Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.
Mostrando postagens com marcador Django. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Django. Mostrar todas as postagens

21 maio 2019

A Morte de José Terrón [Especial Brasil] TRIBUTO


Em 12 de Maio de 2019 aos 79 anos de idade, morreu em Madrid, Espanha, o ator e dublê José Terrón Peñaranda.
A sua morte foi anunciada pelo seu filho José através do Facebook mas não mencionou a causa, informou o meu amigo Tom Betts do blog americano https://westernsallitaliana.blogspot.com/. 

Nascido em 05 de Julho de 1939 em Madrid, Espanha, durante muitos anos nós pudemos desfrutar de suas atuações e aparições antológicas com suas performances nos filmes Espaghetti Western.


"Thomas 'Shorty' Larson"  The Good, The Bad and The Ugly (1966)

Foi em uma breve e memorável aparição no filme "O Bom, o Mau e o Feio" (The Good, The Bad and The Ugly) de 1966 dirigido por Sergio Leone, que sentimos realmente a força de sua imagem na tela do cinema como Thomas 'Shorty' Larson, sendo perseguido alvejado na rua em meio a fuga do hotel por Sentenza/Angel Eyes/Olhos de Anjo (Lee Van Cleef).

Descobrimos também que ele interpretou “Guy Calloway” em “Por Alguns Dólares a Mais” (For a Few Dollars More) também de 1966 dirigido por Sergio Leone.


 "Índio" Shalako (1968)


Família Terrón - Dublês espanhóis das décadas de 1960 e 1970

José Terrón Peñaranda começou sua carreira no cinema com seus três irmãos: Pedro, Ángel e Víctor, como especialista, por sua capacidade de fazer acrobacias em cavalos sendo um dos precursores no aperfeiçoamento em quedas à cavalo na Espanha com seus irmãos que treinavam nos bairros de Del Cajon e Valdevivar em Madrid.

Esteve também em “Uma Pistola para Ringo”, “Django”, “Eu Quero Ele Morto” e muitos outros. 

Participou em mais de 50 filmes entre as décadas de 1960 e 1970 e em sua maioria não era creditado.

 "Ringo" Django (1966)

Ainda muito desconhecido e sem muita informação dos fãs, um certo dia o filho do ator, José postou no site Shobary's Spaghetti Westerns uma breve biografia sobre o seu pai e finalmente tivemos o conhecimento e o paradeiro do ator associando-se a este nome.


 Família Terrón - Dublês espanhóis das décadas de 1960 e 1970 em treinamento

Sabíamos finalmente que ainda encontrava-se vivo. Ele postou também uma homenagem a seu pai no canal YouTube. Postou também uma homenagem aos seus tios, que também eram dublês e todos especialistas em montarias e quedas de cavalos, diligências, bigas e tudo o que se movia em situações perigosas no Set.


José disse que seu pai vivia da aposentadoria de sua carreira em prol do cinema europeu.

Agradecemos a este grande ator e dublê por criar e imortalizar seus personagens na história do Espaghetti Western, ora hoje cultuado mundialmente por um infinidade de fãs e que outrora nos proporcionou momentos emocionantes e inesquecíveis frente à tela do cinema.
Minha homenagem a José Terrón. R.I.P. (Descanse Em Paz).

JOSÉ TERRÓN 
Filmografia Espaghetti Western :

1971 The Deserter - Apache
1969 Forgotten Pistolero - Francisco
1968 I Want Him Dead - Logan - Cowboy bebendo no Saloon
1968 Shalako - Indio
1968 White Comanche - Cidadão
1967 15 Scaffolds For a Murderer - (Guarda Costas) Hangman
1967 Death Rides A Horse - Cúmplice de Walcott
1967 God Forgives... I Don't - 'Flatface' - Guarda Costas de San Antonio
1966 Arizona Colt - Guarda costas de Watch
1966 Navajo Joe - Soldado
1966 The Good, The Bad and The Ugly - Thomas 'Shorty' Larson
1966 Django - Ringo/Membro do Klan com Cicatriz
1966 For a Few Dollars More - Guy Calloway, 1º morto por Mortimer

 TRIBUTO À JOSÉ TERRÓN POR SEU FILHO JOSÉ

 TRIBUTO À FAMÍLIA TERRÓN POR JOSÉ 

  JOSÉ TERRÓN & JOSÉ TERRÓN FILHO

18 março 2019

Django, Home Sem Medo "Cango - Korkusuz Adam * Inédito no Brasil (1966) [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


