Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.

23 abril 2019

Cassidy Red (2017) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


Cassidy Red
Produção: 2017
Direção: Matt Knudsen
Escrito: Matt Knudsen
Duração: 91 minutos
Música: Andrew Carroll
Fotografia: Julia Swain
Produção: Scorpion Stomper Productions
Edição: John Lange
Produção de Design: Lauren Ivy
Direção de arte: Jim McCambridge
Locações: Tucson, Arizona, Santa Clarita, California e Sonora Desert


Abby Eiland - Joe Cassidy
David Thomas Jenkins - Tom Hayes
Jason Grasl - Jakob Yazzie
Jessy Knudsen - Quinn
Gregory Zaragoza - Cricket
Rick Cramer - Cort Cassidy
Lola Kelly - Rowena
Alyssa Elle Steinacker - Jovem Joe
Hudson Borthwick - Jovem Tom
Lindsey-Anne Campbell - Jovem Rowena
Lyle Kanouse - Hank Hayes
Bryan Harnden - Ajudante Sootie
Peter Fuller - Kearny
Mercedes LeAnza - Harley O'Houlihan
Ann Marie Pace - Annie
Morgan Smith - Belle
Veronica Conran - Star
Alicia Herder - Willa
Austin Buchanan - Ajudante Boggs
Jesse Pickering   - Ajudante Slim
Ty Anaya - Ajudante Lefty
Cass Anaya - Ajudante Horace
Joshua Marrufo - Ajudante Chick
Timothy Law - Chefe do saloon
Eddie Perez - Cowboy no bar
Danny K. Ray - Chefe no saloon


Um pianista conta a uma prostituta a história de Cassidy Red (Abby Eiland), uma mulher que volta para casa em busca de vingança contra um corrupto homem da lei (David Thomas Jenkins) que ela acredita ter matado seu homem (Jason Grasl). No final do século XIX.

O filme alterna-se entre o pianista contando a história e os flash-backs do personagem-título, Cassidy Red. Os atores escolhidos pelo diretor Matt Knudsen, Abigail Eiland, David Thomas Jenkins e Jason Grasl fazem parte de um fervoroso triângulo amoroso.

Como alternativa a um gênero masculino, o diretor deste "Western", conta com uma protagonista feminina e muitas mulheres talentosas nos bastidores, mas fica aquém dos esperados conflitos de personagens e sequências de ação. No entanto existem fãs suficientes que adorarão ver Cassidy Red em ação.


Cassidy Red abre com alguns bons créditos de animação bem ao estilo Espaghetti Western dos que provavelmente são gerados por computador, mas tem um belo visual desenhados manualmente.
Muitos elementos são decentemente feitos a partir do visual do filme como: locais e música mas pouco realmente se destaca.

Não muito depois do México ter cedido grandes extensões te terra no Sudoeste e o Arizona se tornar um território dos EUA, os colonos estabeleceram o posto avançado de Ruby, um território usado como base de um centro de mineração de ouro e prata.


À medida que a cidade se instalou, surgiram empresas auxiliares, incluindo os salões e bordéis exigidos, juntamente com todos os tipos de marginais e criminosos que freqüentavam esses estabelecimentos.

Josephine Dassidy, com seus cabelos vermelhos “Joe” Cassidy (Abigail Eiland) surge como uma conseqüência desse desenvolvimento cultural duvidoso na década de 1850, a filha ilegítima de uma dona de saloon e de um caçador de recompensas.

A mãe de Joe a criara naquela casa de má reputação, mas quando ela fica preocupada em expô-la aos clientes, ela envia Joe para o rancho de seu pai, Cort (Rick Cramer), onde ela aprende as habilidades essenciais de palavrões e manuseio de armas de fogo.

A utilidade desses talentos em particular não fica clara até anos depois, quando Joe embarca em uma missão vingativa para salvar o amor de sua vida da forca.


Joe vive entre um triângulo amoroso competitivo com seus dois jovens vizinhos do sexo masculino. Tom (David Thomas Jenkins) é o filho arrogante do fazendeiro mais rico da cidade, regendo seu status sobre Jakob (Jason Grasl), seu irmão adotivo Apache.

Embora ambos estejam apaixonados por Joe, Tom a perde para Jakob depois que ela rejeita sua possessividade obsessiva, assim como sua oferta de casamento. Mesmo depois que ele se torna o xerife da cidade, ele parece não conseguir reconquistá-la, então ele tenta a próxima melhor coisa: eliminar Jakob e encarcerá-lo por acusações forjadas de assassinato.

Agora, para recuperá-lo, Joe vai precisar de toda a sua inteligência, bem como as habilidades de luta armada, para derrotar Tom e seus capangas ameaçadores.


