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06 julho 2015

Por Um Punhado de Dólares [1964] - Locações


Na entrada do Vilarejo de San José está o Cortijo El Sotillo onde na chegada pode-se reconhecer o local onde foi rodada a primeira cena do primeiro Espaghetti Western de Sergio Leone:

Por Um Punhado de Dólares (1964). A partir desta primeira Craquete, Leone faria a revolução cinematográfica neste segmento e despontaria o ator americano, o solitário "Joe" [Clint Eastwood] a conquistar milhões de fãs pelo planeta, após descer de sua mula em um poço de água e no minuto seguinte se depararia com um sujeito muito cruel, "Chico" o ator italiano Mario Brega carregando o filho pequeno de "Marisol" a atriz alemã "Marianne Koch" e seu marido "Julián" o ator espanhol Daniel Martin, mantidos em cativeiro por "Ramón Rojo" outro ator italiano, Gian Maria Volonté.

Hoje o local da cena foi transformado em ponto turístico com restaurante e conveniências aos visitantes.
Foto: Mauro [scapigliato]

04 julho 2015

Três Homens em Conflito "O Bom, o Mau e o Feio" [Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo] Especial Brasil


Uma das figuras mais constantes no imaginário das pessoas em qualquer canto do mundo é o cáuboi americano. O gênero inspirou filmes tão díspares quanto os do acrobático Tom Mix nos anos vinte, do cantor Roy Rogers nos anos quarenta ou da lendária associação dos dois Johns ( Ford e Wayne). Curiosamente, a transfiguração para as telas dos caubóis citados mostravam uma figura romântica, sempre: limpinho, de cara lisa, que nunca trapaceava. O perfeito herói, “clean".

Foi preciso aparecer um italiano atrevido para materializar o faroeste numa escala de realidade muito maior e que provocou uma verdadeira revolução na indústria do cinema entre os anos sessenta e setenta: o Espaghetti Western. Apesar do termo meio pejorativo (Faroeste Espaguete), o movimento iniciado pelo genial diretor italiano Sérgio Leone desencadeou uma avalanche de cerca de 800 produções semelhantes se considerarmos os produzidos na Alemanha, e outros produzidos na pré fase Leone em vários outros países da Europa e tão poucos conhecidos na América Latina.

A trilogia que inaugurou o ciclo foi com os filmes "Por um punhado de dólares" (uma refilmagem de "Yojimbo" de Kurosawa), "Por uns dólares a mais" e "Três homens em conflito", este último em destaque.

A pergunta óbvia é: que diferença estes filmes apresentaram em relação a tantos outros feitos anteriormente? Basta imaginarmos qual seria a aparência real de um dos heróis do Velho Oeste Americano.
Homem rude, acostumado a passar longos períodos de solidão nas campinas, florestas ou desertos, acostumado a enfrentar dificuldades tão diversas quanto picadas de cobra, ataques de índios, fome, sede, bandidos, xerifes truculentos, fazendeiros ambiciosos, etc. Diversões? Bebidas da pior qualidade, prostitutas cheias de doenças e jogos de cartas ou dados. Mérito para Leone, disparado.

Mas não é só na aparência que os personagens de Leone são mais verossímeis. As pessoas retratadas em seus filmes são repletas de defeitos e qualidades - como qualquer ser humano - e não aquela dicotomia tradicional de mocinho bonzinho e vilão tenebroso. Não existem arquétipos, os principais personagens são farinha do mesmo saco, embora tenham características diferentes.

O título em português está perfeito ("Três homens em conflito"), mas o original vai direto à caracterização dos personagens: O Bom, o Mau e o Feio. O Feio é Tuco (Eli Wallach), um mexicano saído da miséria para o banditismo, com uma ficha criminal que vai de assassinato a abandono de lar. É ambicioso, vingativo, mentiroso e cruel, embora tenha sentimentos de família e amizade como todo ser humano.

O Mau é Olhos-de-anjo (Sentenza, no original italiano, vivido por Lee Van Cleef), um assassino a preço fixo que se gaba de sempre cumprir os "trabalhos" que assume. Diferente de Tuco, que é passional, Olhos-de-anjo mata por obrigação, tortura para obter o que precisa e coopta quando vê que é necessário. Em nenhum momento perde a calma ou se desespera. O Bom é Blondie (Clint Eastwood), um pequeno vigarista de boa pontaria, que vive em parceria com Tuco arrancando dinheiro de xerifes de pequenas cidades.