Django - Homem Sem Medo - Brasil
Cango - Korkusuz Adam - Turquia
Cango - Korkusuz Adam - Ölüm Süvarisi - Turquia

Produção: Tuquia 1966 
Direção: Remzi Jöntürk
Escrito: Recep Ekicigil

Fotografia: Kaya Ererez
Duração: 76 minutos
Produção: Recep Ekicigil e Nevzat Pesen
Co Produção: Artist Film e Pesen Film
Preto e Branco
Áudio: Turco



Tunç Oral - Cango "Django/Tom"                           
Figen Say - Rozita                          
Yilmaz Köksal - Chico "Red Kit"                 
Süheyl Egriboz - Jack
Resit Çildam - Pedro                     
Muzaffer Civan  - Mexicano com bigode
Kayhan Yildizoglu - McLee                          
Meral Küçükerol - Suzi                  
Yavuz Karakas - Fazendeiro Frank                           
Yavuz Selekman - Xerife               
Oktar Durukan – Killing/Cavaleiro da Morte                        
E com Sükrü Üstün, Baykal Alp, Ali Ekdal e Levent Kýral (Levent Kral)



A versão turca para Django, a primeira após o original de Sergio Corbucci.
Apesar de seus orçamentos apertados e atores desconhecidos, ousaram em copiar fielmente o gênero Espaghetti Western europeu com a mesma violência e clichês conhecidos.

O filme Django com Franco Nero de 1966, dirigido por Sergio Corbucci foi a inspiração para o atrevimento. No Django original de Corbucci, uma gangue mexicana na fronteira após a guerra da secessão, liderada por um oficial da confederação, o Major Jackson [Edoardo Fajardo] aterroriza a região usando o seu uniforme do exército racista do norte.

O caçador de prêmios Django tentando sobreviver ao caos, é o herói que irá salvar a cidade da opressão. O filme atraiu muita atenção e destacou-se na época na Itália e a partir daí abriu-se o caminho para o mundo. O personagem ficou tão famoso que muitos Djangos foram criados pelo mundo.


Mostrando enorme habilidade, rapidez e astúcia com a arma, surgiu a versão turca "Cango", criado pelo diretor turco Remzi Jöntürk em 1967. O filme, que Tunç Oral interpreta, também foi o primeiro e único filme a ser traduzido com o nome Cango (Django).

Neste também, o filme é ambientado em uma pequena cidade mexicana. Um nobre minerador de ouro, McLee (Kayhan Yildizoglu) ao possuir a propriedade de uma grande mina de ouro para tentar melhorar o progresso e o desenvolvimento da região tem seu sonho destruído pelo Cavaleiro da Morte (Oktar Durukan) e sua gangue de assassinos inescrupulosos.

O Cavaleiro da Morte faz fielmente o personagem Killing; um homem em uma fantasia de esqueleto. Tom "Django", sobrinho de McLee chega à cidade para assumir os trabalhos na mina e depara-se com o tio pendurado em uma forca e parte a procura dos bandidos para vingá-lo.  Django acaba involuntariamente fazendo amizade com Chico "Red Kit", um vendedor mascate e conta também com a ajuda do xerife local (Yavuz Selekman), que ora também é assassinado.

O vendedor de medicamentos Chico Red Kit (Yilmaz Koksal) apaixona-se pela bela Rozita (Yilmaz Köksal) a proprietária do saloon que também une-se a Django. Ao iniciar sua caça aos bandidos, Tom jura vingança e pede a todos para chamá-lo de Django.


Um roteiro baseado em uma das rotineiras histórias de vingança do Espaghetti Western e ao assisti-lo você perceberá as possibilidades de orçamento em que foi feito. A história avança lentamente e consegue atrair a atenção pelos personagens envolvidos mas, a falta de experiência do elenco não leva a grandes conclusões.

A violência deste filme foi censurada na época na Europa, pelas torturas e excesso de tiros e mortes mas era o que fazia sucesso no cinema naquela época. Há uma cena em que a mão de um dos bandidos, Pedro, [o Fernando Sancho turco] é decepada com um facão e jogada para o cão do Cavaleiro da Morte comer, por ele ter falhado em uma missão.

