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01 maio 2019

Deserto di Fuoco (1971) Deserto de Fogo [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


Deserto di Fuoco - Itália
Deserto de Fogo - Brasil
Último Reduto-Deserto de Fogo - Brasil
Le Désert de Feu - França
Desert of Fire - USA
Spirit of Death - Alemanha
Kafti Sarka sti Flogismeni Ammo - Grécia
I Flegomeni Erimos - Grécia
Desert of Fire - Filipinas
Melodie des Todes - Alemanha
Dolanie's Melodie-Melodie des Todes - Alemanha


Produção: Itália, 28 de Agosto de 1971
Direção: Renzo Merusi
Escrito: Renzo Merusi e Leandro Lucchetti
Música: Franco Bixio/Roberto Pregadio
Fotografia: Sergio Salvati
Locações: Elios Studios, Roma, Lazio, Itália.
Co Produção: Nuova Films Story
Edição: Maurizio Mangosi
Duração: 85 minutos (TV)
Distribuido no Brasil: VMW Vídeo Ltda


Edwige Fenech - Johanna
George Wang - El Marish
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Bill/Hans Fisher
Giuseppe Addobbati - Cyril/John
Zohra Faiza - Nilesh
Carla Mancini - Mulher Cabana com El Marish
Fatma Bentali - Fatma
E com Ettore Marcello


Também lançado no Brasil como o "Último Reduto-Deserto de Fogo" pela VMW Vídeo Ltda em VHS. Este filme é especialmente interessante devido a presença no elenco da bela atriz Edwige Fenech após ter realizado os seus filmes de assassinos maníacos e inescrupulosos, os "Giallo", reaparece. Seus papéis dramáticos são muito bons. Participou também de muitas comédias eróticas inferiores. Seus filmes geralmente de orçamento baratos nos quais ela se esforçou muito para dar o seu melhor.


Aqui, pouco ela mostra de sua exuberância em mais uma produção barata, Edwige interpreta a filha de mãe árabe nativa e de um pai inglês, contrária a sua vontade em viver na África. Este filme é um entretenimento de ação, muito mal executado e a qualidade da única cópia (VHS) disponível têm contribuído para isso e que facilmente é encontrado no Youtube com legendas/subtitles em grego.

A história se desdobra em algum lugar no deserto do Saara, mas filmado na Itália e que consegue passar o calor das areias italianas do deserto ao espectador mesmo assim. Sobre sol escaldante, o ator chinês George Wang que atuou em dezenas de Espaghetti Westerns, desempenha o vilão, "El Marish".

Aqui no papel principal de um saqueador do deserto, que assalta carros pagadores da construção e estradas e carregamento de armas, é atormentado por um fantasma conhecido como "McKar", uma lenda que o tortura constantemente após os seus saques.

Um tesouro escondido no deserto é caçado por muitos pretendentes. Após 4 anos de caçada ao tesouro, um contrabandista de armas sabe que o tesouro é um carregamento de armas contrabandeadas para uma revolução de independência em um país na África e que está desaparecido e tenta junto a um um velho pesquisador inglês estudioso e fixado na região, juntos a encontrá-lo e claro dividindo-se os ganhos.


A ação é bastante fraca, as performances, exceto a de Wang são fracas. Talvez o quesito mais marcante nesse filme seja a música vocal de Franco Bixio com a Orquestra Roberto Pregadio e interpretada por Edda Dell Orso "Deserto di Fuoco/Desert of Fire".

O veterano ator italiano, Renzo Merusi, dirigiu apenas três filmes sendo: um na década de 50, um nos anos 60 e outro em 1971 e mostra sua total inexperiência. O cenário seria deslumbrante se fosse melhor explorado.


Perseguições frenéticas em Jeeps e caminhões blindados, rifles de lentes telescópicas muito usado na época em filmes de espionagem são constante; explosões no deserto e até guitarras são os ingredientes dessa aventura com Peter Martell de cabelos loiros como o contrabandista de armas, e que tem poucas aparições e as mulheres são o destaque por sua sensualidade na década de 70.

Lançado numa época em que havia muito público para este seguimento. Um Cult italiano somente para os mais fanáticos que tem tempo disponível a perder.


Estou disponibilizando uma legenda/subtitles no idioma português do Brasil para que outros fãs de outros países possam fazer o download e traduzi-la para o seu idioma e conhecer um pouco desta história confusa e sem muita inspiração nos desertos da África.

Capa de VHS distribuida no Brasil

Link:
https://www.youtube.com/watch?v=ZikAje672pA&ab_channel=Vintage1970s%26Giallo
  Youtube áudio Inglês

07 janeiro 2011

Carambola !

Produção 1974 – Itália e Espanha
Direção: Ferdinando Baldi
Música: Franco Bixio – Fabio Frizzi – Vincenzo Tempera
“You Can Fly e Milk Serenade” interpretadas Dream Bags
Fotografia: Aiace Parolin
Duração: 100 Minutos
História: Nico Ducci – Mino Roli – Ferdinando Baldi
Produção: Brc - Aetos - Roma
Distribuição em VHS Brasil: Betta Enterteinment – Studio T

