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27 junho 2019

Karzan, il favoloso uomo della jungla "Itália" (1972) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Brasil




Karzan, O Fabuloso Homem das Selvas - Brasil
Karzan, il favoloso uomo della jungla - Itália
Karzan, il favoloso uomo della giungla - Itália
Karzan - Junglens hersker - Dinamarca
Karzan: Master of the Jungle - Europa
Karzan - viidakon kuningas - Finlândia
Karzan, le maître de la jungle - França
Tarzan, o eleftherotis tis zouglas - Grécia
Karzan - jungelens hersker - Noruega
Karzan, el rey de la jungla - Peru
Tarzán, el fabuloso hombre de la jungla - Espanha
Tarzan och djungelns desperados - Suécia
The Jungle Master - USA
Karzan, Jungle Lord - USA


Produção: Itália, 19 de Fevereiro de 1972
Direção:  Demofilo Fidani (Miles Deem)
Escrito: Demofilo Fidani (M. Deem) e Mila Vitelli Valenza
Musica: Coriolano Gori (Lallo Gori)
Fotografia: Franco Villa             
Edição: Piera Bruni      
Cenários: Mila Vitelli Valenza  
Design de Produção: Mila Vitelli Valenza          
Co Produção: Prodimex Film

Armando Bottin (Johnny Kissmuller Jr.) - Karzan
Simonetta Vitelli (Simone Blondel) - Shiran
Ettore Manni - Captain Thierry Fox
Gerardo Rossi (Jerry Ross) - Steve Wood
Melù Valente - Monica Cromwell
Roger Browne - Lord Carter
Attilio Dottesio - Sr. Reed
Attilio Severini (Crazy Matthew) – Crazy/Guia Mudo
Edward Grant - Mocambo, Native Guide
Carla Mancini – Alta Sacerdotiza
Krista Nell – Esposa do Sr. Fox
Chimpanzé - Cika
Edmund Purdom - Voz de Lord Carter
 

Uma expedição em um safári ao Congo, financiada por Lord Carter e liderada pelo Capitão Fox, tem como objetivo descobrir se realmente existe um macaco humano que eles tenham vislumbrado em um documentário africano particular.

Os interesses do caçador Capitão Fox são meramente financeiros em tentar ganhar dinheiro em capturar tal criatura supostamente selvagem.

O Sr. Lord, no entanto financia a expedição exclusivamente por razões cientificas e estas questões serão postas à prova durante a viagem a selva profunda. Bem à frente na África, no entanto, as coisas começam a mostrar que não deverá ser tão simples como eles acreditavam ser quando planejaram tudo.


O filme Kazan é uma imitação muito barata do personagem Tarzan, mas sabe-se de que houve um HQ com este título nos anos 70. Talvez tenha sido a real inspiração para o filme, mas isso é irrelevante.

Karzan é um daqueles filmes que se exibiam na Sessão da Tarde dos anos 70 e que faziam tremendo sucesso, após terem exibidos nos cinemas. As tradicionais lutas do herói com jacarés, leões, cobras eram um delírio. Italianos e espanhóis se atreveram em criar as suas próprias versões "não-autorizadas" de Tarzan, e para isso alteravam o nome do personagem tentando driblar eventuais processos judiciais por direitos autorais.

O roteiro original de Edgar Rice Bourroughs, sempre prevalecia mas atores como Johnny Kissmuller Jr. também eram batizados com pseudônimos para mascarar e americanizar o elenco.


O que é curioso é que Karzan não aparece muito neste filme e o diretor se preocupou mais em dar ênfase nas várias cenas dos coadjuvantes correndo pelas escuras selvas do Congo.

O experiente diretor do Espaghetti Western, Miles Deem, edita cenas de animais da savana dentro de um estúdio sem mesmo nunca ter saído da Itália para fazer esse filme. Os massacres de tribos indígenas também marcam o filme. A morte dos animais por caçadores antes reverenciada no cinema, hoje é abominada pela humanidade.

O filme é um safari de baixo orçamento, com o seu chimpanzé bonitinho, uma bela Jane, animais e atores sendo mortos por selvagens e vice e versa.


Uma expedição "científica" que massacram os africanos nativos indefesos com suas lanças inúteis aos rífles do Sr. Fox e companhia. Aqui Miles Deem surpreende novamente provando a sua habilidade em finalizar filmes de baixo orçamento.