Lembre-se que no Django de Corbucci há uma orelha mutilada. Em outra cena um braço e decepado com a explosão de uma dinamite, mas as técnicas e efeitos especiais são muito rudes e pobres como em filmes de comédia dos anos 40. A sensualidade está presente em algumas poucas cenas mostrando belos decotes de seios fartos das atrizes turcas.


Cango - Death Rider Fearless ou "Django - Homem Sem Medo" é um filme pobre em orçamento feito num período em que havia espaço para a sua comercialização numa época fantasiosa do anti-herói. Na Turquia eram conhecidos como "Eriste Western".

Apesar deste filme na maioria ter suas próprias músicas, melodias trágicas, ousadamente existem muitas sequências com os temas de "Por Alguns Dólares a Mais" (1965) de Ennio Morricone.

Este seria o enredo principal, mas durante a história surgem uma infinidade de situações e detalhes que não precisariam estar lá acontecendo, mas as raras aparições de Django e Killing surpreendentemente conseguem segurar o ritmo por sua curiosidade. Interessante no final, Killing retirar a máscara e revelar usa identidade à Django e a todos.

A curiosidade maior para quem assiste ao filme é em saber quem vencerá a luta: Django ou Killing. Interessante nessa produção cinematográfica turca que o produziu, foram os primeiros em fazer a sua versão do personagem e seguramente os outros genéricos com outros atores como Anthony Steffen, Terence Hill e outros viriam depois.


Devo lembrar que antes de sua morte, prevendo um atentado contra ele, o empresário minerador McLee despacha escondido dentro de um alforge de couro o mapa e o documento de posse da mina através de seu peão Cisco, para entregá-lo ao seu sobrinho Tom.

De uma forma inusitada, o alforge acaba sendo trocado na carroça do vendedor mascate que acaba se envolvendo na trama e mesmo sem saber, o mascate perde o alforge num jogo de cartas para um agricultor que é perseguido e assassinado pelo Cavaleiro da Morte.

É uma mistura de aventura e comédia. Chico é o personagem ingênuo e inocente que se transforma, enquanto Django acaba sendo o herói. Alguns bandidos fazem a cópia perfeita de Gordon Mitchell (Süheyl Egriboz) como Jack sempre com o sorriso sarcástico e o braço direito do Cavaleiro da Morte e temos também Pedro (Resit Çildam) que faz um "Fernando Sancho" irreparável.

Os atentados de violência sexual é implícita geralmente associada ao Cavaleiro da Morte "Killing". Um final apoteótico com explosões de dinamite, uma armadilha construída para morte lenta de Django planejada bem ao estilo do seriado Batman (Adam West) dos anos 60 que chega a ser hilária, mas lembre-se estamos em 1966.


Quanto aos cenários e locações parecem aceitáveis até porque a Turquia também possui seus belos vilarejos barrocos. Os figurinos da produção é que não convencem e parece que os atores vieram de suas casas com suas próprias roupas para o set de filmagem, detalhes cruciais para um Espaghetti Western.

Cango Korkusuz Adam ou Django aqui, só faltou mesmo ter um caixão para arrastá-lo, mas a atmosfera do filme não faz você levá-lo à sério, principalmente quando chega a gangue dos "Irmãos Farlon" contratados por Jack para eliminar Django.

Em resumo é um filme para colecioná-lo como documento e para quem é fã de Django, respeitá-lo por ter sido a primeira cópia do personagem criada no mundo após o original de Corbucci.

Preocupado em preservá-lo e homenagear essa desafiadora produção, decidi traduzir uma legenda inglesa para o idioma português para que outros fãs possam assistir e conhecer esta raridade.


Versão original turca disponível no Youtube

10 abril 2018

Os Índios Apaches no Cinema Americano e Europeu.


Os Apaches são povos Athapaskan que migraram para o Sudoeste, vindos do Nordeste do Canadá, centenas de anos atrás. Eles povoaram planícies da parte central e no Sudoeste dos Estados Unidos perto do ano 850 d.C.
A nação apache é o nome dado a várias tribos nativas americanas culturalmente relacionadas entre si. O nome Apache vem de uma palavra Zuni que significa: "inimigos ou homens lutadores".
Os Apaches eram grupos nômades de caçadores e coletores, largamente conhecidos como ferozes lutadores.

Eles eram temidos por seus ataques a outras tribos, e mais tarde, no século XVI, sua reputação ficou conhecida, quando houve o confronte com os colonizadores espanhóis pelo comércio, pelas fronteiras territoriais e pela caça ao búfalo.