Com uma contagem de corpo muito menor do que a maioria dos faroestes, o recurso de Knudsen depende principalmente da dinâmica de relacionamento para aumentar as apostas. Com um elenco tão pequeno, no entanto, é difícil construir muita tensão, principalmente quando os três personagens principais aparecem juntos em um número limitado de cenas.

As guitarras modernas em sua música às vez não se encaixam bem na respectiva cena. O maior problema é que o filme mostra a você que Cassidy Red e seu homem são os mocinhos e que o homem da lei é o cara mau quando isso é realmente discutível.

Teria sido muito mais eficaz se o público escolhesse um lado. Sempre que algo ruim acontece com ela, há poucas razões para se importar. Se você gosta de westerns este filme de baixo orçamento talvez valha a pena conferir, caso contrário, é certamente assistível, mas existem centenas de westerns e esse talvez não esteja entre os melhores.


Knudsen preenche a cada minuto a história de rivalidade entre o trio levando todos a um desfecho cehio de ação e excelentes tiroteios nas ruas de Ruby.
A diretora de fotografia Julia Swain consegue uma ambientação com as cenas poeirentas com um de luz dourada que enfatiza o bem aqueles tempos. Os flashbacks da infância de Cassidy são os destaques, enquanto as versões para os adultos são um pouco fracas. Há alguns belos momentos na ação e no uso de armas. Ao assistir este western, pensei em tratar-se de uma história baseada em um espaghette “Belle Starr” mas percebi qua não era isso.


É uma história de amor simples com personagens simples. Ela é muito teimosa e valente mas não é uma heroína e sem quer justiça e vingança contra um homem que usa seu distintivo da lei par escravizar todos os cidadãos do local.

Um aboa diversão aos fãs de Western numa época em que a ficção científica e os efeitos especiais de computador voltam a predominar neste final de década.

Com a ajuda do meu amigo Silvio Pereira da Silva, consegui elaborar uma subtitle/Legenda exclusiva no idioma português do Brasil para esse filme e disponibilizá-la para download aqui neste espaço. O filme no entanto pode ser encontrado navegando-se por sites na Web.

LEGENDAS PARA SOWNLOAD:
”Cassidy Red [2017] subtitles português/inglês str”

Links Disponíveis encontrados na Web:
https://sanet.st/cassidy-red-i5081304/#720p
https://oladblock.me/f/_xmiEhYTKmQ/#

28 março 2019

O Dedo do Demônio "Şeytan Tırnağı" Produção Turca Inédita no Brasil (1972) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil

imagem meramente ilustrativa

Şeytan Tırnağı - Turquia (1972)
Tom Braks - Şeytan Tırnağı - Turquia
O Dedo do Demônio - Brasil

İstemi Betil - Tom Braks/Şeytan Tırnağı/Demônio
Deniz Erkanat - Selmina
Hüseyin Zan - Sam Braks/Xerife/San Braks
Elif Pektaş - Dalilah
Zeki Tüney - Don Esteban
Orhan Çoban - Rodrigez
Arap Celal - Xerife Desparecido
Aykut Düz - Ringo
Seyfettin Karadayı - Padre
İhsan Baysal - Senhor John
Dündar Aydınlı - Garringo
E com Seyhan Gümüş, Mehmet Ali Güngör, Baki Akyol e Doğan Tan



Diretor: Taner Oğuz
História: Taner Oğuz
Produtor Işık Toraman
Fotografia: Nihat Çifteoğlu
Duração: 72 minutos
Equipe de Produção: Şükrü Kirişçi
Set Team: Ercan Duman, Hasan Demirtaş
Diretor de Arte: Şaner Aykan e Haluk Tülümen
Sub Diretor: Tarık Gün
Câmeras: Erol Kesler
Pós-Produção: Recai Karataş
Co Produção: Metin Film e Acar Film
Especificações: 35 mm, preto e branco


Muito pouca informação existe sobre esse filme na mídia e na literatura e através de uma incansável pesquisa, consegui encontrar curiosidades sobre ele.

Inspirado no personagem Tom Braks da Kinova Editora de Gibis (HQ) que também editava personagens como Red Kit, Pekos Bill, que eram heróis do Velho Oeste e ainda vários outros gêneros de aventuras como Capitão Swing, foram criados e distribuídos na década de 70 em fascículos ilustrados dirigidos especialmente a atingirem às crianças e adolescentes na Turquia chegando também a alguns países europeus.

Esses heróis influenciaram toda esta geração e devido ao grande sucesso foram escolhidos por alguns cineastas turcos em adaptá-los para o cinema.


Suas produções nasceram em meio ao movimentado Espaghetti Western rodados em sua maioria na Itália e na Espanha e os filmes de Artes Marciais na Ásia que caminhavam juntos.

