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23 maio 2014

Johnny Yuma, O Vingador


Johnny Yuma - Brasil
Johnny Yuma: O Vingador – Brasil
Johnny Yuma - USA
Produção: Itália 11 de Agosto de 1966     

Director: Romolo Guerrieri
Duração: 100 minutos
Escrito: Fernando Di Leo, Romolo Guerrieri,
Sauro Scavolini e Giovanni Simonelli
Produzido: Italo Zingarelli
Musica: Nora Orlandi         
Fotografia: Mario Capriotti            
Edição: Sidney Klaber                   
Co Produção: Tiger Film e West Film
Locações: Almería, Andalucía, Espanha

Mark Damon  - Johnny Yuma
Lawrence Dobkin - Linus Jerome Carradine
Rosalba Neri   - Samantha Felton
Luigi Vannucchi (Louis Vanner) - Pedro
Fidel Gonzáles - Sanchez Garcia
Gustavo D'Arpe (Gus Harper) - Pitt
Anthony La Penna (Leslie Daniels) - Thomas Felton
Gianni Solaro  (Johnny Solari) - Hans Vander Oder
Ferdinando Poggi (Ferd Poger) - Sugar
Dada Gallotti  (Alba Gallotti) - Susan
Franco Lantieri  (Frank Liston) - Sancho
Mirella Pamphili - Garota do Saloon
Fortunato Arena - Jogador de Poker
Joaquín Parra  - Capanga de Pedro
Saturno Cerra - Olho de Águia/Cyclops
          
Em Santamargo no México, Samanhta Felton (Rosalba Neri) era uma mulher que não mediria consequências para conquistar o que queria, até mesmo encomendar a morte de seu marido para apoderar-se de sua fortuna, mas para isso ela necessitaria fazer um pacto com seu amante e cúmplice Pedro (Luigi Vannucchi).

Ambos teriam mais tarde que enfrentar Johnny Yuma (Mark Damon) um cavaleiro sem rédeas que possuia o segredo do cofre que continha a tal fortuna.
Para matá-lo e ficarem livres, Samantha tenta contratar Carradine (Lawrencw Dobkin), com sua irresistível sensualidade e $ 5.000 dólares, porém além de não aceitar a proposta este se junta a Johnny Yuma para fazer justiça.

A trilha sonora de Nora Orlandi é um dos pontos altos desta aventura de Mark Damon que fez outro Johnny, o “Johnny Oro” de Corbucci.
O filme foi notável quando lançado na América porque foram percebidos excessos na violência. Lógico, esses filmes eram mais violentos do que muitos Westerns Americanos. Também muito diferente foi a intensidade psicológica da violência e as causas a ela atribuída, o que equivale a dizer que não era a violência, mas sim o efeito dela sobre os fatos.
Johnny Yuma é diferente e interessante no uso e representação da violência. A profundidade psicológica da personagem é criada quase que inteiramente por meio de imagens icônicas.

Este pequeno e grandioso filme é realmente maravilhoso e tem todos os elementos que fizeram o Espaghetti Western tão emocionante e divertido: Uma grande trilha sonora (Uma das poucas e raras presenças de compositores feminino para trabalhar neste gênero, Nora Orlandi), sequências de ação emocionantes muito bem musicalizadas mas parece-me que a canção título por ter sido rascunhada às pressas para o filme pois tem pouco a ver com a ação apropriada do filme!

O cenário bonito em Almeria, Espanha, aqui é usado com sabedoria.
Uma história muito boa, com uma boa vantagem trágica em um romance.
Os atores fazem trabalhos maravilhosos com performances verdadeiramente de destaque para Lawrence Dobkin e Rosalba Neri (no papel mais vital para uma mulher em um Espaghetti Western) assim como fora para Claudia Cardinale  em "Once Upon a Time in West" de Sergio Leone.
A presença de um vagabundo mexicano ganancioso que ajuda Damon o tempo todo, apesar de sentimentalismo sobre o assassinato de uma criança.
O “Pueblo de Santamargo” mexicano em que o conto se desenrola abastece a atmosfera do Oeste necessária, mas também demonstra o cenário ideal para o tiroteio apoteótico.

Johnny Yuma é um Espaghetti Western estrelado por Mark Damon, Rosalba Neri, e Lawrence Dobkin .
O personagem-título ganhou seu nome por suas façanhas em um tiroteio em Yuma, Arizona, e não tem relação com a série de televisão 1961 The American Rebel.
Um filme maravilhoso que tem todos os elementos do melhor Western.
Sequências emocionantes de muita ação com borda de um agradável romance, formidáveis interpretações e um belíssimo cenário. Um final literalmente surpreendente no melhor do faroeste.
Um filme que deve ser visto e apreciado pelos fãs.

Depoimento em um peuqeno documentário de Mark Damon, Robert Woods, Dan Van Husen, Richard Harrison, Brett Halsey, Hunt Powers e Micahel Forest, exclusivo que tive o prazer de ser autorizado a legendá-lo para o Brasil, em Português.

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28 julho 2010

O RETORNO DE RINGO

Giuliano Gemma aos 72 anos com sua segunda esposa.