Michael Coby (Antonio Cantafora) – Coby/Toby/Trinity
Paul L. Smith – Clem/Len/Lynn Butch
Horst Frank – Glydeson
Franco Fantasia – Professor Max Lager
William Bogart - Kelly
Pino (Giuseppe) Ferrara – Xerife/Capitão Howard
Luciano Catenacci – “Howard” Agente do governo
Pedro Sanchez – Revolucionário Mexicano
Pietro Torrisi – Prisão de Warden
Benjamin Lev - Barman
Pietro Ceccarelli - Roper
Nello Pazzafini – Segurança de Glydeson
Moisès Rocha – Browler
Melissa Chimenti - Pamela
Gaetano Russo, Carla Mancini, Giancarlo Bernini, Mike Morris (Amadeo Trilli), Luigi Antonio Guerra e Claudio Rufini.
Uma perfeita imitação de Trinity com elenco Ítalo Espanhol usando pseudônimos. O jogador de Sinuca Coby (Michael Coby) e seu amigo Gordo Len (Paul Smith), um brutamontes que só bebe leite, são contratados pelo exército americano por 50.000 dólares para desbaratar uma quadrilha de contrabandistas mexicanos de armas. Quem no final da década de 60 e início dos 70 não conhecia da dupla Terence Hill e Bud Spencer com seus filmes cheios de porradas do começo ao fim dirigidos por Enzo Barboni (E. B. Clucher) que tinha por objetivo levar alegria aos cinemas sem mortes. Uma de suas inovações foram essa; Um faroeste sem mortes apesar de muitos tiros. Os bandidos mereciam mesmo era apanhar da dupla.
Foi nesta época também que o diretor Ferdinando Baldi aproveitando-se da idéia da fama desta dupla conseguiu arrumar dois clones (sósias) destes atores que eram Michael Coby e Paul L. Smith. Mas quem eram eles?
Michael Coby é Italiano da Calábria e seu nome verdadeiro é “Antonio Cantafora”, que até hoje atuou em mais de 50 filmes e em 2004 atuou em inclusive em “Gabriela” com a atriz brasileira Sônia Braga. Hoje um consagrado artista da pintura na Europa assim com Giuliano Gemma para a escultura. Já Paul L. Smith é americano de Everett, Massachusetts mas concretizou sua carreira mesmo na Itália, apesar de ter uma participação marcante no personagem “Brutus” no filme Popeye em 1980 ao lado de Robin Williams e Shelley Duvall, uma produção totalmente americana.
Aqui em “Carambola” foi a primeira vez em que Smith e Coby atuaram juntos dirigidos por Ferdinando Baldi pegando carona no sucesso da série Trinity de Enzo Barboni não só em Westerns mas também em comédias de vários seguimentos com a dupla Hill-Spencer.
Muitos Westerns Italianos receberam nomes de “Tinity” e às vezes os personagens nem existiam nos filmes. Era a propaganda “enganosa” para encher os cinemas. Isso acontecia em todo o mundo. Todos queriam ver as palhaçadas mas na hora deparavam-se com Dean Stratford no papel de Trinity. A única imitação que realmente conseguiu confundir o público foram estes dois quando 1974 surge uma dupla de jogadores de sinuca (ou Carambola como o jogo é chamado na Itália). Na época um cartaz de propaganda para divulgar o filme saiu com o irreverente Slogan “Nem Trinity, Nem Bambino; Nos chamam Carambola”, ironizando o filme de Hill-Spencer “Trinity é meu nome”.
Que eu me lembre, muita gente foi ao cinema e saiu decepcionado em perceberem que ali assistiam a uma fraude. Até mesmo nos anos 80 na série Brasileira (Bang Bang à Italiana) da TV Record onde eram exibidos, confundiu muitos fãs, mas chegaram a cair no gosto do tipo de comédia que faziam pois a fórmula era rigorosamente a mesma: Um brutamontes barbudão, folgado, mal encarado que não gosta de perturbações e um loirinho (Blondi) do tipo galã, almofadinha sempre querendo levar vantagem e quando são provocados, desferem socos e golpes acrobáticos utilizando-se de tudo o que há em seu caminho para castigarem os bandidos como garrafas, panelas, sacos de farinha, sempre num clima de humor pastelão. Os bandidos também sempre bem representados como Claudio Ruffini que apanhou muito de Hill-Spencer, aqui também toma sua surra de Coby e Len. Só não achei tão engraçado e divertido a sequência de 1975 "Carambola filotto tutti in Bucca" (Trinity e Carambola) mas é uma outra história que comentaremos futuramente.
Depois de Carambola a dupla repetiu várias dobradinhas em comédias urbanas e um dos destaques foi o filme (Il Vengelo secondo Simone e Matteo) “O Evangelho segundo Simone e Matteo” de 1976 do diretor Giuliano Carnimeo com os personagens de Simone e Matteo que infelizmente não foi exibido no Brasil.
As músicas de Franco Bixio/Fabio Frizzi/Vincenzo Tempera e de Guido & Maurizio de Angelis sempre fizeram parte das trilhas sonoras dos Trinitys e dos Carambolas. Suas harmonias encaixavam perfeitamente no clima humorístico do filme e ajudaram estes filmes e personagens a serem lembrados para sempre para quem viveu a época. Músicos preferidos de Barboni, trabalharam muito em sua cinematografia. Carambola tem uma trilha sonora única e é impossível não lembrar a música na hora da correria da dupla Coby-Len. Filmes que ficaram para a história do cinema em toda sua ingenuidade e simplicidade muito cultuados principalmente no Brasil. Este primeiro filme “Carambola” Dublado ou Legendado é difícil de achar no Brasil. Existem cópias originais sem legendas e sem dublagens e se alguém souber, por favor postem o comentário no blog com E-mail para que outros fãs no Brasil tenham acesso. Este é um dos objetivos fundamentais do blog; Resgatar estes Cults que ficaram na retina de muita gente.
Exibido uma única vez em Bang Bang à Italiana da TV Record em 13/06/1984 e na CNT em 1996.