Era uma farra cinematográfica. Uma era à todo vapor aproveitando o momento de entusiasmo em um dos maiores entretenimentos em seu apogeu na época, o cinema em todo o mundo.

Suas produções em sua maioria de orçamentos baratos, equipes tecnicamente inexperientes bem como a maioria de seus elencos cinematográficos. Escolhia-se um velho vilarejo abandonado e se produzia um filme Western sem muita pretensão.


Produções rudimentares para a época e que em alguns casos se tornaram relíquias históricas e documentais para fanáticos, hoje estudiosos e pesquisadores desta arte.

Neste filme, claramente pode se notar essas descrições em que há cowboys, lutas, bons duelos, traições, piadas de humor negro, situações engraçadas e mortes em ritmo de pastelão misturado com aventura e drama e que claramente mostra a ingenuidade de se fazer cinema barato.


Segundo pesquisas e depoimentos de velhos atores, eram feitos aproximadamente dois filmes por mês naquela época e por isso nota-se a falta de qualidade em todos os quesitos, como a trilha sonora copiada de Ennio Morricone e outros italianos.

Uma edição pobre que em certas ocasiões parece não terem usado a claquete para as devidas informações técnicas do roteiro e muitas cenas às vezes parecem estar fora da posição em que deveriam. Isto as vezes confunde a mente de quem está seguindo a história, mas ao terminar de assistir ao filme, vê-se que não alterou em nada no resultado final.


Todos os países possuem a sua própria história cinematográfica, mas os turcos também conseguiram deixar a sua marca entre os cinéfilos pelo mundo.

O filme, estrelado por Istemi Betil, é o personagem Tom Braks inspirado no gibi ambientado no Oeste Americano. Tom Braks também é conhecido aqui como “Demônio”, recentemente ressurgido das cinzas no Youtube.
Ainda inédito no Brasil, resolvi intitulá-lo de “Os Dedos do Demônio”.


É a adaptação meramente fiel destes quadrinhos mas percebe-se inspirações no personagem italiano “Trinity” com Terence Hill. Uma adaptação bem amadora de Trinity, que às vezes é um pouco romântico envolvendo um certo tom de erotismo e também temos presente na história o personagem “Ringo” e cita-se também o nome Garringo, tudo isso destinando-se certamente a tentar salvar algo no filme.

A reputação do falecido ator turco Istemi Betil é muito bem considerada em seu país por ele ter atuado neste que é um dos inesquecíveis filmes Western nativo que ele trabalhou em sua juventude. Istemi Betil nasceu 21 de Dezembro de 1943, em Istanbul, Turquia e foi um ator que ficou conhecido por seus trabalhos em filmes como: Kurtlar Vadisi (2003), Cumhuriyet (1998) e Şeytan Tırnağı (1972). Morreu em 11 de Novembro de 2011 em Yalova, Turquia.


Situações interessantes em que ele é envolvido com seu irmão Sam Braks (Hüseyin Zan), um falso xerife de Jackson City, ambos aparentemente devendo a justiça e que juntos com a ajuda de Ringo e uma jovem nativa, Dalilah, tentam se apossar de um tesouro aparentemente escondido na região de El Paso. [Só descobri o nome do local ambientado, porque o taberneiro mexicano cita este nome ao servir o feijão; sim, aquele mesmo feijão de Trinity à Demônio.]

Como no Espaghetti, existe um poderoso corrupto na cidade que também quer o tesouro para ele e sua amada cúmplice.
Há também o bando de mexicanos liderados por Don Esteban atrás do ouro que segundo uma lenda e um mapa existente, o tesouro teria sido escondido por uma lendária Congregação de Monges Cristãos que ainda vivem num velho mosteiro.


Suspeitando-se que os monges atuais saibam onde está escondido o tesouro, são perseguidos e torturados por bandidos mas são ajudados pelo “Dedo do Demônio”.

Com essa narrativa, vemos que há tempero suficiente para a correria alucinada de confusão, sobrando tempo ao nosso herói até para alguns beijos e carícias em duas belas jovens em cenas rodadas em uma cachoeira e outra num lago remoto.

Ao ver o pistoleiro Tom Braks pela primeira vez na tela, você já imagina ser uma paródia de “Trinity” de Enzo Barboni.

Trinity todo maltrapilho, conduzindo sua velha carroça com um canhão, puxado por uma mula negra. Uma situação notável e inusitada mostrando simplesmente um pobre vagabundo sem nada a perder, mas muito rápido no gatilho.

Estas aventuras eram muito populares no passado, eram os filmes que o público daquele período queria assistir com prazer no cinema. Eram os divertimentos da época.