O que estes homens tão diferentes têm em comum é o segredo de um tesouro confederado, enterrado num cemitério sulista. Ao longo do filme, alternam-se na dominação dos outros, com o objetivo de extrair a localização exata do tesouro.

Se a história é simples, na transformação em filme é que se nota a genialidade de Leone, que usou técnicas  e movimentos de câmera ousados, aliado a uma trilha sonora de excepcional qualidade, de ninguém menos que Enio Morricone. Algumas sequências do filme são antológicas, como o triplo duelo no cemitério. A passagem de imagem de rostos e mãos dos duelistas, aliado à atordoante música de fundo são impressionantes. Outra sequência estranha e fascinante é quando Tuco percorre o cemitério procurando a sepultura correta. O ritmo alucinante da câmera consegue traduzir toda a emoção e ansiedade do personagem com o fundo musical quase que inacabável e memorável intitulada de “Extase of Gold”, título perfeito combinado à cena.

CINECITTÀ 1964

Uma ideia que me passou pela cabeça (e que pode ou não ter algum sentido) é que os três personagens na verdade são lados de um mesmo triângulo, faces diferentes de uma mesma condição humana. Todos nós temos o nosso lado “Tuco”, que se preocupa com as necessidades elementares (comer, dormir, aquecer-se, divertir-se, etc). Por outro lado, a sociedade que vivemos hoje estimula o lado “Olhos-de-Anjo” à medida em que coloca a competitividade acima de tudo. É o nosso lado Gérson, que tem que tirar vantagem de tudo, cumprindo a velha máxima de que os fins justificam os meios. Por fim, existe o nosso lado idealista e ético, que contrabalança os outros dois, que é representado pela face “Blondie”.

 Talvez a "viagem" tenha sido grande nessa leitura, mas Leone mostra a sua visão otimista ao derrotar o lado mais negro do triângulo.


O filme tem o suporte dos atores, todos excelentes, ainda em início de carreira. Clint Eastwood, o que alcançou maior sucesso, vinha de alguns pequenos seriados na tv americana e aceitou participar de "Por Um Punhado de Dólares" por quinze mil dólares. Esse filme foi a grande guinada em sua carreira, projetando-o como um dos grandes nomes do cinema americano. Lee Van Cleef repetiu a sua performance em inúmeros outros filmes do Espaghetti Western, mas não teve o mesmo sucesso de Eastwood. Eli Wallach, o Tuco, desenvolveu uma notável carreira na televisão americana. Uma curiosidade sobre este último foi a recusa de um papel em "A Um Passo da Eternidade" com o qual Frank Sinatra ganhou um Oscar.

Uma atenção especial deve ser dada à trilha sonora deste filme, assinada por Ennio Morricone. A música tema é praticamente a marca registrada do faroeste no cinema, mesmo que a maioria das pessoas não tenha nem ideia de qual filme foi. Morricone é o mais produtivo compositor do cinema, ao lado de Maurice Jarre. São dele as trilhas de  "O Anticristo", "1900", "La Luna", "Os Intocáveis", "Áta-me" e o maravilhoso "Cinema Paradiso" entre quase quatrocentos títulos que constam do site do Imdb.

O formato de tela para este filme não poderia ser outro senão o widescreen. As panorâmicas constantes, os closes exagerados e o fantástico enquadramento de Leone simplesmente desaparecem quando se faz o corte lateral para preencher a tela da tv. Este foi um dos poucos filmes que foi lançado em VHS com o formato de cinema, gerando muitas reclamações semelhantes às dos iniciantes no DVD hoje, acostumados ao formato de videocassete. O som é mono, mas não compromete a excelente trilha sonora.

"Três Homens em Conflito" é um filme que interessa aos aficionados por faroeste, aos fãs de Eastwood, estudiosos de cinema, apreciadores de boa música ou simplesmente quem quer curtir um bom filme de ação. Outras leituras podem ser feitas, a depender de como se olhe para o filme. Experimente.