Os Apaches habitavam uma área enorme no lado oriental do novo México, que também invadia o Texas e o México. Este povo orgulhoso e guerreiro, se dividia em muitos grupos, sendo mais conhecidos os Jicarillas, os Mescaleiros e os Chiricahuas.
Viviam numa região hostil, de escassos recursos naturais e, por isso, se especializaram em saquear as fazendas e povoados dos colonizadores brancos e costumavam roubar também as outras tribos, sumindo rapidamente nas serras da região, onde construíam inacessíveis esconderijos.


Os primeiros intrusos do território Apache foram os espanhóis, a partir de 1500. Havia diferenças entre os vários grupos de Apaches, principalmente no modo de vestir e nos acessórios que utilizavam. Havia os grupos mais dedicados ao pastoreiro e caçadores de bisão, animal que garantiu a sobrevivência durante séculos, e outros voltados para os saques em fazendas e povoados, como os Mescaleiros, que viviam nas montanhas.

Na cultura tradicional, as mulheres cuidavam do alimento, da madeira e da água, enquanto os homens tinham que caçar e guerrear. A poligamia era praticada quando as condições econômicas permitiam.


Os Apaches viviam numa região de deserto, muito seca e muito quente, mas também bela. A beleza exótica do Arizona foi descoberta a partir dos anos 20 pelos filmes de Hollywood envolvendo-os em centenas de filmes no gênero “Velho Oeste”, que traziam as cores do Grand Canyon e do Deserto de Sonora.

Os Apaches tiveram pouca participação no Espaghetti Western (Cinema Europeu) por ser um seguimento muito diferenciado do estilo estilizado americano, mas na Alemanha surgiu em 1962 um personagem Apache criado pelo escritor, roteirista e diretor renomado, Karl May que mesmo sem ter posto os pés na América.


Criou o imortal e talvez o mais célebre personagem Apache fora da América conhecido como Winnetow, interpretado por Pierre Brice, um Apache que ao lado de seu amigo americano branco Old Shatterhand, interpretado por Lex Barker, agiam sempre em nome da justiça e da paz e que garantiu umas duas dezenas de bons e bem sucedidos westerns na tela grande equiparando-se a grandes produções americanas com roteiros bem elaborados e diferenciados da rotineira guerra entre brancos e índios.


Os Apaches são os índios mais conhecidos da América do Norte por ser um povo corajoso e muito exposto no cinema como outros nativos de todo o mundo, eles cederam à ganância e pressão dos colonizadores. Mas, a coragem e ousadia dos Apaches em defender o seu território diante de um invasor mais numeroso e poderoso rendeu-lhes uma grande exposição no cinema.

Os diretores cinematográficos exploraram ao máximo a imagem desse povo, quase sempre mostrando o lado sanguinário e feroz dos índios.

Passado um século desde a colonização do oeste americano, já se vê os índios com outros olhos e felizmente vemos que nem todos eram maus e apenas defendiam sua terra, tradições e sobrevivência com unhas, dentes, arcos e flechas.

Os Apaches não agradaram muito os diretores europeus que procuraram criar os seus próprios personagens como Django, Sartana, Sabata, Ringo entre outros, que já vinham sendo bem cultuados e ganhando inúmeros fãs pelo mundo, mas posso citar alguns Westerns Espaghettis com a presença dos Apaches que marcaram época como:

“La Battaglia de Forte Apache” [A Batalha Final dos apaches] 1964 da série Winnetou, “La Furia Degli Apache” [Gerônimo Ordena o Massacre] 1964, com Frank Latimore e Nuria Torray, “Una Donna Chiamata Apache” [Apache Woman] 1976 Com Al Cliver e Clara Hopf, “Apache Bianco” [Apache Branco] 1977 com Sebastian Harrison e Lola Forner, “Buffallo Bill L´eroi Del Far West [Buffalo Bill, o Herói do Oeste] 1965 com Gordon Scott e Mario Brega. Até Lee Van Cleef virou um herói Apache em “Captain Apache” [Capitão Apache] 1971 ao lado de Carroll Baker e Stuart Whitman [ O Home de Virgínia].