Um filme preparado nitidamente clonado do Espaghetti Western, com um temível líder de uma gangue de mexicanos, Don Esteban (Zeki Tüney) que faz um estilo “Fernando Sancho”.

Roupas rudimentares, cenários pobres, mas de uma bela fotografia no estilo barroco que hoje se destacam entre locações históricas marcadas pelo tempo.


Os diálogos não precisavam ser ricos e geralmente eram extremamente nativos e diretos.

A música era descaradamente copiada, editada e adicionada à várias cenas misturadas a trilha sonora original do filme que por sua vez, limitava-se à algumas poucas faixas musicais.


No entanto, com suas cenas divertidas, ingênuas e abordagem diferente, “Şeytan Tırnağı” (1972) é uma raridade produzido no cinema turco ainda inédito no Brasil e agora disponível no Youtube.


Para homenagear esta produção e a todos os seus idealizadores, decidi elaborar uma Subtitle/Legenda no idioma português/Brasil e uma em Inglês.

Disponibilizei-a aos cinéfilos que gostam de estudar e analisar o histórico destes filmes, as vezes considerados como Trash por muitos leigos em artes, mas aqui neste espaço eles serão perpetuados e respeitados como peças de arte.

[A Subtitle/Legenda no idioma inglês talvez necessite de algumas correções].


Disponível no Youtube com áudio original turco

18 março 2019

Django, Home Sem Medo "Cango - Korkusuz Adam * Inédito no Brasil (1966) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


Django - Homem Sem Medo - Brasil
Cango - Korkusuz Adam - Turquia
Cango - Korkusuz Adam - Ölüm Süvarisi - Turquia

Produção: Tuquia 1966 
Direção: Remzi Jöntürk
Escrito: Recep Ekicigil

Fotografia: Kaya Ererez
Duração: 76 minutos
Produção: Recep Ekicigil e Nevzat Pesen
Co Produção: Artist Film e Pesen Film
Preto e Branco
Áudio: Turco



Tunç Oral - Cango "Django/Tom"                           
Figen Say - Rozita                          
Yilmaz Köksal - Chico "Red Kit"                 
Süheyl Egriboz - Jack
Resit Çildam - Pedro                     
Muzaffer Civan  - Mexicano com bigode
Kayhan Yildizoglu - McLee                          
Meral Küçükerol - Suzi                  
Yavuz Karakas - Fazendeiro Frank                           
Yavuz Selekman - Xerife               
Oktar Durukan – Killing/Cavaleiro da Morte                        
E com Sükrü Üstün, Baykal Alp, Ali Ekdal e Levent Kýral (Levent Kral)



A versão turca para Django, a primeira após o original de Sergio Corbucci.
Apesar de seus orçamentos apertados e atores desconhecidos, ousaram em copiar fielmente o gênero Espaghetti Western europeu com a mesma violência e clichês conhecidos.

O filme Django com Franco Nero de 1966, dirigido por Sergio Corbucci foi a inspiração para o atrevimento. No Django original de Corbucci, uma gangue mexicana na fronteira após a guerra da secessão, liderada por um oficial da confederação, o Major Jackson [Edoardo Fajardo] aterroriza a região usando o seu uniforme do exército racista do norte.

O caçador de prêmios Django tentando sobreviver ao caos, é o herói que irá salvar a cidade da opressão. O filme atraiu muita atenção e destacou-se na época na Itália e a partir daí abriu-se o caminho para o mundo. O personagem ficou tão famoso que muitos Djangos foram criados pelo mundo.


Mostrando enorme habilidade, rapidez e astúcia com a arma, surgiu a versão turca "Cango", criado pelo diretor turco Remzi Jöntürk em 1967. O filme, que Tunç Oral interpreta, também foi o primeiro e único filme a ser traduzido com o nome Cango (Django).

Neste também, o filme é ambientado em uma pequena cidade mexicana. Um nobre minerador de ouro, McLee (Kayhan Yildizoglu) ao possuir a propriedade de uma grande mina de ouro para tentar melhorar o progresso e o desenvolvimento da região tem seu sonho destruído pelo Cavaleiro da Morte (Oktar Durukan) e sua gangue de assassinos inescrupulosos.

O Cavaleiro da Morte faz fielmente o personagem Killing; um homem em uma fantasia de esqueleto. Tom "Django", sobrinho de McLee chega à cidade para assumir os trabalhos na mina e depara-se com o tio pendurado em uma forca e parte a procura dos bandidos para vingá-lo.  Django acaba involuntariamente fazendo amizade com Chico "Red Kit", um vendedor mascate e conta também com a ajuda do xerife local (Yavuz Selekman), que ora também é assassinado.