A conclusão da história é definida em um breve diálogo entre o Sr. Lord e o Sr. Fox e o dinheiro novamente resolve todos os problemas e põe o herói em liberdade. Os close-ups costumeiros dos Westers de Demofilo Fidani [nome verdadeiro de Miles Deen] estão presentes nesta aventura na selva também.

Etore Manni, veterano de muitos filmes de épicos, aventura e western, também parece meio perdido em meio ao roteiro, mas o ritmo do filme consegue prender o telespectador até o fim, pela curiosidade onde tudo aquilo feito despretenciosamente em 83 minutos acabará.


Um filme muito difícil de ser encontrado e eu já o considerava extinto e por fim aparece uma versão até que em boas condições no Canal Youtube.
Um filme produzido literalmente por uma família de cineastas, tendo Simone Blondell interpretando Shiran, Mila Vitteli Valenza, [design de produção] e esposa de Miles Deen, o diretor.



Elaborei um tradução e uma legenda/subtile SRT em português para downolad que facilitará possíveis traduções para outros idiomas para que outros fãs possam desfrutar desta aventura, ingênua mas interessante pela produção de baixíssimo orçamento e poucos atores como eram os desafios de Miles Deen.

Ilustração não original 

Versão com áudio Francês disponível no Youtube

20 junho 2019

Blogue Brasileiro Citado em Livro Europeu sobre Espaghetti Western 2019

"Bangbangitaliana.blogspot.com", o Blog brasileiro editado por Edelzio Sanches foi citado no mais recente livro lançado na Espanha (2019) sobre o seguimento Espaghetti Western entre os 5 melhores blogues como fonte de pesquisa e estudo para os fãs e adeptos do gênero.


O título do livro é "Sin dólares non hay ataúdes" [50 ejemplos de western mediterráneo] Coleção: Filmografías essenciais, do autor Rafael de Espanã.

Nascido em Barcelona 1950. Doutor em Medicina e História Contemporânea. Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha.

Como historiador de cinema vem mostrando seus interesses por temas inéditos como "El Péplum". "A antiguidade no cinema (1998). O cine de Goebbels (2000), As sombras do Encontro: Espanha e América, Quatro ciclos de história através do cinema (2002) A Tela Lírica. O cinema vai a ópera (2011).

Também é auotr da primeira monografia em castellano sobre Western Europeu, Breve história do Western Mediterrâneo (2002). Nesta coleção publicou De heróis a Deuses. 50 filmes sobra a antiguidade (2017).

A produção de westerns na Europa nasceu na Espanha por volta de 1962 como uma imitação sem esforço de modelos de Hollywood. Mas, após o sucesso de "Por um punhado de dólares", foram os italianos que remodelaram completamente o gênero a partir de uma perspectiva iconoclástica que imediatamente se conectou com um público jovem que não acreditava mais nos caubóis imaculados e em seus atos gloriosos. O que ofereceu os quase 600 westerns rolou nas margens do Mediterrâneo entre 1964 e 1978.


Anti-heróis com nomes tão improváveis como Django, Sartana ou Sabata; aventuras extremas que combinavam violência exacerbada com um humor cínico que nunca esclarecia quem era o bom e quem era o mal (embora os banqueiros nunca pertencessem ao primeiro grupo); soluções visuais como barroco e hiperbólico como pano de fundo musical...; e, entre as curiosidades, o único western realizado por uma mulher e o beijo também único na boca entre dois homens armados e ferozes.

O livro por enquanto só está disponível para venda no exterior:
http://www.editorialuoc.cat/sin-dolares-no-hay-ataudes
Nº de páginas: 190
Editorial: UOC (UNIVERSITAT OBERTA DE CATALUNYA)
Idioma: CASTELLANO
Encuadernación: Tapa blanda
ISBN: 9788491805427
Año de edición: 06/06/2019
Plaza de edición: BARCELONA



Fiquei muito feliz com a notícia de que o trabalho de preservação ao seguimento e do tributo que é prestado aqui a todos os seus protagonistas está sendo de alguma forma reconhecido por pessoas que realmente entendem e são respeitadas sobre o assunto.

O trabalho sem fim lucrativo e espontâneo continuará registrando e trazendo novidades e curiosidades do mundo Espaghetti Western, que continua encantando também as novas gerações de afeccionados, muitas delas ainda desconhecidas em nosso meio e para isso continuará exigindo muita pesquisa e perseverança para continuar fazendo um trabalho de qualidade aos fãs, estudiosos, pesquisadores, escritores e amantes do Cinema Espaghetti Western em especial.  