Os apaches mais famosos e memoráveis foram Chefe Manga Coloradas, apelido recebido ao roubar uma camisa vermelha. Em 1837, ele era o guerreiro mais conhecido no Novo México, que ainda pertencia ao México, e em Sonora, estado vizinho ao sul.

Cochise o grande líder da tribo Chiricahuas, promoveu a paz com os brancos durante muito tempo. Gerônimo, o mais famoso guerreiro Apache começou a odiar de verdade o homem branco no dia em que retornou para casa e encontrou tudo destruído e a sua família assassinada por mexicanos.

07 setembro 2015

Eduardo Fajardo na Calçada da Fama - Homenagem Especial Brasil

Eduardo Fajardo

O extraordinário ator recebe seu nome com letras em ouro na história do cinema.

Eduardo Martínez Fajardo nasceu em 14 de agosto de 1924, em Mosteiro, Pontevedra, Espanha embora cresceu em La Rioja. Ainda adolescente mudou-se para Santander, onde estudou o ensino médio.

Em 1942 começou sua carreira de ator, inicianado como um dublador de voz até 1946.

Então logo em seguida estreou no cinema com “Héroes del 95”, de Raúl Alfonso (1947), inaugurando assim uma das filmografias mais numerosas do cinema espanhol, e porque não dizer do cinema europeu, superando abruptamente o número de 183 títulos, 75 peças teatrais, 2.000 participações na TV espanhola e mexicana, além de participar de produções de Itália, Alemanha, França, Grã-Bretanha e nos Estados Unidos e atingindo 167 computados no bando de dados do Imdb.

Como dublador nos primeiros anos da década de 40, era presença constante nos trabalhos da produtora CIFESA e sua voz já considerada e valorizada como galã em um segundo papel segundo criticas da imprensa.
Ator que ao longo de sua inacabável carreira tem sido capaz de se dividir em dois lados opostos, o homem líder elegante (moralmente ambíguo, muitas vezes), e do outro lado, vilão cruel e brutal. Ele também tem sido capaz de combinar ambos os papéis em várias modalidades de caráter refinado e cruel ao mesmo tempo, se necessário.

Eduardo Fajardo poderia dominar qualquer cena usando a sua voz bem modulada aos 91 anos de idade.

O grande ator que vive há mais de duas décadas em Almeria, Eduardo  faz jus com que seja o primeiro a ter uma estrela no "Paseo de las Estrellas” [Calçada da Fama] que a cidade de Almeria criou no entorno do Teatro Cervantes, Pablo Cazard e praça Marqués de Heredia no âmbito do projeto “Almería, Tierra de Cine”, no  qual o Departamento de Turismo tem como objetivo atrair a atenção de especialistas, cineastas, fãs, amadores, pesquisadores, artistas, enfim a todo o público amante do cinema além das grandes estrelas que ao longo dos anos têm filmado na região.

O evento foi realizado no dia 13 de abril de 2012 às 18 horas na Rua Poeta Villaespesa, onde o ator inaugurou a “Calçada da Fama” anexado ao Teatro Cervantes com a primeira estrela com seu nome inscrito em ouro.
Este foi anunciado oficialmente pelo prefeito, Luis Rogelio Rodríguez.
Fajardo, que estava "muito animado" por este reconhecimento, agradeceu ao prefeito "É uma honra em abrir este Paseo del Cinema, em homenagem a todos ligados à arte da província de Almeria".

Para o prefeito, a escolha de Eduardo Fajardo não foi casual.

“Eduardo é a história do cinema espanhol, mas também do cinema de Almeria, como muitos de seus filmes foram filmados em nossa província, onde anos atrás, ele decidiu residir e onde ele está fazendo um grande trabalho trazendo o teatro para as pessoas com deficiência".

O projecto “Almería, Tierra de Cine” começou em janeiro de 2011, com a abertura da Casa de Cinema, no bairro de Villablanca, um espaço cultural no município que recupera sua memória cinematográfica e parte de sua história recente e todos os fãs podem comparecer e descobrir o que esta fábrica de sonhos que é o filme passou a significar para uma terra longe de todos e quase tudo, e que na verdade, antecipadamente, já havia recebido mais de 8.000 visitas de várias partes do mundo.


Agora começa o “Paseo de las Estrellas”, um lugar onde eles poderão presenciar as estrelas dos mais ilustres atores e diretores que filmaram em Almeria ou que tenham feito anteriormente sua contribuição para a promoção da cidade e da província como uma terra de cinema que tem sido uma realidade.