O vendedor de medicamentos Chico Red Kit (Yilmaz Koksal) apaixona-se pela bela Rozita (Yilmaz Köksal) a proprietária do saloon que também une-se a Django. Ao iniciar sua caça aos bandidos, Tom jura vingança e pede a todos para chamá-lo de Django.


Um roteiro baseado em uma das rotineiras histórias de vingança do Espaghetti Western e ao assisti-lo você perceberá as possibilidades de orçamento em que foi feito. A história avança lentamente e consegue atrair a atenção pelos personagens envolvidos mas, a falta de experiência do elenco não leva a grandes conclusões.

A violência deste filme foi censurada na época na Europa, pelas torturas e excesso de tiros e mortes mas era o que fazia sucesso no cinema naquela época. Há uma cena em que a mão de um dos bandidos, Pedro, [o Fernando Sancho turco] é decepada com um facão e jogada para o cão do Cavaleiro da Morte comer, por ele ter falhado em uma missão.

Lembre-se que no Django de Corbucci há uma orelha mutilada. Em outra cena um braço e decepado com a explosão de uma dinamite, mas as técnicas e efeitos especiais são muito rudes e pobres como em filmes de comédia dos anos 40. A sensualidade está presente em algumas poucas cenas mostrando belos decotes de seios fartos das atrizes turcas.


Cango - Death Rider Fearless ou "Django - Homem Sem Medo" é um filme pobre em orçamento feito num período em que havia espaço para a sua comercialização numa época fantasiosa do anti-herói. Na Turquia eram conhecidos como "Eriste Western".

Apesar deste filme na maioria ter suas próprias músicas, melodias trágicas, ousadamente existem muitas sequências com os temas de "Por Alguns Dólares a Mais" (1965) de Ennio Morricone.

Este seria o enredo principal, mas durante a história surgem uma infinidade de situações e detalhes que não precisariam estar lá acontecendo, mas as raras aparições de Django e Killing surpreendentemente conseguem segurar o ritmo por sua curiosidade. Interessante no final, Killing retirar a máscara e revelar usa identidade à Django e a todos.

A curiosidade maior para quem assiste ao filme é em saber quem vencerá a luta: Django ou Killing. Interessante nessa produção cinematográfica turca que o produziu, foram os primeiros em fazer a sua versão do personagem e seguramente os outros genéricos com outros atores como Anthony Steffen, Terence Hill e outros viriam depois.


Devo lembrar que antes de sua morte, prevendo um atentado contra ele, o empresário minerador McLee despacha escondido dentro de um alforge de couro o mapa e o documento de posse da mina através de seu peão Cisco, para entregá-lo ao seu sobrinho Tom.

De uma forma inusitada, o alforge acaba sendo trocado na carroça do vendedor mascate que acaba se envolvendo na trama e mesmo sem saber, o mascate perde o alforge num jogo de cartas para um agricultor que é perseguido e assassinado pelo Cavaleiro da Morte.

É uma mistura de aventura e comédia. Chico é o personagem ingênuo e inocente que se transforma, enquanto Django acaba sendo o herói. Alguns bandidos fazem a cópia perfeita de Gordon Mitchell (Süheyl Egriboz) como Jack sempre com o sorriso sarcástico e o braço direito do Cavaleiro da Morte e temos também Pedro (Resit Çildam) que faz um "Fernando Sancho" irreparável.

Os atentados de violência sexual é implícita geralmente associada ao Cavaleiro da Morte "Killing". Um final apoteótico com explosões de dinamite, uma armadilha construída para morte lenta de Django planejada bem ao estilo do seriado Batman (Adam West) dos anos 60 que chega a ser hilária, mas lembre-se estamos em 1966.


Quanto aos cenários e locações parecem aceitáveis até porque a Turquia também possui seus belos vilarejos barrocos. Os figurinos da produção é que não convencem e parece que os atores vieram de suas casas com suas próprias roupas para o set de filmagem, detalhes cruciais para um Espaghetti Western.

Cango Korkusuz Adam ou Django aqui, só faltou mesmo ter um caixão para arrastá-lo, mas a atmosfera do filme não faz você levá-lo à sério, principalmente quando chega a gangue dos "Irmãos Farlon" contratados por Jack para eliminar Django.

Em resumo é um filme para colecioná-lo como documento e para quem é fã de Django, respeitá-lo por ter sido a primeira cópia do personagem criada no mundo após o original de Corbucci.

Preocupado em preservá-lo e homenagear essa desafiadora produção, decidi traduzir uma legenda inglesa para o idioma português para que outros fãs possam assistir e conhecer esta raridade.