Sinópse Resumida
Durante o auge da Guerra Civil, um misterioso pistoleiro (Eastwood) vaga pela fronteira do oeste. Ele não possui um lar, lealdade ou companhia, até que ele encontra dois estrangeiros (Eli Wallach e Lee Van Cleef), que são tão brutos e desapegados quanto ele.

 Unidos pelo destino, os três homens juntam suas forças para tentar encontrar uma fortuna em ouro roubado. Mas trabalho em equipe não é uma coisa natural para voluntariosos pistoleiros, e eles logo descobrem que seu maior desafio é concentrar-se em sua perigosa missão e em manterem-se vivos atravessando um país arrasado pela guerra. Sem sombra de dúvida, o Western mais ambicioso e influente já produzido.



“Três Homens Em Conflito” é uma aventura bem humorada e audaciosa que mudou para sempre o futuro deste gênero cinematográfico, aceitem alguns críticos mais conservadores ou não. O filme arrecadou três milhões de dólares, uma fábula para um filme estrangeiro no ano de 1966.

Newton Ramalho Júnior - Natal, 23 de Agosto de 2001.
Compilação, atualização e complementação - Edelzio Sanches - São Paulo, 03 de Julho 2015.

Elenco Principal: Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Eli Wallach, Aldo Giuffrè, Mario Brega, Luigi Pistilli,
Rada Rassimov, John Bartho, Antonio Casale, Angelo Novi e Antonio Casas.

Informações:
“Três Homens em Conflito” - Brasil
“O Bom, o Mau e o Feio” - Brasil
Il Buono, il Brutto, il Cattivo - Original Italiano
Produção: Itália 1966
Direção: Sergio Leone
Música: Ennio Morricone
Duração: 163 minutos

Áudio Português Youtube

09 agosto 2011

A morte anda a Cavalo



 

















“Da Uomo a Uomo”
“Death Rides A Horse - USA”
Itália 1967
Direção: Giulio Petroni
Música: Ennio Morricone
Duração: 114 minutos
Fotografia: Carlo Carlini
Distribuição Original no Brasil: Reserva Especial
Filmado em Tabernas - Almería – Andalucia - Espanha