“IL RITORNO DI RINGO”
“THE RETURN OF RINGO”
“BLOOD AT SUNDOWN - USA”

Produção Itália / Espanha 1966
Direção: Duccio Tessari
Música: Ennio Morricone, conduzida por Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 95 min.
Fotografia: Francisco Marín
História: Duccio Tessari, Fernando di Leo e Alfonso Balcázar
Assistente de Diretor: Fernando di Leo
Estúdidos: P. C. Balcázar/Barcelona
Lançado pela Ocean Pictures no Brasil
Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Capitão Montgomery Brown
Fernando Sancho - Esteban Fuentes
Lorella de Luca (Hally Hammond) - Helen Brown/Hallu Fitzgerald
Nieves Navarro - Rosita
Antonio Casas - Xerife Carson
Manuel Muñiz (Pajarito) - Hipoméia/Morning Glory
George Martin - Paco Fuentes
Mónica Sugranes - Elizabeth Brown
Víctor Bayo - Jeremiah Pitt (Taberneiro)
Tunet Vila - Mimbreno (Médico Apache)
Juan Torres - Mimbres (Barman)
Jose Halufi - Gravedigging bandido
Fernando di Leo

No fim da Guerra de Secessão, Montgomery Brown, conhecido como Ringo, ex-capitão sulista volta para casa e encontra sua terra ocupada e sua família vítimas de bandidos mexicanos. Para piorar a situação descobre-se ouro no local.
Em “O Retorno de Ringo”, Ducci Tessari inspirado claramente na Ópera “Omero” consegue outro grande sucesso em sua odisséia fazendo a continuação à altura do primeiro episódio. Neste podemos já notar claramente o deserto árido do oeste spaghetti com a tradicional poeira e o fêno rolando pelas planícies e pela cidade de Ninbrace. Bem mais barroco do que “Uma pistola para Ringo” neste percebe-se logo na primeira cena que Giuliano Gemma está bem sujo e já está tomando um drink e não é mais aquele Ringo que mata por dinheiro, mas neste é por justiça pessoal e por valores muito acima do social; o emocional e o sentimental.


Tessari começava a se desgarrar definitivamente dos Épicos Romanos e Capa e espada que tanto dirigiu. Uma história emocionante e envolvente. Antonio Casas neste como xerife Carson está melhor ainda do que no primeiro assim como Nieves Navarro com sua beleza latino-espano aqui cantando e dançando e a atuação de “Lorella de Luca” divina como ex-mulher de Gemma.
Neste que já é também bem mais melancólico e sombrío, utilizou-se praticamente quase todo o elenco do anterior, pois a receita era simples; “em time que está ganhando não se mexe”. Mas pode-se notar que todos os personagens do primeiro exercem papéis diferentes nesta continuação. Escolhido por Tessari para desempenhar Ringo, Giuliano Gemma nunca faria idéia de que seria tão desejado pelas garotas do mundo inteiro nas década de 60 tendo sua popularidade sido comparada a dos Beatles. Realmente foi uma década de surgimento de grandes ídolos que se tornariam mitos. Assim como John Garko para “Sartana” Giuliano Gemma sempre será o Ringo oficial original.
As lutas mano-a-mano são um dos pontos fortes do filme, coisa que os italianos sempre fizeram melhor que os americanos e temos como um bom exemplo as lutas acrobáticas de Trinity e Bambino.

Lorella de Luca (Hally Hammond) aos 70 anos

Neste filme Giuliano Gemma teve sua cicatriz no rosto reforçada pela maquiagem disfarçando-a como um ferimento real ficando muito melhor nos close-ups, aqui mais explorados. O diretor sabia que ele carregaria esta cicatriz para todas as telas do mundo antecipando sua imagem com ela em outros vários filmes. O que ninguém sabia é que aos, 12 anos de idade quando brincava com os amigos em uma área rural na cidade de Réggio Emília na Itália, achou uma granada aparentemente desativada e ignorando o perigo, começo a brincar e ela explodiu em suas mãos e esta foi a causa da existência da cicatriz em seu rosto e por pouco hoje não teriamos o nosso Ringo.

Manuel Muñis (Pajarito), Giuliano Gemma, Hally Hammond e Tunet Vila

Neste segundo filme a trilha sonora é enorme, mas de todas elas a inesquecível mesmo acho que é a música tema do filme. Tudo neste filme é melhor que o primeiro. A história, a fotografia com ângulos mais bem elaborados com a mão de Fernando di Leo e Francisco Marín, a edição melhor planejada, as paisagens desérticas de Almería foram mais destacadas, um maior colorido nas roupas, e Morricone inovando sempre convidando pela segunda vez o cantor Maurizio Graf para interpretar a música tema assim como em “Uma Pistola para Ringo” que revelou a sua inesquecível e inconfundível voz.
Não é um filme perfeito, mas suas imperfeições e a falta de recurso aumenta o encanto do filme para o fã. Exibido na Brasil também com o título de “Ringo não discute... Mata!”. Recomendado a todos que gostam de uma boa e inocente aventura cult.

O ator Giuliano Gemma e esposa chegam para assistir à Kineo Diamanti al Cinema Award no Hotel Des Baines, durante o 65o Festival de Veneza em 31 de agosto de 2008 na Itália onde houve tambem um tributo a Sergio Leone exibindo vários westerns remasterizados com tecnologia de última geração.