O terceiro pilar desta iniciativa é a identificação e marcação de lugares na cidade [Set de filmagens] onde eles filmaram cenas de filmes famosos, como a Plaza de la Catedral, onde as cenas de “Patton”, ou a Escola de Artes e Ofícios, que serviu de cenário para os filmes de “Indiana Jones”, Era uma vez no Oeste, a trilogia dos Dólares de Leone e uma infinidade de outros filmes.

O objetivo é criar uma “Rota de Filmes”, colocando placas de informação, de modo que o visitante identifique-se com a cena do filme, mas também Almeria promoverá um translado ao redor do Centro Histórico e sua ligação com o cinema.




O Conselheiro para o Turismo, Juanjo Alonso diz que após a reabilitação e requalificação do Cortijo Romero e conversão da Casa del Cine, a cidade continua a se concentrar em resgatar o esplendor que há no mundo do cinema como a nossa ferramenta de recuperação mais recente, mas também de promoção cinematográfica da cidade e da “Calçada da Fama” e agora passado para a “Rota del Cine” são primordiais ao turismo.

Almería começou entrar para as telas de cinema de todo o mundo desde o final dos anos cinquenta em suas mais variadas experiências cinematográficas a céu aberto em locais acidentados e selvagens, local de batalhas, duelos no sol, cavalaria, ataques a diligências, caça ao tesouro e, claro, cenas de amor. 


“Desde de tiroteios, bons filmes, comerciais e videoclipes não pararam de ser produzidos e ter sucesso aqui até hoje.” complementou Juanjo Alonso.
“Eu sempre tive a idéia de viver em Almeria quando trminasse a minha carreira.” disse Fajardo.
Ele tinha todos os motivos para se estabelecer em nossa província e um deles era o seu conhecimento do clima e da terra experimentada ao longo dos muitos tiroteios realizados. Em Almeria ele reside há mais de duas décadas.
E este é o lugar onde ele fundou o "Teatro sem Barreiras", composta de pessoas com várias deficiências, que ano após ano são excedidos operar enquanto o seu amor pelo teatro. Em seu tempo livre, Eduardo Fajardo também está escrevendo disse o prefeito Luis Rogelio Rodríguez.

Com 33 Espaghetti Westerns catalogados no Imdb, talvez os que mais fizeram sucesso entre os brasileiros tenham sido o “Major Jackson” em “Djando” (1966) de Sergio Corbucci e Tilly em “Adios Hombre” [Sete Pistolas para um Massacre] de Mario Caiano de 1967.

 
Filmografia Espaghetti Western - Eduardo Fajardo [Imdb]

  1. Django (1966)
  2. Companheiros (1970)
  3. Os Violentos Vão Para O Inferno (1968)
  4. Duelo dos Homens Maus (1971)
  5. A Guerreira de Indiana Jones (1984)
  6. Uma Dupla de Mestres - Viva a Morte... Tua (1971)
  7. Uma Pistola para 100 Sepulturas (1968)
  8. Ringo... Era Seu Nome (1967)
  9. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
10. Viva Sabata! (1970)
11. Apocalipse Joe (1970)
12. Frente a Frente com os Pistoleiros (1965)
13. A Vingança de Ringo (1967)
14. A Outra Face da Coragem (1968)
15. Rebelião dos Brutos (1970)
16. Gentleman Jo... Mata (1967)
17. Shango (1970)
18. Tedeum, Um Homem Mais Duro que Trinity (1972)
19. O Pistoleiro do Inferno (1971)
20. Tutti per uno... botte per tutti (1973)
21. Que Faço no Meio de uma Revolução? (1972)
22. Matarei Um Por Um (1968)
23. O Pistoleiro de Passo Bravo (1968)
24. Uma Winchester Entre Mil (1968)
25. El aventurero de Guaynas (1966)
26. A Carga do 7o. de Cavalaria (1965)
27. A Grande Noite de Ringo (1966)
28. Uno, dos, tres... dispara otra vez (1973)
29. Das Tal der tanzenden Witwen "El valle de las viudas" (1975)
30. Em Torno Dele Rondava a Morte (1969)
31. Adios, Hombre (1967)
32. Verflucht, dies Amerika "La banda de Jaider" (1973)
33. Il lungo giorno della violenza (1971)

Eduardo Fajardo entrevista ao vivo Youtube 2010