Lee Van Cleef - Ryan
John Phillip Law - Bill Meceita
Mario Brega - Caolho (Paco)
Luigi Pistilli - Walcott - Lider dos bandidos
Anthony Dawson - Burt Cavanaugh
José Torres - Pedro
Franco Balducci - Xerife
Guglielmo Spoletini - Manuel - Bando de Walcott
Bruno Corazzari - Cúmplice de Walcott
Felicita Fanny - Garota da Vila
Ignazio Leone - Shepherd
Carlo Pisacane - Chefe da Estação de Holly Spring
Angelo Susani - Bando de Walcott
Vivienne Bocca - Bando de Walcott
Walter Giulangeli - Sr. Meceita, Pai de Bill
Elena Hall - Sra. Meceita, Mãe de Bill
Mario Mandalari - Bando de Walcott
Nazzareno Natale - Bandido
Ennio Pagliani - Bando de Walcott
Giovanni Petrucci - Bando de Walcott
Romano Puppo - Prefeito
Richard Watson - Bartender
Archie Savage - Vigro
Remo Capitani - Escolta do Ouro
Carla Cassola - Betsy, garota de Bill
Giuseppe Castellano- Xerife
Nerina Montagnani - Esposa de Shepherd
Claudio Ruffini - Diretor da Prisão
José Terrón - Bando de Walcott
Nino Vingelli - Jogador de Cartas
Ainda criança, Bill (John Phillip Law), escapa de um massacre e é a única testemunha do Assassinato de toda a sua família por quatro assaltantes. Traumatizado consegue memorizar algumas pistas deixadas pelos sádicos assassinos. Quinze anos depois, ele vai atrás dos assassinos em busca de vingança.
Durante a sua jornada, ele cruza o caminho de Ryan (Lee Van Cleef), um Ex-Confederado que acabou de sair da cadeia e que também de alguma forma ficara preso por causa dos mesmos bandidos. Os dois formam uma dupla nada comum em busca do mesmo objetivo, mas por diferentes razões.
Ryan de alguma forma se antecipa sempre às ações precipitadas de Bill, colocando um contra o outro. Dos seis westerns dirigidos por este diretor, este talvez tenha sido o mais sério e violento. Fez também duas comédias com o personagem "Provvidenza" com Tomas Milian (uma mistura de Trinity e Charlie Chaplin) e um outro de destaque foi "....E per tetto un cielo di stelle" (A Sky Full of Stars for a Roof - USA) de 1968 com Giuliano Gemma e Mario Adorf de muito sucesso.
O que foi muito chocante e brutal para o ano de 1968, foi o fato de que os homens brancos do Velho Oeste começaram a mostrar suas armas para crianças e mulheres. Muito inusitado para o cinema de Hollywood.
Mais uma ousadia e desafio para os Italianos nesta década que vinham quebrando todos os tabús a cada filme. A Aparência dos atores como Lee Van Cleef, Jack Palance, Gordon Mitchell, Bud Spencer, Gian Maria Volontè e tantos outros que não tinham seus rostos tão bonitos como os de príncipes como por exemplo Roger Moore, Tony Curtis e outros, mostrava que filme de faroeste não precisava ter um ator bonito mas sim justiceiro e que honrassem seu nome. Ainda não tão aparente no cinema, nunca fora feito a menos que fossem retratando com os índios que eram considerados selvagens sanguinários. John Wayne não gostava de ver esse tipo de Western, pois manchava o código do Cowboy-Mocinho disciplinado.
Os Espaghettis Westerns lotavam as salas de cinema e quanto mais feio era o ator, melhor era retratada a vida difícil do cowboy forasteiro que tinha que conviver em meio a bandidos o tempo todo. Estes atores se consagravam pela sua atuação e não pela sua beleza, pois o homem que era macho não precisava ser bonito; Ele tinha que resolver o problema com suas próprias mãos e seus próprios meios.
John Phillip Law participou de grandes clássicos do cinema Fantástico na década de 70e 80 em filmes como “Barbarella – 1968, As Novas Viagens de Simbad – 1973, Perigo: Diabolik – 1968, Rebelião Espacial – 1988” e muitos outros vindo a falecer em 2008.
Aqui ao lado de Van Cleef mostra sua única e inesquecível performance em um Faroeste Europeu.
A música de Ennio Morricone é outro ponto alto do filme especialmente em momentos como nas cenas onde Ryan (Cleef) acaba de sair pela porta da prisão e está comprando o cavalo e quando conhece Bill (Law) pela primeira vez como um adulto em sua fazenda.
Um agradável e grandioso filme, enfatizando a cenografia de Luciano Vincenzo.
Descobri uma música tema do filme cantada pela poderosa voz de Raoul que está disponível aos fãs.
Outro detalhe interessante é que Quentin Tarantino aproveitou parte da trilha sonora deste filme para as sequencias de ação do filme “Kill Bill”. Nada bobo ele.

20 novembro 2010

Por um Punhado de Dólares


“Per um Pugno di Dollari”
“A Fistful of Dollars - USA”