Agradecimento à notícia recebida de meu contato, amigo e editor "Emanuel Neto" do Blog Português "Por-um-punhado-de-euros.blogspot.com", também citado neste conceituado livro. 

14 junho 2019

A Morte de Conrado San Martín [Tributo Especial Brasil]


Conrado San Martín nasceu em Higuera de las Dueñas, Ávila, Castilla y Leónem, 1921. Faleceu em 24 de Abril de 2019 em Madrid, Espanha aos 98 anos de idade, vítima de um Ataque Cardíaco.

Ator espanhol começou sua carreira no cinema em 1941 e participou em mais de cento e vinte filmes em seus mais variados papéis para o cinema e televisão, incluindo alguns Espaghetti Westerns, inclusive dirigidos por Sergio Leone.


Filho de fazendeiro pretendia se formar em Agronomia, mas a guerra civil mudou seus planos.

Nos primeiros anos de sua vida ele se dedicaria ao boxe como amador e ao mesmo tempo começou a desempenhar pequenos papéis no teatro e apareceu como ajudante em alguns filmes.

Como pugilista no ginásio onde treinava foi procurado por um cineasta, para conseguir-lhes homens para interpretarem uma cena de luta em um filme. Foi aí que ele começou a desempenhar pequenos papéis até que despontaria em "Apartado de Correos 1001" em 1950.


Durante a década de 1940 ele trabalhou como assistente de direção e trabalhou como por exemplo em "Dom Quixote de la Mancha") de Juan de Orduña, mas seu talento não passará despercebido e o produtor Ignacio F. Iquino viria contratá-lo no final da década de 1940 transformando-o no personagem principal desta produtora.
1950 se tornara um ano chave profissionalmente para Conrado, nesta produtora.


Estrelara filmes como "Mi adorado Juan" de Jerónimo Mihura (seu filme favorito) e o filme de grande sucesso dirigido por Julio Salvador e roteirizado por Isasi-Isasmendi "Apartado de Correos 1001", um grande suspense que, junto com a "Brigada Criminal", também produzida por Iquino, inauguraria um seguimento policial dentro do cinema espanhol nascido principalmente em Barcelona e Madrid.
O sucesso conseguido na atuação destes filmes lhe permitiria estrelar nesta década um grande número de longas-metragens e incentivá-lo a criar sua produtora, a Laurus Films de curta duração e produziu apenas dois trabalhos, nos quais ele próprio estrelaria estes dois dramas dirigidos por Salvador, "O que nunca morre" e "Sem o sorriso de Deus".


No início da década de 1960, agora com plena experiência, conseguiria presença constantes nas infinitas produções que estavam sendo filmadas na Europa como: "O Colosso de Rodes" (1961) dirigido por Sergio Leone e estrelado por Rory Calhoun; "Rei dos Reis" superprodução dirigida por Nicholas Ray sobre a vida de Jesus de Nazaré, com o jovem ator americano Jeffrey Hunter de extremo sucesso.


Sua última aparição foi en 2008, atuando na Miniserie de televisão “La bella Otero”. Ele se casou com Olga Quiles Colón em 1955 e tiveram cinco filhos: Álvaro, Olga, Beatriz, Belén e Arancha.
Ele e sua esposa moravam em Madri, na Espanha.

Tive o privilégio de pela primeira no Brasil Traduzir esta música com a ajuda de minha amiga e grande atriz italiana Simone Blondell e postei-a no Youtube e que continua fazendo sucesso e seguida de muitos comentários.

Em “A Sombra de uma Arma” [All'ombra di una colt] (1965) atuando como (Duke Buchanan) dirigido pelo bom diretor Giovanni Grimaldi e atuando ao lado do ator canadense Stephen Forsyth obteve grande sucesso na era Espaghetti Western sendo classificado como um “Cult” dentro do seguimento e possuía também um linda trilha sonora de Nico Fidenco com músicas vocais que atingiram até paradas de sucesso nos rádios pelo mundo.


FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN DE CONRADO SAN MARTÍN

1941 Oro vil “Oro Vil”
1965 A Sombra de um Revolver “All'ombra di una colt” (Duke Buchanan)
1967 Billy... O Sanguinário “Voltati... ti uccido!” (Ted Shaw)
1967 Os Longos Dias da Vingança “I lunghi giorni della vendetta (Faccia d'angelo)” (Mr. Cobb)
1968 Era uma Vez no Oeste “C'era una volta il West” (Vecino)
1971 Quando Explode a Vingança “Giù la testa” (Cocheiro da Diligência)
1984 Al este del oeste “Al este del oeste” (Prefeito/Padre de Margaret) 


A Sombra de Uma Arma - Brasil
A Violência de um Colt - Brasil
A Sombra de um Revólver - Brasil
All´ Ombra di una Colt - Itália
In a Colt´s Shadow - USA”
Un Mercenaire Teste à Tuer - França
Plazo Para Morir - Espanha
Pistoleros - Alemanha

Produção: Itália/Espanha 
10 de Dezembro de 1965
Direção: Giovanni Grimaldi
Escrito: Giovanni Grimaldi 
(Gianni Grimaldi) e Aldo Barni
Música: Nico Fidenco
Fotografia: Julio Ortas
Duração: 96 min.
Locações La Pedriza, Manzanares el Real, Madrid, Espanha
Produtora: Hercules Cinematografica


Elenco:
Stephen Forsyth -Steve Blaine
Conrado San Martín - Duke Buchanan
Franco Ressel - Jackson
Franco Lantieri (Frankie Liston) -  Burns
José Calvo (Pepe Calvo) -  Xerife
Anna Maria Polani (Anne Sherman) - Susan
Helga Liné - Fabienne
Aldo Sambrell - Ramirez
Eugenio Galadini (Graham Sooty) - Buck
Javier de Rivera (Xavier de Rivera) - Williams
José Marco - Policial
Andrea Scotti (Andrew Scott) - Oliver
Xan das Bolas - Veterinário
Rafael Albaicín - Leiloeiro
Glauco Onorato - Narrador da música do título (voz)
Richard McNamara - Narrador Musical (voz)
Gino Cassani - Jim
Leoncito Cayetano, Álvaro de Luna
Hilario Flores - Mexican no Banco
Tito García - Barman
Sancho Gracia -  Pistoleiro no Saloon
Rufino Inglés - Jogador
Walter Maestosi - Bandido Mexicano
Juan Antonio Peral - Blacksmith
E com Rafael Ibáñez, Hugo Blanco, Guillermo Méndez, Franco Pesce e Hugo Ricardo



Dois pistoleiros profissionais (Steve e Duke) são contratados para a missão de proteger uma pequena e pobre vila mexicana das gangues de bandidos inescrupulosos.

A parceria entre eles, entretanto, tem um fim quando um deles (Steve) foge para viver uma vida serena com Susan (Anna Maria Polani), mas acabam criando sérios conflitos ao se envolverem com os dois homens poderosos da região. Logo Duke volta para buscar vingança e por ter perdido a filha para Steve, mas as consequências fazem com que acabem juntando forças para superarem e por fim as ameaças dos dois poderosos sócios malfeitores da cidade.


A justiça é feita em meio a uma emboscada na cidade completamente infestada de atiradores. Um raríssimo western da época de ouro. Um roteiro bem elaborado e um ritmo bom de ação. Ennio Morricone realmente foi um gênio musical para os filmes, principalmente para os westerns, mas as músicas deste filme do diretor Gianni Grimaldi serviram como uma luva e marcaram época.

As músicas fizeram até sucesso no rádio como era de costume nos anos 60. Músicas como "One silver dollar" de (O dólar Furado) entrou na parada de sucessos da rádio Tupy, Globo e Difusora.


“A sombra de uma arma” é um filme que realmente tem uma música marcante, daquelas que quem não conhece fica voltando o DVD pra ouvir várias vezes. São duas as músicas temas principais deste filme: “Finche´ Il mondo Sara, All´ombra di uma Colt” ambas interpretadas pelo cantor Nico Fidenco, regida pelo maestro Willy Brezza e sua orquestra.


Os comentários são recíprocos, tenho o LP vinil original de 1966 da gravadora RCA Victor Italiana, bem como um acervo musical sobre o assunto.

Mais uma curiosidade sobre este filme é que ele foi exibido pela última vez na Televisão Brasileira em 29 de Dezembro de 1985 pela TV Gazeta, e por incrível que pareça somente ela tinha os direitos de exibição e nunca chegou a ser exibido no Bang Bang à Italiana da TV Record e Segunda Sem Lei da TV Bandeirantes.

 Versão com Áudio Português/Brasil dispónível no Youtube