Versão original turca disponível no Youtube

07 fevereiro 2019

DOAÇÕES AO PROJETO "el cine del oeste en la comunidad de madrid"

DOAÇÕES AO PROJETO "el cine del oeste en la comunidad de madrid"

O Oeste filmado na Comunidade de Madrid/Espanha

Projeto do Livro dedicado a história, as localizações e os populares madrilenhos que trabalharam no popular gênero do Espaghetti Western.

Para qual propósito serão usadas as contribuições.
O principal objetivo é de arrecadação de € 3.500 que serão destinados a:

. Impressão de 300 cópias do livro.
. Layout, Design, fotografia.
. Recompensas e remessas.
. Equipe Verkami
. Comissões bancárias.
. Promoção

Sobre as recompensas:

Aqueles que nos apoiarem neste projeto receberão uma cópia do livro a um preço reduzido, incluindo o envio por correio registrado.

Além disso, dependendo da contribuição, você poderá obter outras recompensas como uma cópia do livro dedicado, com a inclusão do seu nome nos agradecimentos e outros presentes como camisas desenhadas por Miguel Rejas (www.miguelrejas.com)

Cinco cópias da revista "Superjoven, Return to the West", dedicada pelo seu autor, Rafael Amat. Comic de humor que narra as aventuras de Superjoven (uma espécie de cowboy mas sem superpoderes) no Almeria dos anos 60. Editorial Sol de Sol.


Uma cópia de "The spaghetti-western guide", [guia] doado por seu autor Ron B. Sobbert.
Um guia ilustrado completo de todos os Espaguete-Westerns rodados na Europa de 1962 a 1978.
Um livro essencial para todos os fãs do gênero.


Fotocromos assinados pelo diretor Eugenio Martín e a atriz Lone Fleming e uma visita guiada para os locais onde as cidades de Golden City estavam localizadas (Hoyo de Manzanares) e Lega-Michelena (Colmenar Viejo).
Importante. As fotos e os fotocromos serão escolhidos por ordem de compra.

Fotocromos "O preço de um homem" e Fotos "O homem de Rio Malo"


Na visita ao Golden City, vamos aproveitar o App lançado recentemente pela Câmara Municipal de Hoyo de Manzanares e da Associação Hoyo Cine, que nos permite ver a cidade em 3D no site.

Visita à Golden City (Hoyo de Manzanares)

Quem somos
Javier Ramos, de Madri, historiador e grande aficionado por filmes.
Ángel Caldito, vitoriano e especialista em cinema na área de Madrid.


Horário agendado
Uma vez que o crowdfunding for concluído e a meta de € 3.500 for alcançada, passaríamos para a fase de edição, layout e publicação do livro que levaria aproximadamente um mês.
Todas as recompensas estariam disponíveis para a mesma data. No caso de visitas guiadas teríamos que especificar a data com aqueles que optaram por essa recompensa.

Se você quiser receber mais informações sobre o projeto, visite nossa página também no Facebook.
https://www.facebook.com/El-cine-del-Oeste-en-la-Comunidad-de-Madrid-280715879279886/
"Oeste na Comunidade de Madrid" ou no nosso blog "Por um punhado de locações".


”DOAÇÕES E INFORMAÇÕES AQUI”

Comentários no blog serão bem-vindos 

31 janeiro 2019

O Evangelho Segundo Simone & Matteo * Inédito no Brasil "Il Vangelo Secondo Simone e Matteo" (1976) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


O Evangelho Segundo Simone E Matteo - Brasil
Il Vangelo Secondo Simone e Matteo - Itália
Slå Ørerne Ud Drenge - Dinamarca
Aarteenmetsästäjät - Finlândia
Trinity-Kavereiden Uudet Hommat - Finlândia
Norsunluurannikon Pummit - Finlândia
Pour Pâques Ou à La Trinita - França
Tsarlatanoi Tis Pentaras - Grécia
The Diamond Peddlers - Filipinas
Os Dois Demissionários - Portugal
Skattsökarna - Suécia
Bitirimler Elmas Pesinde - Turquia
The Diamond Peddlers - USA
Vier Fäuste - Hart Wie Diamanten - Alemanha
Diamond Pedlar - English Title



Produção: Itália, 29 de Janeiro de 1976
Direção: Giuliano Carnimeo        
Escrito: Pierre-Louis Alberti, Giuliano Carnimeo, Gabriella Giustini e Ugo Tucci
Música: Guido e Maurizio De Angelis (Juniper)
Fotografia: Sebastiano Celeste  
Duração: 105 minutos
Produção: Ugo Tucci
Edição: Amedeo Giomini
Produção: P.A.C Atlas Cinematografica   


Antonio Cantafora (Michael Coby) - Matteo/Butch
Paul L. Smith (Paul Smith) - Simone/Toby
Dominic Barto - Morgan
Jacques Herlin - Ispetor Nelson
Giuseppe Maffioli - Padre Superior
Riccardo Petrazzi - Massimo
Nello Pazzafini - Chefe do Bando Ladrão na loja
Franco Pesce - Padre Remo
Claudio Gora - Sr. Robinson
Fortunato Arena - Cobrador Chefe do Safari
Arnaldo Fabrizio - Anão Chefe Safari
Claudio Ruffini - Ladrão na loja
Roberto Dell'Acqua - Ladrão com a arma na loja
E com Enrico Chiappafreddo, Emilio Messina, Artemio Antonini, Andrea Aureli, Gianlorenzo Bernini, Arnaldo Dell' Acqua e Domenico Di Costanzo.