Produção: Itália – Espanha – Alemanha – 1964
Direção: Sergio Leone (Bob Robertson)
Música: Ennio Morricone (Dan Savio)
Duração: 100 min.
Fotografia: Massimo Dallamano e Frederico G. Larraya
História: A. Bonzzoni – Victor Andrés Catena – Sergio Leone com participação
De Fernando Di Leo – Clnt Eastwood – Duccio Tessari e Tonino Valerri
Produção Harry Colombo e George Papi
Jolly Film (Roma) – Constantin Film (Munich) – Ocean Film (Madrid)
Distribuição em VHS foi feita pela Reserva Especial
Locações: Almería – Andalucía EspanhaClint Eastwood – Joe
Marianne Koch – Marisol
Gian Maria Volonté (Johnny Wels) – Ramon Rojo
Wolfgang Lukschy – John Baxter
Sieghardt Rupp – Esteban Rojo
Joseph Egger - Piripero
Antonio Prieto – Don Miguel Benito Rojo
José Calvo - Silvanito
Margarita Lozano – Consuelo Baxter
Dainel Martin - Julián
Benito Stefanelli (Benny Reeves) - Rubio
Mario Brega (Richard Stuyvesant) - Chico
Bruno Carotenuto (Carol Brown) – Antonio Baxter
Aldo Sambrell (Aldo Sambreli) – membro gang de Rojo
Raf Baldassarre – Juan De Dios
Luis Barboo – Pistoleiro de Baxter
Frank Braña – Gang de Baxter
José Canalejas - Membro da gang de Rojo
Juan Cortés –Capitão da Cavalaria
Nino Del Arco - Jesus
Jose Halufi – Membro da gang de Rojo
Joe Kamel - Membro da gang de Baxter
Anotnio Molino Rojo – Membro da gang de Baxter
Antonio Moreno – Juan de Dios
Nazzareno Natale – Membro da Gang de Rojo
Julio Pérez Tabernero – Pistoleiro de Baxter
Nosher Powell - Cowboy
José Riesgo - Capitão da Cavalaria Mexicana
Lorenzo Robledo – Pistoleiro de Baxter
Fernando Sánchez Polack – Membro da Gang de Rojo
Umberto Spadaro – Miguel - Pistoleiro de Rojo
William R. Thompkins – Membro da Gang de Baxter
Harry Dean Stanton, Antonio Vico, Frank Kalvow, José Orjas, Manuel PeñaUm pistoleiro solitário e misterioso chamado Joe (Eastwood) recém chegado a San Miguel, uma cidade muito Rude localizada na fronteira, onde dois grupos de contrabandistas aterrorizam os cidadãos pobres. Rápido no gatilho com seu Colt 45, mostrando o seu valor, (não mexam com a minha mula) o estranho recebe ofertas de emprego das duas gangues. Porém sua lealdade não pode ser comprada, mas ele aceita os dois empregos. Ele desenvolve um plano para destruir as duas gangues, desmascarando os criminosos com um inteligente jogo duplo de confrontações mortais entre eles. Com uma quantidade de tiros incrível, interpretações dinâmicas e uma atmosfera cinematográfica jamais vista em um filme deste gênero. Este foi o filme preferido do mestre Sergio Leone que se inspirou em “Yojimbo, O desafio do Samurai” (La sfida del Samurai) de 1961 de Akira Kurosawa. Foi o filme que consagrou o Western Spaghetti como cinema alternativo ao americano.
Gastou-se 120.000 Dólares e arrecadou 2 milhões de Dólares e foi vendido e assistido em todo o mundo causando forte impacto visual.Como curiosidade: o filme foi produzido pela Jolly Film que naquele ano produziu somente dois Westerns.
“Por um punhado de Dólares" de Sergio Leone ainda com pseudônimo de Bob Robertson e “As pistolas não discutem” (Le Pistole non Discutono) de Mario Caiano (Mike Perkins). Este último é considerado o primeiro e verdadeiro Western Italiano. A Jolly confiava pouco no filme tendo como protagonista Clint Eastwood que tinha um olhar estranho e concentrou toda sua atenção no “Le Pistole non Discutono” este que seia o 1º. Haviam muitos erros, Clint ganhou o afeto dos produtores da Jolly Film na Itália e trabalhou sozinho com Leone sempre com sua grande estima e dedicando-se muito aos seus filmes.Leia mais e tudo sobre este filme em “História do Bang Bang à Italiana” nos marcadores deste blog e saiba detalhes como por exemplo que Enrico Maria Salermo (Bandidos - 1967 - como o famoso pistoleiro Richard Martin) dublou a voz de Joe (Clint Eastwood) na versão italiana. Ennio Morricone ainda era “Dan Savio” , Benito Stefanelli era ator e coordenador de Dublês (Stunt), Alessandro Alessandroni foi o arranjador e assoviador de uma das primeiras musicas assoviadas no Western e Michele Lacerenza foi um dos primeiros trompetistas neste gênero. Tonino Valerri já começa seu estágio com Leone e faria anos depois clássicos com “Meu nome é Ninguém” com Terence Hill. As interpretações nas versões musicais vocais de Maurizio Graf em italiano “Occhio Per Occhio e An Eye for an Eye” na versão inglesa são fantásticas. Outra versão raríssima é a de Peter Tevis de “Per Un Pugno Di Dollari”. Estas músicas estão em destaque neste post.
É muita história...