancólico em meio à poeira do oeste e todo ele vivido em situações de lutas e preconceitos contra os chineses, mostrando que o oeste foi mesmo um desafio para europeus, africanos e asiáticos na época do pioneirismo.

Assim como em “Meu nome é Shangay Joe” de 1972 que até ganhou uma seqüencia no mesmo ano (Il Ritorni di Shangay Joe), os duelos mostrados pelos chineses são até criativos e interessantes.
Em um deles, o pistoleiro defende-se das moedas mortais de Chen atingindo-as uma a uma à bala e em seguida Chen defende-se das balas do revólver deste mesmo pistoleiro disparadas contra ele com suas moedas desviando-as. Tudo em uma única seqüencia. Muito típico dos filmes de Kung-Fu e do Espaghetti Western.

Estes chineses não conseguem ter sossego um minuto sequer e são perseguidos o tempo todo inclusive com o seqüestro da chinesinha “Ling” por Dragon, o mestre Kung-Fu degenerado que é salva a tempo de ser estuprada por ele.
Tudo o que acontece no filme gira em torno de duelos, lutas, golpes, truques e sangue.
As moedas de aço arremessadas por Chen vão liquidando um a um os seus oponentes culminando ao final na morte de Don, Steve e Dragon em uma seqüencia de 25 minutos de ação sem diálogos em que o “peão” de Chen mostra realmente a sua periculosidade e eficácia.

O filme claramente mostra que foi feito para divulgar a luta Kung-Fu e para isto atrair também os fãs do western utilizando de seus melhores ícones da arte marcial na época no cinema asiático e conquistar outros públicos.
Talvez por culpa de uma história pobre e uma edição muito fraca que deixou o filme na primeira metade embaraçoso, não fez tanto sucesso quanto “O Dragão Chinês e o Pistoleiro” (Là Dove Non Batte Il Sole – 1974), filmado um ano depois com Lee Van Cleef sob a direção de Anthony M. Dawson (Antonio Marghariti), experiente diretor que conseguiu um resultado acentuado no estilo.

Uma das inovações neste filme é a reação ao tiro nos close-ups.
Um ator tem um rosto perfeitamente estático, e então repentinamente age surpreso, mas só muda a expressão facial. Para quem gosta de filme de lutas marciais, este é um pouco exagerado em suas seqüencias, algumas um pouco absurdas como uma cadeira arremessada por Chen que é congelada no ar por balas de revólveres dos bandidos dentro do saloon.


Um final com mais suspense, como aquele duelo final em “Três Homens em Conflito” (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo – 1966) e com uma música mais elaborada poderia recompensar os fracassos da primeira metade do filme.

Outra curiosidade são as mudanças de locais das lutas e nota-se em uma delas que se inicia na poeirenta cidade e acaba em um local com muita vegetação verde à beira de um riacho, completamente diferente. Acho que esta seqüencia começou na Itália e terminou em Honk Kong.
Jet Li em “Era uma vez na China e na América” (Once Upon a Time in China and Amércia) já no ano de 1998 repetiu a façanha e não mudou muita coisa em relação a este filme.

Infelizmente como produtor, Yeo Ban Yee fez bons trabalhos, mas como diretor em seus três únicos filmes faltou-lhe experiência e isso é comprovadamente mostrado em algumas cenas bizarras como a trança dos cabelos da chinesa que corta as mãos de um bandido ao agarrá-la por trás.

A música também não tem muito a ver com o Western, pois o tema inicial original que é o caso da versão em Inglês é singularmente um tema chinês e mesmo durante o filme se percebe mais a influência da música oriental.
Alguns efeitos sonoros também são adicionados às cenas de saltos e vôos dos lutadores chineses causando aquela sensação de flutuação no ar.

Considerando a pobreza da produção, não é tão bom como o Kung-Fu em “Meu nome é Shangay Joe” (Il mio Nome è Shangai Joe -1972) de Mario Caiano e desconsiderando a má primeira metade do filme (talvez com alguns risos) e levando em consideração que Caiano e Marghariti eram experimentados diretores em fazer westerns, este filme não pareça ser tão péssimo como muitos pensam, sabendo-se da pouca quantidade deste estilo ter sido produzido na época, porque foram poucos os diretores a se aventurarem em fazê-los.
Talvez seja por isso que esse é mais um filme bem cultuado e procurado no Brasil e no mundo.

O bom de ver no filme são as presenças de William Berger ensaiando alguns golpes de Kung-Fu e Donald O'Brien, os quais estrelariam novamente juntos em um excelente Keoma dois anos depois em 1975.
Estava difícil de se ter uma boa impressão do filme atualmente, pois não possuía uma cópia digna para avaliação. Era uma cópia muito borrada de VHS fullscreen com legendas em espanhol na cor branca ilegíveis, mas consegui finalmente legendar uma cópia melhor em Inglês e curiosamente percebi alguns diálogos dos chineses em Inglês.
É difícil ainda nos dias de hoje tentar explicar, mas é divertido de assistir.