Inédito no Brasil. Não é um Western. É uma Aventura e Comédia.
Em Dakar, na África, os trapaceiros trapalhões Simone e Matteo escapam da polícia após arrumarem uma confusão em uma loja tentando penhorar uma arma de estimação.

A embaraçosa situação arrumada na loja faz com que o proprietário equivocadamente entenda que está sendo assaltado pela dupla, acionando desta  forma a polícia local e dando alarme na vila.

Durante a fuga, adentram em uma igreja pela sacristia, apossam-se de roupas e disfarçam-se de sacerdotes para enganarem as autoridades e conseguem se refugiar em um mosteiro. São recebidos no mosteiro pelo padre superior que supostamente esperava por sua chegada para um trabalho missionário.

Simone e Matteo sabem que estão sendo confundidos com outros padres e acabam assumindo a falsa identidade, pois no mosteiro há comida e bebida em abundância. Um paraíso para dois andarilhos.


Durante sua boa hospedagem no mosteiro, realizam cerimônias religiosas sem a menor noção de como se fazer isso. As cenas do batismo de um garotinho e a da confissão de um casal prestes a fugir para se casar são uma exceção no filme.

Tudo muda para eles quando entram em uma loja de antiguidades para comprar artigos para igreja e se deparam com uma bela estátua da Virgem Maria decorada com cristais de vidro, mas que na realidade são diamantes verdadeiros prestes a ser embarcada para a Europa por um bando de mafiosos europeus.

Na loja são convencidos pelo “Sr. Robinson”, o chefe da máfia, a não comprarem a estátua falsa, mas ao serem transferidos para prestarem uma missão religiosa à igreja protestante na Holanda, são abordados no aeroporto de Dakar no momento do embarque pelo mafioso para que levem a estátua em sua viagem para a Holanda e a entregue para um amigo.

A partir daí está armada a confusão. Ao chegarem no aeroporto de Amsterdã, na recepção internacional com a estátua da Virgem Maria em mãos e ao soltar-se e cair um cristal no chão, são descobertos e perseguidos como contrabandistas internacionais de diamantes e então toda a polícia holandesa é acionada e tem-se a partir daí, cerca de uma hora de correria na tela.

Além das autoridades, também são perseguidos por um grupo atrapalhado de mafiosos contrabandistas, que rastreiam o paradeiro da estátua por onde a dupla foge. Todos estão freneticamente interessados em apossarem-se dos diamantes.

Bud Spencer e Terence Hill talvez seja a dupla mais popular do cinema europeu e mundial. Entre 1967 e 1985 a dupla estrelou 16 filmes juntos, o décimo sétimo foi "Botte de Natale" [Os Encrenqueiros] de 1994 sob a direção do próprio Terence Hill.

Carlo Pedersoli e Mario Girotti, estes são os seus verdadeiros nomes, e que ainda fazem sucesso entre as jovens gerações. Fazem parte da história do cinema mundial, não limitando-se somente à Itália.

A Alemanha, a Espanha e a França apaixonaram-se pela dupla e para explorar o incrível sucesso que vivenciaram nos anos 70, em 1974, a produtora cinematográfica “Aetos Produzioni Cinematograficheo”, criou sua própria dupla: Simone e Matteo e toda sua divulgação gráfica também assemelhava às ilustrações de Bud e Terence.


Foram muitos filmes que Michael Coby e Paul L. Smith vivenciaram experimentando o gostinho da fama.

A boa sorte destes filmes clones, embora obviamente nunca atingiram os níveis da dupla original, só ficou mesmo na incrível semelhança física dos atores, mas também porque os filmes da dupla original eram perfeitamente inseridos durante os intervalos dos filmes com Bud Spencer e Terence Hill nos cinemas e na TV.

Além do mais, para torná-lo ainda mais absurdos e originais na Itália "Simon e Matteu" foram dublados pelos mesmos dubladores de Bud Spencer e Terence Hill, ou Glauco Onorato e Pino Locchi. Portanto, é possível imaginar que, se a coisa foi capaz de confundir algum espectador italiano, no exterior a confusão passou totalmente desapercebida.

Na Alemanha, a dupla é conhecida como "Toby & Butch".

Arnaldo Dell'Acqua e Roberto Dell'Acqua, atores e acrobatas circenses estão presentes reforçando o cardápio de Dubles nas quedas e pancadarias generalizadas.

Os cinco filmes de Simone e Matteo, todos tiveram uma distribuição internacional e os dois atores mais tarde apareceriam em vários outros filmes em uma extensa carreira européia.

As distribuidoras francesas no entanto, foram ainda mais atrevidas usando o nome Trinity que aparece em todos os filmes, mesmo que não tenha nada a ver com o assunto com a série original.

A música “On my Way” de Guido e Maurizio De Angelis (Juniper) que aparece em outros filmes desta dupla dita o ritmo acelerado da confusão.

Glauco Onorato, dublador de Bud Spencer e seu sózea Paul L. Smith, participou como ator em um filme da dupla de clones, "Carambola, filotto...Tutti in bucca".

No filme por sua vez Paul L. Smith, é dublado por Sergio Fiorentini, que alguns anos mais tarde, seria o dublador de Bud Spencer, da série de televisão "Extralarge" e "We Are Angels" e em mais quatro filmes, incluindo o último filme da dupla original, "Botte di Natale".

Não houve confusão semelhante, mesmo foram nas lutas de Bud e Terence!

Literalmente inspirado no Evangelho, Simone e Mateus, pode ser considerada uma comédia religiosa italiana dirigida por Giuliano Carnimeo em um bom clima pastelão e pancadaria como já se prevê antes de acionar o play.

Este foi o mais fraco da série "Smith & Coby" imitando "Hill & Spencer".


Aqui encontramos os canastrões em fuga e disfarçados de padres na África.

Em meio a dívidas e sem destinos, eles acidentalmente se envolvem com contrabandistas de diamantes e, inadvertidamente, transporta uma estátua incrustada de diamantes para a Holanda.

Não há muita coisa para se apreciar no filme. Piadas e situações fracas e as intermináveis e incansáveis lutas insuportáveis até para a época.
Só os colecionadores, pesquisadores e historiadores do cinema europeu se interessarão em ver esse filme, assim como eu.


O público que assistiu a série "CARAMBOLA" que também já era fraco, não gostará de ter perdido seu tempo assistindo a esse aqui.

Foi o último filme de Smith & Coby na era Bud e Hill.

Inédito no Brasil. Espontaneamente resolvi elaborar uma subtilte/legenda para este filme para que todos possam entender a história e tirar as suas conclusões sobre ele.

Estou disponibilizando para download em idioma português para uma versão italiana do Youtube, outra para uma versão com áudio tcheco e uma para a versão com áudio alemão que podem ser encontrados na Web.
Todas as três subtitles estão sincronizadas em 25 fps para as três versões dos filmes.


Subtitles exclusiva idioma Português Brasil PTbr.srt para versões completas sem cortes com áudio Italiano, Tcheco e Alemão. "Download"

Versão áudio italiano no Youtube

"On my Way" [Letra/Lyrics]

O Evangelho Segundo Simone E Matteo - Brasil - 1976 
Il Vangelo Secondo Simone e Matteo - Itália
The Diamond Peddlers - USA
Música: Guido e Maurizio De Angelis (Juniper)

F
You love, you love...
B
I'm gonna go around the world
                       Dm/G
just looking for someone.
Cm
I'm gonna go around to find
                    F
another like you love, you love...

B
I'm gonna take with me
                             Dm/G
just everything I will need .
Cm
Sleeping bag, few drinks, some food
                              F
and the thought of you love, you love...

B                                C
On my way, sure I'll find you there
        Eb                               A#
and the wind will take me to you.
                                        C
On my way I will find my happiness
      Eb
and together we'll look for what could be next,
       Ebm                                              F
to drink to be healthful if it is dreadful so...

I'm gonna go around the world
 just looking for someone.
I'm gonna go around to find
another like you love, you love...

 'Cos only one thing is there
that I am very sorry to leave here.
It doesn't matter, better
not to speak about you love, you love...

On my way, sure I'll find you there
and the wind will take me to you.
On my way I will find my happiness
and together we'll look for what could be next,
to drink and to be healthful if it is dreadful so...

Instrumental

I'm gonna go around the world just looking for someone.
I'm gonna go around to find another like you love, you love...
I'm gonna take with me just everything I will need.
Sleeping bag, few drink, some food
and the thought of you love, you love...

On my way, sure I'll find you there
and the wind will take me to you.
On my way I will find my happiness
and together we'll look for what could be next,
to drink to be healthful if it is dreadful so...